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sexta-feira, 14 de março de 2025

Dermatologia e autoestima: o impacto emocional de doenças de pele

Em artigo, Dra. Gisele Basso Esteves Pires, dermatologista da Unimed Araxá, explica essa relação complexa e bidirecional 

 

Nossa pele não é apenas um revestimento; é o maior órgão do corpo humano e reflete o que acontece internamente, comunicando-se ativamente com o organismo. Ela envia e recebe informações importantes, demonstrando externamente os processos internos.

 

“O mais profundo no homem é a pele”, afirma o poeta e escritor francês Paul Valéry. É um órgão que pode refletir sensações negativas, mas também reage fisicamente a estímulos emocionais, como uma música ou um carinho.

 

As estimativas indicam que cerca de 30% a 60% dos atendimentos dermatológicos ocorrem devido a doenças de pele ligadas direta ou indiretamente a fatores emocionais.

 

Para entender essa conexão, é preciso lembrar da relação entre a pele e o sistema nervoso, cujo órgão central é o cérebro. Essa relação se forma ainda na fase embrionária. Esses dois sistemas, o cutâneo e o nervoso, derivam do ectoderma, o folheto externo do embrião, que, na sua evolução dobra-se sobre si mesmo, formando um tubo chamado tubo neural. A parte que fica por fora vai formar a pele e a parte interna vai desenvolver o sistema nervoso.

 

Quando toda a estrutura já está pronta, do cérebro e da medula espinhal partem nervos, que se ramificam como os galhos de uma árvore e se dirigem a todos os pontos do organismo, incluindo a pele. Na pele, filetes nervosos chegam à derme (segunda camada da pele), aos vasos e à camada mais superficial, a epiderme.

 

As mensagens entre o sistema nervoso e a pele se dão por meio de substâncias químicas, chamadas neuropeptídeos, que levam o código dos pensamentos ocorridos na mente para a pele.

 

Em sentido inverso, a pele envia ao cérebro suas mensagens por meio de mediadores químicos produzidos por suas células, que viajam até o sistema nervoso central pelo sangue ou pelos nervos, lá gerando pensamentos.

 

A comunicação entre mente, sistema nervoso e pele é constante e imediata, provocando alterações sutis, muitas vezes invisíveis e imperceptíveis. Não é raro ouvir expressões como ‘estou com os nervos à flor da pele’, ‘fiquei vermelho de vergonha’, ‘roxo de raiva’, ou suar mais que o normal na hora de uma reunião importante, ficar cheio de espinhas um dia antes de um encontro especial.

 

Há ainda a possibilidade de apresentar sintomas mais sérios de doenças como psoríase, vitiligo, alergias, infecções, como o herpes, e queda de cabelos em períodos de estresse. Esses problemas podem ocorrer num período de desafios ou dificuldades de relacionamento interpessoal, tais como nos relacionamentos profissionais, sociais, na perda de alguém que se ama ou na relação amorosa.

 

Com o avanço da ciência no campo da psiconeuroimunologia, sabemos que ansiedade, euforia, tristeza, angústia, estresse e depressão podem causar reações no organismo, incluindo na pele, nos cabelos e nas unhas.

 

Diversas pesquisas têm mostrado que os sistemas endócrino, nervoso e imunitário formam um único sistema que recebe a influência direta da mente. Estima-se que mais de 40% das manifestações cutâneas estejam associadas a influências psíquicas.

 

Saúde mental e doenças de pele estão intimamente ligadas e podem se influenciar mutuamente. Problemas emocionais podem causar ou agravar condições dermatológicas e vice-versa, em uma relação complexa e bidirecional que envolve mecanismos imunológicos e neuroendócrinos. Não há uma sequência fixa de qual condição surge primeiro.

 

Transtornos mentais podem se manifestar por sintomas cutâneos. A pele pode refletir problemas emocionais, com fatores psicológicos atuando como causas ou consequências de condições dermatológicas. Transtornos psicocutâneos podem incluir doenças psiquiátricas com manifestações cutâneas, sendo frequentes na dermatologia, com fatores psicológicos desempenhando um papel importante no agravamento de dermatoses existentes.

 

Por outro lado, doenças de pele como psoríase, eczema, acne e vitiligo podem ter um impacto emocional significativo nos pacientes. A visibilidade das lesões pode levar a sentimentos de baixa autoestima, isolamento social e até mesmo pensamentos suicidas.

 

Pacientes com doenças de pele inflamatórias, como psoríase e eczema, frequentemente apresentam depressão e ansiedade. Em especial, a psoríase e o vitiligo, por serem doenças autoimunes, possuem altas taxas de associação com esses transtornos, atingindo até 33% dos casos. Por outro lado, essas condições podem piorar a qualidade do sono, o que, por sua vez, agrava os sintomas de ansiedade e depressão. A presença de lesões visíveis pode intensificar o sofrimento emocional, criando um ciclo vicioso onde o estresse psicológico piora a condição da pele, o que, por sua vez, aumenta o estresse. Este ciclo pode ser particularmente prejudicial em condições como a psoríase, onde a comorbidade com transtornos psiquiátricos é comum, e a interação entre o sistema imunológico e o sistema nervoso central é mediada por células T e citocinas.

