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domingo, 3 de novembro de 2024

Sapinho da Mata Atlântica com menos de 7 milímetros é o segundo menor vertebrado já descrito no mundo

Nova espécie miniatura na palma da mão do pesquisador
 (
foto: Lucas Machado Botelho/Projeto Dacnis)
Brachycephalus dacnis é a sétima espécie de sapo-pulga identificada, maior apenas do que indivíduo de espécie próxima encontrado no sul da Bahia. Trabalho publicado na PeerJ foi liderado por grupo da Unicamp

 

Um grupo liderado por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) descreveu o segundo menor vertebrado do mundo. Um dos exemplares do sapo em miniatura usado no trabalho, um adulto, tem 6,95 milímetros. Antes disso, uma espécie do mesmo gênero havia sido descrita no sul da Bahia com um dos indivíduos tendo 6,45 milímetros.

O estudo, apoiado pela FAPESP, foi publicado nesta sexta-feira (25/10) na revista PeerJ.

Os sapos-pulga ou rãs-pulga, como são conhecidas algumas espécies do gênero Brachycephalus, possuem adultos com menos de um centímetro de comprimento. Para ter uma ideia, podem se acomodar sobre a unha de um humano adulto ou sobre uma moeda de 50 centavos.

Sapo-pulga Brachycephalus dacnis pode ter
 menos de 7 milímetros
(
foto: Luís Felipe Toledo/IB-Unicamp)

A nova espécie foi nomeada Brachycephalus dacnis em homenagem ao Projeto Dacnis, que mantém áreas privadas de Mata Atlântica no Estado de São Paulo, incluindo a que o animal foi encontrado, em Ubatuba, no litoral norte.

“Existem sapos pequenos com todas as características de sapos grandes, apenas menores. Esse gênero é diferente. Ao longo da evolução, ele passou pelo que chamamos de miniaturização. São características como fusões e perdas de ossos, além da falta de dígitos e outras partes da anatomia”, explica Luís Felipe Toledo, professor do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp e coordenador do estudo.

O trabalho integra o projeto “Da história natural à conservação dos anfíbios brasileiros”, apoiado pela FAPESP no âmbito do Programa BIOTA, e contou ainda com Bolsa de Doutorado para Julia Ernetti, coautora do estudo.

Esta é a sétima espécie de sapinho-pulga descrita dentro do gênero Brachycephalus. Até recentemente, o grupo era mais conhecido por espécies de cores vivas e que possuem veneno, como os sapinhos-pingo-de-ouro (Brachycephalus rotenbergae e B. ephippium) e o sapo-pitanga (B. pitanga). Mas o pequeno tamanho dos sapinhos-pulga está agora chamando a atenção dos pesquisadores.

Sapo-pulga Brachycephalus dacnis em seu ambiente natural
 (
foto: Lucas Machado Botelho/Projeto Dacnis)

Curiosamente, ainda que maiores do que os sapos-pulga, os pingo-de-ouro possuem menos estruturas da anatomia, como ausência de partes da orelha interna que os impossibilitam de escutar o próprio canto, por exemplo (leia mais em: revistapesquisa.fapesp.br/sapinhos-da-mata-atlantica-sao-surdos-a-propria-voz/).

O canto da espécie descrita agora foi o que chamou a atenção dos pesquisadores. Sua morfologia é igual à de outra espécie, B. hermogenesi. Ambas possuem pele marrom amarelada, vivem no folhiço da mata, não possuem girinos (saem dos ovos andando) e ocorrem na mesma região. No entanto, o canto é diferente.

Quando sequenciaram o gene normalmente utilizado para diferenciar espécies, os pesquisadores confirmaram se tratar de uma nova entidade. No entanto, ao visitarem Picinguaba, em Ubatuba, onde foram encontrados os sapos que permitiram a descrição de B. hermogenesi, notaram que B. dacnis também ocorre ali.

“É possível que, entre os exemplares que serviram de base para descrever B. hermogenesi em 1998, haja animais da nova espécie”, afirma Toledo. O pesquisador sugere o uso de ferramentas de sequenciamento de DNA histórico, aquele contido em exemplares depositados há muito tempo em coleções zoológicas, a fim de dirimir a dúvida.

Na descrição da nova espécie, além das características anatômicas de praxe, os pesquisadores acrescentaram informações do esqueleto e dos órgãos internos, além de dados moleculares e do canto.

A ideia é que descrições de novas espécies contenham também essas informações para que seja possível diferenciá-las com mais precisão, uma vez que muitas são crípticas, ou seja, não podem ser discriminadas apenas pela anatomia externa.

“A diversidade desses sapos em miniatura pode ser bem maior do que imaginamos. Por isso, é importante ter o maior número de características possíveis para agilizar o processo de descrição e, assim, podermos atuar na conservação”, encerra.

O artigo Among the world’s smallest vertebrates: a new miniaturized flea-toad (Brachycephalidae) from the Atlantic rainforest pode ser lido em: https://peerj.com/articles/18265/.

 


André Julião
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/sapinho-da-mata-atlantica-com-menos-de-7-milimetros-e-o-segundo-menor-vertebrado-ja-descrito-no-mundo/53144


Entenda qual a frequência ideal do banho em pets

A resposta, embora possa parecer simples, envolve diversos fatores que vão muito além da estética.

