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quinta-feira, 8 de maio de 2025

Dia do Profissional do Marketing: 8 especialistas compartilham suas apostas para os próximos anos

Do omnichannel às tendências para o marketing de afiliados: os temas que devem ganhar destaque na evolução do setor


Em um cenário marcado por transformações aceleradas e consumidores cada vez mais exigentes, o marketing vive um momento de redefinição. Estratégias centradas na experiência, integração entre canais, inteligência artificial e conexões humanas estão entre os pilares que devem ganhar força nos próximos anos. Nesse contexto desafiador, o dia 8 de maio é uma data importante para o setor, uma vez que é celebrado o Dia do Profissional de Marketing. Especialistas de diversas áreas apontam as principais apostas para o futuro do setor — tendências que não apenas refletem mudanças de comportamento, mas também redesenham o papel do marketing como motor de inovação, relacionamento e impacto social. Confira!


  1. Omnichannel deixa de ser tendência e se torna exigência, aponta Carolina Fernandes, CEO da Cubo Comunicação

A integração total entre canais físicos e digitais aparece como um dos caminhos mais promissores para marcas que desejam se manter competitivas. Segundo Carolina Fernandes, CEO da Cubo Comunicação e host do podcast “A Tecla SAP do Marketês”, realizado em parceria com o Pinterest, o conceito de omnicanalidade será fundamental nos próximos anos. “Consumidores esperam experiências fluídas entre o online e o offline. A omnicanalidade não é apenas estar presente em múltiplos canais, mas sim garantir uma jornada integrada, coerente e personalizada”, afirma. “Isso envolve permitir que uma compra comece em um canal e termine em outro, manter a consistência da comunicação em todos os pontos de contato e adotar tecnologias como IA e chatbots de forma estratégica para otimizar a experiência.”, finaliza a especialista.


2. Segmentação inteligente, conteúdo e medição equilibrada no marketing de afiliados, aponta
Bruna Nobre, Diretora de Publisher Partnerships da Rakuten Advertising
No Marketing de afiliados, o engajamento e conversão não são opostos, eles se fortalecem, segundo Bruna Nobre, Diretora de Publisher Partnerships da Rakuten Advertising. “Hoje, o mercado conta com ferramentas que  permitem que afiliados utilizem dados próprios para criar campanhas altamente segmentadas, conectando o público certo à oferta certa. Além disso, é importante produzir um conteúdo estratégico, considerando que o consumidor não quer apenas saber o que comprar, mas por que comprar. Mensagens bem posicionadas e conteúdos relevantes tornam a conversão um passo natural. Por fim, uma medição equilibrada pode otimizar a análise de uma campanha, que não precisa se basear exclusivamente em cliques, mas olhar para métricas como tempo de engajamento e taxa de recompra”, analisa a diretora.

3. Personalização e gamificação com Inteligência Artificial como diferencial competitivo, aponta Nara Iachan, CMO da Loyalme by Cuponeria

A Inteligência Artificial deve ganhar ainda mais protagonismo nas estratégias de fidelização nos próximos anos. Com ela, as marcas conseguem analisar hábitos de consumo, preferências e até comportamentos preditivos em tempo real, garantindo um diferencial competitivo essencial. Aliada a essa tecnologia, a gamificação seguirá como uma poderosa ferramenta de engajamento, incentivando os clientes a interagir com a marca de forma lúdica e recompensadora. “A IA está revolucionando a fidelização, ao permitir conexões mais profundas e entregas contínuas de valor. Clientes bem compreendidos tendem a ser mais fiéis, engajados e ainda ampliam a interação com a marca, recomendando para novos consumidores. Investir em soluções de fidelização, como a gamificação é muito mais rentável e deve estar na estratégia de marketing de toda empresa”, destaca a CMO.

 

4. ESG e branding regenerativo, por  Isabel Sobral, sócia e diretora de ESG & Negócios Sustentáveis da FutureBrand São Paulo

A visão ESG deve estar incorporada ao branding nos próximos anos, incluída entre os atributos da marca ou produto, abrangendo estratégia, expressão, experiência, cultura interna, dados, inteligência, entre outros. “Práticas com foco em ESG tem se intensificado e o tema foi se tornando cada vez mais estratégico, principalmente para marcas. As companhias precisam assumir um papel mais protagonista na agenda de transformação socioambiental. O mercado brasileiro deve estar cada vez mais atento a setores que desenvolvem agendas de impacto social e ambiental, com foco em um futuro mais sustentável e regenerativo para a sociedade como um todo”, explica Isabel Sobral, sócia e diretora de ESG & Negócios Sustentáveis da FutureBrand São Paulo.

 

5. Menos “performance x branding”, por Giovanna Falchetto, coordenadora de Comunicação 

Para a especialista, a falsa dicotomia entre performance e branding limita o potencial da comunicação. “O futuro é sobre orquestrar canais com foco em equilíbrio: retorno imediato e construção de marca andam juntos quando há planejamento inteligente. As marcas do futuro serão narrativas vivas e não apenas logotipos, então a construção de identidade passará por histórias dinâmicas, autenticidade e engajamento contínuo com comunidades segmentadas”, explica Giovanna.

 

6. Uso de IA, pesquisas sintéticas e automatizadas, por Bruno Strassburger, Head de Pesquisa da Neura e Especialista em comportamento de consumo

De acordo com o profissional, a combinação entre IA generativa e análises semânticas vai permitir análises mais aprofundadas e automatizadas no ramo. “Isso tudo possibilita pesquisas qualitativas com escala quase quantitativa. Em vez de ouvir 30 pessoas, as marcas poderão interpretar o conteúdo de milhares de consumidores com atualizações em tempo real. Atrelado a isso, o uso de synthetic users - avatares digitais e simulações de comportamento - vai se consolidar como ferramenta estruturante para testar hipóteses, validar campanhas e antecipar reações do consumidor — antes mesmo da coleta tradicional começar. Com tudo isso, o marketing passará a valorizar mais a curadoria e interpretação do que a coleta bruta. O foco muda da quantidade de dados para a qualidade dos padrões identificados”, reforça.

 

7. Do processo criativo com IA à conversão de resultados, por Renato Fonseca, Diretor de Diretor de Marketing, Dados e Pesquisa da Funcional Health Tech

Ainda falando sobre inteligência artificial, Renato destaca que uma grande oportunidade na área é o uso dessa tecnologia para produzir peças publicitárias com qualidade e agilidade. “Temos observado avanços tecnológicos significativos, com foco na otimização de processos e na redução de custos por meio da IA generativa. Notamos um grande salto de qualidade na geração de imagens e vídeos, o que reduz consideravelmente o tempo e o custo de produção. Indo além, agora é possível pensar em campanhas altamente personalizadas, com experiências hiper segmentadas que aumentam as conversões. É como se pudéssemos customizar o texto e o contexto das peças conforme aquilo que mais impacta — anúncios com ambientações, personagens e abordagens moldadas especificamente para chamar atenção”, explica.

