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segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Queimadura em idosos exige cuidado redobrado

Dados apontam que, assim como as crianças, a população com mais de 60 anos são as mais acometidas em acidentes que resultam nesse agravo

 

Dados epidemiológicos sobre acidentes com queimaduras apontam que a maior parte deles ocorre em casa e atinge dois extremos da população: crianças e idosos. Porém, o foco da prevenção quase sempre é para os pequenos, deixando de lado também aqueles que já perderam parte da cognição e possuem movimentos, muitas vezes, limitados.

Entre 2009 e 2019, cerca de 220 mil pacientes idosos foram internados por queimaduras no Brasil, sendo 77,02% com idade entre 60 e 79 anos. “Os idosos têm uma acuidade visual e auditiva baixa e, em geral, gostam de ajudar nas tarefas de casa. Então, é comum acidentes acontecerem quando estão esquentando um leite, fazendo um café, e, devido a idade, o tempo de reação é mais demorado”, alerta a presidente da SBQ Regional Minas Gerais, Daniela Carreiro de Melo, que trabalha há 15 anos com pacientes queimados.

Ela destaca que, recentemente, atendeu uma idosa que se queimou fazendo sabão de soda, uma tarefa bem comum entre as pessoas mais velhas, principalmente no interior do país.

Outro ponto destacado pela enfermeira é a fragilidade da pele do idoso. Fina e mais ressecada, o tecido favorece os pequenos machucados e fica mais exposto a acidentes e riscos. “O idoso tem a pele tão frágil quanto a de uma criança e exige mais cuidados com hidratação pelo risco de lesão. Muitos casos, em especial no interior, são de pacientes que, no frio, vão se aquecer próximo ao fogão de lenha e acabam por se queimar. E com a pele mais fina, a tendência é a lesão se agravar”, explica Daniela. 

O tratamento médico com os idosos tende a ser mais cuidadoso e com mais risco de intercorrências, pois podem ter atrelado ao quadro clínico outras comorbidades, como diabetes, hipertensão e até mesmo demência, que podem transformar uma lesão na pele em um problema de saúde mais grave.

 

Estudo aponta que gordura visceral pode desencadear doenças cardiovasculares

Médico pós graduando em nutrologia, dr. Hugo Gatto, alerta sobre esse e outros problemas de saúdes vinculados e quais são os alimentos vilões 
 

Se preocupar com as “gordurinhas” na barriga durante o verão não é mais uma questão somente estética. A gordura visceral, popularmente conhecida como gordura abdominal, é a aquela que se acumula na cavidade do abdômen, abaixo dos músculos, próximo as vísceras. O acúmulo dessa gordura desencadeia o aumento do peso e da circunferência abdominal, diminuindo a qualidade de vida do indivíduo e o surgimento de diversos problemas de saúde. Segundo um estudo publicado pela Mayo Clinic, nos Estados Unidos, obesos abdominais têm duas vezes mais chances de desenvolverem doenças cardiovasculares se comparado a uma pessoa saudável. 

De acordo o médico pós graduando em nutrologia e medicina do esporte, Dr. Hugo Gatto, a gordura visceral está associada com o maior risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, principalmente infarto e aterosclerose, diabetes tipo 2, insuficiência hepática, pressão alta, resistência à insulina, baixa qualidade do sono e altos níveis do hormônio do estresse, o cortisol. Gatto explica ainda que o acúmulo de gordura visceral acontece devido a uma alimentação rica em farináceos, açúcar, gorduras saturadas, alimentos ultra processados e excesso calórico, além da falta da prática de exercícios físicos regulares.

  “A redução da gordura visceral está totalmente ligada a diminuição de riscos à saúde. E para isso, a saída é a mudança de hábitos de vida, através de uma alimentação equilibrada em proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais, em conjunto a exercícios físicos regulares”, pontua o profissional.  

Portanto, perder essa gordura é fundamental para manter a saúde e o bom funcionamento do organismo. Gatto ressalta ainda que nenhum alimento isolado causa o quadro, mas sim o excesso no consumo desses alimentos em conjunto com os hábitos de vida. Saiba quais são os cinco maiores vilões responsáveis pelo acúmulo de gordura visceral.
 

Salgadinhos:  

“Os salgadinhos são escolhas alimentares pouco saudáveis. Geralmente, são ricos em calorias e gorduras saturadas, além de sódio e outros aditivos. A ingestão desse alimento pode contribuir com a gordura visceral além de aumentar o risco de diabetes tipo 2 e doenças cardíacas”, explica o médico.
 

Ultraprocessados congelados:  

“As refeições congeladas, como pizza, hambúrgueres, nuggets e lasanha, contribuem para o aumento de peso além do acúmulo de gordura visceral. Elas são ricas em calorias, sódio e gordura saturada, que contribuem para o ganho de peso e eleva os riscos de problemas de saúde”, ressalta Gatto.
 

Embutidos:  

“Presunto, salsicha e mortadela. Alimentos embutidos possuem alto teor de sódio e conservantes a fim de mantê-los conservados por muito tempo. Todos eles estão diretamente ligados ao aumento de gordura visceral”. 

Ultra processados em geral:   

‘Bolacha recheada, macarrão instantâneo, refrigerantes, doces entre outros, são alimentos vilões do aumento de gordura visceral. Geralmente, possuem alto teor de gordura saturada e trans, além de açúcares, que são capazes de aumentar o colesterol ruim e diminuir o bom, segundo o profissional”, alerta o médico. 



