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terça-feira, 3 de junho de 2025

Conheça 3 estratégias de Inteligência Artificial para otimizar a gestão de eventos

Chatbots, análise preditiva e personalização em tempo real agilizam processos, reduzem custos e ampliam a experiência dos participantes; Vanessa Chiarelli Schabbel, diretora-executiva da
Bop Comunicação Integrada, explica


A inteligência artificial (IA) está transformando profundamente a forma como eventos corporativos são planejados e executados. De ferramenta estratégica a protagonista das operações, a IA impacta todas as etapas: da identificação de interesses do público à personalização da experiência in loco, otimizando processos logísticos e gerando análises pós-evento mais precisas. 

“A tecnologia nos permite identificar padrões de comportamento e antecipar necessidades, tornando o planejamento mais preciso e a experiência do participante verdadeiramente sob medida”, afirma Vanessa Chiarelli Schabbel, diretora-executiva da Bop. 

De acordo com a executiva, a IA atua de forma integrada em três frentes principais no universo da gestão de eventos:

 

Chatbots inteligentes: proximidade e agilidade com o público

Os chatbots oferecem atendimento ágil e personalizado em múltiplos canais. Eles acompanham o participante desde a inscrição até o pós-evento, proporcionando respostas instantâneas, eliminando gargalos e otimizando o relacionamento com o público. 

“Mais do que automatizar, os chats hoje são capazes de humanizar a comunicação, com interações naturais e acolhedoras, aproximando marcas e pessoas. A IA não substitui o fator humano, mas se torna uma aliada indispensável, especialmente em um setor dinâmico como o de eventos, onde agilidade e eficiência são cruciais”, reforça Vanessa.

 

Análise preditiva: antecipação de tendências e preferências

A análise preditiva usa dados históricos e comportamentais para modelar cenários, antecipar tendências, projetar engajamento e otimizar recursos logísticos e financeiros. 

“Quando usamos a inteligência de dados para prever comportamentos e cenários, conseguimos agir com mais precisão e segurança. Isso é essencial em eventos, onde cada escolha impacta diretamente a experiência. Identificar gostos e preferências nos permite alinhar — e até superar — as expectativas do público”, completa Vanessa Chiarelli Schabbel, diretora-executiva da Bop.

 

Personalização dinâmica: experiências sob medida em tempo real

A personalização dinâmica, em eventos, refere-se à adaptação em tempo real da jornada de cada participante, com base em seus interesses, comportamentos e dados. Isso inclui desde o conteúdo exibido até atividades interativas e brindes personalizados. 

“A personalização em tempo real transforma cada participante em protagonista da sua própria experiência. Quando entregamos conteúdos e interações sob medida, criamos conexões mais profundas e memoráveis”, afirma Vanessa.

 

IA como vantagem competitiva e aliada estratégica nos eventos

Tecnologias como machine learning e processamento de linguagem natural já são diferenciais competitivos no setor, acelerando processos, reduzindo erros e ampliando a precisão das entregas — essenciais em um ambiente altamente dinâmico como o de eventos corporativos. 

“Estamos vivendo um momento de transformação. A IA continuará evoluindo e se integrando aos eventos de forma natural, tornando os processos mais fluidos e eficientes. Mas é importante lembrar: a criatividade, a empatia e o olhar estratégico das pessoas continuam sendo insubstituíveis. A IA potencializa essas habilidades”, destaca Vanessa. 

Além da operação, a IA vem fortalecendo o papel estratégico dos eventos, tornando-os mais mensuráveis e conectados aos objetivos de negócio. “Métricas em tempo real, insights preditivos e feedbacks automatizados já fazem parte da rotina de equipes que buscam demonstrar com clareza o retorno sobre o investimento (ROI)”, finaliza Vanessa.

 

 Bop Comunicação Integrada


Entenda como a tecnologia de gêmeos digitais pode ajudar sua empresa

Freepik
A proposta é espelhar no ambiente virtual as condições exatas do ambiente físico com a finalidade de aprimorar processos ou produtos

 

Na engenharia, existe um conceito conhecido como modelagem de sistemas que, na prática, consiste em representar matematicamente o comportamento das coisas. Esse processo permite, por exemplo, prever como vai funcionar uma suspensão de automóvel quando for aplicada determinada força sobre ela no ambiente físico. Por meio dos dados, é possível antecipar se a suspensão vai quebrar com determinada carga, quanto tempo vai durar se submetida ao esforço prolongado, quando precisará passar por revisão ou ser substituída.

Esse espelhamento das coisas do mundo físico no mundo virtual também é conhecido como digital twins, ou gêmeos digitais. Segundo Arthur Igreja, especialista em Tecnologia e Inovação, não é só o comportamento de objetos inanimados, como uma suspensão automotiva, que pode ter um gêmeo digital. O comportamento das pessoas também pode ser espelhado, algo que pode ser de muita utilidade para as empresas.

Um exemplo prático de utilização de gêmeos digitais por empresas, citado por Tom Moreira Leite, presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF), envolveu um supermercado que espelhou no ambiente virtual o desempenho na frente de caixa ao substituir um dos checkouts tradicionais, operado por funcionário, por dois de autoatendimento. Os dados mostraram que essa troca reduziria o tempo médio de finalização das compras de 80 segundos para 57 segundos.  