 

O mecanismo pelo qual o estresse psicológico e os transtornos mentais, como depressão e ansiedade, podem exacerbar essas condições dermatológicas, é explicado pela desregulação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA), que, por sua vez, influencia a resposta imune e a inflamação cutânea. A ativação desse eixo e do sistema nervoso simpático pode aumentar a produção de mediadores inflamatórios, como citocinas, que agravam as lesões cutâneas. Além disso, a pele possui seu próprio sistema neuroendócrino, que responde ao estresse através da secreção de hormônios e neuropeptídeos, contribuindo para a inflamação e a disfunção da barreira cutânea.

 

E o quanto isso pode ser importante para a vida das pessoas que têm essas doenças?

 

Um estudo realizado pela Universidade da Califórnia, em 2016, analisou o impacto da psoríase em diversas áreas da vida, incluindo trabalho, relacionamentos e atividades sociais. Os pacientes apresentaram ansiedade e depressão que não afetaram apenas a eles, mas também as pessoas que moravam com eles, com até 88% desses familiares apresentando qualidade de vida prejudicada.

 

O vitiligo afeta emocionalmente tanto crianças quanto adultos jovens. Crianças com lesões visíveis e pele mais escura sofrem mais emocionalmente e têm uma qualidade de vida reduzida. Em adultos, o impacto é maior em jovens, especialmente mulheres e jovens com menos de 30 anos. A mesma revisão da Universidade da Califórnia mostrou que o vitiligo impacta negativamente o potencial de casamento e causa problemas relacionais em mais de 50% dos casos. Depressão e ansiedade podem acelerar a progressão do vitiligo e diminuir a eficácia do tratamento.  

 

A acne é altamente prevalente entre adolescentes e jovens adultos, afetando cerca de 85% dos adolescentes e está associada a um risco aumentado de estigmatização, bullying, depressão, ansiedade, baixa autoestima e ideação suicida. Uma revisão de estudos indicou que 19,2% dos adolescentes com acne sofreram alterações em suas vidas pessoais e sociais. Além disso, 45% desses pacientes apresentaram fobia social, em comparação com 18% do grupo controle.

 

A dermatite atópica também tem um mecanismo emocional que atua frequentemente como desencadeante ou é exacerbado por ela: a distorção cognitiva relacionada ao prurido. Isso cria um ciclo vicioso de coceira habitual e lesões cutâneas. Essa doença também está associada a ansiedade e depressão, que são exacerbados por alterações nos circuitos de recompensa do cérebro. Além disso, o estresse psicológico e a disfunção do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal podem agravar a resposta imune tipo 2 na pele, contribuindo para a progressão das lesões cutâneas. A dermatite atópica também impacta negativamente a qualidade de vida, levando a distúrbios do sono, baixa autoestima e isolamento social, o que pode intensificar o fardo psicológico.

 

Uma forma de queda de cabelos, chamada alopecia areata, tem essa correlação muito bem estudada. Uma pesquisa publicada no British Journal of Dermatology revelou que adultos recém-diagnosticados com esse problema, apresentaram taxas mais elevadas de depressão e ansiedade em comparação com a população geral. Além disso, esses indivíduos mostraram um risco 30% a 38% maior de desenvolver novos episódios de depressão e ansiedade após o diagnóstico, e uma probabilidade 56% maior de necessitar de licenças médicas do trabalho. Outro estudo observacional indicou que 38% dos pacientes apresentaram sintomas de depressão, enquanto 62% exibiram sintomas de ansiedade, com diferenças estatisticamente significativas em relação ao grupo controle. Um artigo publicado pela Universidade de São Paulo sugere que traumas emocionais podem preceder essa condição, indicando uma possível influência do estresse no desenvolvimento da doença.

 

Em termos de tratamentos dermatológicos, temos avançado significativamente nos últimos anos, oferecendo opções mais eficazes e personalizadas para os pacientes.

 

Com todo conhecimento atual sobre o eixo pele, sistema nervoso e sistema imunológico, sabemos que é crucial que o manejo de todas essas condições inclua uma abordagem integrada, tanto dos aspectos dermatológicos quanto os psicológicos, para melhorar os resultados clínicos e a qualidade de vida.

 

Aos pacientes, fica minha dica. Tenha um dermatologista em que você confie. Tenha tempo para observar seus sentimentos e discuti-los com seu médico. Acredite nos sinais que sua pele lhe dá. Ela é o maior meio de comunicação que seu corpo tem com você. Os novos e melhores tratamentos farmacológicos não são suficientes se os fatores que causam e pioram sua doença, não forem também tratados. Por fim, lembre-se de que a melhora da sua condição também depende da mudança no estilo de vida e da saúde mental.

  


Dra. Gisele Basso Esteves Pires - dermatologista


Dia do Consumidor e IA: um salto de produtividade para seu negócio

pexels
Bruno Castro mostra como otimizar processos e reduzir tarefas burocráticas por meio de ferramentas inteligentes

 

Para muitos empreendedores, a chegada do Dia do Consumidor desperta não apenas a vontade de oferecer promoções especiais, mas também a necessidade de organizar processos internos para dar conta da demanda. É comum ver donos de negócios gastando horas valiosas com tarefas manuais e burocráticas, enquanto sonham em encantar clientes cada vez mais exigentes. Foi nesse cenário que Bruno Castro, especialista em inteligência artificial, identificou o poder das tecnologias de otimização de processos para reduzir o tempo perdido em trabalhos repetitivos.

