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terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Dia do Atleta Profissional (10/02): Patrocínio impulsiona a carreira de atletas

Profissão é instituída por lei, mas no Brasil os atletas enfrentam muitos desafios, especialmente a carência de patrocínios


Muito além de ser considerada apenas uma promotora da saúde e do bem-estar, a prática esportiva é também uma atividade profissional instituída e regulamentada pela Lei n° 9615, de 1998, conhecida como Lei Pelé. Para reconhecer o esforço e o comprometimento dos homens e mulheres que se dedicam aos esportes, em 10 de fevereiro é celebrado o Dia do Atleta Profissional. 

Mas, no Brasil, para atingir essa elite, os desafios são muitos. Segundo a pesquisa Esportes para todos? O impacto do dinheiro na formação de atletas no Brasil, feita pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box, 74% dos brasileiros não avançaram na carreira esportiva por falta de investimento financeiro.  

Mesmo com políticas públicas como o Bolsa Atleta e a Lei nº 10.264/01 —  que determina que 2% de toda a arrecadação bruta das loterias federais sejam repassadas ao Comitê Olímpico Brasileiro (85% desse valor) e ao Comitê Paralímpico Brasileiro (15%) —  isso não é suficiente para garantir que os esportistas consigam se manter na profissão.

 

Condições de competir

Para custear tudo o que precisam, esses profissionais buscam apoio no setor privado. “O patrocínio a atletas profissionais é uma iniciativa essencial para garantir que nossos esportistas tenham condições adequadas de treinamento, competição e desenvolvimento contínuo”, explica o coordenador do curso de Educação Física do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), Geovani Rodrigues da Silva. 

Com mais de R$ 3,7 milhões investidos em atletas profissionais entre 2022 e 2024, a instituição de ensino superior do Noroeste paranaense tem patrocinado talentos de vários esportes como atletismo, natação, handebol e karatê. “Investir no esporte é investir no futuro. Esse apoio que oferecemos se traduz em melhores condições de treino, equipamentos adequados, participação em campeonatos dentro e fora do Brasil e fortalecimento do esporte regional e nacional”, complementa Silva.

 

Apoio faz a diferença

Entre os esportistas patrocinados pelo Centro Universitário Integrado, está a atleta olímpica Flávia Maria de Lima, do atletismo. Ela participou dos Jogos Olímpicos Paris 2024, onde disputou os 800 metros rasos.  

Para ela, o apoio da instituição de ensino superior foi fundamental para chegar à competição. “Com o patrocínio do Integrado, fui à Europa e participei de disputas de alto rendimento, que me prepararam para conquistar a vaga para as Olimpíadas”, conta. 

Vitórias na Europa

Flávia teve uma série de ótimos resultados na Europa, pouco antes das Olimpíadas. No dia 2 de junho de 2024, ela venceu os 800m com o tempo de 2min01.89 e bateu o recorde da prova no Meeting, realizado em San Vito al Tagliamento, na Itália. 

Depois, no dia 8 de junho, ganhou os 800m do BMC Grand Prix de Watford, na Inglaterra, com o tempo de 2min01.26, assumindo a liderança do ranking brasileiro em 2024. Em seguida, no dia 16, Flávia obteve o melhor resultado da temporada; com tempo de 2min00.92 e ficou em segundo lugar no Meeting de Troyes, na França. A jornada europeia terminou com um terceiro lugar no Meeting de Bilbao, na Espanha, em 18 de junho.

 

Segurança para se dedicar aos treinos

Ana Caroline Tardivo, também do atletismo, é outra atleta apoiada pelo Integrado. Ela relata que a segurança do patrocínio a permite focar nos treinamentos e trabalhar para buscar os melhores resultados. “Sou muito grata por esse suporte e espero retribuir com dedicação e conquistas”, diz. 

As atletas, além do patrocínio, também recebem bolsas de estudo do Centro Universitário Integrado para fazerem suas graduações. Ambas cursam Nutrição.



Dicas para melhorar o desempenho

Praticar esporte é uma excelente atividade física e traz muitos benefícios para a saúde do corpo e da mente. O exercício ajuda na prevenção de doenças, melhora o condicionamento, reduz o estresse e promove o bem-estar. Também fortalece a socialização, o senso de comunidade, proporciona uma vida mais equilibrada e saudável.

Para quem não é atleta profissional de alto rendimento, mas gosta de se fazer atividades físicas com regularidade, o coordenador do curso de Educação Física do Centro Universitário Integrado, Geovani Rodrigues da Silva, dá 5 dicas que ajudam a melhorar o desempenho e a evitar lesões. Confira:

 

1) Alongamento e aquecimento: Prepare seu corpo antes e depois da atividade física. É fundamental fazer um aquecimento e alongamento antes e finalizar com um alongamento depois. Isso pode amenizar a incidência de lesões e melhorar a flexibilidade.

 

2) Alimentação adequada: Consuma alimentos ricos em nutrientes que forneçam energia e auxiliam na recuperação muscular.

 

3) Treinamento técnico: Conheça os fundamentos do esporte que pratica e busque aprimoramento constante. Antes de fazer os exercícios, busque ajuda de um profissional para avaliar seu condicionamento e saúde.

 

4) Descanso e recuperação: O descanso é essencial para evitar fadiga excessiva e melhorar o desempenho a longo prazo.

 

5) Hidratação: Beba bastante água antes, durante e depois dos treinos para manter o corpo em equilíbrio.

  

Centro Universitário Integrado


Vale-refeição: O vilão do prato-feito que devora o bolso do trabalhador e estrangula restaurantes

O setor representado pela Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp) tem enfrentado desafios significativos, desde os impactos da pandemia da Covid-19: elevada tributação sobre a folha de pagamento, energia cara (sem contar os apagões constantes), dólar em alta e seu reflexo na Agricultura, além de inflação no topo da meta e com direito à pressão no preço dos alimentos. Como se tudo isso ainda não fosse suficiente, um grande vilão tem sido, há anos, uma pedra no sapato das empresas do segmento: as taxas cada vez mais abusivas do vale-refeição. 