Hugo Gatto - Graduado em medicina pela FURB (Universidade Regional de Blumenau), o Dr. Hugo Gatto tornou-se referência em implantes hormonais, além de contar com pós-graduação em Nutrologia e Medicina do Esporte em andamento. Hugo também está à frente da clínica, Instituto Gatto, referência em reposição hormonal, emagrecimento e hipertrofia.

 

Vacinação contra o HPV: Proteção para a saúde das futuras geraçõe

 Canva

Médico alerta que o Papilomavírus Humano é responsável

pelos casos de câncer de colo de útero

 

A vacinação contra o HPV (Papilomavírus Humano) é um dos principais marcos no combate ao câncer de colo do útero, uma das doenças mais graves que acometem as mulheres. Em 2024, Belo Horizonte alcançou a meta vacinal para meninas com idade entre 9 e 14 anos e, entre os meninos na mesma faixa etária, o índice está em 94%, passo fundamental para prevenir casos futuros. 

De acordo com o médico e membro da diretoria da Sogimig (Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais), Eduardo Cunha, o HPV é responsável pelos casos de câncer de colo do útero. O especialista ainda destaca que a vacina quadrivalente protege também contra contra os HPV 6 e 11, que são causadores das verrugas genitais: "A vacinação contribui para a prevenção tanto do câncer de colo quanto das verrugas genitais, conhecidas como condilomas ou crista de galo. É uma ferramenta crucial para a saúde pública."   

O ideal, segundo o especialista, é que a vacinação contra o HPV ocorra entre os 9 e 14 anos, faixa etária recomendada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). Nessa faixa de idade há uma maior produção de anticorpos, além de garantir a prevenção antes da exposição, por se tratar de uma infecção transmitida sexualmente.  

 

Futuro sem câncer de colo do útero 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu uma meta para eliminar o câncer de colo do útero como problema de saúde pública até 2030. A estratégia inclui vacinar 90% das meninas até os 15 anos, rastrear 70% das mulheres ao longo da vida com testes de alta precisão e tratar 90% das lesões pré-cancerosas detectadas.  

"A vacinação se correlaciona com uma diminuição muito significativa dos casos de câncer de colo. É uma oportunidade para mudar o futuro da saúde feminina e deve ser abraçada por todas as famílias", enfatiza Eduardo Cunha.


 

Sogimig - Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais

 

Entenda o que é adenomiose, doença que levou Gretchen a retirar o útero

O ginecologista especialista em saúde da mulher, dr. André Vinícius, explica que a condição pode ser tratada com controle de sintomas


A cantora Gretchen, de 65 anos, passou por uma cirurgia de retirada do útero na manhã desta terça-feira (20). Ela sofria com uma doença chamada adenomiose, que resultou no crescimento anormal de seu útero. O médico ginecologista dr. André Vinícius, especialista em saúde da mulher, explica que condição é benigna, como diagnosticar e quais os tratamentos.

Antes de explicar o que é o adenomioma, o ginecologista explica que é preciso entender como é a formação do útero. “O útero é dividido em três camadas: a serosa, que é a camada que o recobre; o miométrio, uma camada muscular intermediária; e o endométrio, que é a camada mais interna do útero. O adenomioma é quando o tecido endometrial vai para no miométrio, ou seja, o tecido que reveste o útero vai parar na musculatura do útero. A essa condição damos o nome de adenomiose”, diz Vinícius.


Quais os sintomas?

A adenomiose pode ser tanto sintomática quanto não apresentar sintomas. Os três principais sintomas que uma paciente sintomática apresenta são:

  • Infertilidade
  • Cólicas menstruais mais intensas
  • Aumento do fluxo menstrual e dos dias de período (a paciente que antes menstruava 3, 4 dias, passa a menstruar, 6, 7, 8 dias).


Como diagnosticar a doença?

O médico ginecologista esclarece que grande parte das vezes, a adenomiose assintomática é diagnosticada através de ultrassonografia. “Por esse exame, é possível identificar um miométrio irregular, ou que o útero está com o tamanho maior que o normal, pois a infiltração do tecido endometrial do miométrio pode aumentar o volume do útero”, comenta. A cantora Gretchen estava com o útero no tamanho de 850 centímetros, o que equivale a uma gestação de 20 semanas.

Segundo Vinícius, hoje o exame padrão ouro para identificar essa doença é a ressonância nuclear magnética da pelve, que tem um valor preditivo positivo muito alto, ou seja, ela tem alto índice de acerto.


Quais os tratamentos disponíveis para a adenomiose?

O tratamento da adenomiose em pacientes sintomáticas consiste em fazer o controle dos sintomas.  “Para pacientes que apresentam cólicas muito intensas, é possível ajustar medicamentos para o controle dessa cólica. Em pacientes com sangramento uterino normal, é possível fazer um bloqueio hormonal, que geralmente é o tratamento mais indicado para adenomiose. E como essa doença é localizada dentro do útero, o DIU medicado com levonorgestrel tem uma ação muito interessante, pois diminui as cólicas menstruais da paciente e diminui o fluxo também”, pontua Vinícius.

O médico complementa que é preciso ainda aliar o tratamento a um estilo de vida mais saudável, com a prática regular de atividade física, alimentação leve e equilibrada e o controle de estresse.

 

Em quais casos a cirurgia é indicada?

Existem casos em que a doença possui pontos focais, o que permite a realização de uma cirurgia para retirada desses pontos. Segundo o especialista, ela é ideal para pacientes que querem engravidar.