Dados de consultorias como a Deloitte e a McKinsey apontam que a IA é capaz de automatizar cerca de 30% das atividades administrativas, liberando empreendedores para focar em aspectos estratégicos do negócio. Segundo Bruno, a adoção dessas ferramentas é especialmente importante em datas sazonais, como o Dia do Consumidor, quando as empresas precisam ser mais ágeis. Sistemas de previsão de demanda, por exemplo, podem ajustar automaticamente os estoques para evitar desperdícios ou faltas de produtos. Já plataformas de análise de dados permitem criar promoções personalizadas e adequadas ao perfil dos clientes, aumentando as chances de sucesso.

O especialista explica que, ao contrário do que muitos pensam, a inteligência artificial não se restringe apenas ao atendimento por chatbots. Há soluções para controle de qualidade, integração de dados entre diferentes setores e automatização de fluxos de trabalho. Ferramentas de IA conseguem analisar padrões, gerar relatórios em tempo real e até sugerir melhorias na logística, reduzindo filas de produção e possíveis gargalos. Dessa forma, cada etapa do processo se torna mais enxuta e eficaz, tornando o Dia do Consumidor uma oportunidade real de crescimento, em vez de um desafio estressante.

Para Bruno Castro, o grande diferencial está em perceber que essas tecnologias já não são inacessíveis ou voltadas apenas para grandes corporações. Pequenas empresas também podem se beneficiar de planos e serviços sob medida, pagando apenas pelo que utilizam e colhendo resultados rápidos. Com a proximidade do Dia do Consumidor, o momento é mais do que propício para implementar ferramentas que auxiliem na tomada de decisão, controlem despesas e assegurem uma entrega de valor superior ao cliente – tudo isso sem sobrecarregar a equipe ou desperdiçar recursos preciosos.

 

Empresa: B.Castro Consultoria Empresarial
Bruno Castro - Especialista em inteligência artificial
https://www.linkedin.com/in/bruno-castro-07465525/
@bcastro.consultoria
brcas08@gmail.com
https://bcastroconsultoria.my.canva.site/bcastroconsultoria

 

Dia Nacional dos Animais: você está apto a adotar um pet?

Brownie e Canela_arquivo pessoal


Data comemorada neste dia 14 de março também traz reflexões sobre a adoção consciente e os cuidados com os pets 
 

Brownie e Canela hoje são dois pets amados e bem cuidados, mas nem sempre foi assim. Eles já fizeram parte dos 4,8 milhões de cães (60%) e gatos (40%) em condições de vulnerabilidade no país - segundo o Instituto Pet Brasil, antes da engenheira e psicanalista Priscila Corrêa se encantar pelos dois cãezinhos e decidir adotá-los. Mais do que comemorar, o Dia Nacional dos Animais, nesta sexta-feira, 14 de março, traz uma reflexão sobre os cuidados necessários com os animais e o impacto da adoção consciente, mas sem deixar de lado, claro, os benefícios de adotar um pet. 

“Com eles (Brownie e Canela) aprendo diariamente como me tornar um ser humano melhor. Eles ensinam sobre amor incondicional, perdão e tantas outras coisas apenas com gestos, olhares. Me sinto honrada por poder compartilhar essa jornada com seres tão especiais e, justamente por isso, criei, junto com algumas amigas, um projeto social de resgate de animais chamado Amor se Adota", conta Priscila.   

“Damos uma chance àqueles que foram deixados de lado, para que também possam transformar a vida de outras famílias e tenham a chance de dar e receber o mais puro e verdadeiro amor", completa.  

Pelo Brasil, outras instituições também tentam mudar a realidade de pets que não tiveram a mesma sorte do Brownie e da Canela, inclusive têm se unido a empresas para acolher pets que ainda não encontraram um lar definitivo e também para levar a população a refletir sobre a importância da guarda responsável. É o caso da parceria entre a ONG GAVAA e a marca de alimentos para pets Guabi Natural (BRF Pet), que possibilitou doar mais de 900 mil de refeições para cães e gatos resgatados, e apoiou 2.500 adoções bem-sucedidas. 

Além disso, Guabi Natural também criou a plataforma “Um pet é pra sempre” (www.guabinatural.com.br/umpeteprasempre), que, além de reunir informações sobre ONGs e como denunciar o abandono ou maus tratos de animais, traz ainda um quiz interativo sobre adoção, para ajudar as pessoas a identificarem se realmente atendem todos os requisitos para adotar um pet; e um e-book com um manual de adoção responsável. 

“Um dos nossos objetivos é chamar a atenção para a adoção responsável. Muitos pets acabam sendo abandonados por diversas vezes, então queremos ajudar nessa conscientização das pessoas para que elas consigam identificar se realmente atendem a todos os requisitos para adotar um pet. Um pet é pra sempre", explica Denis Nakashima, Head de Marketing responsável pela marca Guabi Natural.  


Como saber se está preparado para adotar um pet? 

"Adoção é um ato de amor, que precisa de comprometimento para que seja um relacionamento duradouro. A adoção consciente e posse responsável vai além do desejo de adotar, é importante que haja um planejamento e um compromisso para possíveis desafios de adaptação inicial e responsabilidade afetiva com aquele animalzinho, compromisso de que ele fará parte da família não importa o que aconteça", destaca a responsável pela GAVAA, Juliana Valverde. 