Em tempos de crise, a marmita comercializada no varejo (e que caiu, definitivamente, no gosto do brasileiro) e o popular prato-feito têm sido alternativas eficazes e práticas, além de mais econômicas e, por isso, mais acessíveis aos trabalhadores - muito mais do que preparar a refeição em casa, por exemplo. 

Recente pesquisa da Fhoresp revela que, nos últimos três anos, mesmo diante de tamanhas adversidades, restaurantes e bares ficaram com preços 14,4% abaixo dos aumentos promovidos nos produtos nas prateleiras dos supermercados. Trata-se de um esforço que reflete o compromisso do setor em proteger os consumidores de aumentos excessivos. 

Para o segmento, o que mais emprega no Brasil, segurar os preços do cardápio, para não encarecer ainda mais o custo da refeição ao cliente final, compromete as já estreitas margens de lucro, especialmente nos restaurantes populares. 

Se o governo federal quiser, realmente, baratear os preços dos alimentos, precisa enfrentar o vilão de frente, ou seja, as taxas do vale-refeição. Isto porque, diferentemente do que alegam as operadoras — elas falam em 4% — na prática, e em verdade, chegam a absurdos 14%, com todos os “penduricalhos” inerentes à atuação. É por isso que, cada vez menos, restaurantes aceitam pagamento desta natureza, transformando o mesmo num, digamos, “mal necessário”. 

É preciso reduzir taxas como esta em tela, drasticamente; abrir o mercado para a competição saudável; criar regras de interoperabilidade para as gestoras destes benefícios; e, especialmente, autorizar a Caixa Econômica Federal (CEF) a operar na área, sem exclusividade, mas como uma espécie de player reguladora. Seria, assim, uma tentativa de moralizar este expediente. 

Para se ter uma ideia, este mercado ficou tão sem controle, que até é possível ter taxas próximas das sugeridas pelas operadoras (acrescidas dos penduricalhos). Todavia, é necessário que o restaurante se torne membro de alguma associação do setor. Que fique claro: esta não é uma crítica a essas entidades, que, de alguma forma, buscam proteger seus associados. Contudo, além de causarem concorrência desleal, retratam a distorção do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) - política pública federal instituída em 1976, que concede incentivos fiscais e que deu origem ao vale-refeição e ao vale-alimentação no Brasil. 

A desestruturação do PAT é tanta que, até pouco tempo atrás, as altas taxas cobriam até o “rebate”, ou seja, as gestoras davam “desconto” para grandes empresas as contratarem. Este conjunto de práticas deletérias deixa o próprio trabalhador, destinatário do “benefício”, no prejuízo, pois o restaurante precisa repassar os custos disso à refeição. 

O compromisso em entregar serviços de excelência e com valor acessível não apenas torna a alimentação fora de casa uma necessidade, mas, sim, uma escolha que valoriza a qualidade de vida e promove um futuro sustentável para restaurantes, bares e seus consumidores.

 

Edson Pinto - diretor-executivo da Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp); presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes e Bares de Osasco, Alphaville e Região (SinHoRes); mestre em Direito, pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP); e autor do livro “Lavagem de Capitais e Paraísos Fiscais” (Editora Atlas)


Trabalho multigeracional e liderança

 

Como usar a Neurociência e o estudo do comportamento para minimizar os conflitos de times multigeracionais

 

Um dos principais desafios dos líderes no ambiente corporativo é gerenciar equipes com diferentes perfis geracionais, cujas prioridades, comportamentos e expectativas são profundamente diferentes. Essa convivência pode ser uma fonte de conflitos, mas também um terreno fértil para inovação e crescimento, quando bem gerenciada. 

Cada geração carrega traços moldados por contextos históricos, econômicos e tecnológicos únicos. Essas influências impactam diretamente seus valores, comportamentos e formas de se relacionar no trabalho. 

Ao explorar o potencial único de cada geração — a experiência da geração X, o senso de propósito dos Millennials e a inovação digital da geração Z —, os líderes podem criar times mais conectados, criativos e resilientes. Para isso, a neurociência e estudos comportamentais oferecem insights poderosos que podem transformar a maneira como profissionais interagem no trabalho. 

A especialista em Neurociência e sócia da Santé, Andrea Petrillo ressalta que as People Skills — ou habilidades interpessoais — são essenciais para integrar gerações. Essas habilidades envolvem comunicação eficaz, empatia, capacidade de resolver conflitos e flexibilidade para entender perspectivas diferentes. 

“Por exemplo, enquanto a geração X prefere reuniões formais e e-mails, a geração Z se comunica melhor por plataformas digitais e respostas rápidas. Reconhecer essas diferenças pode evitar ruídos e fortalecer as relações interpessoais no time”. 

Ela também lembra que a neurociência mostra que o cérebro é moldado pelas experiências e pelo ambiente. O contexto digital e os estímulos instantâneos que moldaram a geração Z, por exemplo, os tornaram mais sensíveis a recompensas rápidas, como reconhecimento imediato. Por outro lado, a geração X, que cresceu sem tanta tecnologia, tende a ser mais paciente e focada em recompensas de longo prazo. 

“Estudos sobre plasticidade cerebral indicam que líderes podem se adaptar para atender às necessidades de cada geração, criando interações mais efetivas. Além disso, compreender o papel do sistema de recompensa no cérebro ajuda a oferecer feedbacks personalizados e criar estratégias motivacionais para engajar equipes multigeracionais”, reforça Andrea Petrillo.

 

Dicas práticas para líderes gerenciarem gerações diferentes 

Para apoiar liderar de equipes multigeracionais, a especialista listou algumas dicas práticas que podem fazer a diferença no dia a dia das organizações:

 

  1. Adote a escuta ativa:

Reserve tempo para entender as expectativas e preocupações de cada geração. Perguntas simples como “O que você espera dessa tarefa?” ou “Como posso te ajudar a ser mais produtivo?” podem gerar insights valiosos.

  1. Customize o feedback:
    • Para a geração X, foque em resultados claros e objetivos de longo prazo.
    • Para os Millennials, conecte o feedback ao propósito e ao impacto da ação.
    • Para a geração Z, seja rápido, específico e, se possível, faça uso de ferramentas digitais para comunicar reconhecimento.
  2. Fomente um ambiente colaborativo:

Crie espaços onde diferentes gerações possam compartilhar suas experiências e perspectivas. Por exemplo, mentorias reversas podem ser altamente eficazes — enquanto a geração X compartilha sua visão estratégica, a geração Z pode oferecer insights sobre inovação digital.

