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quarta-feira, 7 de maio de 2025

Crianças Neurodivergentes - A Urgente Necessidade de Atendimento Especializado nas Escolas !

O Desafio de Atender à Individualidade e as Neurodivergencias na Infância.

 

Em um mundo que avança rumo à inclusão e ao reconhecimento das diferenças, às escolas se deparam com um grande desafio: Oferecer um ambiente de aprendizado adequado para crianças neurodivergentes.

Mas, o que é de fato uma criança neurodivergente? 

Uma criança neurodivergente é aquela que possui um desenvolvimento neurológico diferente do padrão esperado pela sociedade. Isso significa que ela pode ter diferenças na forma como aprende, se comunica, se comporta e interage com o mundo ao seu redor. Falando muito superficialmente, vamos citar alguns exemplos:

  • Uma criança que não gosta de contato visual e prefere brincar sozinha pode ser autista.
  • Uma criança que é muito agitada, impulsiva e tem dificuldade em se concentrar na escola pode ter TDAH.
  • Uma criança que tem dificuldade em aprender a ler e escrever pode ter dislexia.
  • Uma criança que tem dificuldade em coordenar seus movimentos e realizar tarefas motoras finas pode ter dispraxia.
  • No geral, escolas e professores sem preparação alguma, podem somente interpretar a resposta ao ensino tradicional dado a estes alunos como dispersão, rebeldia, maus tratos, dificuldade de aprendizado ao excesso e isso tudo traumatiza a criança em diversos níveis, inclusive ao desenvolvimento de outras comorbidades,  explica a Dra. Gladys Arnez, neurologista infantil, com grande experiência e especialista no assunto, que ilumina este caminho, discutindo a importância de um atendimento especializado nas escolas para crianças com TEA, TDAH, paralisia cerebral e outras particularidades do desenvolvimento infantil.

O Problema: Diante de um cenário educacional projetado para a massa, crianças neurodivergentes muitas vezes se veem em uma luta constante por compreensão e adequação. A falta de profissionais capacitados, métodos de ensino rigidamente uniformes e a escassez de recursos voltados para atender suas necessidades específicas são barreiras que demandam atenção imediata, culminando ao pensamento tanto dos pais, quanto destas crianças de que nada adianta , pois estão fadados à derrota em todas as áreas da vida e isso não é verdade! - Insiste a Dra. Gladys


Dados e Fatos:

• Estatísticas recentes indicam que 1 a cada 36 crianças tem autismo e  aponta que 3 entre 4 crianças com autismo possuem outro tipo de neurodivergência como TDAH, dificuldades motoras e de aprendizagem. Todos diagnosticados em idade escolar.

• Pesquisas demonstram que a intervenção especializada precoce pode resultar em melhorias significativas no desenvolvimento acadêmico e social dessas crianças.

• No entanto, segundo o Portal MEC, apenas 30% das escolas oferecem atendimento educacional especializado. Além disso, somente 26% contam com salas de recursos multifuncionais e apenas 4% dos professores que atuam nessas escolas, que possuem formação específica ou estão capacitados em educação especial. E muitas deixam a desejar o quesito: "recursos",  para oferecer este tipo de suporte.


Histórias Reais: Incorporamos depoimentos de pais, educadores e alunos, destacando os desafios diários enfrentados por falta de uma estrutura de apoio adequada nas escolas. Essas narrativas pessoais reforçam a urgência de uma mudança.E acredite: Não faltam!


Soluções Propostas:
  A Dra. Gladys Arnez sugere um conjunto de ações práticas para transformar o ambiente escolar em um espaço verdadeiramente inclusivo:

• Implementação de programas de formação continuada para professores em neurodiversidade.

• Integração de profissionais especializados, como psicopedagogos e terapeutas ocupacionais, nas equipes escolares.

• Desenvolvimento de currículos adaptativos que respeitem e promovam o potencial de cada criança.

-Sabemos que isso não acontece de um minuto para o outro, completa, mas, é urgente que tomemos providências!


Conclusão

A inclusão efetiva de crianças neurodivergentes no sistema educacional não é apenas uma questão de direitos; mas, um caminho para desbloquear um potencial inexplorado que pode enriquecer nossa sociedade. 

Com a orientação de especialistas como a Dra. Gladys Arnez e a implementação de políticas públicas coerentes, podemos assegurar que cada criança receba a educação que merece e necessita.

OBS: O Que Fazer Se Você Suspeitar que Seu Filho é Neurodivergente:

Dra Gladys Arnez aconselha o seguinte: Se você suspeitar que seu filho é neurodivergente, é importante conversar com um neurologista ou outro profissional apto a atende-lo da área de saúde. Eles poderão avaliar seu filho e determinar se ele tem alguma condição neurodivergente.

