Pesquisar no Blog

segunda-feira, 5 de maio de 2025

Delegacias da Mulher de SP fazem 1.160 prisões em flagrante durante força-tarefa de proteção às vítimas

Operação Hera teve como foco a investigação rigorosa de crimes cometidos contra o público feminino e a responsabilização de agressores; Sindicato dos Delegados destaca trabalho de excelência da Polícia Civil em prol da sociedade

 

Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) da Polícia Civil paulista intensificaram ações contra a violência de gênero e realizaram 1.160 prisões em flagrante — praticamente 38 por dia, uma a cada uma hora e meia. Além disso, foram 8.706 medidas protetivas de urgência solicitadas, e um sem-número de inquéritos instaurados e relatados - só para citar algumas das ações. Os números fazem parte da Operação Hera, deflagrada em todo o estado, em março - mês dedicado às mulheres. O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) classifica os resultados como exemplo do trabalho de excelência da instituição. 

Durante a força-tarefa, de nome inspirado na deusa grega Hera – símbolo da força, de proteção e da dignidade feminina – também foram 21.792 os Boletins de Ocorrências (B.O.s) registrados, de forma presencial e on-line, e 3.195 denúncias apuradas. 

Com outras unidades da Polícia Civil em apoio às DDMs bandeirantes, a operação também resultou na instauração de 9.656 inquéritos e na relatoria de outros 7.608; bem como em 353 representações por prisões; o cumprimento de 355 mandados de prisão, entre preventivas e temporárias; e outras 265 ordens de busca e apreensão. O balanço ainda abarca a recolha de 211 armas e de 8.473g de entorpecentes. 

Além das atividades inerentes à Polícia Judiciária, as DDMs se dedicaram, no decorrer de março, a ações voltadas à comunidade, com 368 participações em eventos e palestras sobre a Defesa das Mulheres e outros temas inerentes à segurança e ao combate à agressão contra o público feminino no estado de São Paulo. 

Os bons resultados da Operação Hera refletem o trabalho incansável de milhares de servidores da Polícia Civil no dia a dia em favor da população paulista, na opinião da coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), delegada Adriana Liporoni: 

“Os números impressionantes alcançados com esta força-tarefa são o reflexo da dedicação e da coragem de cada policial envolvido, demonstrando que, por trás de cada ação deflagrada, há um compromisso profundo com a proteção, a justiça e a dignidade das mulheres”, valida. 

A presidente do Sindpesp, delegada Jacqueline Valadares, enfatiza o protagonismo das DDMs e de todos os servidores da Polícia Civil bandeirante no combate à criminalidade e, em especial, ao enfrentamento à violência de gênero, foco da Operação Hera: 

“A Operação Hera é mais um exemplo de iniciativa voltada a oferecer acolhimento às vítimas e garantir uma resposta forte e eficaz contra os infratores. A Polícia Civil segue ao lado da população para proteger, acolher e garantir justiça”, reforça Jacqueline.

 

Números da Operação Hera:

 


Boletins de Ocorrência (B.O.s) registrados (presenciais e on-line):

21.792

 

Pedidos de medidas protetivas de urgência:

8.706

 

Inquéritos policiais instaurados:

9.656

 

Inquéritos policiais concluídos:

7.608

 

Denúncias recebidas e apuradas (Disque 100, Disque 180 e outros canais):

3.195

 

Pedidos de prisão (entre temporárias e preventivas):

353

 

Mandados de prisão cumpridos:

355

 

Mandados de busca e de apreensão executados:

265

 

Prisões em flagrante realizadas:

1.160

 

Armas apreendidas (entre brancas e de fogo):

211

 

Eventos e palestras sobre Defesa da Mulher:

368

 

Fonte: Polícia Civil do Estado de São Paulo

 

Deportação de brasileiros nos EUA cresce; saiba como evitar

Especialista alerta que ultrapassar o tempo permitido no visto configura presença ilegal e pode impedir novas entradas nos Estados Unidos. Veja sete etapas para morar legalmente no país e saiba como evitar irregularidades no processo imigratório.


Planejar a imigração para os Estados Unidos (EUA) com etapas bem definidas e dentro da lei é o que permite as pessoas continuarem com o objetivo de mudar de vida e conquistar o sonho americano. Para Bruno Lossio e Henrique Scliar, especialistas em Mobilidade Global, imigrar deve ser encarado como um projeto de vida, com base em três pilares: estratégia, informação e responsabilidade.

Eles alertam que, sem planejamento e respeito às exigências legais, o objetivo de morar nos EUA pode resultar em situações delicadas, como risco de deportação e entraves jurídicos para quem tenta entrar no país a qualquer custo.

“Está todo mundo desesperado com a imigração no governo Trump, e com razão. Ficou um dia a mais do que o permitido no seu visto? Já começa a contar presença ilegal, e isso pode atrapalhar, e muito, a sua próxima entrada nos Estados Unidos. Agora, se você permanece mais de 180 dias e retorna ao Brasil, o banimento é de três anos. Se fica mais de um ano fora de status, aí complica de vez: são dez anos de banimento e, em muitos casos, não entra nunca mais”, alerta Bruno Lossio, especialista em Direito Imigratório.