Já a histerectomia, isto é, a retirada completa do útero como fez Gretchen, é um tratamento definitivo indicado para mulheres que já não desejam engravidar e que não conseguiram controlar a doença com a ajuda dos tratamentos convencionais. “Por ser uma doença localizada na camada muscular do útero, se retirar essa camada, não se tem mais o local para o tecido endometrial se instalar”, finaliza o especialista. 



Dr. André Vinícius - Formado pela Faculdade de Ciências Médicas de Campina Grande (PB), e com mais de 10 anos de experiência na área, André Vinícius é Mestre em Ciências da Saúde, especializado em Ginecologia e Endoscopia Ginecológica pelo Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (IAMSPE) e pós-graduado em Fisiologia Hormonal. Professor de Ginecologia da Universidade Federal de Campina Grande. Atua com foco em menopausa e na Terapia de Reposição Hormonal, levando uma qualidade de vida maior para mulheres que estão passando por esse período. Ao longo de sua carreira, André ajudou mais de 3 mil alunos no seu curso sobre a Terapia Hormonal e mais de 2 mil alunos em seu curso sobre Endometriose.
@dr.andrevinicius

 


6 Dicas de Segurança Alimentar para Curtir a Praia Sem Preocupações

Altas temperaturas e a combinação de sol, areia e mar pedem atenção redobrada na hora de preparar e consumir alimentos na praia. Saiba como evitar intoxicações e garantir um dia seguro e relaxante.


Ir à praia é um dos grandes prazeres do verão, mas, junto com o sol, areia e mar, é preciso ter cuidado redobrado com a segurança alimentar. O calor intenso acelera a proliferação de bactérias em alimentos, aumentando o risco de intoxicação alimentar, o que pode transformar momentos de lazer em preocupação. A endocrinologista e metabologista Dra. Thais Mussi, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), compartilha seis dicas essenciais para aproveitar a praia de forma segura e saudável:


1. Mantenha a temperatura adequada:
Alimentos perecíveis, como carnes, laticínios e saladas, devem ser mantidos bem refrigerados até o momento do consumo. Utilize caixas térmicas com gelo ou bolsas térmicas para garantir que a temperatura permaneça segura.


2. Utilize recipientes herméticos:
Armazene os alimentos em recipientes com tampas bem ajustadas ou sacos para congelar selados. Isso ajuda a manter a temperatura e evita contaminação cruzada, protegendo os alimentos do contato com a areia ou insetos.


3. Lave as mãos adequadamente:
Leve sabonete líquido e água limpa ou opte por lenços umedecidos para higienizar as mãos antes de preparar ou consumir alimentos. A lavagem adequada das mãos é essencial para evitar a contaminação.


4. Embale os utensílios corretamente:
Se for preparar alimentos na praia, mantenha os utensílios que entram em contato com carne crua separados daqueles que serão usados para alimentos prontos para consumo. A contaminação cruzada é uma das principais causas de intoxicação alimentar.


5. Evite alimentos suscetíveis a estragar:
Molhos lácteos, ovos crus ou pratos com maionese são mais suscetíveis ao calor e devem ser evitados, a menos que você possa garantir sua conservação em temperaturas adequadas.


6. Hidrate-se e consuma álcool com moderação:
Bebidas alcoólicas podem aumentar o risco de desidratação em dias quentes. Intercale o consumo de álcool com água para manter o corpo hidratado e evitar complicações.

Mesmo com todos os cuidados, fique atento aos sinais de intoxicação alimentar, como náuseas, vômitos, diarreia, febre ou dores abdominais. “Se algum desses sintomas surgir, procure atendimento médico imediatamente”, alerta a Dra. Thais.

Adotar essas práticas simples pode garantir que o seu dia na praia seja seguro, saudável e livre de preocupações. A prevenção é a melhor forma de aproveitar o verão com tranquilidade!




DRA. THAIS MUSSI -Crm 27542-PR 118942-SP RQE 373 - Formada em medicina para Universidade do Vale do Itajaí (Univali); Residência em clínica médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; Residência em endocrinologia e metabologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; Membro titulado da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e Membro do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida (CBMEV); Pós-graduação em Nutróloga pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN); Médica integrante da C.A.S.A Sophie Deram- centro de aconselhamento em saúde alimentar, Especializacao em Mindfull Eating, Participação em diversos congressos internacionais voltados a Obesidade e Síndrome metabólica.


Uso indiscriminado de medicamentos pode provocar bruxismo, dores crônicas na cervical e deterioramento dos dentes, aponta especialist



Por trás de muitos sorrisos, estão pessoas tomadas pelo estresse, pela depressão ou ansiedade. Muitas, dependentes de ansiolíticos, antidepressivos, antipsicóticos e psicoestimulantes para manter o equilíbrio emocional.

 

No entanto, o uso indiscriminado desses medicamentos tem preocupado os dentistas. Marcelo Kyrillos, cirurgião dentista da clínica Ateliê Oral, destaca que uso pode estar diretamente ligado ao aumento dos casos de bruxismo, transtorno que segundo a OMS afeta 30% da população mundial [no Brasil, pode chegar a 40%.] e é caracterizado pelo apertamento involuntário dos dentes durante o período do sono mais profundo (chamado REM).

 

Kyrillos explica que, além de danos como erosão dentária e mudanças irreversíveis na função mastigatória e na articulação temporomandibular (ATM), o bruxismo é um dos responsáveis por causar dores crônicas em toda a musculatura da face e da região cervical.