“No meu caso, como franqueador, quando falo que vou pilotar uma loja, na realidade vou construir ou reformar uma loja para identificar os gargalos e aplicar as correções na segunda e terceira lojas. Mas isso fica bem mais simples agora que temos essa ferramenta que permite prever com muita precisão como esse ambiente vai se comportar”, diz Moreira.

Segundo um relatório divulgado pelo Fortune Business Insights, o mercado de gêmeos digitais dos Estados Unidos foi avaliado em US$ 1,64 bilhão em 2022 e deverá chegar a US$ 21,40 bilhões em 2030, tendo uma taxa de crescimento anual de 38,8% durante este período.


Como funciona

Para simular situações do mundo empresarial usando ferramentas de gêmeos digitais é preciso, primeiro, desenvolver em software o processo que será estudado. No caso de uma loja que quer otimizar o fluxo de clientes, por exemplo, a planta do estabelecimento pode ser inserida no programa. 

A próxima etapa, neste exemplo, seria implantar fisicamente na loja sensores de presença, de movimentação e sinalizadores de informações de processo - como localização, peso, função, tempo -, que fornecerão os dados que serão trabalhados no ambiente virtual. Esse modelo computacional pode ser dotado de uma inteligência artificial.

Com os dados do ambiente físico transmitidos em tempo real para o ambiente virtual é possível traçar cenários para tomadas de decisões. “Tudo o que ocorre no ambiente físico passa automaticamente para o ambiente digital, com interpretações por meio da IA, que fornecem cenários para o meu processo, como, por exemplo, a melhor posição de um operador na loja, o melhor parâmetro de processo para reduzir determinado problema”, diz Cristiane Pimentel, do Instituto de Engenheiros, Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e professora no curso de Engenharia de Produção na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).

Cristiane também explica que, para utilizar ferramentas de gêmeos digitais, não é preciso ter uma unidade física para gerar espelhamento. “Atuei com gêmeos digitais para um hospital obstétrico que desejava saber a melhor localização para construir uma nova farmácia-satélite. Obtive três cenários fornecidos pela tecnologia considerando redução de custo, abastecimento de medicamento e menor deslocamento dos funcionários. Isso, sem espelhamento com o ambiente físico, pois a obra seria resultado desse estudo", diz a especialista.

Ainda no exemplo do hospital obstétrico, Cristiane utilizou a tecnologia de gêmeos digitais, mas agora com espelhamento, para reduzir o tempo de permanência dos pacientes nos leitos. Para resolver essa situação, foi analisada a versão virtual do hospital, que mostrou a necessidade de contratação de mais dois maqueiros. Além disso, foi identificada uma concentração acima da necessária de macas na área de parto cesárea. Segundo a especialista, ao contratar mais dois profissionais e distribuir melhor as macas pelos setores, o hospital aumentou em 10% o número de leitos disponíveis. 


Vantagens e desafios

As principais vantagens dessa tecnologia de espelhamento, segundo Cristiane, são a possibilidade de realizar testes sem estar fisicamente no local, reduzindo tempo, além de não precisar expor clientes e funcionários a estas pesquisas. Há também a redução de custo, pois possíveis erros na implantação de processos ou construção de equipamentos ou estruturas já foram antecipados durante a modelagem de sistema. Ela cita ainda a economia de energia, uma vez que não será preciso deslocar produtos ou equipamentos fisicamente durante os testes. 

Entre os desafios, Cristiane menciona a obtenção de dados, garantindo a confiabilidade, pois muitas empresas ainda têm dados analógicos, sem estarem digitalizados. Além disso, a especialista cita o investimento na tecnologia, que ultrapassa R$ 1 milhão, além da dificuldade de encontrar profissionais capacitados para implementá-la, pois é necessária uma equipe multidisciplinar, com profissionais especializados em modelagem e inteligência artificial.


Cases

No Brasil, a Petrobras, por meio de um projeto desenvolvido pelo Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR) e o Laboratório de Análise e Confiabilidade de Estruturas Offshore da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LACEO/UFRJ), tem usado a tecnologia de gêmeos digitais para avaliar e estender a vida útil de risers flexíveis, tubos utilizados em plataformas marítimas que transportam óleo e gás, conectando profundidades de até 8 quilômetros à superfície.

Com a tecnologia, utilizando dados em tempo real, a petroleira monitora e avalia a integridade deste material que, devido à movimentação das águas e à corrosão pelo dióxido de carbono existente no óleo e no gás, se desgasta, exigindo sua troca. Segundo Benedito Macedo, diretor-executivo do CESAR, os risers flexíveis vêm com a validade de fábrica de 10 anos, mas com a tecnologia é possível estender esse tempo de vida para 15 ou 18 anos pela possibilidade de se analisar diariamente a integridade do material, tendo com mais precisão a proporção do seu desgaste. 

A Lowe’s, varejista norte-americana do ramo de materiais de construção, está utilizando a tecnologia da Omniverse Nvidia para criar gêmeos digitais de suas lojas. Ao criar essas réplicas no ambiente virtual, a empresa consegue testar diferentes layouts, simulando o comportamento dos consumidores e antecipando mudanças que podem impactar os clientes negativamente.


Origem 

Apesar de os gêmeos digitais terem ganhado destaque nos últimos anos, esse conceito foi utilizado pela primeira vez pela Nasa em 1970, durante a tentativa frustrada da Apollo 13 de pousar na Lua. Uma explosão em um tanque de oxigênio do módulo de serviços deixou a tripulação orbitando a Terra por quase seis dias. A situação gerou a icônica frase “Houston, temos um problema”, e também a primeira experiência de uso de sistemas gêmeos. 

