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sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Como as empresas estão estimulando o interesse da Gen Z pela liderança?

FI Group está entre as organizações que vêm investindo em programas de desenvolvimento para liderança


Bons líderes não nascem prontos. Eles precisam ser treinados e desenvolvidos o quanto antes para que, no futuro, estejam preparados para assumir tamanha responsabilidade. A inspiração para o comando de um negócio de sucesso deve vir de cima, ensinando a como inspirar e desenvolver pessoas para que se conectem com esse propósito e trabalhem, juntos, em prol desta causa. Foi pensando nisso que o FI Group, consultoria especializada na gestão de incentivos fiscais e financeiros destinados à PD&I, está investindo fortemente em seu Programa de Desenvolvimento de Líderes (PDL) em uma parceria estratégica com a Pande, empresa referência no processo de construção de valor para marcas que consideram a cultura organizacional como parte relevante de sua estratégia.

Com sua primeira edição organizada em 2020, a necessidade do desenvolvimento deste programa veio diante do crescimento exponencial que a consultoria vinha adquirindo nos últimos anos. “Investir na liderança sempre foi algo prioritário para nós e, muito além de desenvolvê-los, sabíamos da importância de cuidar destes talentos para que conseguissem assumir este posto. Por isso, decidimos nos dedicar a esta parceria para que pudéssemos ter uma maior segurança e assertividade na preparação dos futuros líderes”, explica Vanessa de Lima Pereira Montagnoli, gerente de recursos humanos.

Sob o comando da área de Desenvolvimento Humano Organizacional do FI Group, o PDL foi construído com base em três pilares: compreender, desenvolver e inspirar. No primeiro, há uma análise minuciosa sobre quais profissionais apresentam aptidão para se tornarem excelentes líderes a curto e médio prazo. Com base nesse estudo, entra a segunda etapa de desenvolvimento, onde estes ‘candidatos’ são coordenados e supervisionados em um preparo intenso nesse sentido. Para reforçar este processo, entra o pilar de inspiração, o qual fomenta este cuidado desde os gestores e diretores da empresa para que, juntos, cuidem das pessoas para que se adaptem às rotinas e se tornem verdadeiros líderes.

Nessa trajetória, o apoio da Pande foi extremamente importante, principalmente nos últimos dois pilares. “Aplicamos um diagnóstico profundo e detalhado para compreender o perfil e habilidades dos talentos no FI Group e, com isso, junto ao departamento de RH deles e dos feedbacks dos próprios líderes a este assunto, conseguimos identificar o momento de cada um deles e como conduzi-los por essas etapas da melhor forma”, pontua Luciane Lamour, diretora de consultoria da Pande.

Esta escuta proativa foi um dos pontos mais importantes para o sucesso do PDL. Isso porque, conforme Luciane, havia um grande desafio interno referente à gestão de equipes de diferentes gerações, visto que cada uma tinha propósitos, metas e ambições diferentes. A identificação desta necessidade foi um ponto chave perante uma maior clareza do momento individual dos talentos e como desenvolvê-los estrategicamente nesse sentido.

Um dos maiores desafios enfrentados neste programa, segundo Vanessa, abrangeu os profissionais da Geração Z. Pouco ambiciosos para serem líderes, foi preciso direcionar um cuidado mais aprofundado e humanizado para reverter a imagem que muitos deles tinham acerca deste cargo – o qual muitos associavam a uma cadeira desgastante, estressante e disfuncional – para uma posição onde pudessem se conectar com as pessoas, inspirá-las e transformá-las em suas carreiras.

Mais propícios a terem um maior índice de estresse e ansiedade no trabalho, a liderança é um cargo que, normalmente, foge de seu interesse. Reverter esta ideia não é algo simples, e depende de uma cultura organizacional fortemente pautada neste entendimento individual das expectativas e ambições e, acima de tudo, em integrá-los com outras gerações, de forma que sejam inspirados a aprender entre si a fim de desenvolver este propósito em cada um.

Felizmente, não faltaram cases de sucesso nessa transformação. Laís Leoncini, formada em engenharia química, entrou no FI como estagiária há 10 anos e, desde cedo, relata que seus gestores sempre reforçaram que tivesse expertise nos produtos e investiram nesse conhecimento para sua evolução. “Eles sempre se dedicaram a me ensinar e preparar para ser uma líder futuramente. Tive um crescimento bastante acelerado lá dentro, me deparando com oportunidades que me fizeram desenvolver e, hoje, inspirar meu time e futuros líderes para que, juntos, possamos conquistar resultados cada vez melhores”, destaca.

Para Laís, um dos maiores desafios que enfrenta hoje, como líder, também é referente à Geração Z, fazendo com que se motivem e engajem nesta causa. Porém, há quem já se inseriu nesta jornada.

Giovanna Moraes, também formada em engenharia química, é membro desta geração e, hoje, líder na empresa. “Entrei no FI Group como estagiária e notei, desde cedo, uma atenção bem grande deles nesse desenvolvimento. É fato que muitos millenials prezam pela liberdade e flexibilidade e, aqui, esses fatores sempre foram proporcionados, através de uma estrutura mais flexível que me permitiu desenvolver as habilidades de um bom líder, com foco na gestão humanizada, empatia e impacto positivo no desenvolvimento pessoal e profissional de cada um”, relembra.

Guilherme Augusto compartilha da mesma opinião. Formado em análise de sistemas, entrou há três anos como estagiário e, há pouco tempo, assumiu o posto de líder. Quando começou neste cargo, confessa que tinha receios de que não estaria pronto, faltava confiança perante tamanha responsabilidade.

Mas, com o tempo, as ações da empresa em envolvê-lo na rotina dos clientes e com pessoas de diferentes pensamentos e visões fez com que mudasse de perspectiva e visse que tinha capacidade de estar lá. “O programa me fez enxergar meus pontos fortes e a melhorar o que foi preciso, apreendendo a me comunicar de forma assertiva e a tomar decisões para que conseguisse liderar os outros. Sempre estiveram aqui por mim me ajudando, desenvolvendo inteligência emocional e empatia, e sou extremamente grato por essa oportunidade”, celebra.

