Entre os pilares para garantir o sucesso do varejo,
está o planejamento de compras. Afinal, mais do que uma simples atividade
administrativa, essa é uma estratégia que impacta, diretamente, no desempenho,
lucratividade e, principalmente, no crescimento do negócio.
Ano após ano, o setor varejista vem crescendo.
Segundo o IBGE, em 2024, as vendas do segmento fecharam com alta de 4,7%,
marcando o melhor desempenho desde 2012. No entanto, diferentemente de outros
setores, o varejo lida, constantemente, com as sazonalidades do mercado.
Isso é, diariamente, a vertical precisa se
organizar levando em conta quais os dias da semana que têm maior alta de
vendas, feriados, estações, datas comemorativas, entre outras tendências. Com
isso, cabe ao setor a missão de realizar as compras das mercadorias a serem
revendidas de forma assertiva, do contrário, este excesso ou falta pode
ocasionar prejuízos para o negócio.
No entanto, mesmo compreendendo essa importância,
algumas empresas ainda sofrem na hora executar o planejamento de compras,
devido a fatores como a falta de visibilidade em tempo real, falta de acesso
rápido a informações consolidadas, indicadores desatualizados ou incompletos,
mix de produtos mal definidos e utilização do feeling baseado na
teoria de “sempre foi assim”.
Diferentemente de outras áreas, o varejo precisa
estar preparado todos os dias da semana, pronto para atender ao público a
qualquer hora. Esse contexto diminui a margem de erros, ressaltando a
importância de investir em uma abordagem precisa e eficiente, algo que pode ser
obtido com o uso da tecnologia.
Levando em conta os critérios que envolvem o
planejamento de compras do varejo, por meio de recursos tecnológicos, torna-se
possível executar ações como previsão de demanda mais precisa com o uso de
dados internos, simular cenários de compras, centralizar informações que ajudem
no open
to buy em tempo real, resultando no melhor equilíbrio para o
abastecimento assertivo de itens e produtos a serem revendidos.
Contudo, é preciso enfatizar que a tecnologia é um
meio. Ou seja, nenhuma ferramenta tem o poder de solucionar os problemas da
empresa, bem como cada negócio possui suas particularidades. Sendo assim, de
nada adianta contratar uma ferramenta, sem que ela tenha aderência ao negócio.
Deste modo, é indispensável que o setor busque investir
em soluções especializadas na vertical, que entendam o modelo de negócio
varejista e auxiliem desde a gestão de verbas, compras, emissão de alertas de
melhores e piores produtos, até o agendamento de entregas, grade de produtos,
alocação e marcação de preços.
Tendo esse controle bem definido e o apoio da
tecnologia, torna-se possível executar um planejamento de compras eficaz,
evitando que haja excesso ou ruptura de estoques, uma vez que todas as etapas
serão realizadas com base em análises corretas, a fim de guiar para o melhor
resultado.
Embora quando falamos sobre o uso de recursos de
tecnológicos e suas vantagens, isso brilhe os olhos de todo varejista, para que
se tenham resultados de fato, é importante realizar uma mudança cultural na
organização. Estamos diante da era da transformação digital, mas alguns
negócios ainda têm resistência em mudar – algo que, no atual dinamismo do
mundo, se mostra como uma necessidade. Certamente, mudar esse mindset
não é uma tarefa fácil, mas com o apoio de uma consultoria especializada, o
caminho pode se tornar menos desafiador.
A expectativa é que o varejo continue a crescer e
migre, cada vez mais, para uma operação multicanais. Na prática, isso exige que
o setor invista em recursos que apoiem no planejamento de compras, de forma que
supra a demanda do público, garantindo uma boa experiência para os clientes.
Quanto a isso, a tecnologia sempre será uma aliada, mas é preciso começar a
preparar, desde já, a jogada e sair na frente com resultados ainda melhores.
Luana Silva - Especialista SAP para varejo e e-commerce da ALFA.
ALFA Consultoria – SAP Gold Partner
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