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terça-feira, 16 de abril de 2024

Dia Mundial da Voz (16/4), dicas para valorizar e interpretar as emoções que cada voz pode transmitir

No ‘Dia Mundial da Voz” (16/4), a fonoaudióloga Juliana Algodoal, PHD em análise do discurso para o trabalho e precursora da atuação de fonoaudiólogos com voz profissional dentro de empresas traz dicas de como usar a voz corretamente, de acordo com a mensagem que se deseja passar. São elas:

  1. Planejar a voz a ser usada para passar a mensagem - uma das coisas mais importantes é o planejamento da voz a ser utilizada em conjunto com o planejamento da fala. Escolher a intenção e a forma como vai expressar seu conteúdo para subir no palco e dar uma palestra, acolher uma pessoa, dar bronca, demonstrar urgência etc.
  2. Escolher a velocidade da voz - falar muito devagar, transmite a ideia de reflexão. A fala muito acelerada demonstra ansiedade, urgência. Ideal é saber qual a melhor velocidade para a mensagem que vai compartilhar, lembrando que sempre é possível variar a velocidade para dar ‘mais vida ao conteúdo’.
  3. Intensidade da voz- o som muito baixo de voz pode não ser ouvido ou interpretado corretamente, especialmente em ambientes ruidosos. Falar muito alto, pode transmitir uma imagem de falta de educação, dependendo do local onde está. Ajustar intensidade à mensagem compõe o planejamento.
  4. Entender e pensar sobre o conteúdo da fala - além de estudar a palestra, estudar a reunião, estudar a pauta, é preciso colocar no planejamento, ‘com que voz eu vou’.
  5. Valorizar a voz - ambientes ruidosos são mais desafiadores para quem precisa projetar a voz. Quando falta um microfone, o ideal é articular melhor as palavras. Abrir e movimentar mais os lábios para que as pessoas possam ter o apoio da leitura labial. Isso também requer cuidados com os lábios, aliás a coerência entre corpo e voz na fala valoriza ainda mais a mensagem com todo, pois quanto mais a voz é valorizada mais você se destaca.
  6. Respiração – essa é a base para uma boa projeção de voz. Com ar no pulmão, é possível usar as pausas para pegar mais ar e falar uma frase mais comprida, e ter uma voz que transmite saúde. Isso evita com que a pessoa que está falando fique sem ar até que a voz vai ficando ‘esganiçada’ no final da frase. Para quem escuta, essa situação passa despreparo, falta de planejamento, de insegurança. É fundamental fazer a regulação da respiração, do estilo de respirar com a intenção que ela quer transmitir, usando as pausas para ter mais tempo de fala.
  7. A voz no trabalho – é muito importante a pessoa saber qual é o papel que representa no ambiente profissional. A voz também é um ponto de atenção. Então, planejar o uso da voz faz muita diferença na carreira profissional. Ajuda a formar sua marca profissional e transmitir as mensagens para que todos envolvidos compreendam. É preciso saber inserir a voz na construção do seu discurso para enriquecê-lo e torná-lo ainda mais vencedor despertando interesse das pessoas.
  8. Não existe ‘falar de improviso’ – isso é mito. Para falar bem é preciso praticar, ter foco. Quem improvisa bem certamente já tem algum texto preparado previamente dentro de si, incluindo a melhor voz para se expressar.

Com mais de 30 anos de atuação para o aperfeiçoamento da fala de profissionais, Juliana Algodoal adaptou um modelo inspirado na publicação de Behlau e Pontes (1995), que pode ajudar a compreender as mensagens que cada escolha de voz carrega e a emoção que pode despertar:
 

Voz

Interpretação do ouvinte

Voz rouca

Indica que a pessoa sente cansaço ou faz algum esforço para falar.

Voz soprosa

Nas mulheres indica certa sensualidade, mas também pode indicar alguma fraqueza de quem fala.

Voz áspera

Considerada desagradável, indica agressividade.

Voz monótona

Também é chamada de “fala robotizada”, pois transmite ausência de emoção. Geralmente causa sono e desinteresse em quem escuta.

Voz mais grave

Historicamente associada a uma pessoa com personalidade autoritária, também pode transmitir energia e segurança, dependendo do contexto.

Voz mais aguda

Causa a impressão de que a pessoa é submissa ou frágil.

Tons agudos

Estão mais associados à alegria. Se houver velocidade de fala aumentada pode dar a impressão de que há uma festa.

Tons mais graves

São mais associados à introspecção ou tristeza. Se houver velocidade de fala reduzida pode dar a impressão de que o ambiente está triste ou de que há uma má notícia.

Intensidade alta

Aqui o equilíbrio é delicado, porque, dependendo do contexto em que se fala alto, pode ser identificada energia e movimento. Por outro lado, se o contexto requerer uma fala mais baixa, pode indicar falta de educação e, até mesmo, invasão do espaço do outro. Essa estratégia também pode ser utilizada para impor uma opinião e pode representar uma ameaça a quem escuta.

Intensidade reduzida

Geralmente associada à timidez, também pode indicar que a pessoa está insegura em relação àquela comunicação.