Se for confirmado que seu filho é neurodivergente, existem  recursos disponíveis para ajudá-lo a ter sucesso na vida. Existem clínicas, serviços e, dentro do possível, escolas que trabalham com crianças neurodivergentes, especializadas, e como falamos, algumas com programas de terapia e grupos de apoio que podem fornecer o suporte que seu filho precisa. Pense Positivo! Tudo é possível. Basta querer!

Dra Gladys enfatiza que é importante lembrar que todas as crianças são diferentes, e que não há uma única maneira "certa" de ser. As Crianças Neurodivergentes são tão capazes quanto as outras crianças, e podem ter uma vida plena e feliz.

Aqui estão alguns recursos que podem ser úteis:

  • Associação Brasileira de Autismo (ABA)
  • Federação Brasileira de Dislexia e outras Dificuldades de Aprendizagem (FEBRAID)
  • Sociedade Brasileira de Dispraxia (SBD)

 

Os avanços na cirurgia robótica e inteligência artificial e a revolução na saúde das mulheres

O conceito de saúde da mulher evolui ao longo das últimas décadas e deve abranger não apenas a saúde sexual e reprodutiva, mas também um espectro mais amplo que inclua a saúde mental, materna e menstrual, bem como a prevenção do câncer e das doenças crônicas como obesidade. Durante séculos, a assistência médica às mulheres enfrentou inúmeros desafios incluindo opções limitadas de tratamento até procedimentos cirúrgicos invasivos com períodos de recuperação prolongados. Tal cenário vem mudando drasticamente em anos recentes com os avanços extraordinários da tecnologia.

Entre os novos avanços que apresentam resultados promissores estão a cirurgia robótica e o uso de inteligência artificial (IA) em vários campos na assistência à saúde feminina. O uso da cirurgia robótica em ginecologia vem redefinindo o atendimento médico para mulheres, proporcionando tratamentos mais seguros, menos invasivos e mais eficazes para condições benignas que atingem milhões em todo o mundo como miomas, endometriose e até mesmo câncer. Estudos recentes revelam que a cirurgia assistida por robótica não está apenas melhorando os resultados cirúrgicos, mas também reduzindo o tempo de recuperação pós-operatória e as complicações resultando em melhor qualidade de vida.

Apesar das vantagens inovadoras que a cirurgia robótica poderia proporcionar, alguns estudos que argumentam que não há diferença clinicamente significativa entre a cirurgia robótica e outros métodos cirúrgicos. A robótica, sem dúvida, transformou a cirurgia ginecológica, oferecendo procedimentos mais seguros e menos invasivos, com melhores resultados para as pacientes. Embora desafios como custo e treinamento persistam, as pesquisas contínuas e os avanços tecnológicos prometem aprimorar ainda mais o papel da robótica no avanço da saúde da mulher por meio de cuidados ginecológicos inovadores.

A inteligência artificial (IA) vem sendo usada nas pesquisas médicas de várias formas desde o desenvolvimento de novas drogas a análise de imagens obtidas por diversos métodos e até apoiando a descoberta de alterações genéticas associadas a várias doenças. Embora a IA seja capaz de identificar novos padrões em dados e analisar grandes conjuntos de dados, sua eficácia depende da qualidade e quantidade dos dados e da experiência daqueles que implementam os algoritmos. As aplicações atuais da IA na saúde da mulher são inúmeras e os resultados de estudos recentes são promissores. Em doenças benignas femininas como a endometriose, por exemplo, que afeta mais e 7 milhões de brasileiras, a IA tem sido usada na análise de imagens obtidas pela de ultrassonografia à identificação da melhor abordagem terapêutica assim como na análise de resposta aos tratamentos e na avaliação de técnicas cirúrgicas como a robótica. Tais tecnologias são promissoras, pois podem ajudar no diagnóstico da doença e reduzir o atraso diagnóstico atual assim como os custos do sistema de saúde ao identificar a  melhor opção de tratamento para cada mulher e até ajudar no treinamento de profissionais de saúde e cirurgiões. 

Não há dúvida que a IA tem um potencial significativo no avanço do diagnóstico e tratamento de várias doenças assim como na educação e treinamento de profissionais de saúde, mas deve ser aplicada com cuidado e transparência para evitar equívocos e assegurar a precisão diagnóstica e terapêutica. Barreiras ao uso da IA na saúde incluem os custos, a necessidade e treinamento dos profissionais e das ferramentas de IA assim como a necessidade de validação dos modelos e populações diversas.

O desenvolvimento de instrumentos robóticos menores para cirurgias mais precisas, associada a ferramentas de IA cada vez mais refinadas deve ampliar o acesso a estas técnicas inovadoras assim como os resultados cirúrgicos. Os principais desafios como custo e treinamento persistem e a expectativa é que pesquisas contínuas aliada a avanços tecnológicos permitam o aprimoramento da cirurgia  e a técnica conquiste um papel importante na saúde da mulher por meio de cuidados ginecológicos inovadores.