Um bom líder é quem inspira e transforma. Alguém que não desempenha tais funções apenas no sentido burocrático, mas que se engaja verdadeiramente na causa, se conectando, a nível emocional, com estes profissionais, criando e fomentando este crescimento de carreira. Afinal, sem pessoas, nenhum negócio funciona.

Trabalhar com liderança é complexo, e muitas empresas não dão a devida importância sobre essa construção. Este deve ser um desenvolvimento contínuo e antecipado, acompanhando, de perto, o trabalho de cada um, olhando para resultados e tendências de melhorias perante um lifelong learning. É processo dinâmico, onde a incerteza é a única certeza, e a flexibilidade e dinâmica são ferramentas essenciais para a construção de excelentes líderes.

 

FI Group
https://br.fi-group.com/


O Mercado Lucrativo do Pão

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Demanda Crescente e Escassez de Padeiros no Brasil


Em comemoração ao Dia do Pão, celebrado em 16 de outubro, o mercado de panificação no Brasil tem mostrado um crescimento impressionante, impulsionado por uma série de fatores que vão desde a valorização dos produtos artesanais até a ascensão de hamburguerias que exigem pães de alta qualidade. O Instituto Gourmet, referência em cursos de gastronomia, observa um aumento de 65% na procura pelo curso de panificação de 2023 para 2024. 

Essa demanda crescente ressalta a necessidade urgente de profissionais qualificados no setor. A Escassez de Padeiros: Um Problema Real Uma pesquisa realizada pelo Senai em 2023 revela que o Brasil enfrenta uma escassez significativa de padeiros, com uma demanda de cerca de 70 mil profissionais não atendida.

 

As principais capitais que sentem essa falta incluem: 

  • São Paulo: Com a maior concentração de padarias e confeitarias do país, a cidade possui uma demanda estimada de 25 mil padeiros para atender a suas diversas casas de pão e a crescente cena de hamburguerias. 
  • Rio de Janeiro: A capital fluminense enfrenta uma carência de aproximadamente 10 mil padeiros, especialmente devido à popularização de produtos artesanais e a necessidade de suprir os estabelecimentos de fast food que utilizam fabricação própria. 
  • Belo Horizonte: A demanda na capital mineira gira em torno de 8 mil padeiros, refletindo a cultura local de panificação e a popularidade dos pães artesanais e produtos de confeitaria. 
  • Curitiba: Com um mercado de panificação em expansão, Curitiba apresenta uma necessidade de cerca de 5 mil padeiros, impulsionada por novas franquias e o aumento do interesse por produtos de panificação frescos e de qualidade. Além disso, o crescimento do número de franquias e fast foods que utilizam produtos de fabricação própria intensifica a necessidade por padeiros qualificados, uma vez que essas empresas buscam atender ao crescente interesse por alimentos frescos e de qualidade.

 

Motivos para o Aumento na Procura pelos Cursos de Panificação 

  1. Falta de Padeiros: A escassez de mão de obra qualificada é um dos principais motores do aumento na procura por cursos de panificação. Com as padarias e confeitarias buscando profissionais competentes, muitos se veem atraídos pela possibilidade de uma carreira promissora no setor. 
  1. Crescimento do Mercado de Pães Artesanais: Com o aumento do interesse por alimentos feitos de forma mais natural e saudável, os pães artesanais ganharam destaque. O mercado de pães artesanais cresceu 30% nos últimos dois anos, segundo dados do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), que também apontam uma valorização do produto em relação ao pão industrializado. 
  1. Aumento das Hamburguerias Artesanais: O fenômeno das hamburguerias artesanais tem aquecido ainda mais o mercado do pão. Muitas dessas casas buscam pães exclusivos e de qualidade superior para complementar seus sanduíches, contribuindo para o aumento da demanda por padeiros qualificados. 
  1. Sazonalidade: O setor de panificação também se beneficia da sazonalidade, especialmente em épocas de festas e datas comemorativas, onde a produção de pães e produtos de panificação aumenta significativamente. O volume de vendas pode chegar a 50% a mais durante as festas de fim de ano, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (ABIP).

 

Oportunidades para Profissionais da Panificação O cenário atual não apenas evidencia a necessidade de profissionais na área, mas também oferece oportunidades únicas. Com o aumento da procura por cursos de panificação, como os oferecidos pelo Instituto Gourmet, mais pessoas têm a chance de ingressar em um mercado lucrativo e em crescimento. 

O padeiro profissional exerce diversas funções, incluindo a produção de pães, seleção de materiais, criação de novas receitas e gerenciamento da cozinha e estoque. Além dos pães, ele também prepara bolos, salgados, doces e cafés, atestando a qualidade e a apresentação dos produtos. 

As oportunidades de trabalho vão além das padarias, estendendo-se a restaurantes, mercados, cantinas, lanchonetes e até mesmo cruzeiros, hotéis e hospedarias. Com o aumento da demanda por pães saudáveis, a interação com nutricionistas também se torna uma área promissora para o padeiro, que pode produzir pães, massas e outros alimentos veganos e funcionais. 

Com base nas pesquisas, o cargo de Padeiro/Confeiteiro se inicia com um salário médio de R$ 1.271,00, podendo chegar até R$ 2.186,00, com uma média salarial de R$ 1.611,00 no Brasil. Para aqueles que optam por empreender, os rendimentos variam conforme a linha de produção e a quantidade de vendas mensais. Conclusão O mercado de panificação no Brasil é um campo fértil, com uma demanda em alta e uma oferta de profissionais insuficiente. 