Caso o tutor tenha dúvidas se está apto para adotar um pet, dentro da plataforma “Um pet é pra sempre” (www.guabinatural.com.br/umpeteprasempre), há um quiz com perguntas voltadas para identificar se ele está realmente preparado e se atende todos os requisitos para cuidar de um cão ou um gato. São perguntas como: “Com que frequência você está em casa e disponível para dar atenção a um cão ou gato?” e “Como você lidaria com despesas veterinárias e custos de cuidados contínuos, como alimentação, vacinas e higiene?”.

“São muitos os fatores que precisam ser analisados pelos possíveis tutores, como identificar como será a rotina com um pet em casa, sua condição financeira, disponibilidade para o pet, etc. Cuidar de um animal é um compromisso que exige planejamento para garantir que ele tenha um ambiente e dieta adequados, que tenha liberdade para expressar seus padrões de comportamento, além de receber cuidados com a saúde em geral. Mas, sem dúvida, a chegada de um pet é um momento especial para qualquer família", completa a médica-veterinária de Guabi Natural, Mayara Andrade. 

[Você está apto a adotar um pet? Faça o quiz para descobrir] 


Dia dos Animais: Pets conquistam cada vez mais direitos e hoje são reconhecidos como membros da família

Em casos de separação conjugal, pode haver a divisão da guarda dos animais e até a obrigatoriedade do pagamento de pensão para os pets

 

Nesta sexta-feira, dia 14 de março, celebra-se o Dia Nacional dos Animais, uma data que reforça a importância do respeito e da proteção aos seres que compartilham a vida com as pessoas. Uma pesquisa realizada pela Quaest descobriu que 72% dos brasileiros possuem pets em casa, colocando o Brasil na terceira posição no ranking da maior população de pets do mundo.

Na medida em que cresceu a presença e o afeto dos animais no cotidiano, o ordenamento jurídico do País evoluiu, e os pets são cada vez mais reconhecidos como parte das famílias e sujeitos de direitos. A advogada Ana Luísa Lopes Moreira, que integra o escritório Celso Cândido Souza Advogados explica que, no Brasil, o Supremo Tribunal Federal (STF) define os animais como "seres sencientes", ou seja, capazes de sentir emoções como alegria, dor e sofrimento.

"Este entendimento ainda é recente, mas representa um grande avanço em relação às definições anteriores, que tratavam os animais apenas como bens patrimoniais. Hoje, os pets são vistos como parte da família e sujeitos de direitos", afirma.


Evolução dos direitos

Nem todos sabem, mas na Idade Média, os animais podiam ser julgados por seus atos nos tribunais, da mesma forma que os seres humanos, podendo até ser condenados à pena de morte. Hoje, quem responde pelos seus atos são os seus tutores. Atualmente, é o proprietário do animal é legalmente o responsável civil pelos danos causados por ele.

Mais do que isso, a legislação brasileira impõe diversas obrigações aos tutores no que diz respeito aos cuidados com os bichinhos. A Lei nº 9.605/1998 proíbe maus-tratos, abandono e crueldade contra animais, com penalidades que incluem multas e até prisão. "Os tutores têm a responsabilidade de garantir alimentação, abrigo, cuidados veterinários e uma convivência saudável para os pets", destaca Ana Luisa.

Esse reconhecimento também afeta questões familiares. Em casos de separação conjugal, por exemplo, pode haver a divisão da guarda dos animais e até a obrigatoriedade do pagamento de pensão para os pets, assegurando sua manutenção e bem-estar. "Se for comprovado que existia uma família multiespécie, é possível que um dos ex-cônjuges seja obrigado a contribuir financeiramente para os cuidados do animal", explica a advogada.


Herdeiros de carinho, não de bens

Uma dúvida comum é sobre a herança dos animais em caso de falecimento do tutor. Ana Luisa esclarece que, juridicamente, embora não possam ser proprietários de bens, é possível destinar patrimônio a uma pessoa ou instituição para que utilize os recursos na manutenção e cuidado do animal.

Outra possibilidade é incluir cláusulas específicas em testamentos, garantindo que os pets sejam acolhidos por alguém de confiança e recebam os cuidados necessários. "A morte do tutor afeta emocionalmente o pet, pois ele também vivencia o luto. Portanto, o ideal é que seja encaminhado a alguém com quem já tinha vínculos", completa Ana Luisa.


Direito à moradia

Em condomínios, a presença de pets pode gerar conflitos. No entanto, decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinam que regras genéricas proibindo animais são consideradas inválidas. "Proibições só podem ser aplicadas se o pet comprometer o sossego, a segurança ou a higiene dos demais moradores", explica Ana Luisa.

As convenções condominiais podem estabelecer regras, como o uso de guias e o controle de barulho, mas não podem impedir a permanência de animais sem uma justificativa sólida. "O diálogo e a legislação vigente devem ser os norteadores para resolver qualquer conflito", finaliza.


A Comercialização de Dados Biométricos da Íris: Implicações no Direito do Consumidor e na Lei Geral de Proteção de Dados

Recentemente, a prática de empresas oferecendo compensações financeiras em troca da coleta de dados biométricos, especificamente imagens da íris ocular, tem gerado debates acalorados no Brasil. Essa iniciativa, levanta questões cruciais sobre privacidade, segurança e conformidade legal, especialmente à luz do Direito do Consumidor e da Lei Geral de Proteção de Dados.