Com base no incidente e usando o conceito de “geminação”, a Nasa criou um gêmeo físico da Apollo 13, desenvolvendo várias simulações para analisar as falhas e identificar alternativas para trazer os astronautas em segurança para a Terra, o que conseguiram após cinco dias e 22 horas.

Com o desenvolvimento da Internet das Coisas e da Nuvem, os gêmeos se tornaram digitais, sendo usados em diversos setores, como transporte, indústria, manufatura, entre outros.

 


Rebeca Ribeiro

https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/entenda-como-a-tecnologia-de-gemeos-digitais-pode-ajudar-sua-empresa



Mortes de ciclistas somam quase 15 mil na última década no Brasil

 

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No mês marcado pelo Dia Mundial da Bicicleta (3/6), Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte (SBRATE) alerta os cuidados necessários para quem pedala, seja por esporte ou no dia a dia



Pedalar se tornou uma escolha cada vez mais comum nas cidades brasileiras, seja como meio de transporte, lazer ou esporte. As vantagens da bike renderam até data comemorativa, o Dia Mundial da Bicicleta, instituído em 3 de junho pela ONU (Organização das Nações Unidas), com o objetivo de incentivar o uso desse modal que, além de sustentável, também proporciona saúde para os seus usuários.
 

Esse hábito saudável e prático, no entanto, esconde um lado preocupante: o aumento das mortes de ciclistas no trânsito. De acordo com dados do Ministério da Saúde, no período de 2014 a 2024, foram registrados 14.834 óbitos de ciclistas no Brasil. A pasta pontua que os dados de 2024 são preliminares e sujeitos a alterações. Portanto, o número de mortes no ano passado (1.288, o que representa, em média, quase quatro mortes por dia), pode ser ainda maior. 

Nos acidentes envolvendo bicicleta, quando a vítima sobrevive, é comum que ocorram lesões que exigem tratamento especializado, como fraturas nos membros superiores e inferiores, lesões ligamentares e traumas articulares. Por isso, a proteção individual torna-se essencial para minimizar esses riscos, alerta o presidente da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte (SBRATE), Dr. João Grangeiro. 

“O capacete é o principal aliado na proteção da cabeça e deve ser usado sem exceção. Ele reduz significativamente o risco de lesões graves, como fraturas cranianas e traumatismos encefálicos. Joelheiras, cotoveleiras e outros equipamentos também são fundamentais para aumentar a segurança”, fala. 

Grangeiro ressalta que, mesmo em trajetos curtos ou aparentemente tranquilos, os ciclistas devem utilizar os equipamentos de segurança. “São medidas simples que salvam vidas e evitam sequelas graves”, pontua.

 

Outros pontos de atenção

Mais do que usar os itens de proteção, é fundamental que os ciclistas adotem hábitos que aumentem sua segurança no trânsito, como manter a atenção ao redor, observando o tráfego de carros, motos, pedestres e também de quem pedala. Quando possível, dê preferência às ciclovias, que oferecem um ambiente mais seguro para a prática. 

Zelar pela manutenção da bicicleta é outro ponto que deve fazer parte desses cuidados. Verificar regularmente freios, pneus e demais componentes é fundamental para garantir que o equipamento esteja em boas condições de uso e evitar falhas que podem causar acidentes. Além disso, sempre que possível, é recomendável optar por trajetos mais seguros, longe de vias com tráfego intenso ou maior risco. 

“O ciclismo é uma atividade extremamente benéfica para a saúde e para a mobilidade urbana, mas precisa ser praticado com responsabilidade”, salienta o presidente da SBRATE. “A combinação de equipamentos de proteção, atenção no trânsito e manutenção adequada da bicicleta faz toda a diferença na prevenção de acidentes e, principalmente, na redução de lesões graves. Assim, é possível aproveitar tudo o que o ciclismo oferece, sem colocar a vida em risco”, conclui.




Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte - SBRATE



Stalking cresce no Brasil e expõe falhas na proteção às vítimas: o que diz a lei

 

Internet
CO Assessoria

 Especialistas pedem penas mais duras e maior agilidade na aplicação da Lei nº 14.132; registros aumentam em todo o país desde a criação do crime

  

Uma juíza de Minas Gerais passou quatro meses sendo perseguida por um homem que enviava mensagens ameaçadoras, cartas obsessivas e até fotos da residência da magistrada. O autor foi preso no Paraná, após a mobilização de forças policiais em dois estados. Embora o desfecho tenha resultado em prisão preventiva, o caso ilustra um padrão que preocupa especialistas: o crime de stalking está em alta no Brasil, mas a resposta do sistema de justiça ainda é lenta e, muitas vezes, ineficaz. 

Desde 2021, o crime de perseguição está previsto no artigo 147-A do Código Penal, com pena de seis meses a dois anos de reclusão, além de multa. A punição pode ser agravada em situações específicas, como o uso de arma ou quando a vítima é mulher. No entanto, segundo o advogado criminalista Davi Gebara, a pena ainda é considerada branda diante dos danos que a perseguição pode causar. 

“O reconhecimento legal foi um passo importante, mas hoje o que vemos é um crime recorrente, com vítimas vulneráveis e agressores que muitas vezes respondem em liberdade. Falta efetividade na aplicação da lei e agilidade na concessão de medidas protetivas”, avalia Gebara. 