Em suma, a integração de novas tecnologias como a robótica e a IA em ginecologia representa um avanço significativo na medicina moderna e deve ter um papel fundamental na definição do futuro da saúde da mulher em todo o mundo. Infelizmente, os investimentos na saúde da mulher permanecem baixos, compreendendo menos de 2% dos atuais projetos da Indústria Farmacêutica. Condições femininas benignas como endometriose, miomas, sangramento uterino anormal ou menopausa recebem pouca atenção e investimentos, apesar do enorme efeito adverso que podem ter na qualidade de vida das mulheres, de suas famílias e comunidades caso não sejam tratadas adequadamente. Dessa forma, é fundamental unir esforços para mudar esse cenário e priorizar a saúde feminina na agenda dos governos, universidade, entidades médicas e demais organizações da sociedade civil, pois os investimentos na saúde da mulher retornarão em termos de melhoria da qualidade de vida e saúde, além de crescimento econômico e justiça social, o que resulta em benefícios para todos.




Márcia Mendonça Carneiro - Ginecologista do Biocor Rede D’Or, Professora Titular- Departamento de Ginecologia e Obstetrícia – Faculdade de Medicina da UFMG


Últimos dias de inscrições para cursos gratuitos do ITB voltados à formação técnica e de produção em artes cênicas

Programa gratuito de cursos profissionalizantes em áreas técnicas das artes cênicas entra na reta final de inscrições. Voltado a maiores de 18 anos com ensino médio completo, o processo seletivo encerra em 11 de maio.

 

Interessados têm até 11 de maio para se inscrever nas novas turmas do PTAC – Práticas e Técnicas para as Artes Cênicas, iniciativa do Instituto do Teatro Brasileiro (ITB) que oferece formação profissional nas áreas de produção cultural, luz, palco e som. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo site www.itb.art.br.

 

Voltado a maiores de 18 anos com ensino médio completo, o curso terá início em 16 de junho e se estende até outubro. Serão oferecidas 100 vagas na capital (com aulas na região central), distribuídas entre as quatro formações. O programa é patrocinado pelo Itaú, por meio da Lei Rouanet, com apoio da Prefeitura da Cidade de São Paulo. As aulas acontecerão na Galeria Olido, no Centro Cultural São Paulo, no Centro Cultural da Penha e em outros espaços.

 

“Temos percebido como é importante repetir o programa nas regiões. A segunda edição aumenta a demanda de alunos e a maturidade da equipe local. São Paulo tem tido demanda de milhares de inscritos e teve índice de empregabilidade de 63%. Vai ser ótimo poder fazer aqui novamente”, explica Gabriel Fontes Paiva, diretor pedagógico do ITB.

 

A missão é atrair principalmente jovens de baixa renda que terminaram o ensino médio e querem entrar no mercado com capacitação técnica. Também atende artistas e técnicos que desejam se reciclar, possuir uma nova formação e ter contato com professores de referência.

 

Cada formação é composta por quatro módulos, com 110 horas de aula no total e 40 horas de estágio supervisionado. As aulas acontecem presencialmente em equipamentos culturais das cidades, com encontros pontuais on-line promovendo intercâmbio entre os participantes. O conteúdo é conduzido por um corpo docente formado por artistas, técnicos e professores com atuação destacada no setor cultural.


 

Histórico e impacto


Criado em 2022, o PTAC se tornou referência na formação de profissionais técnicos de curta duração para o setor cultural. O programa já passou por 17 cidades brasileiras e recebeu mais de 20 mil inscrições desde a sua criação. Só em 2024, foram mais de 11 mil candidatos.

 

Além de ampliar o acesso à profissionalização em áreas técnicas, o PTAC também apresentou um bom índice de empregabilidade dos alunos: 55% dos estudantes conseguiram emprego na área, em até 3 meses após estarem formados. O piso salarial dos técnicos que se formam é de R$2.800,00.

 

O PTAC vai além da formação técnica. Ao capacitar jovens de diversas regiões do Brasil, o programa contribui para o desenvolvimento da economia criativa, gerando novos empregos e fortalecendo a cadeia produtiva da cultura. Além disso, o programa incentiva a produção cultural local e valoriza a diversidade de expressões artísticas.

 

 “O maior impacto que o programa cria por onde passa é o legado. Para a realização das aulas, o ITB constrói uma rede de relacionamento que envolve instituições públicas e privadas, com melhorias de infraestrutura quando necessário, como compra de equipamentos e pequenas reformas e a contratação de profissionais locais. Isso gera para os alunos uma rede de oportunidades de trabalho e conexão no próprio território, além de valorizar os profissionais e instituições que já atuam na região, comenta André Prado, coordenador pedagógico do ITB.

 

O ITB também mantém o PTAC Continuado, comunidade voltada a ex-alunos do programa. O objetivo é oferecer oportunidades de continuidade na formação, troca de experiências e inserção no mercado de trabalho. A expectativa é reunir 650 participantes em 2025.