 

“Destaco aqui os psicoestimulantes, que têm sido usados muitas vezes sem prescrição médica, principalmente por executivos que fazem uso para aumentar o foco e a produtividade. O Venvanse, por exemplo, é um medicamento que estimula o sistema nervoso central, indicado para o tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção / Hiperatividade (TDAH). No entanto, é usado ‘off label’ – com e sem receita médica – no ambiente corporativo, principalmente por quem trabalha no mercado financeiro”, frisa.


 

O que fazer

Segundo o especialista, a primeira decisão a ser tomada é evitar esse uso recreativo. Feito isso, caso a pessoa precise do medicamento, o recomendado é visitar o dentista e buscar uma alternativa como o uso de placas oclusais para evitar o ranger de dentes e minimizar o bruxismo.

 

Outro tratamento disponível, a depender do caso, é a liberação neurofacial no consultório odontológico. Tal liberação permite ao cérebro criar novas ligações que tirem a sobrecarga da musculatura da face e do pescoço, além de reprogramar a respiração nasal.

 

Esse foi o caso do executivo Raphael Soares (42), que tomou Venvanse durante alguns meses com objetivo de aumentar a concentração e a produtividade. “Comecei a ter aquela dor tensionada na cabeça e na cervical, boca seca, enxaqueca, e até dificuldade para abrir o maxilar, que chegava a estalar. Parei o medicamento e, após um ano de ter deixado o estimulante, iniciei o tratamento”, conta.

 

Kyrillos salienta que o processo é feito com o dentista por ser diretamente atrelado a um sistema chamado estomatognático, que está relacionado aos músculos da mastigação, às articulações temporomandibulares (ATMs), e a um dos principais nervos responsáveis pela sensação da face e pela função motora dos músculos da mastigação (o nervo ‘trigêmeo’), fundamental para a fala, a mastigação e a deglutição.

 

“Nada haverá efetividade se o paciente continuar tomando esses estimulantes de forma indiscriminada, sem orientação médica. Caso precise tomar, de fato, são necessários cuidados para que os medicamentos não tenham efeitos colaterais danosos e irreversíveis”, completa.


Como evitar as principais doenças do verão e suas complicações em crianças e adultos

Inflamação no ouvido, micoses, bicho-geográfico e intoxicações alimentares são algumas das enfermidades relacionadas ao uso mais frequente de praias e piscinas durante o verão. Especialistas do Hospital Santa Catarina – Paulista dão dicas sobre prevenção, para que você possa aproveitar o verão sem dor de cabeça

 

Com a chegada do verão, as altas temperaturas e a umidade do ar trazem benefícios, mas também aumentam os riscos de diversas doenças, principalmente aquelas relacionadas à exposição prolongada ao sol, à água de praias e piscinas, e ao aumento de atividades ao ar livre. Entre as condições mais comuns dessa estação estão infecções no ouvido, micoses, bicho-geográfico e intoxicações alimentares. Especialistas do Hospital Santa Catarina – Paulista alertam sobre os cuidados necessários para prevenir essas doenças, garantindo que todos possam aproveitar o período sem contratempos.


 
Desidratação – Calor
 
A desidratação é uma das complicações mais comuns no verão, especialmente entre crianças e idosos. Com o aumento das temperaturas, o corpo perde uma quantidade significativa de líquidos devido ao suor excessivo e à falta de ingestão adequada de líquidos. Os sintomas incluem boca seca, fraqueza, tontura, urina escura e, em casos mais graves, confusão mental. O Dr. Renato Altikes, gastroenterologista do Hospital Santa Catarina – Paulista, alerta que a desidratação pode agravar quadros de intoxicação alimentar e levar a complicações mais graves. “É essencial manter-se hidratado, bebendo bastante água, água de coco ou isotônicos, e evitar bebidas com cafeína e ao consumir bebidas alcoólicas, fazer com moderação, pois elas podem piorar a desidratação”, explica. Para prevenir, é importante beber líquidos regularmente, especialmente durante atividades físicas ao ar livre.


 
Otite – Infecção no Ouvido
 
A otite, especialmente a otite externa, é uma das doenças mais recorrentes no verão. A infecção no ouvido acontece com mais frequência devido à maior exposição à água do mar ou das piscinas, que podem permanecer no canal auditivo, criando o ambiente propício para a proliferação de bactérias. Crianças, por exemplo, estão mais propensas a esse tipo de infecção devido ao hábito de brincar na água.
 
De acordo com o Dr. Ali Mahmoud, otorrinolaringologista do Hospital Santa Catarina – Paulista, para prevenir a otite, é essencial diminuir o tempo de imersão na água e evitar o uso de hastes flexíveis para limpeza do ouvido. "A inserção de hastes flexíveis pode machucar a pele do canal auditivo e facilitar a entrada de bactérias, resultando na infecção", explica o especialista. Caso os sintomas como dor intensa no ouvido e secreção apareçam, é importante buscar ajuda médica para o tratamento adequado, que pode envolver o uso de medicamentos tópicos ou orais.


 
Micose e Bicho-Geográfico – Infecções Fúngicas e Parasitas
 
O aumento da umidade e das altas temperaturas no verão favorece a proliferação de fungos e parasitas, tornando as micoses e o bicho-geográfico mais comuns. As micoses são infecções causadas por fungos, enquanto o bicho-geográfico é uma infecção parasitária provocada por vermes encontrados em ambientes contaminados, como praias e áreas rurais. Crianças que brincam descalças na areia ou em grama úmida estão particularmente expostas a esses riscos.
 