 

Os banhos não apenas mantêm os pets limpos e cheirosos, mas também desempenham um papel crucial na saúde da pele e do pelo. A sujeira, pulgas e ácaros podem causar desconforto e até doenças. Contudo, a frequência ideal varia de acordo com a espécie, raça, tipo de pelagem e até o estilo de vida do animal.

 

Juliana Dhein, médica-veterinária e gerente técnica do Grupo Hospitalar Pet Support, explica qual a frequências recomendada de banho para cães:

 

-Raças com pelagem longa: geralmente, é recomendado um banho a cada 4 a 6 semanas, pois suas pelagens podem acumular sujeira e embaraçar.


-Raças de pelagem curta: um banho a cada 1 a 3 meses pode ser suficiente, a menos que o animal tenha uma atividade física intensa que o faça suar mais.


-Cães com problemas de pele: nestes casos, a recomendação deve vir de um veterinário, que pode sugerir banhos mais frequentes com produtos específicos.

 

A médica-veterinária também explica sobre o banho em gatos:

 

-Os gatos são conhecidos por sua habilidade de se limpar, e, na maioria das vezes, não precisam de banhos regulares. Um banho pode ser necessário em situações específicas, como se o gato se sujar muito ou se tiver problemas de pele.

 

Fatores a considerar para avaliar se está na hora do banho:

 

-Atividade física: pets que passam muito tempo ao ar livre ou que gostam de brincar na água podem precisar de banhos mais frequentes.

-Saúde: animais com doenças de pele ou alergias podem precisar de cuidados especiais e banhos com produtos específicos.

-Habilidades naturais: alguns animais, como os gatos, têm um instinto natural de higiene, o que pode reduzir a necessidade de banhos.

 

Dicas para um banho eficiente:

 

-Use produtos específicos para pets: sempre escolha shampoos e condicionadores formulados para a pele e pelagem dos animais.


-Atenção à temperatura da água: a água deve estar morna, evitando desconforto ao pet.


-Secagem adequada: após o banho, seque bem o animal, especialmente as orelhas, para evitar problemas de umidade. O secador deve ser usado no jato morno e distante do animal. 

 

Por fim, Juliana destaca que “a frequência de banho ideal para os pets varia, e a atenção às necessidades individuais de cada animal é fundamental. Consultar um veterinário pode ser a melhor forma de garantir que seu amigo esteja sempre saudável e feliz”.

 


Grupo Hospitalar Pet Support
www.petsupport.com.br




Acupuntura para bicho, sim


Ao se fazer reflexões sobre quaisquer práticas terapêuticas, é imprescindível ter conhecimento sobre seu histórico, desenvolvimento técnico-científico e contexto de aplicação visto que a medicina, para qualquer espécie, está inserida em diversos momentos da construção do conhecimento, sujeita a rever suas bases e explicações. Um exemplo atual e constantemente debatido é a prática da acupuntura – em especial da acupuntura médico-veterinária. 

Atualmente entende-se por acupuntura um método terapêutico, cuja prática pode estar vinculada a fundamentos teóricos, meios semiológicos, propedêuticos e diagnósticos que dirigem a execução do tratamento no contexto da Medicina Tradicional Chinesa, sendo o uso de agulhas para estimulação de pontos específicos uma parte desse sistema médico complexo. 

Pode-se ainda tomar por base outros parâmetros, que podem incluir conceitos de fisiopatologia e de terapêutica modernos, visando a estimulação neural periférica, por meio de agulhas inseridas em sítios específicos da superfície corporal buscando uma reação neurofisiológica conhecida, que possa beneficiar o organismo do paciente após diagnóstico orientado por anamnese, exame clínico minucioso e meios auxiliares cientificamente reconhecidos. Ou ainda, a combinação de ambos os paradigmas. 

Pesquisas demonstram diversos benefícios da acupuntura em animais, incluindo o tratamento de dor e inflamação, doenças osteoarticulares, neurológicas, cuidados paliativos, entre outras condições. Estudos que embasam os mecanismos de ação da acupuntura são realizados em animais e demonstram respostas moleculares ao estímulo de pontos de acupuntura. No sistema nervoso central, neurotransmissores opióides, serotonina, norepinefrina e endocanabinóides são modulados pela acupuntura na indução da analgesia. 

Na prática clínica, a acupuntura veterinária tem se mostrado eficaz no tratamento de espécies domésticas e selvagens, como terapia complementar e integrativa, otimizando a prescrição de medicamentos, especialmente para analgesia, reduzindo (ou suprimindo) doses e efeitos colaterais dos fármacos. 

A acupuntura veterinária tem reconhecimento mundial pela International Veterinary Acupuncture Society (IVAS) e pela The World Association of Traditional Chinese Veterinary Medicine (WATCVM). No Brasil, é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) como especialidade e atende a critérios rigorosos de formação e regulamentação.

Assim, despindo-se de preconceitos ou crenças, a acupuntura veterinária é uma especialidade sólida, sustentada por uma base científica em constante crescimento e integrada aos mais altos padrões da medicina veterinária. 



