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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Morar nos EUA está ainda mais rigoroso

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou a Lei Laken Riley, que endurece a prisão e deportação de imigrantes ilegais acusados de crimes. Assim, a legislação permite ao Departamento de Segurança Interna deter imigrantes sem julgamento formal e amplia a lista de crimes que resultam em deportação imediata. Além disso, uma série de regras de imigração já ficaram mais rígidas, afetando um território que, segundo o Pew Research Center, tem mais de 11 milhões de imigrantes não autorizados.

A deportação em massa já era uma promessa clara do presidente dos EUA durante a campanha. Ele ressalta que, após a vitória, Trump reafirmou que o foco seria nos imigrantes ilegais com histórico criminal, o que gera preocupação em alguns casos. Então, se a pessoa está fora do status ou entrou pela fronteira, naquele processo que muita gente conhece como ‘cai, cai’, entregou-se às autoridades e tem histórico de crime cometido em solo americano, realmente deve se preocupar, porque esse será o foco das deportações em massa.

Entre as regras de imigração que ficaram mais rígidas estão as que restringem a cidadania por nascimento para filhos de mães em situação irregular e barram a entrada de nacionais de países que não compartilham dados. Tropas também serão enviadas à fronteira sul e a admissão de refugiados foi suspensa. Gangues como MS-13 e Tren de Aragua serão classificadas como organizações terroristas. Cidades-santuário enfrentarão sanções, imigrantes irregulares deverão se registrar e benefícios públicos serão bloqueados e a política “Permaneça no México” voltará a vigorar, exigindo que solicitantes de asilo aguardem fora do país.

Diante das novas medidas, há necessidade de atenção às regras de asilo. Já é jurisprudência pacificada que o pedido de asilo não dá status legal para ninguém, ainda que tenha sido feito durante estadia legal. A pessoa chegou como turista, entrou nos Estados Unidos e foi orientada a pedir asilo. Primeiramente, pode ter, já aí, uma pena grande, inclusive de banimento e cassação do visto, se notarem que ela prestou falsas declarações.

O pedido de asilo, ainda que feito dentro dos seis meses de estadia como turista, não dará à pessoa status legal após o vencimento desse período. Então, a recomendação é de que não utilizem o pedido de asilo para ganhar tempo em solo americano, pois serão considerados fora de status do mesmo jeito.

 

Leonardo Leão é CEO da Leao Group - Global e advogado brasileiro, licenciado pela Ordem dos Advogados do Brasil. Mestre em Direito pela University of Miami School of Law, pós-graduado em Direito Empresarial e Trabalhista pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Possui MBA pelo Massachussets Institute of Business, além de um amplo conhecimento sobre imigração e internacionalização de carreiras e negócios.


3 ferramentas de Inteligência Artificial que farão diferença na sua carreira em 2025

Colaboradores com maior domínio sobre a utilização do recurso têm maior probabilidade de alto desempenho

 

De acordo com informações divulgadas pelo portal Gartner, o uso efetivo da Inteligência Artificial (IA) exigirá novas habilidades. Os profissionais com maior domínio sobre a utilização dela têm maior probabilidade de alto desempenho em comparação com aqueles que não têm habilidades na ferramenta, tornando-os mais atraentes para promoções e oportunidades em empresas comprometidas com a inovação.

 

Segundo Luciane Schwalbe, Head of Alliances & Partners da ilegra, empresa global de estratégia, inovação e tecnologia, para além da produtividade, integrar a IA à rotina gera um diferencial significativo para os colaboradores no mercado de trabalho atual, aumentando suas oportunidades de carreira. “Na prática, o principal ponto a ser explorado é o aumento do rendimento. A tecnologia pode auxiliar automatizando tarefas repetitivas, que consomem tempo, permitindo que o profissional se concentre em atividades com maior valor agregado, como inovação, estratégia e criatividade. A dica para iniciar com o uso da IA em sua rotina é identificar as atividades corriqueiras, aquelas que fazemos de forma automática, e buscar ferramentas para automatizá-las”, explica a executiva.

 

Atualmente, existem IAs para gerenciar agendas e reuniões, organizar e-mails e compilar relatórios, por exemplo. “Isso não apenas aumenta a eficiência individual, como também reduz o estresse associado a prazos apertados e tarefas acumuladas, promovendo um ambiente de trabalho mais focado e eficiente. É importante destacar que já utilizamos IA no nosso dia a dia de forma natural, como no caso do Waze e Uber. A diferença é que agora estamos direcionando-a para nos auxiliar de forma consciente e pró-ativa devido ao fato que está cada vez menos técnica e mais amigável”, diz Schwalbe. Pensando nisso, a executiva elencou três ferramentas de Inteligência Artificial que farão diferença na carreira em 2025. Confira:


Microsoft Copilot e Google Gemini


O Microsoft Copilot 365 potencializa a produtividade nas aplicações do Office, como a geração automática de sugestões de slides no PowerPoint, o resumo ou melhoria de texto em um arquivo do Word e até mesmo a transcrição de reuniões realizadas pelo Teams. Na mesma linha, o Gemini do Google Workspace oferece funcionalidades que colaboram com a otimização de tarefas diárias, como gerar esboços de relatórios no Google Docs e previsões de vendas baseadas em dados históricos no Google Sheets, otimizando a análise de dados e a tomada de decisões.


ChatGPT e Perplexity


Há também os assistentes virtuais baseados em inteligência artificial, que têm ganhado cada vez mais notoriedade nos últimos tempos, como o ChatGPT e Perplexity. Essas ferramentas auxiliam os usuários a realizar tarefas por meio de interação conversacional e podem ser usados para uma variedade de atividades, como a criação de conteúdo, rascunhos de propostas, análise de informações ou gerar ideias para novos projetos. 

