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segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Como o diagnóstico de câncer afeta a saúde mental do paciente

Psiquiatra dá sugestões de bem-estar para auxiliar os pacientes oncológicos durante esse processo

 

O diagnóstico de câncer é um evento marcante que pode desencadear uma série de reações emocionais e psicológicas nos pacientes. Na capital paulista, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), existe a previsão de surgirem cerca de 704 mil casos de câncer por ano até 2025, dos quais 70% serão nas regiões Sul e Sudeste. Nos homens, o câncer mais prevalente é o de próstata, enquanto nas mulheres é o câncer de mama.

"Quando um paciente recebe o diagnóstico de câncer, é comum que ele passe por um turbilhão de emoções, desde choque, negação e até medo. Esse impacto inicial pode levar a intenso sofrimento, que merece ser acolhido e avaliado adequadamente.", explica o Dr. André Cardoso Campello, psiquiatra no IBCC Oncologia, hospital especializado no tratamento oncológico, localizado em São Paulo.

O tratamento oncológico, que muitas vezes envolve cirurgia, quimioterapia e radioterapia, também pode afetar negativamente a saúde mental. Efeitos colaterais físicos como fadiga, dor e perda de apetite podem exacerbar sintomas depressivos e, nesse cenário, o acompanhamento psicológico é essencial desde o momento do diagnóstico.


Busque ter uma rede de apoio

Compartilhe suas preocupações e sentimentos com amigos, familiares e pessoas próximas. É essencial ter o apoio, carinho e atenção daqueles que te amam para garantir seu bem-estar emocional durante o tratamento oncológico.


Dicas para cuidar da saúde mental

O psiquiatra do IBCC Oncologia elenca abaixo cinco sugestões para o cuidado com a saúde mental que podem ser benéficas para a rotina do paciente oncológico durante o tratamento, tanto fisicamente como emocionalmente.


Busque ter uma alimentação balanceada

Consmir alimentos nutritivos e beber bastante água é essencial para manter a hidratação adequada conforme seu peso corporal, além de ajudar a evitar o estresse físico e emocional.


Cultive a espiritualidade

Buscar apoio em seu grupo espiritual ou religioso, especialmente em momentos complicados, pode proporcionar um alívio significativo ao seu bem-estar emocional. Essas interações trazem conforto, esperança e uma perspectiva renovada, essenciais para enfrentar desafios diários.


Pratique atividades físicas

A prática de atividade física é uma grande aliada no gerenciamento das emoções e sentimentos. Além disso, é fundamental para aumentar os níveis de energia e melhorar a qualidade do sono.


Encontre um hobby

Se você tem um hobby ou algo que goste de fazer com frequência, reserve alguns minutos diários para se dedicar a essa atividade. Isso pode ajudar a relaxar, manter o foco em outro tema além da doença e ainda estimular a criatividade.

"A rede de suporte, que inclui familiares e amigos, desempenha um papel essencial no bem-estar do paciente. Pacientes com um bom suporte social tendem a ter melhores resultados no tratamento e menor incidência de depressão. Orientar a família sobre como oferecer apoio emocional adequado é igualmente importante", finaliza o especialista.




IBCC Oncologia


Surto de Virose no Litoral Paulista Atinge Milhares de Pessoas: Casos Já Superam 2 Mil no Guarujá

Com mais de 2.000 atendimentos por gastroenterite no Guarujá e aumento de 40% nos casos em Praia Grande, o verão 2025 evidencia os riscos da combinação de praias lotadas, calor intenso e saneamento básico precário. Especialistas alertam para os cuidados essenciais para prevenir e tratar a desidratação causada pela virose em crianças.


O início de 2025 tem sido marcado por um aumento significativo nos casos de gastroenterite viral aguda, popularmente conhecida como virose gastrointestinal, afetando tanto moradores quanto turistas no litoral de São Paulo. Cidades como Guarujá, Santos, Praia Grande e São Vicente registraram milhares de atendimentos relacionados a sintomas como náuseas, vômitos e diarreia.


Números Alarmantes

  • Guarujá: Em dezembro de 2024, foram registrados mais de 2.000 atendimentos por viroses nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade.
  • Santos: Nos primeiros dias de janeiro de 2025, as unidades de urgência e emergência atenderam 273 pessoas com sintomas de virose. Em dezembro, foram mais de 2.200 casos.
  • Praia Grande: A cidade, que recebeu cerca de 2 milhões de pessoas durante as festas de fim de ano, registrou um aumento de 40% nos atendimentos relacionados a viroses em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Especialistas apontam que a combinação de altas temperaturas, aglomerações típicas da temporada de verão e condições inadequadas de saneamento básico são fatores que favorecem a proliferação de vírus e bactérias. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) identificou 38 praias impróprias para banho no litoral paulista, aumentando o risco de contaminação.


