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terça-feira, 7 de janeiro de 2025

O poder e as narrativas - Uma breve teoria do poder

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‘Através da história, os que lutam pelo poder e os que querem mantê-lo, à luz da teoria da sobrevivência, necessitam de narrativas e não da verdade dos fatos’ 

Anos atrás escrevi um pequeno livro intitulado “Uma Breve Teoria do Poder”. Hoje está na 4ª edição, veiculado pela Editora Resistência Cultural, que se notabilizou pela primorosa apresentação gráfica de suas edições. As edições anteriores foram prefaciadas por dois saudosos amigos: Ney Prado, confrade e ex-presidente da Academia Internacional de Direito e Economia, e Antonio Paim, confrade da Academia Brasileira de Filosofia. A atual tem como prefaciador o ex-presidente da República e confrade da Academia Brasileira de Direito Constitucional, Michel Temer.

Chamo-a de “Breve Teoria” por dedicar-me mais à figura do detentor do poder, muito embora mencione as diversas correntes filosóficas que analisaram a ânsia de governar, através da história.

Chamar um estudo de “breve” é comum. Já é mais complicado chamar uma teoria de breve. As teorias ou são teorias ou não são. Nenhuma teoria é “breve” ou “longa”, mas apenas teoria.

Ocorre que como me dediquei fundamentalmente à figura do detentor do poder e não a todos os aspectos do poder, decidi, contra a lógica, chamá-la de “Breve Teoria”.

Desenvolvi no opúsculo a “teoria da sobrevivência”. Quem almeja o poder luta, por todos os meios, para consegui-lo e, como a história demonstra, quase sempre sem ética e sem escrúpulos. Não sem razão, Lord Acton dizia, no século XIX, que “o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente”.

Ocorre que, no momento que o poder é alcançado, quem o detém luta para mantê-lo por meio da construção de narrativas, cada vez tornando-se menos ético e mais engenhoso, até ser afastado. As narrativas são sempre de mais fácil construção nas ditaduras, mas são comuns nas democracias e tendem a crescer quando elas começam a morrer.

A característica maior da narrativa é transformar uma mentira numa verdade e torná-la para o povo um fato inconteste, ora valorizando fatos irrelevantes, ora, com criatividade, forjando fatos como, aliás, Hitler conseguiu com a juventude alemã com a célebre frase: “O amanhã pertence a nós”.

Nas democracias, a luta pelo poder é mais controlada, pois as oposições desfazem narrativas e os Poderes Judiciários neutros permitem que correções de rumo ocorram. Mesmo assim, as campanhas para conquistar o poder são destinadas, não a debater ideias, mas literalmente destruir os adversários. Quando Levitsky e Ziblatti escreveram “Como as democracias morrem”, embora com um viés nitidamente a favor do partido democrata, desventraram que as mais estáveis democracias do mundo também correm risco.

O certo é que, através da história, os que lutam pelo poder e os que querem mantê-lo, à luz da teoria da sobrevivência, necessitam de narrativas e não da verdade dos fatos, manipulando-as à sua maneira e semelhança, com interpretações “pro domo sua” das leis, reescrevendo-as e impondo-as, quanto mais força tem sobre os órgãos públicos, mesmo nas democracias, e reduzindo a única arma válida numa democracia, que é a palavra, a sua expressão menor, quando não a suprimindo.

É que, infelizmente, há uma escassez monumental de estadistas no mundo e um espantoso excesso de políticos cujo único objetivo é ter o poder e, quando atingem seu objetivo, terminam servindo-se mais do que servindo ao povo, pois servir ao povo é apenas um efeito colateral e não obrigatoriamente necessário.

 Os ciclos históricos demonstram, todavia, que quando, pela teoria da sobrevivência os limites do razoável são superados, as reações fazem-se notar, não havendo “sobrevivência permanente no poder”. As verdades, no tempo, aparecem, e, perante a história, as narrativas desaparecem e surge “a realidade nua dos fatos”.



Ives Gandra da Silva Martins - É advogado, professor emérito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP e fundador e presidente honorário do Centro de Extensão Universitária do Instituto Internacional de Ciências Sociais (IICS).

Fonte: https://dcomercio.com.br/publicacao/s/o-poder-e-as-narrativas-uma-breve-teoria-do-poder
**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio**


8 atitudes para abandonar em 2025 na carreira

O início de um novo ano se apresenta como uma oportunidade para reescrever narrativas, redefinir prioridades e, acima de tudo, deixar para trás o que não nos serve mais. No entanto, o desafio de crescer profissionalmente e pessoalmente não reside apenas em adquirir coisas novas, mas também em reconhecer as bagagens desnecessárias que carregamos. Muitas vezes, são as atitudes, os comportamentos e as crenças limitantes que nos impedem de avançar. 

Ao longo da minha trajetória como educador e mentor, percebi que o sucesso envolve, além de preparação para o futuro, a coragem de se desprender do passado. Vamos conferir 8 atitudes que merecem ser abandonadas em 2025 para que possamos encarar este novo ano como um convite à leveza e à mudança.


 

1. O medo de errar

O perfeccionismo tem sido exaltado como virtude, mas, em excesso, se torna um cárcere. Vivemos em um mundo onde a inovação exige experimentação - e errar faz parte do processo. Segundo Carol Dweck, autora do conceito de mindset de crescimento, é na tentativa e no aprendizado que desenvolvemos a capacidade de aprender e nos adaptar. É o bom e velho ciclo PDSA: Plan, Do, Study, Act

(Planejar, Fazer, Estudar, Agir, em Português).