Em estados como São Paulo, os números crescem a cada ano. Apenas em 2023, foram mais de 7 mil registros formais de stalking. No Distrito Federal, dados da Polícia Civil mostram que a maior parte das vítimas são mulheres, perseguidas por ex-companheiros ou pessoas conhecidas do convívio digital. 

Gebara defende que o tema precisa ser enfrentado em três frentes: punições mais severas, resposta judicial mais rápida e prevenção digital. “A maior parte dos perseguidores começa o monitoramento pelas redes sociais. Por isso, proteger a própria exposição online é uma forma direta de reduzir riscos”, afirma. 

Ele também recomenda que vítimas não esperem situações extremas para procurar ajuda. “Contato insistente, envio repetido de mensagens, tentativas de aproximação forçada: tudo isso já é sinal de alerta. O ideal é denunciar cedo, reunir provas e pedir medidas cautelares”, diz. 

Para especialistas, o crescimento dos casos e a repercussão de episódios envolvendo figuras públicas devem servir de alerta. Embora a legislação exista, ainda faltam estrutura, prioridade e consciência social sobre o impacto real da perseguição psicológica e digital. “Esse é um crime que rouba a paz cotidiana da vítima. Não é exagero — é um risco real e crescente”, conclui Gebara.
  

Geração de empregos no setor de eventos supera média nacional em mais de três vezes

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apontam que estoque de vagas disponíveis do core business do segmento aumentou 73%, frente a 21,6% da média nacional


O setor de eventos de cultura e entretenimento no Brasil segue em ritmo consistente de expansão. De acordo com o mais recente Radar Econômico, boletim da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE) com base em dados oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o estoque de empregos formais  (total de vagas disponíveis em um mercado de trabalho) no core business do setor está 73% acima dos níveis registrados em 2019. 

Para efeito de comparação, o estoque total de empregos formais na economia brasileira como um todo cresceu 21,6% no mesmo período, o que significa que o desempenho do segmento de eventos foi mais que o triplo da média nacional, evidenciando uma recuperação sólida e acima da curva.  O maior destaque vai para a atividade classificada sob a CNAE (Classificação Nacional das Atividades Econômicas) “Atividades de organização de eventos”, que mais que dobrou seu desempenho em postos formais: o número de trabalhadores passou de 47.262 em 2019 para 109.025 em abril de 2025, representando um crescimento expressivo de 130,7%.

O boletim também traz estimativas de consumo no setor de eventos, que alcançou R$ 11,485 bilhões em abril de 2025. No acumulado do primeiro quadrimestre, o volume chegou a R$ 46 bilhões, com crescimento de 3,2% em relação ao mesmo período de 2024.

PERSE Os dados positivos reforçam a importância do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE), criado durante a pandemia para mitigar os impactos econômicos e garantir a sobrevivência das empresas do setor. De acordo com a ABRAPE, os resultados evidenciam que o PERSE foi decisivo não apenas para a manutenção de empregos no período crítico, mas também para viabilizar o crescimento sustentável após a crise. 

“O setor de eventos está puxando a empregabilidade no Brasil e tem papel fundamental na recuperação econômica do país. Os resultados positivos vêm sendo aferidos de forma consistente desde 2022, impulsionados diretamente pelos efeitos do PERSE. O programa foi essencial para assegurar o fôlego que as empresas precisavam para atravessar a pandemia. Agora, vemos claramente como essa política pública contribuiu para a reconstrução e expansão do setor”, afirma o empresário Doreni Caramori, presidente da ABRAPE. 

O Radar Econômico da ABRAPE utiliza dados do IBGE, números do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Receita Federal.

 

5 dicas para valorizar a diversidade cultural e promover uma educação antirracista


Com o compromisso de dar um passo crucial para o Brasil avançar em direção a uma sociedade mais justa e igualitária, desde 2023 o governo brasileiro instituiu a Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CNODS). A iniciativa, que conta com a participação de instituições como os Maristas do Brasil, está empenhada em alcançar metas e indicadores para monitorar e implementar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 18 sobre Igualdade Étnico-Racial até 2030. No final de 2024, o governo federal anunciou o ODS 18 durante a abertura da Assembleia Geral da ONU.

 

“O ODS 18 é uma iniciativa de suma importância para o enfrentamento do racismo no país e para a promoção de uma sociedade mais justa e igualitária, no que tange a busca por meios concretos para diminuir as desigualdades sociais. O enfrentamento ao racismo é de responsabilidade de todos: estados, empresas e cidadãos, sejam eles brancos, indígenas, pardos e pretos”, afirma a coordenadora da Qualidade Social da Educação do Marista Brasil, Raimunda Caldas.

 

Para auxiliar na valorização das culturas dos povos indígenas e negros, e no enfrentamento ao racismo, separamos cinco dicas de especialistas para tratar do tema com crianças, adolescentes e jovens.

 

Explique que o racismo é estrutural


“Ninguém nasce odiando a outra pessoa pela cor da sua pele, pela sua origem ou ainda pela sua religião. Assim como as pessoas aprendem a odiar, elas também podem ser ensinadas a amar. É preciso amar a todos igualmente”, explica o Ir. José Aderlan Brandão Nascimento, coordenador de Identidade, Missão e Vocação da União Marista do Brasil.

 

O racismo permanece enraizado em nossa sociedade, influenciando a linguagem, o imaginário, a literatura e até mesmo as conversas cotidianas. Nesse contexto, é fundamental que crianças, adolescentes e jovens aprendam a respeitar e a valorizar a diversidade da nossa sociedade, principalmente em relação às questões raciais.