Os dados e tendências mostram que a formação em panificação não apenas é uma resposta a uma necessidade imediata, mas também uma oportunidade de carreira sólida e recompensadora. O Instituto Gourmet, com seu aumento de 65% na procura por cursos, oferece uma capacitação de primeira para quem deseja atuar como Padeiro Profissional.

 


Instituto Gourmet

 

Por que implementar a cultura de sell-out na sua empresa?

Nos últimos anos, a transformação das dinâmicas de consumo e a crescente competitividade no varejo têm colocado em evidência a necessidade de uma mudança cultural fundamental: a transição da cultura de sell-in para sell-out. Essa mudança não é apenas uma estratégia de vendas, mas uma questão de sobrevivência para as empresas que buscam rentabilidade e relevância no mercado.

 

O que é sell-in, sell-out e a cultura sell-out

A cultura de sell-out concentra-se na indústria priorizando a venda de produtos diretamente ao consumidor final e ajudando o varejo nesse processo, com foco no giro de mercadorias e na satisfação do shopper. Em contraste, sell-in refere-se à venda de produtos da indústria para o varejo, onde o foco está no volume de vendas em estoque, e não necessariamente nas vendas para o consumidor final. A transição de sell-in para sell-out envolve a implementação de ações voltadas ao consumidor final, com estratégias que promovam experiências de compra memoráveis e incentivem a fidelização.

É importante destacar a necessidade de uma mudança cultural, em que o sell-in esteja cada vez mais direcionado ao sell-out. As empresas precisam entender que o sucesso no varejo não se resume a simplesmente empurrar produtos para as prateleiras; é essencial que o foco esteja na demanda do consumidor. Para isso, as indústrias e os varejistas devem colaborar para criar estratégias que promovam a venda efetiva no ponto de venda (PDV).


Para quais empresas essa troca de cultura é válida?

A transição para uma cultura de sell-out não é uma solução exclusiva para grandes indústrias ou varejistas. Empresas de diferentes segmentos e portes podem se beneficiar dessa mudança, desde aquelas que lidam com grandes volumes de vendas até negócios locais que buscam maior engajamento e fidelização de clientes. O foco deve estar em garantir que os produtos estejam disponíveis para o consumidor final no momento certo e que sejam oferecidos de forma atraente.

Indústrias de bens de consumo, varejistas de moda, eletrônicos e até mesmo o setor alimentício podem encontrar valor na implementação de uma cultura de sell-out. Qualquer empresa que esteja buscando melhorar sua eficiência de vendas e otimizar o giro de estoque deve considerar essa mudança.


O papel da indústria e do varejo

A parceria entre a indústria e o varejo é crucial neste processo. Para que a indústria e o varejo colaborem efetivamente, é necessário desenvolver experiências de compra que se destaquem em um mercado competitivo. A indústria deve apoiar o varejo com insights de mercado, estratégias de ativação de vendas no PDV e materiais de merchandising para aumentar a demanda.


Entenda a cadeia de suprimentos

Para que a cultura de sell-out funcione adequadamente, é fundamental que as empresas entendam como otimizar sua cadeia de suprimentos. O sucesso depende de um fluxo constante de produtos, onde o estoque é reabastecido com base nas vendas reais e nas necessidades do consumidor, em vez de apenas focar em preencher prateleiras com produtos.

Um dos grandes desafios é garantir que a cadeia de suprimentos seja suficientemente ágil para responder às mudanças de demanda. Soluções digitais, como as oferecidas pela TradeSuite, uma unidade de negócio da Astéria, empresa da qual sou CEO, permitem o monitoramento de estoques e vendas, ajudando a indústria a ajustar sua produção e distribuição de maneira eficiente.


Como soluções digitais podem ajudar na transição

Soluções digitais desempenham um papel fundamental na transição para a cultura de sell-out. Ferramentas digitais permitem a coleta e análise de dados sobre o comportamento do consumidor, possibilitando que as empresas ajustem suas estratégias de vendas rapidamente.

Por exemplo, plataformas de Trade Marketing digital, como as oferecidas pela TradeSuite, ajudam na gestão de campanhas promocionais e na ativação do PDV. Com a automação e a análise de dados, as empresas conseguem otimizar a performance de suas equipes de vendas. Com as soluções digitais, conseguimos mensurar resultados e otimizar processos, o que é essencial para uma abordagem voltada para sell-out.


Por que a indústria deve monitorar os dados de venda de seus representantes e parceiros?

Monitorar os dados de venda dos representantes é uma prática essencial para qualquer indústria que busca aprimorar sua estratégia de sell-out. Ao acompanhar de perto o desempenho de vendas, a indústria pode entender melhor como seus produtos estão sendo recebidos pelo consumidor final, ajustando suas ações de marketing, distribuição e estoque.

Além disso, o monitoramento de dados permite que a indústria identifique quais regiões ou canais de venda estão apresentando maior ou menor desempenho, possibilitando a aplicação de medidas corretivas em tempo real. Isso evita desperdícios, aumenta a eficiência logística e maximiza as oportunidades de venda, tornando o processo muito mais eficaz.


O Desafio do Sell-Out e a Resistência ao Compartilhamento de Dados no Varejo

A transição para uma cultura de sell-out depende diretamente da disponibilidade de dados precisos sobre o comportamento do consumidor no ponto de venda. No entanto, ainda há uma grande resistência por parte dos varejistas em compartilhar essas informações com a indústria. Esse cenário cria uma barreira significativa para o desenvolvimento de estratégias de vendas mais eficientes e personalizadas. A falta de transparência dificulta a colaboração entre indústria e varejo, limitando a capacidade de ambos os lados de tomar decisões ágeis e baseadas em dados. Superar essa resistência é fundamental para impulsionar o crescimento conjunto e melhorar a experiência do consumidor.


