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sexta-feira, 2 de maio de 2025

5 de maio: Dia Mundial da Higiene das Mãos


OMS alerta para 3,5 milhões de mortes por infecções evitáveis até 2050 no mundo

 

Neste 5 de maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) promove a campanha “Salve Vidas: Higienize Suas Mãos”, destacando a higienização das mãos como uma das medidas mais eficazes para prevenir infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). A ideia é conscientizar os profissionais de saúde sobre como lavar as mãos é fundamental para evitar a transmissão de doenças, infecções e até mortes.

“Estudos da OMS alertam que o simples ato de lavar as mãos pode reduzir em até 40% o risco de adquirir infecções, tais como gripe, diarreia, conjuntivite, dentre outras, além de evitar a transmissão de infecções relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), ressalta a infectologista e diretora de Educação e Formação Profissional, Cláudia Vidal.

A situação é ainda mais preocupante em países de baixa e média renda (PBMR). Nesses lugares, a incidência de infecções é maior: em média, de cada 100 pacientes internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UTI), 7 em países de alta renda (PAR) e 15 em PBMR vão desenvolver, pelo menos, uma infecção durante a internação. Nas UTIs, quase um terço dos pacientes (30%) podem ser afetados, com taxas de infecção duas a vinte vezes maiores em PBMR, especialmente entre os recém-nascidos.

Segundo o relatório global divulgado, recentemente, pela OMS, analisado pela SOBRASP, as infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) continuam sendo uma das principais causas de eventos adversos. Estima-se que, até 2050, essas infecções possam ocasionar cerca de 3,5 milhões de mortes por ano no mundo.


Infecções de Corrente Sanguínea (ICS) em UTIs: Um alerta vermelho

As Infecções de Corrente Sanguínea (ICS), especialmente aquelas associadas ao uso de cateter venoso central, são consideradas as mais graves entre as IRAS, devido à sua alta taxa de mortalidade e complexidade no tratamento.

Segundo dados do Boletim Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde nº 31 da ANVISA, publicado em 2023, e compilados pela SOBRASP, as ICS representam uma das principais causas de infecções em UTIs no Brasil.

No Brasil, foram registradas 34.428 mil infecções por ICS em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva), sendo 24.430 em UTIs adulto, 6.826 em neonatal e 3.172 em UTIs pediátricas.

 

Resistência Antimicrobiana: A ameaça Invisível

A resistência antimicrobiana (RAM) é uma consequência direta do uso inadequado de antibióticos e da disseminação de infecções hospitalares. A OMS alerta que, se medidas eficazes não forem implementadas, até 2050 poderemos enfrentar 10 milhões de mortes anuais devido a infecções resistentes a medicamentos.

O uso indiscriminado de antibióticos é uma questão de saúde pública no mundo, pois leva ao desenvolvimento da resistência microbiana, tornando o tratamento de infecções mais difícil e, em muitos casos, impossível de tratar. A previsão é que ocorram aproximadamente 136 milhões de casos anuais de infecções resistentes a antibióticos no mundo.

“O uso desnecessário de antimicrobianos pode ocasionar resistência bacteriana, cursar com efeitos colaterais e gerar custos desnecessários para o sistema de saúde. O Brasil é um dos maiores consumidores de antibióticos do mundo, segundo a OMS, superando países como a Europa, Canadá e Japão”, ressalta a diretora.


Prevenção: A Chave Está em Nossas Mãos

A implementação de Programas coordenados de Prevenção e Controle de Infecções (PCI), incluindo a higienização rigorosa das mãos, pode reduzir significativamente a incidência de IRAS. Programas de PCI bem estruturados, com sistemas de monitoramento e gestão, podem fazer uma grande diferença.

A estimativa é que essas ações têm o potencial de evitar até 821 mil mortes por ano globalmente até 2050, segundo a OMS. Em países de baixa e média renda, as intervenções de PCI poderiam prevenir até 337 mil mortes anuais relacionadas às resistências antimicrobianas. https://www.sobrasp.org.br/

 

O QUE SÃO DISTONIAS? INFORMAR PARA CONSCIENTIZAR SOBRE CONDIÇÃO QUE PODE SER SINTOMA OU A PRÓPRIA DOENÇA

A estimativa é que mais de 65 mil pessoas vivam com algum tipo de distonia no Brasil.  Acomete mais mulheres do que homens e geralmente surge em pessoas jovens. 

 

As distonias são distúrbios neurológicos relacionados ao movimento, sendo caracterizados por contrações musculares involuntárias, sustentadas ou intermitentes. Podem ser de média a longa duração, que provocam movimentos repetitivos anormais e/ou alterações posturais no corpo e podem causar muita dor e fadiga.

Os movimentos são tipicamente estereotipados, em torção, podendo ser tremulantes. As distonias podem ser de origem primária, sendo assim doença isolada ou podem ser de sintoma secundário, como acontece na doença de Parkinson.

A distonia de causa primária é uma doença rara, sem cura, que surge de maneira gradativa com frequência iniciada ou exacerbada por movimento ou postura, e associada a transbordamento da ativação muscular, provocando movimentos que afetam uma parte do corpo (como pescoço, mãos, pés), várias áreas ao mesmo tempo ou até o corpo todo. As distonias podem ser divididas em dois grupos:


DISTONIA FOCAL – que acometem mãos, face ou membros inferiores. 


DISTONIA GENERALIZADA - que acometem diversas partes do corpo, uma metade do corpo, a cabeça e pescoço, ou todo o corpo.