Intensidade adequada

Demonstra que o falante tem habilidade para balancear as intensidades de acordo com a situação, controlando-as de acordo com as necessidades

Velocidade lenta

Frequentemente quem fala devagar desperta falta de interesse em quem escuta, mas também pode indicar que o falante está pensando durante a fala ou que não planejou sua comunicação e a mensagem que deseja transmitir. Isso também acontece quando o falante não está prestando atenção ao falar.

Velocidade acelerada

Geralmente indica que há urgência, algo a ser resolvido rapidamente, porém pode demonstrar que a pessoa tem certa ansiedade ao falar. Importante ter controle da velocidade para que seja mais fácil separar quando a mensagem é, de fato, urgente.

 

“Mais que um recurso de liderança, a voz reflete a imagem da sua marca pessoal ou de uma empresa, reforça seu compromisso como líder, sobretudo espelha nossas atitudes e propósitos como empresa e como profissionais. Não é só o falar, é como falar”, destaca Juliana Algodoal. 



Juliana Algodoal - Considerada uma das maiores especialistas em Comunicação Corporativa do país, Juliana Algodoal é PhD em Análise do Discurso em Situação de Trabalho – Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem e fundadora da empresa Linguagem Direta*. Acumula mais de 30 anos de experiência no desenvolvimento de projetos que buscam aprimorar a interlocução no ambiente empresarial - tendo como clientes grandes companhias, como Novartis, Pfizer, Aché, Itaú, Citibank, Unimed, SKY, Samsung, Souza Cruz, dentre outras. Também é presidente do conselho administrativo Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia.

 

Descubra sete formas pelas quais a IA pode facilitar a vida das pessoas em qualquer lugar

A inteligência artificial é muito mais do que uma ferramenta de escritório para trabalhadores ou um software de produtividade para empresas. Afinal, as pessoas também podem recorrer à IA para obter respostas rápidas quando estiverem fora de casa, tendo ajuda para obter ideias, informações e inspirações onde quer que estejam. 

Uma maneira simples para usar a IA é baixar o Microsoft Copilot gratuitamente em seu telefone iOS ou Android. A ferramenta é capaz de resumir as informações de toda a web e gerar texto e imagens com base em suas solicitações, ou “prompts”, facilitando a pesquisa, o planejamento e a criatividade em tempo real. Abaixo, estão sete maneiras pelas quais a IA pode ajudar a economizar tempo e fazer no seu dia. 


Aprenda sobre as coisas legais que você vê em tempo real 

Digamos que você esteja fotografando flores desconhecidas em uma caminhada ou olhando para a Golden Gate Bridge de São Francisco e queira aprender mais. Normalmente, a pessoa usaria um mecanismo de busca tradicional, descreveria as flores e, em seguida, clicaria em um monte de links até encontrar o que está procurando. 

Com a IA Generativa, é possível economizar tempo e esforço ao tirarem uma foto e fazer perguntas como “quantos anos tem essa ponte?” ou “que tipo de flores são essas?”. O Copilot consolidará as fontes da internet em uma única resposta rápida e fornecerá links de onde obteve as informações, caso você queira se aprofundar mais. Além disso, como o aplicativo é baseado em bate-papo, é fácil fazer novas perguntas com base no que foi apresentado, sem ter que iniciar uma nova pesquisa. 


Obtenha inspiração culinária durante as compras de supermercado 

Ao fazerem compras no mercado, as pessoas podem se deparar com promoções inesperadas de peixe específicos e vegetais frescos. O problema, diante da surpresa, é que a pessoa pode não saber as melhores maneiras de preparar aquele ingrediente desconhecido e não ter tempo para pesquisar blogs e vídeos de comida durante as compras no mercado para se inspirar. 

Com o assistente de cozinha do Copilot, é possível obter receitas e planejamento de cardápio através do upload de uma imagem dos ingredientes em seu carrinho ou na prateleira. Basta escrever ou dizer: “Sou um cozinheiro iniciante. O que posso fazer para o jantar com esses ingredientes?” e o Copilot pode criar uma refeição personalizada de acordo com seu nível de habilidade e preferências alimentares. 

O Copilot também pode te ajudar com informações nutricionais e ideias para substituições de ingredientes. Além disso, em casa, é possível usar a ferramenta para obter uma receita com base em uma foto do que está na sua geladeira. 

Transforme seu telefone em uma agência de viagens 

Você e seus amigos se reúnem para planejar uma viagem internacional muito esperada para fazer compras, comer e beber com qualidade sem estourar o orçamento. O planejamento em grupo pode ser cansativo, mas o Copilot facilita a criação de ideias de itinerário enquanto você curte o momento com seus amigos. Basta dizer ao Copilot os seus critérios: “Vamos a Itália durante seis dias e adoramos arte e carros desportivos. Planeje nossa viagem”, por exemplo, e ele criará rapidamente um itinerário personalizado. A ferramenta também pode dar instruções sobre como reservar bilhetes, fazer reservas e fornecer uma lista de bagagem personalizada. É possível também obter instruções sobre os locais onde deseja ir mesmo quando já estiverem na estrada. 

Faça compras sem estresse! 