Ingrid Bueno Atayde - médica-veterinária e chefe do Setor de Comissões Técnicas do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV)


Márcia Valéria Rizzo Scognamillo - médica-veterinária integrativa


Guarda de pets pós-divórcio: o que diz a legislação brasileira?


 

Especialista em Direito de Família e Sucessões do CEUB detalha quais são os direitos garantidos aos tutores


No divórcio ou fim da união estável do casal, definir com quem o pet ficará pode ser tão complexo quanto a guarda de filhos. Animais como cães e gatos, antes considerados meros bens, são agora reconhecidos por muitos como parte essencial da família, formando, assim, o que se chama de “família multiespécie”. Luciana Musse, especialista em Direito de Família e Sucessões do Centro Universitário de Brasília (CEUB), explica como o Direito brasileiro aborda a guarda de pets em situações de disputa entre ex-casais. 

Apesar de a legislação brasileira, por meio do Código Civil, ainda classificar animais de estimação como “bens semoventes”, a especialista explica que os avanços na jurisprudência já permitem interpretações mais modernas, que reconhecem essa nova configuração familiar. “Assim, os tutores podem ter o direito de residir com seus animais em condomínios e, em casos de separação, podem buscar a guarda e a convivência com o pet, além de alimentos para seu cuidado. Outro direito, recentemente reconhecido, é a possibilidade de levar o animal na cabine em viagens aéreas, em vez de transportá-lo no bagageiro.” 

Para a professora de Direito, mesmo com esses avanços, nenhum direito é absoluto. A jurista reforça que os tutores devem seguir regras que garantam o bem-estar do animal, evitando maus-tratos e abandono. Para ilustrar esse compromisso, ela menciona a Lei Sansão (Lei n. 14.064/2020), que aumenta as penas para maus-tratos contra cães e gatos e proíbe que o agressor mantenha a guarda do animal maltratado. “Além disso, o respeito às normas de convivência em condomínios e à legislação são limites fundamentais que os tutores precisam observar.” 

Quanto às responsabilidades legais atribuídas aos pais de pet, estão prover alimentação adequada, abrigo, espaço seguro e companhia frequente. Em situações de negligência, o tutor pode perder a guarda do animal. “Os tutores devem garantir consultas regulares ao veterinário, vacinas e medicamentos, se necessários, além de um espaço protegido de clima extremo e dimensões adequadas para o bem-estar do animal. Caso deixem de cumprir com esses deveres e seja constatada negligência, a guarda do pet poderá ser modificada”, enfatiza a docente do CEUB.

 

Desafios para os pais de pet no Brasil

Diferentemente de países como Espanha, França, EUA, Áustria, Nova Zelândia, Austrália, Suíça e Canadá, o Brasil ainda não possui legislação específica sobre a temática e, por isso, têm sido utilizadas, por analogia, as normas de Direito de Família sobre guarda e convivência com filhos. “Assim, a guarda será unilateral caso o pet fique sob a responsabilidade de apenas um dos tutores ou compartilhada, se ambos os tutores mantiverem os deveres para com o animal.” 

De acordo com Luciana Musse, na falta de uma legislação específica para famílias multiespécies, as decisões sobre guarda e alimentos para pets oscilam entre as varas cíveis e de família, conforme a interpretação de cada juiz. Para orientar os tutores sobre direitos e representá-los em disputas judiciais, a especialista revela que já existem advogados e escritórios especializados em Famílias Multiespécie e Direito Animal no Brasil. “Esses profissionais podem representar os tutores perante o Poder Judiciário, caso o conflito seja levado para a apreciação da justiça.”

Entre as mudanças jurídicas previstas em casos envolvendo pets, está o projeto de reforma do Código Civil, que promete reconhecer o vínculo afetivo entre pessoas e seus animais, além de definir direitos e deveres para os ex-casais em relação aos animais de estimação. “Outra novidade é a emissão da “IdentPet” em alguns cartórios, uma certidão de nascimento e adoção que garante a identidade do animal e facilita seu transporte, em viagens e resgate em caso de fuga ou furto. O documento também serve para comprovar o vínculo com os tutores, algo útil em processos de guarda”, acrescenta a jurista.


Capacitação de profissionais impulsiona o crescimento do setor pet no Brasil

 

Formação especializada é fundamental para garantir a qualidade no atendimento

 

Os tutores de pets estão cada vez mais exigentes quando se trata dos cuidados que esperam para seus animais. Hoje, muitos procuram serviços como banhos terapêuticos, massagens relaxantes e até dietas personalizadas, algo impensável há alguns anos. O que antes se resumia a cuidados básicos agora envolve um atendimento completo, que engloba não só o bem-estar físico, mas também o emocional dos bichinhos.

Essa mudança reflete o crescimento do setor pet no Brasil, que movimentou mais de R$ 58 bilhões em 2023, de acordo com a ABINPET (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação). Com o mercado em expansão, a demanda por profissionais capacitados aumentou, e a formação especializada é um diferencial para garantir que os trabalhadores estejam preparados para lidar com diferentes situações, desde o manejo adequado dos animais até o atendimento aos tutores.

André Faim, empresário do setor pet, com negócios centrados no bem-estar animal, co-fundador da Lobbo Hotels e da plataforma de gestão de equipe e treinamentos Trabalhe pra Cachorro, reforça a importância de investir em qualificação. “Hoje, o tutor busca mais do que um simples banho ou tosa. Ele quer saber que o profissional está preparado para cuidar do seu pet como ele cuidaria. Capacitar as equipes é a forma de garantir que esse cuidado seja completo, atendendo desde questões básicas até emergências”, explica Faim.