Henrique Scliar explica como evitar o improviso e as atitudes ilegais, que muitas vezes decorrem de desinformação. “É fundamental compreender que a legislação imigratória americana é extremamente rigorosa, e qualquer violação, ainda que pareça pequena, pode gerar consequências graves. Um planejamento bem feito mapeia o perfil do candidato, considerando sua formação, experiência profissional, objetivos e situação familiar, para indicar o visto mais apropriado, orientando sobre a documentação necessária, prazos, limites de atuação permitidos, e estratégias para manutenção do status legal no país”, afirma.

Os especialistas ainda esclarecem que muitos problemas ocorrem porque a pessoa só procura ajuda depois de já ter cometido algum erro e explicam 7 etapas fundamentais tanto para quem está no Brasil planejando imigrar, quanto para quem já está nos Estados Unidos e deseja regularizar sua situação.

Eles também listaram as profissões liberais comuns e extraordinárias que podem conquistar um visto para os EUA.


Análise de perfil

Os especialistas explicam que embora cada caso possa ser diferente um do outro e possua as suas especificidades, é possível estabelecer um fluxo básico de etapas que ajudam a organizar o processo imigratório de maneira legal e segura.

“Um perfil bem mapeado permite construir uma estratégia realista e personalizada. São pontos fundamentais, a formação acadêmica, experiência profissional, área de atuação, capacidade financeira, vínculos familiares e fluência em inglês. Sem essa avaliação prévia, o processo de imigração vira um jogo de tentativa e erro”, explica Bruno Lossio.

Lossio esclarece que é essencial manter sempre a transparência documental e a fidelidade às informações fornecidas às autoridades americanas. “Os sistemas de imigração dos EUA são altamente integrados, e inconsistências, omissões ou falsificações são detectadas rapidamente”, disse.


Definição da estratégia de visto

Com o perfil traçado, chega o momento de escolher o visto mais adequado. “Existem opções como o EB-2 NIW, para profissionais com formação avançada e projetos de interesse nacional, ou o EB-1A, para talentos extraordinários, além de vistos de trabalho, estudo ou investimento. Cada visto exige comprovações específicas. Escolher de maneira estratégica é garantir não só a entrada legal, mas também a permanência segura no país”, destaca Henrique Scliar.


Planejamento financeiro

Bruno Lossio ressalta que imigrar para os Estados Unidos não é apenas mudar de endereço e deve ser colocado como projeto financeiro, pois o governo americano exige a comprovação de recursos para garantir que o imigrante tenha meios de se manter sem depender de programas assistenciais.

“Muitos vistos exigem demonstração de capacidade financeira consistente. Um planejamento econômico adequado é determinante para passar segurança às autoridades”, afirma Lossio.


Organização de documentos

Todo o processo imigratório depende de documentação precisa, completa e verificável. Diplomas, certidões, contratos de trabalho, declarações fiscais e cartas de recomendação são alguns dos documentos exigidos.

“Não basta apresentar documentos corretos: é preciso garantir que estejam bem organizados e alinhados à estratégia de imigração adotada”, orienta Henrique.


Consultoria jurídica especializada

Ter o apoio de especialistas qualificados é essencial. Advogados especializados em imigração dominam não apenas a legislação, mas também as práticas administrativas e estratégias de resposta a exigências do governo, como os RFEs (Requests for Evidence).

“Contar com consultoria jurídica desde o início é o que diferencia um processo fluido de um processo arriscado. Não existe espaço para improviso quando se trata da legislação americana”, reforça Lossio.


Preparação para entrevistas

Scliar menciona que alguns tipos de vistos exigem entrevistas no consulado americano ou entrevistas de ajuste de status. “A preparação para esse momento inclui treino de respostas legítimas, clareza documental e conhecimento dos limites do seu visto. Muitas negativas acontecem por falta de preparo para as entrevistas. É preciso agir com segurança, coerência e transparência em cada etapa”.


Acompanhamento pós-entrada

O planejamento continua depois da entrada nos Estados Unidos e o descuido nessa fase pode comprometer anos de esforço. Conforme explica Lossio, após a entrada nos EUA, “é fundamental manter o status migratório atualizado, cumprir as condições do visto e, se necessário, adaptar a estratégia imigratória, como mudança ou extensão de status, renovação de vistos ou ajuste de status para residência permanente”, alerta.

Ele ainda orienta, “outro ponto importante é não confiar em soluções rápidas, como casamentos arranjados, falsas ofertas de emprego ou assessorias não qualificadas. A construção de um caminho legítimo, ainda que demande mais tempo e esforço, é o único meio seguro de estabelecer residência de forma definitiva e sem riscos de deportação”.