  1. Invista em treinamentos personalizados:
    Capacitações voltadas para inteligência emocional e liderança podem ajudar os líderes a ajustarem seus estilos, enquanto workshops sobre diversidade geracional promovem maior entendimento entre as equipes.
  2. Crie oportunidades de crescimento:
    A geração Z, em especial, valoriza desafios constantes e planos de desenvolvimento claros. Estruture caminhos para que eles possam crescer e explorar diferentes áreas dentro da empresa.
  3. Valorize a saúde mental e o equilíbrio:
    Incentive práticas que priorizem o bem-estar, especialmente para Millennials e a geração Z, que têm maior consciência sobre saúde mental. Benefícios como horários flexíveis, apoio psicológico e dias dedicados à saúde podem aumentar a retenção e o engajamento.
  4. Faça a delegação dinâmica: Ao delegar tarefas, líderes podem alinhar responsabilidades com os pontos fortes de cada geração. Por exemplo, a geração X pode se sair melhor em projetos de longo prazo, enquanto a geração Z pode liderar iniciativas rápidas e tecnológicas.
  5. Utilize plataformas de feedback: Implementar sistemas digitais de feedback, como o Officevibe ou o 15Five, pode atender à necessidade da geração Z por reconhecimento constante, sem sobrecarregar líderes.

 

Andrea Petrillo - sócia e mentora da Santé. Engenheira formada pela Escola de Engenharia Mauá, tem MBA em Logística e Supply Chain pela FGV e pós-graduada em Neurociência pelo Einstein. É Practitioner pela Sociedade Brasileira de PNL. Possui mais de 17 anos de experiência em gestão de pessoas e processos, com objetivo de aumentar produtividade, lucratividade e reduzir custos. Acredita que os melhores resultados acontecem quando o foco é colocado nos talentos individuais. Possui excelente comunicação e empatia nata, que contribuem para potencializar a performance das pessoas.



Como o workation está redefinindo o equilíbrio entre vida profissional e pessoal

Nos últimos anos, a linha entre trabalho e lazer tem se tornado cada vez mais tênue. Com o avanço do trabalho remoto e das tecnologias digitais, um conceito tem conquistado cada vez mais profissionais ao redor do mundo: o workation (junção das palavras em inglês "work" – trabalho – e "vacation" – férias). Esse modelo permite que as pessoas exerçam suas funções profissionais em qualquer lugar do mundo, ao mesmo tempo em que desfrutam de experiências de viagem.

Em primeiro lugar, o workation é a prática de trabalhar remotamente enquanto se viaja para diferentes destinos, portanto, em vez de tirar férias convencionais, onde o profissional se desconecta completamente do trabalho, ele continua exercendo suas funções durante a viagem, mas em um ambiente mais inspirador e relaxante.

Esse conceito se tornou especialmente popular após a pandemia, quando muitas empresas adotaram políticas mais flexíveis de trabalho remoto. Hoje, profissionais de diversas áreas, como tecnologia, marketing, design e consultoria, aproveitam essa tendência para combinar produtividade e lazer.

Muitos destinos turísticos já perceberam essa tendência e começaram a se adaptar para receber nômades digitais e trabalhadores remotos. Locais como Bali, Lisboa, Chiang Mai e Florianópolis oferecem boa infraestrutura, coworkings, cafés com Wi-Fi de qualidade e um custo de vida acessível. Além disso, hotéis e resorts também estão investindo em espaços para trabalho remoto, oferecendo salas de reunião, internet de alta velocidade e ambientes silenciosos para videoconferências. Assim, o profissional pode equilibrar compromissos profissionais e momentos de descanso sem precisar sair do local.

Outra tendência crescente é o workation em grupo, onde equipes inteiras viajam juntas para trabalhar de um novo local por um período determinado. Isso fortalece o espírito de equipe e melhora a colaboração, sem abrir mão do turismo e da experiência cultural.

Dentre as inúmeras vantagens do workation, está o aumento de produtividade e criatividade, uma vez que a mudança de cenário ajuda a reduzir o estresse, estimular a criatividade e aumentar o foco nas tarefas. Muitos profissionais relatam que se sentem mais produtivos quando trabalham em um local diferente do habitual.

O workation também permite equilibrar melhor vida profissional e pessoal. Imagine terminar um dia de trabalho e poder relaxar na praia, explorar uma cidade histórica ou aproveitar uma trilha na montanha. Isso contribui para um maior bem-estar mental e físico. Muitos profissionais que adotam esse modelo de trabalho possuem liberdade para definir seus próprios horários, organizando o dia de acordo com o fuso horário do destino e sua produtividade pessoal. Isso permite um melhor aproveitamento das atrações locais sem comprometer as responsabilidades profissionais.

Além disso, durante um workation, contar com um seguro viagem adequado é essencial para garantir tranquilidade e segurança em caso de imprevistos. Além da cobertura médica tradicional, que protege contra emergências de saúde, é importante escolher um plano que inclua assistência para equipamentos eletrônicos, como notebooks e smartphones, já que são ferramentas essenciais para o trabalho remoto. Algumas apólices também oferecem suporte jurídico, cobertura para cancelamento de viagem e até reembolso por perda de conexão à internet, garantindo que o profissional possa manter sua produtividade sem preocupações. Antes de embarcar, é recomendável comparar diferentes planos e escolher um que atenda às necessidades específicas do destino e da duração do workation.

Apesar das inúmeras vantagens, é válido destacar que o workation também apresenta desafios. É importante garantir que a conexão com a internet seja confiável, organizar bem a rotina de trabalho e definir limites para não acabar trabalhando excessivamente. Além disso, a compatibilidade de fusos horários pode ser um obstáculo para reuniões e prazos.

Por fim, é importante lembrar que para tornar a experiência mais produtiva, é recomendável planejar bem a viagem, escolher destinos com boa infraestrutura e comunicar-se claramente com a equipe e clientes para que a experiência seja benéfica a todos.