Imagine que você esteja testando carros em uma concessionária e se pergunte sobre características do veículo que o vendedor não lhe disse. Ou esteja em uma loja de departamentos tentando descobrir se uma máquina de café expresso   é mais barata em outro lugar. O Copilot pode ajudar você a pesquisar especificações, comparar preços e eliminar a sobrecarga de informações estressantes. 

Você pode pedir para que a ferramenta “crie uma tabela dos carros compactos mais bem avaliados classificados por preço e recursos”. Ou que analise uma foto daquela máquina de café expresso, ou qualquer item que deseja comprar, e forneça uma lista de preços e lugares para comprá-la ou produtos semelhantes. O Copilot também pode responder a perguntas específicas sobre um produto e fornecer resumos do que outras pessoas estão dizendo sobre ele online. 

O Copilot também pode criar ideias de presentes para quando você estiver no shopping, como jogos populares para sua sobrinha ou presentes econômicos para o seu amigo que ama ao ar livre. 

Faça suas tarefas mais rapidamente

As pessoas têm uma longa lista de tarefas em casa, como consertar uma torneira com vazamento ou remover uma mancha de óleo da camisa, mas não têm certeza de como fazer isso da melhor forma possível. O Copilot em seu telefone é um guia de bolso útil, esteja você em uma loja de utensílios ou muito ocupado em casa para sentar com um laptop. 

Você pode obter instruções claras e um passo a passo para tarefas comuns apenas perguntando “Como faço para trocar o óleo do meu carro?” ou “Como faço para remover um parafuso desgastado?”. É possível pedir instruções específicas para a marca e o modelo do seu carro, e o Copilot irá revisar e resumir o conteúdo para que você não tenha que ir atrás do manual. Ele também incluirá links, artigos, imagens e vídeos, caso você quiser mais informações. 

É possível também usar fotos para resolver problemas, como descobrir o que há de errado com sua planta murcha. Basta enviar uma foto e o Copilot fará previsões treinadas para identificar a planta, o que a deixou doente e como cuidar dela até que ela recupere sua saúde. 

Aumente seu desempenho nas redes sociais 

Imagine que você esteja na praia tirando fotos incríveis para compartilhar nas redes sociais, mas não consegue criar uma legenda interessante. Ou você está lendo uma longa notícia em um café e quer postar sobre isso, mas gostaria de usar um resumo rápido. 

O Copilot pode despertar sua criatividade escrevendo sugestões de legendas para fotos e resumindo artigos. Você pode pedir que ele escreva uma linha espirituosa para uma foto de seu gato, uma hashtag irônica sobre o clima do dia ou um resumo de uma frase de um artigo que você acabou de ler. 

Com prompts simples como “torne divertido” ou “seja mais descritivo”, eles podem refinar facilmente seu conteúdo para tom, humor e mensagem sempre que sentirem vontade de ser criativos. 

Obtenha ajuda para escrever uma mensagem de texto ou e-mail complicado 

Você está em um restaurante esperando por seu amigo que está sempre atrasado e tenta escrever uma mensagem no tom certo sobre sua preocupação e aborrecimento. Ou está viajando a trabalho e precisam enviar um e-mail cuidadosamente redigido para seu chefe sobre um projeto que deu errado. 

Quando escrever parecer difícil, o Copilot pode ajudá-lo a começar e polir suas palavras. É possível dizer à ferramenta o que quer dizer e ela iniciará um rascunho para você. Ou é possível incluir o que você já escreveu e pedir ao Copilot para verificar a gramática e a ortografia, ou torná-lo mais casual, profissional, engraçado ou o tom que deseja. 

É claro que a IA não é capaz de esticar o tempo para seu amigo, ou lavar roupa e fazer o jantar, mas pode tirar algumas tarefas tediosas da sua frente, para que você tenha mais tempo e energia para aproveitar as coisas que importam. 

 

Fazer a diferença no mundo é a principal motivação dos empreendedores brasileiros

Líder do ranking da Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, o empreendedorismo movido por um propósito de transformação superou as razões "Ganhar a vida porque os empregos são escassos" e "Para construir uma grande riqueza"


O brasileiro mudou a sua principal motivação para empreender. Segundo a pesquisa Monitor Global de Empreendedorismo (Global Entrepreneurship Monitor – GEM 2023), realizada pelo Sebrae em parceria com a Associação Nacional de Estudos e Pesquisas em Empreendedorismo (Anegepe), “Fazer a diferença no mundo” alcançou pela primeira vez a melhor colocação na série histórica do levantamento, superando a opção “Ganhar a vida porque os empregos são escassos”.

Essa mudança aponta uma melhora geral na situação econômica do país e uma evolução da atividade empreendedora. Em 2022, “ganhar a vida porque os empregos eram escassos” era a principal motivação dos brasileiros (82%). Já no ano passado, a ideia de “Fazer a diferença” ocupou a liderança sendo citada por 77% dos empreendedores.

Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, o crescimento do empreendedorismo motivado por um propósito de transformação pessoal e social, na mesma medida do recuo da decisão de abrir um negócio por força da necessidade, confirmam o que diversos indicadores já apontavam: a melhora da economia brasileira. "A pesquisa revela uma nova realidade importante para o país. Historicamente, os empreendedores que abrem um negócio a partir de um propósito são mais qualificados, planejam-se e se preparam melhor antes de criar a empresa e terminam tendo uma atividade mais longeva quando comparada àqueles que iniciam na atividade para buscar uma complementação na renda", comenta.

Ao tomar a dianteira do ranking da pesquisa, a motivação “Fazer a diferença no mundo” se soma a outro resultado importante apontado pela GEM: “Ter o próprio negócio” é um dos três principais sonhos do brasileiro, perdendo apenas para “Viajar pelo Brasil” e “Comprar a casa própria”. Esse desejo também deixou para trás outros 12 sonhos, como viajar para o exterior, fazer uma carreira em uma empresa ou no serviço público, entre outros.


Confira números da pesquisa:

  • A motivação “Ganhar a vida porque os empregos são escassos” passou da principal escolha para 82% dos entrevistados, em 2022, quando ocupava a liderança, para a segunda mais citada com 74% em 2023.

·         Empreender para “Fazer a diferença no mundo” era a principal motivação para pouco mais de 51% dos entrevistados em 2019. No ano passado, essa proporção saltou para a primeira colocação com 77%.


Brasil: Regiões com menos agências bancárias lideram na criação de contas digitais

Reprodução
Brasil avança rumo à liderança global em inclusão financeira com crescimento recorde de contas bancárias digitais 



Um estudo recente divulgado pelo Ranking idwall de Experiência Digital, em parceria com a consultoria Cadarn, revelou um avanço significativo na inclusão financeira no Brasil. Em 2023, o país atingiu um marco histórico, ultrapassando a marca de 1,2 bilhão de contas bancárias ativas. Este aumento, cerca de 14,2% superior ao ano anterior, indica que 89,8% dos brasileiros possuem algum tipo de vínculo bancário.

 

A era digital transformou a maneira como os brasileiros interagem com as instituições financeiras. Impulsionado pela digitalização dos serviços bancários e pela popularidade do Pix, 84,2% dos usuários agora acessam seus aplicativos bancários pelo menos uma vez por semana, com 45,6% fazendo isso diariamente. Além disso, 88,7% dos usuários planejam aumentar ou manter a frequência de uso de seus principais bancos. 

Surpreendentemente, a preferência por meios digitais para resolver questões financeiras é esmagadora. 46,4% dos usuários optam por aplicativos e 27,1% pelo WhatsApp, enquanto apenas 7,5% ainda preferem o atendimento presencial em agências. 

O estudo também destaca uma tendência intrigante: as regiões com o maior crescimento em contas digitais são aquelas com menos agências bancárias por mil habitantes. "Especificamente, as regiões Norte e Nordeste do Brasil estão experimentando crescimentos acima da média nacional. O acesso facilitado aos serviços financeiros digitais nessas áreas, antes limitado, é agora amplificado pelo acesso generalizado à internet e aos smartphones, levando o país a níveis de bancarização comparáveis aos dos países europeus" afirma Felipe Penido sócio e especialista em Projetos de Market Insight, Data Management e CX Research da Cadarn Consultoria. 

Interessante notar que, apesar da preferência geral por atendimento humano em detrimento de chatbots, a maioria das pessoas ainda prefere métodos de atendimento online para interagir com suas instituições financeiras, como aponta a especialista Débora Yuan - sócia da Cadarn Consultoria. 

Penido enfatiza a importância contínua das agências físicas, apesar de sua redução desde 2016, ano em que começou a regulamentação do setor. Ele prevê que o Brasil possa ultrapassar 2 bilhões de contas até 2030, necessitando de um acesso diversificado aos serviços financeiros. Ele também lembra que, embora em desuso, talões de cheque ainda são utilizados, evidenciando a complexidade e a diversidade das preferências bancárias no país. 

Este estudo lança luz sobre uma revolução financeira em andamento no Brasil, marcada por um impressionante crescimento no número de contas digitais e uma clara preferência por soluções financeiras online, apontando para um futuro onde a inclusão financeira atinja novos patamares.

Para acessar o estudo na íntegra, acesse: www.rankingexperiencia.com.br


Após acordo com Congresso, governo prorroga isenção de vistos a turistas dos EUA, Canadá e Austrália

Especialista em Relações Internacionais do CEUB pontua a falsa questão da reciprocidade em vistos para turistas e os interesses concretos do Brasil


O governo federal prorrogou a isenção de vistos a turistas dos Estados Unidos, Canadá e Austrália até abril de 2025. Esta é a terceira vez que a obrigatoriedade foi adiada. A medida vinha sendo alvo de críticas pela Câmara dos Deputados por criar mais barreiras para a entrada de visitantes estrangeiros e dificultar o impulsionamento do turismo. Diplomata e professor de Relações Exteriores do Centro Universitário de Brasília (CEUB) Paulo Roberto de Almeida analisa o contexto econômico e alerta para alta competitividade de destinos internacionais. 