 

8. O futuro (e presente) das marcas está na construção de vínculos, não apenas na venda, diz Junior Sturmer, Head de Marketing e Branding da TruckPag 

 

Durante muito tempo, construir marcas foi visto apenas como criar campanhas bonitas. Hoje, o mercado exige mais: posicionamento estratégico claro e marcas que se conectem de verdade com seus públicos. Segundo Sturmer, quem não construir relevância contínua corre o risco de ser apenas mais uma voz perdida em meio ao barulho: “O futuro pertence às marcas que entendem que confiança e identificação são ativos que precisam ser nutridos todos os dias. Cada vez mais, vemos movimentos que reforçam a importância da comunidade na construção de marca. Nos próximos anos, marcas que conseguirem gerar essa sensação de pertencimento, alinhando propósito e relacionamento real, serão as que sobreviverão e crescerão em meio a mercados cada vez mais dinâmicos”, diz o Head. 


Qual o papel da tecnologia no planejamento de compras no varejo?


Entre os pilares para garantir o sucesso do varejo, está o planejamento de compras. Afinal, mais do que uma simples atividade administrativa, essa é uma estratégia que impacta, diretamente, no desempenho, lucratividade e, principalmente, no crescimento do negócio.

Ano após ano, o setor varejista vem crescendo. Segundo o IBGE, em 2024, as vendas do segmento fecharam com alta de 4,7%, marcando o melhor desempenho desde 2012. No entanto, diferentemente de outros setores, o varejo lida, constantemente, com as sazonalidades do mercado.

Isso é, diariamente, a vertical precisa se organizar levando em conta quais os dias da semana que têm maior alta de vendas, feriados, estações, datas comemorativas, entre outras tendências. Com isso, cabe ao setor a missão de realizar as compras das mercadorias a serem revendidas de forma assertiva, do contrário, este excesso ou falta pode ocasionar prejuízos para o negócio.

No entanto, mesmo compreendendo essa importância, algumas empresas ainda sofrem na hora executar o planejamento de compras, devido a fatores como a falta de visibilidade em tempo real, falta de acesso rápido a informações consolidadas, indicadores desatualizados ou incompletos, mix de produtos mal definidos e utilização do feeling baseado na teoria de “sempre foi assim”.

Diferentemente de outras áreas, o varejo precisa estar preparado todos os dias da semana, pronto para atender ao público a qualquer hora. Esse contexto diminui a margem de erros, ressaltando a importância de investir em uma abordagem precisa e eficiente, algo que pode ser obtido com o uso da tecnologia.

Levando em conta os critérios que envolvem o planejamento de compras do varejo, por meio de recursos tecnológicos, torna-se possível executar ações como previsão de demanda mais precisa com o uso de dados internos, simular cenários de compras, centralizar informações que ajudem no open to buy em tempo real, resultando no melhor equilíbrio para o abastecimento assertivo de itens e produtos a serem revendidos.

Contudo, é preciso enfatizar que a tecnologia é um meio. Ou seja, nenhuma ferramenta tem o poder de solucionar os problemas da empresa, bem como cada negócio possui suas particularidades. Sendo assim, de nada adianta contratar uma ferramenta, sem que ela tenha aderência ao negócio.

Deste modo, é indispensável que o setor busque investir em soluções especializadas na vertical, que entendam o modelo de negócio varejista e auxiliem desde a gestão de verbas, compras, emissão de alertas de melhores e piores produtos, até o agendamento de entregas, grade de produtos, alocação e marcação de preços.

Tendo esse controle bem definido e o apoio da tecnologia, torna-se possível executar um planejamento de compras eficaz, evitando que haja excesso ou ruptura de estoques, uma vez que todas as etapas serão realizadas com base em análises corretas, a fim de guiar para o melhor resultado.

Embora quando falamos sobre o uso de recursos de tecnológicos e suas vantagens, isso brilhe os olhos de todo varejista, para que se tenham resultados de fato, é importante realizar uma mudança cultural na organização. Estamos diante da era da transformação digital, mas alguns negócios ainda têm resistência em mudar – algo que, no atual dinamismo do mundo, se mostra como uma necessidade. Certamente, mudar esse mindset não é uma tarefa fácil, mas com o apoio de uma consultoria especializada, o caminho pode se tornar menos desafiador.

A expectativa é que o varejo continue a crescer e migre, cada vez mais, para uma operação multicanais. Na prática, isso exige que o setor invista em recursos que apoiem no planejamento de compras, de forma que supra a demanda do público, garantindo uma boa experiência para os clientes. Quanto a isso, a tecnologia sempre será uma aliada, mas é preciso começar a preparar, desde já, a jogada e sair na frente com resultados ainda melhores.



Luana Silva - Especialista SAP para varejo e e-commerce da ALFA.
ALFA Consultoria – SAP Gold Partner


Entre a revolução e a responsabilidade: Os desafios da IA Generativa


A Inteligência Artificial Generativa não é apenas mais um capítulo na história da evolução tecnológica, é um marco que se posiciona ao lado de revoluções transformadoras como a Revolução Industrial, a invenção da imprensa e o surgimento da internet. Essa tecnologia, movida por Modelos de Linguagem de Grande Escala (LLMs), vem modificando profundamente a forma como interagimos com o mundo, criando oportunidades e desafios em igual medida.

Desde o seu início, quando o termo “Inteligência Artificial” foi cunhado em 1956 na Conferência de Dartmouth, a IA passou por diversas fases e avanços. Hoje, com os LLMs e a arquitetura Transformer, a IAG é capaz de automatizar tarefas criativas, democratizar a criação de conteúdo e ampliar as capacidades humanas. Textos, imagens e até músicas podem ser gerados sem a necessidade de habilidades especializadas. Em termos de impacto, essa inovação está moldando profissões e reestruturando mercados, como antes fizeram os computadores e a robótica industrial. Pesquisa do Gartner mostra o quanto a tecnologia está transformando os negócios e vai redefinir estratégias e operações, revelando que 92% das organizações globais já estão explorando o uso de IA generativa.