 

Deixe para trás a ideia de que o erro define sua competência. Em vez disso, abrace o aprendizado contínuo. No trabalho, crie um ambiente onde as pessoas se sintam seguras para propor novas ideias, mesmo que elas não funcionem imediatamente.


 

2. A procrastinação

Quantas vezes você já adiou aquele projeto importante, esperando pelo momento "ideal"? A procrastinação é muitas vezes fruto do medo de não atender às expectativas ou de enfrentar o desconhecido. Em 2025, é hora de agir com intenção. Adote ferramentas simples de gestão de tempo, como o método Pomodoro ou o conceito de "primeiro as pedras grandes", de Stephen Covey. Comece pelo que importa.

 

Lembre-se: nenhum grande avanço é feito sem ação. Como dizia Peter Drucker, "os planos são apenas boas intenções, a menos que se transformem em trabalho duro imediatamente." Ou, como experimentei na minha vida: minutos de coragem trazem décadas de resultados.


 

3. A comparação constante

As redes sociais transformaram a comparação em um esporte diário. Deslizamos os dedos pela tela, observando a vida editada dos outros, enquanto subestimamos nossos próprios avanços. Em 2025, proponho um pacto: compare-se apenas com quem você era ontem.

 

Reflita sobre seus objetivos e o que realmente importa para você. O sucesso não é universal, mas único. Abandone o hábito de medir sua jornada com a régua alheia e celebre suas conquistas, por menores que pareçam.

 

E daí se o amigo só curte coisas caras? E daí se tem o shape? Essa é sua meta? Se não for, siga em frente e ignore esse tipo de distração. "Tô nem aí" para o pace da galera, shape, o que aprendeu e nem quão feliz foi a ceia de Natal. Muito menos se lê centenas de livros por ano. Sigo os meus objetivos e uso as redes como distração em horários alternativos, como logo após o almoço.


 

4. O "eu sempre fiz assim"

A resistência à mudança é um dos maiores entraves ao progresso. Quantas vezes você já ouviu – ou disse – "sempre fiz assim"? Em um mundo em constante transformação, o que funcionava ontem pode não ser mais eficaz hoje. Segundo Charles Darwin, "não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças."

 

Em 2025, desafie suas próprias práticas. Questione processos, busque inovações e esteja aberto ao novo. A adaptabilidade será a competência mais valiosa para o futuro. Vai por mim: a única coisa que você precisa aprender é se acostumar com a mudança. Porque o novo sempre vem.


 

5. A mentalidade de escassez

A crença de que o sucesso do outro diminui suas chances é uma armadilha perigosa. Estudos de Adam Grant, autor de "Dar e receber: uma abordagem revolucionária sobre sucesso, generosidade e influência", mostram que aqueles que ajudam os outros frequentemente se tornam mais bem-sucedidos.

 

Ao entrar em 2025, abandone a mentalidade de escassez. Em vez de competir, colabore. Ajude colegas, compartilhe conhecimentos e crie redes de apoio. Há espaço para todos brilharem.

 

Comece com uma dica simples: mande um feliz 2025 para seus contatos no WhatsApp. Depois, invista algumas horas deixando depoimentos no LinkedIn para os colegas que trabalharam com você. Não peça nada em troca, pois vai se surpreender com o poder da reciprocidade.


 

6. O descuido com a saúde

Vivemos na era do burnout. Muitos sacrificam a saúde física e mental em nome de objetivos profissionais. No entanto, como afirma Arianna Huffington, em Thrive, o verdadeiro sucesso requer equilíbrio. O corpo e a mente são os pilares da produtividade e da criatividade.

 

Em 2025, priorize a saúde. Reserve momentos para desconectar, pratique exercícios, cultive bons hábitos alimentares e invista no seu bem-estar emocional. Lembre-se de que cuidar de si mesmo não é um luxo, mas uma necessidade.

 

Como sei que horas o trabalho começa, mas não sei quando termina, faço minhas atividades físicas pela manhã. Acordo e vou correr ou malhar. É o meu tempo. Hora que tenho para ouvir um podcast que gosto e sentir-me energizado para começar mais um dia de trabalho. Não há como comprar saúde, então pense em quanto terá de reduzir o seu ganho para conseguir 1 hora diária de exercícios.


 

7. A resistência ao aprendizado

A frase "já sei tudo o que preciso" não tem espaço no século XXI. O mercado de trabalho valoriza profissionais que se reinventam e buscam constantemente expandir seus horizontes. Segundo o Fórum Econômico Mundial, 50% de todos os trabalhadores precisarão se requalificar até 2025.

 

Abandone o comodismo intelectual. Invista em cursos, participe de workshops e leia sobre temas além da sua área de atuação. A aprendizagem ao longo da vida é a chave para a relevância profissional.

 

No começo dói, pois aprender qualquer coisa é uma zona cinzenta. Nunca sabemos se vamos conseguir. Mas com um pouco de paciência, vamos ampliando nosso portfólio de conhecimentos e aprendendo. A hora que olhar para trás, verá o quanto aprendeu e como isso ajudou a ser mais produtivo e ter mais tempo para você.


 

8. A falta de gratidão

No frenesi da vida moderna, é fácil esquecer de agradecer pelas pequenas e grandes conquistas. No entanto, a gratidão é uma das práticas mais transformadoras. Em 2025, cultive a gratidão. Reserve momentos diários para refletir sobre o que você valoriza. Agradeça às pessoas ao seu redor, reconheça esforços e celebre o presente. A gratidão não custa nada, mas rende muito. Não adianta só reclamar da vida ou se vitimizar.