Preparando as equipes para o sell-out

Para que a cultura de sell-out funcione, é essencial capacitar as equipes de vendas, oferecendo treinamentos contínuos e ferramentas que avaliem o desempenho no ponto de venda (PDV). As equipes precisam entender as melhores práticas de ativação e focar no consumidor final.


Transformação cultural

A mudança para o sell-out exige tempo e pode levar de um a três anos, conforme a estrutura da empresa. A era das vendas baseadas apenas em descontos terminou; precisamos ajudar o varejo a vender com mais estratégia.


O futuro do varejo

Com o comportamento do consumidor em constante evolução e o aumento da competitividade no mercado, a implementação da cultura de sell-out não é apenas uma escolha estratégica, mas uma necessidade para garantir a sobrevivência e o crescimento sustentável das empresas. A gestão focada no sell-out será o diferencial para impulsionar as vendas e consolidar um relacionamento mais forte com o varejo e o consumidor final. 



Leonardo Rosito Oliani - mestre em Ciência da Computação pela UNESP e fundador da Astéria, empresa que ele lidera há 19 anos. Sob sua direção, a Astéria tornou-se uma referência em soluções tecnológicas inovadoras para grandes empresas como Sherwin-Williams, Kimberly-Clark, Bradesco, Microsoft, Schneider-Electric, entre outras, ganhando destaque nos projetos de trade marketing. Leonardo é conhecido por sua capacidade de criar ferramentas inovadoras que automatizam e otimizam processos, entregando resultados personalizados e de alta qualidade para empresas de médio e grande porte. Ele tem pós-graduação pelo Mackenzie em E-business e Gestão Empresarial e, atualmente, está cursando MBA na FGV em Empreendedorismo e Estratégia de Mercado.
LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/leonardo-oliani-tecnologia-em-trademarketing/



Astéria Tech
https://www.asteria.com.br


Filhos no Currículo

 

FreePik

Profissionais com filhos apontam atitudes que consideram inaceitáveis no mercado de trabalho, revela pesquisa


Insegurança psicológica para participar de compromissos com suas crianças é um dos comportamentos que os fariam buscar outras oportunidades no mercado

 

 

Pesquisa com mães e pais (ou a espera de filhos) que trabalham em organizações revela que situações e comportamentos, tais como – ‘liderança direta com atitudes discriminatórias com profissionais com filhos, casos de pessoas desligadas no retorno de licença maternidade ou paternidade, ausência de segurança psicológica para participar de compromissos ou desafios pontuais com os filhos – são considerados inaceitáveis e motivadores para a busca de outras oportunidades de trabalho.  

O estudo indica ainda que mães possuem uma posição mais exigente para todas as atitudes levantadas, a exemplo de 92% que condenam a atitude ‘Liderança direta com atitudes discriminatórias com profissionais com filhos’ versus 81% dos homens.  

As mães também têm uma visão mais pessimista que os pais quando perguntadas se seu ambiente corporativo é um bom lugar para pais e mães trabalharem: 54% delas discordam em alguma medida versus 43% dos pais, revelando uma diferença de 11 pontos percentuais entre as percepções. 

Os dados são da pesquisa Radar da Parentalidade, realizada pela consultoria de parentalidade Filhos no Currículo e pelo Talenses Group, em parceria com o Movimento Mulher 360.


Pressupor que queremos ou fazemos menos é inaceitável  

“Pressupor que a mulher vai querer ou é capaz de fazer menos depois de virar mãe é, para mim, a atitude mais inaceitável”, afirma a publicitária Lilian Santos, 44. Após voltar da licença maternidade, teve não somente um projeto de grande relevância retirado de suas mãos, como ouviu de seu chefe: ‘- agora que você tem dois filhos, acho que vai querer um trabalho part-time. Respondi: “- Eu quero é trabalhar para um dia sentar na sua cadeira”.

“Eu era gerente de marketing e me foi tirado o maior projeto da companhia, o qual eu dominava tecnicamente. Meu chefe, na época, endereçou esse projeto para meu par: um homem, júnior, que também tinha acabado de ter uma filha", conta.  

Lilian conta que não conseguia sair durante o expediente para reuniões de escola ou acompanhar os filhos em ocasiões importantes. “Não via abertura e, pensando hoje, queria provar que dava conta e poderia entregar tudo e até melhor. O que era muito real porque ter filhos é expandir. No meu caso, percebi que fiquei mais atenta, mais multitarefas e com mais gana”, destaca a executiva que pediu demissão da empresa 2 meses depois de seu retorno de licença. 


Filhos na carreira para a retenção de talentos 

“O problema é quando a liderança pressupõe e faz um pré-julgamento sobre o que aquele funcionário ou que aquela mulher precisa no retorno da licença. O correto é perguntar e dar espaço para que a pessoa possa escolher e não induzir”, explica Michelle Levy Terni, CEO da Filhos no Currículo. 

“Os resultados da pesquisa são um termômetro do grau de maturidade das empresas com relação à parentalidade e como elas ainda não estão prontas para acolher pais e mães no retorno à licença. Empresas que desenvolvem planos e práticas para um ambiente de bem-estar parental – para que esses profissionais com crianças sintam segura para vivenciar a parentalidade, além de um suporte contínuo, desde o momento da saída até o retorno da licença, constroem uma base sólida de retenção de talentos e satisfação dos colaboradores”, completa Michelle. 

Michelle enfatiza que “Atitudes de discriminação, a exemplo de insinuações de que figuras parentais, principalmente mulheres, não devem assumir cargos de liderança porque não conseguirão dar conta de ambos, ou depreciação da capacidade de profissionais com filhos, não podem mais ter lugar na sociedade de hoje. Inclusive, esse mito de que, ao ganhar uma criança, o profissional pode ou quer menos em sua carreira, é uma falácia que combatemos diariamente. Nesta pesquisa mesmo, foram perguntadas quais as novas habilidades os entrevistados acreditavam ter desenvolvido com a chegada da paternidade/maternidade, e na criação de seus filhos, que os agregaram como profissionais. ‘Paciência’, ‘empatia’ e ‘resiliência’ foram apontadas como as principais adquiridas. Destaque para o crescimento da habilidade de ‘liderança’ em relação a levantamentos anteriores, indicando maior consciência dos entrevistados quanto à relevância da parentalidade como potência em suas carreiras. Somente 1% da base não acredita ter desenvolvido nenhuma habilidade no exercício parental que agregue a seus currículos”. 