 

Sobre o ITB – Instituto do Teatro Brasileiro


O ITB é uma organização de interesse público dedicada à valorização das artes cênicas no Brasil. Atua em três eixos fundamentais: formação técnica gratuita, registro da memória teatral e democratização do acesso à cultura.

 

Nos últimos três anos, seu programa PTAC – Práticas e Técnicas para as Artes Cênicas, chegou a mais de 20 cidades, em 7 estados, formando 1.520 profissionais a partir de um universo de mais de 20 mil inscritos.

 

Serviço:


ITB - Instituto do Teatro Brasileiro - Programa PTAC – Práticas e Técnicas para as Artes Cênicas

Inscrições: Até 11 de maio de 2025. 

Número de vagas: 100 vagas, organizadas da seguinte forma:

São Paulo: 40 para Produção Cultural, 20 para Técnicas de Palco, 20 para Técnico de Som e

20 para Técnico de Luz. 

Siga o ITB no Instagram: @instituto.itb



Fraude no INSS: quem protegerá os aposentados?

Recente investigação da Polícia Federal trouxe à tona um dos episódios mais vergonhosos da administração pública brasileira: um esquema criminoso de descontos indevidos sistemáticos nos benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As apurações escancararam um escândalo de proporções nacionais, com vítimas em todos os estados, em sua maioria pessoas idosas, muitas vezes com pouca familiaridade com os meios digitais e com recursos limitados para reagir diante da injustiça. 

Mais do que uma fraude financeira, estamos diante de um atentado contra a dignidade de quem passou a vida contribuindo com o sistema e, agora, em fase de descanso e merecido amparo, vê-se desprotegido. A vulnerabilidade exposta dos segurados evidencia o colapso de um sistema que deveria primar pela segurança e pela transparência. As falhas não são apenas técnicas, são morais e institucionais. 

O caso revelou que entidades — muitas sem credibilidade ou autorização adequada — vinham lançando descontos nos contracheques dos beneficiários sem que houvesse consentimento expresso. Uma fraude travestida de associação, que drenava mensalmente valores preciosos da renda de quem vive, na maioria das vezes, com um salário mínimo. 

O rombo financeiro causado aos aposentados é expressivo, mas o dano mais profundo é outro: a quebra de confiança em um sistema que deveria protegê-los. Quando um aposentado ou pensionista precisa se transformar em auditor de seus próprios contracheques para não ser lesado, é sinal de que o pacto de solidariedade social que sustenta a Previdência está fragilizado. 

A recomendação oficial é para que os segurados consultem regularmente seus extratos no site ou aplicativo Meu INSS, embora válida, transfere indevidamente a responsabilidade ao cidadão. Ora, não deveria caber ao idoso desconfiar de seu próprio benefício mensal. Essa função é do Estado, que arrecada compulsoriamente, administra os recursos e deve, minimamente, zelar por sua aplicação justa. 

A realidade é ainda mais desalentadora. Mesmo nos casos em que se comprova o desconto indevido, a devolução não ocorre automaticamente. A reparação exige iniciativa da vítima, que precisa ingressar com pedido administrativo, buscar apoio jurídico ou se organizar em ações coletivas. Em um país que se orgulha de ter um sistema previdenciário robusto, o mínimo que se espera é que a devolução dos valores ocorra de forma célere, com correção monetária e indenização por danos morais. 

Vale destacar que os segurados têm direito à restituição integral, mas, para isso, precisam enfrentar uma estrutura lenta e muitas vezes insensível. É urgente que o governo institua mecanismos automáticos de ressarcimento, sem necessidade de judicialização. A reparação deve ser tão sistemática quanto foi o prejuízo. 

Também é fundamental que os órgãos de controle avancem para além da repressão pontual. O sistema precisa de auditorias regulares, transparência ativa e ferramentas de denúncia acessíveis. Não se trata apenas de punir os responsáveis, mas de prevenir novas violações. É preciso proteger os aposentados de novas armadilhas financeiras, especialmente aquelas disfarçadas de legalidade. 

Enquanto isso, recomenda-se que todos os segurados verifiquem seus extratos detalhados — disponíveis no aplicativo ou site do Meu INSS — e, caso encontrem descontos não autorizados, acionem imediatamente o INSS, entidades de defesa do consumidor ou o Judiciário. Também é possível, e recomendável, ativar o bloqueio de empréstimos e autorizações associativas, diretamente pela plataforma digital. 

Por fim, é hora de um posicionamento firme da sociedade em defesa dos aposentados. O governo federal e o INSS têm que dar uma respostas urgente e imediata. O envelhecimento da população brasileira exige, mais do que nunca, um pacto de respeito e cuidado com os idosos. Permitir que fraudes como essa se perpetuem é não apenas uma falha administrativa — é um sintoma de descaso. E esse, o Brasil não pode mais tolerar. 