 

Lembro-me certa vez de estar deitado no chão olhando para o céu e pensando: "como fui um péssimo profissional”. Todos os meus amigos já financiaram apartamentos e eu resolvi investir o dinheiro. Na semana seguinte, sofri um acidente de bicicleta e fraturei 6 vértebras do pescoço e a C1. Minhas chances de ficar vivo, sem sequelas graves, eram de apenas 2%.

 

Depois de passar 5 dias em coma induzido, fiz um pacto comigo: gratidão em primeiro lugar. Afinal, estar vivo e não ter sequelas depois de um acidente como esse é algo muito maior do que ter ficado para trás no boom dos imóveis de 2015.

 

Em 2025, convido você a refletir sobre quais bagagens está disposto a abandonar para abrir espaço para novos aprendizados, conquistas e relações.

 

Como afirmou Fernando Pessoa, "há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia". Que este novo ano seja sua travessia para um futuro mais leve, produtivo e significativo.

 

 

Virgilio Marques dos Santos - sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria (Foto: Isaque Martins)



Três caminhos de como não fazer OKRs


Essa não é a primeira vez que faço o próximo comentário: de uns tempos para cá, sinto que cada vez mais os OKRs - Objectives and Key Results (Objetivos e Resultados Chaves) -, viraram uma espécie de ‘modinha’. As empresas alegam que possuem a ferramenta e que a utilizam no seu dia a dia, ao longo de seus processos, mas me pergunto internamente se estão fazendo isso de forma correta.

Algumas dessas empresas, depois de um tempo utilizando a ferramenta, acabam adotando um movimento contrário: o abandono dos OKRs, porque ‘não funcionam’. Muitas pessoas já chegaram para mim e comentaram que não se pode falar de OKRs em determinada organização, porque o consultor X implementou e deu errado e o CEO, ou o dono, ou o time, estão com aversão.

Acredite, não foram poucas as vezes em que a situação que descrevi acima aconteceu. Será que realmente não funcionam ou você, juntamente dos colaboradores, que não soube utilizar ou trouxe alguém para te apoiar que tinha experiência de slides? Afinal, sejamos sinceros, com uma implementação realizada de maneira equivocada, é praticamente impossível usar os OKRs e tirar o seu melhor proveito.

Recentemente, vi gestores alegando que a ferramenta parece uma boa solução e que após um período, se mostra uma armadilha, que desvia o foco e a atenção, tornando o time em geral improdutivo. Foi analisando esses casos que fiquei preocupado, pensando em como os OKRs estavam sendo aplicados, já que uma de suas premissas é dar maior clareza para as necessidades, para a direção a ser seguida e para as ações a serem tomadas, o que vai permitir chegar em melhores resultados.

A verdade é que para utilizar essa metodologia na sua empresa, você precisa ter em mente que os OKRs não são nenhuma fórmula mágica e que não vão transformar a organização da noite para o dia. A ferramenta exige uma mudança da cultura organizacional para que dê certo e a gestão precisa estar extremamente alinhada com o time, contando com a ajuda de cada um para traçar as metas e construir os objetivos.

Neste sentido, resolvi elencar os três caminhos de como não fazer OKRs, para servir de alertar para aqueles gestores que estão implementando a ferramenta de forma errada e também para ajudar quem deseja começar a utilizar:

  1. Primeiro caminho: atribuir a responsabilidade para terceiros, seja para  o consultor ou o líder do projeto, pois caso contrário, a mudança não vai acontecer e a responsabilidade sobre um projeto deste é da liderança.
  2. Segundo caminho: fazer tudo correndo. Acredite, isso não adianta, pois a mudança de cultura não acontece do dia para a noite.
  3. Terceiro caminho: achar que é simples e que é fácil de implementar, após a leitura de algum livro como ‘Avalie o que importa’.

Pedro Signorelli - um dos maiores especialistas do Brasil em gestão, com ênfase em OKRs. Já movimentou com seus projetos mais de R$ 2 bi e é responsável, dentre outros, pelo case da Nextel, maior e mais rápida implementação da ferramenta nas Américas. Mais informações acesse: http://www.gestaopragmatica.com.br/

 

Transição escolar: Como o Ensino Médio prepara os jovens para o futuro

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Diretores do PB Colégio e Curso falam sobre os medos e insegurança dos adolescentes e reforçam o amadurecimento e desenvolvimento dos estudantes nesse momento
 
 

Mudar dá medo, mas é aquele ditado, vá com medo mesmo. Para crianças que estão chegando ao mundo adolescente, a transição do Ensino Fundamental para o Ensino Médio é um dos momentos mais desafiadores da vida escolar. Marcado pela mudança de rotina, exigências acadêmicas mais rigorosas e uma nova fase de amadurecimento, esse período pode gerar inseguranças tanto para os alunos quanto para seus pais e até para professores. No entanto, é também um momento repleto de oportunidades de crescimento e desenvolvimento, em que o jovem se prepara para os desafios futuros e começa a compreender melhor suas responsabilidades no ambiente escolar e na vida.
 