Historicamente, o Brasil não possui uma cultura consolidada de privacidade e proteção de dados. Diferente de países europeus, onde a privacidade sempre foi um valor enraizado na legislação e na sociedade, o Brasil tem construído essa consciência apenas nos últimos anos, impulsionado pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A recente polêmica envolvendo a comercialização de dados biométricos, como a íris coloca essa construção à prova e destaca desafios fundamentais na efetivação dos direitos dos titulares.


O Brasil e a Cultura de Privacidade

Antes da vigência da LGPD, a proteção de dados no Brasil era dispersa e não havia uma percepção popular consolidada sobre os riscos associados ao tratamento de informações pessoais. O uso massivo de redes sociais, a exposição de dados na internet e a baixa percepção sobre os impactos de vazamentos demonstram como a privacidade sempre foi tratada com pouca prioridade pelo público em geral.

Com a entrada em vigor da LGPD, em 2020, iniciou-se um processo de educação e conscientização, tanto por parte das empresas quanto dos consumidores. Contudo, a compreensão do que significa o consentimento, a segurança dos dados e os direitos dos titulares ainda está em desenvolvimento, o que torna casos como a coleta de biometria ocular especialmente preocupantes.

 

Dados Biométricos e Sua Sensibilidade

Dados biométricos, como impressões digitais, reconhecimento facial e, neste caso, imagens da íris, são considerados dados pessoais sensíveis pela LGPD. Essa classificação deve-se ao potencial desses dados de identificar unicamente um indivíduo e às implicações significativas em caso de uso indevido ou vazamento. A LGPD estabelece que o tratamento de dados sensíveis requer um nível mais elevado de proteção e consentimento específico do titular.


Consentimento e Vulnerabilidade do Consumidor

A oferta de incentivos financeiros em troca da coleta de dados biométricos suscita preocupações sobre a liberdade e a autenticidade do consentimento fornecido pelos titulares. O consentimento deve ser uma manifestação livre, informada e inequívoca do titular concordando com o tratamento de seus dados pessoais para uma finalidade determinada. Quando há uma compensação financeira envolvida, especialmente em um contexto socioeconômico vulnerável, questiona-se se o consentimento é verdadeiramente livre ou se está sendo influenciado pela necessidade econômica do indivíduo. Isto vai de encontro do disposto na LGPD e do nosso ordenamento em última instância.

 

Intervenção da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD)

Em resposta às práticas da empresa em questão, a ANPD ao tomar conhecimento do caso rapidamente agiu e aplicou uma medida preventiva determinando a suspensão da oferta de criptomoedas ou qualquer outra compensação financeira pela coleta de íris no Brasil. A decisão baseou-se na preocupação de que tais práticas poderiam comprometer a liberdade do consentimento dos titulares, violando os princípios estabelecidos pela LGPD. 


Riscos Associados ao Tratamento de Dados Biométricos

Certo é que o tratamento de dados biométricos pela LGPD é cercado de cuidados específicos. Isto se dá porque biométricos envolve riscos significativos, incluindo:

  • Vazamento de Dados: Devido à sua natureza única e imutável, o vazamento de dados biométricos pode levar a fraudes e roubo de identidade, com consequências potencialmente irreversíveis para os titulares.
  • Uso Indevido: Sem garantias adequadas, dados biométricos podem ser utilizados para vigilância massiva, discriminação ou outras práticas prejudiciais aos direitos fundamentais dos indivíduos.


Responsabilidade das Empresas e Direitos dos Titulares

Em razão disto, as empresas que coletam e tratam dados biométricos devem, segundo a LGPD:

  • Garantir Transparência: O que significa dizer que devem informar claramente aos titulares sobre a finalidade da coleta, o uso previsto dos dados e os mecanismos de proteção implementados.
  • Adotar Medidas de Segurança: Implementar salvaguardas técnicas e administrativas robustas para proteger os dados contra acessos não autorizados, vazamentos e outras ameaças.
  • Respeitar os Direitos dos Titulares: Assegurar que os titulares possam exercer seus direitos, como acesso, correção e eliminação de seus dados pessoais. Neste ponto há uma preocupação maior, pois no caso específico o titular perdia o direito de dispor sobre os seus dados, principalmente o direito de eliminação, o que viola frontalmente a nossa legislação.

Não podemos esquecer que a proteção dos dados pessoais alçou o posto de direito fundamental, o que deve em tese acrescentar aumentar a tutela jurisdicional.

A comercialização de dados biométricos da íris representa um desafio significativo para a proteção de dados e os direitos dos consumidores no Brasil. É imperativo que as organizações cumpram rigorosamente as diretrizes estabelecidas pela LGPD, garantindo que o consentimento dos titulares seja verdadeiramente livre e informado, e que medidas de segurança adequadas sejam implementadas para proteger esses dados sensíveis. A atuação vigilante da ANPD e de outras autoridades competentes é essencial para assegurar que práticas comerciais não comprometam a privacidade e os direitos fundamentais dos indivíduos.


Tendências para freelancers em 2025: o que você precisa saber para se destacar no mercado

Especialista mostra como se alinhar com as demandas do futuro


 

Com o turbilhão de novidades e avanços tecnológicos, o mercado de trabalho começou a se reinventar mais rápido do que nunca. Uma pesquisa do Fórum Econômico Mundial reforça essa transformação, apontando que 22% dos empregos atuais deixarão de existir até 2030. Dessa forma, é importante que trabalhadores autônomos estejam a par das novidades para se adaptar aos cenários e manter sua relevância e competitividade.