Qualificação é o diferencial no atendimento

Os cursos especializados oferecem uma base essencial para que os profissionais acompanhem as exigências do mercado. Além do conhecimento básico, hoje é necessário dominar habilidades como o reconhecimento de sinais de estresse nos animais, técnicas de primeiros socorros e até práticas de enriquecimento ambiental, que ajudam a garantir o bem-estar mental dos pets. 

Além disso, é fundamental saber lidar com tutores que têm expectativas altas e querem informações detalhadas sobre o serviço prestado, como o uso de produtos específicos e a adoção de medidas preventivas de saúde. “Esses aspectos, aliados ao atendimento humanizado, são essenciais para conquistar a confiança dos clientes e garantir a qualidade do serviço”, pontua Faim.

Com a rotina cada vez mais personalizada dos serviços para animais, os trabalhadores precisam estar preparados para diferentes situações. Treinamentos práticos, que simulam o dia a dia de clínicas e pet shops, ajudam a desenvolver essa capacidade. “Um bom profissional não só entende de animais, mas também sabe se comunicar com os tutores, explicando de forma clara os procedimentos. Isso faz muita diferença em uma situação de pós-operatório, por exemplo, evitando complicações desnecessárias”, André Faim ressalta.


O impacto da qualificação no crescimento do setor

O mercado pet, tradicionalmente informal e pulverizado, está passando por uma transformação com o crescimento de grandes redes e marcas. Esses novos players impõem padrões mais altos de atendimento, o que pressiona pequenos empreendedores a se adaptarem. 

Para André Faim, a formação de qualidade é a chave para enfrentar essa nova realidade. “Se o pequeno empreendedor não oferecer o mesmo nível de serviço que as grandes redes, ele acaba perdendo espaço. A capacitação é a ferramenta que vai garantir essa competitividade no mercado”, destaca.

As grandes marcas trazem uma padronização que eleva a expectativa dos tutores em relação ao serviço prestado, independentemente do porte do estabelecimento. Faim ressalta que, mesmo em negócios menores, o cliente espera o mesmo cuidado que encontra em uma rede de renome. “Não importa o tamanho do negócio. O tutor quer saber que seu pet será bem atendido, seja numa clínica de bairro ou numa grande franquia. Profissionais qualificados conseguem manter essa excelência em qualquer cenário”, afirma o empresário.

Nesse contexto, a profissionalização é o diferencial que permite aos pequenos negócios sobreviverem e prosperarem. “O mercado está mais competitivo, e quem não se adapta fica para trás. Capacitar a equipe é o primeiro passo para garantir que o atendimento seja sempre de alto nível”, finaliza Faim.

  

André Faim - empreendedor e investidor no setor pet. Sócio de empresas de investimentos e co-fundador da Lobbo Hotels, a maior rede de creches e hotéis pet do país, que hoje conta com 7 unidades na cidade de São Paulo. Ele começou sua jornada em 2016, investindo em uma creche para cães, e observando a informalidade do mercado, decidiu criar uma marca referência em serviços pet, combinando acolhimento e profissionalismo. Com experiência em diversas áreas, André também é investidor na Trabalhe pra Cachorro, focando em oferecer soluções especializadas e elevar o padrão de cuidados no setor.
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Trabalhe pra Cachorro
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Lobbo Hotels
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Os novos direitos dos pets no transporte aéreo

Na área de defesa do consumidor, um dos serviços que coleciona reclamações e processos é o de aviação. E nele, há um tema especialmente delicado, que envolve vidas e é cercado de erros e negligências: o direito PET de transporte. Vários casos relacionados ao tema já foram judicializados, com companhias aéreas e aeroportos sendo processados pela falta de tratamento adequado na prestação desse tipo de serviço, que, inclusive, culminaram na morte de vários animais de estimação.

Não é preciso forçar muito a memória para recordar do caso de Joca, um cão de cinco anos da raça golden retriever que morreu enquanto era transportado por uma companhia aérea aqui no Brasil, em abril. O caso teve grande repercussão e o sinal de alerta finalmente acendeu para mudanças em prol do consumidor, o viajante que paga e paga caro para realizar esse transporte especial.

Na última quinta, 31 de outubro, o Ministério de Portos e Aeroportos publicou uma portaria que estabeleceu oficialmente o Plano de Transporte Aéreo de Animais (PATA).

O programa elaborado pelo Governo Federal apresenta um conjunto de medidas que garante a segurança e o conforto de pets e seus tutores nas viagens aéreas. Entre as regras estão itens como a rastreabilidade do animal, com sistema que preveja sua identificação e o acompanhamento de todas as etapas da viagem, em tempo real; a formação e capacitação profissional daqueles que trabalham diretamente no transporte animal; o estabelecimento de um canal de comunicação fácil e direta com os tutores dos respectivos bichos de estimação, para tratar de regras de transporte e fornecimento de informações atualizadas sobre a situação do voo; e a disponibilização de serviços veterinários para assistências emergenciais.