Para Paulo Roberto Almeida, o impasse reflete a dicotomia entre os interesses concretos de agentes econômicos privados, como empresas e operadores de turismo, e as diretrizes do governo, baseadas no princípio da reciprocidade. “Enquanto o setor privado busca facilitar o fluxo de turistas estrangeiros para aumentar os ganhos econômicos, o governo adota uma abordagem mais genérica da reciprocidade, que pode resultar em perdas econômicas devido à redução da demanda”, explica o especialista. 

O princípio da reciprocidade é reconhecido nas relações internacionais, especialmente no comércio e na regulamentação de clientes estrangeiros. Porém, o professor do CEUB defende avaliar o ponto de vista econômico. “O comércio internacional é naturalmente assimétrico e o mesmo ocorre com o turismo de pessoas, com o oferecimento de produtos – praias, florestas, museus, cultura, exotismo, beleza – a visitantes ocasionais, muitos deles recorrentes, se a atratividade, preço e qualidade do serviços forem adequados”. 

Almeida ilustra o impacto econômico negativo da exigência de vistos para turistas dos EUA, Canadá e Austrália no Brasil, destacando os altos custos e a burocracia associada à obtenção do visto, enquanto países concorrentes oferecem opções mais acessíveis e atraentes: “Trata-se de um setor altamente competitivo no plano internacional”. O especialista usa o exemplo de uma família típica de classe média dos EUA, Canadá ou Austrália que deseja visitar o Brasil para férias. Antes de considerar o custo da viagem em si, são informados de que precisam obter um visto de turista, o que implica em despesas e burocracia consideráveis.  

Isso pode incluir taxas de visto, preenchimento de formulários, prova de recursos financeiros e processo do visto, desencorajando potenciais turistas. O especialista estima que o custo para essa família, incluindo taxas de visto e gastos associados, chega a U$ 900. “A exigência do visto pode resultar na perda de milhões de dólares em receita turística para o Brasil a cada ano, já que muitos vsitintes optarão por destinos mais acessíveis em termos de requisitos de entrada. A reciprocidade nesse contexto não faz sentido econômico”, compara o professor. 

Com a prorrogação, Almeida afirma que os setores econômicos envolvidos na indústria do turismo ganharam um ano a mais para provar, aos diplomatas e tomadores de decisão do governo, que o Brasil não tem nada a perder, sequer o princípio da reciprocidade, com a “concessão” feita aos visitantes estrangeiros. “A diminuição de rendas consulares é um critério raso para aplicar a regra da reciprocidade. Os ganhos econômicos sempre serão maiores, não apenas no plano estrito das rendas (e impostos) adicionais, com maiores fluxos do exterior”.


Você sabe o que pode ou não fazer quando tira a CNH Provisória?

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Especialista alerta as regras para quem quer conquistar a sonhada carteira de habilitação


O processo para ter o tão desejado direito de dirigir vai além das aulas e provas (teóricas e práticas). Ao ser aprovado no teste final, o condutor passará pelo período probatório, conhecido como a carteira provisória, chamada de Permissão para Dirigir (PPD), documento emitido pelo Detran, com validade de 12 meses para dirigir em ruas, avenidas, estradas e até rodovias, funciona como um "teste drive". 

“Essa experiência serve para avaliar o condutor e é imprescindível seguir as leis de trânsito e evitar erros que levem à sua cassação, como manter a velocidade mínima e máxima exigidas pelos radares, se atentar ao uso do cinto de segurança, dirigir alcoolizado e disputar corridas ou rachas, por exemplo”, aponta Roberson Alvarenga, especialista em trânsito e CEO da Help Multas, rede especializada em recursos de multas de trânsitos, suspensão e cassação da CNH.

Somente após o prazo de um ano e, claro, caso o motorista não tenha cometido multas graves e gravíssimas, nem seja reincidente em multas médias, ele poderá receber sua habilitação definitiva, do contrário, ele perde o direito de dirigir até mesmo com a provisória, precisando passar por todo o processo do início novamente como a realização de exames e autoescola. 


Curiosidades sobre a CNH Provisória

  • É permitido receber apenas multas leves, que correspondem a três pontos ou apenas uma multa média (4 pontos), no período dos doze meses;
  • O motorista pode apresentar recurso de defesa prévia, 1ª e 2ª instância das multas aplicadas;
  • Dirigir com a habilitação provisória vencida há mais de 30 dias é uma infração gravíssima.

 

Help Multas

 

 

 

 

 

Desenvolve SP libera R$ 19 milhões para obras de saneamento básico no Estado

Crédito para prefeituras beneficia mais de 430 mil moradores de 10 cidades

 

A Desenvolve SP já financiou cerca de R 19 milhões em projetos de saneamento básico de várias cidades paulistas nos primeiros 15 meses da atual gestão do governo do Estado. 

O crédito liberado pela agência de fomento vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico permite, por exemplo, que as gestões municipais aumentem as redes de tratamento de água e esgoto e invistam na coleta e armazenamento de resíduos sólidos 

Várias obras já foram finalizadas. Com a conclusão de todas, vai chegar a mais de 430 mil o total de moradores beneficiados em Caçapava, Iracemápolis, Itapuí, Jaboticabal, Nova Independência, Penápolis, Pederneiras, Pitangueiras, Morro Agudo e Artur Nogueira. 