A estimativa é que mais de 65 mil pessoas vivam com algum tipo de distonia no Brasil. Apesar de rara na população geral, há grupos étnicos que são mais propensos a ter. Acomete mais mulheres do que homens e geralmente surge em pessoas jovens, podendo surgir na 1ª infância, como as provocadas por eventos ocorridos durante a gravidez e o parto. Mas há formas de distonia, como a “câimbra do escrivão”, por exemplo, que surgem na idade adulta.

De diferentes causas podem ter origem genética, hereditária, por intoxicação, como sequelas do uso de medicamentos e por aquelas decorrentes de Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou traumatismos crânio-encefálicos. Há casos de distonia que são claramente hereditários, com surgimento em diversas pessoas de uma mesma família. Há casos de distonia que podem surgir em pessoas sem histórico familiar, mas que podem ser de origem genética. Distonia com história familiar e que surgiram em jovens, necessitam ser investigadas como causas genéticas e herdadas.

As distonias podem causar dores e dificuldades para execução de tarefas simples do dia a dia e para o autocuidado. Podem também causar grande sofrimento emocional devido as possíveis deformidades e a alteração da imagem corporal. Sempre deve ser tratada dentro de um contexto apropriado, não se esquecendo da reabilitação física e uso apropriado de medicamentos.

Como muitas das doenças crônicas, a distonia tem controle. O tratamento inclui fisioterapia, terapia ocupacional, psicoterapia, uso de medicamentos, injeções de toxina botulínica e até cirurgias. Há desde cirurgia em músculos, nervos, medula, implante de eletrodo de estimulação da medula espinal e cerebral superficial e profunda (DBS), bem como implante de bomba para infusão de medicamentos no Sistema Nervoso Central. O diagnóstico deve ser feito assim que os primeiros sinais e sintomas surgem. Não devemos esperar que uma doença piore para tratá-la.

Para conscientizar a população e informar pessoas acometidas e seus familiares sobre a doença foi instituído 06 de maio como o Dia Nacional de Conscientização da Distonia. 



Dr. Kleber Duarte - Dr. Kleber Duarte é médico neurocirurgião com quase 30 anos de experiência na área de neurocirurgia funcional e dor. Atualmente é coordenador do Serviço de Neurocirurgia para Saúde Suplementar e Neurocirurgia em Dor do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Tem amplo conhecimento e alta qualificação em técnicas cirúrgicas e de estereotaxia para tratamento de doenças que comprometem o sistema motor e em dores crônicas.
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BOLETIM DAS RODOVIAS

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo às 17h desta sexta-feira (2). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Operação 5x5 - Normal, sem congestionamentos. 

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

Tráfego normal nos dois sentidos da Rodovia dos Bandeirantes (SP-348). Na Rodovia Anhanguera (SP-330), há tráfego intenso no sentido capital entre o km 61 e o km 60. No sentido interior, o tráfego é normal.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

Tráfego lento no sentido interior da Raposo Tavares (SP-270), entre o km 19 e o km 22. Sentido capital, o tráfego é normal. Na Castello Branco (SP-280), há lentidão no sentido interior, entre o km 22 e o km 24 e o km 33 e o km 35.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

Normal, sem congestionamentos. 

 

Rodovia dos Tamoios

Normal, sem congestionamentos. 

 

Esporte e alimentação: a importância da nutrição para crianças atletas

Uma nutrição adequada influencia diretamente o desempenho esportivo e o crescimento

 

A infância é um período de intenso crescimento e desenvolvimento, e quando a prática esportiva entra em cena, as exigências nutricionais aumentam. Crianças que praticam esportes regularmente precisam de uma alimentação equilibrada para garantir energia, recuperação muscular e um desenvolvimento saudável. 

Segundo Priscila Pilon, nutricionista da EDF - Escola do Futuro Brasil, "uma nutrição adequada influencia diretamente o desempenho esportivo e o crescimento das crianças, fornecendo os nutrientes essenciais para que o corpo funcione bem durante e após a atividade física." 

Mas como deve ser essa alimentação? Quais são os alimentos mais indicados para garantir que a criança tenha energia suficiente, cresça de maneira saudável e se recupere bem depois dos treinos? Vamos entender melhor a relação entre esporte e nutrição infantil.

 

Alimentos que fornecem energia: garantindo disposição para os treinos 

Para sustentar o ritmo das atividades físicas, o corpo das crianças precisa de uma boa reserva de energia. Os carboidratos são a principal fonte desse combustível e devem estar sempre presentes na alimentação. Opções como arroz, batata-doce, macarrão, pão integral e frutas ajudam a manter a disposição e evitam quedas bruscas de energia. 

Segundo Priscila Pilon, "os carboidratos complexos são ideais para garantir um fornecimento constante de energia, pois são absorvidos mais lentamente pelo organismo." Isso significa que eles evitam picos de glicose no sangue e fornecem energia ao longo de todo o treino.

Além dos carboidratos, as gorduras saudáveis também contribuem para a energia e o funcionamento do organismo. O abacate, o azeite de oliva e as oleaginosas, como castanhas e amêndoas, são ótimas opções para incluir na alimentação diária. 

Antes dos treinos, a dica é consumir alimentos de digestão fácil, que ofereçam energia rápida. Frutas como banana, acompanhadas de aveia ou mel, são alternativas práticas que ajudam a evitar a fadiga precoce.

 

Desenvolvimento muscular e motor: o papel das proteínas e dos nutrientes essenciais 

O crescimento infantil e o fortalecimento muscular estão diretamente ligados à ingestão de proteínas. Elas são responsáveis pela construção dos músculos e pela recuperação pós-exercício. Para isso, carnes magras, frango, peixe, ovos, leite e derivados, além de leguminosas como feijão, lentilha e grão-de-bico, são fundamentais. 