Prevenção e Cuidados

A Dra. Anna Bohn, pediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), reforça a importância de medidas preventivas:

  • Higiene Pessoal: Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente antes das refeições e após o uso do banheiro.
  • Consumo de Alimentos: Evitar alimentos de procedência duvidosa, especialmente frutos do mar e preparações cruas.
  • Hidratação: Manter-se hidratado, consumindo água mineral e evitando a ingestão de água de fontes desconhecidas.
  • Banho de Mar: Verificar a balneabilidade das praias antes de entrar na água. A CETESB disponibiliza informações atualizadas sobre a qualidade das praias.


Sinais de Alerta

O Dr. Paulo Telles, também pediatra pela SBP, destaca a importância de estar atento aos sinais de desidratação, especialmente em crianças e idosos:

  • Sintomas: Boca seca, redução na quantidade de urina, olhos fundos, sonolência ou irritabilidade intensa.
  • Ação: Em caso de sintomas persistentes ou sinais de desidratação, procurar imediatamente atendimento médico.

Não existe um tratamento específico para a virose gastrointestinal. O foco deve ser na hidratação constante e no alívio dos sintomas. Soluções de reidratação oral, disponíveis em farmácias, são recomendadas. Evite o uso de soro caseiro devido ao risco de proporções incorretas.

A prevenção é a melhor estratégia para evitar a virose gastrointestinal. Adotar hábitos de higiene rigorosos, estar atento à procedência dos alimentos e verificar a qualidade das praias antes de utilizá-las são medidas essenciais para proteger sua saúde e a de sua família durante a temporada de verão.

 



DRA ANNA DOMINGUEZ BOHN - CRM SP 150 572 - RQE 106869/ 1068691. Registro pela Sociedade Brasileira de Pediatria Registro de Terapia Intensiva Pediátrica pela Associação de Medicina Intensiva. Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Residência em Pediatria e Terapia Intensiva Pediátrica pela Universidade de São Paulo. Curso de especialização em cardiointensivismo pelo Hospital SICK KIDS, Universidade de Toronto. Pós-graduação em Síndrome de Down pelo CEPEC - FMABC (centro de pesquisa e estudos) MBA em gestão de saúde pelo Hospital Israelita Albert Einstein Vice-presidente do Núcleo de Estudos da criança e adolescente com deficiência, Sociedade Paulista de Pediatria.


Dr. Paulo Nardy Telles - CRM 109556 @paulotelles. Formado pela Faculdade de medicina do ABC. Residência médica em pediatra e neonatologia pela Faculdade de medicina da USP. Preceptoria em Neonatologia pelo hospital Universitário da USP. Título de Especialista em Pediatria pela SBP. Título de Especialista em Neonatologia pela SBP. Atuou como Pediatra e Neonatologista no hospital israelita Albert Einstein 2008-2012. 18 anos atuando em sua clínica particular de pediatria, puericultura.


Janeiro Branco - especialista aponta 5 medidas para garantir a saúde mental dos idoso

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No mês de conscientização sobre saúde mental e emocional, assegurar o bem-estar cognitivo dos indivíduos com mais idade é essencial


Janeiro Branco é um mês dedicado à conscientização sobre a saúde mental, com foco na importância de cuidar do bem-estar emocional de todas as faixas etárias. Para os idosos, no entanto, a atenção especial se torna ainda mais urgente, já que o envelhecimento traz consigo não apenas desafios físicos, mas também psicológicos e cognitivos. A perda de autonomia, o afastamento de amigos e familiares e as mudanças nas funções cognitivas impactam diretamente na saúde mental dessa população.

Jéssica Ramalho, cofundadora da Acuidar, rede de cuidadores especializados, destaca que transtornos como a depressão e a ansiedade se tornaram cada vez mais comuns entre os idosos. "A perda de autonomia, as mudanças no cotidiano e o afastamento social são fatores que agravam esse cenário. Transtornos como a depressão, além de outras condições como a demência, estão diretamente ligados a esses aspectos", afirma Jéssica. Ela reforça que os cuidados com a na terceira idade precisam ser preventivos, com foco no fortalecimento do bem-estar psíquico.

Com o aumento da expectativa de vida, também se observa um crescimento significativo na demanda por atendimentos especializados. "As famílias se preocupam cada vez mais com o cuidado não somente da saúde física desse grupo etário, mas também de seu psicológico. Para conferir essa atenção, a presença de um cuidador vem como fator de apoio", explica Jéssica. Ela destaca que os idosos têm se tornado mais receptivos a buscar ajuda psicológica, principalmente em função das mudanças geradas pela longevidade.

Para promover o bem-estar mental dos idosos, confira medidas práticas que podem ser aplicadas no cotidiano, visando não apenas o tratamento, mas também a prevenção de transtornos emocionais.

 

Incentivar a socialização através de atividades em grupo

O isolamento social é uma das maiores dificuldades para os idosos, principalmente quando não há estímulos que favoreçam a interação. Participar de grupos de leitura, aulas de dança, ou até mesmo encontros informais com amigos e familiares ajuda a combater o sentimento de solidão.