Medos e inseguranças

É natural que, ao iniciar no Ensino Médio, os adolescentes sintam medo do desconhecido. A mudança de turma, de professores, a cobrança maior nas avaliações, a pressão para decidir o futuro profissional e, até mesmo, as novas dinâmicas sociais, geram uma série de inseguranças. Valma Souza, diretora do PB Colégio e Curso, destaca: "O medo é uma resposta normal a esse momento de transição. A escola precisa ser um ambiente acolhedor, que ajude o aluno a lidar com essa insegurança de forma positiva, além de ajuda-los a crescer, em todos os sentidos.", explica a diretora. 

Hugo de Almeida, também diretor da instituição, reconhece que a adaptação às novas responsabilidades, tanto acadêmicas quanto pessoais, é desafiadora. "Os jovens começam a entender que o Ensino Médio exige mais disciplina e comprometimento. A pressão por resultados pode ser intensa, mas é um passo essencial para o desenvolvimento da maturidade”.

 

Crescimento pessoal e acadêmico

Enquanto a transição do Ensino Fundamental para o Ensino Médio pode ser marcada por insegurança e desafios, também é uma etapa de grande crescimento. No Ensino Médio, os alunos começam a entender melhor sua relação com o conhecimento, o que exige mais disciplina, criatividade e a capacidade de lidar com o tempo de forma eficiente. 

Jonas Stanley, diretor do PB Colégio e Curso, complementa: "O Ensino Médio prepara os jovens para a vida adulta. Eles começam a aprender não só a estudar de maneira mais profunda, mas também a trabalhar sua organização pessoal, sua força de vontade, e como administrar seus compromissos de forma eficaz." Essa fase também é fundamental para o desenvolvimento da autonomia, pois os alunos precisam tomar decisões sobre seus estudos, suas escolhas de vida e suas prioridades, sem perder de vista o equilíbrio entre as diversas áreas de sua vida. 

A gestão do tempo, um dos aspectos mais exigidos no Ensino Médio, se torna um grande aprendizado para os jovens. "Eles passam a entender que o tempo é um recurso valioso e, por isso, começam a desenvolver habilidades de organização. Isso ajuda não apenas na escola, mas em várias outras áreas da vida", explica Hugo de Almeida.
 

O papel dos pais na transição

A participação ativa dos pais é essencial nesse momento de transição. Muitos pais podem se sentir ansiosos ao ver seus filhos enfrentando esse novo ciclo, e algumas vezes podem até se tornar excessivamente protetores, sem perceber que, nesse estágio, é importante deixar que os adolescentes lidem com suas próprias inseguranças. "A chave está em apoiar, sem interferir demais, mostrando confiança na capacidade do filho de superar os desafios e crescer com isso. Se você demonstra insegurança, seu filho também vai sentir. Você deve ser porto seguro, colo, mas não pode fazer a parte deles nesse mundo.", acredita Valma Souza. 

É um período de mudança de expectativas, tanto para os pais quanto para os filhos. O papel dos responsáveis é de orientação, mas também de escuta. "O aluno precisa sentir que os pais estão disponíveis para dialogar, mas que também confiam em seu processo de amadurecimento. Eles precisam entender que a escola não é mais apenas um espaço de ensino, mas também um lugar onde os jovens podem aprender sobre si mesmos. Muitos pais se frustram em diversos aspectos, até mesmo nas escolhas profissionais de seus filhos", destaca Jonas Stanley.
 

Transformando desafios em oportunidades

Embora os desafios do Ensino Médio sejam reais, os benefícios dessa fase vão muito além da sala de aula. Ao longo desses três anos, os adolescentes desenvolvem habilidades que serão fundamentais para o sucesso em suas vidas profissionais e pessoais. Eles aprendem a administrar as próprias emoções, a ser resilientes diante das dificuldades, a se organizar de forma mais eficaz, a se comprometer com suas metas e, o mais importante, a confiar em seu potencial. 

"Estamos falando de um momento de crescimento intenso, no qual os jovens enfrentam seus medos e superam barreiras, não apenas acadêmicas, mas também pessoais", finaliza Valma Souza. Para ela, esse processo de adaptação é, na verdade, uma oportunidade única de formar cidadãos mais seguros e preparados para o futuro.

A transição do Ensino Fundamental para o Ensino Médio não é apenas um passo na educação acadêmica, mas um verdadeiro rito de passagem, que exige coragem, disciplina e apoio. Com a orientação de profissionais experientes e o envolvimento de pais, essa etapa pode ser um marco de transformação para os jovens, preparando-os para o que está por vir, não só no campo intelectual, mas também no aspecto emocional e social.


Os efeitos das mudanças para descredenciamento de hospitais em planos de saúde

 Os consumidores que possuem contratos válidos com operadoras de saúde tiveram uma boa notícia nessa virada de ano. Desde o último dia 31 de dezembro, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou novas regras sobre alterações na rede hospitalar de planos de saúde no Brasil. As mudanças, estabelecidas pela Resolução Normativa 585/2023, trouxeram avanços significativos para os brasileiros que sofrem com a falta de comunicação e transparência das empresas que retiram hospitais de suas redes credenciadas sem dar qualquer motivação ou justificativa. 

No Brasil, são inúmeros os casos de pessoas que são informadas pelo descredenciamento de instituições de saúde e centros hospitalares apenas no momento da busca de um atendimento, muitas vezes de urgência ou emergência. As novas normas devem estabelecer um equilíbrio maior na relação consumidor e operadoras. Isso porque, atualmente, não existe qualquer tipo de comunicação prévia, ou mesmo posterior, das operadoras sobre as mudanças na lista da rede credenciada contratada. 