"A proteína deve estar presente em todas as refeições da criança atleta. Isso favorece o crescimento muscular e reduz o risco de fadiga e lesões", explica Priscila Pilon. Além disso, outros nutrientes desempenham um papel importante. O cálcio, encontrado em leite, iogurte e vegetais verde-escuros, ajuda a fortalecer os ossos e prevenir fraturas, algo essencial para crianças em fase de crescimento e que praticam esportes de impacto, como futsal, vôlei, basquete e ginástica. 

Já o ferro, presente em carnes vermelhas, ovos e feijão, é fundamental para evitar a fadiga e manter o bom funcionamento do transporte de oxigênio no sangue. Isso é especialmente importante para esportes aeróbicos, como corrida e natação.

 

Reposição do gasto calórico e recuperação muscular: a importância do pós-treino 

Após a prática esportiva, a alimentação tem um papel fundamental na recuperação muscular e na reposição do que foi perdido durante o esforço físico. "A melhor estratégia para recuperar a energia e evitar o cansaço excessivo é associar carboidratos e proteínas na refeição pós-treino", destaca Priscila Pilon. 

Boas opções para essa reposição incluem: 

  • Um sanduíche de pão integral com queijo magro ou frango desfiado
  • Iogurte natural com frutas e granola
  • Uma vitamina de leite com banana e aveia
  • Ovos mexidos com torradas integrais 

Além disso, a hidratação não pode ser esquecida. Durante a prática esportiva, a criança perde líquidos e eletrólitos pelo suor, e é essencial repor essa perda. A água deve ser a principal fonte de hidratação, mas, em atividades mais intensas, bebidas isotônicas podem ajudar a equilibrar os níveis de sódio e potássio no organismo.

 

Alimentação equilibrada e acompanhamento profissional: a base para um crescimento saudável 

Cada criança é única e tem necessidades nutricionais específicas. O tipo de esporte praticado, a intensidade dos treinos e a fase de crescimento influenciam diretamente a dieta ideal para cada pequeno atleta. "É importante que os pais incentivem hábitos alimentares saudáveis desde cedo, mostrando a importância de uma alimentação equilibrada para o corpo e a mente", finaliza Priscila Pilon. 

Com um planejamento alimentar adequado, crianças que praticam esportes terão mais energia, melhor recuperação e um desenvolvimento mais forte e saudável, garantindo que possam aproveitar todos os benefícios da atividade física sem prejuízos para a saúde.

 

Asma: os tratamentos são acessíveis a todos os pacientes?

A doença ainda é responsável por mais de 450 mil mortes por ano no mundo

                                06/05 – Dia Mundial da Asma

 

"Tratamento Inalatório: Acesso para Todos” é o tema do Dia Mundial de Combate à Asma, que este ano será no dia 06 de maio, primeira terça-feira do mês. Mas por que os medicamentos inalatórios se tornaram o tema deste ano?  

“A asma tem muitas faces. Pode ser aparentemente leve, moderada ou grave. Mas todas as formas devem ser tratadas precocemente para que o paciente tenha uma vida normal, prevenindo crises graves e complicações. Como a asma afeta os pulmões, o melhor é que o medicamento chegue diretamente até eles e isso é possível com os medicamentos inalatórios”, explica Dr. Herberto Chong Neto, Coordenador do Departamento Científico de Asma da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI). 

Segundo Dr. Chong, existem muitos desafios relacionados aos medicamentos inalatórios como o custo elevado de alguns medicamentos. Mesmo no SUS, estão disponíveis apenas algumas opções de tratamento. “Enfrentamos também alguns mitos, como "bombinhas" viciam ou fazem mal ao coração, o que não é verdade, e leva muitos pacientes a abandonarem o tratamento, que deve ser adotado ao longo da vida, já que é uma doença crônica. Abandonar os cuidados com a asma pode trazer sérias consequências à saúde e, nos casos mais graves, levar a óbito”, alerta o Coordenador da ASBAI.

 

Estatísticas da Asma - Cerca de 260 milhões de pessoas têm a doença, que é responsável por mais de 450 mil mortes a cada ano em todo o mundo. “A maioria dessas mortes pode ser evitada desde que os medicamentos necessários sejam disponibilizados e o paciente não interrompa o tratamento, o que acontece em grande parte dos casos”, explica Dr. Herberto Chong Neto. No Brasil, a asma atinge perto de 10% da população. 

Doença inflamatória crônica das vias respiratórias, as crises de asma podem ser causadas ou intensificadas por diversos fatores como ácaros da poeira, mofo, polens, infecção respiratória por vírus, excesso de peso, rinite, refluxo gastroesofágico, medicamentos e predisposição genética. 

Os principais sintomas da asma em decorrência da inflamação dos brônquios são: 

·         Falta de ar;

·         Chiado no peito;

·         Tosse;

·         Sensação de cansaço;

·         Dor no peito (manifestação clínica normalmente acentuada após esforço físico e até mesmo ao falar e rir). 

Médicos e profissionais da saúde têm um papel essencial na educação da população, indicando o tratamento adequado, ajudando a prevenir crises, internações e até mortes causadas pela asma mal controlada.

 



ASBAI - Associação Brasileira de Alergia e Imunologia
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O que é Luteína e qual a sua importância para o corpo humano?

Imagem de KamranAydinov no Freepik


Apesar de não ser tão conhecida, a Luteína é extremamente comum e está presente no nosso dia a dia. Ela é um carotenoide, ou seja, um tipo de antioxidante que é encontrado em alimentos como vegetais de folhas verdes, ovos e algumas frutas. Ela é muito importante para o corpo devido às suas várias funções essenciais, especialmente para a saúde ocular, mas também traz benefícios para outras áreas do organismo. 