 

Os pais ou responsáveis legais precisam contar a seus filhos e filhas histórias de um país formado não apenas por brancos, mas também por negros e indígenas. É necessário promover diálogos sobre questões como a escravização dos povos africanos e indígenas no passado. 

 

Valorização das diferenças


A cultura brasileira é múltipla, diversa, foi formada por pessoas africanas, indígenas, europeias e asiáticas. É preciso contar sobre a formação do país e como cada etnia contribuiu para a formação de uma cultura diversa.


Raimunda explica que é possível mostrar essa pluralidade de diferentes maneiras, como por exemplo: ir e levar seus filhos e filhas para conhecerem um museu das culturas indígenas e da cultura afro-brasileira na sua cidade. E, na ocasião, não perder a oportunidade de refletir sobre como ainda é preciso valorizar e reconhecer essas culturas, que estão presentes nas músicas, na culinária e principalmente na língua brasileira.

 

Reconhecer a dívida histórica 


Além da sociedade e das instituições, o Estado tem um papel crucial na redução das desigualdades raciais que, infelizmente, ainda crescem no nosso país. O pedido de desculpas pela escravidão e seus efeitos, feito pelo Brasil para a população negra em 2024, representa um passo simbólico importante. No entanto, como ressalta Raimunda, esse gesto precisa se traduzir na implementação efetiva de políticas públicas que enfrentem as desigualdades sociais entre brancos, negros e indígenas.

 

Leituras e releituras do mundo


É importante ensinar crianças, adolescentes e jovens a observar a sociedade com um olhar crítico e questionador. Durante um passeio pela cidade, por exemplo, convide-os a refletir sobre os monumentos e os nomes de ruas e praças. Questione quem são os herois do Brasil ali retratados - quantos são brancos, negros, indígenas, mulheres, homens e europeus? Que valores ou narrativas essas figuras estão simbolizando?

 

Leiam juntos notícias e livros, assistam filmes e séries e façam perguntas que incentivem a reflexão: quem está sendo representado? Quem tem maior representação: brancos, indígenas, amarelos, negros? Incentive a leitura de obras com diversidade e representatividade, fale de discriminação e sempre se posicione contra o racismo. Além disso, a literatura é uma ferramenta essencial para abordar as diferenças e fortalecer uma visão de mundo inclusiva e multicultural, como exemplo da obra “O Pequeno Príncipe Preto”, de Rodrigo França.

 

Garantam diálogo com a escola


Dados de uma pesquisa realizada em 2023 pelo Ipec, Instituto de Referência Negra Peregum e Projeto SETA revelam que o ambiente escolar foi o local apontado por 64% dos brasileiros entre 16 e 24 anos como o lugar onde mais sofrem racismo. Por isso, o diálogo entre família e escola é fundamental. Essas interações podem proporcionar experiências diversas e enriquecedoras para as crianças, permitindo que as diferenças sejam valorizadas como potências, e não vistas como dificuldade.

 

“As escolas têm um papel fundamental para atingirmos a meta de número 8b do ODS 18, que aponta que as escolas devem assegurar a inclusão obrigatória de ações de educação antirracista e sobre as culturas e histórias dos povos indígenas e afrodescendentes nos currículos”, afirma Raimunda.

 

Ao longo dos anos, o Estado também vem buscando assegurar que as práticas educativas sejam cada vez mais inclusivas. A Lei 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira na educação básica; a Lei 11.645/2008, que alterou a principal lei da educação; e a Lei de Diretrizes e Base da Educação Brasileira, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura dos povos afro-brasileiro e indígenas, representam marcos importantes que incidem diretamente na atuação da escola frente a luta e enfrentamento ao racismo no país.



Gamificação transforma o ensino de matemática e educação financeira nas escolas


Plataformas digitais com jogos e desafios interativos ajudam a melhorar o desempenho dos alunos e otimizam o trabalho dos professores


Interface da plataforma Matific, que utiliza gamificação para apoiar o ensino de matemática e, agora, também de educação financeira nas escolas

 

A adoção da gamificação no ensino tem ganhado espaço em escolas públicas e privadas do Brasil e do mundo. Dados da Revista Tópicos (ISSN 2965-6672) indicam que, quando aplicada de forma estratégica, essa abordagem contribui para o aumento do engajamento e da motivação dos alunos, especialmente no ensino da matemática. 

Com base em elementos de jogos ― como pontos, níveis, desafios e recompensas ― a gamificação cria ambientes de aprendizagem mais interativos. No Brasil, a Matific, plataforma educacional que transforma o ensino da matemática com gamificação, inteligência artificial e trilhas personalizadas, é uma das soluções mais reconhecidas nesse campo. 

De acordo com a professora Nadia Bocardio, que atuou como coordenadora em uma escola estadual de São Paulo por mais de 35 anos, a tecnologia tem papel relevante no enfrentamento das dificuldades de aprendizagem. “Com turmas de até 40 alunos, o professor precisa de ferramentas que ajudem a acompanhar cada estudante. Quando conhecemos a Matific, há nove anos, nossos alunos tinham muitas lacunas. Pouco tempo depois, a escola saltou de 4,3 para 7,3 no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica)”, destaca. 