"A interação constante com outras pessoas fortalece a saúde mental, proporcionando ao idoso o sentido de pertencimento e a sensação de que é valorizado pela comunidade", explica Jéssica.

 

Incorporar exercícios físicos na rotina diária

A prática regular de atividades físicas tem impactos profundos na saúde mental dos idosos. Além de melhorar a saúde cardiovascular e muscular, o exercício também favorece o bem-estar emocional, diminuindo sintomas de ansiedade e depressão. Caminhadas, yoga e até mesmo atividades como jardinagem ou dança são formas de manter o corpo e a mente saudáveis. "Exercícios físicos são uma forma eficaz de liberar endorfinas, que ajudam a melhorar o humor e reduzem os níveis de estresse", afirma a profissional.

 

Fomentar a estimulação cognitiva

A manutenção da saúde mental dos idosos passa pela estimulação constante das funções cognitivas. A prática de atividades que desafiem o cérebro, como palavras cruzadas, quebra-cabeças ou até aprender um novo idioma, pode retardar o declínio cognitivo.

"Manter o cérebro ativo e desafiado é fundamental para a prevenção de doenças como a demência. O idoso deve ser incentivado a explorar novas habilidades e interesses", recomenda Ramalho.

 

Garantir um ambiente seguro e acolhedor

O ambiente em que o idoso vive tem um grande impacto sobre sua saúde mental. Espaços que promovam sensação de segurança, conforto e independência são essenciais. Além disso, um ambiente bem iluminado, com áreas de lazer acessíveis e elementos que tragam familiaridade e aconchego, melhora significativamente a qualidade de vida.

De acordo com Jéssica, o espaço deve ser ajustado para promover a autonomia do idoso, ao mesmo tempo que assegura o conforto e a segurança emocional.

 

Facilitar o acesso a acompanhamento psicológico contínuo

A busca por acompanhamento psicológico é fundamental para a saúde mental dos idosos, mas muitas vezes essa necessidade não é reconhecida de imediato. Ter um profissional para acompanhar o idoso, ouvir suas preocupações e ajudá-lo a lidar com as adversidades da vida cotidiana pode fazer toda a diferença.

"A terapia pode ajudar os idosos a lidar com perdas e mudanças, oferecendo-lhes ferramentas para gerenciar o estresse e a ansiedade", afirma Jéssica. “O suporte psicológico contínuo, aliado ao acompanhamento familiar, é fundamental para manter o equilíbrio emocional na terceira idade”, completa.

 


Acuidar
https://www.acuidarbr.com.br/


Novo vírus HMPV se espalha na China: especialistas destacam riscos e necessidade de prevenção

O novo vírus respiratório, denominado HMPV (Metapneumovírus Humano), está gerando preocupação na China e em outros países devido à sua rápida disseminação. A doença causa sintomas respiratórios semelhantes aos da gripe e do coronavírus. Embora adultos geralmente apresentem quadros leves, crianças e idosos estão mais vulneráveis a complicações graves. Segundo o neurocientista Dr. Fabiano de Abreu Agrela, membro da Royal Society of Medicine no Reino Unido, há muito a ser investigado sobre o impacto desse vírus no corpo humano e na sociedade.


Maior atenção às crianças e jovens

Tradicionalmente, doenças respiratórias causavam maior preocupação em idosos, mas o HMPV está mostrando um impacto significativo em crianças. “O foco mudou. Agora, precisamos dar mais atenção também às crianças e jovens, especialmente os menores de 14 anos, que estão entre os mais afetados pelo HMPV. Isso exige uma abordagem preventiva e educacional mais robusta”, destacou Dr. Fabiano.


Necessidade de mais estudos

O especialista aponta que o conhecimento atual sobre o HMPV ainda é limitado, o que reforça a necessidade de mais pesquisas científicas. “Embora o vírus já fosse conhecido na comunidade científica, sua disseminação rápida em surtos como este exige mais estudos detalhados sobre sua biologia, transmissão e impacto no organismo. Só assim poderemos desenvolver estratégias eficazes de controle e tratamento”, explicou.


Prevenção e origem dos surtos

O aumento de surtos respiratórios na China também levanta questionamentos sobre a prevenção e possíveis causas. “É fundamental que a China não apenas reforce seu sistema de monitoramento, mas também investigue profundamente os motivos pelos quais estamos vendo tantos surtos de doenças respiratórias. Isso inclui questões ambientais, urbanização descontrolada e a possibilidade de mutações que aceleram a transmissão dos vírus”, afirmou o especialista.

Ele ainda enfatiza a necessidade de uma política global de cooperação: “Prevenir surtos como o do HMPV requer um esforço conjunto entre governos, pesquisadores e profissionais de saúde. Não é uma questão de um único país, mas de saúde pública mundial.”