Profissões liberais comuns e profissões extraordinárias que podem conquistar o visto para morar nos EUA:

No universo de vistos baseados em trabalho e habilidades profissionais, destacam-se dois grandes grupos. As profissões liberais comuns (via EB-2 NIW):

Engenheiros (civil, elétrico, mecânico, de software)

Enfermeiros e profissionais da saúde

Analistas de sistemas e profissionais de TI

Professores e pesquisadores acadêmicos

Arquitetos

Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais

Advogados (em áreas específicas e para determinados vistos, respeitando requisitos adicionais)


E as profissões consideradas extraordinárias (via EB-1A ou O-1):

Cientistas reconhecidos internacionalmente

Pesquisadores com publicações de alto impacto

Artistas, músicos e escritores premiados

Atletas de alto rendimento. 



Bruno Lossio é especialista em Mobilidade Global, Direito Internacional e Compliance, com mais de 15 anos de experiência. Atuou em grandes escritórios de advocacia nos EUA, com foco em imigração e mobilidade. Especialista também em planejamento migratório, vistos, green cards e compliance para expatriados. Sócio-fundador da Premium Global Mobility Partner.


Henrique Scliar - especialista em Mobilidade Global, Direito Internacional, Tributação e Expatriação Corporativa, com mais de 10 anos de experiência. Especialista em Direito Tributário pela Universidade Candido Mendes. LL.M em Direito Imigratório pela University of Southern California (USC). Possui ampla vivência em imigração para os Estados Unidos e Portugal. CEO da Premium Global Mobility Partner



Café com sabor de chocolate? Mitos e verdades sobre os grãos especiais

Freepik

No Dia Nacional do Café, farmacêutica e bioquímica especializada em café desvenda o universo sensorial da bebida com DNA brasileiro


O café é uma verdadeira paixão mundial e, no Brasil, ocupa um espaço ainda mais especial no dia a dia da população. Muito além do tradicional espresso, essa bebida conquistou novos significados e sabores únicos. De acordo com a pesquisa realizada em 2024 pela MINDMINERS, empresa de tecnologia com expertise em pesquisa e inteligência de dados, o consumo de grãos premium no país cresceu 30% nos últimos dois anos, refletindo uma valorização crescente por produtos de alta qualidade. E para celebrar essa tradição, o Dia Nacional do Café, comemorado em 24 de maio, destaca a importância dessa bebida, que é um ícone da cultura brasileira.

Entre as variedades mais apreciadas, estão os aromas e sabores com notas cítricas, frutadas e até de chocolate. O segredo desses perfis complexos está na genética da planta, nas condições ideais de cultivo, como clima, solo e altitude, e no processo de torrefação. “A origem da planta e o cuidado na torrefação são importantes para o desenvolvimento dessas características naturais”, explica Vanessa Vilela, farmacêutica, bioquímica e CEO da Kapeh Cosméticos e Cafés Especiais, rede 2 em 1 de cafeterias e loja de cosméticos.

Mas, afinal, o que causa essas variações no sabor? Para entender melhor, é importante conhecer as principais diferenças entre as duas grandes variedades de frutos cultivados.“O arábica é um grão mais fino, que fornece cafés especiais em termos de pontuação. Já o conilon é mais consistente e fundamental para dar corpo à bebida”, relata Vanessa. 

Para desmistificar algumas crenças sobre o universo dos produtos refinados, a especialista explica:


Grãos com avaliação de 70% são considerados especiais

Mito. “São classificados como especiais aqueles que atingem mais de 80 pontos em avaliações de qualidade. Grãos com pontuação entre 75 e 80 pontos são considerados gourmet. Já os que marcam entre 70 e 75 pontos são classificados como premium. Produtos com notas de 65 a 70 pontos pertencem à categoria tradicional, que é a mais comum nos supermercados, por serem mais acessíveis”, afirma.


O Brasil é referência em cafés diferenciados

Verdade. “O país é um dos maiores produtores de grãos com notas naturais, especialmente os cultivados na região do Cerrado Mineiro”, destaca. Na edição de 2024 do Cup of Excellence, principal premiação para cafés refinados, 27 produtores brasileiros foram reconhecidos por colher os melhores produtos da safra. Desses, 13 alcançaram mais de 90 pontos, considerados de excelência absoluta.


O método de preparo influencia na experiência sensorial da bebida

Verdade. “Métodos como prensa francesa, coado, expresso, Hario V60 e Aeropress oferecem sensações distintas. No entanto, é importante destacar que o modo  não altera as notas aromáticas, permanecem as mesmas, independentemente da técnica utilizada”, explica Vanessa.


Cafés com sabores diferentes têm conservantes

Mito. “Esses sabores são resultados de processos naturais, originados nas características do grão, dependendo de como ele é cultivado e processado. Não há a necessidade de aditivos químicos para obter essas notas distintas”, finaliza.