Entretanto, avanços tão disruptivos trazem também uma série de preocupações. Questões como ética, privacidade de dados, segurança e o futuro do trabalho emergem como dilemas centrais. Empresas que buscam adotar a IAG precisam ir além do deslumbramento inicial e considerar três pilares essenciais: cultura organizacional, pessoas e liderança. A tecnologia por si só não é suficiente; seu sucesso depende do alinhamento com o DNA da organização, da capacitação das equipes e do engajamento ativo das lideranças.

A implementação bem-sucedida da IAG também exige um compromisso sério com a governança e a segurança. Normas claras, políticas robustas e conformidade com leis como a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) são fundamentais para mitigar riscos. O potencial para uso malicioso da tecnologia, como golpes baseados em deepfake ou fraudes via engenharia social, reforça a necessidade de monitoramento constante e de uma abordagem ética em todas as etapas.

Outro aspecto crítico é a transformação cultural. Assim como o surgimento dos computadores exigiu uma nova forma de pensar e trabalhar, a adoção da IAG requer uma mudança de mentalidade. Essa transformação deve ser planejada e acompanhada de práticas essenciais, como a capacitação contínua das equipes, a definição de processos claros, o monitoramento constante dos resultados e a comunicação transparente. Valorizando as conquistas ao longo do caminho, as empresas podem reforçar o engajamento e consolidar a percepção de valor gerada pela IAG.

Não há dúvida de que a IAG está apenas começando sua jornada de transformação global. Porém, é essencial que essa transformação seja guiada por princípios éticos e uma visão estratégica. Quando bem implementada, a IAG pode aumentar a eficiência operacional, estimular a inovação e gerar valor para todas as partes interessadas. Caso contrário, corremos o risco de criar um cenário de desigualdade crescente, insegurança e perda de confiança.

O futuro da IAG é promissor, mas seu sucesso depende do equilíbrio entre potencial transformador e responsabilidade. Empresas, governos e indivíduos devem colaborar para garantir que a IA Generativa seja utilizada como uma força para o bem, promovendo progresso e bem-estar para a sociedade como um todo.

 


Rangel Graçadio - CTO da Topaz, uma das maiores empresas de tecnologia especializada em soluções financeiras digitais do mundo.


Brasil 2025: uma jornada por crises, inovações e os caminhos possíveis para o futuro

Ao reler antigas anotações sobre a Aliança para o Progresso e a campanha “Doe ouro para o bem do Brasil” utilizados em um artigo que publiquei em 2015, revivo a percepção de que o país caminha por uma estrada cíclica — marcada por avanços pontuais e obstáculos reincidentes. A memória histórica, quando confrontada com o cenário atual, revela mais que paralelos: revela padrões. O Brasil de 2025 carrega ainda muitas das fragilidades que atravessaram décadas anteriores, mas também apresenta oportunidades que exigem leitura atenta do passado para pavimentar caminhos mais sólidos tendo como destino o futuro.


Crises que se repetem e aprendizados que custam caro

A proposta da Aliança para o Progresso, lançada por John Kennedy em 1961 para conter o avanço do comunismo na América Latina por meio de apoio econômico e institucional, perdeu fôlego com a morte do presidente e o endurecimento dos regimes militares. No Brasil, a ditadura iniciada em 1964 impôs repressão política e violação de direitos, ao mesmo tempo em que enfrentava inflação, dívida externa e choques internacionais como o do petróleo. A redemocratização trouxe esperança, mas também revelou os limites das estruturas institucionais: a estabilidade econômica era uma promessa sempre adiada, especialmente diante das crises fiscais e dos episódios traumáticos dos anos 80 e 90, como o confisco da poupança e a hiperinflação.

O Plano Real, em 1994, representou um divisor de águas ao estabilizar a moeda e conter a inflação. Ainda assim, os governos subsequentes navegaram na onda do sucesso inicial do plano, mas encontrando turbulências no caminho, ora diante de escândalos de corrupção, ora enfrentando desaceleração econômica e pressões sociais. A Operação Lava Jato escancarou as entranhas do sistema político brasileiro, mas também deixou um rastro de desgaste institucional e resultou, ao longo do tempo, em mais uma insegurança jurídica, além de provocar a polarização entre a esquerda e a direita que persiste até hoje.


A encruzilhada de 2025: avanços tímidos e velhas urgências

O cenário atual não é de colapso, mas tampouco é de estabilidade. A economia brasileira apresenta crescimento modesto, com o PIB projetado em torno de 2%, segundo organismos internacionais. A inflação segue acima da meta, impulsionada por fatores externos e internos, enquanto os juros altos impactam o consumo e travam investimentos. A taxa básica está em 15%, um patamar que não se via há quase vinte anos.

Mais preocupante que os números é o sentimento de estagnação institucional. O Brasil caiu para a 107ª posição no Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional, evidência de que os mecanismos de controle ainda não foram capazes de consolidar uma cultura pública pautada pela ética e pela eficiência. A prisão recente de figuras históricas da política nacional, como o ex-presidente Fernando Collor, não foi suficiente para restaurar a confiança da população nas instituições.

A desigualdade social permanece como um dos grandes entraves ao progresso. Mesmo com avanços em programas de transferência de renda, a concentração de riqueza, a precariedade nos serviços básicos e a dificuldade de acesso à educação de qualidade mantêm milhões de brasileiros à margem de oportunidades reais de mobilidade social.


Tecnologia, inovação e os caminhos possíveis

Se há uma luz no horizonte, ela vem da inovação. O Brasil desponta como um polo importante em setores estratégicos como energia renovável, agronegócio sustentável e tecnologia da informação. Startups e centros de pesquisa ganham fôlego com apoio de iniciativas privadas e, pontualmente, de políticas públicas que incentivam desenvolvimento e internacionalização.

A digitalização de serviços públicos também evoluiu — impulsionada durante a pandemia —, e hoje representa um dos poucos exemplos de eficiência estatal. Ainda assim, a burocracia, a insegurança jurídica e o custo Brasil seguem travando o pleno desenvolvimento. A infraestrutura física, por sua vez, continua defasada. Faltam investimentos estruturantes em transporte, saneamento e energia que acompanhem a pujança de setores mais modernos da economia.


O que ainda falta ser feito

A história mostra que não basta esperar que o tempo resolva. Reformas estruturais continuam empacadas — a tributária foi parcialmente aprovada, mas carece de regulamentação eficiente. A administrativa sequer avançou. O sistema político, ainda moldado por interesses de curto prazo, falha em construir uma visão de país que vá além do ciclo eleitoral.