Impactos neurológicos do HMPV

Com sua experiência em neurociências, Dr. Fabiano explica que vírus respiratórios como o HMPV podem ter impactos além dos sintomas clássicos, incluindo efeitos neurológicos. “Embora ainda não haja estudos específicos sobre o HMPV e o cérebro, sabemos que vírus respiratórios podem desencadear inflamações no sistema nervoso, potencialmente levando a sintomas como névoa mental, dificuldades de memória e até mesmo fadiga crônica, como vimos em outros casos, incluindo a COVID-19. Essa possibilidade precisa ser investigada com seriedade”, afirmou.


Sobre o vírus e seus sintomas

Como licenciado em Biologia, Dr. Fabiano também reforça a necessidade de conscientização sobre os sintomas e prevenção do HMPV. “Os sintomas mais comuns incluem febre, tosse, coriza e dificuldade para respirar, especialmente em casos graves. Para as crianças, a infecção pode evoluir para bronquiolite e pneumonia. Reforçar hábitos de higiene, como lavar as mãos e usar máscaras em situações de risco, continua sendo uma estratégia eficaz para reduzir a transmissão”, concluiu.

Com o surto do HMPV em pleno desenvolvimento, autoridades e especialistas reforçam a importância de monitoramento, prevenção e pesquisa para conter o avanço dessa nova ameaça à saúde global.


Verão: Pesquisa aponta como proteger a visão de criança

Estudo comprova que crianças devem expor os olhos ao sol por 2 horas/dia. O tipo de lente de proteção depende da idade. Entenda. 

 

Você sabia que o contato sem limites com as telas e a falta de exposição ao sol são os dois fatores ambientais que mais contribuem com o aumento da miopia, ou dificuldade de enxergar à distância entre crianças? De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier, não faltam evidências da importância das telas e da exposição ao sol para a saúde ocular da criança. 

Uma dessas evidências chegou ao Brasil através de uma pesquisa apresentada em 2024 no Congresso Mundial de Controle da Miopia organizado pela ABRACMO (Academia Brasileira de Controle da Miopia e Ortoceratologia), entidade de caráter científico da qual Queiroz Neto é membro fundador.

 

Sobre a pesquisa

O levantamento foi realizado em duas etapas com 1,2 milhão e 1,9 milhão crianças do ensino primário em parceria com o poder público de Taiwan. Na primeira etapa as crianças não foram estimuladas à exposição ao sol e a prevalência da baixa visão no período teve o expressivo aumento de 43%. Saltou de 34,8% para 50%. 

Na segunda etapa os participantes foram expostos 2 horas/dia ao sol e a baixa visão invés de aumentar, diminuiu de 49,4% para 46,1%. Queiroz Neto explica que a radiação UV emitida pelo sol aumenta a circulação no olho de dopamina, hormônio do bem estar. Os efeitos da maior disponibilidade de dopamina no globo ocular são o fortalecimento das fibras de colágeno da córnea e da esclera (parte branca) que diminui o crescimento do comprimento axial do olho.

Para se ter ideia da importância deste processo, normalmente o olho cresce até a idade de 3 a 4 anos. O olho míope continua crescendo após esta idade. Por isso, as imagens se formam na frente da retina e isso dificulta a visão à distância.

 

Constatações na prática

O oftalmologista ressalta que de fato a biometria de crianças que fazem tratamento de controle da miopia no hospital e os estudos de casos apresentados na ABRACMO confirmam que a exposição ao sol ajuda a controlar a progressão da miopia. Os benefícios para a saúde não param por aí. “O contato com o sol também diminui a resistência à insulina que causa o diabetes tipo 2, fortalece a saúde óssea, o sistema respiratório e a imunidade através da síntese e absorção da vitamina D”, salienta. 

O especialista ressalta que a exposição da criança ao sol sem lentes com filtro UV não deve ultrapassar duas horas. Isso porque, o sol tem efeito cumulativo nos olhos e o excesso de exposição pode causar catarata precoce, pterígio e degeneração macular. As atividades em locais abertos sem óculos com filtro UV deve ser programada para as primeiras horas da manhã ou depois da 16 horas, recomenda.

 

Melhor proteção para os olhos de crianças

“A escolha do tipo de lente para proteger a visão da criança dos efeitos nocivos do sol depende da faixa etária”, afirma. Até 8 anos de idade, o sistema visual está em desenvolvimento e deve ser exposto a uma grande variação de luminosidade para atingir sua plenitude. Por isso, nesta faixa etária Queiroz Neto afirma que as lentes fotossensíveis são as mais indicadas – filtram 100% da radiação sem deixar os olhos expostos à baixos índices de luminosidade o tempo todo.

 

Como identificar a miopia

O oftalmologista salienta que nem sempre a criança sabe que não enxerga bem. Os primeiros sinais da miopia e outras condições que afetam a visão na infância que indicam necessidade de consulta oftalmológica são: queda no rendimento escolar; mudança de comportamento social; rejeição às atividades esportivas; apertar os olhos para ver objetos ou ler; aproximar o rosta do celular ou outra tela; dificuldade para identificar placas de sinalização e desinteresse pelo que está ao redor.