 

Kapeh Cosméticos e Cafés Especiais


Lifelong learning: 5 dicas para adotar o aprendizado contínuo na sua vida e manter sua relevância profissional

Você está evoluindo ou apenas repetindo? Lifelong learning é a diferença entre se manter relevante ou ser substituído em um mundo que está em constante transformação

 

O conceito de "lifelong learning" (aprendizado ao longo da vida) surgiu décadas atrás como uma necessidade diante da longevidade crescente da população e da rápida evolução tecnológica, e tem se tornado cada vez mais fundamental em um mundo em constante transformação. O relatório do professor francês Jacques Dolors, que foi apresentado à UNESCO, considera o lifelong learning uma das chaves de acesso ao século XXI e defende que o conceito tem quatro pilares essenciais: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver, aprender a ser.

 

Thais Requito, especialista em desenvolvimento humano, produtividade sustentável e fundadora da ReskillLab, consultoria que oferece treinamentos, mentorias e experiências para empresas que querem evoluir sua cultura, diz que, conforme a tecnologia assume funções antes desempenhadas por seres humanos, especialmente nas áreas operacionais, surgem lacunas de habilidades que precisam ser preenchidas para que os profissionais continuem relevantes no mercado de trabalho.

 

“Acredito que, em um mundo onde as profissões tem se transformado constantemente, o aprendizado contínuo se tornou essencial não apenas para que as pessoas consigam se adaptar às mudanças, mas também para garantir que todos tenham a oportunidade de evoluir nas suas trajetórias profissionais, independente do ponto de partida. Vejo que a capacidade de aprender ao longo da vida é mais do que uma tendência atual: é, definitivamente, uma necessidade estratégica para o futuro”, analisa a especialista.

 

Abaixo, Thais lista algumas dicas práticas para integrar o aprendizado contínuo na sua rotina. Confira:


1. Transforme o aprendizado em parte da cultura organizacional: a principal barreira que as empresas enfrentam para incentivar o aprendizado contínuo é a falta de uma cultura voltada para isso. “Ao invés de encarar o aprendizado como uma atividade pontual - como um curso para se adaptar a um novo sistema -, é importante que ele seja incorporado ao dia a dia dos colaboradores. Estimular um ambiente de segurança psicológica, onde os erros são vistos como parte do processo de aprendizado, ajuda a criar um espaço onde a inovação pode florescer”, comenta.

 

2. Integre o aprendizado na rotina sem sobrecarregar: uma das principais preocupações com o lifelong learning é o risco de aumentar o estresse e a sensação de culpa por não conseguir "dar conta" de mais uma atividade. “Em relação a isso, acredito fielmente que a chave é focar na qualidade, não na quantidade. Em vez de realizar múltiplos cursos, invista em sessões profundas, que realmente agreguem valor ao seu desenvolvimento. Práticas como shadowing (acompanhar um mentor) ou mentorias mais personalizadas podem ser alternativas eficientes, promovendo um aprendizado contínuo de forma mais natural e leve”, complementa Thais.

 

3. Priorize aprendizados relevantes ao seu desenvolvimento: o "aprendizado por ansiedade" - estudar por estudar, sem um propósito claro - pode acabar sendo prejudicial. “Acho que o fundamento disso é o autoconhecimento, a autoconsciência. Ao invés de tentar absorver qualquer conteúdo, os profissionais devem começar a refletir sobre as suas lacunas de conhecimento e direcionar os seus esforços para áreas que realmente vão contribuir para o seu crescimento. Conhecer sobre você mesmo, suas lacunas, interesses e objetivos,direcionam o aprendizado com propósito. Onde você está agora e para onde deseja evoluir?”, reflete a especialista.

 

4. Explore diversas formas de aprendizado além do tradicional: evoluir pessoal e profissionalmente não se limita a cursos ou treinamentos formais. “Trocas entre pares, leitura, rodas de conversa e mentorias são formas muito eficazes de adquirir novos conhecimentos. Além disso, a realização de projetos-piloto ou grupos de voluntários dentro da empresa pode proporcionar um aprendizado prático e aplicar diretamente os novos conhecimentos, incentivando um desenvolvimento mais colaborativo”, diz.

 

5. Lidere pelo exemplo - mostre que aprendizado é uma prioridade: cada vez mais, as lideranças desempenham um papel crucial na criação de uma cultura de aprendizado contínuo. “Os líderes que admitem suas próprias vulnerabilidades e compartilham seu próprio processo de aprendizagem inspiram suas equipes a seguir o mesmo caminho. Além disso, ao olhar para os erros dos colaboradores como parte do processo de crescimento, como uma oportunidade de aprendizagem, ao invés de punição, o líder também promove um ambiente mais seguro e aberto para o crescimento profissional de todos os colaboradores”, entende.

 

Em um mundo em que a tecnologia avança com muito mais rapidez do que a nossa própria capacidade evolutiva, aprender continuamente é o que nos mantém relevantes - como profissionais e como seres humanos. “Lifelong learning não é sobre acumular certificados, mas sobre cultivar a curiosidade, o senso de propósito e a coragem de seguir em movimento, mesmo diante das incertezas. O aprendizado contínuo é o combustível para a construção de ambientes de trabalho mais humanos, adaptáveis e criativos”, conclui Thais Requito.