Os usuários de plano de saúde raramente conseguem manter a mesma lista de hospitais e médicos credenciados ao longo da duração de seus contratos. E as operadoras sequer explicam os possíveis motivos do descredenciamento. Isso deve e terá que mudar de acordo com a nova resolução. As novas diretrizes afetam diretamente situações de exclusão ou substituição de hospitais e serviços de urgência e emergência. 

Entre as principais mudanças está a exigência da comunicação antecipada aos beneficiários dos planos de saúde, de forma individual, sobre qualquer exclusão ou substituição na rede credenciada, com pelo menos 30 dias de antecedência. Essa medida é louvável, pois hoje em dia o consumidor, no máximo, fica sabendo do descredenciamento ao consultar o aplicativo digital de seu plano. Infelizmente, muitos são surpreendidos no balcão de atendimento dos estabelecimentos de saúde em um momento de emergência. E isso resulta em problemas graves, pois em muitos casos, hospitais deixam de cobrir o atendimento da área de pediatria de determinado plano e os pais que levam a criança para um atendimento de urgência, além de enfrentar uma fila no atendimento, precisa se deslocar para outro hospital, após ser informado pelo atendente local que o estabelecimento não faz mais parte da rede se seu plano. 

Outro exemplo que acontece é sobre o acompanhamento médico realizado em determinado hospital e o mesmo acaba descredenciado, sem qualquer justificativa, e o paciente fica sem o atendimento da noite para o dia. Imagine um paciente que está fazendo um tratamento para doença grave em determinado hospital, com um médico que já está fazendo todo o acompanhamento, e ao chegar para mais um dia de consulta ou intervenção é surpreendido, ao entregar sua carteirinha, que aquela rede hospitalar não faz parte da lista da rede credenciada de seu plano. Além da óbvia frustação, a situação pode virar um grande pesadelo, pois até encontrar um novo atendimento o problema de saúde pode se agravar. 

Então, essa comunicação antecipada, mesmo que não justificada, irá auxiliar o paciente a se programar para buscar outra alternativa para seu tratamento.

E nesse ponto, outra mudança anunciada pela ANS pode ser útil. De acordo com a nova norma, a operadora deve manter a qualidade de sua rede credenciada, pois caso um hospital excluído seja responsável por até 80% das internações na região, a empresa deve substituí-lo por outro de qualificação equivalente ou superior. 

O consumidor também ganhou outra alternativa, caso não esteja contente com o descredenciamento do hospital e nem com sua substituição. A nova norma estabelece a ampliação da portabilidade. Ou seja, desde o último 31 de dezembro, os beneficiários que se sentirem prejudicados pela retirada de um hospital ou serviço de urgência poderão realizar a portabilidade sem precisar cumprir os prazos mínimos de permanência no plano, que variam de 1 a 3 anos. Além disso, não será necessário que o novo plano seja da mesma faixa de preço do anterior. 

É muito importante que o consumidor sempre busque todas as informações claras e completas sobre as mudanças realizadas em sua rede credenciada. Sempre que possível, consulte os aplicativos digitais das empresas. E caso não sejam informados sobre as eventuais mudanças, devem registrar reclamações junto à ANS e aos órgãos de defesa do consumidor. E, em caso de qualquer problema de abuso ou descumprimento contratual por parte da empresa, é possível ingressar com uma ação no Poder Judiciário para garantir a defesa de todos os seus direitos. 

Portanto, as novas regras oferecem aos beneficiários uma ferramenta poderosa para garantir a continuidade e a qualidade do atendimento. Além de promover maior transparência, elas fortalecem a relação de confiança entre consumidores e operadoras de saúde. Agora, cabe às empresas cumprirem as determinações da ANS, agindo com responsabilidade e respeito às normas estabelecidas. Somente assim será possível evitar surpresas desagradáveis e garantir que o atendimento em saúde suplementar atenda às necessidades dos consumidores.

 

Natália Soriani - advogada especialista em Direito Médico e da Saúde e sócia do escritório Natália Soriani Advocacia


Como Escolher uma Creche ou Escola Infantil para o Seu Filho


Escolher uma creche ou escola infantil é uma das decisões mais importantes para os pais, pois essa instituição será parte essencial no desenvolvimento e aprendizado das crianças. Esse processo exige atenção a diversos aspectos, como a abordagem pedagógica, o preparo dos profissionais e a infraestrutura do local. Selecionamos algumas dicas e orientações para ajudar na escolha de um ambiente seguro, acolhedor e alinhado com os valores da família. 

Ao visitar a instituição, pergunte sobre a formação dos educadores e cuidadores, e se eles participam de treinamentos regulares em desenvolvimento infantil e práticas pedagógicas atualizadas. Avalie ainda o número de crianças por educador, pois turmas menores permitem mais atenção individual. 

Outro ponto essencial é entender se a equipe é treinada em primeiros socorros e como lida com conflitos e comportamentos desafiadores, especialmente se a escola adota a disciplina positiva. Essa abordagem foca no respeito mútuo e no desenvolvimento de habilidades de vida e alfabetização emocional. 

Entenda o método educacional adotado pela escola e como ele se alinha aos seus valores familiares. As abordagens podem variar, como a pedagogia Waldorf, Montessori, construtivista ou tradicional. Além disso, verifique como a instituição lida com temas de inclusão, diversidade e sustentabilidade. Procure averiguar como é o uso de telas na escola. Verifique se eles usam tablet, celular ou TV durante as atividades e se isso está alinhado com os princípios da sua família. Isso ajuda a garantir que o ambiente esteja em sintonia com as suas expectativas. 