 

Porque controlar a progressão

Queiroz Neto afirma que o controle da miopia é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. Isso porque, o comprimento axial do olho que geralmente cresce até a idade de 3 ou 4 anos continua aumentando nos míopes depois desta idade. Na miopia acima de 6 dioptrias, explica, este alongamento fragiliza a parte posterior do olho e aumenta o risco de perda precoce da visão por catarata glaucoma, descolamento da retina ou degeneração macular. 

A boa notícia é que várias terapias diminuem o crescimento axial do olho. Uma delas é a lente de ortoceratologia. “De uso noturna, esta lente de contato aplana a córnea durante a noite para eliminar o uso de óculos durante o dia. A remodelação noturna da córnea reduz o crescimento do olho e o avanço da miopia, afirma

Outra opção são as lentes de contato ou de óculos que diminuem o crescimento do olho em 69% e o risco da alta miopia sem causar desconforto. “O “pulo do gato” desta tecnologia é a formação da imagem na frente da retina através de um desfoque na periferia da lente que passa despercebido pelo olho humano. 

O oftalmologista afirma que a miopia não tem cura, mas os tratamentos não param de avançar. “Este período de férias é o melhor para as crianças passarem por um checkup da visão. O insistente uso de telas afasta as crianças do sol, pode aumentar a miopia e comprometer o aprendizado na volta às aulas, finaliza.

 

Janeiro roxo traz à tona a conscientização sobre a Hanseníase

No primeiro mês do ano, o Brasil assim como muitos países, destacam o janeiro Roxo em alerta para o combate e a conscientização para a Hanseníase. A campanha promovida pelo ministério da saúde, consiste em diversas iniciativas de conscientização sobre a doença.

A Hanseníase, também conhecida como lepra, é uma doença infecciosa crônica causada pelo bacilo Mycobacterium leprae. No Brasil, ela é considerada um problema de saúde pública, especialmente em algumas regiões que apresentam altas taxas de incidência. O país ainda registra um número significativo de novos casos anualmente.

De acordo com a médica, Gabriela Morales, a Hanseníase é uma doença que afeta a pele, nervos periféricos, mucosas e olhos, levando a incapacidades físicas e a marginalização social.

“A transmissão ocorre, principalmente, por meio de secreções respiratórias de indivíduos infectados, sendo mais comum em locais com muitas pessoas e condições inadequadas de sociabilidade. Apesar de ter cura com a administração de poliquimioterapia, a falta de informação e o preconceito ainda dificultam o reconhecimento e o tratamento precoces. ” Afirma a médica.

O Brasil tem enfrentado nos últimos anos, um desafio persistente no controle da hanseníase. O Ministério da Saúde faz campanhas de conscientização e rastreamento, mas as taxas de detecção continuam elevadas, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

Em Ribeirão Preto, também existem desafios nesse contexto. Em 2023 houve um aumento do número de novos casos, em relação a 2022. Esse aumento é preocupante, uma vez que a detecção precoce é fundamental para evitar a evolução da doença e suas sequelas. A taxa de detecção embora menor em comparação com outras regiões do Brasil, ainda é significativa e aponta para a necessidade de um trabalho mais efetivo na vigilância e na educação em saúde.

Os sintomas iniciais, que incluem manchas na pele, perda de sensibilidade e fraqueza muscular, são frequentemente minimizados, resultando em diagnósticos tardios. O tratamento é gratuito e disponível na rede pública de saúde, mas a conscientização sobre a doença ainda precisa ser ampliada para que mais pessoas procurem atendimento. 

“O objetivo do janeiro roxo é conscientizar a população sobre formas de contágio, tratamentos e importância do diagnóstico precoce. Por isso é importante sempre ficarmos atentos e procurar um profissional sempre que necessário.” Conclui Gabriela.

 

Soluções médicas para casais que planejam ter filhos em 2025

Infertilidade pode ser resolvida com investigação e tratamento em homens

 

Com o início de um novo ano, muitas pessoas revisitam seus planos e estabelecem metas, entre elas, o sonho de formar ou aumentar a família. No entanto, para alguns casais, a infertilidade masculina pode ser um obstáculo significativo. Estudos indicam que em cerca de 50% dos casos de infertilidade conjugal, o fator masculino está envolvido. Sendo cerca de 20% dos casos exclusivamente masculino. A Urologia e andrologia oferecem novas esperanças para esses casais. 

De acordo com o Dr. Tiago César Mierzwa, urologista e andrologista especializado em medicina reprodutiva do homem, há inúmeras possibilidades de investigação e tratamento para infertilidade masculina, desde questões reversíveis, como a varicocele, até alternativas para homens vasectomizados que desejam retomar sua fertilidade. 

“É fundamental que os homens investiguem sua fertilidade ao planejar uma gravidez. Muitas vezes, as causas podem ser tratadas com técnicas modernas e eficazes, devolvendo aos casais a chance de realizar o sonho de ter filhos”, explica o especialista.