Segundo ela, a percepção dos alunos também mudou. “Eles acreditavam que estavam apenas jogando, mas estavam resolvendo cálculos e desenvolvendo o raciocínio lógico. Além disso, os relatórios individuais da plataforma permitiam aos professores ajustarem o ensino conforme as dificuldades específicas de cada aluno”, comenta. Após se aposentar, Nadia passou a integrar a equipe da Matific para compartilhar sua experiência com educadores de diferentes estados.

 

Educação financeira gamificada é o novo lançamento da Matific 

Com mais de 4 milhões de estudantes brasileiros impactados pela plataforma de matemática, a Matific lançou recentemente uma nova solução voltada à educação financeira. O anúncio foi feito durante a 30ª edição da Bett Brasil, realizada entre 28 de abril e 1º de maio, em São Paulo. A nova plataforma combina gamificação, inteligência artificial e metodologias ativas para apoiar o ensino de finanças desde os primeiros anos escolares. 

“O objetivo é desenvolver competências como consumo consciente, planejamento e autonomia na tomada de decisões. Os conteúdos são apresentados por meio de jogos e desafios digitais, adaptados à realidade dos alunos e ao cotidiano das escolas”, explica Dennis Szyller, CEO da Matific Brasil. 

A expansão do portfólio reforça o compromisso da empresa com a formação de estudantes mais preparados para lidar com o dinheiro e o consumo de forma crítica desde cedo.



Matific
Saiba mais sobre a Matific clicando aqui.


Prevenir perdas é agir com inteligência, antecipar falhas e proteger margens

 No mundo dos negócios, o que você não vê custa caro. Recentemente, uma gigante do varejo abriu seus resultados ao mercado e fez o que poucos têm coragem de fazer: assumiu que as perdas de estoque comprometeram sua performance. E não foram centavos, mas milhões. O tipo de rombo que não aparece nas reuniões de inovação, mas que sabota silenciosamente o Ebitda trimestre após trimestre. 

Se você é CEO ou CFO, pergunte-se: quantas decisões estratégicas você tomou nos últimos 12 meses com base em números corroídos por perdas invisíveis? Steve Jobs dizia: “Simplicidade é a sofisticação máxima.” 

A prevenção de perdas é justamente isso: simples, porém negligenciada. E como Warren Buffett bem lembra, “O risco vem de não saber o que você está fazendo.” Se você não sabe onde suas perdas estão acontecendo, você está operando no escuro — com a ilusão de controle. 

Prevenir perdas é agir com inteligência. Significa entender que os problemas não devem ser enfrentados apenas quando surgem, mas antecipados e neutralizados antes de impactarem o caixa da empresa. 

Perdas não são apenas desvios operacionais. Elas são sintomas de processos falhos, culturas permissivas e lideranças que confundem eficiência com velocidade. Preveni-las é agir com inteligência, antecipar falhas, proteger margens e valorizar o capital humano e financeiro. Afinal, a cada item não furtado, a cada erro evitado, a cada processo otimizado, há um ganho real que se reflete no balanço da empresa. 

É hora de parar de tratar a prevenção de perdas como um “departamento” e enxergá-la como uma estratégia de blindagem da performance financeira. O investimento em uma consultoria que entrega uma visão externa e com diferencial - uma metodologia comprovada de resultados - é infinitamente menor do que as perdas que impactam os resultados e a imagem da empresa. 

Em um cenário onde a competitividade devora margens e a confiança do investidor é volátil, ignorar as perdas é um luxo que nenhuma empresa pode mais bancar. Cuidar do que se perde é o primeiro passo para ampliar o que se ganha. Essa é a nova mentalidade dos líderes que transformarão o jogo.

 



Anderson Ozawa - CEO da AOzawa Consultoria, especialista em governança Operacional e Corporativa, palestrante, consultor, professor da FIA Business School e autor do livro “Pentágono de Perdas: Transformando Perdas em Lucros”


AOZAWA CONSULTORIA
www.aozawaconsultoria.com.br

 

Kaspersky descobre mais de 250 mil ciberataques disfarçados como animes

Novo relatório revela os perigos por trás dos programas e plataformas favoritos da Geração Z


De Naruto a Attack on Titan, os cibercriminosos estão, cada vez mais, usando animes e outros temas de interesse da Geração Z como iscas para golpes. Em um novo relatório, a Kaspersky encontrou mais de 250 mil ataques online disfarçados como animes populares, plataformas de streamings e séries relacionadas a essa audiência entre o segundo trimestre de 2024 e o primeiro de 2025. Para ajudar a Geração Z a reconhecer riscos digitais, a Kaspersky está lançando o “Case 404” — um jogo interativo sobre cibersegurança que ensina como proteger sua vida digital. 

A Kaspersky descobriu 251.931 tentativas de entregar malware ou arquivos indesejados disfarçados com os nomes de títulos populares de animes entre a Geração Z como Naruto, One Piece, Demon Slayer, Attack on Titan e Jujutsu Kaisen. Os cibercriminosos se aproveitam da afeição que a Geração Z tem por essas animações – mais de 65% das pessoas dessa faixa etária assistem animes regularmente – utilizando frequentemente os termos “episódios exclusivos”, “cenas que vazaram” ou “acesso premium” como iscas. 

Dentre os títulos de anime mais utilizados como gancho para enganar pessoas, Naruto ocupou a primeira posição, apesar de ter estreado há duas décadas, sendo utilizado em 114.216 tentativas de ataque. Demon Slayer vem logo em seguida, com 44.200 e, em terceiro lugar, ficou outro anime consagrado, Attack on Titans, com 39.433 tentativas de fraudes detectadas. 