 

Thais Requito - Especialista em desenvolvimento humano, inteligência emocional e produtividade sustentável, com mais de 10 anos de experiência corporativa (incluindo oito anos na Microsoft). Desde 2015, Thais ministra cursos e workshops na Europa e América Latina, ajudando pessoas e organizações a desenvolverem competências essenciais para o futuro do trabalho, como adaptabilidade, resiliência e produtividade sustentável.

 

Falta de ética prejudica empregabilidade de recém-formados

No Dia Nacional da Ética (2/5), professora do UniCuritiba repercutiu pesquisa sobre o tema e falou sobre o papel do ensino superior na formação de profissionais éticos


Quatro em cada dez líderes empresariais não consideram os jovens preparados para o mercado de trabalho e sete em cada dez apontam como principais problemas a falta de ética, a inabilidade de comunicação e a ausência de senso de propósito. Como resultado, 94% dos recrutadores admitem evitar a contratação de recém-formados.

 

Os dados da pesquisa realizada pela Intelligent.com trazem à tona uma reflexão: é possível ensinar ética na faculdade? No Dia Nacional da Ética, celebrado em 2 de maio, a professora dos cursos de graduação e pós-graduação do UniCuritiba, Stela Marlene Schwerz, fala sobre o tema.

 

“A ética profissional compreende princípios e valores que orientam o comportamento no ambiente de trabalho. Envolve responsabilidade, honestidade, respeito, justiça e integridade, fatores que ajudam a construir confiança e assegurar que os interesses de clientes, colegas e da sociedade sejam respeitados. E sim, ela pode ser aprendida na faculdade e deve fazer parte das discussões em sala de aula e da formação do profissional”, diz a doutora em Direito.

 

Com origem do grego ethos, ética tem relação direta com caráter e comportamento. No âmbito profissional, diversas áreas se veem envoltas em questionamentos constantes, entre elas saúde, direito, tecnologia, negócios, política e educação.

 

“Muitas questões éticas envolvem decisões que podem impactar outras pessoas, como privacidade, equidade e integridade. Ainda que sejam discussões complexas, e justamente por isso, elas devem fazer parte do dia a dia acadêmico”, continua a professora do curso de Direito.

Quando o assunto é ética profissional, algumas profissões costumam ficar mais expostas devido à natureza das atividades e ao impacto que as ações desses profissionais podem ter na sociedade.

 

1.   Profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, dentistas) – lidam com a vida, privacidade e bem-estar das pessoas, o que exige altos padrões éticos.

2.   Advogados e profissionais do direito – lidam com justiça, confidencialidade, sigilo e integridade na defesa dos clientes.

3.   Profissionais de educação – são responsáveis por formar cidadãos e transmitir valores, o que demanda ética na conduta e no ensino.

4.   Executivos e profissionais de negócios – enfrentam dilemas relacionados à responsabilidade social, honestidade, transparência e compliance.

5.   Profissionais de tecnologia e dados (desenvolvedores e gestores de informações) – lidam com privacidade, segurança e uso responsável de dados.

6.   Políticos e servidores públicos – têm grande impacto na sociedade e estão sujeitos a questões de corrupção, responsabilidade e transparência.

 

Com 75 anos completados em abril, o UniCuritiba aposta na sinergia entre tradição e inovação para ensinar habilidades técnicas sem perder o foco na ética profissional. Diretora-adjunta do centro universitário, Marcela Xavier explica que, no dia a dia da sala de aula, os professores abordam valores, princípios morais e condutas profissionais.

 

“Sabemos do nosso papel no desenvolvimento integral dos futuros profissionais e a ética é algo que precisa ser discutida e estimulada em todas as esferas. Afinal, ela se desenvolve ao longo da vida, com experiências, reflexões e a convivência em sociedade”, comenta Marcela.

 

Segundo a diretora, a formação acadêmica ajuda a entender as normas e responsabilidades da profissão, mas a prática ética também depende do caráter, da postura e do compromisso de cada pessoa.

 

“Não podemos afirmar categoricamente que a ética profissional esteja em decadência. Generalizar é um risco. Temos visto, sim, algumas condutas questionáveis ou de perda de valores éticos, o que acaba gerando essa falsa impressão de um problema crônico. O debate sobre ética é antigo. A novidade é que, com as redes sociais, esses casos ganham mais repercussão”, analisa a diretora.

 

UniCuritiba 



Passeata no Museu do Ipiranga pede respostas e segurança após mortes de gatos no parque

Moradores e voluntários caminharão em memória dos Gatos do Ipiranga e cobram investigação sobre as mortes


 

Nos últimos vinte anos, os Gatos do Ipiranga fizeram parte da rotina de quem frequentava o Parque da Independência: um miado no mato, um olhar curioso, a surpresa afetuosa que encantava quem passava pelas trilhas. Mas, nas últimas semanas, a cena mudou. Cinco gatos — Boquinha, Fosther, Maria da Glória, um gatinho não identificado e Maria Rita, desaparecida — deixaram um vazio difícil de explicar. Quatro foram encontrados mortos em circunstâncias suspeitas, e até hoje a causa não foi esclarecida. 