“Como a Luteína é um antioxidante, ajuda a combater processos inflamatórios e danos celulares. Isso não é apenas benéfico para a saúde ocular, mas também pode ajudar na proteção contra doenças crônicas como doenças cardíacas, diabetes e certos tipos de câncer. Além disso, ela pode ajudar a retardar o envelhecimento celular e promover uma pele saudável, diminuindo o risco de envelhecimento precoce da pele e a protegendo contra os danos causados pela radiação UV e umidade, dentre outro benefícios”, diz Marina Faiad, coordenadora de nutrição da Clínica Seven, referência em nutrição e emagrecimento saudável. 

A especialista ainda afirma que hoje a Luteína também pode ser encontrada em suplementos como o Immune Plus, que une o antioxidante a outros componentes, como as vitaminas D3 e K2, que promovem a melhora da saúde óssea e cardiovascular. Ainda, para melhor absorção de vitaminas que dependem de gordura lipossolúveis, contém TCM proveniente do Óleo de Coco em sua composição.

 

Clínica Seven

 

Estima-se que o Brasil tenha a segunda maior prevalência de Ataxia de Friedreich no mundo[ii]

Ataxia de Friedreich (AF) é uma doença rara, neurodegenerativa, de caráter debilitante que reduz a coordenação motora e muscular progressivamente

 

A Ataxia de Friedreich é uma doença rara neurodegenerativa, de caráter debilitante que reduz a coordenação muscular e motora progressivamente e diminui a expectativa de vida [i]. Por ser rara, informações atualizadas sobre sua epidemiologia são escassas, mas, de acordo com os registros da Friedreich´s Ataxia Research Alliance (FARA), a doença pode atingir um em cada 50 mil indivíduos - afetando aproximadamente 15.000 pessoas no mundo[vii], sendo que a estimativa é de que o Brasil apresente a segunda maior população de pacientes[ii]. A conscientização sobre a doença é essencial e precisa ser contínua para promover informação, reduzir o estigma e alcançar apoio para pesquisas e avanços científicos.  

A AF é um distúrbio neuromuscular genético causador de danos progressivos ao sistema nervoso, considerada o tipo mais comum dentre as ataxias hereditárias[iii],[iv]. Os primeiros sintomas, como tropeços ou quedas frequentes, falta de equilíbrio e dificuldade para caminhar, costumam aparecer entre a infância e a adolescência, embora em casos raros possam não aparecer até a idade adulta. Outras manifestações são fraqueza muscular, perda contínua da coordenação e equilíbrio, fadiga, perda auditiva, problemas de fala e deglutição, escoliose [iii] e deficiência visual. O uso de andadores e cadeiras de rodas é comum a partir de 10 anos após o início dos sintomas. 

 A AF ocorre por uma mutação do gene FXN que codifica uma proteína chamada frataxina, que regula o ferro nas mitocôndrias (componentes celulares que produzem energia). Tal alteração genética impede o corpo de produzir quantidades suficientes de frataxina. Os níveis reduzidos da proteína resultam em acúmulo de ferro dentro das células e estresse oxidativo, que levam a neurodegeneração[v], gerando danos às células do cérebro, medula espinhal e dos nervos periféricos, bem como do coração e pâncreas[vi]. Por esta razão, pessoas que vivem com AF são mais suscetíveis a desenvolver doenças cardíacas, especificamente a cardiomiopatia (um espessamento anormal do músculo cardíaco que pode levar à insuficiência cardíaca ou irregularidades do ritmo cardíaco) e diabetes [v]. Em face das complicações, a idade média de óbito relatada para pacientes com AF é de apenas de 37 anos [iii]. 

A diretora da Associação de Ataxias Hereditárias e Adquiridas (ABAHE), Amalia Maranhão, explica que as pesquisas sobre doenças raras são bastante escassas, em comparação a outras patologias. Há poucos pacientes disponíveis para integrar estudos clínicos, poucos médicos especializados em cada doença e poucos centros especializados. “A vida de pessoas com ataxias é bastante dura. Das mais de 100 ataxias catalogadas na literatura médica, só existe tratamento para uma, a Ataxia de Friedreich. E há menos de um ano. Toda pessoa merece um pouco de cuidado, um pouco de atenção, um pouco de assistência. Não podemos deixar de olhar para nossos doentes e lhes oferecer o que estiver ao nosso alcance. Quem tem ataxia, tem pressa”, pondera a diretora da ABAHE, Amalia Maranhão. 

O diagnóstico da doença é feito por meio de testes genéticos que podem ser acompanhados de eletromiografia, eletrocardiograma, ecocardiograma, exames de sangue e ressonância magnética[iii]. Os médicos podem também mensurar a função neurológica e a gravidade dos sintomas por meio de escalas de classificação da doença[iii] 

Como a Ataxia de Friedreich pode afetar muitos sistemas no corpo, abordagens multidisciplinares, composta por neurologista, clínico geral, cirurgião ortopédico, cardiologista, endocrinologista, fisioterapeuta e fonoaudiólogo apresentam potencial para melhor acompanhamento de pacientes.  

 Uma das maiores dificuldades é o diagnóstico assertivo para a Ataxia de Friedreich, já que diz respeito a uma doença que precisa de cuidados de profissionais multidisciplinares. Mesmo em meio a avanços científicos é primordial entender a importância da doença para promover mais qualidade de vida e esperança para os pacientes”, avalia a diretora médica da Biogen Brasil, Tatiana Branco 

 



Biogen
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Referências

[i]Friedreich’s Ataxia Research Alliance. “What is FA?” Available at: https://www.curefa.org/what-is-friedreichs-ataxia#. Accessed 19, 2024.