A Dra. Carolina Pellegrini, dermatologista do Hospital Santa Catarina – Paulista, recomenda cuidados básicos de higiene para prevenir essas doenças. "Manter a pele seca, especialmente nas áreas de dobras como entre os dedos e nas virilhas, e evitar andar descalço em ambientes públicos como vestiários e praias não higienizadas é fundamental", explica a dermatologista. Além disso, evitar o uso prolongado de roupas molhadas também ajuda a prevenir as micoses.
 
Em relação ao bicho-geográfico, a prevenção envolve o uso de calçados e o cuidado ao se sentar diretamente no chão ou na areia. O tratamento das micoses geralmente envolve antifúngicos tópicos, enquanto o bicho-geográfico requer a remoção da larva por um profissional de saúde, o que nunca deve ser feito de forma caseira, pois pode causar complicações.


 
Intoxicação Alimentar – Cuidados com a Alimentação
 
O verão também é marcado por um aumento no número de casos de intoxicação alimentar, um problema comum durante as viagens e festas típicas da estação. O calor favorece a multiplicação de bactérias nos alimentos, principalmente quando não são armazenados corretamente, causando intoxicação alimentar. As principais manifestações da doença incluem diarreia, vômitos, febre e dores abdominais.
 
O Dr. Renato Altikes, gastroenterologista do Hospital Santa Catarina – Paulista, alerta para a importância de manter uma alimentação segura durante o verão. "O aumento da temperatura facilita a decomposição dos alimentos e a proliferação de micro-organismos, por isso é fundamental manter os alimentos refrigerados adequadamente e cozinhar bem carnes, ovos e peixe", recomenda o especialista. Para prevenir, também é importante lavar bem as mãos antes de manusear os alimentos e garantir que frutas e vegetais sejam bem higienizados. Se surgirem sintomas como desidratação, vômitos persistentes ou febre alta, é necessário procurar atendimento médico imediatamente.


 
Prevenção
 
Embora as doenças no verão sejam comuns, a maior parte delas pode ser facilmente evitada com alguns cuidados simples, como a higienização adequada, o uso de protetor solar, o consumo de alimentos bem armazenados e a utilização de roupas frescas e secas. Além disso, o uso de calçados adequados em locais públicos e o cuidado com o tempo de exposição ao sol e à água são fundamentais para reduzir o risco de infecções.
 
"Prevenir doenças no verão é mais fácil do que se imagina, basta ter consciência dos cuidados necessários para proteger a saúde das crianças e adultos", conclui o Dr. Ali Mahmoud. Com os cuidados certos, é possível curtir o verão sem preocupações, mantendo o bem-estar de toda a família.


APESAR DE PROIBIDAS NO BRASIL, CÂMARAS DE BRONZEAMENTO ARTIFICIAL AINDA TÊM ADEPTOS

Especialistas da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) alertam sobre risco de câncer de pele e orientam sobre a prevenção da doença.


Segundo uma pesquisa realizada pela Iarc (sigla em inglês para Agência Internacional para Pesquisa do Câncer), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a pesquisa na área oncológica, o risco de câncer de pele aumenta em cerca de 75% quando as pessoas fazem uso de câmaras de bronzeamento artificial antes dos 30 anos. O órgão elevou o nível de alerta da prática difundida em diversos países. No último dia 03 de janeiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou, em nota, que as câmaras de bronzeamento são proibidas em todo o território nacional.

Em novembro deste ano, dois estabelecimentos fabricantes desses equipamentos foram interditados na Grande São Paulo em uma operação conjunta da Anvisa com a polícia, sendo apreendidas 30 câmaras.O Dr. Rodrigo Munhoz, médico oncologista e coordenador do Comitê de Tumores de Pele da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), explica que a exposição à radiação ultravioleta (UV) por meio do bronzeamento artificial é extremamente prejudicial à pele, podendo causar queimaduras, o envelhecimento precoce e até o desenvolvimento de tumores.

“A regulamentação para as câmaras de bronzeamento artificial varia conforme o país e no Brasil elas são proibidas”.O desejo de uma pele com aparência bronzeada, no entanto, leva às pessoas a se submeterem a sessões de bronzeamento artificial em clínicas clandestinas, adverte o médico oncologista: “Mesmo assim, há alternativas mais seguras que promovem o bronze temporário, como o bronzeamento a jato, no qual é aplicado um spray na camada superior da pele, e cremes autobronzeadores, que não requerem a exposição à radiação UV. De todo modo, há pessoas que podem ter alergia a esses produtos”.

Câncer de pele - Especialistas da SBOC esclarecem sobre esse tipo de tumor, que é o mais frequente no Brasil. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimam 180 mil novos casos de câncer de pele anualmente no País, destes, até 95% são diagnósticos de câncer não-melanoma e em torno de 5% de câncer melanomas.

O médico oncologista Antonio Carlos Buzaid, membro da SBOC, detalha que há diferenças entre o câncer não-melanoma e o melanoma: “Eles nascem de células diferentes. Enquanto o melanoma nasce de células que produzem a melanina, o melanócito, os outros cânceres de pele são mutações devido à exposição solar, mas em outros tipos de célula da pele”. Ele também conta que o melanoma é mais agressivo e quanto mais profundo, maior a chance de ele entrar nos canais linfáticos ou nos vasos sanguíneos e se espalhar, ameaçando a vida do paciente. “Então, quanto mais precoce o diagnóstico, maior a chance de cura”, afirma. 

Em aspectos gerais, o desenvolvimento do câncer de pele está relacionado à exposição à radiação UV sem proteção adequada e a um histórico da doença na família. Munhoz orienta que as pessoas evitem se expor ao sol nos períodos com radiação mais nocivas (das 10 às 16 horas) e não se submetam a câmaras de bronzeamento artificial. 