É urgente investir em educação, inovação e sustentabilidade. Preparar novas gerações para os desafios do século XXI exige mais que recursos: exige prioridade. Conciliar crescimento econômico com proteção ambiental não pode mais ser tratado como antagonismo, mas como oportunidade. A Amazônia continua sendo um ativo estratégico negligenciado, explorado à margem da legalidade e da lógica sustentável.

O Brasil de 2025 é um país em disputa. Entre promessas e retrocessos, entre inércia e reinvenção, o que se impõe é a necessidade de amadurecimento institucional. Isso passa por reformas, por educação de base sólida, por estímulo à inovação e, acima de tudo, por uma cultura pública que valorize o coletivo, o diálogo e o compromisso de longo prazo.

Se o passado serviu de alerta, que o presente sirva de escolha. Não se trata apenas de resistir às crises, mas de aprender com elas para finalmente superá-las — de forma estrutural, justa e duradoura. 



Paulo Akiyama - formado em economia e em direito desde 1984. É palestrante, autor de artigos, sócio do escritório Akiyama Advogados Associados e atua com ênfase no direito empresarial e direito de família.
Para mais informações, visite o site ou o Instagram.


EUA tem recorde tanto de deportação de ilegais como de vistos para brasileiros altamente qualificados

Para Felipe Alexandre, fundador do escritório de imigração Alexandre Law Firm and Associates (Alfa), o balanço de 2024 aponta para uma mensagem clara: imigrantes não documentados estão a perigo, enquanto o governo busca atrair os altamente qualificados

 

Procuram-se imigrantes com alta qualificação. Em 2024, brasileiros que se enquadram neste perfil receberam 2.793 vistos de trabalho de nível elevado, 18,84% acima do ano anterior e mais do que tudo o que foi registrado nos anos de 2021 e 2022, somados. 

O número superou o total de brasileiros deportados, que também está em alta: foram 7.168 deportados pelo governo de Joe Biden entre 2021 e 2024, contra 7.540 vistos de trabalho concedidos neste período.

Na avaliação do advogado Felipe Alexandre, fundador do escritório de imigração Alexandre Law Firm and Associates (Alfa), os Os dados do Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS, na sigla em inglês) apontam para duas tendências claras: a procura por estrangeiros com alto padrão de formação e experiência profissional e acadêmica, em paralelo com o aumento da deportação.

“Os Estados Unidos buscam imigrantes qualificados, enquanto identificam e buscam expulsar os não documentados. Os dados se referem a o período até 2024. Sob o presidente Donald Trump a partir de janeiro de 2025, a tendência é de reforço destas duas tendências, com o Golden Card e o reforço aos vistos EB-1, EB-2 e H-1B, de um lado, e as ações de perseguição a imigrantes ilegais, por outro lado”.

Existe uma tendência de valorização dos vistos EB-1 e EB-2. Ambos são baseados em emprego. O EB-1 se volta a acadêmicos, pesquisadores e executivos com habilidades consideradas extraordinárias, patrocinados por instituições interessadas em seus trabalhos. Já o EB-2 não necessita de patrocinador e promove pessoas com conhecimentos acadêmicos excelentes e avançados.

Já o H-1B garante trabalho temporário nos Estados Unidos, por três anos, prorrogáveis por outros três. Para solicitá-lo, é preciso ter recebido uma oferta de emprego de uma empresa que opera em território americano, apresentar um diploma universitário e comprovar que tem no mínimo dois anos de experiência em sua área de atuação. Ao longo do tempo de trabalho, é possível solicitar o Green Card. São atendidas empresas de diversas áreas, em especial Tecnologia da Informação (TI), engenharia e ciência.

Antes mesmo da posse, diferentes vozes do novo governo, incluindo Trump e o bilionário Elon Musk, se manifestaram a favor da ampliação dessa alternativa. “É inegável o esforço do governo americano em buscar estrangeiros habilitados para contribuir com o país. Este é um fenômeno iniciado nos últimos anos e que não vai perder força no atual governo. E o escritório Alfa está preparado para apoiar os profissionais qualificados dispostos a buscar uma nova vida”, diz Felipe Alexandre.

 


Dr. Felipe Alexandre -advogado especialista em imigração americana. Fundador da ALFA - Alexandre Law Firm & Associates e referência em vistos humanitários. Possui BAR (Licença Americana) em dois estados - Washington, DC e Nova York, o que lhe autoriza a exercer a atividade em todo o território americano, além de nove licenças que lhe concedem o direito de ir até a Suprema Corte em defesa de imigrantes. Premiado nos últimos cinco anos como um dos Top 10 Advogados de Imigração de Nova York pelo American Institute of Legal Counsel e com classificação “Excelente” no Avvo; Também é considerado, um dos 10 principais advogados da Califórnia, em votação pela revista jurídica “Attorney & Practice Magazine”, e reconhecido pela “Super Lawyers (Thomas Reuters)” como referência no campo das leis imigratórias dos EUA. https://alexandrelaw.com/



Especialista orienta brasileiros sobre riscos e procedimentos para uma migração legal segura para Portugal

Com o aumento das ações de fiscalização e deportação em Portugal, brasileiros que desejam residir no país precisam estar atentos às regras e procedimentos atuais para evitar problemas legais. Segundo Marcial Sá, advogado especialista em Direito Internacional do GodkeLaw - Portugal e especialista em Direito Migratório., o processo de migração envolve etapas essenciais: solicitar o visto adequado ao propósito da viagem — seja trabalho, estudo ou investimento — junto ao consulado português no Brasil, e, após entrada no país, solicitar a autorização de residência junto à Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA).

Dados recentes indicam que Portugal planeja deportar até 18 mil imigrantes ilegais, reforçando o rigor das ações de fiscalização. A principal causa de deportação de brasileiros, explica Sá, é a permanência irregular, seja por entrada sem visto, por visto vencido ou por não renovação da autorização de residência. Erros na documentação, como passaporte vencido ou visto incorreto, também aumentam o risco de detenção e deportação.

Marcial Sá reforça que entrar como turista com a intenção de regularizar a situação posteriormente é uma estratégia de alto risco, pois a fiscalização tem se tornado mais rigorosa. Em caso de detenção por irregularidade, o brasileiro deve exercer seu direito à defesa, procurar auxílio jurídico especializado e buscar recursos legais para regularizar sua situação.

Dicas para brasileiros que desejam migrar para Portugal:

Solicite o visto adequado:  Antes de viajar, obtenha o visto correspondente ao seu propósito (trabalho, estudo, investimento) junto ao consulado português no Brasil. Não tente regularizar sua situação após a entrada, pois isso aumenta o risco de irregularidade.