Ariane Maldonado - advogado especialista em Direito Previdenciário e sócia do escritório Lopes Maldonado Advogados



Das econômicas às generosas: como as mães lidam com o dinheiro?

 

Especialista da Simplic explica que existem cinco perfis financeiros, que indicam como as mulheres lidam com as finanças pessoais e da família 

 

No Brasil, 51,7% dos domicílios (40,2 milhões) são chefiados por mulheres. Esse dado, extraído da mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), indica que elas assumiram mais responsabilidades econômicas ao longo dos anos. Contudo, ainda enfrentam desafios para alcançar equidade quando o assunto é emprego. Segundo o IBGE, as mulheres representam a minoria (43,3%) das pessoas ocupadas no Brasil. 

Apesar disso, segundo estudo divulgado pela Serasa no ano passado, 93% delas participam ativamente das finanças familiares — e um agravante é que mais de 11,3 milhões de mulheres no país são mães solo, que criam filhos sem uma rede de apoio, segundo a FGV. 

Os números escancaram que, ao se tornar mãe — até mesmo antes —, o ideal é se planejar financeiramente, considerando o cenário. Numerosas despesas acompanham o crescimento de um filho até a vida adulta, o que pode aumentar os gastos dos pais entre 40% e 60%, segundo a corretora Geração Futuro. 

Para manter uma vida material confortável, as mães (e pais!) precisam aprender sobre educação financeira e transmitir esses valores para os filhos desde cedo, bem como entender o próprio perfil de gastos. A seguir, Ana Paula Oliveira, executiva de negócios da Simplic, fintech de crédito pessoal online, explica quais são os cinco perfis mais comuns das mães quando se trata de dinheiro. Confira:

 

Mães com perfil gastador

Mulheres com esse perfil costumam gastar toda a renda mensal disponível. Isso não significa, necessariamente, que elas acumulam dívidas; contudo, dificilmente conseguem fazer sobrar dinheiro. Por serem impulsivas e motivadas pelo prazer imediato que sentem ao comprar, podem deixar de construir uma reserva financeira ou realizar investimentos. 

“As mães com perfil gastador precisam desenvolver autocontrole, estabelecer um orçamento e desenvolver estratégias para controlar os gastos. É uma maneira de dar o exemplo mais adequado aos filhos e evitar dar início a uma longa cadeia de endividamento familiar”, aconselha Ana.

 

Mães com perfil devedor

Mulheres com esse perfil tendem a ter um longo histórico de dívidas. Como têm dificuldade em controlar os gastos, costumam recorrer a alternativas de crédito desvantajosas, que comprometem ainda mais o equilíbrio financeiro da família. 

“Para mulheres com perfil devedor, é importante aprender a administrar as dívidas, bem como buscar soluções alternativas para reduzi-las. Uma ideia é substituir ‘dívidas caras’, como as do rotativo do cartão de crédito ou do cheque especial, por ‘dívidas mais baratas’, como um empréstimo pessoal com juros reduzidos”, opina a executiva.

 

Mães com perfil poupador

Mulheres com esse perfil costumam ter mais equilíbrio financeiro, pois além de controlarem os gastos, colocam a segurança financeira em primeiro lugar, mantendo o hábito de guardar dinheiro para emergências. Também planejam o futuro dos filhos, guardando algum montante para despesas com educação. 

“O único ponto de atenção para mães com perfil poupador está na tendência de adotar uma postura excessivamente cautelosa, o que pode limitar a visão para oportunidades que poderiam fazer o dinheiro render de forma segura. Em alguns casos, essa atitude também leva a renunciar a momentos de lazer, seus e de seus filhos, deixando de curtir o presente”, sugere.

 

Mães com perfil investidor

Mulheres com esse perfil buscam aprender sobre finanças para diversificar seus investimentos e assumem riscos em busca de retornos financeiros mais robustos, especialmente para aumentar o patrimônio. Mas devem tomar cuidado para não perder dinheiro em investimentos de alto risco, colocando a estabilidade financeira da família em xeque.

 

Mães com perfil “desligado”

Mulheres com esse perfil não gastam tudo o que ganham, tampouco têm dívidas; contudo, costumam deixar o dinheiro parado na conta corrente e não estabelecem objetivos financeiros, demonstrando completo desinteresse pelo assunto. O desafio para essas pessoas é desenvolver consciência financeira, educar-se sobre o assunto e aprender a investir. 

Independente do perfil financeiro de cada mulher, 85% dos pais conversam com os filhos sobre a educação financeira saudável, de acordo com uma pesquisa da Serasa e Opinion Box. Além disso, 70% das mães incentivam seus filhos a administrar dinheiro na prática, segundo a fintech Acordo Certo.