 

Causas e Alternativas de Tratamento

 

Reversão de Vasectomia e Punção Testicular 

Um dos tratamentos mais procurados por homens vasectomizados é a reversão da vasectomia. Cerca de 6% dos pacientes que passaram pelo procedimento buscam reconectar os canais deferentes para possibilitar uma gestação natural. Outra alternativa é a punção testicular, técnica que coleta espermatozoides diretamente dos testículos, permitindo sua utilização em fertilização in vitro.

 

Varicocele: Principal Causa Reversível de Infertilidade Masculina 

A varicocele, uma dilatação anormal das veias dos testículos, é responsável por grande parte dos casos de infertilidade masculina. “A varicocele pode afetar a qualidade do sêmen, a produção de testosterona e até o volume testicular, especialmente se não for tratada. Felizmente, a correção cirúrgica pode reverter esses danos e melhorar significativamente as chances de gravidez”, explica Dr. Mierzwa. 

O especialista destaca que a microcirurgia assistida por Doppler é um dos métodos mais eficazes para tratar a varicocele, apresentando altas taxas de sucesso e recuperação rápida. Além disso, homens que realizam a cirurgia antes de procedimentos como a fertilização in vitro apresentam melhores taxas de sucesso na gravidez.

 

Preservação Reprodutiva: Uma Opção Sem Pressão 

Para casais que ainda não estão prontos para a parentalidade, mas desejam preservar suas possibilidades futuras, o congelamento de óvulos, espermatozoides e embriões surge como uma alternativa prática e eficiente. Essa técnica reduz a pressão do relógio biológico, permitindo mais liberdade para decidir o momento ideal para formar uma família. 

“A medicina reprodutiva moderna oferece inúmeras possibilidades, desde tratamentos simples até técnicas mais complexas de reprodução assistida. É possível superar os desafios da infertilidade e transformar esse sonho em realidade”, conclui Dr. Tiago César Mierzwa.



Dr. Tiago Cesar Mierzwa
Urologista e Andrologista especialista em medicina sexual e reprodutiva do homem
IG: @drtiago.urologia
www.andrologia.curitiba.br
https://www.youtube.com/@drtiagomierzwaandrologia

 

AMRIGS alerta sobre a importância da prevenção contra a dengu

Eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti é essencial para combater a proliferação da doença no Rio Grande do Sul

 

Com a elevação das temperaturas e condições propícias à reprodução de mosquitos, a Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) reforça a relevância de medidas preventivas contra a dengue, destacando que o combate ao Aedes aegypti é uma responsabilidade compartilhada. Diante do aumento de casos no estado nos últimos anos, a entidade enfatiza a necessidade de remover possíveis criadouros e procurar assistência médica ao surgirem os primeiros sintomas. Em 2024, o Rio Grande do Sul registrou cerca de 300 mil notificações de dengue, com mais de 205 mil casos confirmados. Até o início de dezembro, foram contabilizados 281 óbitos, intensificando a urgência de ações preventivas.

“O combate à dengue começa em casa. É fundamental que a população se conscientize sobre a necessidade de eliminar água parada e manter os ambientes limpos, pois isso é decisivo para conter a disseminação da doença. Além disso, buscar orientação médica ao identificar sintomas como febre, dor de cabeça e dores no corpo pode ser determinante para o sucesso do tratamento e da recuperação”, informa o presidente da AMRIGS, Dr. Gerson Junqueira Jr.

Para evitar a transmissão, recomenda-se adotar práticas simples, como descartar recipientes que acumulem água, tampar caixas d’água e realizar a limpeza periódica de calhas. Adicionalmente, o uso de repelentes e a instalação de telas em portas e janelas são medidas eficazes para prevenir a picada do inseto.


Marcelo Matusiak


Ar-condicionado e ventiladores: aliados ou vilões das alergias respiratórias?

Uso inadequado desses aparelhos pode agravar sintomas alérgicos


Com a chegada do verão e o aumento das temperaturas, muitas pessoas recorrem ao ar-condicionado e aos ventiladores para aliviar o calor. O clima quente e seco típico da estação pode deixar as vias respiratórias mais secas e propensas a irritações, o que pode ser um problema para quem tem alergias respiratórias. Por isso, é comum surgirem dúvidas sobre se esses aparelhos são realmente bons para a saúde ou se podem piorar os sintomas alérgicos.

 

O Dr. Fabrizio Ricci Romano, otorrinolaringologista e consultor da Glenmark, explica que tanto o ar-condicionado quanto os ventiladores podem ser aliados ou vilões, dependendo de como são usados. Para esclarecer essas questões, ele comenta alguns mitos sobre o uso desses aparelhos.

 

Ar-condicionado é prejudicial para quem sofre de alergias respiratórias

 "Isso não é inteiramente verdade. O problema não é o ar-condicionado em si, mas a falta de manutenção adequada do aparelho", explica o Dr. Fabrizio. Segundo ele, filtros sujos e acúmulo de poeira podem espalhar alérgenos, como ácaros e mofo, agravando crises alérgicas e de asma.