Mantenha a documentação em dia: Verifique a validade do passaporte e demais documentos necessários para a solicitação de visto e autorização de residência. Documentos vencidos ou incompletos podem levar à deportação.

Respeite os prazos e procedimentos: Após entrar em Portugal com o visto legal, solicite a autorização de residência na AIMA, seguindo rigorosamente os prazos estabelecidos. Evite entrar como turista com intenção de regularizar posteriormente.

Tenha meios de subsistência: Comprove que possui recursos suficientes para se manter no país, conforme exigido pelo tipo de visto, para evitar problemas na permanência.

Procure orientação jurídica especializada: Em caso de detenção ou dúvidas, consulte um advogado especializado para garantir seus direitos e buscar recursos legais adequados.

 

O campo dentro da cidade: como o agro está em tudo que você usa

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Cosméticos, tecidos e materiais de construção: o agronegócio brasileiro é protagonista silencioso em diversas áreas do nosso dia a dia

Você sabia que o shampoo do seu banho, o volante do seu carro e até aquele perfume que você adora tem origem no campo? Em 2025, a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) prevê que o PIB do agronegócio alcance R$ 1,43 trilhão, um crescimento de 5% em relação ao ano passado, impulsionado pela previsão de uma supersafra de grãos e à recuperação da indústria de insumos agropecuários e do setor agroexportador. Sua importância vai muito além da alimentação. O agro brasileiro é parte essencial de setores como beleza, construção, moda, energia e saúde.

“O agro está em toda parte, mesmo quando não o vemos diretamente. É o grande fornecedor de matérias-primas naturais para indústrias que transformam o que vem da terra em itens que usamos todos os dias”, destaca Luís Schiavo, CEO da Naval Fertilizantes, empresa especializada em produtos biológicos, nutrição e tecnologia de aplicação para as lavouras.

Confira alguns exemplos curiosos:

Arroz – Da cozinha ao nécessaire
Muito além do prato de arroz e feijão, o grão é estrela também na indústria de cosméticos, sendo base para esfoliantes, maquiagens e sabonetes. “Suas fibras, extraídas da casca, servem para fabricar utensílios biodegradáveis como copos e talheres, com alta resistência e propriedades antibacterianas”, diz Schiavo.

Laranja – Aroma, sabor e até controle de pragas
Da laranja se faz mais que o suco. Com ela se produzem vinhos, licores, óleos essenciais usados em perfumes e até grânulos nutritivos para ração bovina. “O bagaço também serve de base para armadilhas contra formigas”, completa o executivo.

Banana – Energia e inovação da fruta ao caule
Versátil e nutritiva, a banana pode virar chips, doces, bebidas alcoólicas e até remédios naturais veterinários. “Suas fibras, extraídas do pseudocaule, têm aplicação no artesanato, na construção civil e na confecção de tecidos”, aponta Schiavo.

Café – Potência energética e cosmética
O Brasil é líder mundial na produção de café, e seu uso ultrapassa a tradicional xícara. “Seus subprodutos alimentam a indústria farmacêutica, cosmética e energética, sendo usados até na fabricação de fertilizantes”, esclarece o especialista.

Cana-de-açúcar – Do combustível ao copo
Mais do que açúcar e etanol, a cana é sinônimo de sustentabilidade. Além da cachaça e do álcool combustível, ela é uma importante aliada na geração de energia limpa, contribuindo diretamente para a descarbonização da economia.

“O agro brasileiro é estratégico para o futuro, não só para alimentar o país e o mundo, mas para abastecer diversas cadeias industriais de maneira sustentável e inovadora”, conclui o CEO da Naval Fertilizantes.

  

Naval Fertilizantes


Mercado saturado: como ganhar a confiança do consumidor moderno?

O que uma marca precisa fazer para ganhar a confiança e fidelidade de um consumidor? Hoje em dia, essa resposta não é tão fácil assim, diante de um mercado tão competitivo e da quantidade de informações que somos bombardeados diariamente. Essa é uma construção delicada que requer muitos cuidados na relação entre as partes – a qual, quando bem conduzida, pode fortalecer a segurança do cliente com a empresa, sua retenção e um aumento expressivo nas vendas.

Segundo a mais recente sondagem da FGV IBRE, referência em monitoramento e análise econômica no país, o Índice de Confiança do Consumidor recuou 2,6 pontos em fevereiro deste ano, uma perda de 10,8 pontos nos últimos três meses. Existem diversos motivos que justificam essa queda preocupante, relacionados a descuidos cometidos pelas empresas que podem afetar sua credibilidade e prejudicar a confiança com o público-alvo.

Um dos equívocos mais comuns nesse sentido é prometer o que não se pode cumprir. Seja no prazo de entrega, na qualidade do produto, suporte ao cliente, comunicação genérica, impessoal ou incoerente com os valores da marca ou outro aspecto, qualquer desalinhamento entre expectativa e realidade é extremamente prejudicial a isso. Outro ponto delicado é a falta de transparência em situações de crise — silenciando ou tentando "maquiar" erros, o que pode ter um efeito devastador em sua reputação.

Agravando ainda mais essa situação, o fato de vivermos em um ambiente saturado de conteúdos, mensagens publicitárias e estímulos vindos de todos os lados, traz uma sobrecarga inevitável que torna o consumidor muito mais seletivo, cético e, muitas vezes, desconfiado das comunicações corporativas. Hoje, não basta mais apenas aparecer: é preciso significar algo.

Nesse cenário, ser autêntico como marca exige mais do que um discurso bonito, demandando coerência entre o que se fala, o que se faz e o que se entrega. Essa é uma credibilidade construída nos detalhes: na forma como a empresa responde uma crítica, como assume um erro, como se posiciona em causas relevantes e, principalmente, como se relaciona com as pessoas no dia a dia.

Escalar a comunicação e o atendimento sem perder a proximidade é outro ponto que merece atenção. Afinal, por mais que a automação e a inteligência artificial tenham trazido ganhos de eficiência, muitas empresas acabaram se distanciando do toque humano. A chave está em encontrar o equilíbrio: usar a tecnologia como aliada para otimizar processos, sem deixar de lado a empatia, a escuta ativa e a personalização.

Além disso, o público de hoje valoriza marcas com propósito claro, que se posicionam com responsabilidade e mostram seus bastidores com transparência. Ser autêntico, nesse contexto, passa por assumir uma postura mais humana, vulnerável e menos polida. Mostrar quem está por trás disso tudo, como as decisões são tomadas e o que realmente importa para o negócio gera identificação real.