 

“As novas expectativas do mercado evidenciam a necessidade de adaptação constante e redefinem as habilidades e competências mais valorizadas em freelancers”, comenta Samyra Ramos, gerente de marketing da Higlobe, fintech de pagamentos cross-border entre EUA e profissionais brasileiros.

 

Pensando nisso, Samyra revela as 5 principais tendências que vão impactar a vida dos profissionais freelancers em 2025. Confira:

 

1. A Inteligência Artificial como aliada

Plataformas de IA generativa, como ferramentas de criação de conteúdo, design e até desenvolvimento de código, vão otimizar processos e aumentar a produtividade, sendo indispensáveis para quem precisa equilibrar múltiplos projetos, prazos e demandas sem a estrutura de um ambiente corporativo tradicional. Profissionais que souberem integrar essas tecnologias ao seu fluxo de trabalho terão uma vantagem competitiva, podendo oferecer serviços mais rápidos e personalizados.

 

Segundo Samyra: “A IA não é uma ameaça, mas uma aliada. Dominar essas ferramentas significa oferecer soluções mais ágeis, automatizando tarefas repetitivas e ganhando tempo para demandas mais complexas.” 

 

2. Especialização em nichos emergentes

Com a saturação de alguns mercados, a especialização em determinados nichos será um diferencial estratégico. Áreas como cibersegurança, saúde mental digital e práticas ESG (Environmental, Social, and Governance) ganharão ainda mais destaque, impulsionadas por demandas globais de responsabilidade. Para se destacar, é necessário entender as nuances e tendências desses nichos, investindo em especializações alinhadas às prioridades do futuro.

 

3. Trabalho remoto globalizado

O trabalho remoto veio para ficar, e em 2025 a globalização do mercado freelance será ainda mais evidente. Plataformas de conexão entre profissionais autônomos e clientes de todo o mundo vão se expandir, permitindo que funcionários ofereçam seus serviços para empresas em qualquer lugar. Dominar idiomas e compreender culturas diferentes será um requisito importante para conquistar clientes internacionais.

 

Para a especialista, “esse modelo de trabalho exige disciplina e organização, mas também oferece a liberdade de escolher projetos que se alinhem aos interesses e valores pessoais. A flexibilidade é especialmente atraente para empresas do exterior, que buscam profissionais capazes de entregar resultados sem a necessidade de supervisão presencial”.

 

4. Soft Skills em destaque

Competências como comunicação eficiente, gestão do tempo, resiliência, adaptabilidade e inteligência emocional serão tão valorizadas quanto o conhecimento técnico. A resiliência e adaptabilidade, por exemplo, serão cruciais para enfrentar mudanças rápidas, como novas tecnologias ou ajustes inesperados nos projetos. 

 

5. Sustentabilidade e responsabilidade social

A preocupação com o meio ambiente e a responsabilidade social está influenciando as escolhas dos consumidores e, consequentemente, das empresas. Profissionais que adotarem práticas sustentáveis em seus negócios, como o uso de ferramentas eco-friendly ou a oferta de serviços alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, estarão alinhados com as expectativas dos consumidores e do mercado atual.

 

“Para se destacar nesse cenário, os profissionais precisarão estar sempre atualizados, adaptáveis e prontos para abraçar novas oportunidades. Quem se preparar para essas tendências terá um caminho promissor pela frente”, conclui Samyra.

 



Higlobe, Inc.


Avião Solidário da LATAM transporta gratuitamente para São Paulo preguiça-real resgatada em Mato Grosso

Graças ao Avião Solidário da LATAM, preguiça-real
ganhou novo lar para cuidados e acolhimento.
Crédito: Ana Karlinski e Gabrielly Martins/ SEMA
Deslocamento de mais de 1,3 mil quilômetros entre os aeroportos de Cuiabá e Guarulhos foi coordenado por equipe preparada para oferecer cuidados e acolhimento ao animal


Em 13 anos de existência, programa da LATAM já ajudou a proteger mais de 4,6 mil animais no Brasil

Quando o resgate de animais silvestres faz parte de programas de acolhimento e conservação, ter parceiros para o transporte seguro pode fazer toda a diferença. É por isso que o programa Avião Solidário da LATAM ajudou mais uma animal a chegar ao seu destino gratuitamente nesta terça-feira (11/3). Trata-se de uma preguiça-real (Choloepus hoffmanni) que viajou de Mato Grosso para São Paulo e chegou em segurança ao seu novo lar. 

O indivíduo macho de preguiça-real foi transportado pela LATAM Cargo do Aeroporto de Cuiabá ao Aeroporto de Guarulhos, onde foi encaminhado para o programa de conservação da espécie do Zoológico de São Paulo. A ação solidária otimizou um deslocamento de mais de 1,3 mil quilômetros, reduzindo para 2 horas um transporte que duraria em torno de 21 horas por via terrestre. 

O animal estava sob os cuidados da Secretaria Estadual de Meio Ambiente em Mato Grosso, após ser resgatado na casa de uma moradora em Deciolândia (MT) e como não apresentava condições de ser reintegrado à natureza, foi encaminhado para um local onde pudesse contribuir para pesquisas e ações de conservação da espécie. 

A preguiça-real é uma das quatro espécies de preguiças endêmicas da Amazônia e pouco conhecida por pessoas de outras regiões do Brasil. Devido à redução de seu habitat natural, à fragmentação de florestas, à caça ilegal, dentre outros fatores, o animal encontra-se na iminência de entrar para a lista de animais ameaçados de extinção segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN).