 

Basta ligar o ventilador para ter alívio do calor sem consequências

O ventilador pode levantar partículas de poeira e outros alérgenos presentes no ambiente, aumentando o risco de reações alérgicas. "O ventilador redistribui o ar, mas se o ambiente não estiver limpo, ele também espalha poeira e pelos de animais, o que pode desencadear crises em pessoas alérgicas", alerta o especialista.

 

Uso ocasional do ar-condicionado é sempre seguro e dispensa cuidados

Na realidade, mesmo em um uso intermitente, a manutenção do aparelho é essencial. "Mesmo que o ar-condicionado seja usado esporadicamente, os filtros sujos e a falta de limpeza adequada podem prejudicar a qualidade do ar e impactar a saúde respiratória", reforça o Dr. Fabrizio.

 

Por fim, é comum associar o ar-condicionado a quadros de gripe, mas isso é um mito. O ar-condicionado em si não causa gripe, mas pode ressecar o ar, o que deixa as mucosas nasais mais vulneráveis a infecções e crises de rinite. "O uso prolongado do ar-condicionado pode reduzir a umidade do ambiente, causando desconforto respiratório em quem já tem predisposição a alergias", destaca o Dr. Fabrizio.

 

Para que ar-condicionado e ventiladores sejam aliados e não vilões, é importante seguir algumas práticas:

 

·        Limpeza periódica: realizar a higienização dos filtros e superfícies internas do ar-condicionado regularmente.


·        Ambientes limpos: manter o ambiente limpo para que o ventilador não levante poeira e alérgenos.


·        Ventiladores com filtros: optar por modelos de ventiladores com filtros para melhorar a qualidade do ar.

 

Usados corretamente, esses aparelhos podem proporcionar conforto térmico sem prejudicar a saúde respiratória.

 

Glenmark Pharmaceuticals


Programa "Mulheres de Peito" chega em Cotia oferecendo exames gratuitos até o dia 18 de janeir

FIDI


A carreta do Governo do Estado de São Paulo operacionalizada pela FIDI, é uma forma de levar exames de mamografia de maneira acessível para todas as mulheres do estado


A carreta móvel do Programa Mulheres de Peito, iniciativa do Governo do Estado de São Paulo e operacionalizada pela Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), é uma ação que visa promover cada vez mais saúde para as mulheres de maneira prática e acessível.  A carreta estará na cidade de Cotia e permanecerá entre os dias 07 e 18 de janeiro, realizando gratuitamente mamografias para mulheres acima de 35 anos.  

Localizada na Avenida Professor Manoel José Pedroso, 1401 – Jardim Nomura, a carreta atende por demanda espontânea de segunda a sexta-feira, das 8h à 17h, e aos sábados, das 8h às 12h (exceto feriados), por meio de distribuição de senhas no período da manhã. Serão realizados 55 exames por dia durante a semana e 25 exames aos sábados.   

A mamografia é um exame muito versátil e é indispensável para o diagnóstico precoce do câncer de mama. Se for detectado em fase inicial, aumenta as chances de tratamento e cura, podendo chegar a 98%. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), para cada ano do triênio 2023-2025 são estimados 73.610 novos casos da doença, sendo essa a primeira causa de morte por câncer em mulheres no Brasil ¹.  

O projeto da carreta da mamografia contribui com a agilidade do diagnóstico e garante o acesso facilitado a mulheres da cidade e região. Para realizar o exame na carreta do Programa Mulheres de Peito, as pacientes de 35 a 49 anos e acima de 70 anos precisam apresentar RG, cartão do SUS e pedido médico; e as pacientes de 50 a 69 anos devem levar apenas RG e cartão do SUS. 

Programa Mulheres de Peito em Cotia 

Período: entre os dias 07 e 18 de janeiro 

Endereço: Avenida Professor Manoel José Pedroso, 1401 – Jardim Nomura – CEP: 06717-900 – Cotia - SP 

Horário de atendimento: de segunda a sexta-feira, das 8h à 17h, e aos sábados, das 8h às 12h (exceto feriados).  
Distribuição de senhas de atendimento no período da manhã. 

Documentos necessários 

- Mulheres de 35 a 49 anos e acima de 70 anos: RG, cartão do SUS e pedido médico. 

- Mulheres de 50 a 69 anos: RG e cartão do SUS. 

(1) Dados e números sobre o câncer de mama - Relatório anual 2023 relatorio_dados-e-numeros-ca-mama-2023.pdf (inca.gov.br). 

Sobre a Carreta da Mamografia  

As imagens capturadas nos mamógrafos são encaminhadas para o Serviço Estadual de Diagnóstico por Imagem (SEDI), unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo localizado na capital paulista, que emite laudos à distância. O resultado sai em até dois dias após a realização do exame.  