O workation está revolucionando a forma como as pessoas encaram o trabalho e o lazer. Com o avanço das tecnologias e a crescente aceitação do trabalho remoto, essa tendência deve continuar se expandindo, permitindo que mais profissionais desfrutem de um estilo de vida flexível e equilibrado. Para quem busca maior liberdade, qualidade de vida e novas experiências sem abrir mão da carreira, o workation pode ser a solução ideal. 




Rafael Costa - superintendente de e-commerce na Allianz Partners Brasil


Defasagem da tabela do IAMSPE preocupa hospitais filantrópicos paulistas

Valores atualmente repassados pelo IAMSPE colocam
 em risco a manutenção da prestação de serviço
FreePik
Subfinanciamento de procedimentos chegam a 115%; Fehosp teme descredenciamento em massa e aumento na demanda pelo SUS 

 

A rede hospitalar filantrópica do Estado de São Paulo enfrenta desafios cada vez mais complexos para assegurar a continuidade do atendimento aos servidores públicos estaduais conveniados ao Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (IAMSPE). No centro dessa crise encontra-se a defasagem da tabela de remuneração adotada pelo Instituto, que, como a tabela utilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), não acompanha a escalada dos custos operacionais. 

Comparados à Tabela SUS Paulista, os valores atualmente repassados pelo IAMSPE colocam em risco a manutenção da prestação de serviço. As diárias de UTI adulto, pediátrica ou neonatal, por exemplo, demandam um reajuste de cerca de 80%, enquanto as consultas e o pronto-atendimento necessitam de um aumento de aproximadamente 50%. Procedimentos como cirurgias urológicas e do aparelho digestivo apresentam defasagens de 86% e 115%, respectivamente. Os partos, tanto normais quanto cesarianas, estão subfinanciados em 50%, e exames complexos, como ultrassonografia, necessitam de aumento de 105%. Esses índices evidenciam a distância entre os custos efetivos dos serviços e os valores atualmente repassados, comprometendo a viabilidade financeira da rede filantrópica no estado de São Paulo, segundo a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp). 

“Esse descompasso impõe uma realidade crítica às unidades assistenciais, muitas delas com margens financeiras negativas há anos, já que os aumentos significativos dos preços de insumos e dos equipamentos médicos não foram refletidos nos valores praticados, resultando em uma pressão insustentável sobre o orçamento das instituições. Esse cenário afeta desde internações e consultas ambulatoriais até cirurgias e exames diagnósticos, prejudicando a manutenção do atendimento de qualidade”, salienta o diretor-presidente da Fehosp, Edson Rogatti. 

Diante do cenário, muitos hospitais se veem obrigados a suspender consultas e procedimentos agendados por servidores públicos estaduais e seus dependentes. O problema, no entanto, é ainda maior, pontua Rogatti. “Caso essa situação não seja resolvida, pode ocorrer um descredenciamento em massa do IAMSPE, pois os médicos podem optar por não atender pela tabela atual, que é menos vantajosa, e atender pelo SUS, uma vez que a Tabela SUS Paulista tem garantido uma boa remuneração e contribuído para a recuperação financeira das instituições”, diz. “Isso pode resultar em aumento na demanda pelo Sistema Único de Saúde, que já sofre com filas de atendimento, causando um impacto devastador na rede de saúde, como está sendo alertado há tempos, além de afetar toda a população que depende dessas instituições, principalmente para atendimentos de média e alta complexidade”, completa. 

 

Busca por solução 

A Fehosp tem se esforçado na busca por soluções e criou uma comissão específica para identificar as demandas das instituições e formalizar as propostas junto ao governo estadual, enfatizando a urgência de uma atualização da tabela de remuneração. 

“Além dessas medidas, é fundamental que o governo estadual e os gestores do IAMSPE promovam uma revisão abrangente das políticas de financiamento da saúde, levando em conta a dinâmica do mercado e a inflação dos insumos hospitalares. A implementação de mecanismos de reajuste periódico e de incentivos financeiros para a manutenção dos serviços de alta complexidade é fundamental para evitar o colapso da rede filantrópica”, frisa Rogatti. 

O diretor-presidente da Fehosp lembra que uma abordagem integrada para o problema, que envolve diálogo contínuo com os gestores das instituições, é condição para o sistema alcançar a sustentabilidade financeira, preservar a capacidade de atendimento aos servidores públicos e seus dependentes, além de garantir que a população em geral continue tendo acesso a um serviço de saúde de qualidade, sem sobrecarregar o sistema público. 

“A experiência bem-sucedida da Tabela SUS Paulista demonstra que a atualização dos valores pagos é o melhor caminho nesse sentido. E sem uma revisão urgente e eficaz da tabela de remuneração do IAMSPE, o risco de desassistência vai aumentar. Dessa maneira, é hora de todos assumirem o compromisso com ações concretas e um diálogo transparente para construir um sistema de saúde mais resiliente e justo para todos os paulistas”, conclui. 

  

Fehosp - Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo

 

Combater o bullying é uma prioridade no iní­cio do ano letivo

A crescente incidência de bullying entre adolescentes exige mais atenção e iniciativas de conscientização

Com o início do ano letivo, milhões de crianças e adolescentes retornam às salas de aula. Este é o momento ideal para refletirmos sobre um assunto que permeia este ambiente e pode afetar significativamente a vida de muitos deles. Estamos falando do bullying, prática que ocorre frequentemente no ambiente escolar, pode gerar prejuízos para a saúde física e mental dos envolvidos.

O bullying pode se manifestar de diferentes formas, tanto físicas quanto psicológicas e no mundo hiperconectado em que vivemos, pode também ser virtual. Essas práticas afetam crianças e jovens de diversas idades e em diferentes contextos sociais. Infelizmente, os impactos não se limitam à  infância e adolescência podem se estender para a vida adulta, com sérias consequências como depressão, baixa autoestima e até mesmo tentativas de suicídio.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatí­stica (IBGE), a incidência de bullying tem crescido bastante nos últimos anos, especialmente na faixa de 13 a 17 anos. A pesquisa revelou que, entre os meninos, o percentual de casos aumentou de 32% para 35,4% entre 2009 e 2019. Já entre as meninas, foi de 28,8% para 45,1% no mesmo período. Esses números mostram a urgência de ações de conscientização e prevenção.