Diante do medo e da tristeza que tomaram conta dos voluntários, frequentadores e vizinhos, o grupo de proteção Gatos do Ipiranga organiza uma passeata no dia 8 de maio, às 7h, no Museu do Ipiranga. A manifestação pede respostas concretas, investigação e reforço na segurança do parque. 

“O projeto Gatos do Ipiranga existe há mais de vinte anos — nunca vimos nada parecido. Isso não pode passar em silêncio”, afirma Patrícia Drusian, voluntária do grupo. “Não queremos confronto com o Parque, nem com o Museu ou a administração. Queremos união e cuidado.” 

A pauta dos voluntários inclui: esclarecimento das causas das mortes, acesso às imagens das câmeras, reforço de segurança, ronda noturna, reforma das grades laterais e pleito por um posto fixo da Guarda Civil Metropolitana, já que os seguranças atuais não têm poder policial. 

Os voluntários reforçam que os gatos estão sendo retirados temporariamente para proteção. Enquanto aguardam resultados da necrópsia e informações oficiais, pedem atenção redobrada aos frequentadores: qualquer miado incomum ou situação suspeita deve ser comunicado ao grupo. 

A caminhada será pacífica. Os organizadores pedem que os participantes usem camiseta preta (preferencialmente do projeto Gatos do Ipiranga ou preta comum) e levem cartazes. “Não é só pelos gatos”, destaca Andréa Bulbarelli, uma das organizadoras do ato. “É pelo respeito à vida, pela segurança no parque, pelo direito de não sermos invisíveis diante do descaso.”

 

Serviço

Caminhada em Memória dos Gatos do Ipiranga

Data: 08/05/2025 (quinta-feira)

Horário: 7h

Local: Entrada do Museu do Ipiranga (Rua Xavier de Almeida) 


No Dia da Matemática, especialista afirma: é preciso tirar a disciplina do pedestal e trazê-la para o cotidiano dos alunos

 

  • Mestre ressalta a importância de um ensino que traga a matemática para o cotidiano dos alunos. Incluir jogos, desenvolvimento de projetos multidisciplinares e incentivar tentativas e erros são outros caminhos importantes 
  • Relatório do Todos Pela Educação apontou que apenas 16,5% dos estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental têm aprendizado adequado em matemática. Índice cai para 5,2% no Ensino Médio 
  • Nas avaliações internacionais, o Brasil também tem desempenho ruim na disciplina e está em 65º lugar no ranking da OCDE, que reúne 81 países 
  • Baixo desempenho aponta necessidade da implementação de políticas voltadas para a recomposição das aprendizagens

 

Neste mês, é celebrado o Dia Nacional da Matemática (6 de maio). A disciplina, muitas vezes vista como a vilã do currículo escolar, segue sendo um dos maiores desafios da educação brasileira: apenas 16,5% dos alunos dos anos finais do Ensino Fundamental demonstram aprendizado adequado, índice que cai para 5,2% no Ensino Médio, segundo relatório “Aprendizagem na Educação Básica: situação brasileira no pós-pandemia” do Todos Pela Educação. No cenário internacional, o Brasil ocupa a 65ª posição entre 81 países avaliados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

 

O baixo desempenho histórico na disciplina aponta a necessidade de políticas e práticas voltadas à recomposição das aprendizagens. Para Jair Bueno, mestre em matemática e consultor acadêmico do Grupo Eureka, organização que desenvolve e implementa soluções educacionais em parceria com redes públicas de ensino, aproximar a abordagem pedagógica da realidade dos estudantes é essencial para despertar o interesse e melhorar a compreensão dos conteúdos. Ele também recomenda o uso de jogos de tabuleiro, projetos multidisciplinares e a valorização da tentativa e erro como estratégias eficazes em sala de aula.

 “É preciso tirar a matemática do pedestal e aproximá-la do cotidiano dos estudantes. Uma aluna que gostava de moda aprendeu análise combinatória com exemplos do vestuário. Com quem gosta de futebol, uso estatísticas do jogo”, explica Jair, autor de uma pesquisa de mestrado sobre o uso do xadrez no ensino da disciplina. O jogo, segundo ele, estimula habilidades como raciocínio lógico, planejamento e tomada de decisão.

Segundo o professor, é fundamental ainda criar um ambiente em que o erro seja visto como parte do processo de aprendizagem. Ele cita como exemplo o Japão, onde práticas pedagógicas valorizam o raciocínio dos estudantes mesmo quando erram, estimulando a reflexão e a autonomia. “É importante dizer que não existe pergunta idiota. Idiota é não perguntar”, reforça Jair, que ministrou aulas para a iniciativa “Segunda Chance”, do estado do Rio de Janeiro, voltada a estudantes em defasagem escolar.