“Para se expor ao sol, é necessário usar protetor solar com fator de proteção solar mínimo de 30, o qual deve ser reaplicado a cada 2 horas ou sempre após entrar no mar ou piscina, e vestir roupas, boné ou chapéu e óculos escuros para proteger as áreas mais expostas”, diz o coordenador do Comitê de Tumores de Pele da SBOC. “O ideal é deixar o protetor solar ao lado da escova de dente para se lembrar de aplicar o protetor solar na pele já de manhã”, sugere ele. 

Os especialistas chamam a atenção a sinais como feridas que não cicatrizam, manchas ou nódulos na pele de crescimento rápido e pintas com ardência ou sangramento. Os critérios ABCDE ajudam a identificar pintas suspeitas e que devem ser mostradas para um médico dermatologista. Tais critérios dizem respeito a pintas com Assimetria, Bordas irregulares, com Cor mais escura, com Diâmetro variável e de Evolução constante. Além disso, tumores de pele podem surgir em áreas pouco expostas ao sol, como palmas das mãos e plantas dos pés.

Caso esses sinais sejam notados, os especialistas orientam que um dermatologista seja procurado.


Menopausa e o verão... Como amenizar os sintomas no calor?

A Issviva, marca Essity, ensina a aproveitar os dias muito quentes sem sofrimento


Com a chegada do verão e o aumento das temperaturas, os sintomas da menopausa podem se intensificar e causar desconforto ou até danos à saúde. Os chamados fogachos, ou sensação de calor repentina, que já é uma das queixas mais frequentes entre as mulheres, se acentuam no verão, com prejuízos à qualidade de vida.

Além deste, outros sintomas alertam para a baixa no bem-estar motivados pelo calor excessivo, como sudorese noturna, má qualidade do sono, fadiga, irritabilidade e problemas de concentração, pele mais seca e sensível, retenção de líquidos e até desidratação. Por isso, as mulheres em menopausa precisam redobrar os cuidados.
 

Para ajuda-las a aproveitar o verão com qualidade, a Issviva selecionou algumas orientações:



Vitaminas

As vitaminas são ótimas aliadas para amenizar os sintomas. Na Issviva, elas podem ser encontradas como suplemento alimentar em forma de goma mastigável, com fibras, vitamina B6 e cálcio.

  • Roupas adequadas para a estação
    Roupas de tecidos mais leves ajudam a manter a temperatura do corpo em níveis ideais. Quanto mais leve, menos elevação e variação na temperatura.
     
  • Hidratação máxima!
    A hidratação do corpo ajuda a evitar oscilações e intensificação dos sintomas. Assim, não esqueça da garrafinha!
     
  • Pratique atividade física diariamente
    Qualquer exercício físico libera a endorfina e vários outros hormônios que dão a sensação de bem-estar e prazer. Escolha aquele que mais gosta e inclua na sua rotina diária, respeitando os horários de exposição ao sol.
     
  • Você não está sozinha
     Por fim, preste atenção à orientação de Cristina Arbelaez, diretora global da Issviva:

"Você não está sozinha, a menopausa não pode significar mudança de vida e fim do prazer, em qualquer esfera da vida. A menopausa não é o fim: é o início de uma nova jornada"

 

Issviva
Para mais informações, acesse o site Link


Essity
essity.com

 

SBGG reforça os cuidados com os idosos neste período de viroses


O número de pessoas que foram atingidas pelo surto de virose no litoral de São Paulo chamou a atenção nos primeiros dias de 2025. Embora aparentemente esse problema tenha ocorrido devido a uma questão sanitária, existem as chamadas “viroses de verão”, caracterizadas pelos sintomas gastrointestinais, como vômito e diarreia. 

No caso dos idosos, segundo o médico geriatra e presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Dr. Marco Túlio Cintra, essas viroses são mais perigosas, pois pode provocar desidratação, risco de piora da função renal e internações. “Um idoso mais debilitado pode ter uma evolução pior. Então, quem está enfrentando um momento como esse, a primeira medida é consumir água de fonte confiável, seja comprando água mineral ou fervendo, como se fazia antigamente. Além disso, também é preciso se atentar com a alimentação, o local onde estão sendo adquiridos os alimentos e como está sendo realizado o preparo. Para isso, manter as mãos limpas e higienizadas para lidar com os alimentos é fundamental”, afirma.

 

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia - SBGG


Mês de conscientização sobre a Saúde Mental

Janeiro Branco: cuide da sua mente, evite o excesso de celular

 

Neste mundo cada vez mais agitado, cheio de estímulos e de muitos desafios, precisamos falar sobre saúde mental e emocional. A campanha Janeiro Branco tem como propósito quebrar tabus e também estimular o diálogo, inclusive em torno de questões muito presentes em nosso dia a dia que afetam nossas emoções e podem causar distúrbios psicológicos. A ideia é promover maior reflexão sobre a importância de cuidarmos da mente, assim como cuidamos do corpo, enfatizando que a saúde mental é um aspecto fundamental para nossa qualidade de vida. 

O Janeiro Branco é uma campanha de conscientização. A escolha de janeiro, um mês tradicionalmente associado ao recomeço e à renovação, simboliza a ideia de que esse é um bom momento para refletirmos sobre o bem-estar mental e a adoção de práticas saudáveis para o cuidado emocional. E, dentro deste contexto, é urgente que a sociedade dê maior atenção a um fenômeno crescente e preocupante: a dependência psicológica do celular. 