A transparência é fundamental para manter os pais informados sobre o dia a dia e o desenvolvimento dos filhos. Pergunte sobre os canais de comunicação usados pela escola, como agendas, aplicativos ou reuniões, e o que é feito para promover o vínculo entre a instituição e as famílias. 

Durante a visita, observe se a escola tem controle de entrada e saída, proteção nas tomadas e pisos seguros. Converse com outros pais sobre a experiência deles e observe o comportamento das crianças e da equipe. Pergunte ainda sobre o cardápio, caso tenha preferência por uma alimentação natural e equilibrada para seu filho. 

Por fim, informe-se sobre o processo de adaptação e como a equipe lida com choro, conflitos entre as crianças e outras questões emocionais.

Katte Amaral, especialista em Disciplina Positiva, afirma que os pais devem escolher um ambiente onde as crianças se sintam acolhidas e respeitadas, pois isso pode fazer toda a diferença no seu desenvolvimento.
 

“Muitos pais ainda acreditam que a escola precisa ser um lugar difícil, associado a sofrimento e rigidez. Isso vincula o aprendizado a uma experiência negativa, o que vai na contramão do que defendemos na disciplina positiva, que é construir habilidades de vida e aprendizados de longo prazo em um ambiente respeitoso e acolhedor. 

Antigamente, isso até fazia sentido, porque vivíamos em uma sociedade onde a escola era praticamente a única fonte de informação. Hoje, a realidade é outra: a informação está disponível em qualquer lugar, basta acessar o YouTube, por exemplo. O papel da escola precisa ir além. É um espaço para o desenvolvimento social e para formar aprendizes, ajudando a construir quem é essa pessoa por trás da informação. Esse é o verdadeiro objetivo”, explica Katte amaral. 


Feriados prolongados estimulam venda de pacotes de viagem

Com mais feriados que no ano anterior, 2025 estimula operadoras de turismo como a CVC a criarem opções de roteiros adaptados para o descanso, além das tradicionais férias

 

Quando vira o calendário, a maioria dos brasileiros já sai em disparada para contar os feriados à vista e, claro, as oportunidades de viagens que o ano novo trará, nas emendas prolongadas.  

De olho no comportamento dos brasileiros em realizar diversas viagens em finais de semana e feriados ao longo do ano, além da tradicional viagem de férias, a operadora CVC, a maior do setor, inicia o ano lançando seu tarifário para os Feriados de 2025, para destinos nacionais e internacionais.  De acordo com dados do Ministério do Turismo, mais de um terço dos brasileiros (35%) planejam viajar a lazer até fevereiro de 2025, o que representa um total de 59 milhões de pessoas. 

Diferentemente de 2024, o próximo ano será generoso, com mais datas para descanso dos trabalhadores brasileiros.  

Confira a seguir as principais datas:  

  • 3 e 4 de março (segunda e terça-feira): Carnaval (ponto facultativo) 
  • 18 de abril (sexta-feira): Paixão de Cristo 
  • 21 de abril (segunda-feira): Tiradentes 
  • 1º de maio (quinta-feira): Dia do Trabalho 
  • 19 de junho (quinta-feira): Corpus Christi 
  • 7 de setembro (domingo): Independência do Brasil 
  • 12 de outubro (domingo): Nossa Senhora Aparecida 
  • 2 de novembro (domingo): Finados 
  • 15 de novembro (sábado): Proclamação da República 
  • 20 de novembro (quinta-feira): Consciência Negra (feriado nacional) 
  • 25 de dezembro (quinta-feira): Natal 

 O Calendário de Feriados 2025 começa com o Carnaval, feriadão com 5 dias de folga, com opção de embarque já na sexta-feira, 28 de fevereiro. Os destinos mais procurados para este feriado são as praias do Nordeste, como Maceió, Porto Seguro e Salvador. Com saída no dia 03 de março, um pacote para curtir o Carnaval em Maceió, com passagem aérea E hospedagem com café da manhã, sai por a partir de R$ 2.250, por pessoa. Já para Porto Seguro, o mesmo pacote com diárias de hospedagem e passagem aérea, custa a partir de R$ 2.846, por pessoa.  

 

CVC
www.cvc.com.br


É hora de planejar os estudos para 2025: aprenda a traçar metas realistas

Canva: Crédito

Com dicas práticas do professor Michel Arthaud, da plataforma Professor Ferretto, descubra como evoluir e organizar sua rotina de estudos em 2025


O início de um novo ano, é tempo perfeito para refletir sobre os objetivos alcançados e se preparar para os desafios do próximo ciclo. Para quem deseja ingressar na universidade ou melhorar o desempenho acadêmico em 2025, o planejamento de estudos é essencial. O professor Michel Arthaud, da plataforma Professor Ferretto, destaca a importância de traçar metas realistas para alcançar resultados consistentes. 

"É fundamental entender que o processo de aprendizado é uma construção contínua. Traçar metas muito ambiciosas ou vagas pode gerar frustração. O ideal é criar objetivos específicos, mensuráveis e que se encaixem na sua rotina," explica Michel. 