Dar significado à matemática e valorizar o processo de tentativa e erro também são princípios defendidos por Jo Boaler, pesquisadora da Universidade de Stanford. Segundo ela, todos os estudantes são capazes de aprender matemática quando são incentivados a explorar diferentes formas de pensamento. No entanto, muitas escolas ainda priorizam a memorização de fórmulas, em vez de estimular a construção de habilidades e o pensamento crítico.

 

Metas em matemática


Em março deste ano, o Ministério da Educação (MEC) abriu uma consulta pública direcionada aos professores de matemática para coletar ideias e práticas para o ensino da disciplina. O objetivo é lançar o programa Compromisso Nacional Toda Matemática, que tem como meta tornar o ensino da disciplina uma prioridade nacional.

 

STJ altera entendimento sobre honorários advocatícios em Incidente de Desconsideração da Personalidade Jurídica (IDPJ)

Nova diretriz pode mudar estratégias processuais e influenciar o custo do crédito no Brasil


 

Em uma decisão recente com potencial de alterar o cenário jurídico e econômico, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revisou seu posicionamento sobre a possibilidade de fixação de honorários sucumbenciais nos casos em que o Incidente de Desconsideração da Personalidade Jurídica (IDPJ) é rejeitado.

 

O novo entendimento reconhece que o IDPJ possui natureza de demanda incidental – ou seja, é dotado de partes, causa de pedir e pedido –, o que torna legítima a condenação em honorários advocatícios quando o incidente for julgado improcedente. A decisão rompe com a jurisprudência anterior, que não admitia tal possibilidade, e pode ter implicações relevantes tanto no campo jurídico quanto no ambiente de negócios do país.

 

A mudança busca evitar o uso excessivo do IDPJ como forma de pressão em disputas judiciais. Agora, quem fizer esse pedido sem justificativa poderá ter que pagar honorários, o que exige mais cuidado antes de entrar com o incidente.

 

No entanto, a nova diretriz também traz preocupações. Em casos em que há indícios concretos de confusão patrimonial ou desvio de finalidade – muitas vezes difíceis de comprovar na fase inicial do processo – o risco de condenação em honorários pode inibir o ajuizamento de ações legítimas, dificultando o combate a fraudes estruturais no mundo corporativo.

 

“É uma decisão que protege quem foi injustamente incluído no polo passivo, mas pode desestimular o acesso ao Judiciário em situações onde há efetivo abuso da personalidade jurídica. Na prática, o ônus pode recair sobre o credor de boa-fé, que age com responsabilidade, mas esbarra em estruturas empresariais complexas”, avalia Filipe Souza, especialista em recuperação judicial e sócio da LBZ Advocacia.

 

Além do impacto direto nas estratégias processuais de credores e advogados, o novo entendimento pode repercutir no mercado financeiro. Ao aumentar os riscos e custos judiciais de recuperação de créditos, a decisão do STJ pode influenciar na precificação do crédito bancário, elevando ainda mais os juros e dificultando a captação de recursos, sobretudo para pequenas e médias empresas.

 

Com a consolidação dessa interpretação, será necessário maior cautela na formulação de pedidos de desconsideração da personalidade jurídica. O movimento indica uma tendência de maior responsabilização processual das partes, exigindo planejamento jurídico ainda mais apurado em litígios que envolvam estruturas societárias.

 

A decisão reforça o papel do STJ como uniformizador da jurisprudência nacional e chama atenção para o equilíbrio necessário entre proteção de direitos e combate a práticas abusivas no ambiente empresarial. 

 



LBZ Advocacia
https://lbzadvocacia.com.br/



“Onde há amor, não há fronteiras”: campanha de Dia das Mães de Médicos Sem Fronteiras arrecada fundos para projetos humanitários



Quem participa doa para a organização e ganha camisetas, canecas e ecobags para presentear as mães

 

Quer presentear sua mãe e ainda ajudar quem mais precisa? A organização internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) está lançando a campanha Doe e Ganhe – “Onde há amor, não há fronteiras” para arrecadar fundos para seus projetos humanitários ao redor do mundo e no Brasil. Quem doa recebe uma camiseta de algodão ou dry fit, ou uma caneca ou uma ecobag com estampas exclusivas para presentear no Dia das Mães.

As camisas estão disponíveis em modelos para adultos e crianças, com estampas exclusivas e a frase da campanha, nas cores branca e preta. É possível combinar o look da família, criando um "match" entre mães e filhos. A peça escolhida dependerá do valor da doação, que começa em R$ 50,90. Todas as opções estão disponíveis no site: https://umapenca.com/medicossemfronteiras/

A campanha “Onde há amor, não há fronteiras” tem como objetivo arrecadar fundos para financiar as atividades de saúde desenvolvidas pela organização, que leva cuidados médicos a pessoas em situação de vulnerabilidade. Presente em mais de 70 países, MSF oferece assistência a populações afetadas por crises, como conflitos armados, catástrofes socioambientais, desnutrição grave e epidemias.