Também integram a nova portaria itens como implementação de serviços específicos de segurança, visando à prevenção de incidentes e proporcionando mais tranquilidade aos tutores; e a padronização das práticas de transporte, com foco no bem-estar e segurança dos pets.

Para que o novo programa de fato seja colocado em prática, as empresas de transporte aéreo terão até o final do mês de novembro para se adequarem. A fiscalização será de responsabilidade da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A mudança ou melhor, o maior rigor às regras, ainda que tardiamente, deve ser celebrado. Não se trata de um mercado restrito. De acordo com números do próprio governo, anualmente, o Brasil transporta cerca de 80 mil animais. Espera-se, assim, que o direito Pet de transporte digno seja preservado. Agora, como falhas infelizmente ainda podem acontecer, é bom que tutores que planejam viagens com seus bichos de estimação saibam a quem recorrer em casos de ocorrência.

A primeira iniciativa a ser tomada é contatar a empresa de transporte aéreo e relatar o ocorrido. O diálogo é o primeiro recurso a ser utilizado, sempre. Contudo, caso a ocorrência seja mais grave ou a empresa imponha obstáculos, outros caminhos devem ser tomados. É preciso ter tudo devidamente documentado e relatado. Com isso, é possível abrir uma queixa e registrar denúncia nos órgãos de defesa do consumidor, como o Procon.

Com tudo documentado, também é possível ingressar com ação no judiciário. A depender do incidente, o advogado pode entrar com pedido de reparação por dano moral e material, uma vez que o tutor tenha sofrido prejuízo que pode ser considerado irreparável. Tal medida vale não apenas em casos de óbito do pet, como também por ferimentos e outros males causados no trajeto, sob a responsabilidade da companhia aérea.

O conhecimento acerca dos direitos é cuidado essencial para que se corra atrás de justiça. Mas, claro, quando se trata dos nossos bichos de estimação, o que mais esperamos é que sejam tratados com a dignidade que merecem pelas companhias aéreas. Que o programa PATA estabelecido recentemente possa garantir, finalmente, esse direito.

 


Natália Soriani - advogada e sócia do escritório Natália Soriani Advocacia



Pets: cerca de 85% da população não vacina animais domésticos

Entenda indicação e importância de manter a carteirinha em dia 

Protocolo individualizado é primordial, de acordo com classificação de risco a infecções e estilo de vida do pet. Agener, unidade em saúde animal da farmacêutica União Química, disponibiliza mais informações

 

Cerca de 85% da população brasileira não realiza a vacinação de pets, de acordo com dados disponibilizados pela Comissão de Animais de Companhia (Comac) do Sidan, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal, o número indica uma baixa cobertura vacinal contra zoonoses e doenças infecciosas que atingem animais domésticos, especificamente cães e gatos. 

Quanto maior o número de animais vacinados em uma população, menor a chance de transmissão de doenças, mas para que haja o controle das doenças infecciosas em uma população, pelo menos 70% dos animais devem ser vacinados, garantindo assim, a chamada imunidade de rebanho. 

Por isso, tutores de primeira viagem ou aqueles que ainda não vacinaram seus animais devem ficar atentos às indicações e ao calendário vacinal específico para cada pet, como forma de garantir a imunidade e protegê-lo de doenças, sendo as mais comuns a cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa canina, leptospirose, raiva e doenças causadas por vírus respiratórios. 

"Cada pet tem um estilo de vida e de histórico materno diferente. Por isso, é importante se atentar ao cronograma vacinal, principalmente se você não conhece a mãe do seu pet para identificar se a mesma possuía um esquema vacinal adequado e capaz de ser transmitido pela amamentação no início da vida do filhote. A duração desses anticorpos também pode variar, reforçando a importância de se manter atento às vacinas nas primeiras semanas do seu animal de estimação”, afirma Marina Bonfim, gerente técnica da Agener União. 

A partir do nascimento, o pet passa por uma janela de suscetibilidade maior às infecções entre a 8ª a 16ª semana de vida, momento em que a quantidade de anticorpos que vieram da mãe cai abaixo do nível de proteção e a vacina ainda não é capaz de proteger, dessa forma o protocolo vacinal deve terminar com 16 semanas de vida ou mais, para que a presença dos anticorpos maternos não cause competitividade ou inativação dos anticorpos produzidos pela vacina. 

Sendo assim, saber quando iniciar e principalmente quando terminar o protocolo vacinal, pode ser um fator determinante para o melhor desempenho da vacina.

 

Cuidados e orientações 

Durante todo o período de vacinação, até pelo menos duas semanas após a última dose, é essencial que o filhote permaneça isolado, sem contato com ambientes públicos e animais não vacinados. 

Nas primeiras 24 horas após a vacina é possível ocorrer reações, que geralmente são leves e de curta duração. O tutor poderá perceber febre baixa, sonolência, dor no local da aplicação ou formação de nódulo no local, que regride progressivamente. 

É preciso estar atento ao aparecimento de edema facial, urticárias e reações graves (choque anafilático), que são raras. Caso ocorra, o animal deverá retornar, no mesmo momento, para a clínica ou hospital veterinário para o tratamento adequado. 

Após o esquema de vacinação das primeiras 16 semanas de vida o especialista reforça a importância da vacinação anual.