Construir essa confiança e fidelidade não é algo simples, o que exige que as empresas conheçam e coloquem seu cliente no centro de toda estratégia, tendo consistência na comunicação e em todos os canais, investindo em criar e disseminar conteúdos relevantes e com máxima transparência sempre. Algo que, para contribuir com este sucesso, pode ser favorecido com o apoio de ferramentas robustas que o mercado dispõe, como o RCS.

Com este sistema de mensageria do Google, as marcas poderão se comunicar com seus consumidores contando com recursos muito mais completos que enriquecerão a experiência dos usuários. As mensagens poderão incluir texto, imagens, gif, vídeos, e um carrossel completo que permita que o usuário conduza sua jornada em um único ambiente. Tudo isso, assegurados por um selo de autenticidade no que garante a confiança de quem está enviando o conteúdo.

Essa e muitas outras plataformas de comunicação multicanal permitem uma maior agilidade no atendimento e que a empresa esteja presente onde seu cliente está. Una essas ferramentas com CRMs integrados que tragam o histórico de cada pessoa a fim de personalizar a comunicação, além de ter e acompanhar métricas de relacionamento, identificando a eficácia dessas ações ou a necessidade de ajustes.

Uma das maiores barreiras para construir confiança com os consumidores é o volume avassalador de informações ao qual ele está exposto. Não é, de longe, uma tarefa simples de ser conquistadas, mas que, seguindo os cuidados destacados, as chances de a sua empresa fortalecer uma relação mais próxima e segura será bem maior, atraindo e retendo clientes que serão fiéis à sua marca.





Márcia Assis - Gerente de Marketing da Pontaltech, empresa especializada em soluções integradas de VoiceBot, SMS, e-mail, chatbot e RCS.



Como desenvolver resiliência em um mundo corporativo em constante mudança

Profissionais resilientes e adaptáveis têm mais chances de se destacar no mercado

 

Em um cenário empresarial cada vez mais volátil, profissionais e líderes precisam mais do que habilidades técnicas para manter-se competitivos. A resiliência e a adaptabilidade vêm ganhando destaque como competências essenciais para enfrentar adversidades, lidar com incertezas e manter a performance mesmo diante de grandes desafios. 

De acordo com pesquisas da Psicologia Positiva, a resiliência está associada à capacidade de recuperar-se de situações difíceis sem perder o foco nos objetivos. Já a adaptabilidade envolve a habilidade de ajustar-se a novos contextos, processos e exigências, favorecendo a inovação e a resolução de problemas complexos no ambiente de trabalho. 

De acordo com Taís Carlos, mentora e sócia da Santé, profissionais resilientes demonstram maior equilíbrio emocional, mesmo sob pressão, e têm mais condições de manter o desempenho em períodos de crise. Para empresas, esse perfil representa maior estabilidade organizacional, redução de rotatividade e estímulo à produtividade em ambientes adversos. 

Taís lembra que a habilidade de adaptação rápida a novas realidades se tornou uma exigência. Líderes adaptáveis conseguem tomar decisões com mais agilidade, engajar suas equipes e se destacar pela versatilidade em cenários imprevisíveis. Segundo a teoria da flexibilidade cognitiva, a adaptação de estratégias diante de imprevistos é decisiva para o êxito profissional. 

Mas, como desenvolver a resiliência e a adaptabilidade? A especialista ressalta que apesar de muitas vezes vistas como traços de personalidade, essas competências podem ser desenvolvidas. Taís recomenda algumas práticas, que podem ajudar: 

·     Mentalidade de crescimento: ver os desafios como parte do processo de aprendizado contínuo; 

·   Autoconsciência emocional: identificar emoções e aprender a lidar com elas de forma construtiva, buscando apoio profissional quando necessário; 

·    Fortalecimento de redes de apoio: trocar experiências com colegas e mentores amplia a capacidade de enfrentar mudanças com mais segurança; 

·   Autocuidado diário: sono de qualidade, alimentação balanceada e atividade física reforçam o bem-estar e a resistência emocional. 

Organizações que valorizam essas habilidades tendem a formar equipes mais estáveis, engajadas e preparadas para enfrentar ciclos de mudança com confiança. Para os profissionais, investir no desenvolvimento da resiliência e da adaptabilidade é uma estratégia eficaz para crescer de forma sustentável na carreira e se destacar em um mercado competitivo. Mais do que uma resposta a tempos difíceis, essas competências representam um novo modelo de atuação no mundo corporativo”, ressalta Taís Carlos.


O que você precisa saber sobre a temporada de cetáceos no Litoral Norte de São Paul

Projeto Baleia a Vista


O Litoral Norte de São Paulo se prepara para mais uma temporada de avistamento de cetáceos, um fenômeno natural que atrai olhares de todo o Brasil. Entre os meses de maio e novembro, as águas da Região Turística, integrada pelas cidades de Bertioga, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba, se tornam palco para a passagem de baleias e golfinhos, enriquecendo a experiência turística e fomentando o turismo sustentável.

O Litoral Norte abriga uma rica biodiversidade marinha, incluindo quatro espécies de baleias e sete de golfinhos. As baleias jubarte são as protagonistas, migrando para águas mais quentes para reprodução e proporcionando um espetáculo com seus saltos acrobáticos. O pico da temporada geralmente ocorre nos meses de junho e julho.

A secretária de Turismo de Caraguatatuba, Bianca Colepicolo, destaca a localização estratégica da cidade para a exploração marítima do Litoral Norte. "Caraguatatuba é um ponto estratégico para quem deseja explorar o Litoral Norte por mar. Em apenas 20 minutos, é possível chegar de lancha até Ilhabela ou São Sebastião; com cerca de 40 minutos de navegação, estamos na Ilha Anchieta ou no Saco da Ribeira, em Ubatuba. Essa proximidade permite experiências náuticas incríveis, como o avistamento de baleias, que pode ser feito com apoio das nossas operadoras locais de turismo náutico. Hoje, temos diversas empresas credenciadas com alvará específico para esse tipo de atividade — a lista completa pode ser consultada no site da Secretaria de Turismo". 

A secretária também anunciou a primeira edição do Navegar Experience, nos dias 24 e 25 de maio, visando "uma iniciativa voltada especialmente para quem nunca teve contato com o mar, mas sonha em aprender a velejar, remar e viver novas experiências náuticas. É uma oportunidade única para a população local se reconectar com o mar e com o potencial turístico e esportivo que ele oferece", explica.