[ii] Friedreich’s Ataxia Research Alliance. Patient Registry. Available at https://www.curefa.org/research/patient-registry. Acesso em 10 de maio, 2024.

[iii] National Institute of Neurological Disorders and Stroke. Friedreich Ataxia. Available at: https://www.ninds.nih.gov/health-information/disorders/friedreich-ataxia. Accessed 19, 2024.

[iV] Schulz JB, Boesch S, Bürk K, Dürr A, Giunti P, Mariotti C, Pousset F, Schöls L, Vankan P, Pandolfo M. Diagnosis and treatment of Friedreich ataxia: a European perspective. Nat Rev Neurol. 2009 Apr;5(4):222-34. doi: 10.1038/nrneurol.2009.26. PMID: 19347027.

[v] U.S. Food & Drug Administration. FDA approves first treatment for Friedreich’s ataxia. Available at: https://www.fda.gov/drugs/news-events-human-drugs/fda-approves-first-treatment-friedreichs-ataxia. Acesso em 25 mar. 2024.

[vi] European Medicines Agency. EU/3/18/2037 - orphan designation for treatment of Friedreich’s ataxia. Disponível em: https://www.ema.europa.eu/en/medicines/human/orphan-designations/eu-3-18-2037. Accessed 19, 2024.

[vii] Friedreich’s Ataxia Research Alliance. “What is FA?” Available at: https://www.curefa.org/what-is-friedreichs-ataxia#. Accessed 19, 2024.

[viii] European Medicines Agency. Skyclarys. Available at: https://www.ema.europa.eu/en/medicines/human/EPAR/skyclarys. Accessed March 25, 2024

[ix] An open-label, Phase 1 study to evaluate the pharmacokinetics, safety, and tolerability of a single-dose of omaveloxolone in children ≥2 to <16 years of age with Friedreich's ataxia. ClinicalTrials.gov identifier: NCT06054893. Updated October 12, 2023. Accessed 19, 2024. https://www.clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT06054893

 

Especialista reforça a importância da colonoscopia na prevenção do câncer colorretal

Março azul-marinho alerta para a importância do diagnóstico precoce 


A Campanha Março Azul-Marinho tem como objetivo conscientizar sobre o câncer colorretal, o qual abrange tumores que acometem o intestino grosso (o cólon) ou o reto. A prevenção é a chave para uma maior chance de cura. 

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em 2024, houve 51,6 mil procedimentos clínicos ambulatoriais por câncer de cólon e 15 mil internações. Já em relação ao câncer de reto, foram registrados 30,5 mil procedimentos ambulatoriais e 7,5 mil internações. Para o câncer do canal anal, os números foram menores, com 2,8 mil atendimentos ambulatoriais e pouco mais de mil internações. 

O pólipo é um crescimento anormal na mucosa do intestino, que pode ser classificado como benigno ou maligno. O diagnóstico adequado dos pólipos é essencial para a prevenção do câncer colorretal, e, por isso, a colonoscopia é um exame fundamental, pois permite a identificação desses crescimentos. “Embora a maioria dos pólipos não se transforme em câncer, os adenomatosos, em particular, apresentam uma maior probabilidade de evoluir para câncer colorretal”, explica o Dr. Iron Pires, cirurgião do aparelho digestivo do Hospital Japonês Santa Cruz. 

Fatores como predisposição genética, idade acima de 50 anos, obesidade, sedentarismo e doenças inflamatórias intestinais aumentam o risco de desenvolver o câncer colorretal. “Os pacientes podem apresentar sintomas como anemia, alterações no hábito intestinal, desconforto abdominal, sangramento nas fezes ou pelo ânus, perda de peso, cansaço, fezes escuras e pastosas, náuseas, vômitos e dor na região anal”, fala o especialista. 

O tratamento depende do estágio da doença e extensão do tumor. “A cirurgia é geralmente o tratamento inicial, contudo trabalhar em conjunto com radioterapias e quimioterapias também pode ser necessário e diminuirá a possibilidade de o câncer voltar”, conclui.

 

Hospital Japonês Santa Cruz


Show da Lady Gaga em Copacabana exige atenção com a saúde de quem vai passar horas na areia



Especialista do São Camilo alerta para os riscos de insolação, desidratação e outros problemas comuns em ambientes de exposição solar prolongada

 

Amanhã, dia 3 de maio, Copacabana será palco de um dos eventos mais aguardados do ano: o show gratuito da cantora Lady Gaga, que promete reunir cerca de 1 milhão de pessoas de diversas partes do Brasil e do mundo. Desde a noite de hoje, muitos fãs já devem começar a ocupar a areia da praia para garantir um bom lugar próximo ao palco. Mas, com a empolgação, é fácil esquecer um fator importante: o cuidado com a saúde durante horas sob o sol.

O Dr. Thiago Piccirillo, clínico geral da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, faz um alerta importante para quem pretende acampar ou passar o dia todo na praia: a exposição prolongada ao sol, especialmente em ambiente de praia, pode levar a quadros graves de hipertermia, como insolação e golpe de calor. “Além disso, há um risco elevado de desidratação, queimaduras solares intensas, problemas gastrointestinais por alimentos mal acondicionados e até infecções de pele pelo contato com areia úmida ou contaminada”, explica.