Além de animes, a Kaspersky analisou cinco filmes e séries icônicas que continuam tendo repercussão junto à Geração Z: Shrek, Stranger Things, Crepúsculo, Divertida Mente 2 e Deadpool & Wolverine. Esses programas sozinhos corresponderam por 43.302 tentativas de ataque, com um pico considerável de atenção dos cibercriminosos a esses títulos no início de 2025. Isso está conectado, principalmente, ao aumento de ataques relacionados a Shrek que teve um pico acentuado em março de 2025, com o dobro da média mensal de 2024. 

Além disso, plataformas como Netflix, Amazon Prime Video, Disney+, Apple TV Plus e HBO Max também são utilizadas como iscas para distribuição de ataques. A Kaspersky detectou 96.288 tentativas de distribuir arquivos maliciosos ou indesejados disfarçados com nomes dessas grandes plataformas de streaming. 

Apenas a Netflix foi utilizada em 85.679 tentativas de ataques e associada a mais de 2,8 milhões de páginas de phishing que imitavam sua identidade visual. Os cibercriminosos tiram proveito do tráfego constante, do amplo alcance global e da atividade frequente baseada em assinaturas. Os fraudadores imitam páginas de login, compartilham links de “avaliações gratuitas” ou e-mails falsos para redefinição de senhas com total consciência da posição central que a Netflix ocupa na rotina digital da Geração Z. 

Para evitar cair nessas fraudes, a Kaspersky recomenda que as pessoas usem assinaturas pagas ou legítimas para acessar serviço de streaming, certificando-se de utilizar os aplicativos das lojas ou sites oficiais. Além disso, verifique a autenticidade dos sites antes de inserir qualquer informação pessoal, tomando cuidado com as URLs desses sites e a ortografia do nome da empresa para evitar sites de phishing. Também é preciso ter cautela com as extensões de arquivos baixados, arquivos de vídeo não podem ter extensões .exe ou .msi — normalmente associadas a programas nocivos. 

Conforme a vida diária da Geração Z torna-se inseparável das plataformas de streaming, dos grupos de fãs e das comunidades em redes sociais, as ameaças cibernéticas evoluem para espelhar esses interesses. Para enfrentar esse desafio, a Kaspersky lançou um jogo on-line interativo, “Case 404”, localizado em Português do Brasil, que convida os jogadores a se tornarem detetives e resolver casos imersivos de crimes cibernéticos. Por meio dessa aventura digital, além de ressaltar os riscos digitais, a Kaspersky capacita a Geração Z a desenvolver sua mentalidade e suas habilidades para manter-se segura em um mundo on-line cada vez mais vulnerável. Como recompensa por concluir o jogo, os participantes recebem um desconto na compra do Kaspersky Premium, que oferece as ferramentas confiáveis necessárias para navegar pelo mundo digital com segurança. 

“O mundo do entretenimento continua evoluindo, assim como as táticas usadas pelos cibercriminosos para explorar conteúdo popular, seja por meio de ofertas de downloads falsos ou produtos fraudulentos. Dos animes mais amados, aos últimos blockbusters, os golpistas descobriram novas maneiras de tirar proveito da afinidade da Geração Z com a cultura digital e as plataformas de streaming. Com o aumento dessas ameaças cibernéticas, é mais importante do que nunca que os usuários jovens estejam em alerta e entendam como se proteger no universo on-line”, comenta Fabio Assolini, diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise (GReAT) para a América Latina na Kaspersky.
 

Para assistir aos seus programas favoritos com segurança, a Kaspersky recomenda:

  • Confira o jogo interativo on-line da Kaspersky, “Case 404”, desenvolvido para a Geração Z aprender como se manter a salvo em um mundo on-line cada vez mais vulnerável.
  • Use uma solução de segurança confiável, como o Kaspersky Premium, para detectar anexos maliciosos que poderiam comprometer seus dados.
  • Garanta uma navegação segura e a troca de mensagens protegida com o Kaspersky VPN, que resguarda seu endereço IP e evita vazamentos de dados.



Kaspersky
Mais informações no site.

  

Prazo para declarar o Imposto de Renda terminou. E agora, o que fazer

Cerca de 2,9 milhões de pessoas obrigadas a declarar não fizeram a entrega e estão sujeitas a multa por atraso

 

O prazo para a entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2025 terminou na última sexta-feira (31). Quem perdeu a data deve agir rapidamente para regularizar a situação e evitar maiores complicações com a Receita Federal. Especialistas alertam que a omissão pode trazer sanções financeiras e restrições no CPF do contribuinte. 

Segundo a Receita Federal, quem não entregou a declaração no prazo está sujeito a uma multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a até 20% do imposto devido. O contribuinte em atraso deve enviar a declaração o quanto antes — mesmo fora do prazo — pelo programa “Meu Imposto de Renda” ou através do portal e-CAC. 

“A retificação deve ser enviada como se fosse uma declaração normal, pelo sistema ou aplicativo da Receita. A diferença é que será gerado um DARF com a multa, que deve ser paga em até 30 dias”, explica Francine Behn, advogada especializada em direito tributário e sócia da MBW Advocacia. 

Francine reforça que o ideal é não esperar por uma notificação da Receita Federal para regularizar a pendência. “O ideal é que a retificação seja feita o quanto antes, antes da notificação formal da Receita Federal”, alerta. O atraso no pagamento da multa pode acarretar ainda mais encargos, já que a dívida é atualizada com base na taxa Selic. 