 

GitHub Copilot


Há ainda as IAs específicas para criação de imagens, sons, apresentações, vídeos, dentre outras. Na linha das IAs especialistas, podemos destacar o GitHub Copilot, uma ferramenta voltada para desenvolvedores que acelera a codificação em 55% e eleva a satisfação com o trabalho em até 75%. “As empresas com melhores experiências de trabalho para seus colaboradores alcançaram um crescimento de receita 4 a 5 vezes maior do que seus concorrentes, segundo a McKinsey. Portanto, são disponibilizadas, diariamente, uma infinidade de ferramentas que auxiliam na busca pela produtividade com qualidade e eficiência. Entretanto, é importante destacar a importância de um acompanhamento e diretrizes por parte da empresa com a finalidade de assegurar o uso devido, a confiabilidade e segurança das informações provenientes destas ferramentas” finaliza a profissional.

 


 

ilegra - empresa global de estratégia, inovação e tecnologia.


Pesquisa descobre enzima que transforma óleo de destilação do etanol de milho em biocombustível para aviação

Publicado na Nature Communications, estudo do CNPEM, detalhou estrutura e funcionamento da enzima - além de combustíveis, o processo poderá produzir plásticos e cosméticos



Uma pesquisa do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), encontrou formas de transformar o óleo de destilação do etanol de milho (DCO) em combustíveis renováveis, como bioquerosene para aviação e diesel verde. O estudo, publicado na Nature Communications, detalha a estrutura e o funcionamento de uma enzima natural capaz de gerar hidrocarbonetos similares aos obtidos nas refinarias de petróleo.

 

Imagem da enzima transformando óleo de milho em hidrocarboneto. As cores representam
 os átomos: vermelho para oxigênio, azul-escuro para nitrogênio, verde-azulado
 para carbono e rosa para ferro

A enzima identificada pelo Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR) do CNPEM tem um diferencial importante para que o DCO (do inglês, “distillers corn oil”) assuma um papel de destaque na indústria de combustíveis avançados como diesel verde e bioquerosene para aviação: é altamente eficiente e suporta altas temperaturas, o que permite sua aplicação direta nesse coproduto da produção de etanol de milho — atualmente subaproveitado. 

A enzima é capaz de atuar no processamento do DCO, uma matéria prima ácida com alto teor de ácidos graxos livres. Ela faz a descarboxilação do DCO, removendo oxigênio de ácidos graxos, transformando-os em moléculas muito semelhantes às obtidas no processo de refino do petróleo. Além de combustível, os compostos resultantes podem ser usados na produção de plásticos, cosméticos e outros produtos industriais. 

No Brasil, em 2023, foram produzidas 145.700 toneladas de DCO nas indústrias de etanol de milho, que poderiam ser utilizadas para produção de combustível. Em âmbito global, a produção do DCO é estimada em 4,3 milhões de toneladas por ano. O CNPEM é pioneiro nos estudos sobre o aproveitamento da matéria-prima na produção sustentável de hidrocarbonetos usando enzimas. Para a aplicação industrial ainda há etapas a serem vencidas, mas a descoberta representa um passo importante para que a tecnologia seja licenciada. 

“O grande desafio era encontrar uma enzima que pudesse trabalhar diretamente com materiais brutos e variados, como subprodutos e/ou coprodutos industriais. Não só identificamos essa enzima, mas também elucidamos completamente seu modo de ação e entendemos que características a deixaram extremamente eficiente para atuar no DCO”, explica a pesquisadora Letícia Zanphorlin, do CNPEM, que liderou o estudo. 

Para chegar a essas informações, os pesquisadores transformaram a enzima em cristais para que sua estrutura atômica fosse revelada por cristalografia de proteínas realizada na linha de luz Manacá, do Sirius, acelerador de partículas de 4ª geração do CNPEM, um dos três em atividade no mundo e o maior equipamento científico do país. 

Além do impacto científico, a descoberta tem implicações reais no desenvolvimento sustentável. No Brasil, o etanol de milho é uma indústria crescente, especialmente no Centro-Oeste, onde o milho é plantado entre as safras de soja, sem necessidade de novas áreas agrícolas. O óleo gerado na produção de etanol de milho, que atualmente tem pouca aplicação comercial, agora pode ser convertido em combustível para transporte de longas distâncias, aumentando o retorno econômico da cadeia produtiva, e contribuindo para a circularidade do setor. 

“O CNPEM tem apostado em soluções que prezam pela sustentabilidade de uma maneira mais ampla, indo além da redução das emissões de gases de efeito estufa, e incluindo questões relacionadas ao uso responsável dos recursos naturais e manutenção do equilíbrio dos ecossistemas”, ressalta o diretor do LNBR, Eduardo Couto. 

“A tecnologia agrega valor à cadeia do milho e fortalece a sustentabilidade. Essa cadeia gera o etanol, o DDGS (do inglês, “Distiller's Dried Grains with Solubles”) e o DCO. O DGGS já vira ração animal, e agora o óleo residual pode ganhar uma destinação importante que é o SAF (combustível sustentável para aviação)", explica Letícia. Ela também destaca o potencial de outras matérias-primas, como babaçu e macaúba, que estão no radar para estudos futuros.
 

Ponte com a indústria 

O projeto exemplifica como a inovação científica pode impulsionar a sustentabilidade e a competitividade da indústria brasileira. Financiado pela Sinochen, incorporada pela PRIO – a maior empresa independente de óleo e gás do Brasil – e com o apoio da Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), o estudo recebeu cerca de R$ 10 milhões em investimentos voltados à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. “A indústria do etanol de milho está em franca expansão no Brasil, e essa tecnologia cria uma oportunidade única de transformar subprodutos em itens de alto valor", acrescenta a pesquisadora. O próximo passo é ampliar a escala do processo, buscando novas aplicações no mercado. 

 

CNPEM - compõe um ambiente científico de fronteira, multiusuário e multidisciplinar, com ações em diferentes frentes do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Organização Social supervisionada pelo MCTI, o CNPEM é impulsionado por pesquisas que impactam as áreas de saúde, energia, materiais renováveis e sustentabilidade. Responsável pelo Sirius, maior equipamento científico já construído no Brasil, o CNPEM desenvolve o Projeto Orion, complexo laboratorial para pesquisas avançadas em patógenos. O CNPEM opera os Laboratórios Nacionais de Luz Síncrotron (LNLS), Biociências (LNBio), Nanotecnologia (LNNano) e Biorrenováveis (LNBR), além da Ilum Escola de Ciência, bacharelado em Ciência e Tecnologia, com apoio do Ministério da Educação (MEC).


A busca por eficiência operacional e sustentabilidade no setor de saúde por meio do mercado livre de energia


A crescente preocupação com a eficiência operacional e a sustentabilidade tem impulsionado o setor de saúde a buscar soluções que não apenas reduzam custos, mas também otimizem recursos e promovam a responsabilidade ambiental. Nesse contexto, o mercado livre de energia emerge como uma estratégia inovadora para hospitais, permitindo maior controle sobre os gastos energéticos, flexibilidade contratual e acesso a fontes renováveis. 

Hospitais são instalações com uma das mais altas demandas energéticas entre os setores. Equipamentos médicos de última geração, sistemas de climatização, iluminação ininterrupta e necessidades específicas de áreas críticas, como UTIs e centros cirúrgicos, tornam o consumo de energia um componente significativo das despesas operacionais. Segundo dados do setor, a energia elétrica pode representar até 20% dos custos fixos de um hospital, sendo, portanto, uma área estratégica para redução de despesas. 

No mercado cativo, o modelo predominante no Brasil, as instituições hospitalares dependem de uma única distribuidora de energia, com tarifas reguladas e pouca ou nenhuma margem para negociação. Já no mercado livre, os hospitais podem negociar diretamente com geradores ou comercializadoras de energia, estabelecendo contratos personalizados que atendam suas necessidades específicas. Além disso, é possível optar por fontes sustentáveis, como solar, eólica ou biomassa, alinhando os objetivos financeiros às metas ambientais. 

A flexibilidade do mercado livre oferece benefícios que vão além da simples redução de custos. Com maior previsibilidade e estabilidade tarifária, os hospitais podem planejar seus orçamentos de forma mais eficaz. Além disso, o montante economizado pode ser redirecionado para áreas essenciais, como aquisição de novos equipamentos, treinamento de equipes e melhoria da infraestrutura hospitalar. 

Outro benefício crucial é a contribuição para a agenda ESG (ambiental, social e de governança). Ao optar por energia limpa, os hospitais não apenas reduzem sua pegada de carbono, mas também demonstram um compromisso público com a sustentabilidade, o que pode ser um diferencial competitivo em licitações e no relacionamento com investidores e pacientes. 

Para maximizar os benefícios do mercado livre, é fundamental que os hospitais invistam em uma gestão energética eficaz. Os medidores inteligentes, tecnologia que já é amplamente utilizada em países como Estados Unidos, Reino Unido e Japão, desempenham um papel essencial nesse processo. Esses dispositivos, capazes de monitorar o consumo em tempo real, permitem uma análise detalhada dos padrões de uso de energia. 

Com os dados fornecidos pelos medidores, os gestores podem identificar desperdícios, prever demandas sazonais e implementar medidas corretivas rapidamente. Por exemplo, é possível programar o desligamento de equipamentos em horários de menor necessidade ou reconfigurar sistemas de climatização para maior eficiência energética. Essa abordagem não apenas reduz custos, mas também melhora a sustentabilidade das operações. 

Além das vantagens financeiras e ambientais, o mercado livre de energia também proporciona maior segurança operacional. A comercializadora atua como intermediária entre o hospital e a distribuidora, garantindo suporte em questões como correção de faturas, resolução de problemas técnicos e até mesmo na mitigação de impactos causados por eventuais interrupções no fornecimento. Esse suporte é particularmente valioso em um setor onde interrupções podem colocar vidas em risco. 

O mercado livre de energia apresenta-se como uma solução estratégica para hospitais que desejam equilibrar eficiência, sustentabilidade e segurança. Ao combinar uma gestão energética inteligente com a liberdade de escolha do fornecedor, os hospitais podem alcançar uma redução significativa de custos e contribuir para a construção de um setor de saúde mais sustentável e resiliente. Essa transformação exige planejamento, capacitação e investimento em tecnologia, mas os benefícios de longo prazo tornam o esforço mais do que justificável.
  


Joana Waldburger - COO da Tyr Energia, pioneira no mercado livre de energia no estado do Rio de Janeiro e que atende empresas de diversos setores, como supermercados, shopping centers, condomínios, hospitais e postos de combustíveis. Atualmente, a empresa carioca está presente em mais de 37 cidades brasileiras, em diversas regiões do país.


Chuvas intensas e qualidade da água são grandes desafios impostos pelo Verão

O verão é marcado por altas temperaturas e grandes volumes de chuva em diversas regiões do Brasil. Apesar de sua importância para o abastecimento hídrico, esses períodos de precipitação intensa trazem um desafio crítico para a preservação da qualidade da água. 

Com o aumento das chuvas, ocorre o fenômeno conhecido como escoamento superficial, em que resíduos sólidos, matéria orgânica, agrotóxicos e metais pesados são arrastados para rios e mananciais. Esse processo, agravado pela urbanização desordenada, contribui para a contaminação de fontes hídricas, alterando parâmetros como turbidez e níveis de oxigênio dissolvido. 

Além disso, o excesso de água pode sobrecarregar sistemas de captação e tratamento, dificultando a remoção de contaminantes e aumentando os riscos de abastecimento de água imprópria para consumo. Em regiões sem infraestrutura adequada, o impacto é ainda mais severo, colocando em risco a saúde pública. 

Para enfrentar esses desafios, algumas estratégias têm se destacado nesse cenário, como a adoção de sensores e sistemas automatizados que permitem identificar variações na qualidade da água e ajustar rapidamente os processos de tratamento. Investimentos em soluções baseadas na natureza, como restauração de matas ciliares e construção de jardins de chuva, que ajudam a reduzir poluentes e a proteger nascentes. Tecnologias de tratamento avançado, com processos como ultrafiltração, osmose reversa e sistemas de membranas, que têm se mostrado eficazes na remoção de partículas e substâncias químicas, mesmo em condições adversas de turbidez. 

Além disso, a gestão integrada de bacias hidrográficas, com o planejamento e a articulação entre diferentes setores para o uso sustentável da água são essenciais para garantir a resiliência dos sistemas de abastecimento. 

Também é fundamental promover a conscientização da sociedade sobre o impacto das ações humanas na qualidade da água. O descarte correto de resíduos, a redução do uso de produtos químicos e a proteção de áreas de preservação são medidas que contribuem para diminuir e eliminar os problemas decorrentes das chuvas intensas. 

Investir em infraestrutura, tecnologia e educação é o caminho para enfrentar os desafios climáticos e proteger um dos recursos mais valiosos do planeta, garantindo água limpa e segura para toda população. 

 

André Ricardo Telles - CEO da Ecosan, empresa de soluções sustentáveis para o tratamento de água e recuperação de efluentes. Pós-Graduado em Inovação na Universidade CUOA na Itália, com MBA pela FGV, Telles já publicou livros no Vale do Silício pela IBM-USA e está à frente de inovações que transformam desafios ambientais em soluções de engenharia eficientes e sustentáveis.



O poder do brinde nos negócios

Toda pessoa neste planeta já deve ter tido o sonho de ter um carro esportivo Ferrari. Detalhes como design, motorização, tradição, valor, são algumas das diversas razões para pensar nesse veículo. O que poucos sabem, porém, é que algumas Ferraris já foram entregues como brinde corporativo por companhias e empresas de tecnologia, finanças e setores de muita lucratividade como estaleiros de iate, para executivos de alto escalão, ou mesmo profissionais de negócios com recordes de vendas como um bônus ou prêmio. 

Algumas marcas, entre elas, redes de cassinos e grandes varejistas, já sortearam Ferraris como parte de campanhas para atrair clientes VIPs. As empresas Tupperware e a Mary Kay, também, premiam consultores de alto desempenho com carros de luxo. A indústria de cosméticos Mary Kay, por sinal, ficou mais conhecida nos Estados Unidos por presentear seus colaboradores com Cadillacs cor-de-rosa. 

Brindes corporativos de alto valor agregado, ou premium, como são chamados, também são concedidos para profissionais em campanhas de marketing de incentivo, eventos especiais ou programas de fidelidade. Esse tipo de estratégia basicamente tem como objetivos gerar impacto, reconhecer talento, estimular negócios e principalmente fortalecer a imagem da marca. No entanto, exige um planejamento muito cuidadoso e naturalmente um grande investimento. Assim sendo, não é algo comum de se ver em qualquer país. 

Além de carros, na linha do mercado de luxo, brindes como relógios premium, bolsas de grife são ofertados para clientes VIPs ou executivos de alta performance. No setor de tecnologia a procura de gadgets também é forte especialmente em itens como fones de ouvido sem fio, carregadores portáteis e dispositivos smart.   

Mas itens populares continuam sendo massivos por causa do preço, sua utilidade, benefício e proximidade com o usuário. Qualquer pessoa precisa de uma caneta, uma caderneta, caneca, garrafa, chaveiro, agenda, sacola e outras centenas de alternativas que estão à disposição dos interessados. Seja qualquer que for o mimo, prenda, regalo, gift ou premium, ou seja, um brinde promocional sempre vai gerar com seu oferecimento alguma satisfação no recebedor. 

O que tem sido claro neste momento é que as ativações live marketing com os produtos corporativos continuam sendo uma estratégia eficaz no mercado internacional e está em evolução constante. De acordo com informações da Associação Internacional de Produtos Promocionais (PPAI, na sigla em Inglês) no ano passado o mercado global de brindes corporativos teve um crescimento significativo. A entidade previu uma receita de cerca de US$ 21,6 bilhões para aquele período. 

No Brasil a tendência é a mesma que o mercado internacional. Uma prova disso está na pesquisa, ‘Setor Brindeiro no Brasil 2024’, realizada pela empresa LTP, que estimou que em 2024, o setor movimentou aproximadamente R$ 3,1 bilhões, correspondendo a cerca de 2,5% do mercado mundial. No momento, no campo dos brindes ou produtos promocionais a estimativa é que haja mais de 15 mil itens disponíveis no Brasil e sempre está em crescimento. 

Para fortalecer e estreitar as relações entre clientes e colaboradores, além de engajar mais seu público-alvo, os fabricantes, distribuidores e representantes brasileiros de produtos promocionais têm investido bastante em brindes personalizados, sustentáveis e tecnológicos. Há uma forte demanda também por brindes ecológicos, como itens recicláveis, reutilizáveis e feitos de materiais comprometidos com o meio ambiente e socialmente conscientes. 

Inclusive já há estudos sobre esse interesse no setor. No artigo acadêmico para a revista Redes, do publicitário e pesquisador, Ricardo Steiner, intitulado ‘Desenvolvimento de brinde a partir do reuso de materiais uma perspectiva sustentável’, relata a experiência do desenvolvimento de um tipo de brinde com baixo impacto ambiental a partir do reuso de material reciclável.  

Uma indústria fabricante de produtos plásticos organizou um workshop de cocriação com os funcionários para geração de alternativas de artigos feitos com resíduo sólido industrial. Foi um sucesso de público. Algumas peças-pilotos fabricadas inclusive acabaram sendo depois utilizadas numa premiação dos próprios colaboradores. 

Por intermédio de seu estudo, o pesquisador espera que ajude a desenvolver reflexões sobre a sustentabilidade neste tipo de produto promocional e também tem a ambição que a pesquisa consiga desenvolver e ampliar a visão das empresas e das universidades nas possibilidades de transformação e reinvenção de materiais encarados apenas como resíduo. O mundo dos produtos promocionais nos brindam com novas perspectivas todos os dias. 

Um dos maiores especialistas no setor da promoção de vendas ou de marketing promocional, o publicitário, João De Simoni, no seu livro ‘Gifting – Como oferecer brindes, encantar clientes e fazer bons negócios’ – no capítulo ‘Brindeting: O brinde e seu marketing’ ressalta que aquele objeto antes de tudo é um veículo de comunicação, porque contém estampada a marca ou mensagem de quem está oferecendo o mimo. O objetivo pode ser simpatia ou boa vontade, mas também pode estimular favoravelmente aquele que o recebe para as ideias, produtos ou serviços do doador. Também possui a capacidade de persuadir e facilitar o convencimento de públicos de interesse. 

Para ele, o gift serve para ‘quebrar’, ‘refrescar’ ou eliminar resistência. Após recebê-lo, o receptor fica mais moldável e predisposto a aceitar sem resistência, desde que sejam propostas honestas. O brinde, para aquele especialista em comunicação permite adoçar relacionamentos, quando é adequado. 

De Simoni conclui que o produto promocional é sobretudo uma arma poderosa de defesa e ataque, e cada um o usa no marketing a seu modo. Ele compara simplificadamente a atitude de oferecer um brinde a uma pessoa da mesma forma que se dá mel para ursos, tabletes de açúcar para cavalos, e até os peixinhos para os golfinhos comerem. No entender do publicitário todos animais querem ganhar alguma coisa, inclusive os racionais.    

 

Ana Lence - bacharel em hotelaria pela Universidade Anhembi Morumbi e sócia fundadora da AF Brindes e Criações, empresa que se dedica a produção de brindes personalizados. www.afbrindesecriacoes.com.br


Inteligência Artificial Descomplicada


A inteligência artificial (IA) está transformando a forma como vivemos e a nossa relação com o mundo do trabalho, trazendo eficiência e novos recursos. Analisando algoritmos e uma grande quantidade de dados, a nova tecnologia aprende e realiza tarefas que antes exigiam inteligência humana, otimiza processos e cria soluções inovadoras que podem ser aplicadas em diversos setores como saúde, educação, transporte e segurança. 

O uso da IA já está inserido em nosso cotidiano como nos diagnósticos médicos automatizados, redes sociais, compras online, assistentes virtuais (Alexa, Siri), segurança digital (reconhecimento facial), navegação e transportes (Waze, Google Maps e carros por aplicativos), cursos de educação à distância, personalização de conteúdo em plataformas de entretenimento e até na automação residencial.

Já no mundo do trabalho, o uso de inteligência artificial aumenta a produtividade, otimiza a gestão de tempo, personaliza as interações com os clientes e acelera a criação de conteúdo. Porém, a tecnologia tem potencial para substituir algumas tarefas humanas, principalmente em atividades operacionais e processos repetitivos que poderão ser facilmente automatizados.

“A Inteligência Artificial cria novas oportunidades e demanda habilidades em áreas como desenvolvimento, manutenção e aplicação dessas tecnologias. Muitas tarefas que envolvem criatividade, empatia, pensamento crítico e tomada de decisão complexa continuarão a depender de humanos”, diz André Luís De Vasconcelos, docente da área de Tecnologia da Informação do Senac São Paulo, que explica o uso das principais ferramentas de Inteligência Artificial (IA), como o ChatGPT, Copilot, Gemini e Gamma.

 

ChatGPT: IA conversacional que entende e gera texto, ajudando em interações e geração de conteúdo.


Microsoft Copilot: integrado aos aplicativos do Microsoft 365 como o Word, Excel, PowerPoint e Outlook, ajuda a aumentar a produtividade e eficiência no uso dessas ferramentas. A IA realiza tarefas automatizadas e assistidas como gerar textos, resumir informações, criar apresentações, analisar dados e até responder e-mails com base no contexto. 


Gemini: modelo multimodal do Google que lida com texto e imagens, proporcionando respostas contextuais e dinâmicas para uma variedade de aplicações.


Gamma: focado em criar apresentações automaticamente, sugerindo layouts e designs, economizando tempo na criação de conteúdo visual.

 

Inteligência Artificial... no mundo real

  • Em assistentes virtuais como a Alexa, por exemplo, a IA atua em responder perguntas, controlar dispositivos e definir lembretes;
  • Nos streamings como Netflix e Spotify, a IA faz recomendações de filmes, séries, músicas e vídeos;
  • IA também está presente na navegação em aplicativos como o Google Maps e Waze, auxiliando em rotas otimizadas;
  • Nas redes sociais, a IA atua na priorização de conteúdo, sugestão de amigos e até moderação de comentários;
  • Em compras online, a IA faz sugestões personalizadas e análise de preferências;
  • Também tem IA no atendimento ao cliente com o uso da ferramenta Chatbots, que possibilita respostas rápidas e automação de dúvidas frequentes;
  • Na educação, a IA auxilia em plataformas de ensino à distância com aulas personalizadas, correção automática e adaptação de conteúdo; e
No setor de turismo, a IA personaliza roteiros e cria itinerários individualizados, propondo experiências alinhadas aos interesses do viajante.



IA Generativa em serviços financeiros precisa de governança estruturada para evitar riscos, revela estudo

Análise da consultoria global Capco lista os 5 elementos fundamentais para uso da tecnologia de forma mais eficiente e segura


Uma aceleração sem precedentes em gestão vem acontecendo nas empresas nos últimos anos com o uso da Inteligência Artificial Generativa (GenIA). No setor financeiro, essa tecnologia é capaz de identificar melhorias possíveis para eficiência operacional, inovação em produtos e serviços e desempenho geral dos negócios, mas também envolve riscos que ainda não são totalmente conhecidos.

As organizações devem, sim, se beneficiar das evoluções tecnológicas, mas a inovação, por si, só não resolve tudo. É preciso estarem preparadas para enfrentarem desafios e riscos que surgem por conta da tecnologia ser ainda nova. Por isso, a Capco, consultoria global de gestão e tecnologia para o setor financeiro, realizou o estudo “Five Foundational Elements for Generative AI Governance in Financial Services” (Cinco elementos fundamentais para a governança de IA generativa em serviços financeiros, em tradução livre).

“Além de abordar questões de conformidade, o estudo mostra que a governança robusta precisa ser adaptada para abordar riscos específicos da GenAI e para promover o uso responsável e transparente da tecnologia de IA no segmento”, explica Gerhardt Scriven, diretor executivo da Capco Brasil.

Dessa forma, as organizações precisam reavaliá-los para criar um inventário de controle e se adaptar à GenAI. "Nesse contexto, é essencial a participação integrada das equipes jurídica, de compliance, de negócios e de tecnologia, visando uma abordagem holística. A GenAI deve ser vista como uma ferramenta adicional de gestão, e não como uma solução ideal", alerta Scriven.

De acordo com o estudo, os elementos fundamentais para a governança da GenIA são:

1- Aperfeiçoar a identificação e gestão de riscos
Tudo começa pela atualização das estruturas de gerenciamento de risco e controles para evitar uso não autorizado de dados e não comprometer sua integridade. Isso inclui o fortalecimento da segurança cibernética, maior rigor na gestão de fornecedores terceirizados e provedores de tecnologia GenAI, além da conformidade com as diretrizes regulatórias do setor. Outro aspecto crucial é a valorização de talentos, ou seja, profissionais capacitados para gerenciar e monitorar esta iniciativa, apoiados por soluções automatizadas que detectam anomalias em tempo real, reduzindo impactos nas operações e protegendo a experiência dos clientes.

2- Definir responsabilidades para adotar a GenAI de maneira uniforme
Para uma governança eficaz, é essencial deixar bem definidas as funções e responsabilidades de supervisão. Existem três modelos principais de governança que podem ser adotados. Um deles é o centralizado, com um órgão central supervisiona as iniciativas de IA, definindo padrões, políticas e metodologias. Um outro é o descentralizado, com as equipes se reportando ao líder de governança de IA da organização, praticando autogovernança com tomada de decisão distribuída. Além disso, há o modelo híbrido, que centraliza a expertise e as melhores práticas de IA, ao mesmo tempo em que permite que as unidades de negócios inovem e adaptem soluções, conforme a necessidade da organização.

3 - Dar prioridade à privacidade e à segurança
Possíveis barreiras para adoção da GenIA foram rompidas com o uso dos Large Language Models (LLMs) e outras ferramentas de GenAI que usam dados empresariais sem exigir muito treinamento do modelo. O problema é que isso pode incluir informações confidenciais da empresa e dados sensíveis (LGPD), tornando a privacidade e a segurança dos dados uma grande preocupação e um componente crítico da governança geral.

Para evitar isso, é obrigatório usar modelos empresariais privados em ambientes de nuvens seguros, identificar dados confidenciais ao usar LLMs, tomar medidas para evitar vazamentos, definir diretrizes de acesso e trabalhar em conformidade com as normas e regulamentações do setor. As empresas estão percebendo isso. De acordo com o Estudo de Referência de Privacidade de Dados de 2024 da Cisco, a maioria das organizações está limitando o uso do GenAI devido a problemas de privacidade e segurança de dados. Assim, 27% delas proibiram o uso temporariamente e 48% reconhecem inserir informações não públicas da empresa nas ferramentas de GenAI.

4 –Ter um inventário detalhado das aplicações que usam GenAI
Ter uma estrutura capaz de manter um repositório central que permita às empresas rastrear o uso da tecnologia de IA em várias unidades de negócios, incluindo gerenciar soluções de IA de fornecedores, projetos de adoção de IA, modelos de IA, fontes de dados para consumo de IA e artefatos essenciais, como documentação dos sistemas.

5 - Promover uma cultura adequada
A empresa deve se preparar para garantir que líderes e funcionários sejam educados para que a aplicação da GenAI seja adequada aos objetivos pretendidos, promovendo uma cultura de uso responsável da tecnologia. As melhores práticas relacionadas a IA Generativa podem ser implementadas por meio de programas de treinamento personalizados, políticas e procedimentos documentados para adoção uniforme dentro da organização.

O executivo da Capco alerta que, por fazerem parte de um setor altamente regulamentado, as empresas de serviços financeiros precisam priorizar a conformidade regulatória, especialmente no caso da GenAI, que é marcada por alto escrutínio e diretrizes novas em constante atualização. “Embora ofereça potencial transformador para o setor de serviços financeiros em vários casos de uso, somente uma governança eficaz da GenAI pode garantir que seu impacto permaneça em conformidade, justo e seguro para todos”, aconselha o Gerhardt Scriven

 



Capco
Para mais informações, acesse o site

 

Renda extra: 5 dicas para ganhar dinheiro trabalhando de casa

Freelancing, vendas online, infoprodutos e outras estratégias simples ajudam a complementar a renda em tempos de incerteza econômica 

 

Com a tendência do cenário econômico atual marcado pela alta das taxas de juros, inflação e incertezas fiscais, que devem desaquecer a economia, buscar formas de complementar a renda deixa de ser apenas uma opção e torna-se uma necessidade para muitas famílias. Com a popularização do home office, o trabalho remoto revelou-se uma oportunidade acessível e prática para complementar a renda, possibilitando novas formas de geração de recursos e expandindo os horizontes para atividades que antes pareciam restritas. 

 

Segundo Taís Magalhães, planejadora financeira da SuperRico, plataforma especializada em saúde financeira, “a pandemia mostrou que o trabalho remoto funciona e, para muitos, tornou-se norma. Mesmo com algumas empresas retomando o modelo presencial, a flexibilidade e a conectividade abriram portas para que as pessoas trabalhem em horários alternativos, aumentem a renda e até ganhem em moedas mais valorizadas,” pontua. 

 

Diversificar as fontes de renda é uma estratégia fundamental para garantir maior segurança financeira em períodos de instabilidade. Com um cenário econômico marcado por juros elevados, a cautela e o planejamento tornaram-se indispensáveis. Ter fontes de rendimento adicionais ao emprego principal pode preparar melhor as pessoas para enfrentar desafios como aumento do custo de vida ou mesmo o desemprego. "O planejamento de fontes alternativas de renda deve ser contínuo, não apenas em períodos de incertezas. Mesmo em momentos de bonança, ter múltiplas entradas financeiras é uma estratégia inteligente para alcançar objetivos de vida e garantir estabilidade, especialmente na aposentadoria,” acrescenta a planejadora.  

 

Pensando em ajudar o trabalhador, a SuperRico separou cinco formas práticas de ganhar dinheiro sem sair de casa, com as ferramentas necessárias para começar. 

 

1. Trabalhe como freelancer 

Para quem já possui habilidades específicas, como design, programação, edição de vídeos ou produção de conteúdo, o trabalho freelancer é uma das formas mais democráticas de começar a gerar renda extra. Plataformas como 99Freelas, Fiverr, Workana e UpWork conectam profissionais a contratantes do Brasil e do mundo. 

 

“Uma das grandes vantagens do trabalho freelancer é a possibilidade de usar as habilidades que você já possui. No entanto, para se destacar, é fundamental investir na sua qualificação e manter o perfil atualizado,” orienta Magalhães. 

 

As primeiras oportunidades podem surgir de redes de contato, como antigos colegas ou empresas onde você já trabalhou. Uma boa reputação e indicações também podem abrir portas, tornando essa forma de trabalho uma alternativa estável ao longo do tempo. 

 

2. Venda de produtos físicos online 

 

Criar uma loja virtual em plataformas digitais pode ser uma excelente forma de complementar a renda. Essa modalidade permite vender desde artesanatos a itens usados ou mesmo produtos adquiridos para revenda. "O sucesso nessa área depende da qualidade dos produtos, de boas descrições e fotos, além de um marketing eficiente para divulgar sua loja. A logística, como o envio rápido e seguro dos produtos, também é um fator determinante para fidelizar clientes,” acrescenta. 

 

3. Crie infoprodutos ou cursos digitais 

 

Se você possui um conhecimento valioso que pode ser compartilhado, criar infoprodutos, como cursos online ou e-books, pode ser lucrativo. Plataformas como Hotmart, Udemy e Skillshare facilitam a criação, divulgação e venda de conteúdos educacionais em diversas áreas. “Uma das grandes vantagens é que, após a produção inicial, eles podem ser vendidos continuamente, gerando uma renda passiva,” recomenda Magalhães. 

 

4. Responda pesquisas ou realize tarefas simples 

 

Para quem busca uma alternativa de baixa complexidade, plataformas como Google Opinion Rewards, Toluna e LifePoints permitem ganhar recompensas ao responder pesquisas ou completar tarefas simples, como assistir a vídeos ou testar aplicativos. A consistência é a chave para maximizar os ganhos: responder rapidamente às solicitações e engajar-se nas atividades pode fazer a diferença nos resultados obtidos. “Embora os ganhos não sejam altos, essas atividades podem complementar a renda. Contudo, é essencial escolher plataformas confiáveis” alerta. 

 

5. Alugue bens e propriedades 

 

Outra forma de renda extra que pode ser gerenciada de casa é o aluguel de bens, desde imóveis até itens pessoais. Airbnb, Booking e Seazone são opções para aluguel de imóveis, enquanto plataformas como Alooga e Spinlister permitem alugar outros itens, como bicicletas ou equipamentos de gravação. “Essa é uma forma eficiente de gerar renda. O segredo está em manter os itens em bom estado, divulgar adequadamente e oferecer um serviço de qualidade para conquistar clientes recorrentes,” explica Taís. 

 

Magalhães alerta para os riscos do excesso de trabalho ao buscar renda extra, como custos adicionais com alimentação, serviços terceirizados e impactos na saúde física e mental. “O equilíbrio é essencial. Trabalhar demais pode anular os ganhos financeiros e trazer prejuízos à saúde ou às relações pessoais”, destaca. Ela também reforça a importância de definir objetivos claros e avaliar os benefícios da atividade, sempre preservando outras áreas da vida. 

 

 


SuperRico
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Caminhos para o Green Card: investidores podem transformar oportunidades nos EUA em residência permanente

Kris Lee, especialista em imigração, explica as principais opções de visto para quem busca investir nos Estados Unidos e conquistar o Green Card


Para muitos estrangeiros, investir nos Estados Unidos não é apenas uma oportunidade de negócios, mas também um passo estratégico para obter o Green Card. Embora o país ofereça diversas opções de visto para investidores, cada uma delas exige uma análise cuidadosa para alinhar os requisitos aos objetivos de longo prazo.

Kris Lee, advogada americana especializada em imigração e sócia-gerente da LeeToledo PLLC, destaca que o visto EB-5 continua sendo uma das alternativas mais diretas para a residência permanente. “Esse programa exige um investimento mínimo de $800 mil em áreas de alto desemprego ou $1,05 milhão em outras regiões, além da criação de pelo menos dez empregos nos EUA. Apesar do valor elevado, ele oferece uma das rotas mais seguras e eficazes para quem busca o Green Card”, explica Lee.


Alternativas ao EB-5

Embora o EB-5 seja amplamente reconhecido, Lee ressalta que existem outras opções acessíveis a diferentes perfis de investidores. O visto EB-1C, por exemplo, foi criado para gerentes e executivos que desejam se transferir para uma filial ou subsidiária nos Estados Unidos. Já o EB-2 NIW (National Interest Waiver) se aplica a profissionais com habilidades excepcionais que realizem atividades consideradas de interesse nacional, dispensando a necessidade de um patrocinador empregador.

“O EB-2 NIW é uma escolha especialmente interessante para investidores que desejam atuar em setores prioritários para o desenvolvimento econômico ou social do país, como tecnologia, saúde ou infraestrutura”, comenta Lee. Ambas as categorias oferecem um caminho claro para a residência permanente, mas exigem comprovação rigorosa das qualificações e do impacto das atividades desempenhadas nos EUA.


A importância de um planejamento estruturado

De acordo com a especialista, o processo para obter um Green Card por meio de investimentos vai além do aporte financeiro. “Cada programa possui regras específicas, e a escolha do visto ideal deve considerar aspectos como o perfil financeiro do investidor, seus planos de vida e até mesmo a região onde pretende estabelecer-se”, explica Lee. Esse planejamento minucioso é indispensável para evitar erros que possam comprometer a aprovação.

A advogada destaca que, diante da complexidade do sistema imigratório americano, contar com a orientação de um profissional especializado faz toda a diferença. “Desde a análise das opções mais adequadas até a organização de documentos, o suporte técnico garante que o investidor atenda a todos os requisitos e otimize suas chances de sucesso”, afirma.

Investir nos Estados Unidos não é apenas uma forma de acessar um mercado robusto, mas também uma oportunidade para transformar projetos em um plano de imigração estruturado. Kris Lee enfatiza que entender os requisitos de cada modalidade de visto e adaptar a estratégia às particularidades de cada investidor é fundamental para atingir o objetivo de obter o Green Card.

“O sucesso na imigração está diretamente ligado à qualidade do planejamento. Escolher o caminho certo e alinhar os recursos disponíveis aos objetivos do investidor são passos essenciais para transformar a ideia de morar nos EUA em uma realidade”, conclui Lee.



Kris Lee - Sócia-gerente e Advogada americana da LeeToledo PLLC licenciada nos Estados Unidos, no Distrito de Columbia e no Estado de New York. Com mais de 30 anos de prática do direito, Kris se especializou em aconselhar e representar peticionários perante o USCIS e tratar de questões jurídicas de clientes perante outras agências governamentais ou tribunais federais.


Lee Toledo Law
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A tecnologia avança, mas as tendências do mercado são cada vez mais humanizadas

Estudo mostra quais as habilidades mais importantes para empresas até 2030 


O ano de 2024 já deu sinais de que o mercado de trabalho global está atravessando uma das transformações mais aceleradas de sua história. Agora, o relatório “O Futuro do Trabalho”, do Fórum Econômico Mundial, traz o capítulo Skills Outlook 2025-2030, mostrando que cerca de 39% das habilidades essenciais dos profissionais passarão por alterações importantes até o final da década. Essa dinâmica é impulsionada principalmente pela adoção de novas tecnologias, pela transição para uma economia mais verde e pelas mudanças demográficas globais.

Entre as habilidades que mais crescerão em relevância estão o pensamento analítico, que envolve a capacidade de resolver problemas complexos com base em dados e informações estruturadas, sendo já considerado essencial por sete em cada dez empresas. Além disso, resiliência, flexibilidade e agilidade destacam-se como atributos fundamentais, permitindo que profissionais se adaptem rapidamente às novas demandas de mercado e às crises. 

De acordo com Beatriz Nóbrega, conselheira especialista em Desenvolvimento Humano e Organizacional com quase 30 anos de experiência, a liderança e influência social também ganham destaque, especialmente em um contexto onde as tarefas técnicas estão cada vez mais automatizadas, o que torna essencial a colaboração e a influência positiva nas equipes. “O letramento tecnológico, que inclui desde a alfabetização digital até a competência para lidar com sistemas complexos de IA e big data, é outra habilidade indispensável”, pontua. 

Por fim, a curiosidade e o aprendizado contínuo tornam-se pontos fortes para profissionais acompanharem e anteciparem tendências, demonstrando iniciativa no desenvolvimento de novas capacidades. “O relatório aponta que o mercado de trabalho caminha para um modelo em que a colaboração entre humanos e máquinas será predominante”, completa. 


O Futuro do Trabalho

O mercado também enfrenta a ampliação do gap de habilidades. O estudo indica que aproximadamente 63% dos empregadores enxergam lacunas de competência como a principal barreira para a transformação organizacional. Consequentemente, 85% das empresas estão priorizando a requalificação (“reskilling”) e a qualificação (“upskilling”) de seus colaboradores como estratégias-chave para manter a competitividade.

Para Beatriz, o momento exige uma mudança de mentalidade tanto por parte das organizações quanto dos indivíduos. “Vivemos um momento em que não basta acompanhar as tendências, mas sim entendê-las para navegar com sucesso neste mercado que tem se transformado de forma bastante ágil. O desenvolvimento de habilidades multidisciplinares, que alinhem tecnologia e soft skills, será fundamental para a sustentabilidade das carreiras e organizações”, ressalta. Inclusive ela própria tem apostado em benefício-educação para complementar a remuneração total nas empresas que atua.

A ascensão da economia verde também está redesenhando o mercado de trabalho. Engenheiros de energia renovável, especialistas em sustentabilidade e profissionais de veículos elétricos e autônomos estão entre as funções de maior crescimento até 2030. Paralelamente, a expansão da IA está remodelando funções administrativas, enquanto habilidades manuais e tarefas repetitivas tendem a declinar. 

O setor de tecnologia continua liderando a demanda por habilidades específicas, com destaque para especialistas em big data, engenheiros de fintech, desenvolvedores de aplicações e softwares e analistas de segurança cibernética. Essas transformações também têm impactos em setores tradicionalmente manuais, como agricultura e manufatura, que estão sendo atravessados por inovações em automação e sustentabilidade.

“A inclusão é outro pilar importante nas estratégias das empresas. Quase metade dos empregadores planeja explorar fontes diversificadas de talentos, com foco na remoção de barreiras como requisitos tradicionais de diploma e na adoção de modelos de contratação baseados em habilidades. Esse tipo de ação ajuda a lidar com as desigualdades ampliadas pelas transformações tecnológicas”, conclui a especialista. 




Beatriz Nóbrega - Conhecida como Bia Nóbrega nas mídias sociais, Beatriz é uma multiempreendedora focada no desenvolvimento humano e transformação organizacional, com mais de 25 anos de experiência. Atua como Conselheira Consultiva, CHRO não exclusiva, mentora de líderes, palestrante, escritora, professora e investidora-anjo. É reconhecida com prêmios como TOP Influenciadora de RH (RH Summit), TOP HR Influencer (Go Integro) e Líder Legacy (Think Work), além de ser uma voz ativa em comunidades de liderança como Women Corporate Directors (WCD) e Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Ao longo de sua carreira, liderou projetos que conciliam alta performance e inovação organizacional, utilizando metodologias ágeis para promover mudanças sustentáveis. Bia também integra o Comitê Executivo do IVG (Instituto Vasselo Goldoni), onde contribui para fortalecer lideranças femininas por meio de mentoria e networking. Coautora de livros sobre Futuro do Trabalho, Experiência do Colaborador e Mentoria, já impactou mais de 20 mil pessoas em palestras e eventos e acumula mais de 3 mil horas de mentoria e coaching, consolidando sua influência no universo de Pessoas e Cultura.
https://www.linkedin.com/in/beatrizcaranobrega
www.bianobrega.com.br


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