 

Esquema vacinal individualizado para cães 

Focada em saúde animal, a Agener, unidade de negócio em saúde animal da União Química, é pioneira em criar um protocolo que segue os highlights de guias internacionais mais atualizados sobre o esquema vacinal individualizado e que finalize às 16 semanas de vida. 

O protocolo vacinal é individual e definido de acordo com a idade do animal, estilo de vida e o risco de infecção. O médico veterinário, junto com o tutor vão definir com base nessas informações o melhor esquema que atende as necessidades daquele pet.

O protocolo individualizado segue uma previsão de risco de infecções e chances aumentadas para zoonoses, definido de acordo com a exposição do animal, contato social com outros animais e o ambiente em que ele vive: 

  • Alto risco: pets que entram em contato com área externa da casa e locais públicos, como praças, ruas, shopping, pet shop, banho e tosa; que entram em contato com água de chuva, rios e lagoas; locais com espécies rurais ou silvestres, como fazenda e sítio, áreas afastadas dos grandes centros; quando o contato pode ocorrer com 1 único ou mais de 1 outro animal sem histórico de saúde e vacinação.
  • Médio risco: pet que vive em casa, ambientes externos da casa (quintal, gramado) e não tem acesso a locais públicos; quando entra em contato com ao menos 1 animal com histórico de saúde e vacinado, vermifugado e sem ectoparasitas.
  • Baixo risco: pet circula apenas em ambiente interno, apartamento, sem acesso a quintais, gramados ou áreas de difícil desinfecção, sem acesso a locais públicos, e quando é único animal na casa e não entra em contato com outros animais. 

Mesmo os cães sem histórico vacinal e maiores de 18-20 semanas de idade também podem e devem ser vacinados. Nestes casos a recomendação Agener, que segue as diretrizes internacionais do WSAVA, indica aplicação de 2 doses de Providean® Viratec 10 CVL, com intervalos de 3 a 4 semanas entre elas. Após esse esquema, recomenda-se vacinação anual. 

As vacinas Providean Viratec Agener são importadas, livres de adjuvantes, testadas e aprovadas por órgãos reguladores, seguindo protocolos clínicos e de segurança, e são produzidos com antígenos na medida para a menor reação local e menor risco de reações adversas.

 

Grupo União Química

Uso da Cannabis na Medicina Veterinária é aprovado pela Anvisa


Em decisão histórica, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (30), por unanimidade, a regulamentação do uso da cannabis na Medicina Veterinária, com a inclusão de novos itens na normativa 344. A medida possibilita que médicos-veterinários utilizem substâncias canabinoides em tratamentos de diversas doenças, promovendo uma nova era de segurança e avanços na saúde animal no Brasil. A resolução ainda não tem um número oficial, mas foi deliberada em plenária pública e deve ser formalizada nos próximos dias, com a ata da decisão prevista para publicação em até 48 horas. 

A aprovação decorre dos resultados apresentados pelo grupo de trabalho para proposta de regulação da canabinoide na Medicina Veterinária do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV). A médica-veterinária Caroline Campagnone, que integra o GT, destaca que antes da autorização da Anvisa, a cannabis estava classificada na lista de substâncias proscritas, impossibilitando a utilização na Medicina Veterinária. “Esse cenário gerava insegurança jurídica porque médicos-veterinários que prescrevessem tratamentos com canabinoides, como o THC, corriam risco de serem acusados de tráfico de drogas. Agora, com a nova regulamentação, os profissionais poderão utilizar a cannabis de forma segura e legal, sem o risco de penalidades”, ressalta.
 

Benefícios e aplicações – A cannabis e os canabinoides têm demonstrado eficácia em diversas áreas, como tratamento de doenças oncológicas, neurológicas e ortopédicas. “O sistema endocanabinoide, presente nos animais, é responsável pela manutenção do equilíbrio corporal, auxiliando no controle de dor, inflamações, crises convulsivas, além de contribuir para a estabilidade emocional e imunológica. O uso de canabinoides endógenos (naturais) e exógenos (administrados) permite tratar essas deficiências de maneira complementar, trazendo qualidade de vida aos animais”, detalha Campagnone. 

A médica-veterinária reforça, ainda, que o uso da cannabis na Medicina Veterinária tem sido estudado em parceria com universidades federais, o que pode ampliar o desenvolvimento de terapias inovadoras e com qualidade assegurada, além de promover novas pesquisas e publicações sobre o tema.

Prescrição – A regulamentação aprovada pela Anvisa reconhece a importância da especialização do médico-veterinário na área de endocanabinologia, o que reforça a responsabilidade na prescrição e utilização da cannabis em tratamentos. “Médicos-veterinários, embora agora tenham permissão legal para prescrever, precisam de conhecimento sólido e aprofundado, uma vez que as dosagens e aplicações requerem cuidado específico e ajustado a cada caso”, evidencia Campagnone, que é pesquisadora em Cannabis Medicinal.