“Nossa missão é gerar desenvolvimento sustentável. Esses investimentos beneficiam o meio ambiente, diminuem as desigualdades sociais e atraem novos empreendimentos para os municípios, gerando mais empregos, renda e autonomia.”, afirma Gustavo Melo, diretor da área de Negócios e Fomento da Desenvolve SP.

 

Mais água em Jaboticabal 

A capacidade de abastecimento da cidade de Jaboticabal, com 71 mil habitantes, cresceu 22% com um novo poço artesiano dentro da Estação de Tratamento de Água. Já o segundo poço, no bairro Vale do Sol, deve ficar pronto até o final deste ano. As obras em Jaboticabal contam com R 11 milhões em créditos da Desenvolve SP. Antes, bairros inteiros passavam muitos dias sem água. O cabeleireiro e proprietário de um salão, José Maria, morador do bairro Grajaú, precisava estocar água em baldes para lavar a cabeça dos clientes. “Graças a Deus não falta mais água nas torneiras, posso trabalhar tranquilamente”, disse.

 

Fim do mau cheiro em Pitangueiras 

Obra histórica para os mais de 33 mil moradores do município de Pitangueiras, a Estação de Tratamento de Esgoto – a primeira da cidade - mudou a qualidade de vida da população. Os dejetos não são mais lançados no córrego que corta a cidade. A ETE trata 100% do esgoto e teve 60% das obras financiados por meio da Desenvolve SP. “Com essa benfeitoria que fizeram no tratamento de esgoto, ficou muito bom. Acabou o mau cheiro, ficou mais agradável. Foi um grande benefício para todos nós”, afirmou o empresário Claudemir Mendes, que mora a 150 metros do córrego das Pitangueiras.

 

Marco Legal do Saneamento 

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 49 milhões de brasileiros ainda vivem sem coleta de esgoto adequada. Outros quase 5 milhões ainda não têm acesso à água encanada e 1,2 milhão não têm banheiro, sequer um sanitário. Esse é o cenário quase quatro anos depois de entrar em vigor o Novo Marco Legal do Saneamento, sancionado em junho de 2020. O texto define meta única para todos os municípios do país, a de que, até 2033, o Brasil deve fornecer água para 99% da população e coleta e tratamento de esgoto para 90%.



Transformação digital na saúde enfrenta desafios rumo ao Open Health

Adequações à LGPD e outros obstáculos fazem ANS estimar que a integração de dados só aconteça em 2028 enquanto startups avançam em soluções

 

Na semana em que se comemorou o Dia Mundial da Saúde, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) revelou que o plano de ação desenvolvido na Estratégia de Saúde Digital estima que a integração dos dados necessária para o avanço do modelo Open Health no Brasil deve acontecer até 2028. As razões para este prazo significativamente longo passam desde as dificuldades de padronização e interoperabilidade para a troca de informações entre os sistemas públicos e privados, até a necessidade de adequação às exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Mas enquanto isso, as startups saem na frente desbravando as vantagens do sistema aberto em soluções de atendimento ao paciente via chatbots e concentração de dados, por exemplo. 

“A área da saúde é muito crítica principalmente quando envolve o tratamento de dados. Primeiro porque a grande maioria é caracterizada como sensível. Outro ponto é que muitos titulares estão numa situação de vulnerabilidade, inclusive, jurídica. Além disso, é um setor altamente regulado”, afirma a sócia da DeServ Academy, Bruna Fabiane da Silva. 

Segundo a especialista, eleita no final do ano passado uma das 50 Melhores Mulheres em Segurança Cibernética das Américas pela WOMCY (LATAM Women in Cybersecurity), qualquer movimentação precisa atender várias normas, seja da Anvisa, agenda da ANS e do Conselho Federal de Medicina, além da adoção de práticas de proteção de dados. “São muitas normas específicas e há uma grande quantidade de dados a serem armazenados durante um tempo de permanência muito longo”, acrescenta. 

O App Bonsai, criado em 2020 pelo empreendedor Oscar Faria e pelo empresário Marcos Gomes, é um caso que demonstra o potencial para melhorar a eficiência da saúde utilizando princípios do Open Health. Na prática, ele devolve ao paciente o controle de seus dados que, no modelo tradicional, costumam ficar esquecidos em pastas, nos consultórios médicos ou mesmo espalhados nos portais de cada laboratório, dos quais ninguém lembra as senhas. 

“Acredito muito no Bonsai como uma poderosa ferramenta de administração da saúde da família. Ele permitirá, através de seu desenvolvimento, a forte inclusão de inteligência artificial, o acompanhamento dos diagnósticos, tratamentos e evoluções das etapas da vida humana. Poderemos desde controlar o período menstrual/fértil como acompanhar nossos avós remotamente. Todos os exames, todos os prazos, todas as recomendações em um único lugar” afirma o empresário João Renato Côrtes de Barros Silveira, da Starlab, empresa de diagnósticos médicos do Rio de Janeiro, que acaba de adquirir o aplicativo. 