 

AVIÃO SOLIDÁRIO DA LATAM JÁ PROTEGEU MAIS DE 4,6 MIL ANIMAIS NO BRASIL 

Em 13 anos de existência, o programa Avião Solidário da LATAM, em conjunto com instituições parceiras, já realizou o transporte gratuito de mais de 868 toneladas de cargas e 4,6 mil animais no Brasil. Além dos 282 milhões de vacinas contra a COVID-19 transportadas para todos os estados brasileiros, o programa completou a marca de mais de 200 toneladas de doações (cestas básicas, água, fraldas descartáveis, cobertores, entre outros itens) e 130 voluntários (médicos, enfermeiros, veterinários e bombeiros) transportados gratuitamente na recente crise do Rio Grande do Sul, desde 4 de maio de 2024. 

O Avião Solidário está conectado com o pilar de Valor Compartilhado da Estratégia de Sustentabilidade do grupo LATAM e coloca à disposição da América do Sul toda a experiência logística e a conectividade da companhia. Atualmente, o Avião Solidário mantém parcerias com diferentes instituições no Brasil, como Amigos do Bem, Movimento União BR, Gastromotiva, Por1Sorriso, Instituto Rodrigo Mendes, Amazone-se e SOS Mata Atlântica. 




LATAM Airlines S.A.
www.latam.com


Mulheres ganhariam, em média, R$ 834 a mais por mês se fossem remuneradas pelo trabalho doméstico, indica pesquisa

Nove em cada dez pessoas acreditam que as mulheres se preocupam mais com a casa e a família do que os homens e se sentem exaustas acumulando tarefas domésticas

 

Da faxina ao preparo de refeições, as mulheres ainda são as que mais operam as atividades de casa em comparação aos homens. Um levantamento do Instituto Locomotiva, com base em dados do IBGE, mostra que, caso fossem remuneradas pelo trabalho doméstico, as mulheres brasileiras ganhariam, em média, R$ 834 a mais por mês. Esse valor resultaria em uma massa de rendimento anual estimada em R$ 905 bilhões, evidenciando o impacto econômico invisível do trabalho não remunerado realizado por elas. 

A estimativa considera a quantidade média de horas dedicadas aos afazeres domésticos pelas mulheres brasileiras com 14 anos ou mais e o valor do rendimento médio obtido pelo trabalho doméstico remunerado no Brasil, conforme microdados da PNADC/IBGE. 

“Reconhecer que as mulheres estão sobrecarregadas é um passo, mas não resolve o problema. A realidade é que elas seguem acumulando jornadas duplas e triplas, equilibrando trabalho, casa e família, enquanto a responsabilidade pela organização e planejamento da rotina doméstica continua invisível”, declara Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva. 

Pesquisa do Instituto Locomotiva e QuestionPro revela ainda que 91% dos brasileiros acreditam que as mulheres estão exaustas em acumular trabalho externo e atividades domésticas. A pesquisa, que ouviu 1.283 pessoas em todo o país, aponta que nove em cada dez pessoas acreditam que as mulheres se preocupam mais com a casa e a família do que os homens. 

O trabalho doméstico e os cuidados com a casa e a família são componentes fundamentais na rotina dos lares brasileiros, porém a distribuição segue um padrão estruturalmente desigual. A carga dessas atividades recai predominantemente sobre as mulheres, que muitas vezes acumulam funções. Entre as atividades domésticas, os homens se destacam mais naquelas consideradas pontuais, como lavar a louça e trocar toalhas e roupas de cama. No entanto, mesmo nessas tarefas, a responsabilidade principal segue sendo declarada pelas mulheres, o que evidencia um cenário de sobrecarga e divisão desigual. 

De acordo com o levantamento, 85% das mulheres declaram que estão à frente da organização geral da casa, contra 54% dos homens. Além disso, na hora e lavar a louça, 82% das mulheres afirmam ser as principais responsáveis pela tarefa, enquanto 64% dos homens dizem o mesmo. mesmo percentual de mulheres (82%) também se declara como principal responsável pela troca de toalhas e roupas de cama usadas, enquanto entre os homens esse número é de 44%. 

O preparo de refeições é outra atividade em que 81% das mulheres se declaram como principais responsáveis, contra 52% dos homens. Já lavar, secar, passar e guardar roupas limpas é uma responsabilidade principal para 80% das mulheres, enquanto apenas 42% dos homens se identificam dessa forma. A faxina da casa – incluindo varrer o chão e limpar poeira – é apontada como responsabilidade principal por 79% das mulheres, frente a 44% dos homens. 

A predominância segue sendo padrão quando o assunto é limpeza de armários e geladeira e limpar a cozinha –, com 78% das mulheres se declarando como principais responsáveis, frente a 46% dos homens. Da mesma forma, apenas 46% dos homens assumem a responsabilidade principal pela limpeza do banheiro, frente a 76% das mulheres. 

“A pesquisa reafirma que a carga de trabalho doméstico não é dividida de forma justa. Enquanto muitas mulheres assumem praticamente todas as tarefas e viram as principais responsáveis por garantir sua execução, grande parte dos homens se limita a poucas atividades pontuais”, reforça Meirelles.