“A conquista representa o resultado de anos de trabalho por grupos técnicos e profissionais da área veterinária, que desde 2023 estão empenhados em desenvolver uma regulamentação adequada e segura. O CFMV participa ativamente na formulação de diretrizes para garantir que o uso da cannabis seja feito de forma ética e responsável. A aprovação representa um marco que amplia as possibilidades terapêuticas e promove uma Medicina Veterinária ainda mais humanizada, focada no bem-estar animal e na qualidade de vida de seus pacientes”, completa a médica-veterinária.


sábado, 2 de novembro de 2024

Estética de Dentro para Fora e a Importância da Medicina Preventiva no Envelhecimento


Com o aumento da expectativa de vida, não basta mais pensar apenas em intervenções estéticas para tratar sinais visíveis do tempo. A longevidade saudável requer uma abordagem integrada, unindo estética, cuidados preventivos e hábitos saudáveis que preservam a vitalidade e beleza ao longo dos anos. “A verdadeira beleza é resultado do equilíbrio. Precisamos cuidar do corpo e da mente para que a estética seja reflexo desse bem-estar integral”, afirma a Dra. Kelly Pico.


O Conceito de Estética de Dentro para Fora: Muito Além da Superfície

A estética de dentro para fora é uma filosofia que considera a saúde do corpo e da pele como um todo. Envolve alimentação adequada, manejo do estresse, cuidados diários com a pele e suplementação, quando necessária. “O corpo precisa estar bem por dentro para refletir beleza por fora. Procedimentos estéticos como preenchimentos ou bioestimuladores terão resultados muito mais eficazes quando aliados a uma rotina de saúde e nutrição", destaca a Dra. Kelly.

Nesse contexto, a pele atua como um termômetro do estado geral do organismo. Deficiências nutricionais e hormonais afetam diretamente sua elasticidade, luminosidade e capacidade de regeneração. A falta de colágeno, por exemplo, acelera o surgimento de rugas e flacidez. "Por isso, é essencial que o cuidado com a estética vá além da aplicação de cremes ou tratamentos pontuais. A manutenção de uma dieta equilibrada e o uso de antioxidantes são fundamentais", reforça a médica.


A Medicina Preventiva como Aliada da Estética

A medicina preventiva é a base para quem busca envelhecer bem e com saúde. Estudos apontam que os primeiros sinais de envelhecimento podem ser retardados com a adoção de medidas preventivas já na juventude. “A prevenção é essencial para adiar o surgimento dos primeiros sinais de envelhecimento. Hoje, não se espera mais a pele mostrar sinais de desgaste para começar os cuidados. A ideia é cuidar antecipadamente, fortalecendo o organismo para que a pele se mantenha saudável ao longo do tempo”, explica a Dra. Kelly.

A medicina preventiva também envolve exames hormonais regulares, já que desequilíbrios hormonais são comuns com o passar dos anos e afetam diretamente a pele. “A deficiência de hormônios como estrogênio e testosterona pode acelerar o envelhecimento da pele. A correção desse desequilíbrio por meio de acompanhamento médico melhora não apenas a estética, mas também a disposição e qualidade de vida", acrescenta.


Cuidados Diários com a Pele: Adapte a Rotina ao Seu Estilo de Vida

Os cuidados diários são indispensáveis para manter a saúde da pele e potencializar os efeitos de procedimentos estéticos. A Dra. Kelly recomenda uma rotina que contemple limpeza, hidratação e proteção solar. “Independente da idade, o básico é sempre essencial: limpar, hidratar e proteger. A limpeza adequada remove impurezas e prepara a pele para absorver melhor os produtos aplicados”, aconselha.


Rotina de Cuidados Diários:

- Limpeza Suave: Use sabonetes dermatológicos específicos para seu tipo de pele. “Evite produtos que ressequem a pele, especialmente no inverno, quando o ressecamento é mais intenso.”

- Hidratação Constante: Utilize cremes hidratantes com ativos como ácido hialurônico, ceramidas e pantenol, que ajudam a reter água na pele. “A pele bem hidratada mantém sua elasticidade e responde melhor a tratamentos.”

- Proteção Solar: Aplique protetor solar diariamente, mesmo em dias nublados ou frios. “A exposição aos raios UV é cumulativa e o uso contínuo de filtro solar previne o surgimento de manchas e o envelhecimento precoce.”

Tratamentos Estéticos para Manutenção Preventiva

A Dra. Kelly defende o uso de tecnologias não invasivas como parte da prevenção. “Procedimentos como o ultrassom micro e macrofocado são grandes aliados para quem busca manter a firmeza da pele e estimular a produção de colágeno de forma preventiva.” Esses tratamentos evitam que a pele perca sua estrutura antes mesmo que os sinais visíveis de envelhecimento apareçam.

Peeling: Renovação Celular para um Aspecto Saudável
“O inverno é a estação ideal para realizar peelings, pois a menor exposição solar minimiza os riscos de manchas”, explica Dra. Kelly. O peeling químico, feito com ácidos como glicólico ou retinóico, promove a renovação celular e ajuda a suavizar linhas finas, manchas e cicatrizes de acne. Além disso, melhora a textura e luminosidade da pele, preparando-a para os meses mais quentes.

Laser de CO2 Fracionado: Tratamento Avançado no Inverno
Outro tratamento recomendado é o laser de CO2 fracionado, especialmente indicado para o inverno, pois o tempo de recuperação requer menor exposição ao sol. “Esse laser promove a regeneração intensa da pele, tratando rugas, manchas e cicatrizes de forma eficaz, estimulando a produção de colágeno nas camadas mais profundas”, comenta. O procedimento é ideal para quem busca resultados visíveis e duradouros com segurança.