 

Simplic


Apagão recente na Espanha e Portugal acende alerta para imprevistos que podem ocorrer em viagens internacionai

Especialista aponta importância e esclarece papel das agências em casos de emergência extrema

 

Ao programar uma viagem internacional, alguns turistas priorizam as hospedagens e passagens em promoção, fazendo todos os acertos por conta própria, preocupando-se apenas com os preparativos para o dia da viagem. Alguns até dispensam os seguros de viagem imaginando estar fazendo uma vantajosa economia. Afinal, tudo fica aparentemente mais fácil e menos burocrático sem a intermediação de terceiros. Porém,  se um imprevisto de grandes proporções acontecer nessa viagem, como o "Turista DIY", ou seja, o viajante que adota a filosofia do "faça você mesmo", vai lidar com a situação?

O apagão que acometeu Portugal, Espanha e algumas cidades da França no último dia 28 acende um alerta para a importância da assessoria de agentes de turismo experientes em viagens internacionais, principalmente quando o destino for países com culturas consideradas muito diferentes ou divergentes da do viajante. Passar horas sem comunicação, com deslocamento e alimentação comprometidos é um estresse que pode ser mitigado pelo suporte dado pelas agências especializadas.

“Não foram poucos os relatos de turistas presos dentro de trens por horas e a centenas de quilômetros distantes do destino. Conheço viajantes brasileiros que não saberiam como lidar se vivessem todo aquele caos aqui no nosso país, imagine então estando tão longe de casa!”, afirma Beatriz Oliveira, fundadora e CEO da Pervoy Turismo. A empresária, que tem experiência na formação de grupos para destinos como Egito, Turquia e Tailândia, por exemplo, vê no seu dia a dia a importância de o guia falar o mesmo idioma do turista  em países distantes. “É um alento em momentos de crise”, afirma.

Segundo a rede BBC, no dia do apagão, foram registradas cenas de confusão em estações de trem e mais de 500 voos foram cancelados somente na Espanha. Além disso, filas enormes se formaram nos caixas eletrônicos para sacar dinheiro, pois os estabelecimentos não conseguiam registrar pagamentos em cartão. Turistas se viram presos em aeroportos, sem saberem como agir para remarcar passagens ou tentar novas reservas em hotéis.

“Eventos como esse nos ensinam a enxergar além do óbvio, a colocar na conta da viagem também as coisas que a gente não gostaria que acontecessem”, enfatiza Beatriz, que enumera o que precisa ser levado em conta pelo turista ao contratar uma agência para viagens internacionais:

  • Assessoria com documentação: a agência listará toda a documentação necessária para cada destino, que pode incluir comprovantes de vacinas específicos.
  • Suporte em problemas com voos: esse suporte vai desde o monitoramento em conexões até questões como cancelamentos ou mudanças de portão.
  • Auxílio com o idioma: os guias são, no mínimo, bilíngues, o que ajuda na solução de problemas e gestão de crises.
  • Roteiro organizado e sob medida: as agências possuem roteiros que se encaixam para cada perfil de viajante, que não correrá o risco de tentar fazer tudo e não aproveitar nada ou perder atrações por não comprar ingressos antecipados.
  • Conversão de moeda: as agências dão suporte sobre taxas bancárias e ajudam na escolha de melhores conversões.
  • Ajuda em emergências: a agência dá total suporte em casos de necessidade do uso do seguro-viagem, cartão bloqueado e golpes locais sofridos pelo turista, por exemplo.

O apagão do dia 28 de abril já está sendo considerado por especialistas e autoridades como inédito devido à sua escala e impacto simultâneo em todos os setores vitais: energia, transporte, telecomunicações e serviços básicos.

 

Pervoy Turismo


10 destinos imperdíveis para presentear no Dia das Mães

Dicas da FlixBus para quem quer viajar gastando menos e surpreender as mães

 

O Dia das Mães é uma das datas mais especiais do ano: um momento de celebração, encontros em família e homenagens. Para quem deseja fugir do presente tradicional e transformar a data em uma experiência inesquecível, uma viagem pode ser a escolha ideal — e sem pesar no bolso. 

Viajar de ônibus surge como uma alternativa prática, confortável e acessível para surpreender no Dia das Mães. Com diversas opções que vão de praias paradisíacas a centros históricos, passando por refúgios naturais e grandes metrópoles, há roteiros perfeitos para todos os perfis: mães que amam sol e mar, que apreciam cultura e história, que buscam contato com a natureza ou que não dispensam o movimento das grandes cidades. 

Pensando nisso, a FlixBus, empresa de tecnologia para o transporte rodoviário, selecionou dez destinos imperdíveis para quem quer transformar a data em momentos únicos: 


Fortaleza (CE) 
Com sol e mar o ano todo, Fortaleza é o cenário perfeito para celebrar o Dia das Mães. As praias de Iracema e do Futuro encantam com suas águas claras e clima animado. Para completar o passeio, o Mercado Central é ideal para escolher lembranças especiais. 


João Pessoa (PB) 
Na capital paraibana, praias de águas mornas e areias douradas convidam a momentos de relaxamento. Tambaba, Coqueirinho e a Praia do Amor são refúgios ideais, enquanto as piscinas naturais garantem tranquilidade e contato com a natureza. 