Além do prejuízo financeiro, não declarar o IR pode trazer implicações mais sérias. “Se o contribuinte está em atraso com as declarações ou deixou de declarar, ele pode ter o CPF bloqueado. Isso pode impedir que ele tire passaporte, assuma cargos públicos ou acesse créditos e financiamentos”, acrescenta Francine. 

Quem tem dúvidas sobre o preenchimento ou suspeita de erro em declarações anteriores deve buscar ajuda especializada. “Sempre orientamos que, em caso de dúvida, o contribuinte procure um profissional habilitado de sua confiança, porque é muito importante manter as declarações em dia e evitar esse tipo de estresse desnecessário”, afirma a advogada. 

Outro ponto de atenção é a possibilidade de deduções ou correções que podem gerar restituição. “Nós sempre indicamos a consultoria tributária para verificar se existe algum tipo de dedução. Muitas pessoas físicas e jurídicas têm direito a abatimentos ou rendimentos isentos que foram declarados como tributáveis. Uma análise criteriosa pode ajudar muito nesse momento”, recomenda. 

Cair na malha fina é um risco real para quem envia a declaração com erros ou omissões. “A malha fina é uma penalidade da Receita para quem omitiu informações. Se isso acontecer, acesse o portal e-CAC, veja qual foi o motivo e, se cabível, faça a correção. Se não for possível corrigir, mantenha os documentos dos últimos cinco anos para justificar sua declaração”, orienta Francine Behn. 

A especialista ainda reforça: “Não esperem a notificação formal da Receita Federal para fazer a retificação. Se foi emitido o DARF, pague em até 30 dias para evitar correções monetárias e mais encargos financeiros”

Quem perdeu o prazo deve agir com rapidez, fazer a entrega da declaração mesmo em atraso, pagar a multa dentro do prazo e, se necessário, contar com orientação profissional para garantir que tudo esteja em conformidade com as exigências do Fisco. A omissão pode custar caro — e não apenas no bolso.

 

Como o espaço físico influencia a qualidade de vida no ambiente corporativ

 Em meio ao avanço do modelo híbrido e à busca por bem-estar no trabalho, especialista explica como o ambiente dos escritórios se tornou peça-chave para atrair talentos, aumentar a produtividade e fortalecer a cultura das empresas


Com a transformação da relação entre pessoas e trabalho nos últimos anos, os escritórios deixaram de ser apenas locais de operação e passaram a ocupar um papel estratégico na vida corporativa. Hoje, o ambiente físico é também um canal de comunicação da marca, um fator de engajamento e, sobretudo, um elemento fundamental para a qualidade de vida dos colaboradores.

Nesse cenário, empresas que investem em espaços bem planejados conseguem colher ganhos concretos: maior produtividade, menor rotatividade, mais inovação e um clima organizacional saudável. “As pessoas passaram a ser mais criteriosas sobre onde e como querem trabalhar. Por isso, um bom escritório precisa ir além da estética — ele precisa funcionar bem, acolher e inspirar”, afirma Nikolas Matarangas, CEO da Be In, empresa especializada em projetos corporativos sob medida.

Ele ainda afirma, “Antes de qualquer tomada de decisão, é fundamental entender a fundo o momento da empresa, seu ritmo de crescimento, os fluxos de trabalho e, principalmente, os objetivos daquele espaço. Um bom projeto começa com uma escuta ativa”.

A seguir, Matarangas lista os principais fatores que contribuem para que o espaço físico tenha um papel positivo no bem-estar e na performance dos colaboradores:


1. Entendimento profundo das demandas e objetivos do escritório

Cada empresa tem uma realidade única — e o espaço precisa refletir isso. “É essencial mapear as atividades que serão realizadas, quem usará o escritório, quais áreas precisam estar conectadas e quais são os objetivos principais: foco individual, reuniões híbridas, trocas informais, atendimento a clientes, entre outros”, explica o CEO. Essa clareza inicial define não só o layout, mas o propósito do espaço como um todo.


2. Planejamento baseado no momento e crescimento da empresa

A escolha do local e a distribuição do ambiente devem considerar não apenas as necessidades atuais, mas também o crescimento projetado da operação. “Projetar pensando na escalabilidade evita reformas e investimentos desnecessários no futuro. É um planejamento que economiza tempo, dinheiro e desgaste”, pontua Matarangas.


3. Flexibilidade para diferentes usos e rotinas

Com modelos híbridos ganhando força, o espaço físico precisa acomodar diferentes perfis e dinâmicas. “Ter ambientes versáteis — que possam ser usados para concentração, interação, reuniões ou momentos informais — dá mais autonomia aos colaboradores e torna o dia a dia mais fluido”, afirma.


4. Espaço como extensão da cultura da empresa

Mais do que funcionalidade, o escritório também deve refletir os valores e o posicionamento da empresa. “Quando o colaborador entra no espaço e reconhece ali a cultura da companhia, ele se sente pertencente. Isso impacta diretamente no engajamento e na motivação das equipes”, destaca o CEO da Be In.


5. Exemplos que inspiram

Escritórios como os da Alice e do Nubank são exemplos de espaços pensados estrategicamente — não apenas bonitos, mas funcionais, adaptáveis e alinhados à cultura da empresa. “Esses projetos mostram como o ambiente pode ser um aliado da experiência do colaborador, criando conexões genuínas com a marca e impulsionando a qualidade de vida no trabalho”, finaliza Matarangas.

 

Be in


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