Um dos maiores desafios no combate ao bullying é que muitas vezes as vítimas não compartilham a situação com seus pais ou responsáveis. Por isso, é fundamental que educadores e familiares fiquem atentos aos sinais de alerta e sempre conversem com as crianças e adolescentes. Mudanças comportamentais, como isolamento social, pedidos frequentes para não ir à escola, quedas no desempenho escolar, roupas ou livros danificados e hematomas inexplicáveis, podem indicar que algo está errado.

Em 2022, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) iniciou uma importante campanha de conscientização voltada para o combate ao bullying e ao cyberbullying, com o objetivo de alertar, esclarecer, disseminar informações, educar e reduzir os índices de casos.

A ABP tem se dedicado a promover a conscientização sobre o bullying e por isto desenvolveu uma cartilha educativa, com informações e estratégias para o enfrentamento do bullying nas escolas. A cartilha, que estão disponí­vel gratuitamente, é uma ferramenta muito útil para apoiar tanto educadores quanto pais e responsáveis, para que possam identificar e saibam como agir nessas situações. Clique aqui para fazer o download.

A colaboração com as escolas e com as famílias é uma parte fundamental para que a conscientização chegue a mais crianças e adolescentes, criando ambientes mais seguros e acolhedores. A luta contra o bullying é uma responsabilidade de todos nós. A imprensa também desempenha um papel importante colocando este tema em pauta.

Conheça mais sobre a campanha:
https://www.abp.org.br/contra-o-bullying



DIA DA INTERNET SEGURA: DESCUBRA COMO PROTEGER SEUS DADOS ONLIN

Perito em crimes digitais mostra o que é preciso fazer para estar mais protegido no ambiente online

 

O Dia da Internet Segura, celebrado em 2025 no dia 11 de fevereiro, é uma data dedicada à conscientização sobre a segurança digital e boas práticas para proteger os usuários contra crimes cibernéticos. Criado em 2004, pela rede Insafe, e adotado no Brasil desde 2009, o movimento busca educar pessoas e empresas sobre os riscos do ambiente online, promovendo mais segurança para todos. 

Com a crescente digitalização das interações e transações, garantir a segurança na internet se tornou essencial. Em 2022, por exemplo, 30,18 milhões de senhas foram vazadas no Brasil, de acordo com um levantamento do SafeLabs e da ISH Tech. Esse número alarmante só aumenta a cada ano e reforça a importância de adotar medidas de proteção para evitar a ação de criminosos cibernéticos.

O perito em crimes digitais e CEO da EnetSec, Wanderson Castilho, destaca que a segurança digital pessoal depende, principalmente, de hábitos simples que podem minimizar os riscos. “O maior desafio que enfrentamos hoje é que a presença da tecnologia, com todos os nossos dados pessoais, fotos, contatos e documentos, ainda não está associada a boas práticas de segurança. Poderíamos evitar muitos golpes com educação virtual e precaução”, afirma Castilho.
 

Dicas para manter sua segurança online

Para marcar o Dia da Internet Segura, Castilho reuniu algumas práticas essenciais para proteger seus dados e evitar golpes:
 

1. Crie senhas seguras e atualize-as regularmente
Usar a mesma senha para diversas contas pode parecer prático, mas é um grande risco. “Se uma conta for comprometida, todas as outras podem estar”, alerta Castilho. O ideal é utilizar senhas únicas, misturando letras maiusculas e minúsculas, números e símbolos. Além disso, a troca periódica, a cada três meses, reduz os riscos de vazamento.
 

2. Habilite a autenticação em dois fatores
Essa camada extra de proteção adiciona uma barreira contra invasores, tornando mais difícil o acesso não autorizado às suas contas, mesmo que a senha seja descoberta. Embora o processo varie de acordo com a plataforma utilizada, geralmente, a habilitação pode ser feita por meio do acesso às configurações de conta de cada aplicativo. Ao ativar a autenticação de dois fatores será necessário escolher uma outra forma de verificar o dispositivo, seja por envio de email, código SMS, chave de segurança ou outras formas.
 

3. Cuidado com links suspeitos
Golpes como phishing são comuns e utilizam e-mails e mensagens fraudulentas para enganar usuários. Neles, costumam haver links, que parecem legítimos, mas que são capazes de invadir sistemas para roubar informações pessoais como endereço, números de telefones, documentos e dados bancários. “O ideal é não clicar em links desconhecidos e sempre verificar a procedência antes de compartilhar”, ressalta o especialista.
 

4. Evite redes Wi-Fi públicas
Conexões abertas de Wi-Fi podem expor seus dados a ataques, uma vez que as redes públicas carecem de criptografia avançada ou adequada o suficiente para garantir a segurança dos usuários. Por exemplo, se houver um hacker conectado à mesma rede, ele poderá interceptar os dados transmitidos entre os usuários e ver toda a atividade online realizada naquele momento. Isso inclui senhas, informações bancárias, email, mensagens, pesquisas e muito mais.
Caso precise usar um Wi-Fi público, evite acessar contas ou inserir senhas importantes. Além disso, certifique-se de desconectar o dispositivo assim que terminar de utilizar a internet. Essas medidas, por si só, não garantem que alguém mal intencionado não terá acesso aos seus dados, mas podem minimizar as chances de um golpe.
 

5. Mantenha seus dispositivos e softwares atualizados
Muito mais do que adicionar novos recursos ou melhorar o desempenho de softwares, atualizações frequentes corrigem falhas de segurança e dificultam ataques de hackers. Elas têm um papel importante quando se trata de segurança digital. “Não atualizar seus softwares mantém vulnerabilidades conhecidas, deixando o usuário desprotegido”, explica Castilho.
 

6. Reduza a exposição nas redes sociais
Redes sociais são ótimas para gerar conexão e compartilhamento, mas o excesso de informações pessoais pode tornar os usuários alvos fáceis para golpes, fraudes e até crimes físicos; uma vez que criminosos podem usar esses dados para planejar ataques ou manipular vítimas. Por isso, evite compartilhar informações pessoais, como localização e detalhes do dia a dia, pois essas ações podem facilitar golpes e fraudes. 