Alimentação e Suplementação: O Papel dos Nutrientes na Saúde da Pele
Manter uma dieta rica em antioxidantes é crucial para combater os radicais livres, que aceleram o envelhecimento. "O consumo regular de alimentos ricos em vitaminas A, C e E, além de minerais como zinco e selênio, é essencial para uma pele saudável e jovem", destaca a Dra. Kelly. Ela também recomenda a suplementação de colágeno, especialmente após os 30 anos, quando a produção natural desse componente começa a diminuir.

“O uso de suplementos pode complementar uma dieta equilibrada e garantir que o corpo receba todos os nutrientes necessários para a manutenção da pele e do bem-estar”, acrescenta. A hidratação também é essencial: beber ao menos 2 litros de água por dia ajuda a manter a pele viçosa e a eliminar toxinas do corpo.

Conclusão: A Estética Como Reflexo da Saúde Integral
Envelhecer bem é resultado de uma abordagem integrada, que envolve medicina preventiva, estética e hábitos saudáveis. "Cuidar da pele é uma extensão do cuidado com a saúde como um todo. A estética de dentro para fora e a medicina preventiva são complementares e proporcionam não apenas beleza, mas também qualidade de vida e autoestima", afirma a Dra. Kelly Pico.

Com um plano bem estruturado, que inclua procedimentos preventivos, uma rotina adequada de skincare e uma alimentação equilibrada, é possível atravessar todas as fases da vida com saúde, leveza e confiança. “O objetivo não é apenas aparentar ser mais jovem, mas sentir-se bem em cada fase da vida, com saúde, disposição e autoestima elevada”, conclui.

 

Dra. Kelly Pico - médica especialista em dermatologia estética, com mais de 22 anos de experiência. Formada pela Faculdade de Medicina ABC, ela possui pós-graduação em Medicina Estética e Medicina Preventiva. Sua abordagem empática e personalizada, aliada ao uso de técnicas inovadoras, resultam em tratamentos estéticos excepcionais. Dra. Kelly Pico é reconhecida por sua dedicação aos pacientes e por proporcionar resultados naturais e harmoniosos. Sua experiência e compromisso com a excelência fazem dela uma profissional altamente recomendada no campo da dermatologia estética.


Vem chegando o verão: 5 dicas para aplicar corretamente o filtro solar no seu filho


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Proteja a pele dos pequenos com cuidados essenciais no período mais quente do ano
 



A pele dos bebês e das crianças é extremamente sensível, o que torna o uso de filtro solar indispensável para prevenir queimaduras e danos causados pela exposição ao sol. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a proteção do sol com itens físicos como chapéu e roupinhas com proteção UV devem ser utilizados até os seis meses de vida, período em que o uso de protetores químicos é contraindicado. 

A partir dessa idade, o filtro solar infantil deve ser aplicado sempre que a criança estiver exposta ao sol, seja em passeios ao ar livre ou na praia. Uma pesquisa publicada no Pediatric Dermatology em 2023 mostrou que 85% dos pais reconhecem a importância do uso de protetor solar, mas apenas 40% aplicam de forma correta e regular em seus filhos.

O estudo ressalta que, além de escolher o fator de proteção solar (FPS) adequado, é muito importante seguir o passo a passo correto na aplicação para garantir a eficácia do produto. Protetores com FPS 30 ou superior principalmente no verão são recomendados, mas a quantidade e o modo de aplicação são fatores decisivos para uma boa proteção. 

De acordo com a enfermeira pediátrica e especialista em prevenção de acidentes com crianças Juliana Muniz, existe uma forma correta de aplicar o FPS nos pequenos: “Para aplicar a quantidade ideal de protetor solar, utiliza-se a regra da “colher de chá” ou a dos “dois dedos” (quantidade suficiente para cobrir o segundo e terceiro dedos de filtro solar)”, orienta a especialista em saúde e prevenção de acidentes infantis. 

Confira abaixo o passo a passo da enfermeira pediátrica e especialista em prevenção de acidentes com crianças Juliana Muniz sobre como aplicar filtro solar em bebês e crianças:
 

1- Escolha o protetor solar certo: Utilize um filtro solar específico para a pele infantil, com FPS 30 ou superior e proteção contra raios UVA e UVB. Para bebês menores de seis meses, prefira roupas com proteção UV e evite a exposição direta ao sol.
 

2- Aplique 30 minutos antes da exposição ao sol: Passe o protetor solar em todas as áreas expostas, como rosto, orelhas, pescoço, braços, pernas e pés. Não se esqueça das áreas difíceis, como o dorso das mãos e orelhas.


3- Quantidade certa: Aplique o equivalente a meia colher de chá para o rosto e uma colher de chá para o tronco (frente e também costas). Espalhe uniformemente, sem esquecer de reaplicar a cada duas horas ou após nadar.


4- Reaplicação: Reaplique a cada duas horas, especialmente se a criança estiver nadando ou transpirando muito.


5- Proteção extra: Sempre que possível, complemente com roupas, chapéus e óculos de sol adequados para crianças, além de evitar a exposição entre 10h e 16h, quando há menor radiação UVB.


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