Um dos principais pontos de atenção é a hidratação constante. “Sede intensa, tontura, confusão mental e urina escura são sinais de alerta para a desidratação”, afirma o médico. Para prevenir o problema, é necessário beber água regularmente, mesmo sem sede, e evitar bebidas alcoólicas ou com cafeína em excesso.

A alimentação também merece atenção. Lanches leves e não perecíveis, como barras de cereal, frutas secas e castanhas, são boas opções. Alimentos que precisam de refrigeração, como laticínios e carnes, devem ser evitados para reduzir o risco de intoxicação. “Higienizar bem as mãos antes de comer, com álcool em gel, é uma medida simples e eficaz”, completa.

Com relação à proteção solar, o médico recomenda o uso de filtro com FPS mínimo de 30, aplicado 30 minutos antes da exposição e reaplicado a cada duas horas, ou sempre após suor intenso ou banho de mar. Roupas leves de manga longa, chapéu, óculos escuros com proteção UV e sombra são aliados indispensáveis.

Dormir na areia também exige cuidados. A falta de suporte adequado pode causar dores nas costas, nas articulações e até inflamações. “Além disso, há risco de irritações respiratórias causadas pela inalação da areia, além de contato com fungos e bactérias presentes na região”, ressalta o especialista. Esteiras, colchonetes e lençóis ajudam a minimizar o contato direto com a areia.

Grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas, devem redobrar os cuidados, buscando sombra sempre que possível, mantendo a hidratação e evitando exposição excessiva.

Caso alguém apresente sinais de mal-estar, o ideal é levá-lo para um local fresco e aplicar compressas frias na testa, axilas e pescoço. “Se houver desorientação, vômitos, convulsões ou perda de consciência, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente”, orienta o Dr. Thiago Piccirillo.

Para aproveitar o show com segurança, a regra é clara: hidratação, alimentação leve, proteção solar e atenção ao próprio corpo. Afinal, o espetáculo pode ser inesquecível — desde que a saúde esteja em primeiro lugar.

 

Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo conta


De mãe para mãe: a missão de garantir a proteção dos filhos com vacinas

A dificuldade para encontrar imunizantes complementares para a família inspirou Rosane Argenta a investir no ramo e oferecer soluções para todo o Brasil 

 

Natural de Passo Fundo (RS), Rosane Argenta é de uma família de agricultores. Sua trajetória profissional começou dando aulas nas áreas de bioquímica, microbiologia e clínica na faculdade de Odontologia da Universidade de Passo Fundo (UPF). Em 2003, mudou-se para Lucas do Rio Verde no Mato Grosso, ao conquistar uma vaga em Cuiabá para dar aulas no Centro Universitário Várzea Grande (Univag).

No mesmo ano, chegou a comandar uma clínica própria de odontologia e cardiologia, criada ao lado do marido, o Dr. Fábio Argenta. Com o aumento na procura por atendimentos e necessidade de gestão, em 2015, Rosane parou de dar aulas para se dedicar apenas à clínica, onde ofereciam atendimento de forma preventiva e humanizada.

Foi apenas após o nascimento dos filhos, entre 2008 e 2012, com a responsabilidade de manter a caderneta de vacinas das crianças em dia, que Rosane percebeu uma lacuna nos serviços privados de vacinação, identificando a necessidade de opções confiáveis para complementar a imunização dos pequenos. 

"A saúde preventiva sempre foi uma prioridade para nossa família. Foi justamente pela dificuldade que meu marido, Fábio, e eu enfrentamos para encontrar vacinas em clínicas particulares que pudessem complementar a proteção dos nossos filhos, que surgiu a ideia de revolucionar esse mercado no Brasil. Mesmo quando encontrávamos os imunizantes, os locais não eram adequados e o atendimento deixava a desejar", conta.


A maternidade inspirou um negócio em saúde preventiva

Em 2012, surgiu então a primeira unidade da Saúde Livre Vacinas, em Lucas do Rio Verde/MT, com a missão de oferecer vacinas para todas as idades com foco no que há de mais moderno nos cuidados com a prevenção à saúde de doenças imunopreveníveis. A empresária desenvolveu a rede para ser uma solução inovadora, pensando em complementar o que o Sistema Único de Saúde (SUS) já oferece. Atualmente, presente em 22 estados brasileiros, a empresa já realizou a imunização de aproximadamente 1 milhão de pessoas no Brasil, sendo 50 mil doses aplicadas de rotavírus e a mesma quantidade para a hexavalente, que estão entre as principais vacinas do público infantil.

"Esse resultado nos transmite a sensação de dever cumprido. É extremamente gratificante fazer parte da proteção de tantas famílias. Se você tem uma criança em casa, fique atento em manter a caderneta de vacinação atualizada para evitar o contágio e a propagação de doenças", comenta.

Em 2024, foram registrados mais de 22 mil casos de vírus sincicial respiratório (VSR) em crianças de até 2 anos, segundo a plataforma Infogripe, da Fiocruz. Para combater números alarmantes como esses, vacinas como BCG, rotavírus, hexavalente, meningite, influenza, febre amarela, tríplice viral, hepatite, dTpa, Beyfortus e HPV são essenciais na infância, pois protegem contra doenças graves e potencialmente perigosas para as crianças. 


Saúde Livre Vacinas


Rizatriptana é mais eficaz no tratamento da enxaqueca

Alguns dos sintomas clássicos da enxaqueca são
 sensibilidade à luz, ao som e dor latejante 
 Freepik
Mais de 1 bilhão de pessoas no mundo sofrem com a condição; medicamento nacional alivia a dor em até 30 minutos.