A plataforma Professor Ferretto, conhecida por oferecer conteúdos didáticos e estratégias de estudo, enfatiza que a organização é um dos pilares para o sucesso. Segundo Michel, o primeiro passo é analisar as prioridades: "Definir quais disciplinas demandam mais atenção e distribuir o tempo de forma equilibrada entre elas é essencial para evitar sobrecarga e garantir um aprendizado efetivo." Pensando nisso, listamos 5 dicas que podem te direcionar melhor nos estudos para o próximo ano:
 

1. Defina metas realistas e específicas.

O primeiro passo para um plano de estudos eficiente é estabelecer metas claras e alcançáveis. Em vez de dizer “quero estudar mais”, seja específico: “vou resolver 10 questões de física por dia” ou “vou ler dois capítulos de história por semana”. Objetivos bem definidos ajudam a direcionar o foco e a manter a motivação. O professor Michel destaca: "Estabelecer metas realistas é essencial para evitar a frustração. O progresso pode ser lento, mas o importante é que ele seja consistente."
 

2. Organize um cronograma equilibrado.

Monte um cronograma que distribua bem as disciplinas, considerando as matérias em que você tem mais dificuldade. Dedique mais tempo a elas, mas sem deixar de revisar os conteúdos em que já se sente confiante. Uma boa dica é intercalar disciplinas mais teóricas com aquelas que exigem mais prática, como exatas. Ferramentas digitais, como planilhas ou aplicativos de organização, podem facilitar essa tarefa e ajudar a manter o controle.
 

3. Inclua revisões e pausas estratégicas.

O aprendizado é potencializado quando o conteúdo é revisado periodicamente. Revisões semanais e mensais ajudam a fixar o que foi estudado e a identificar possíveis dúvidas. Além disso, é importante fazer pausas regulares durante as sessões de estudo. Utilize técnicas como o Pomodoro, que alterna períodos de concentração (25 a 50 minutos) com pequenos intervalos (5 a 10 minutos). Segundo Michel: "Estudar sem pausas pode ser contraproducente. A qualidade do estudo é mais importante do que a quantidade."
 

4. Acompanhe seu progresso e ajuste o planejamento.

Registrar as tarefas realizadas e acompanhar sua evolução são práticas fundamentais para manter o foco. Analise o que foi cumprido no final de cada semana e faça ajustes no cronograma, se necessário. Isso também ajuda a identificar quais conteúdos já foram assimilados e quais ainda precisam de reforço. Planejando dessa forma, você evita sobrecarga e se mantém motivado ao perceber os avanços.
 

5. Mantenha equilíbrio entre estudo, descanso e lazer.

O aprendizado não acontece apenas nas horas de estudo. Dormir bem, praticar atividades físicas e reservar momentos para o lazer são fatores que contribuem diretamente para o desempenho acadêmico. "O cansaço e o estresse podem comprometer a produtividade. O descanso é tão importante quanto o estudo na construção de bons resultados," reforça Michel. 

Além disso, o professor destaca a importância de incorporar pausas regulares e momentos de revisão ao cronograma: "O estudo não é apenas sobre quantidade de horas, mas sobre qualidade. Intervalos bem planejados ajudam a consolidar o conhecimento e evitam o cansaço excessivo."

 

Plataforma Professor Ferretto


Governo de SP renova isenção de ICMS para geração própria solar, mantendo atratividade de novos investimentos e geração de empregos verdes, celebra ABSOLAR

  Com articulação intensa da entidade, governo paulista estendeu benefício vigente até o final de 2026, consolidando a competitividade da geração distribuída para os consumidores paulista


A renovação pelo governo do Estado de São Paulo do benefício de isenção de ICMS para a geração própria renovável, publicada no Diário Oficial do Estado via Decreto nº 69.827, de 30 de dezembro de 2024, se alinha às políticas públicas de transição energética e contribui para o protagonismo paulista no desenvolvimento sustentável por meio da fonte solar fotovoltaica.
 
A avaliação é da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). Para a entidade, que atuou intensamente pela extensão do benefício, a decisão consolida a competitividade da geração própria solar na região, beneficiando consumidores residenciais, pequenos negócios, produtores rurais e gestores públicos. Segundo o decreto, o novo prazo de vigência da isenção é válido até o final de 2026.
 
Para Guilherme Susteras, conselheiro de administração e coordenador do grupo de trabalho de geração distribuída da ABSOLAR, a expectativa do setor solar fotovoltaico era de que a renovação fosse ampliada até 2032, como já é feito em todos os demais estados da região sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo). Porém, a decisão do governo paulista foi alinhada ao prazo de vigência da atual gestão do Governo do Estado, ou seja, até o final de 2026. “A ABSOLAR continua atuando para equiparar os prazos do Estado de São Paulo aos demais da região, para evitar que São Paulo perca competitividade. Apesar disso, a medida do Governo de São Paulo é muito positiva e bem-recebida pelo setor, pois traz previsibilidade e segurança aos consumidores e ao mercado solar pelos próximos dois anos”, aponta.
 
“A renovação é fundamental para o suprimento de novas demandas por eletricidade limpa e competitiva, que apoiará o crescimento de diferentes atividades econômicas no Estado, bem como contribuirá para o atingimento das metas de redução de emissões de poluentes e gases de efeito estufa”, acrescenta Susteras.
 
Atualmente, São Paulo lidera o ranking estadual de potência instalada com fonte solar na geração distribuída, com mais de 4,8 gigawatts (GW) em operação nas residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos. São mais de mais de 514 mil conexões operacionais, espalhadas por todos os municípios paulistas. Desde 2012, o segmento já proporcionou ao Estado de São Paulo a atração de mais de R$ 22,8 bilhões em investimentos, a geração de mais de 146 mil empregos verdes e a arrecadação de R$ 6,9 bilhões aos cofres públicos.
 