Confira alguns gráficos: 




Filhos no Currículo
filhosnocurriculo.com.br e @filhosnocurriculo.

 

QUAL SERÁ O PRÓXIMO “HIT” DIGITAL? ENTENDA POR QUE ALGUNS CONTEÚDOS VIRALIZA

Estudo da Universidade de Michigan revela que vídeos que despertam emoções intensas têm maior probabilidade de se tornarem virais. Especialista explica o porquê.

 

Todos os dias, um novo fenômeno ganha destaque na internet, seja uma dança, um meme, uma campanha ou um vídeo amador. Esses conteúdos não apenas se espalham rapidamente pelas redes sociais como conquistam um público vasto em questão de horas. Quem navega pelo Instagram, TikTok ou Facebook certamente lembra dos virais como "Já acabou, Jéssica?", "Nazaré Confusa" ou o icônico "Aham Cláudia, senta lá". São conteúdos que se tornam parte do zeitgeist digital, repetidos, remixados e reinterpretados em conversas online e offline. 

Mas o que realmente impulsiona um conteúdo para o status viral? Segundo Antônio Gelfusa, publicitário e especialista em redes sociais, a resposta está nas emoções que esses conteúdos despertam. Desde alegria, empatia, até raiva, os conteúdos que evocam sentimentos intensos têm uma probabilidade maior de serem compartilhados. 

Um estudo da Universidade de Michigan corrobora essa ideia, analisando mais de 1,5 milhão de vídeos no YouTube e destacando que aqueles que despertam emoções fortes são os mais compartilhados. O desafio do balde de gelo é um dos que fizeram sucesso pelo ato da empatia, pelo ato de partilhar, e arrecadou US$115 milhões em apenas oito semanas. No desafio, a pessoa se encharca com um balde de água e gelo, e faz uma doação. Depois, desafia outras pessoas a fazer o mesmo. 

Além dos sentimentos, a simplicidade e situações autênticas e relacionáveis têm um grande potencial para se tornarem virais, ressalta Gelfusa "Conteúdos com linguagem direta e fácil de entender são mais acessíveis e facilmente lembrados pelo público. Quando as pessoas encontram algo que ressoa com suas próprias vidas ou experiências, têm maior inclinação para compartilhar com suas redes, impulsionando ainda mais a disseminação do conteúdo", explica. Ele também acrescenta: "Os virais podem surgir de diversas situações, como falas de personagens de filmes, reality shows, incidentes inesperados em vídeos amadores que geram identificação e intensa emoção, gafes em discursos importantes, ou até mesmo campanhas planejadas estrategicamente para isso”, pontua. 

Segundo o especialista em redes sociais, a internet é um espaço onde a atenção é disputada a cada instante, portanto, o segredo está numa combinação cuidadosa de timing, do conteúdo autêntico e uma compreensão precisa do público-alvo. 

No entanto, prever o próximo "hit" digital ainda não tem a resposta certa. No mundo das redes sociais, onde cada curtida e seguidor podem levar à fama, entender a viralidade vai além de compreender algoritmos e métricas. O que será o próximo "hit" digital? A resposta está sempre um passo à frente, esperando para ser descoberta”, finaliza Antonio Gelfusa Junior.
 

Antonio Gelfusa Junior - Publicitário, especialista em educação e redes sociais, com atuação de 25 anos na construção da comunicação on e offline de empresas dos mais diversos segmentos. Atualmente o profissional dirige o Grupo Raiz, que é responsável pela Agência Pérgola Propaganda e pelos veículos de comunicação SP Jornal, Gazeta da Zona Sul, ZL Notícias, Jornal de Vila Carrão, Jornal do Tatuapé, entre outros. É professor do Sebrae/SP e de cursos de graduação e pós-graduação de comunicação, marketing, propaganda e jornalismo.


O impacto do resultado das eleições americanas para a educação internacional nos EUA


As políticas públicas voltadas para a educação internacional têm ganhado destaque em contextos eleitorais, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. O papel dessas políticas será determinante para definir o futuro da mobilidade acadêmica e a internacionalização de carreiras, à medida que governos eleitos ou reeleitos passam a moldar os investimentos e programas voltados para a educação superior e o intercâmbio de estudantes.

No Brasil, as eleições municipais deste ano trouxeram à tona debates sobre o investimento público em educação internacional, especialmente em relação à participação de jovens em programas de intercâmbio e bolsas de estudo no exterior. Nos últimos anos, programas como o Ciência sem Fronteiras e outras iniciativas internacionais têm sido essenciais para garantir que estudantes brasileiros tenham acesso a oportunidades globais.

No entanto, a continuidade e ampliação desses projetos dependem diretamente de um compromisso dos governos com a pauta. "A internacionalização da educação é uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento socioeconômico. Governos precisam investir mais em programas que proporcionem aos estudantes brasileiros uma experiência acadêmica no exterior", afirma Gabrielle Hayashi Santos, consultora de educação internacional.

Nos Estados Unidos, as eleições de novembro de 2024 podem impactar significativamente as políticas de imigração e os intercâmbios estudantis. O governo que assumir a Casa Branca terá uma influência direta sobre a entrada de estudantes estrangeiros no país, além de moldar os acordos de cooperação acadêmica entre universidades americanas e instituições de ensino de outras nações. Gabrielle Hayashi Santos aponta que "as eleições nos EUA sempre têm um impacto direto nas oportunidades de estudantes brasileiros no exterior. A maneira como o próximo governo tratará as questões de imigração, concessão de vistos e financiamento de bolsas será crucial para determinar se haverá um aumento ou retração nas possibilidades de intercâmbio".