 

Dor latejante, sensibilidade à luz, ao som e a cheiros: esses são alguns dos sintomas clássicos da enxaqueca, condição que afeta mais de 1 bilhão de pessoas no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. A crise pode ainda vir acompanhada de náuseas, tontura, alterações no sono, dificuldade de concentração e lapsos de memória. Dependendo da frequência, pode se tornar uma doença incapacitante.

“As crises de enxaqueca podem durar até 72 horas, deixando a pessoa totalmente incapacitada para realizar qualquer atividade. Por isso, é importante ficar atento:  quando os episódios ocorrem mais de três vezes em um único mês, o recomendado é iniciar o tratamento profilático, que proporciona uma melhor qualidade de vida ao paciente”, explica o neurologista Renato Edler Iachinski.


Gatilhos da enxaqueca 

Alguns fatores podem desencadear a dor, e eles variam de pessoa para pessoa. “A alimentação é um dos principais propulsores da dor de cabeça, como o hábito de consumir shoyu, catchup, mostarda, alimentos gordurosos, café, chocolate e bebidas alcoólicas, principalmente o vinho”, ressalta o neurologista.

Ele destaca ainda que a qualidade do sono — seja pela falta ou excesso — também é um fator de risco, assim como o estresse. “Para evitar as crises, o ideal é manter uma alimentação equilibrada, sono regular e praticar atividade física. Mas é preciso ter cuidado: fazer exercício físico durante uma crise pode piorar ainda mais o quadro”, alerta Iachinski.


Novidade nas farmácias

Um estudo publicado em setembro de 2024 no periódico BMJ mostrou que medicamentos à base de triptanos têm se revelado mais eficazes no alívio rápido de enxaquecas agudas e cefaleias em salvas — um tipo de dor de cabeça intensa e unilateral. Esses fármacos atuam estreitando os vasos sanguíneos no cérebro e inibindo a liberação de substâncias químicas responsáveis pela dor e inflamação.

No Brasil, a farmacêutica Prati-Donaduzzi lança o medicamento Aurom. Produzido à base de rizatriptana, ele apresenta como principais vantagens o início rápido de ação — em cerca de 30 minutos — e maior tempo de controle da dor. Outro diferencial do Aurom é que não interfere na ação de anticoncepcionais, fator relevante para muitas mulheres. “O ideal é tomá-lo assim que os primeiros sinais da crise surgirem. Podem ser administrados até três comprimidos de 10 mg por dia, mas ele é contraindicado para pessoas cardiopatas, pois a rizatriptana provoca vasoconstrição das artérias”, reforça o neurologista.

De acordo com o diretor de Marketing e Prescrição Médica da Prati-Donaduzzi, Edilson Bianqui, mesmo antes do lançamento oficial do medicamento, foram vendidas mais de 18 mil unidades, com preço médio de R$ 24,68. “Agora, estamos intensificando as visitas aos médicos para apresentar essa novidade no mercado, voltada ao alívio da enxaqueca aguda. A meta é alcançar 1,1 milhão de unidades comercializadas”, informa o diretor. O Aurom já está disponível em farmácias de todo o Brasil. “Este é mais um avanço da Prati-Donaduzzi no desenvolvimento de medicamentos voltados ao tratamento de doenças do Sistema Nervoso Central, um dos focos estratégicos da nossa indústria”, acrescenta Bianqui. 

 

Prati-Donaduzzi


Cirurgias conservadoras e novas tecnologias ampliam as opções para preservar a fertilidade em pacientes oncológicas

Método desenvolvido por médico brasileiro reacende sonho da maternidade em jovens com câncer


Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que cerca de 17 mil novos casos de câncer ginecológico são diagnosticados anualmente no Brasil. A coleta de dados se refere ao triênio 2023-2025, e entre as mulheres jovens, o impacto emocional da doença e do tratamento é significativo. 

Pacientes que enfrentam esse diagnóstico antes dos 40 anos apresentam índices elevados de ansiedade e depressão, especialmente quando a fertilidade está em risco. Mas o avanço da medicina já chegou para essas mulheres, que agora não mais precisam se deparar com a escolha entre tratar a doença e manter a possibilidade de ter filhos.

Devido a um novo método desenvolvido pelo médico Marcelo Vieira, cirurgião oncológico especializado em procedimentos minimamente invasivos, é possível agora manter os dois objetivos. “Um dos dispositivos que vem ganhando espaço é o Duda, um dispositivo que atua na permanência do canal do colo do útero pérvio, reduzindo os impactos da cirurgia preservadora de fertilidade (ou seja, manutenção do útero após a retirada do tumor).  A novidade já impactou de forma positiva a vida de mais de 120 mulheres em idade reprodutiva no Brasil e em outros países do mundo”, revela.

A preservação da fertilidade deve ser considerada desde o início do tratamento. Novas tecnologias e protocolos minimamente invasivos aumentam as chances de sucesso para mulheres que desejam engravidar no futuro.

O especialista, que também lidera iniciativas educacionais na área cirúrgica, explica que, em casos selecionados, a traquelectomia radical pode ser uma alternativa à histerectomia. “Esse procedimento é indicado para mulheres com câncer de colo do útero em estágio inicial e consiste na retirada apenas do colo, preservando o corpo uterino e, consequentemente, a possibilidade de gestação futura”, detalha.

O acompanhamento psicológico tem sido cada vez mais recomendado como parte integrante da jornada terapêutica. “O suporte emocional é essencial para que essas mulheres consigam atravessar esse processo com maior segurança. A perda da fertilidade pode ter um peso emocional tão grande quanto a própria doença”, ressalta Dr. Marcelo Vieira.