Além dessas dicas, o perito ainda explica que estar atento aos sinais básicos na hora de acessar um site pode poupar muita dor de cabeça. “Prestar atenção se há erros de digitação no nome do domínio ou no site em geral, designs diferentes dos originais e, principalmente, a presença ou ausência do cadeado de segurança na barra de endereços pode ser definitivo entre estar seguro online ou ter suas informações expostas”. 

O Dia da Internet Segura reforça que, apesar dos avanços tecnológicos, a segurança digital ainda depende de escolhas conscientes dos usuários. “Adotar esses hábitos não elimina totalmente os riscos, mas minimiza significativamente as chances de se tornar uma vítima e torna o uso da internet mais seguro e responsável”, conclui Castilho.

 



Wanderson Castilho - perito cibernético e físico, utiliza estratégias de detecção de mentiras e raciocínio lógico para interpretar os algoritmos dos crimes digitais. Autor de quatro livros importantes no segmento e há 30 anos no mercado, Wanderson Castilho refaz os passos dos criminosos virtuais para desvendar a metodologia empregada no crime digital. Certificado pelo Instituto de Treinamento de Análise de Comportamento (BATI) da Califórnia, responsável por treinar mais de 30 mil agentes policiais, entre eles profissionais do FBI, CIA e NSA. Também possui certificados em Certified Computing Professional – CCP – Mastery, Expert in Digital Forensics, é membro da ACFE (Association of Certified Fraud Examiners). E sua recente certificação como Especialista em investigação de criptomoedas pelo Blockchain Intelligence Group, ferramenta usada pelo FBI, o coloca hoje em um patamar de um dos maiores profissionais em crimes digitais do mundo sendo um dos especialistas mais cotados para resolver crimes cibernéticos.

 

Vida de freelancer remoto: veja mitos e verdades sobre a modalidade

Especialista desmistifica quatro concepções que ainda persistem sobre o trabalho freelancer 

 

A vida freelancer é uma opção cada vez mais popular para quem busca flexibilidade e liberdade profissional. Só no segundo trimestre de 2024, os anúncios de emprego da categoria cresceram mais de 27% na comparação com o primeiro trimestre, segundo pesquisa feita pelo Freelancer.com. O estudo aponta ainda que entre os freelas mais populares no mundo, estão Design Gráfico (117 mil vagas) e Desenvolvedor PHP (72,4 mil vagas). Quando esse cenário é somado à possibilidade de conquistar oportunidades remotas para o exterior, fica ainda mais atrativo.

 

“Além da maior flexibilidade na rotina, ser freelancer é uma excelente opção para aqueles que buscam uma maior rentabilidade em sua área de atuação, com a vantagem de realizar vários serviços para diferentes clientes nacionais ou até de outros países, sem sair de casa”, comenta Samyra Ramos, gerente de marketing da Higlobe, fintech de pagamentos para profissionais brasileiros que trabalham remotamente para empresas americanas.

 

Embora esteja se popularizando, ainda é comum ter muitas dúvidas em relação à escolha de se tornar um freelancer. Com o objetivo de esclarecer o tema, a executiva responde quatro afirmações, entre mitos e verdades, sobre o modelo. Confira:

 

1- Freelancers podem trabalhar de qualquer lugar do mundo 

Verdade. Se estivermos falando de uma função remota, uma das grandes vantagens de ser freelancer é a capacidade de trabalhar em qualquer lugar do mundo, a partir de uma conexão estável com a internet. Com a grande oferta de plataformas de trabalho remoto, é possível se conectar com clientes e realizar projetos independentemente da sua localização. Essa liberdade geográfica permite que os freelancers aproveitem a flexibilidade e busquem oportunidades em diferentes países.

 

2- Freelancers devem ter um horário fixo de trabalho

Mito. Na maioria dos casos, os freelancers têm a flexibilidade de horário de trabalho, desde que cumpram os prazos propostos pelos clientes. Isso significa que podem definir seu próprio cronograma de acordo com suas necessidades pessoais e profissionais. No entanto, é importante lembrar que a disciplina e a organização são fundamentais para garantir a conclusão dos projetos dentro da data limite.

 

3- Os freelancers não tem acesso a nenhum benefício trabalhista  

Mito. Embora os benefícios não sejam iguais aos tradicionais da CLT, como plano de saúde e férias remuneradas, eles têm outras vantagens. A liberdade de escolher seus clientes e projetos, definir suas próprias taxas e manter uma maior autonomia em relação ao trabalho podem ser fatores suficientes para a tomada de decisão. Além disso, se o profissional optar por receber os seus pagamentos como MEI ou ME e pagar todos os tributos terá acessos aos benefícios trabalhistas da categoria, como auxílio-doença, auxílio-maternidade, dentre outros.  

 

4- Freelancers sempre ganham menos que um CLT 

Mito. Embora a renda de um freelancer possa variar de mês para mês, isso não significa necessariamente que eles não possam ter uma renda estável e ganhar muito bem. Com organização financeira, construção de uma rede de contatos contínua e busca de clientes regulares, os freelancers podem garantir uma fonte de renda constante. Além disso, é possível ter clientes em outros países e ganhar em moeda estrangeira – a Higlobe é um exemplo de método de recebimento de pagamentos em dólar no Brasil – o que pode aumentar significativamente a renda mensal.


Brasileiros gastam mais de R$ 100 mil para cruzar a fronteira ilegalmente enquanto opções legais e mais econômicas são ignoradas

Advogado alerta para os riscos da imigração ilegal, questiona altos custos da travessia e denuncia exploração de imigrantes por coiotes e falsas consultorias 

 

Diversas reportagens revelam diariamente que brasileiros ao tentarem entrar ilegalmente nos Estados Unidos, pagaram valores exorbitantes para atravessar a fronteira, muitas vezes desembolsando mais de R$ 100 mil por pessoa para os chamados coiotes – grupos especializados no tráfico humano. Apesar do alto custo e dos riscos envolvidos, muitos acabam presos e extraditados, além de sofrerem violência física e abuso psicológico, ao ficarem expostos às redes criminosas que exploram imigrantes em situação vulnerável. 