Com a operação, o laboratório projeta expandir o alcance do App dos atuais 10 mil para mais de 1 milhão de usuários no próximo ano, com novas integrações em negociação. Os planos também incluem agregar funcionalidades de inteligência artificial à experiência, com sugestões customizadas de cuidado preventivo e serviço concierge para marcação de exames.
 

Tecnologia aumenta receita

Outra tendência de investimentos do setor é a automatização do atendimento a pacientes que, inclusive, ameniza um problema recorrente das instituições de saúde: a taxa de não comparecimento (no-show). Dados de um levantamento feito pela Botdesigner, healthtech especializada no desenvolvimento de soluções de Chatbots Omnichannel para o segmento, mostram que hoje a taxa de no-show fica, em média, em 20% ao mês, o que por si só representa uma receita 20% menor aos cerca de 4.666 hospitais privados brasileiros.

Em hospitais de médio porte, com cerca de 70 médicos em seu corpo clínico e que cobram, em média, R 80 por atendimento, o cenário é desafiador. Por mês, são realizados, aproximadamente, 20 mil agendamentos, de acordo com a Botdesigner. Sem uso de tecnologia de confirmação, a taxa de não comparecimento fica em 22%, o que pode gerar uma perda de receita mensal de R 352.000,00 e anual de R 4.224.000,00.

“O amplo uso de tecnologias que envolvem a IA para reduzir o percentual de não comparecimento, por si só provocaria um forte crescimento dos ganhos do setor ao reduzir esse problema crônico nos hospitais, clínicas e laboratórios”, ressalta Frederico de Souza, CEO da Botdesigner.

O levantamento da startup mostrou que, com a utilização de um sistema de confirmação automatizada, seja por Whatsapp ou ligação telefônica, a taxa mensal de no-show de pacientes pode ser reduzida pela metade, diminuindo perdas de receita no balanço anual. No mesmo perfil de hospital analisado, após a adoção da confirmação automatizada, a taxa de não comparecimento caiu para 11%, sendo 2.200 faltas. A perda de receita mensal fica em R 176.000,00 e o anual em R 2.112.000,00.

 

Combate aos vazamentos

O uso da tecnologia também acaba por minimizar, inclusive, o risco do vazamento de dados, pois reduz o acesso dos colaboradores a informações críticas que acabam quebrando o sigilo. A gestão das pessoas é o maior dos desafios e tem levado a investimentos no treinamento dos colaboradores, demanda sentida pela DeServ.

“Muitas pessoas acabam acessando as informações de um determinado paciente ou de um titular de dados, o que abre margem para a quebra da confidencialidade. Este cenário aumenta a demanda por treinamentos daqueles que lidam com os dados sensíveis. Muitas vezes, não é que houve a quebra de alguma informação que estava em algum sistema ou erro de algum controle técnico de segurança, mas uma vulnerabilidade humana que acaba vazando informações sobre determinado paciente como fofoca mesmo”, explica Fabiane.


79% das empresas de tecnologia enfrentam escassez de talentos: como a educação pode contornar o problema

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Dia Internacional do Jovem Trabalhador promove discussões sobre interesses profissionais desta geração e como a grade curricular pode contribuir

 

É notável o crescimento do mercado de tecnologia nos últimos anos e o quanto a demanda por soluções inovadoras também aumentou. Mas, de acordo com a Pesquisa de Escassez de Talentos 2024, do ManPowerGroup, desenvolvida com base em entrevistas conduzidas com mais de 40 mil empregadores em 41 países e territórios, 79% das empresas de tecnologia enfrentam dificuldades para contratar, um número preocupante quando falamos do setor de TI. 

Em 24 de abril é comemorado o Dia Internacional do Jovem Trabalhador, uma data para refletir e opinar sobre o papel da educação na formação dos futuros talentos que atuarão nesse mercado. Priorizar o desenvolvimento dos estudantes e instigar o interesse deles na área é uma alternativa para que esse número caia e, consequentemente, o mercado esteja mais aquecido. 

Para Claudia Alves, gerente de RH da Unentel, distribuidora de soluções tecnológicas para companhias, a educação e o estímulo ao desenvolvimento é um papel de toda uma sociedade. “Diante de um mercado de trabalho onde ocorrem rapidamente muitas transformações, e com o avanço de novas tecnologias, a escola se torna o primeiro contato com o desenvolvimento das habilidades técnicas úteis no futuro. Então, se faz necessário inserir neste contexto as ferramentas básicas exigidas no atual cenário profissional”, afirma. 

Ela defende que o desinteresse de alguns jovens pode ser consequência da falta de priorização de ensino para as áreas de tecnologia. Além de repensar a grade educacional, discussão mais ampla que cabe em parte às autoridades, promover programas extracurriculares e competições saudáveis, que estimulem e despertem a curiosidade por esses temas, é uma forma de capacitá-los.

“Incluir a informática básica e intermediária, comunicação social e o raciocínio lógico permitem que o indivíduo tenha acesso, desde cedo, a uma base das habilidades fundamentais para uma grade curricular mais sólida e, em seguida, mais facilidade para entrar no mercado de trabalho. Cabe a nós, coletivamente, garantir o cumprimento das etapas fundamentais na evolução intelectual e profissional de cada um”, finaliza. 