Estudos já comprovaram que o uso excessivo e compulsivo do celular pode afetar significativamente a saúde emocional e psicológica. Como o celular proporciona acesso constante a informações, redes sociais e e-mails, pode gerar sobrecarga cognitiva e aumentar o estresse, já que o cérebro está constantemente processando dados e notificações.

Além disso, a pressão da sociedade para que estejamos sempre disponíveis, com a sensação de que é necessário responder rapidamente às mensagens, ou estar sempre conectado, pode causar muita ansiedade. Atualmente, as pessoas se sentem pressionadas a estar "on" o tempo todo, o que dificulta a desconexão. Muitos estão, inclusive, desenvolvendo comportamentos compulsivos ao verificar constantemente o celular – o que é conhecido como nomofobia (medo de ficar sem o celular) -, e que pode levar a um ciclo de estresse e ansiedade, afetando totalmente o equilíbrio emocional.
 

“É importante que os pais, educadores e toda a sociedade estejam atentos para ajudar a combater a compulsão doentia pelo celular. Muitas pessoas estão restringindo o convívio em grupo ou mesmo se isolando, já apresentando alterações emocionais e psíquicas. É preciso reintegrá-los em atividades sociais e esportivas e estimular a busca por tratamentos, com foco na mudança de comportamento, na educação digital, e, em alguns casos, com a ajuda de terapia. Precisamos apoiar e incluir todos para que consigam sair do vício e da dependência, trazê-los de volta a uma vida mais saudável e participativa”, pontua o Defensor Público Federal André Naves, especialista em Inclusão Social. 

O Janeiro Branco é, portanto, fundamental para mostrar que qualquer um, atualmente, está sujeito a desenvolver transtornos emocionais. A campanha visa a combater o estigma associado a quem apresenta alterações mentais e de comportamento, estimulando a busca por apoio psicológico. 

“Sabemos que a saúde emocional e psicológica é o resultado da interação entre fatores ambientais, sociais, pessoais e genéticos. Precisamos lutar contra o preconceito associado aos portadores de transtornos mentais, educando a sociedade sobre a importância de dar atenção à saúde mental tanto quanto à saúde física. E, assim, prevenindo e tratando problemas como depressão, ansiedade e até mesmo o suicídio, que são questões sérias e crescentes na sociedade contemporânea”, afirma o Defensor André Naves. 

O autoconhecimento, o equilíbrio emocional e a busca de ajuda, quando necessário, são essenciais. Ao estimular o debate em torno de temas tão presentes na vida moderna, a campanha Janeiro Branco contribui para que as pessoas se sintam mais confortáveis para falar sobre suas emoções, enfrentar seus problemas emocionais de maneira saudável e buscar ajuda profissional sempre que necessário. 

Cuidar da saúde mental é fundamental para o equilíbrio e a qualidade de vida. Pense nisso.


Desidratação infantil: saiba como proteger os pequenos no verão!

 

O verão é uma época de diversão e férias e por isso o cuidado com as crianças precisa ser redobrado, principalmente com alimentação, hidratação e com o calor intenso do verão.  

De acordo com o Coordenador da UTI Pediátrica do Hospital Icaraí, Dr.Gabriel Farias, as principais queixas durante o verao são doenças como: desidratação, intoxicação alimentar, insolação, micoses etc.  

Os sinais de alerta costumam ser: boca seca, sonolência, irritação, ausência de lágrimas ao chorar e urina escura podem ser sinais de desidratação. 

“Para prevenir, ofereça água regularmente, aposte em frutas ricas em líquido (como melancia e laranja) e evite exposição solar em horários de pico (das 10h às 16h)”, explica o médico.  

Segundo Gabriel, os sintomas como vômitos, febre ou desmaios exigem avaliação imediata.  

A desidratação infantil é mais comum nessa época, mas pode ser evitada com os cuidados certos. Saiba reconhecer os sinais e, se necessário, procure a emergência pediátrica”, alerta o especialista.

 

 

BOLETIM DAS RODOVIAS

Sistema Anchieta-Imigrantes com congestionamento nesta tarde

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo na tarde desta segunda-feira (6). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Operação 5x5 - Na rodovia Anchieta (SP-150), o tráfego é normal no sentido litoral. Em direção à capital, o motorista encontra congestionamento do km 55 ao km 43. Na Rodovia dos Imigrantes (SP-160), o tráfego é normal no sentido litoral. Há congestionamento do km 58 ao km 46 do sentido capital. 

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

Tráfego normal nos dois sentidos da Raposo Tavares (SP-270). Na Castello Branco (SP-280), há congestionamento no sentido interior do km 55 ao km 56, no sentido capital, o tráfego é normal.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.


Mais de 277 mil passagens são registradas em pórticos free flow durante as festas de fim de an

 

Divulgação
 Tamoios

 Maior fluxo de passagens foi registrada no Litoral Norte

 

Durante as festas de fim de ano, os pórticos free flow implementados pelas rodovias paulistas concedidas registraram com um total de 277, 9 mil passagens entre os dias 23 de dezembro de 2024 e 3 de janeiro de 2025. O sistema de cobrança automática, durante o período de maior movimento, proporcionou fluidez e praticidade aos motoristas.

 

O maior fluxo foi registrado no Contorno de São Sebastião (097/055), localizado no quilômetro 13+500, sob administração da concessionária Tamoios. O sistema de pedágio automático registrou 139,8 mil passagens, refletindo a alta procura por regiões litorâneas durante as festas.