Diante desse cenário, é preciso refletir. Será que vale a pena iniciar essa jornada por um caminho criminoso? Será que cruzar a fronteira ilegalmente é realmente mais barato do que buscar um visto legal? Afinal, existem opções acessíveis de imigração que custam menos do que os valores cobrados pelos coiotes e permitem uma entrada segura e regular nos EUA.

De acordo com Daniel Toledo, advogado especializado em Direito Internacional e sócio da Toledo e Associados, muitos imigrantes acabam tomando decisões equivocadas por falta de informação. “O grande problema é que as pessoas enxergam a entrada ilegal como a única alternativa, quando, na verdade, há vistos que podem garantir um recomeço digno, sem o medo constante da deportação ou de serem reféns de traficantes de pessoas. Muitos gastam pequenas fortunas para entrar nos EUA ilegalmente e, depois, vivem anos em condições precárias, sem poder visitar o país de origem, ver os filhos ou regularizar sua situação”, destaca.


O perigo das falsas consultorias de imigração

Além dos coiotes, que operam de forma criminosa, outra armadilha frequente são as falsas consultorias de imigração. Muitas empresas sem experiência jurídica se apresentam como especialistas em vistos, vendendo promessas irreais e cobrando valores elevados por serviços de qualidade duvidosa. “Muitos imigrantes caem em golpes de empresas que garantem processos fáceis e rápidos, mas que na verdade apenas exploram o desespero dessas pessoas. Um erro no processo de visto pode custar a negação da solicitação e, em alguns casos, até impedir novas tentativas no futuro”, alerta Toledo.

O advogado enfatiza que a escolha de um profissional qualificado faz toda a diferença. O ideal é buscar advogados especializados em imigração, que tenham conhecimento técnico e histórico comprovado de atuação na área. “Imigração não é algo simples. Existem regras, exigências e particularidades em cada processo. Consultorias sem expertise podem comprometer o futuro do imigrante, gerando mais problemas do que soluções”, pontua.


Vistos legais podem ser mais acessíveis do que se imagina

A entrada legal nos Estados Unidos pode ser mais viável do que muitos pensam. Toledo destaca alguns vistos que podem ser alternativas seguras e acessíveis para quem deseja viver nos EUA de forma regular:

EB-2 NIW – Destinado a profissionais qualificados que tenham formação superior e possam demonstrar que sua atuação é de interesse nacional para os EUA.

EB-5 – Permite a obtenção do Green Card por meio de investimentos que gerem empregos no país.

O-1 – Indicado para indivíduos com habilidades extraordinárias em suas áreas, como artistas, atletas e cientistas.

P-1 e P-3 – Opções para esportistas e artistas que desejam atuar temporariamente nos EUA.

L-1 – Para empresários que queiram expandir seus negócios nos Estados Unidos.

“Se o objetivo é construir uma nova vida, que seja com dignidade e segurança. A imigração ilegal traz restrições pesadas, desde dificuldades para conseguir emprego até a impossibilidade de voltar ao Brasil para visitar a família. Já a imigração legal permite acesso a oportunidades reais, sem o medo constante de ser preso ou deportado”, reforça Toledo.


A dura realidade de quem cruza a fronteira ilegalmente

As histórias que a mídia muitas vezes não conta são as de brasileiros que, depois de atravessar a fronteira ilegalmente, vivem em condições precárias, sem poder visitar seus filhos no Brasil ou até mesmo denunciar abusos, com medo de serem deportados. Muitos trabalham em condições análogas à escravidão, são explorados por empregadores sem escrúpulos e ficam presos em um ciclo de ilegalidade que destrói suas chances de um futuro melhor.

“Topei com diversos casos de pessoas que se arrependeram profundamente de ter cruzado a fronteira ilegalmente. O sonho de uma vida melhor se transformou em um pesadelo. Muitos não conseguem emprego fixo, vivem escondidos e enfrentam dificuldades que poderiam ter sido evitadas se tivessem buscado um processo de imigração legal”, comenta Toledo.

A decisão de imigrar deve ser tomada com planejamento e consciência dos riscos envolvidos. Quem busca uma mudança de vida precisa entender que a escolha do caminho certo fará toda a diferença. “Ninguém deveria ter que escolher entre nunca mais ver a família ou viver na ilegalidade. O que parece ser a solução mais fácil pode acabar sendo a pior escolha”, conclui o advogado.

 

 

Daniel Toledo - advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em Direito Internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e sócio da LeeToledo PLLC. Toledo também possui um canal no YouTube com mais de 430 mil seguidores com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB Santos, professor honorário da Universidade Oxford - Reino Unido, consultor em protocolos diplomáticos do Instituto Americano de Diplomacia e Direitos Humanos USIDHR. Para mais informações, acesse o site

 

Toledo e Advogados Associados

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'Processos Autônomos' transformam seu futuro em presente


O planeta está vivenciado uma experiência radical como nunca havia experimentado. O que inúmeras pessoas subestimavam nos livros de ficção científica tornam-se cada vez mais reais e absurdamente próximos. Nas inovações surgiram os chamados ‘Processos Autônomos’. São tecnologias e dispositivos digitais caracterizados por uma grande independência em relação à intervenção humana, quase como se os novos recursos tivessem uma vida própria próxima à ‘biológica’, quando tomam decisões e executam suas tarefas. 

Para respaldar as ações e operações, os Processos Autônomos reúnem e harmonizam tecnologias digitais como inteligência artificial (IA), automação e robótica a fim de decidir, fazer tarefas e também se adaptar a situações, sem que precise de instruções muito bem explicadas para cada passo que será dado. 

Os Processos Autônomos também recorrem ao aprendizado de máquina, ou seja, aquela parte da IA que se faz com base em dados armazenados e aprendem, fazem previsões ou tomam decisões próprias. Assim sendo, podem escolher o melhor caminho para diferentes problemáticas. Todos esses sistemas de aprendizado de máquina são também treinados empregando uma enorme quantidade de dados e algoritmos. 