“A atualização das regras de ICMS em São Paulo é essencial para o estado manter este ciclo virtuoso de desenvolvimento social, econômico e ambiental, com mais investimentos, empregos verdes e sustentabilidade. Por isso, a ABSOLAR cumprimenta e parabeniza o Governo do Estado de São Paulo pela decisão acertada. A energia solar é cada vez mais estratégica como solução para ajudar na redução de gastos dos consumidores com energia elétrica, tanto para a população, quanto para os setores produtivos e gestores públicos”, conclui Rodrigo Sauaia, presidente executivo da ABSOLAR.
 
Publicação no Diário Oficial
 https://www.doe.sp.gov.br/executivo/decretos/decreto-n-69287-de-30-de-dezembro-de-2024-20241231118202802533


Com o projeto Dinâmica Costeira, o SGB amplia o conhecimento sobre a dinâmica e o monitoramento costeiro das praias brasileiras

 

Divulgação/SGB

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) desenvolve um projeto pioneiro, que contribui para gerir nossa costa litorânea. Por meio do projeto Dinâmica Costeira, são feitos estudos que apoiam o planejamento urbano, considerando as condições naturais do local, as mudanças climáticas e as alterações da linha de costa. O trabalho está alinhado às metas do Plano Plurianual (PPA 2024-2027) do governo federal. 

Atualmente, há estudos em andamento em São Vicente (SP), Maricá (RJ) e Guaratuba (PR). O projeto busca entender a dinâmica costeira ao longo de dois anos, permitindo identificar áreas mais sujeitas à perda de faixa de areia por eventos de ressaca, por exemplo, ou trechos de acúmulo de sedimentos. 

“O objetivo principal é gerar documentos que orientem os órgãos gestores, entendendo quais processos causam prejuízos em suas praias, qual a velocidade desses fenômenos, urgência ou não de interferências, quais áreas devem ser priorizadas e qual será o cenário no futuro”, explica o pesquisador do SGB Marcelo de Queiroz Jorge, coordenador do projeto.
 

Fragilidades na região costeira  

As regiões costeiras são consideradas ambientes naturalmente frágeis devido à dinâmica complexa associada à ação das marés, ventos e ondas, além dos impactos provocados por atividades humanas, como urbanização, poluição e exploração dos recursos naturais. Esse cenário impacta diretamente a vida da população. 

Aproximadamente 50 milhões de pessoas vivem na região costeira do Brasil, segundo o Atlas Geográfico das Zonas Costeiras e Oceânicas do Brasil (2011). Esse total representa cerca de 25% de toda a população do país. 

“Nas áreas em que ocorrem erosão, ou seja, em que a areia é levada pela força do mar e dos ventos, há a perda da faixa de areia, com diminuição da área da praia. Isso pode causar destruição de moradias e infraestrutura urbana”, detalha Jorge. 

Já nos casos em que há tendência de acumular sedimentos, onde o mar avança e deposita areia e detritos, são formados novos terrenos, que podem ser indevidamente ocupados. Ainda segundo Jorge, “Esses terrenos são instáveis e sujeitos a uma série de problemas ambientais”.
 

Metodologias inovadoras 

O projeto Dinâmica Costeira atua de forma multimetodológica para entender esses fenômenos costeiros e as consequentes deposições de sedimentos, a fim de serem criados documentos que atendam órgãos gestores, sociedade civil e de pesquisa. 

A chefe da Divisão de Gestão Territorial, Maria Adelaide Mansini Maia, detalha que, durante os estudos, são usadas novas tecnologias que complementam as metodologias tradicionais: “Além do uso de geoindicadores, análise granulométrica de sedimentos e estudos multitemporais de alteração da linha de costa, a iniciativa incorporou, de forma inovadora, a tecnologia de levantamentos topográficos para determinação de perfis de praia, utilizando drones equipados com sensores LiDAR”. 

Essa técnica permite maior precisão na coleta de dados, ampliando a capacidade de análise detalhada das alterações costeiras e fornecendo dados mais robustos para a gestão e conservação dessas áreas sensíveis.
 

Estudos em andamento 

O município de São Vicente (SP) foi o primeiro a receber o projeto Dinâmica Costeira, a pedido da defesa civil municipal. Já está em fase final a elaboração do relatório do trabalho, com previsão de entrega no 1º semestre deste ano. Os estudos são realizados em parceria com a Universidade Santa Cecília (Unisanta). 

Em novembro de 2024, o SGB iniciou os estudos em Maricá (RJ), como parte do projeto Monitoramento Integrado da Hidrodinâmica e Morfodinâmica da Região Costeira em Maricá (RJ). Esse trabalho é realizado em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro. O acordo de cooperação técnica está em fase final de tramitação para assinatura. 

Neste ano, começam os estudos nas praias Central e do Brejatuba, no município de Guaratuba (PR). Em dezembro de 2023, o SGB assinou Acordo de Cooperação Técnica com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) para a troca de dados e informações técnico-científicos. 

O coordenador do projeto Marcelo Jorge ressalta a importância desse intercâmbio com instituições de ensino: “As universidades nos fornecem dados atualizados sobre ondas e correntes, além de histórico sobre pesquisas anteriores, o que otimiza um grande trabalho que precisamos realizar e podem ainda dar suporte a informações adicionais, já que normalmente já possuem pesquisas em andamento nas regiões em que atuamos”. Em contrapartida, o SGB oferece apoio para o desenvolvimento de novas informações e publicações.


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