Maceió (AL) 

As praias de águas cristalinas de Maceió são um espetáculo à parte. Além dos banhos de mar, o passeio de jangada até as piscinas naturais é uma experiência inesquecível. Para mães aventureiras, o mergulho de snorkel é um atrativo extra. 


Recife (PE)  

A mistura entre cultura, história e belas praias faz de Recife um destino completo. Caminhar pelo Marco Zero, explorar o centro histórico e saborear a culinária local são programas que encantam. E para relaxar, a Praia de Boa Viagem é uma ótima pedida. 


Curitiba (PR) 
Para mães que apreciam cultura e natureza, Curitiba é uma excelente escolha. O Jardim Botânico, o Parque Tanguá e atrações como a Ópera de Arame e o Museu Oscar Niemeyer compõem roteiros agradáveis, combinando arte e paisagens deslumbrantes. 


Belo Horizonte (MG) 
BH oferece uma combinação irresistível de gastronomia, cultura e hospitalidade. Um passeio pela Lagoa da Pampulha e uma visita ao Museu de Arte são experiências imperdíveis, além de uma parada estratégica no Mercado Central para provar delícias típicas. 


Paraty (RJ) 
Charmosa e acolhedora, Paraty encanta com seu centro histórico preservado, ruas de pedra e casinhas coloridas. Ideal para passeios tranquilos e sessões de fotos em família, a cidade ainda oferece passeios de barco e belas praias nas proximidades. 


São Paulo (SP) 
Para mães urbanas, a capital paulista oferece uma programação variada: compras na Avenida Paulista, passeios culturais pelo Parque Ibirapuera e visitas a museus renomados. Sem falar na gastronomia, com opções para todos os gostos. 


Rio de Janeiro (RJ) 
As praias famosas, a vista do Cristo Redentor e a orla de Copacabana e Ipanema são alguns dos cenários que tornam o Rio uma escolha emocionante para celebrar o Dia das Mães, combinando natureza e alegria. 


Salvador (BA) 
Cultura vibrante, praias incríveis e uma culinária inconfundível fazem de Salvador um destino especial. Do colorido do Pelourinho às águas tranquilas do Porto da Barra, a capital baiana é perfeita para quem busca uma viagem cheia de energia e tradição. 
 



FlixBus
www.flixbus.com.br


Quem pode pedir medida protetiva? Saiba o que fazer quando a violência doméstica bate à porta

Jurista do CEUB explica como funcionam os pedidos, prazos e efeitos das medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha

 

As medidas protetivas de urgência são um dos principais instrumentos legais de combate à violência doméstica e familiar no Brasil. Previstas na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), elas podem ser solicitadas sempre que a integridade física, psicológica, moral, sexual ou patrimonial da vítima estiver em risco. Embora fundamentais, ainda geram dúvidas sobre quando e como podem ser aplicadas. Victor Quintiere, professor de Direito do Centro Universitário de Brasília (CEUB), esclarece que se trata de decisões judiciais com caráter emergencial, destinadas a interromper ciclos de violência e garantir a segurança imediata da vítima. 

De acordo com o professor, a solicitação da medida pode partir da própria vítima, de seu advogado ou de qualquer terceiro, além do Ministério Público ou da autoridade policial. “O relato da vítima, por si só, é suficiente para que a medida seja analisada pelo Judiciário. Não é exigido boletim de ocorrência, inquérito ou ação penal. Esse entendimento segue o que já foi consolidado pelo STF e pelo STJ, que reconhecem o caráter preventivo e protetivo da legislação”, afirma o jurista. 

De acordo com Quintiere, a lei determina que o pedido deve ser analisado em até 48 horas. Embora a autoridade policial possa sugerir providências, apenas o juiz tem competência para conceder a medida. “E uma vez concedida, ela não tem prazo de validade fixo: permanece ativa enquanto houver risco para a vítima, podendo ser prorrogada, alterada ou revogada a qualquer momento”, completa. 

Entre as providências, estão o afastamento do agressor do lar, seu desarmamento e a proibição de qualquer tipo de contato com a vítima, inclusive por mensagens, redes sociais ou menções públicas. “A violação dessas determinações é considerada crime e pode levar à decretação da prisão preventiva. A pena, nesses casos, varia de dois a cinco anos de reclusão”. A medida tem validade em todo o território nacional e se a vítima mudar de cidade ou estado, deve comunicar o novo endereço ao juízo responsável para garantir a continuidade da proteção.

 

Desistências e erros comuns

A vítima pode desistir da medida, porém a renúncia precisa ser formalizada em audiência, com a presença do juiz, para garantir que a decisão foi tomada de forma livre e consciente. “Isso evita pressões externas e assegura que a vontade da vítima seja respeitada”, afirma o docente do CEUB. Ele acrescenta que as medidas protetivas não se restringem a relações conjugais, podendo ser aplicadas em contextos familiares e afetivos diversos, como entre pais e filhos, irmãos, desde que haja relação de convivência e situação de vulnerabilidade.  

