Especialista aponta importância e esclarece papel das agências em casos de emergência extrema
Ao programar uma viagem internacional, alguns
turistas priorizam as hospedagens e passagens em promoção, fazendo todos os
acertos por conta própria, preocupando-se apenas com os preparativos para o dia
da viagem. Alguns até dispensam os seguros de viagem imaginando estar fazendo
uma vantajosa economia. Afinal, tudo fica aparentemente mais fácil e menos
burocrático sem a intermediação de terceiros. Porém, se um imprevisto de
grandes proporções acontecer nessa viagem, como o "Turista DIY", ou
seja, o viajante que adota a filosofia do "faça você mesmo", vai
lidar com a situação?
O apagão que acometeu Portugal, Espanha e algumas
cidades da França no último dia 28 acende um alerta para a importância da
assessoria de agentes de turismo experientes em viagens internacionais,
principalmente quando o destino for países com culturas consideradas muito
diferentes ou divergentes da do viajante. Passar horas sem comunicação, com
deslocamento e alimentação comprometidos é um estresse que pode ser mitigado
pelo suporte dado pelas agências especializadas.
“Não foram poucos os relatos de turistas presos
dentro de trens por horas e a centenas de quilômetros distantes do destino.
Conheço viajantes brasileiros que não saberiam como lidar se vivessem todo
aquele caos aqui no nosso país, imagine então estando tão longe de casa!”,
afirma Beatriz Oliveira, fundadora e CEO da Pervoy Turismo. A empresária, que
tem experiência na formação de grupos para destinos como Egito, Turquia e
Tailândia, por exemplo, vê no seu dia a dia a importância de o guia falar o
mesmo idioma do turista em países distantes. “É um alento em momentos de
crise”, afirma.
Segundo a rede BBC, no dia do apagão, foram
registradas cenas de confusão em estações de trem e mais de 500 voos foram
cancelados somente na Espanha. Além disso, filas enormes se formaram nos caixas
eletrônicos para sacar dinheiro, pois os estabelecimentos não conseguiam
registrar pagamentos em cartão. Turistas se viram presos em aeroportos, sem
saberem como agir para remarcar passagens ou tentar novas reservas em hotéis.
“Eventos como esse nos ensinam a enxergar além do
óbvio, a colocar na conta da viagem também as coisas que a gente não gostaria
que acontecessem”, enfatiza Beatriz, que enumera o que precisa ser levado em
conta pelo turista ao contratar uma agência para viagens internacionais:
- Assessoria
com documentação: a agência listará toda a documentação necessária para
cada destino, que pode incluir comprovantes de vacinas específicos.
- Suporte
em problemas com voos: esse suporte vai desde o monitoramento em conexões
até questões como cancelamentos ou mudanças de portão.
- Auxílio
com o idioma: os guias são, no mínimo, bilíngues, o que ajuda na solução
de problemas e gestão de crises.
- Roteiro
organizado e sob medida: as agências possuem roteiros que se encaixam para
cada perfil de viajante, que não correrá o risco de tentar fazer tudo e
não aproveitar nada ou perder atrações por não comprar ingressos
antecipados.
- Conversão
de moeda: as agências dão suporte sobre taxas bancárias e ajudam na
escolha de melhores conversões.
- Ajuda
em emergências: a agência dá total suporte em casos de necessidade do uso
do seguro-viagem, cartão bloqueado e golpes locais sofridos pelo turista,
por exemplo.
O apagão do dia 28 de abril já está sendo
considerado por especialistas e autoridades como inédito devido à sua escala e
impacto simultâneo em todos os setores vitais: energia, transporte,
telecomunicações e serviços básicos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário