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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

NRF Retail's Big Show 2025: confira as seis principais tendências

Nos últimos dias, Nova York foi o epicentro do setor de varejo com a NRF Retail’s Big Show 2025. O evento, que reuniu as maiores mentes do varejo global, promoveu importantes debates sobre inovação, tecnologia e o atual comportamento do consumidor. Além disso, a diversidade de soluções apresentadas enfatizou a plena evolução do setor que está cada vez mais, focado em suprir as demandas dos clientes que passaram a ser mais exigentes e conectados.

Mesmo em meio ao cenário de incertezas econômicas, não há como negar que o varejo está entre os setores que vem tendo um desempenho promissor nos últimos anos. Uma razão que ajudou ainda mais este crescimento foi, sem dúvidas, a pandemia de Covid-19, em que, devido a necessidade do isolamento social, os comércios precisaram migrar para o comércio online e, surpreendentemente, neste período, elevaram o número de vendas.

Diversos países vivenciaram essa realidade, inclusive, o Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), em 2023, o setor registrou a expansão de 2,9%, sendo este o mesmo resultado de crescimento do PIB naquele ano. Já em 2024, a projeção de desempenho da CNC (Confederação Nacional do Comércio) é de 5,5%.

Mediante a este cenário altamente favorável, é importante conhecer, de perto, tendências que irão ajudar a garantir o crescimento do varejo neste e nos próximos anos. Abaixo, listo as seis principais tendências apresentadas para o setor durante a NRF Retail's Big Show 2025.

#1 IA Generativa: A Inteligência Artificial, sem dúvidas, lidera a lista de tendências. Em se tratando do varejo, seu uso será cada vez mais aplicado em soluções para personalização de atendimentos, bem como para apontar recomendações em tempo real.

#2 Automação e robótica: o uso de robôs na gestão de estoques e no fulfilment, que se trata do processo logístico que envolve a cadeia de suprimentos, tem se mostrado uma ferramenta eficaz para garantir maior eficiência das operações.

#3 Experiência phydigital: a união entre o espaço físico e digital já é uma realidade. Neste contexto, o varejo deverá investir, cada vez mais, em lojas interativas, utilizando recursos como realidade aumentada e virtual, a fim de agregar a melhor experiência de compra.

#4 Sustentabilidade e economia circular: o compromisso com o meio ambiente está entre as principais pautas realizadas pelos setores. No varejo, um dos focos do uso da tecnologia está em, justamente, reduzir desperdícios e promover negócios eco-friendly (amigáveis ao meio ambiente).

#5 Plataformas omnichannel avançadas: complementando os tópicos anteriores, já não é mais possível dissociar a importância do espaço digital nas operações do varejo. Sendo assim, cabe às empresas do setor realizarem a integração fluída entre os canais de venda, com o intuito de suprir e atender as demandas do público.

#6 Meios de pagamentos inteligentes: soluções como checkout autônomo e biometria são recursos que podem agregar, além da maior eficiência, também a agilidade, segurança e controle nos registros de pagamentos.

Embora o uso da tecnologia já seja um alicerce do varejo moderno, ainda assim, sua aplicação pode trazer à tona importantes desafios que precisam ser superados. No Brasil, como exemplo, mesmo o nosso mercado sendo altamente dinâmico e promissor, também enfrenta obstáculos estruturais para aplicar os recursos, o que exige adaptações importantes nas operações.

Nesse contexto, contar com o apoio de consultorias especializadas no setor é algo fundamental. Isso porque, por meio desse olhar estratégico, torna-se ágil o processo de implementação de novas tecnologias, bem como é mais um importante apoio para capacitar e guiar a empresa no processo de transição para um modelo digital, mapeamento as necessidades específicas e oferecendo estratégias personalizadas.

Para o futuro, o varejo, inclusive o brasileiro, continuará evoluindo em direção a um modelo mais tecnológico e integrado, com foco em promover a melhor experiência do cliente e operações sustentáveis. Esse cenário, certamente, exigirá das empresas a adoção de estratégias inclusivas para obter maior eficiência e interagir com diversos perfis de público. E, o primeiro passo para atender este objetivo, sem dúvidas, é começar pela transformação digital do negócio.

Com o intuito de compartilhar os principais insights e aprendizados na NRF Retail 's Big Show 2025, no dia 13 de fevereiro, das 9h às 14h, a ALFA promoverá o evento com seus clientes e parceiros. O encontro, que acontecerá presencialmente no NB Steak Jr, em São Paulo, contará com a participação de especialistas em varejo e tecnologia, que discutirão as tendências e as melhores práticas para o setor. Os interessados poderão se inscrever em: https://lnkd.in/dmibyJad

 


Tailan Oliveira - CRO da ALFA Consultoria - SAP Gold Partner.
ALFA Consultoria – SAP Gold Partner


Profissional de TI do futuro irá muito além de IA e códigos


A revolução digital, impulsionada pela Inteligência Artificial (IA), está redefinindo radicalmente o mercado de trabalho, e a área de Tecnologia da Informação (TI) não é exceção. A demanda por profissionais qualificados nunca foi tão alta, mas apenas a capacidade de programar não é mais suficiente para garantir sucesso nessa área. O profissional de TI do futuro precisa ser um indivíduo multifacetado, capaz de navegar em um mar de dados e informações, e de entender as nuances da IA e da automação, para citar apenas duas tendências do presente.

 

A escassez de mão de obra qualificada em TI é um problema global, e a pandemia de COVID-19 apenas intensificou essa realidade. Segundo o relatório “Future of Jobs Report 2025”, do Fórum Econômico Mundial, 63% das companhias citam a falta de profissionais qualificados como impedimento para seu negócio avançar. O desafio de habilidades persiste em quase todos os setores e regiões geográficas, ficando em primeiro lugar em 52 das 55 economias e em 19 dos 22 setores analisados.

 

Além disso, a aceleração da digitalização em todos os setores da economia aumentou exponencialmente a necessidade por soluções tecnológicas inovadoras. Entretanto, aumentar o número de programadores não é a única resposta. É preciso formar profissionais mais completos, capazes de lidar com o desafio crescente dos sistemas e aplicações e se encarregar com o volume e a complexidade das tecnologias emergentes.

 

Há um aumento das tarefas intrincadas que os profissionais de TI devem ser capazes de desempenhar. Não basta mais apenas desenvolver códigos e sistemas. Se há 20 ou 25 anos era possível sobreviver conhecendo mainframe ou COBOL, hoje não basta conhecer Python ou Java para obter uma carreira estável e longeva. Agora é necessário também interagir e trabalhar com grandes volumes de dados. A automação, alimentada por IA, pode lidar com muitas tarefas repetitivas e operacionais, liberando a força de trabalho para tarefas mais criativas e de alto nível. Ela gera dados em uma velocidade sem precedentes, e os profissionais precisam não só entender esses dados, mas também ser capazes de analisá-los e tomar decisões estratégicas baseadas em informações processadas automaticamente.

 

Tudo isso nos mostra que os profissionais de TI precisarão ter habilidades em áreas como pensamento estratégico, design de soluções complexas e gestão de processos, além de dominar as ferramentas tecnológicas. A combinação de habilidades técnicas essenciais e criativas será um diferencial importante aos que desejarem se manter relevantes e competitivos no mercado de trabalho. Plataformas de aprendizado contínuo, certificações e redes de colaboração também serão cada vez mais essenciais para o desenvolvimento dos profissionais, garantindo que eles não apenas acompanhem as mudanças, mas também as liderem.

 

Do lado das organizações, a análise de dados e a IA estão transformando a maneira como elas operam. Não existe atualmente uma área de negócios que não possua uma camada digital. Da grande corporação ao vendedor de bala em ação em um semáforo e que aceita PIX: a tecnologia está presente, com foco central em eficiência e produtividade. Contudo, existe ao mesmo tempo uma demanda por avanços ainda maiores, com a falta de mais profissionais de TI exercendo um contraponto que freia uma maior velocidade no ambiente tech. Neste sentido, a IA pode ser vista como uma ferramenta de desafogo para diversos setores.

 

A IA é parte cada vez mais presente em nossas vidas, automatizando tarefas e tomando decisões complexas. Os profissionais de TI precisam entender como a IA funciona, quais são suas limitações e como utilizá-la de forma ética e responsável. Eles não serão mais apenas técnicos, mas também responsáveis por garantir que as soluções criadas sejam seguras, justas e transparentes. As competências em ética digital e governança serão essenciais, pois a habilidade de avaliar e mitigar riscos tecnológicos será um diferencial competitivo importante no futuro.

 

Além da formação técnica, o profissional de TI do amanhã precisa desenvolver habilidades sociais e de comunicação. A capacidade de trabalhar em equipe, de se comunicar de forma clara e concisa, e de entender as necessidades dos usuários são essenciais para o sucesso em qualquer projeto. Soft skills como a criatividade, a inovação e a capacidade de adaptação, também são altamente valorizadas pelas companhias.

 

O futuro da TI é promissor, porém também desafiador. A ascensão dos agentes de IA, que podem realizar tarefas complexas de forma autônoma, e o desenvolvimento da computação quântica, que promete revolucionar a capacidade de processamento de dados, vão exigir que os profissionais de TI se adaptem constantemente. Esta última, aliás, nos ajuda a esboçar um pouco mais a fundo o futuro.

 

A computação quântica promete transformar áreas como criptografia, otimização e simulação, o que exigirá dos profissionais de TI um novo conjunto de habilidades. Eles não apenas precisarão entender os princípios fundamentais da física quântica, mas também se especializar em linguagens de programação específicas e em arquiteturas quânticas que ainda estão em desenvolvimento. Este é um campo emergente, e quem estiver preparado para essa mudança poderá estar à frente de inovações disruptivas.

 

Ao mesmo tempo, estar preparado e ser protagonista do próprio desenvolvimento vale também para ferramentas hoje tidas como essenciais, como o machine learning, as redes neurais e os sistemas de recomendação. A habilidade de trabalhar com IA, seja para integrar soluções em processos de automação, seja para melhorar a experiência do usuário, é uma competência que não pode ser ignorada nem um minuto a mais.

 

Desta forma, para se manterem relevantes no mercado de trabalho, os profissionais de TI precisam investir em aprendizado contínuo. A tecnologia evolui rapidamente, e é fundamental acompanhar as últimas tendências e novidades do setor. A busca por cursos de especialização, participação em eventos e comunidades online são algumas das formas de se manter atualizado. 


A área de TI é dinâmica e exige adaptação constante, mas as recompensas são grandes. A IA, a automação e a computação quântica geram um novo cenário, no qual habilidades tradicionais precisam ser complementadas com uma abordagem mais holística, ética e estratégica. Aqueles que souberem se adaptar a essas mudanças e adquirir as competências certas estarão bem-posicionados para desempenhar papéis de liderança nas inovações tecnológicas que estão por vir. O mercado de TI está se transformando, e os profissionais que conseguirem se reinventar serão os protagonistas dessa nova era.

 

Jonatas Leandro - VP de Inovação da GFT Technologies no Brasil



80% dos alunos brasileiros se distraem com celulares nas escolas, aponta PISA; aulas retornam com nova lei de proibição de dispositivos nas salas

 Medida visa melhorar o desempenho escolar e reduzir distrações, enquanto especialistas destacam impactos positivos e desafios para a aprendizagem 

 

A volta às aulas deste ano traz uma novidade que promete mudar a dinâmica das salas de aula: a proibição do uso de celulares durante as atividades escolares. A medida, prevista na Lei nº 18.058/2024, busca combater a distração dos estudantes e melhorar o desempenho acadêmico. A decisão chega em um momento crucial, já que dados do último Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) revelam que cerca de 65% dos alunos estudantes admitem se distrair durante as aulas por causa do celular, tablets e laptops. No Brasil, o percentual é ainda mais alarmante: 80% se distraem com os dispositivos eletrônicos. 

A pesquisa, que avaliou o desempenho de estudantes em diversos países, aponta que o uso excessivo de dispositivos móveis tem impactado negativamente a capacidade de concentração e o rendimento escolar, especialmente em disciplinas que exigem raciocínio lógico, como a matemática. Diante desse cenário, a nova lei surge como uma tentativa de criar um ambiente mais propício para o aprendizado. 

Letícia Sakaguti, especialista em ensino de alto desempenho em matemática, avalia a medida como essencial. "Sem dúvidas, é uma decisão muito importante. Infelizmente, os alunos ainda não têm maturidade e sabedoria para escolher prestar atenção na aula em vez de mexer no celular", afirma. Ela ressalta que, embora outras distrações ainda possam existir, como conversas paralelas ou divagações, a ausência do celular já representa um avanço significativo. 

A especialista explica que o uso constante de dispositivos móveis tem criado uma geração "destreinada" para atividades que exigem concentração prolongada. "Qualquer aprendizado requer foco e atenção. O acesso a vídeos ou mensagens instantâneas faz com que os alunos estejam acostumados à dopamina barata, perdendo o prazer e o hábito de atividades que demandam mais concentração", diz. Na matemática, esse fenômeno é ainda mais evidente, com a perda do raciocínio lógico necessário para resolver exercícios. 

No entanto, Letícia acredita que, com orientação adequada, os celulares poderiam ser utilizados como ferramentas pedagógicas. "Claro, eu mesma já utilizei esse recurso diversas vezes. Muitas vezes, incentivo os alunos a estudarem em casa usando apps de jogos matemáticos ou assistindo a vídeos de professores", comenta. Apesar disso, ela reforça que o aprendizado tradicional, com papel e caneta, ainda é fundamental para treinar a atenção e a retenção de conteúdo. 

Para complementar a proibição do uso de celulares, Letícia sugere estratégias como aulas de neurociência e Programação Neurolinguística (PNL) na aprendizagem. "Entender o funcionamento da sua 'máquina' faz com que você faça melhor uso dela", brinca. Além disso, ela destaca o papel dos pais e responsáveis nesse processo. "A melhor forma é sempre pelo exemplo. Se querem que seus filhos leiam mais, leiam também. É importante que eles vejam essa atitude", orienta. 

A especialista ainda reforça a importância de criar hábitos de produtividade que valorizem a concentração em uma tarefa por vez. "Muitas pessoas pensam que produtividade é fazer várias coisas ao mesmo tempo, mas, na verdade, é conseguir se concentrar o bastante para fazer uma atividade de cada vez de forma bem feita", conclui. 

Com a nova lei em vigor, a expectativa é que as salas de aula se tornem ambientes mais focados e produtivos, ajudando os alunos a recuperar o tempo perdido com distrações e a desenvolver habilidades essenciais para o aprendizado. Resta agora acompanhar os resultados dessa mudança e ver como escolas, pais e estudantes se adaptarão a essa nova realidade. 

 

Letícia Mayumi Justus Sakaguti - conhecida como Professora Letícia, tem 34 anos e é uma profissional com ampla formação acadêmica e experiência no ensino. Ela é pós-graduanda em Neuropsicopedagogia pelo Grupo Educacional Censupeg e Coach Criacional pelo Instituto Gerônimo Theml. Além disso, possui formação como Practitioner em Programação Neurolinguística pela Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística e graduação em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal de Ouro Preto. Atualmente, Letícia leciona Matemática para os Ensinos Fundamental I e Médio, aplicando seus conhecimentos em Neuropsicopedagogia e Programação Neurolinguística para desenvolver métodos de ensino inovadores e eficazes.



30% das empresas possuem uma gestão de cultura madura, diz estudo da Korn Ferry

Shutterstock
O levantamento ainda revelou se as companhias contratam consultorias terceirizadas, o perfil de quem trabalha na cultura organizacional, além de dados sobre investimento em programas de retenção de talentos e sucessões

 

A consultoria global de gestão organizacional, Korn Ferry, divulgou seu estudo sobre Tendências de RH, com olhar analítico e estratégico para 2024 e 2025. O material aprofunda percepções com dados sobre a gestão da cultura organizacional e, também, análises sobre o plano de talentos e sucessão nas companhias.

 

A pesquisa revelou que 30% das empresas possuem uma gestão de cultura organizacional madura, com mais de seis anos de experiência. Outros 21% estão em um estágio intermediário, com entre quatro e seis anos de atuação, enquanto 13% iniciaram o processo recentemente, há menos de um ano.

 

Veja abaixo:


Impactos


O perfil dos profissionais, de acordo com o seu cargo, dentro da empresa pode ser uma estratégia-chave para fortalecer a cultura organizacional. E grande parte desta responsabilidade está na direção dos recursos humanos (88%), seguida pela alta liderança (70%), todos os líderes formais da organização (59%) e, por último, a atribuição a todos os colaboradores (34%).

 

A pesquisa da Korn Ferry evidenciou uma diversidade de percepções sobre o impacto do trabalho híbrido na cultura organizacional. Enquanto 29% das empresas o avaliam como resultado médio, um grupo considerável (27%) o considera pequeno. Por outro lado, 21% percebem efeito muito grande, e 8% afirmam que não houve alteração.

 

Impactos

O perfil dos profissionais, de acordo com o seu cargo, dentro da empresa pode ser uma estratégia-chave para fortalecer a cultura organizacional. E grande parte desta responsabilidade está na direção dos recursos humanos (88%), seguida pela alta liderança (70%), todos os líderes formais da organização (59%) e, por último, a atribuição a todos os colaboradores (34%).

 

A pesquisa da Korn Ferry evidenciou uma diversidade de percepções sobre o impacto do trabalho híbrido na cultura organizacional. Enquanto 29% das empresas o avaliam como resultado médio, um grupo considerável (27%) o considera pequeno. Por outro lado, 21% percebem efeito muito grande, e 8% afirmam que não houve alteração.

 

O trabalho híbrido, apesar de trazer benefícios, impõe desafios como a manutenção do engajamento e da comunicação entre os colaboradores e, consequentemente, na cultura, como explica a diretora de Projetos de Cultura e Transformação da Korn Ferry Brasil, Joana Cortez.

 

“Para superar essas dificuldades, as empresas têm implementado diversas estratégias, como programas de engajamento remoto, treinamentos sobre o papel dos líderes como líderes de cultura, comunicação digital constante e eventos híbridos. A liderança desempenha um papel crucial nesse processo, sendo responsável por ser referência da cultura organizacional e garantir a integração das equipes”, enfatiza.

 

É notório que a cultura organizacional traz reflexos no engajamento, retenção de talentos e outros resultados que afetam positivamente ou negativamente a gestão empresarial. Ao menos 85% das companhias acreditam que sua cultura atual alavanca a estratégia de negócio, em contraponto há uma parcela menor, que enxerga a cultura atual como uma dificuldade para a execução de suas estratégias.

 

Apesar dos desafios, 32% das empresas já iniciaram mudanças em suas estruturas para alinhar a cultura organizacional com a estratégia nos próximos dois anos. Outras 23% pretendem fazer o mesmo nesse período.

 

Abaixo foram listadas as razões que as empresas buscam mudar a sua cultura nos próximos anos.

 



Métodos

Questionadas sobre a metodologia para gerir mudanças e, também, fazer a gestão da cultura organizacional, as empresas mostram que não utilizam indicadores KPIs para isso. A maioria (71%) diz não fazer uso da ferramenta para gerenciamento cultural, mas 29% sim.

 

Veja abaixo:

 



Ao serem questionadas sobre a adoção de indicadores (KPIs) para gerir a mudanças, a resposta continuou sendo negativa já que a maioria (86%) diz que não e, apenas 14%, confirmam o uso do método.

 

Veja abaixo:

 


 

Plano de talentos e sucessão


O estudo Tendências de RH da Korn Ferry se debruçou em entender como as empresas atuam para reter seus colaboradores e, até mesmo, quais são os planos para sucedê-los. Buscando entender a responsabilidade sobre o assunto, as empresas foram questionadas se possuem um programa formal para de planejamento de talentos e mais da metade (54%) diz que sim; 46% não.

 

Foram identificados os níveis e hierarquias que estão na cobertura deste programa e, como dado notório, os funcionários de alto escalão são os mais assessorados, já que 87% são cobertos pela alta liderança; 84% pela média e outros profissionais representam apenas 49%.

Os objetivos estratégicos do programa contemplam identificação de talentos High Potentials (82%), planejamento sucessório (81%), aceleração e desenvolvimento de talentos (69%), definições de movimentações internas (63%) e outros (4%).

 

Veja abaixo:


O ciclo de planejamento de talentos e sucessão é, na maioria das vezes (72%), anual. Essa periodicidade, segundo a diretora de Projetos de Cultura e Transformação Brasil, Korn Ferry, Joana Cortez, está diretamente ligada à estratégia financeira das empresas que alinham também com a gestão de recursos humanos. “É notório que ainda as companhias tratem o assunto com tamanha confiança ao considerar um período longo de seu planejamento, mesmo que tenham externalidades que, surpreendentemente, possam afetar a troca de cadeiras”, alerta.

 

Veja: abaixo:

 


A pesquisa identificou uma diversidade de abordagens para o planejamento de talentos. Enquanto 57% das empresas utilizam metodologias como 9-box e talento review, 37% possuem métodos próprios e desenvolvidos internamente. Um pequeno grupo (6%) não utiliza nenhuma metodologia estruturada.

 

A aderência a comportamentos de níveis superiores é o critério mais utilizado (71%) pelas empresas para avaliar o potencial de seus colaboradores. A agilidade de aprendizagem (60%) e a disponibilidade para realocações (39%) também são análises relevantes. Apenas 11% das empresas não consideram esses aspectos em suas avaliações.

 

“A frequência da avaliação de desempenho, semestral ou até mesmo mais curta, é crucial para identificar os desafios que podem levar à perda de talentos e garantir a sucessão. Ter programas e metodologias que sejam capazes de revelar desafios, são formas de sanar esses desafios de forma antecipada. O acompanhamento do potencial de lideranças e colaboradores de ponta é uma prática indispensável para um planejamento de sucessão bem-sucedido”, finaliza Joana Cortez.

  

Korn Ferry


Turismo em 2025: as 7 tendências que vão transformar o setor de viagens

Personalização, tecnologia e sustentabilidade moldam o futuro do turismo e prometem 

Turismo em 2025: Tecnologia, Sustentabilidade e Personalização Definem o Futuro das Viagens

 

 

Com o avanço da tecnologia, mudanças nos hábitos dos viajantes e uma crescente preocupação com a sustentabilidade, o setor de turismo vive um momento de transformação. O ano de 2025 promete consolidar novas formas de viajar, impulsionadas pela busca por experiências autênticas, inovação tecnológica e um turismo mais responsável.

Segundo levantamento da R3 Viagens, uma das principais agências de viagens corporativas e de lazer do Brasil, sete tendências se destacam e devem ganhar força nos próximos meses. “Os viajantes estão mais exigentes e querem experiências sob medida. A personalização e o impacto ambiental das viagens serão fatores cada vez mais decisivos na hora de escolher um destino”, afirma Wilson Silva, Diretor de Marketing e Tecnologia da R3 Viagens.


1. Turismo Noturno: Destinos Que Brilham Depois do Pôr do Sol

A experiência turística não se limita mais ao horário comercial. O turismo noturno está se tornando uma forte tendência, impulsionado pela busca por experiências exclusivas, menos aglomeração e cenários deslumbrantes à noite.

Destaques de 2025:
️ Passeios a museus e monumentos após o pôr do sol
️ Observação da aurora boreal e astroturismo
️ Trilhas e praias bioluminescentes

📍 Destinos recomendados: Islândia, Noruega, Chile, Lapônia (Finlândia) 

 

2. “Calmcations”: A Ascensão das Viagens para Desacelerar

A necessidade de se desconectar do estresse urbano tem impulsionado as chamadas “calmcations”—viagens voltadas ao relaxamento e bem-estar. Esses roteiros incluem hospedagens em ambientes silenciosos e sem tecnologia, imersões na natureza e práticas como meditação e mindfulness.

Tendências em alta:
️ Hotéis e resorts especializados em silêncio e descanso
️ Retiros de detox digital, longe de redes sociais e telas
️ Cabines autossustentáveis em meio à natureza

📍 Destinos recomendados: Noruega, Finlândia, Japão, Suíça, Bal

  

3. Inteligência Artificial no Turismo: Mais Eficiência e Personalização

A IA (Inteligência Artificial) está revolucionando a maneira como planejamos e vivenciamos as viagens. Em 2025, essa tecnologia está presente em hotéis inteligentes, aeroportos automatizados e plataformas de reservas personalizadas.

Inovações tecnológicas no turismo:
️ IA generativa criando roteiros personalizados com base nas preferências do viajante
️ Check-in biométrico e eliminação do uso de passaportes físicos nos aeroportos
️ Hotéis que ajustam automaticamente temperatura, iluminação e música do quarto

“A tecnologia está tornando as viagens mais fáceis e personalizadas. O uso de IA não substitui a experiência humana, mas otimiza processos e melhora a experiência do cliente”, destaca Wilson Silva, da R3 Viagens. 

 

4. Viagens Solo com Conexão Social

Cada vez mais viajantes estão embarcando sozinhos, mas isso não significa isolamento. O conceito de “solo travel” está evoluindo para experiências que incentivam a socialização e novas conexões.

Tendências para viajantes solo:
️ Grupos de viagem organizados para interação entre desconhecidos
️ Aplicativos que conectam viajantes solo a experiências locais
️ Excursões e retiros com foco em networking

📍 Destinos recomendados: Portugal, México, Tailândia, Japão, Croácia 

 

5. Destinos Menos Explorados: Fugindo do Turismo de Massa

Após anos de superlotação em cidades como Veneza e Paris, os turistas estão buscando alternativas menos conhecidas, mas igualmente encantadoras. Essa tendência visa descentralizar o turismo e proporcionar experiências mais autênticas.

Destaques de 2025:
️ Troca de destinos superlotados por alternativas menos conhecidas
️ Hotéis boutique e experiências personalizadas
️ Foco na cultura local e em experiências imersivas

📍 Destinos em ascensão: Uzbequistão, Geórgia, Albânia, Madagascar, Vietnã 

 

6. Turismo Sustentável: Viagens com Menor Impacto Ambiental

A preocupação com sustentabilidade continua moldando o turismo. Em 2025, viajantes estão priorizando empresas e destinos comprometidos com o meio ambiente.

Soluções ecológicas no turismo:
️ Hotéis com certificação de neutralidade de carbono
️ Compensação de emissões de CO das viagens
️ Incentivo ao turismo regenerativo, que beneficia as comunidades locais

📍 Destinos sustentáveis: Costa Rica, Butão, Noruega, Nova Zelândia, Canadá 

 

7. Viagens de Nostalgia: O Passado de Volta ao Presente

O turismo nostálgico está crescendo, com viajantes buscando reviver momentos marcantes da infância e adolescência. Isso inclui desde turnês musicais de bandas clássicas até viagens inspiradas em filmes e séries famosas.

Experiências nostálgicas em alta:
️ Acampamentos de verão para adultos
️ Festivais retrô e turnês musicais de bandas icônicas
️ Hotéis e atrações inspirados em clássicos dos anos 80 e 90

📍 Exemplos de turismo nostálgico: Festivais musicais, parques temáticos clássicos, Eurocamp

 

Conclusão: O Futuro das Viagens em 2025

O ano de 2025 traz um turismo mais personalizado, tecnológico e sustentável, refletindo o desejo dos viajantes por experiências transformadoras e responsáveis.

“Os turistas de hoje buscam mais do que apenas conhecer um destino. Eles querem vivenciá-lo de forma única e significativa, seja explorando novos lugares, desconectando-se do digital ou se conectando com outras culturas”, conclui Wilson Silva, da R3 Viagens.

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Fonte: R3 Viagens 

Fique de olho: 7 dicas para se proteger online em 2025

A internet é uma revolução nas nossas vidas, em especial a conexão global que a ferramenta proporciona, mas também esconde riscos que podem prejudicar as pessoas, como aponta Jonathan Aprigio, Analista de Rede na Leste

 

Não há dúvidas de que a internet é uma grande aliada no nosso dia a dia. Atualmente, com o mundo cada vez mais conectado e online, fica difícil não dependermos dessa tecnologia para tudo, da comunicação com as pessoas ao pagamento de contas e até mesmo lazer, como assistir a séries e filmes.

 

Porém, a internet também pode ser um meio para promover ataques cibernéticos, como a disseminação de malwares e DDoS, a fim de danificar computadores e roubar dados sensíveis e confidenciais. Apenas em 2023, o Brasil foi alvo de 60 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos, segundo dados do FortiGuard Labs, laboratório de inteligência e análise de ameaças da Fortinet.

 

Ainda de acordo com esse levantamento, a tendência é de que hackers e pessoas mal-intencionadas explorem cada vez mais métodos sofisticados de ataques, bem como novas variantes de malware e ransomware direcionadas. Neste cenário, Jonathan Aprigio, Analista de Rede na Leste, primeira empresa provedora de internet no Leste Fluminense a levar conexão em ultra velocidade com fibra óptica para seus clientes, ressalta a importância de ter cuidado com a navegação online.

 

“Não só empresas, mas pessoas também, precisam adotar medidas para prevenir que suas máquinas sejam atacadas por esses arquivos maliciosos. Embora os métodos tenham evoluído com o passar dos anos e o avanço tecnológico, ainda é comum que hackers e pessoas mal-intencionadas apliquem golpes usando arquivos de Excel, Word e PowerPoint, além de links falsos em e-mails e aplicativos de mensagens instantâneas, por exemplo”, diz.


 

A melhor forma de navegar é a segura

 

Tanto o Dia da Internet, que foi celebrado em 17 de maio, quanto o Dia da Internet Segura, promovido em fevereiro, debatem questões similares sobre como nós usamos a internet, porém diferem em alguns aspectos. “O Dia da Internet foca mais em debater tópicos como conectividade global, inclusão digital, direitos digitais e uso ético da internet, isto é, tem um propósito mais socioeducativo. Mesmo assim, também é uma data usada para discutir noções de segurança cibernética, privacidade online, alfabetização digital e uso responsável da tecnologia”, esclarece Jonathan.

 

O especialista também comenta algumas dicas que podem ajudar as pessoas a usar a internet de forma mais segura e consciente. Confira-as:


 

1. Mantenha seu sistema operacional sempre atualizado. “Muitos usuários de Windows já devem estar carecas de saber que as frequentes atualizações do Windows Update devem ser priorizadas. Elas corrigem vulnerabilidades do sistema e garantem que sua máquina esteja protegida contra as ameaças mais recentes - e a dica serve também para os navegadores de internet e softwares de antivírus”, aponta.


2. Redobre o cuidado ao utilizar redes públicas. “Alguns estabelecimentos comerciais, além de rodoviárias e aeroportos, oferecem às pessoas acesso gratuito à rede wi-fi. Enquanto esta é uma comodidade e tanto, usar redes públicas requer o máximo de cuidado possível, já que sua máquina fica exposta a ataques de interceptação - uma boa dica aqui é usar VPN para aumentar a proteção dos seus dados ao utilizar esses pontos de acesso. E, em hipótese alguma, acesse contas bancárias ou informações sensíveis em redes desconhecidas”, alerta.

 

3. Crie senhas fortes e não as salve ou compartilhe em navegadores e dispositivos. “Criar senhas complexas, com caracteres especiais, letras maiúsculas, minúsculas e números, não são histórias da carochinha, não. Quanto mais improváveis de decifrar forem suas senhas, mais protegidos seus dados estarão. Além disso, não as deixe salvas em aplicativos e navegadores, especialmente computadores de uso público, para evitar exposição desnecessária de suas credenciais”, ensina.

 

4. Se não conhece a fonte, não clique no link. “Infelizmente, o phishing ainda é uma prática muito comum para instalar aplicativos indesejados e espalhar malwares. Por isso, mesmo que a curiosidade seja grande, não clique em links suspeitos compartilhados por e-mail, mensagens e nas redes sociais. O mesmo vale para softwares e suas atualizações: só os baixe de fontes confiáveis, nunca de sites de terceiros. Para saber se um site é seguro, há ferramentas disponíveis para isso, como o verificador de links da NordVPN”, avisa.

 

5. Prefira a navegação anônima. “Esse tipo de navegação impede que seu histórico de pesquisas e cookies de sites não sejam salvos no navegador e, dessa forma, contribui para que você não seja alvo de publicidade indesejada e também não tenha suas preferências expostas. Além disso, mesmo em uma guia privada, não deixe de conferir se os sites acessados são seguros e criptografados, isto é, possuem certificado SSL, indicado por “https” na barra de endereço”, instrui.

 

6. Verifique a URL. “Ao clicar em links, especialmente em e-mails ou mensagens suspeitas, verifique cuidadosamente a URL antes de prosseguir. Certifique-se de que o endereço corresponde à página legítima que você espera visitar. Pequenas alterações na URL podem levar a sites maliciosos projetados para roubar informações pessoais”, explica.

 

7. Tome cuidado com remetentes de e-mails. “Ao receber e-mails não solicitados ou de fontes desconhecidas, mantenha a guarda alta. Não clique em links ou baixe anexos de remetentes suspeitos. Os golpistas muitas vezes usam e-mails falsificados para induzir as pessoas a revelarem informações confidenciais ou a instalarem malware em seus dispositivos”, conclui. 

 

Leste


Ano letivo começa com listas incompletas e alta nos preços do material escola

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Com reajuste de até 9% em produtos no país, consumidores parcelam compras e buscam alternativas para economizar

 

O início do ano letivo de 2025 trouxe desafios financeiros para muitas famílias brasileiras. O material escolar ficou entre 5% e 9% mais caro, segundo a Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae). O aumento levou um terço dos consumidores a optar pelo parcelamento das compras para conseguir arcar com as despesas escolares. Além disso, muitos pais e responsáveis entraram no ano letivo com a lista incompleta e esperam promoções para finalizar as compras. 

Conforme uma pesquisa do site Mercado Mineiro, divulgada no último mês, alguns itens chegaram a subir até 32%, como o caderno espiral capa dura - 96 folhas, que em 2024 custava R$ 11,91 e passou para R$ 15,78 em 2025. O levantamento avaliou 78 produtos em 11 estabelecimentos. 

A alta nos preços é atribuída a fatores econômicos como a alta tributação, o aumento nos custos de produção e a valorização do dólar. "Os impostos são um componente importante no preço final do material escolar. Diversos produtos têm até 40% de impostos, o que pesa diretamente no bolso dos consumidores", afirma Fernando Sette Jr, economista e professor do Centro Universitário UniBH, que sugere algumas estratégias para economizar nas compras:

  • Reutilizar materiais do ano anterior – Antes de ir às compras, vale verificar o que ainda pode ser aproveitado do ano passado. "Muitas vezes, cadernos parcialmente usados, estojos e mochilas estão em boas condições e podem ser reutilizados", aponta o economista.
  • Pesquisar preços e evitar compras por impulso – Comparar valores entre diferentes lojas físicas e online pode gerar boas economias. "Fazer uma lista do que realmente é necessário evita gastos desnecessários e ajuda a manter o orçamento sob controle", orienta Sette Jr.
  • Optar por marcas alternativas – Produtos de marcas menos conhecidas podem ter qualidade semelhante aos das grandes marcas, com preços mais acessíveis.
  • Aproveitar promoções e liquidações – Lojas costumam realizar queimas de estoque após o início das aulas, oferecendo descontos significativos.
  • Comprar em conjunto – Reunir grupos de pais para compras coletivas pode garantir valores mais baixos em papelarias e atacados.
  • Negociar descontos para pagamentos à vista – Sempre que possível, pagar à vista pode render descontos e evitar os juros do parcelamento.

De acordo com o especialista, com planejamento e pesquisa, os consumidores podem minimizar os impactos da alta de preços e garantir um ano letivo com o material necessário sem comprometer excessivamente o orçamento. “É importante também não fazer compras por impulsos quando chegar na papelaria ou livraria, se restringindo aquilo que está na lista. Aproveitar cashbacks e cupons de desconto, e até mesmo comprar livros em sebos e brechós são outras soluções para pechinchar um pouco mais, mas sempre garantindo a qualidade durabilidade dos produtos”, conclui.


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