Entre os erros mais comuns que comprometem a efetividade das medidas, o jurista cita a retomada de contato com o agressor, a omissão diante de novas ameaças ou violações, o não comparecimento a audiências e a falha na comunicação de mudança de domicílio ao tribunal. “As medidas protetivas representam um avanço importante no enfrentamento da violência doméstica. No entanto, sua eficácia depende também da postura proativa da vítima e da continuidade da rede de apoio e proteção”, conclui o professor.

 

Dia das Mães e o direito das mulheres no trabalho

Com a proximidade do Dia das Mães, vem à tona uma questão recorrente em nossa sociedade: como anda o ambiente de trabalho para as mulheres que são mães?

 

No nosso país, as mães trabalhadoras contam com uma série de direitos previstos na lei, como na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e na Constituição Federal (CF). O mais famoso, entretanto, é a estabilidade gestante, que garante o emprego da mãe desde a data da confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Ele é acompanhado da licença-maternidade, que é de 120 dias - podendo ser prorrogada por mais 60 dias pelas empresas que integram o programa Empresa Cidadã, que dá incentivos a empresas que ampliam os períodos de licença-maternidade.

Lógico que, pelo advento do dia dedicado a homenagear aquela que nos trouxe ao mundo, o carinho e a atenção à mulher que se candidata à missão da maternidade ficam mais pujante no nosso coração; contudo, não é o que fazemos no Dia das Mães que faz a diferença, mas sim o que fazemos em todos os demais dias. Todo dia é dia para fortalecer os direitos das mulheres no mercado de trabalho, e o direito do trabalho não se furta a essa missão.

Estudos indicam que quase metade das mulheres que tiram licença-maternidade são desligadas do trabalho em até dois anos após o retorno, muitas vezes por iniciativa do empregador. Ainda: muitas mulheres veem que suas condições de “mãe” interrompem ou atrasam o progresso da carreira. Frequentemente, o fato de a mulher ser mãe é enxergado como desvantagem pelos recrutadores.

As empresas podem promover um ambiente mais acolhedor e inclusivo para essas mulheres adotando políticas que reconheçam e respeitem as demandas da maternidade. Oferecendo, por exemplo, suporte psicológico, flexibilização da jornada de trabalho e até mesmo uma capacitação para aquelas que acabam de retornar de uma gestação.

Há empresas de grande porte que, além de garantirem períodos mais longos de afastamento durante o processo gestacional, criam condições para que a mulher possa se reinserir no trabalho sem que tenha que deixar completamente a missão materna, disponibilizando creches e espaços para amamentação.

É preciso compreender que a maternidade não é algo que deve afastar a mulher do ambiente de trabalho. O afastamento a partir de determinado ponto da gestação é necessário, mas, quando de seu termo, receber e incentivar a mulher a retomar sua produtividade é lhe garantir valor social e importância.

Felizmente, vemos avanços na legislação recente no que diz respeito à equidade de gênero no trabalho. Exemplo disso é a Lei nº 14.611/2023, que dispôs sobre a igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre mulheres e homens, alterando a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). E, para proteger aquele que assume a missão da maternidade por um chamado do coração, temos visto também que os institutos estabilitários voltados à gestante vêm sendo estendidos a casais homoafetivos, assim como a genitores “solo” que optam por dar abrigo definitivo a uma criança.

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, em 2024, adotou ações para valorizar as mães e gestantes que atuam no serviço público federal: entre elas, estão o reajuste do “auxílio-creche”, a implantação de salas de amamentação e a regulamentação do adicional ocupacional pelo período de até dois anos às servidoras lactantes.

Finalmente, há projetos em andamento, dirigidos à ampliação dos direitos maternos. Destacam-se iniciativas voltadas às chamadas “mães solo” e àquelas que cuidam de filhos com deficiências ou condições que exijam atenção especial: neles, há a previsão de jornadas flexíveis de trabalho, incentivos para empresas que contratarem mães nessas condições e benefícios financeiros, medidas que, certamente, fazem muita diferença e são muito bem-vindas.

Se os antigos diziam que gravidez não é doença, a reflexão que fica nessa data é a de que maternidade é alegria, e não mazela; mas, sem a proteção do legislador, pode se tornar um fardo desnecessariamente pesado. Cumpre à sociedade olhar para si mesmo e, entendendo sua origem, lutar pela proteção à maternidade: sem a sua mãe, certamente você não estaria onde está hoje.

 

Arthur Felipe Martins - advogado, especialista em direito e processo do trabalho e direito acidentário, mestrando em direito do trabalho pela PUC-SP e professor em cursos jurídicos voltados ao direito do trabalho e correlações com o direito previdenciário.


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