O financiamento da organização não governamental e sem fins lucrativos é feito, quase exclusivamente, por doações de indivíduos de todo o mundo. Em 2023, cerca de 98% dos recursos recebidos por MSF vieram de pessoas físicas e empresas privadas. Esse suporte é fundamental para manter a independência e a autonomia na realização dos projetos.

Quanto mais pessoas participam da campanha, mais MSF pode fazer.


Prazo para Declaração Anual do MEI termina este mês. Tire suas dúvidas

Manual do Sebrae tem informações para o Microempreendedor Individual ficar em dia com a Receita Federal

 

O prazo para declarar o imposto de renda da pessoa física termina no dia 30 de maio e, um dia depois, encerra-se o envio da Declaração Anual do Simples Nacional (DASN). As duas declarações têm como referência os rendimentos do ano de 2024. Todos os brasileiros que tiveram rendimentos tributáveis, na pessoa física, acima de R$ 33.880 são obrigados a fazer o ajuste de contas com a Receita Federal. Mesmo os microempreendedores individuais (MEI) que não tiveram receita em 2024 são obrigados a declarar a DASN.

No caso do MEI, o momento pode trazer dúvidas. Por isso, o Sebrae lançou um guia detalhando cada situação para apoiar empresários, em especial os microempreendedores, a acertar as contas com o leão. No caso do MEI, para permanecer nessa personalidade jurídica, não é possível exceder R$ 81 mil de renda bruta em um ano. Mas essa renda diz respeito à empresa e não necessariamente à pessoa física.

“É importante entender que a empresa MEI (Pessoa Jurídica) é diferente da sua Pessoa Física. O ideal é ter, inclusive, contas bancárias separadas”, recomenda o analista de Políticas Públicas do Sebrae Nacional Alexander Alvarenga. A renda da pessoa física do empresário deve ser como um pró-labore, espécie de salário que o empresário retira de sua empresa para o seu sustento. Se esse rendimento ultrapassou R$ 33.880 em 2024 (cerca de R$ 2.824 por mês), o MEI deve apresentar, além da DASN, o imposto de renda pessoa física (IRPF).

“Boa parte da receita obtida como MEI é considerada custo da atividade e não renda”, elucida Alexander. Como o MEI não possui escrituração contábil (uma exigência para os demais tipos de empresa), aplica-se o regime de Lucro Presumido.

Assim, considera-se valor isento (da pessoa física dona do MEI) 32% da receita do MEI prestador de serviço; 8% da receita obtida pelo MEI do comércio, indústria e transportes de carga; e 16% do transporte de passageiro. Se a pessoa que é a titular do CNPJ do MEI tiver emprego com carteira assinada, renda de aluguéis de imóveis ou se for aposentado ou pensionista, essa renda se soma ao saldo restante como rendimento tributável.

• Baixe o e-book


É obrigada a fazer a Declaração de Ajuste do Imposto de Renda a pessoa física residente no Brasil que, no ano-calendário de 2024:

1- Recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 33.888;

2- Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 200 mil;

3- Obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do Imposto;

4- Realizou operações de alienação em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil; ou que tenha operações financeiras com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto;

5- Obteve receita bruta em valor superior a R$ 169.440 em atividade rural; ou que pretenda compensar, no ano-calendário de 2024 ou posteriores, prejuízos anteriores decorrentes da atividade rural;

6- Teve, em 31de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor superior a R$ 800 mil.


Mais detalhes estão previstos na Lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023 e na instrução normativa da RFB nº 2 .255, de 11 de março de 2025.


Afinal, como devo saber se devo entregar ou não a Declaração?

Se tiver rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888, deve. De forma simplificada, rendimentos tributáveis são os valores recebidos na Pessoa Física que estão sujeitos à incidência do imposto sobre a renda (IRPF). São valores gerados a partir do trabalho assalariado, as remunerações por trabalho prestado no exercício de empregos, cargos e funções ou quaisquer outros proventos ou descontos recebidos. Alguns exemplos são:

- Salários, incluindo benefícios e direitos trabalhistas como férias, horas extras, rescisão de contrato e acidentes de trabalho;
- Aluguéis recebidos, além de rendimentos de um imóvel cedido, compensações por benfeitorias, arrendamento de imóvel rural e sublocação;
- Pensões, sejam elas pagas por acordo ou decisão judicial, recebidas acumuladamente ou pagas por meio de bens e direitos.

Caso o MEI tenha dependentes, despesas com saúde e educação, vale a pena simular a declaração completa. “Em alguns casos, o MEI pode ter, inclusive, valores a restituir”, complementa. Em 2024, a Receita Federal recebeu mais de 46 milhões de declarações de imposto de renda. Quase 60% delas tinha imposto a restituir.
Para saber onde declarar a receita obtida como MEI, leia a cartilha do Sebrae. Mais informações para a declaração de imposto de renda, direto no site da receita.
 


Posts mais acessados