A carreta do Programa Mulheres de Peito percorre os municípios do estado de São Paulo ininterruptamente, para incentivar mulheres a realizar exames de mamografia gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde), ampliando o acesso da população.  

A unidade móvel conta com uma equipe multidisciplinar composta por técnicos em radiologia e um agente administrativo. Para agilizar o diagnóstico, cada veículo é equipado com conversor de imagens analógicas em digitais, impressoras, computadores e mobiliários.  

O projeto existe desde 2014, e as carretas já percorreram mais de 300 locais. No total, já foram realizados cerca de 300 mil mamografias, 7 mil ultrassons, 700 biópsias, e mais de 3 mil mulheres foram encaminhadas para tratamento em Rede especializada. 

 

FIDI - Fundação privada sem fins lucrativos que reinveste 100% de seus recursos em assistência médica à população brasileira, por meio do desenvolvimento de soluções de diagnóstico por imagem, realização de atividades de ensino, pesquisa e extensão médico-científica, ações sociais e filantrópicas.

Verão intenso em 2025 exige cuidados extras para a saúde das pessoas idosa


A exposição ao sol, com moderação, é importante
para pessoas com mais de 60 anos 
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População com mais de 60 anos é ainda mais sensível à desidratação e calor, mas adaptações ajudam a manter passeios e lazer ao ar livre

 

O verão de 2025 promete recordes de sensação térmica elevada. Fenômenos como o aquecimento do Atlântico Norte e os efeitos mais brandos da La Niña devem levar as temperaturas a patamares extremos, de acordo com estudos meteorológicos. Por serem mais sensíveis ao calor e à exposição solar excessiva, os idosos precisam redobrar os cuidados para preservar a saúde durante a estação mais quente do ano.

Prevenção não significa isolamento em ambientes fechados. Passear ao ar livre, aproveitar viagens à praia e momentos na piscina são atividades benéficas para quem está na terceira idade. Essas ações contribuem para a qualidade de vida, o condicionamento físico e a saúde emocional, destaca a terapeuta ocupacional Syomara Cristina Szmidziuk.

Segundo a especialista, é importante que as pessoas idosas se mantenham ativas e cultivem uma rotina de lazer e socialização com amigos ou familiares, mesmo no verão. “Nada disso deve ser deixado de lado para um envelhecimento saudável, com autonomia e participação do indivíduo na comunidade. Mas os dias mais quentes exigem uma série de cuidados preventivos devido ao risco de desidratação e insolação”. 


Exercícios físicos

Estudos demonstram que a atividade física tem benefícios diretos para a longevidade. Se a pessoa idosa mantiver uma rotina de 30 minutos de exercícios diários de baixa intensidade, ela consegue reduzir o risco de morte em 17%, de acordo com um estudo de pesquisadores britânicos, publicado no início de 2018 pelo British Journal of Sports

A prática regular de atividades físicas ainda faz bem ao cérebro de quem tem entre mais de 60 anos. Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que idosos ativos apresentaram maior volume cerebral em comparação aos sedentários, o que é considerado positivo para a cognição. Atividades como caminhadas e hidroginástica são altamente recomendadas, mas devem ser realizadas em horários mais frescos, com roupas leves e hidratação constante. Além de fortalecerem os músculos, essas práticas melhoram o equilíbrio, previnem quedas e têm impacto positivo na saúde mental.


Cuidado com desidratação      

   Idosos têm menor capacidade de regular a temperatura
 corporal e sentem menos sede, o que é um perigo
para quem deixa de beber água em quantidade adequada.
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Idosos têm menor capacidade de regular a temperatura corporal e sentem menos sede, o que é um perigo para quem deixa de beber água em quantidade adequada. Ao longo da vida, a quantidade de água no organismo humano diminui de 90%, no nascimento, para cerca de 50%, na terceira idade. Essa redução pode levar rapidamente a quadros de desidratação, com sintomas como tontura, boca seca, confusão mental e cansaço. Se ignorados, esses sinais podem evoluir para condições graves, como exaustão térmica, quedas por desorientação e até acidentes vasculares cerebrais (AVC).

A exposição ao sol, com moderação, é importante para pessoas com mais de 60 anos, já que a síntese de vitamina D contribui para a saúde óssea. Mas é indispensável o uso de protetor solar e roupas com proteção UV para evitar danos à pele sensível dos idosos.

Com atenção aos sinais do corpo e pequenas adaptações na rotina, é possível transformar o verão em uma estação de bem-estar e segurança. 




Syomara Cristina Szmidziuk - atua há mais de 30 anos como terapeuta ocupacional e tem experiência no tratamento em reabilitação dos membros superiores em pacientes com lesões neuromotoras. Faz atendimentos com terapia infantil e juvenil, adultos e terceira idade. Desenvolve trabalhos com os métodos Bobath, Baby Course Reabilitação Neurocognitiva Perfetti, Reabilitação de Membro Superior- Terapia da Mão, Terapia Contenção Induzida (TCI) e Imagética Motora entre outros.



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