 

Unentel Distribuição


Aprendizado por aplicativos é possível? Especialista comenta.


As crianças estão cada vez mais conectadas com a internet e as novas tecnologias e não há como negar que as telas estão cada vez mais presentes, mas será que é possível aprender através delas? Bruna Dias, especialista em Computação Aplicada à Educação do grupo inglês Sandbox Group, marca detentora de mais de 18 produtos de educativos, de entretenimento e aprendizagem, comenta. 

As novas gerações já nascem conectadas e a tecnologia está, inevitavelmente, presente na rotina do celular, da TV e até para esquentar a comida. As crianças dessa geração já nascem mexendo nos celulares, gravando vídeos, fazendo selfies e dando ordens para as assistentes virtuais. Mas, para além disso, o meio digital traz infinitas possibilidades e oportunidades na educação e aprendizado infantil, seja dentro ou fora da sala de aula. Para Bruna, os aplicativos educacionais podem ser uma nova maneira das crianças aprenderem, mas é preciso ter cuidado.

“Os aplicativos educacionais podem ser plataformas lúdicas e agregadoras que atuam em diferentes aspectos do aprendizado e desenvolvimento infantil, mas também podem ser uma fonte de acesso ao que deve ser proibido a eles, por isso a cautela e com o conteúdo deve ser acirrada”, alerta.

Os aplicativos com conteúdo selecionado colaboram com o desenvolvimento social, intelectual, afetivo, emocional e até mesmo motor já que através deles é possível aprender outros idiomas, exercitar o raciocínio, conhecer diferentes lugares, personalidades, animais e acontecimentos históricos, aprofundar em temas específicos e aguçar a curiosidade. “Mas tudo isso precisa ser feito de forma lúdica, com respeito ao tempo de tela adequado para cada idade, caso contrário o efeito pode ser reverso”, diz a especialista que faz o alerta: “Embora muitos dos aplicativos educacionais para crianças sejam adaptados para o uso infantil, a mediação de um adulto é indispensável para que o aprendizado seja significativo. Mesmo que a criança já seja maiorzinha e autônoma o suficiente, é fundamental que pais e educadores conversem com os pequenos sobre o que aprenderam com o conteúdo”.

 

Educação de SP pagará R$ 800 mensais a estudantes do Provão Paulista matriculados na USP

 

Convênio foi publicado na edição desta sexta-feira (12) do Diário Oficial


 

Estudantes da rede estadual aprovados no Provão Paulista receberão uma bolsa permanência de R$ 800 mensais até o fim do curso. O benefício será pago a 450 estudantes a partir deste mês de abril. O convênio que institui a bolsa permanência foi firmado entre a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) e a Universidade de São Paulo (USP) e publicado na edição desta sexta-feira (12), do Diário Oficial do Estado. 

Nos próximos cinco anos, a Seduc-SP deve investir R$ 64,8 milhões no pagamento da bolsa permanência. O auxílio será direcionado a 30% das 1.500 vagas destinadas à USP no Provão Paulista e voltada a estudantes com renda familiar de até 1,5 salário mínimo. 

A cada ano, 450 alunos oriundos da rede estadual e aprovados no Provão Paulista serão integrados ao projeto. Ou seja, em 2025 serão 900 estudantes recebendo a bolsa permanência, em 2026 1.350 universitários, em 2027 1.800 e, em 2028, 2.250 alunos. 

“No ano passado, o Governo do Estado de São Paulo criou o Provão Paulista para que nossos estudantes tivessem oportunidades de competir de igual para igual por uma vaga nas nossas melhores universidades e a primeira pessoa a apoiar essa ideia foi o reitor da USP, professor Carlos Gilberto Carlotti Júnior. Agora, estamos criando a bolsa permanência, para que os egressos na USP não sejam prejudicados pela vulnerabilidade socioeconômica e foquem em seus estudos e formação”, afirma o secretário da Educação, Renato Feder. 

Feder destacou que, entre as metas da bolsa permanência, está o combate à evasão escolar desde o Ensino Médio e nos cursos de graduação. “Nós queremos que estudantes em situação de vulnerabilidade reconheçam, daqui para frente, que a USP é um lugar onde eles merecem e devem estar. Isso começou com o Provão e agora é reforçado com a bolsa”. 

 

Quem pode receber a bolsa permanência? 

Mensalmente, os valores serão repassados à USP, que definirá as regras para adesão à bolsa e métodos de pagamentos aos estudantes.  

A seleção dos estudantes será por ordem de classificação no Provão Paulista. Entre as regras para o recebimento da bolsa está a renda mensal familiar de até 1,5 salário, assiduidade e acompanhamento do desempenho pela USP, com média semestral maior ou igual à nota mínima exigida pela universidade em 60% das disciplinas.  

Em caso de empate entre estudantes aptos a receber a bolsa permanência, os critérios para desempate são famílias com maior número de integrantes no grupo familiar e a idade dos alunos. Estudantes mais velhos terão preferência. Até dois estudantes por família poderão ser selecionados para receber a bolsa.

O convênio, que segue a legislação, tem vigência de cinco anos. 

 


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