Já em Ilhabela, o início da temporada foi antecipado, conforme relata o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Harry Finger. “A temporada começou mais cedo este ano, com o primeiro avistamento de duas jubartes registrado em 28 de abril por três pescadores da comunidade tradicional do Bonete. Este é um momento especial, em que a natureza nos presenteia com um espetáculo emocionante, destacando a relevância do ecoturismo. Além de proporcionar uma experiência única aos visitantes, o avistamento de cetáceos impulsiona a economia local no outono-inverno e promove a conscientização ambiental. Ilhabela está preparada para receber turistas de todas as partes, com infraestrutura adequada e compromisso com a sustentabilidade”.

São Sebastião também demonstra grande expectativa para a temporada, como afirma o secretário de Turismo, Leandro Pereira. “Na última segunda-feira, dia 28 de abril, registramos na região as primeiras baleias-jubarte da temporada de 2025, o que reforça ainda mais o potencial do nosso destino para esse tipo de experiência, por isso a expectativa para este ano é grande. Estamos falando de um espetáculo da natureza que encanta e emociona a todos que têm a oportunidade de presenciar. Esse segmento do turismo vem ganhando cada vez mais destaque e seguimos firmes no propósito de promover um turismo sustentável, que respeita o meio ambiente e fortalece nossa identidade como um destino de referência”.

Ubatuba, por sua vez, reconhece o potencial da atividade, embora ainda não tão consolidada como em outros municípios, segundo o secretário de Turismo, Bruno Nunes Miguel de Oliveira. “A temporada de avistamento de cetáceos no litoral brasileiro, especialmente entre maio e outubro, é uma oportunidade valiosa para o turismo ecológico e de observação da vida marinha. Ubatuba, com sua rica biodiversidade marinha e posição geográfica privilegiada, poderia se beneficiar bastante com passeios específicos voltados para esse tipo de turismo sustentável. Desta forma, as incidências estão sendo mais frequentes e já podemos pensar em passeios organizados, porém a realidade é uma demanda reprimida por ainda não ser uma atividade consolidada na região”.

Para o idealizador do Projeto Baleia à Vista, Julio Cardoso, essa promete ser mais uma grande temporada para o turismo de avistamento de cetáceos. Em 2024 foram registradas cerca de 600 baleias na região. “A nossa expectativa é que seja uma boa temporada, com o pessoal todo observando as normas de avistamento, mantendo as distâncias, parando nos 100 metros e deixando o motor desengatado, acompanhando o comportamento da baleia para nem perseguir e nem bloquear a passagem. Enfim, seguindo todas as normas de avistamento de baleias, que são leis federais”.

Cardoso menciona ainda um fenômeno interessante observado na temporada anterior: “no ano passado, nós tivemos um bom número de baleias juvenis, jubartes jovens, que ficaram por aqui se alimentando; elas não fizeram a migração para a Bahia, elas ficaram por aqui. A mais famosa é a Melina, que ficou três meses por aqui, a gente acompanhou ela o tempo todo. Teve a Jojo também, que ficou dois meses. Então, a expectativa deste ano para essa temporada é ver se alguma delas vai voltar para cá”, acrescenta. 


Normas de avistamento e conservação

Para garantir a segurança dos animais e dos turistas, as embarcações devem seguir regras rígidas, como manter distância mínima de 100 metros das baleias, não persegui-las e desligar motores ao se aproximar. Essas medidas são essenciais para preservar os cetáceos e garantir que a atividade continue sendo uma fonte de renda e conscientização ambiental.


Como aproveitar a temporada

Os turistas que visitam o Litoral Norte durante esse período podem contratar passeios com operadoras credenciadas, listadas nos sites oficiais das prefeituras e do Circuito Litoral Norte, consórcio que integra as cidades de cinco cidades.

Para mais informações sobre as experiências no Litoral Norte, acesse: https://circuitolitoralnorte.tur.br/ e para o guia de fornecedores: https://circuitolitoralnorte.tur.br/guiageral. Recomenda-se sempre consultar um receptivo ou guia local para aproveitar a atividade com segurança e respeito ao meio ambiente.


87% dos brasileiros querem fazer escolhas mais sustentáveis, mas apenas 35% mudam seus comportamentos

Estudo da Kantar aponta preço, falta de informação e transparência sobre impacto como razões para essa lacuna entre valor e ação

 

A sustentabilidade está remodelando a demanda do consumidor em todos os setores e influencia as atitudes das pessoas em relação às marcas. Ainda assim, há uma lacuna de valor-ação, um fenômeno no qual as pessoas agem de maneira inconsistente com seus valores. Isso ocorre quando as pessoas agem de uma maneira que contradiz ou falha em apoiar seus valores. 

Segundo o estudo Sustainability Sector Index (SSI) da Kantar, empresa global de dados e insights, 87% dos brasileiros querem fazer escolhas mais sustentáveis, mas apenas 35% delas estão mudando ativamente seu comportamento. Foram realizadas 1.000 entrevistas com o objetivo de entender a relação deles com temas de sustentabilidade e como enxergam a relação de diferentes setores com esses assuntos. 

“Ao mergulhar no que os entrevistados afirmam ser verdadeiros como seus valores e compará-los com suas ações, as marcas podem determinar onde os consumidores veem atrito e fornecer soluções para facilitar uma transição para a adoção de práticas mais sustentáveis”, afirma Rafael Farias Teixeira, executivo de marketing da Kantar, responsável pela análise dos dados das pesquisas. 

Mas o que faz com que os brasileiros não adotem hábitos mais sustentáveis? 35% acreditam que é muito caro, 33% acham que não há informação suficiente sobre o tema e, em terceiro lugar, 20% pensam que é impossível descobrir qual o impacto ambiental ou social que isso tem. “Todas essas razões podem ser mitigadas com estratégias das marcas, seja com versões de produtos e serviços mais baratos, ou comunicações informativas e transparentes sobre o verdadeiro impacto de suas ações”, diz Teixeira. 

Atualmente, ser transparente sobre ações sustentáveis e sociais é algo relevante para marcas, principalmente em um contexto de elevado green e social washing: 58% dos brasileiros relataram ter visto ou escutado informações falsas ou enganosas sobre as ações sustentáveis das marcas. Isso é um aumento de oito pontos percentuais em relação à última edição do estudo.

 

Consumo e comportamentos sustentáveis

Mesmo que a lacuna de valor-ação ainda seja alto, muitos brasileiros já tomaram alguma decisão de consumo de acordo com os valores das marcas. 55% dizem que experimentaram ou usaram marcas que têm um impacto ambiental ou social mais positivo, ou estão abertos à ideia.