A postura de governos em relação à educação internacional afeta diretamente a formação de futuros profissionais e a capacidade de os países se integrarem a uma economia globalizada. Nos EUA, o valor do intercâmbio é reconhecido por várias instituições, e há uma grande expectativa sobre o fortalecimento de programas que favoreçam a vinda de estudantes internacionais. No Brasil, as discussões sobre o tema, durante o período eleitoral, mostram que ainda há muito o que avançar no sentido de garantir que a educação internacional seja uma prioridade perene.

Seja qual for o resultado das eleições, as políticas de educação internacional devem permanecer como um pilar fundamental para promover o desenvolvimento econômico e social, além de fortalecer o diálogo global.


Gabrielle Hayashi Santos - Formada em Relações Internacionais pela UNISAGRADO, doutoranda em Política de Educação Internacional e consultora em Educação e Internacionalização de Carreiras. Gabrielle, tem 26 anos, já conquistou mais de 20 bolsas de estudos internacionais para realizar programas de estudo e trabalho no exterior, possui mestrado em Desenvolvimento e Governo pela bolsa DAAD Helmut Schmidt do DAAD, realizou estágios na Organização das Nações Unidas (ONU), Organização dos Estados Americanos (OEA) e Young America Business Trust (YABT) e atualmente é aluna do primeiro ano de PhD na University of Maryland em Política Educacional Internacional.


Como as novas gerações estão mudando o recrutamento?

CEO e fundador do Grupo Olha Vaga destaca como as novas gerações, especialmente Millennials e Gen Z, estão influenciando as práticas de recrutamento e o que as empresas precisam considerar para se adaptar a essas mudanças.


As gerações mais jovens trazem consigo uma série de expectativas que estão reformulando o ambiente de trabalho e a forma como as empresas abordam o recrutamento. De acordo com um estudo recente da McKinsey & Company, 75% dos Millennials priorizam a cultura organizacional na hora de escolher um emprego, enquanto 60% da Gen Z busca oportunidades que promovam diversidade e inclusão. Essas preferências exigem que as empresas repensem suas estratégias de atração e retenção de talentos.

“O recrutamento não é mais apenas sobre preencher uma vaga, mas sim sobre criar um ambiente que atraia os melhores talentos. As novas gerações estão cada vez mais conscientes de suas necessidades e valores, e as empresas precisam estar alinhadas a isso”, afirma Alex Brunello, CEO e fundador do Grupo Olha Vaga. “É fundamental que as organizações demonstrem seu compromisso com a diversidade, a inclusão e a sustentabilidade.”

Além disso, a flexibilidade é um aspecto crucial para as novas gerações. Com a popularização do trabalho remoto, tanto Millennials quanto Gen Z valorizam a possibilidade de equilibrar vida pessoal e profissional. Essa demanda está levando as empresas a repensar seus modelos de trabalho, oferecendo opções mais flexíveis para atender a essas expectativas. “As empresas que não se adaptarem correm o risco de perder talentos valiosos”, alerta Brunello.

As novas gerações também estão cada vez mais conectadas e utilizam as redes sociais como ferramenta para buscar oportunidades de emprego. Isso implica que as empresas precisam estar presentes nessas plataformas e adaptar suas comunicações para se conectar de maneira mais eficaz com esses públicos. “As redes sociais não são apenas um canal de divulgação, mas uma oportunidade para contar a história da marca e engajar candidatos em potencial”, ressalta Alex.

Com a crescente importância da experiência do candidato, muitas empresas de recrutamento têm investido em tecnologias que facilitam o processo seletivo, oferecendo uma jornada mais fluida e eficiente. A automação e a inovação tecnológica tornaram-se essenciais para garantir que as empresas se mantenham competitivas em um mercado cada vez mais dinâmico. Especialistas apontam que essas ferramentas não apenas agilizam o recrutamento, mas também proporcionam uma melhor integração entre os valores das empresas e as expectativas das novas gerações de profissionais.

Em um cenário de constantes mudanças, é crucial que as empresas de recrutamento se adaptem às demandas atuais, oferecendo soluções que, além de atender às necessidades das corporações, também criem um ambiente de trabalho atraente e alinhado com os valores dos talentos modernos. Esse alinhamento é visto como um diferencial importante no setor, especialmente em áreas como a publicidade, onde a criatividade e a inovação são altamente valorizadas. 



Grupo Olha Vaga
grupoolhavaga.com.br


Finanças pessoais: como superar problemas de inadimplência e ficar livre de endividamentos

Docente do Senac EAD explica que a educação financeira começa dentro de casa, com pais ensinando os filhos sobre a importância de não ter dívidas

 

De acordo com a pesquisa mensal divulgada pelo Serasa, “Mapa de Inadimplência e Negociações de Dívidas no Brasil”, até o mês de agosto, 72,4 milhões de brasileiros estavam em situação de inadimplência no mercado nacional. Os maiores índices de endividamento foram observados nos seguintes segmentos: bancos e/ou cartão de crédito (12,5%), Telecom (9,4%) e Varejo (5,3%). 

Segundo a tutora do curso Técnico em Contabilidade do Senac EAD, Jaqueline Maciel Zenzen, são vários os motivos que levam o consumidor a contrair dívidas, sem realizar uma análise prévia no orçamento. “A educação financeira não faz parte da rotina do brasileiro. Um dos motivos que mais colaboram para a inadimplência é o fácil acesso ao crédito, financiamento no comércio e o parcelamento dos cartões de crédito”. 

A educadora acrescenta que, muitas vezes, a pessoa adquire um produto ou serviço por impulso, principalmente, se houver facilidade de parcelamento na compra. Essa condição é chamada de descontrole financeiro, ou seja, o consumidor faz aquisição de um bem, sem antes planejar se terá condições de realizar o pagamento. 