 

Dia Mundial do Consumidor: baixa qualidade dos produtos e serviços é a principal insatisfação

Baixa qualidade de produtos e serviços lidera as queixas dos consumidores; ISO 9001 é uma solução indicada para elevar padrões e fortalecer a confiança

 

O Dia Mundial do Consumidor, celebrado em 15 de março, chega este ano com uma reclamação principal, apontada por 26% dos pesquisados, sobre a baixa qualidade de produtos e serviços, de acordo com a pesquisa CX Trends 2025, da Octadesk. Além disso, atrasos na entrega (24%), propaganda enganosa (24%), problemas no atendimento (20%) e falta de retorno sobre reclamações (18%) também figuram entre os principais motivos de insatisfação. 

Para enfrentar esse desafio, a norma ISO 9001 – Sistema de Gestão da Qualidade – se apresenta como uma solução eficaz para garantir a qualidade dos produtos e serviços. O regramento internacional é focado na satisfação do cliente e é uma ferramenta para que as empresas implementem processos estruturados e promovam a melhoria contínua. Além de poupar custos permitirá levar ao consumidor um serviço ou produto de mais qualidade. 

A ISO 9001, que também é certificável, foi a primeira norma de Sistema de Gestão criada e é a mais adotada em todo o mundo. O processo de certificação envolve a implantação, auditorias internas e acompanhamento contínuo para garantir que as diretrizes da norma sejam corretamente aplicadas.

Segundo José Joaquim do Amaral Ferreira, vice-presidente de Sistemas e Pessoas da Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade (Abrac), a certificação representa um diferencial competitivo para as empresas. “A certificação da ISO 9001 numa empresa não apenas implica numa melhoria da qualidade dos produtos e serviços, mas também fortalece a relação de confiança entre empresas e consumidores. Quando uma empresa obtém essa certificação, demonstra um compromisso real com a satisfação do cliente, refletindo-se em processos mais eficientes e na redução de problemas recorrentes”, destaca. 

A norma permite a otimização da eficiência operacional, acessar novos mercados e evoluir a partir de resultados já positivos. “Com a melhoria na organização dos processos, a implantação e certificação acreditada da ISO 9001 traz uma base sólida dentro da organização para a adoção de práticas ESG (Environmental, Social, and Governance, em português, ambiental, social e governança)”, conclui José Joaquim do Amaral Ferreira.

 

Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade - Abrac


Demanda por profissionais de IA deve crescer 150% em 2025; saiba como fazer curso gratuito na área

Os interessados podem se inscrever no site do Qualifica SP até 31 de março 

 

No Brasil, a demanda por profissionais de inteligência artificial (IA) deve crescer 150% em 2025, segundo uma pesquisa da Associação Brasileira de Empresas de Software (ABES). Neste contexto, o Qualifica SP, programa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), está com um milhão de vagas abertas no curso gratuito “Ia Para Todos”, oferecido a moradores do estado de São Paulo alfabetizados, sem idade mínima e máxima exigidas.

 

A qualificação é oferecida em parceria com a StartSe no formato on-line em modo assíncrono, o que permite o estudante realizá-la quando e onde quiser. A jornada de aprendizado é dividida em quatro módulos e o curso tem um total de quatro horas e pode ser concluído em até três meses.

 

Os interessados devem se inscrever até 31 de março no site: www.qualificasp.sp.gov.br. Após o cadastro, o início é imediato. Ao final, os alunos receberão certificado emitido pela StartSe.

 

Parcerias de sucesso 

Em 2024, o Qualifica SP já havia realizado outras parcerias para cursos de IA com o Google Cloud; e de computação em nuvem, com a Microsoft, proporcionando qualificação gratuita para quem deseja ter conhecimento em novas tecnologias. 

 

Foi o caso de Guilherme Camargo, 22 anos. Morador da cidade de Piedade, na Região Metropolitana de Sorocaba, ele é formado em Tecnologia da Informação (TI) e participou de um dos cursos de IA, por meio do programa. “A IA está muito em alta hoje em dia. Minha principal motivação para fazer o curso foi crescimento profissional e penso que, mais pra frente, com essa qualificação, também será possível melhorar ainda mais o meu salário”, conta o ex-aluno.

 

O jovem também explica que tem observado o crescimento na demanda por profissionais com expertise em IA no mercado. Segundo ele, a ideia é se especializar cada vez mais para que possa atender às necessidades de empresas que buscam mão de obra qualificada. “Cada vez mais a IA está inserida no mercado. Várias empresas já estão implementando requisitos sobre isso”, reforça.

 

Yasmin Alves Nascimento, 25 anos, teve uma motivação parecida. Moradora de Jacareí, no Vale do Paraíba, ela também é profissional de TI e, assim como Guilherme, está atenta às novas tendências tecnológicas. Por meio do Qualifica SP, a jovem realizou os cursos de IA e de computação em nuvem.
  

“Em termos de conhecimento técnico, ambos os cursos são extremamente relevantes para o mercado de TI. Tive a oportunidade de trabalhar com projetos reais, utilizando as plataformas que o mercado emprega, como a nuvem do Google Cloud e da Microsoft Azure. A computação em nuvem e a inteligência artificial estão no centro da transformação digital das empresas, a maioria delas já utiliza essas tecnologias. Agora, eu tenho um conhecimento intermediário que permite me aprofundar ainda mais e, no futuro, conquistar oportunidades na área”, explica. 

  

Secretaria de Desenvolvimento Econômico - SDE

 

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