 

Já os pórticos de cobrança eletrônica de pedágio implementados no km 110+600 da Rodovia Laurentino Mascari, em Itápolis, e no km 179 da Rodovia Carlos Tonani, em Jaboticabal, administradas pela concessionária EcoNoroeste, registraram 56 mil e 81 mil passagens, respectivamente.


 

Pagamento e descontos


Os usuários que não tiverem uma tag ativa para cobrança automática, terão a placa e o veículo identificados pelas câmeras do pórtico que irá, posteriormente, gerar uma guia de pagamento nos canais disponibilizados pela concessionária, com o pagamento podendo ser efetuado até 30 dias. 


O Desconto de Usuário Frequente (DUF), exclusivo para veículos de passeio, começa a ser aplicado na segunda passagem pela mesma praça de pedágio, no mesmo sentido e no mesmo mês. Esse desconto oferece uma redução adicional e progressiva sobre o valor da última tarifa, variando entre 5% e 96%. A partir da 30ª passagem, o valor com desconto permanece fixo até o final do mês. O Desconto Básico da Tarifa (DBT), de 5%, é válido para todas as passagens de veículos comerciais e de passeio, incluindo reboque e semirreboque, se houver. No trecho operado pela concessionária Tamoios não há desconto nem cobrança por quilômetro rodado.

 

Caso o usuário não realize o pagamento da tarifa, será considerado evasão e infração grave pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), estando sujeito uma multa de R$ 195,23 e a perda de 5 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).



Aposentados residentes no exterior não recebem mais a tributação de 25% de Imposto de Rend

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Conforme a decisão, assegurados devem ser tributados de acordo com a tabela de alíquotas progressivas


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a cobrança de 25% de Imposto de Renda (IR) sobre aposentadorias e pensões de brasileiros residentes no exterior é inconstitucional. Essa decisão foi tomada após uma análise detalhada da legislação tributária brasileira, que considerou a medida uma violação dos princípios de isonomia, progressividade e proporcionalidade.

Com essa decisão, o STF estabelece um importante precedente para brasileiros que recebem aposentadorias ou pensões no exterior. Até então, esses indivíduos eram obrigados a pagar uma alíquota fixa de 25% de IR, independentemente de sua renda ou situação financeira. Agora, será aplicada a tabela de alíquotas progressivas.

A advogada internacionalista Rita Silva, complementa que, com o aumento da expectativa de vida, é cada vez mais comum vermos aposentados deixando seu país de origem, em busca de tranquilidade e melhor qualidade de vida. “Essa cobrança de 25%, independentemente do valor recebido pelo assegurado, acabava fazendo falta para muitos que recebem um salário mínimo ou pouco mais”, afirma.

O relator do caso, ministro Dias Toffoli, argumentou que a cobrança da alíquota de 25% era desproporcional e injusta, pois não levava em conta a capacidade contributiva dos aposentados e pensionistas residentes no exterior. Ele também destacou que a progressividade do IR é um princípio fundamental da Constituição Federal. “Brasileiros que residem no exterior e recebem aposentadorias ou pensões podem se beneficiar dessa decisão e ter uma redução significativa em sua carga tributária, podendo focar mais em cuidados com a saúde e bem-estar, por exemplo”, diz Rita.

O ministro Flávio Dino, concordou com a institucionalidade da lei. Entretanto, propôs que enquanto uma nova legislação não for aprovada, a tributação das pensões e proventos pelo IRRF observe a atual tabela de progressividade do Imposto de Renda. Ou seja, o Congresso pode aprovar uma nova legislação, prevendo a incidência do IRRF sobre pensões e proventos pagos no exterior, desde que se observe o princípio da progressividade tributária. “Conforme esse princípio, os contribuintes com maior rendimento devem pagar mais tributos que aqueles de menor capacidade contributiva”, explica a advogada internacionalista.

Caso

A decisão foi tomada na sessão virtual do dia 18/10 com repercussão geral, e teve início com ação movida por uma brasileira residente em Portugal que recebia um salário mínimo de aposentadoria pelo Regime Geral da Previdência Social. A Turma Recursal do Juizado Especial Federal da 4ª Região declarou inconstitucional a incidência dessa alíquota e determinou a aplicação da tabela de alíquotas progressivas.

 “O Instituto Nacional do Seguro Social não pode mais cobrar essa alíquota de 25%, então, se o contribuinte perceber que continua pagando, deve procurar um advogado para resolver a questão sem perdas financeiras”, finaliza Rita Silva.

 

Rita de Cássia da Silva – Graduada na Universidade Veiga de Almeida, no Rio de Janeiro, a advogada internacionalista é pós-graduada em Advocacia Empresarial Trabalhista – Previdenciária e Previdência Privada e em Seguro Social na Universidade de Lisboa. É Mestranda em Direito Tributário Internacional, especialista em Direito dos Expatriados, Imigrantes e Estrangeiros, Acordos e Tratados Internacionais e Direito de Família Internacional, Direito Internacional Privado, Direito Previdenciário Internacional, Direito do Trabalho com foco em Expatriação, Direito dos Aeronautas com enfoque nas aposentadorias especiais e da área de saúde. É palestrante, colunista do Blog Mães Expatriadas e consultora jurídica em Legislação Brasileira nos Estados Unidos, CEO do Internazionale que já conta com mais de 160 advogados em 12 países, fundadora da Comunidade PrevConnection - a 1ª Comunidade de Direito Previdenciário Internacional e mentora de carreiras para advogados. Mais informações https://ritasilvaadvogados.com.

 

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