Jaqueline concorda que o cartão de crédito é o principal responsável pelas restrições financeiras da população, pois, ao oferecer a facilidade de parcelamento das compras, acaba sendo usado como uma extensão do salário do trabalhador. 

“É preciso estabelecer um limite de gastos por categoria e necessidades, senão a pessoa entra em um círculo vicioso difícil de ser finalizado. Uma recomendação é não aceitar cartões com limites altos, já que incentivam a compra parcelada. Outro ponto de atenção é dar preferência para compras na modalidade rotativa, ou seja, valor total para a data de vencimento. Assim, o individuo assume o compromisso e fica mais cuidadoso em não extrapolar nos gastos”, explica.

 

Educação financeira em família

Importância de começar a educação financeira em família
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A docente do Senac EAD é especialista em educação financeira, e reforça a importância de os pais explicarem aos filhos, o significado do dinheiro, de onde vem e como usá-lo, sem criar dívidas intermináveis. 

“Infelizmente, ainda é um tabu falar com os filhos sobre finanças. Mas, isso pode ser feito por meio de livros e filmes didáticos que falam sobre o assunto. Outra forma importante de estabelecer o planejamento financeiro é incluir toda a família no processo, pois ao mostrar os gastos fixos e extras, as crianças e adolescentes, começam a criar um senso analítico sobre finanças”, argumenta. 

Como exemplo, a docente cita um planejamento de viagem no período de férias. A recomendação é estabelecer uma meta para economizar um valor fixo mensal que será usado para o passeio. “Explique para as crianças e adolescentes o porquê de estar economizando e quando for investir, faça com que todos participem desse objetivo”. 

Além disso, explique que se comprar brinquedos ou outros produtos fora de datas comemorativas, não terá condições de comprar algo especial no aniversário ou no Dia das Crianças, por exemplo. “Ensine a criança e o adolescente a guardarem dinheiro, pois, se fizerem isso, o valor renderá, de modo que possa comprar algo de melhor qualidade ou com preço mais alto”.

 

Reorganizando as finanças pessoais 

As pessoas que enfrentam a situação de endividamento geralmente se sentem preocupadas ou até culpadas por adquirirem restrições financeiras. Nesses casos, a docente do Senac EAD faz algumas orientações para que seja estabelecido um plano de reorganização: 

- Classifique as despesas em: fixas, essenciais e variáveis;

- Estabeleça limite de gastos nas despesas variáveis;

- Despesas fixas essenciais devem incluir despesas com água, energia elétrica, aluguel ou financiamento de imóvel, plano de celular e condomínio;

- Despesas variáveis são realizadas com alimentação fora de casa, lazer, educação e transporte. 

“A partir desse controle, a pessoa terá melhor visualização dos gastos, avaliando as despesas que pode reduzir ou até eliminar. Por exemplo, cancelar um plano pós-pago e ficar um tempo com o pré-pago. Outra opção são os planos controle, com limite e valores mais baixos” sugere. 

Outra opção de diminuição com gastos pode ser feita na ida ao supermercado. A educadora sugere que a pessoa faça uma lista prévia e não compre nada que estiver fora da programação. “Lembrando que guloseimas devem ser lançadas nas despesas variáveis (lazer) e não na categoria alimentação”, recomenda a educadora financeira”. 

Antes de finalizar, Jaqueline compartilha 5 dicas para ajudar as pessoas a criarem o hábito de cuidar da saúde financeira doméstica, confira: 

1ª dica: Antes de comprar determinado produto, veja se realmente precisa mesmo, se não vai se endividar ao fazer a compra, se não tem em casa outro produto parecido; 

2ª dica: Evitar ao máximo fazer compras parceladas, pois assim você acaba comprometendo o salário lá na frente; 

3ª dica: Não tenha conta que precise pagar tarifa bancária, hoje tem inúmeras opções de bancos digitais que oferecem contas sem tarifas e tenha um cartão de crédito que não precise pagar anuidade; 

4ª dica: Faça renda extra, isso ajuda a criar uma reserva de segurança e caso ocorra algum imprevisto, você pode contar com aquela reserva e não precisar recorrer ao banco solicitando empréstimo ou usando o cartão de crédito; 

5ª dica: Invista no mínimo 5% da sua renda líquida, todos os meses, em um programa de aposentadoria e 5% para uma reserva de segurança. Afinal, sabemos que a aposentadoria pode estar longe, mas ela chega, então quanto mais cedo começar a investir nisso melhor.

 

Senac EAD


Chuvas não conseguem repor toda a água consumida do Aquífero Guarani, alerta estudo

 

À esquerda a posição do Aquífero Guarani no mapa da América do Sul;
 à direita cortes verticais, mostrando a configuração do relevo
 (
imagem fornecida pelo pesquisador)

O sistema, que atende a mais de 90 milhões de pessoas, está sendo superutilizado em diversas regiões do Estado de São Paulo. Pesquisadores empregaram isótopos estáveis para desvendar a relação entre águas pluviais e águas subterrâneas no abastecimento das nascentes

 

Estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) mediu a contribuição das águas pluviais e subterrâneas para a manutenção de nascentes e rios na região de Brotas, na porção central do Estado de São Paulo, localizada na sub-bacia do Alto Jacaré-Pepira, onde o abastecimento urbano, a agricultura e o turismo intensivo dependem fortemente dos recursos hídricos. Os resultados, divulgados na revista Isotopes in Environmental and Health Studies, indicam que as chuvas não conseguem repor toda a água do Aquífero Guarani que vem sendo utilizada nas diversas atividades humanas, o que coloca a sustentabilidade do sistema em risco.