Em nosso cotidiano os Processos Autônomos já podem ser encontrados facilmente em áreas bem diversas. Estão presentes, por exemplo, na automação industrial, na robótica e nos veículos autônomos, mas serão encontrados, rapidamente, em muito mais ambientes. A verdade é que todo e qualquer esforço repetitivo será substituído por um robô em alguns anos.

Chega a ser espantoso, como com aquelas novas informações que recolhem, aprendem e se adaptam rapidamente para melhorar mais ainda os resultados do trabalho. Os sensores e outros componentes permitem que as máquinas entendam o que está ao redor e tomem decisões assertivas. Por meio da automação avançada ultrapassam as atividades recorrentes e ficam à vontade para realizar ações mais complicadas nas quais se exige uma espécie de raciocínio para resolver problemas. 

O fato é que os Processos Autônomos têm o poder de transformar bastante a vida das pessoas, possibilitando mais comodidade, eficiência e segurança. No entanto, essas novas tecnologias exigem muita responsabilidade dos seus criadores e usuários em relação aos impactos que trarão à sociedade pós-moderna e a nova economia global. Questões éticas também serão inevitáveis e deverão ser bem pensadas para que não ocorram novos problemas para a humanidade. 

De todo modo, o que se vislumbra sobre Processos Autônomos é muito promissor, porque que farão expressivas transformações em diversas áreas do conhecimento e no dia a dia de cada um. Não se pode brigar contra a evolução, mas é preciso compreendê-la, dominá-la, e se assegurar de que todos os riscos sejam controlados.   

Estudiosos dessas mudanças estão seguros que os Processos Autônomos farão uma transformação radical tecnológica e implementarão mais disrupções na forma de trabalhar, viver e pensar. Não haverá muitos limites para que cada vez mais sistemas inteligentes e eficientes sejam incorporados ao cotidiano. O futuro desses sistemas já é o agora e ao que tudo indica a integração entre máquina e homem será cada vez mais natural e continuará crescendo, e melhorando especialmente a personalização ou customização para cada indivíduo, a escala de produção e o nível de qualidade de todo o processo. 

Prepare-se então para daqui a pouco andar em carros, drones, trens e outros meios de transportes sem condutores e talvez quem sabe até sem pilotos humanos. E o que é mais impressionante ainda, mais seguros e com mais eficiência. 

Nas empresas os Processos Autônomos crescerão substancialmente e desta forma o atendimento ao cliente e a análise de dados, por exemplo, terão mais produtividade e custos mais reduzidos. Os robôs autônomos ficarão mais comuns nos ambientes das indústrias, hospitais e naturalmente nas residências. Eles vão atuar nas tarefas cotidianas, mas farão atividades complexas também. A partir da convergência com IoT (Internet das Coisas), a conexão dos sensores possibilitará que máquinas autônomas operem em rede, tomando decisões em diferentes cenários. 

Na parte mais trivial do dia a dia, com base do perfil do indivíduo, os sistemas irão sugerir produtos, filmes, músicas, e outras opções de lazer e entretenimento. O trânsito nas ruas será melhor organizado e mais fluido. E tem mais ainda, na Medicina esse recurso revolucionário poderá auxiliar em diagnósticos precisos, no acompanhamento dos pacientes e até mesmo na execução de cirurgias mais precisas. 

Vão contribuir muito também na telemedicina, porque irão aprimorar as conecções remotas entre pacientes e médicos, evitando muitas vezes a obrigatoriedade da consulta presencial. Além dessas consultas e diagnósticos tradicionais, contribuirão nas pesquisas, promoção de saúde, treinamento e educação continuada de profissionais de saúde, e sobretudo na prevenção de doenças e lesões. 

Juntamente com as questões de sáude, como em diagnósticos e cirurgias, os Processos Autônomos terão grande participação na agricultura, do plantio a colheita, onde as máquinas realizarão a semeadura, irrigação, controle fitossanitário e a colheita com base em dados climáticos e análise do solo. Nas finanças vão estar presentes na análise de riscos e investimentos, detecção de fraudes e também em investimentos automatizados (como os robots-advisors). 

Ao invés de substituir totalmente os seres humanos, os Processos Autônomos devem cooperar, potencializando a eficácia e a produtividade. Na logística e transporte haverá mais a presenças de veículos autônomos, drones de entrega e sistemas automatizados de armazenamento. No setor de manutenção predial, os drones já estão trabalhando nas lavagens de fachadas e grandes estruturas, e farão mais pinturas, dedetização e limpeza. 

Utilizando algoritmos e sensores sofisticados, os robôs poderão montar, inspecionar e contribuir na distribuição e armazenamento inteligente de produtos. Tudo isso com intenção de reduzir custos operacionais e otimização do tempo. E assim será a tendência em outros campos do saber. 

O escritor de ficção científica e bioquímico, Isaac Azimov, para muitos o mais importante nome da divulgação da robótica e tecnologias de automação, narra em seus livros a complexa relação entre robôs, recursos mecatrônicos e seres humanos. Seus escritos também têm contribuído nas reflexões sobre a inteligência artificial e automação, ou seja, em Processos Autônomos no ambiente empresarial ou qualquer tecnologia que funcione de forma independente, seguindo regras pré-programadas ou aprendendo sozinha com base nos dados que recebe. 

O autor russo-americano tem inspirado inúmeros cientistas e engenheiros que se dedicam a criar e desenvolver sistemas de IA e robótica a se preocuparem também com a segurança dos seres humanos e a ética no espaço dessas novas descobertas.  Azimov também projetou um futuro onde humanos e robôs terão uma coexistência e cooperação muito positiva. Portanto, os negócios, oportunidades e obstáculos dessa coexistência deverão ser trabalhados com muita atenção pelos profissionais, juntamente com sua capacidade de pensar, compreender, raciocinar, interpretar e sobretudo aprender continuamente. 

 

Marcello Galindo - consultor técnico e tem formação em Administração e Gerenciamento de Computação/Tecnologia da Informação pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa em Informática - IBPI. É fundador da Urano Drone Wash, empresa especializada em limpeza de fachadas utilizando Drones de alta tecnologia. https://www.uranodronewash.com.br/

 

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