Embora ainda existam desafios na ampliação do acesso às técnicas de preservação da fertilidade, especialistas apontam que a abordagem multidisciplinar — envolvendo oncologistas, cirurgiões, ginecologistas especializados em reprodução assistida e psicólogos — tem sido decisiva para oferecer um tratamento mais humanizado e eficaz. 



Dr. Marcelo Vieira é cirurgião oncológico, especialista em cirurgias minimamente invasivas e mentor de cirurgiões. Com mais de 20 anos de experiência, iniciou sua trajetória no Hospital de Câncer de Barretos, onde atuou como chefe da Ginecologia e se dedicou ao atendimento 100% SUS. Em 2019, realizou o primeiro transplante robótico intervivos do Brasil, um marco na medicina nacional. Após essa conquista, decidiu empreender e criou o Curso de Metodologia Cirúrgica, com a missão de transformar cirurgiões e salvar vidas. Também fundou o Cadáver Lab, um treinamento imersivo de dissecção e anatomia pélvica avançada, além de liderar programas de mentoria de alta performance, como Precisão Cirúrgica e Cirurgião de Elite.
Para mais informações, visite o site oficial ou pelo instagram.


Câncer: o que é o teste genético que detecta mutações, como o feito por Angelina Jolie

Com até 50% dos casos podendo ser evitados por meio da descoberta precoce, exames que detectam a propensão à doença em caráter hereditário ainda aguardam a incorporação e disponibilidade efetiva por meio do SUS


Nos últimos anos, a medicina personalizada ou de precisão tem revolucionado a tratativa direcionada ao câncer. Com um aumento de casos previsto em 77% até 2050, segundo um estudo da Sociedade Americana do Câncer – algo em torno dos 35 milhões de diagnósticos ao redor do mundo –, a possibilidade de se detectar precocemente a propensão ao desenvolvimento dos tumores, pode ser considerada uma das melhores maneiras de prevenção e um fator decisivo nesta corrida contra a doença. 

É o que mostra Allan Munford, Gerente Regional LATAM de Marketing para Diagnósticos de Oncologia e Precisão da QIAGEN, multinacional responsável por trazer esse tipo de exame ao país. Ele explica que os testes genéticos se mostram relevantes ao identificar o potencial de surgimento da doença, antes mesmo que apareçam sintomas físicos e nódulos malignos, para que sejam adotadas medidas profiláticas, a exemplo das realizadas pela atriz Angelina Jolie, que optou por fazer a dupla mastectomia.

“Os testes genéticos para o câncer utilizam a técnica de sequenciamento de nova geração, o NGS. Isso quer dizer que esses exames analisam partes específicas do DNA e são capazes de identificar se existe alguma mutação nos genes diretamente relacionados a diferentes tipos de câncer de origem hereditária. Se for encontrada alguma mutação nos genes BRCA1 e BRCA2, por exemplo, pode ser um indício de propensão ao câncer de mama, ovário, próstata e pâncreas. Esse diagnóstico precoce poupa a saúde física e mental dos pacientes e sobretudo, agrega economia e efetividade a todo o sistema de saúde nacional”, destaca Munford

 

Como é feito o teste genético para o câncer

De acordo com o executivo da QIAGEN, o teste genético para o câncer pode ser feito por meio de uma simples amostra de sangue ou saliva, de acordo com os padrões laboratoriais. O material coletado é sequenciado geneticamente por especialistas que utilizam um kit de reagentes, como os oferecidos pela QIAGEN. Se identificada a possibilidade de desenvolvimento do câncer, o profissional poderá direcionar o paciente para as medidas que melhor se aplicam a cada caso. 

“Quando não se identifica a mutação dos genes, o resultado é considerado negativo. Isso reduz o risco, mas o acompanhamento médico ainda é essencial. Caso o resultado seja positivo, a mutação existe em pelo menos um dos genes, o que aumenta o risco de desenvolvimento de um tumor. Para que esse risco seja confirmado, outros exames mais específicos podem também ser solicitados. De qualquer forma, a descoberta da propensão à doença permite que esse processo seja bem menos traumático”, explica Munford.

 

Os testes genéticos já estão no SUS?

Infelizmente, ainda não, embora a OPAS/OMS (Organização Pan-Americana da Saúde), tenha divulgado que entre 30 e 50% dos casos de câncer poderiam ser evitados a partir de medidas simples de controle, detecção e tratamentos precoces.

O executivo lembra que em 2015, o Rio de Janeiro publicou a Lei nº 7.049/2015, conhecida popularmente como Lei Angelina Jolie, autorizando a realização do teste genético para os casos hereditários do câncer de mama no Sistema Único de Saúde (SUS). Nos anos seguintes, outros estados seguiram o mesmo caminho: Minas Gerais, Distrito Federal, Amazonas e Goiás. No entanto, de todas as cinco localidades, apenas Goiás colocou essa conquista em prática, por meio de um convênio firmado junto à Universidade Federal de Goiás. 

“Aos pacientes cobertos pelos planos de saúde, a realização do teste está entre os procedimentos obrigatórios determinados pela ANS para os casos de hereditariedade. Ou seja, ao apresentar algum caso de câncer na família, é possível passar em consulta com um médico geneticista e obter o direcionamento para a realização do teste de forma gratuita pelo convênio. Ter em mãos esse diagnóstico preditivo, pode ajudar a salvar milhares de vidas todos os anos. Esperamos que essa legislação seja avaliada e seguida pelos órgãos de saúde nos estados brasileiros que já a publicaram, expandindo o acesso a todos que necessitem”, conclui o executivo da QIAGEN.  

Para mais informações sobre o kit de reagentes QIAseq Targeted DNA Pro Panel, da QIAGEN, acesse o site da companhia.


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