Os aquíferos são as maiores fontes de água potável do mundo. E o Guarani é o maior aquífero transfronteiriço – isto é, que se estende pelo subsolo de vários países. Sua área total, de aproximadamente 1 milhão de quilômetros quadrados (km2), abrange trechos no Brasil, no Paraguai, no Uruguai e na Argentina. Dois terços estão no território nacional, alcançando os Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Nas partes centrais da Bacia Sedimentar do Paraná, o Aquífero Guarani pode atingir espessuras de até 450 metros e situar-se a profundidades superiores a 1.000 metros. Ainda que a quantidade de água doce seja descomunal – com um volume total armazenado de 30 mil quilômetros cúbicos (km3) e um volume disponível de 2 mil km3 –, esse recurso natural, como tudo no mundo, também é finito, sujeito a esgotamento e contaminação por poluentes. Daí a necessidade de estudos que possibilitem compreender a fundo seus mecanismos hidrológicos, assim como de ações de monitoramento do consumo e da recarga que permitam a adoção de mecanismos de gestão que garantam o uso parcimonioso e a preservação. Sabe-se que, em algumas regiões, o rebaixamento dos níveis da água subterrânea chega a ultrapassar 100 metros.

O Estado de São Paulo consome cerca de 80% da água extraída do Aquífero Guarani no país. Dados de 2010 indicaram um consumo ainda maior, superior a 95%. Poços para abastecimento urbano, em primeiro lugar, e para irrigação agrícola, em segundo, são os principais fatores de redução do conteúdo líquido – o que, no contexto da atual emergência climática, com períodos de seca severa, é algo a ser considerado com muita atenção.

“Monitoramos as nascentes, os rios, os poços e a chuva ao longo de oito anos, no período 2013-2021, utilizando isótopos estáveis de hidrogênio [1H-2H] e oxigênio [16O-18º] como marcadores da origem da água. Constatamos que cerca de 80% do volume de água dessas nascentes é proveniente da descarga de águas subterrâneas do Sistema Aquífero Guarani [SAG]”, conta Didier Gastmans, pesquisador do Centro de Estudos Ambientais (CEA) da Unesp, no campus de Rio Claro, coordenador do Laboratório de Recursos Hídricos e Isótopos Ambientais (Larhia) e um dos autores do artigo.

Gastmans informa que, mesmo em períodos de chuva intensa, a maior parte da água que alimenta as nascentes provém do aquífero, com apenas 20% da descarga anual sendo devida à água da chuva recém-infiltrada. Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores realizaram um monitoramento detalhado da sub-bacia, acompanhando as variações na profundidade do nível da água subterrânea, a quantidade de chuva e as razões isotópicas da água das nascentes, da água da chuva e da água de um poço profundo de monitoramento instalado na região.

“Os isótopos estáveis de hidrogênio e oxigênio, constituintes da molécula da água, funcionam como ‘impressões digitais’, que permitem identificar a origem da água. As amostras da água da chuva apresentam uma grande variação nos valores dos isótopos, refletindo a influência de diferentes processos atmosféricos sazonais. Já as amostras da água subterrânea mostram uma composição isotópica muito mais constante ao longo do ano. Algo bastante semelhante foi observado na água das nascentes, indicando que elas são predominantemente alimentadas por águas profundas”, explica Gastmans.

A homogeneidade das águas subterrâneas indica que o aquífero não é afetado diretamente por efeitos de sazonalidade, sendo essencialmente composto por uma fonte majoritária de água subterrânea com contribuições bem menores da água da chuva. Por outro lado, o rebaixamento do poço durante o período de monitoramento sugere que tenha ocorrido uma redução das taxas de recarga, devido à diminuição dos volumes totais de precipitação e ao aumento da evapotranspiração. Em outras palavras, o montante de água que entra no aquífero por meio da recarga não está sendo suficiente para repor o montante de água que sai do reservatório – o que é altamente preocupante.

“Sempre existiu uma falsa ideia de que todas as áreas de afloramento do Aquífero Guarani fossem também áreas de recarga para as regiões confinadas e mais profundas do aquífero. Mas nosso estudo apontou que a recarga que ocorre nas áreas de afloramento contribui fundamentalmente para a manutenção do sistema hidrológico local, ou seja, para a manutenção dos fluxos dos rios e das descargas das nascentes. As águas subterrâneas que estão sendo hoje superutilizadas nas várias modalidades de consumo humano são, na verdade, bastante antigas. Como a datação com carbono-14 apresenta várias incertezas, realizamos em parceria com a Agência Internacional de Energia Atômica um projeto no qual foi utilizado um outro traçador, um gás nobre, o criptônio-81, que, associado a outro isótopo, o hélio-4, proporciona valores muito precisos de idade. E detectamos idades variando de 2.600 anos, em Pederneiras, até 127 mil anos em Bebedouro, 230 mil anos em Ribeirão Preto e 720 mil anos no Paraná”, conta Gastmans.


Sustentabilidade

O Aquífero Guarani abastece cerca de 90 milhões de pessoas. Durante a estação seca, sua contribuição chega a suprir 90% da descarga das nascentes. A exploração excessiva, combinada com secas prolongadas no contexto da emergência climática, pode comprometer sua capacidade de sustentar o fluxo dos rios e nascentes, exacerbando crises hídricas como as que ocorreram entre 2014 e 2015 e, novamente, entre 2017 e 2021, no Estado de São Paulo.

“Compreender como o aquífero é recarregado e a dinâmica entre as águas pluviais e subterrâneas é o primeiro passo para garantir sua utilização de forma sustentável. Monitoramento em larga escala e gestão adequada são os passos subsequentes”, conclui Gastmans.

O estudo recebeu apoio da FAPESP por meio de dois projetos (15/15749-2 e 18/06666-4).

O artigo How much rainwater contributes to a spring discharge in the Guarani Aquifer Syste


José Tadeu Arantes
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/chuvas-nao-conseguem-repor-toda-a-agua-consumida-do-aquifero-guarani-alerta-estudo/53000


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