De forma similar, muitos já desistiram de marcas que não possuem estratégias relacionadas a questões sociais e ambientais. Em média, em todos os setores, 50% das pessoas dizem que compraram menos ou pararam de comprar certos produtos/serviços devido ao seu impacto ambiental ou social negativo.

“É importante observar os comportamentos de adoção e entender o que as pessoas estão buscando, ou pelo menos tentando”, afirma Teixeira. “O mesmo vale para entender possíveis rejeições, como as pessoas se afastaram de produtos que julgam ser ruins ambiental ou socialmente.”

 

Sobre o Sustainability Sector Index (SSI)

O SSI revela as atitudes dos consumidores em relação à sustentabilidade em 42 setores. Esta edição se baseia em entrevistas com cerca de 23 mil consumidores em 22 mercados. No Brasil, foram realizadas 1.000 entrevistas no período de novembro de 2024 a janeiro de 2025. O relatório mostra as percepções dos clientes sobre o desempenho de cada segmento a partir de quatro fatores-chave do marketing: Estratégia, Inovação, Ativação e Impacto. 



Kantar
www.kantar.com/brazil

 

 

Orçamento apertado? Veja 6 dicas para presentear no Dia das Mães com bom custo-benefício

De passeios a investimentos em nome da mãe, educadora da Rico reúne dicas para consumidores que querem evitar dívidas, mas manter o afeto


O Dia das Mães continua sendo uma das datas mais relevantes para o comércio brasileiro, mas o comportamento do consumidor tem mudado. Um levantamento da PiniOn com 1.089 entrevistados em todo o país aponta que, mesmo com a queda de 3% na atividade comercial em 2024 (repetindo o recuo do ano anterior), a intenção de presentear subiu: 71% planejam homenagear suas mães ou figuras maternas, ante 58% em 2023.

A mudança não se deve unicamente aos preços elevados, mas também a uma transformação no comportamento de consumo, influenciada pelo aumento da inadimplência e pela priorização da reorganização financeira. “O desejo de celebrar permanece, mas adquire novas formas: mais simbólicas, ponderadas e, principalmente, mais adaptadas à realidade econômica de cada família que busca ideias de presentes criativos para o Dia das Mães”, afirma a educadora financeira da Rico, Thaísa Durso.

Ela reuniu 6 dicas práticas e acessíveis para quem quer demonstrar carinho sem se endividar — e ainda criar memórias valiosas:

1. Ouça antes de comprar – 52% dos entrevistados afirmam que a mãe já comentou o que gostaria de ganhar. Elaborar uma lista com as necessidades mais relevantes facilita uma decisão mais assertiva, seja a assinatura de um serviço como o de refeições saudáveis ou um item que otimize o cotidiano. Em seguida, estabelecer um limite de gastos contribui para a manutenção do planejamento financeiro.

2. Antecipe-se às compras – Caso a opção seja a compra online de presentes para o Dia das Mães, a comparação de preços torna-se imprescindível para encontrar ofertas. E se a preferência for a loja física para escolher o presente ideal, quanto mais cedo, melhor para evitar a alta dos preços próximos a data comemorativa.

3. Aposte na tecnologia a seu favor – Invista em cashback, cupons e até investback, que converte parte do valor gasto em aplicações financeiras. Essa prática tem ganhado adeptos, pois concilia o prazer do consumo com a prudência de construir um futuro financeiro mais seguro ao comprar o presente para a mãe.

4. Cuidado na hora de pagar – Sempre que possível, optar pelo pagamento à vista é a melhor alternativa, especialmente quando há descontos envolvidos. O cartão de crédito também pode ser um aliado, principalmente para gerar o investback mencionado anteriormente, mas seu uso exige consciência e planejamento. É fundamental evitar os juros do rotativo, que estão entre os mais altos do mercado, garantindo que a fatura seja quitada integralmente. O segredo está no equilíbrio.

5. Momentos valem mais que objetos – Um passeio, uma carta, um álbum personalizado. Para muitas mães, o que realmente faz falta não é um perfume novo, mas momentos de qualidade ao lado dos filhos e da família. Presentear com experiências é investir em algo que transcende o material, criando memórias que serão eternizadas e fortalecendo os laços que realmente importam.

6. Presente que planta sonhos – Estimular o início de uma jornada de investimentos pode ser um gesto de carinho com um impacto duradouro como presente para a mãe. Seja para uma viagem, um curso ou até mesmo o começo de um negócio próprio, o primeiro passo financeiro pode ser decisivo como presente significativo para o Dia das Mães. Abrir uma conta de investimentos em nome da mãe ou realizar um depósito inicial pode representar não apenas um incentivo, mas também uma aposta na concretização de sonhos acalentados há tempos como um presente inesquecível de Dia das Mães.

Para Thaísa, a data continua relevante, mas criar conexões sinceras e compreender o que realmente importa para as mães brasileiras pode ser o verdadeiro diferencial. “No fim, afeto não se mede em números. Ele se manifesta em intenções genuínas, em gestos silenciosos e nas memórias que se constroem para a vida toda.”


Fraude do INSS: Saiba como acelerar o recebimento dos valores descontados independentemente

O advogado especialista em Direito Bancário Daniel Romano Hajaj diz que é possível ingressar com uma ação na Justiça

 

O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, disse nesta terça-feira, 6, que os aposentados e pensionistas prejudicados pela fraude do INSS terão os valores que foram descontados irregularmente devolvidos diretamente na conta que recebem o benefício. Ainda não foi apresentado o plano de devolução dos valores. 

 

Mas é possível acelerar este processo de recebimento. "Algumas das formas de acelerar o pedido é formalizar uma reclamação junto à ouvidoria do INSS e reclamações contra as instituições financeiras no consumidor.gov e BACEN", explica o advogado especialista em Direito Bancário Daniel Romano Hajaj.

 

Segundo a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU), sindicatos e entidades associativas teriam cobrado indevidamente de aposentados e pensionistas cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. 

 

"Comprovada a fraude, além da restituição dos valores, o consumidor pode receber uma indenização por danos morais", afirma o advogado, que aponta quem deve ser alvo da ação:"Tanto o banco que deu causa aos descontos fraudulentos, quanto o INSS". 


Daniel Romano aconselha quem foi lesado pela fraude a registrar uma denúncia e também procurar a ajuda de um especialista. "Antes de mais nada, é essencial que a questão seja analisada por um advogado especializado e que o consumidor registre o boletim de ocorrência e promovas as reclamações administrativas antes de buscar o Poder Judiciário",finaliza. 



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