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sábado, 13 de abril de 2024

Livro ajuda a elencar prioridades e organizar o dia em uma família neuroatípica

Em "Além do Autismo", mentora e terapeuta em saúde mental Andreia Silva apresenta ferramentas e dicas para facilitar o cotidiano de extremo cuidado e amor

Insegurança, preocupação com o futuro e dúvidas sobre como lidar com comportamentos desafiadores permeiam o cotidiano de famílias que convivem com o autismo infantil. Essa realidade não faz distinção de renda, estado civil e nível de escolaridade, apontou o estudo “Retratos do Autismo no Brasil em 2023”, realizado pela healthtech Genial Care, rede de cuidado de saúde atípica.

Segundo o levantamento, 68% dos cuidadores relataram dificuldades de encontrar tempo para descanso e para cuidar de si mesmo, entre outras limitações diárias. Para fazer frente a estes desafios, Andreia Silva desenvolve um trabalho de apoio emocional aos familiares, que agora se traduz na publicação do livro Além do Autismo: dicas de uma mãe atípica em busca do equilíbrio.

Com uma ampla bagagem de estudos – atuação como mentora, terapeuta e palestrante de saúde mental, além de mãe –, a autora oferece um guia prático, recheado de ferramentas, técnicas e dicas para auxiliar responsáveis atípicos. Como manter a calma e o equilíbrio para tomar decisões?  Como posso extrair o melhor do meu filho? Seu filho entende o que você fala? Estas e outras questões são abordadas de forma didática para elucidar dúvidas corriqueiras e fundamentais no dia a dia.

Tópicos sobre organização, planejamento e definição de prioridades também são aprofundados de forma a permitir que os cuidadores consigam manter uma rotina viável e, assim, não deixem nada para trás, inclusive o autocuidado. Segundo Andreia, é fundamental que mães e pais de crianças no TEA (Transtorno do Espectro Autista) dediquem um tempo para si dentre as prioridades.

A prática da flexibilidade, da paciência e do autocuidado é essencial para lidar com os desafios cotidianos. Dessa forma, quanto mais minucioso, preciso e verdadeiro formos, mais segurança os filhos terão para seguir seu próprio caminho, seja ele uma criança típica ou atípica. (Além do Autismo, p. 27)

Além do Autismo é um importante recurso facilitador para a tomada de decisões em um cotidiano sabidamente laborioso. Andreia Silva reúne sua experiência de 24 anos em Administração de Empresas e Finanças a uma vivência pessoal como mãe de criança atípica para trazer um conteúdo elucidativo, que auxilia a elencar prioridades e despender todo o cuidado e afeto que um filho merece, sem abrir mãos das necessidades dos demais indivíduos no seio familiar.

Divulgação
 LC – Design & Editorial
Ficha técnica

Título: Além do Autismo
Subtítulo: Dicas de uma mãe atípica em busca de equilíbrio
Autor: Andreia Silva
ISBN: 978-65-5872-694-4
Páginas: 128
Preço: R$ 42,90 (físico)
Onde encontrar: Amazon

Sobre a autora: Formada em Administração de Empresas, Andreia Silva é mãe, mentora, palestrante sobre Saúde Mental, terapeuta integrativa e criadora do método IAP — Identificar, Atuar e Praticar. Após saber que sua filha mais nova está no TEA (Transtorno do Espectro Autista), iniciou uma jornada pessoal e profissional para aperfeiçoar as próprias habilidades e se tornar sua melhor versão. Além do Autismo: Dicas de uma mãe atípica em busca de equilíbrio, seu livro de estreia, é um guia com ferramentas, experiências e aprendizados que ela construiu ao longo dos anos para ajudar mães e pais de crianças com TEA a encarar o laudo a partir de um olhar mais positivo, apesar dos desafios.

YouTube: É possível, por Andreia Silva
Instagram: @porandreiasilva

 

sexta-feira, 12 de abril de 2024

Chega a São Paulo Um defeito de cor, exposição que propõe uma revisão historiográfica da identidade brasileira por meio de uma seleção de obras em diálogo com o livro homônimo de Ana Maria Gonçalves

Silvana_Mendes_Série I_Afetocolagens -
Desconstrução de Visualidades Negativas
 em Corpos Negros_
Silvana Mendes_2021

Com curadoria compartilhada entre a autora mineira, Marcelo Campos e
  Amanda Bonan (MAR), itinerância da mostra abre para visitação a partir de 25 de abril, no Sesc Pinheiros, destacando as potências na produção de artistas contemporâneos negras e negros das Américas e de África  

 

De 25 de abril a 1º de dezembro, o Sesc Pinheiros recebe "Um Defeito de Cor". Resultado da parceria entre o Sesc São Paulo e a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), com a concepção original do Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR), a exposição é inspirada no livro homônimo da autora mineira Ana Maria Gonçalves, lançado em 2006.  A curadoria é da escritora ao lado de Marcelo Campos e Amanda Bonan. Após abertura no MAR, no Rio de Janeiro, e temporada no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), em Salvador, a mostra chega à capital paulista. Por meio de obras de artes, faz alusão ao período do Brasil Império (1822-1889) para discutir os contextos sociais, culturais, econômicos e políticos do século 19 e seus desdobramentos em elementos contemporâneos. 

 

Ao todo, 372 peças entre arte têxtil, fotografias, instalações, cartazes, pinturas e esculturas de autoria de artistas do Brasil, da África e das Américas interpretam "Um defeito de cor", ganhador do prêmio Casa de las Américas e considerado um dos mais importantes clássicos da literatura afro-feminista e nacional. Assim como o livro, a exposição faz um enfrentamento às lacunas e ao apagamento da história da população negra ao contar a jornada de uma mulher africana nascida no início do século 19, escravizada no Brasil, e sua busca por um filho perdido. 

 

Dentre as novidades que serão apresentadas no Sesc Pinheiros estão os figurinos e croquis das fantasias do Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela, assinados pelo artista e carnavalesco Antônio Gonzaga, que se inspirou no livro de Ana Maria para desenvolver o samba-enredo do Carnaval 2024, no Rio de Janeiro. O desfile impulsionou a procura em livrarias físicas e digitais e elevou "Um defeito de cor" para a categoria de mais vendidos do Brasil. Além disso, estarão em exibição, pela primeira vez, um "Retrato de Ana Maria", quadro de Panmela Castro; "Bori - filha de Oxum", do artista e babalorixá Moisés Patrício, e "romaria", mural que será pintado por Emerson Rocha na entrada do Sesc Pinheiros, além de uma programação integrada, com ações educativas divulgadas ao longo do período expositivo. 

 

Dividida em dez núcleos não-lineares, que se espelham nos dez capítulos do livro, a exposição não é cronológica nem explicativa. O objetivo é trazer uma visão do Brasil com momentos históricos e recortes sociais transmitidos por meio de uma produção intelectual e de imagem presentes na arte contemporânea. A mostra faz um mergulho na essência de temas como os levantes negros, o empreendedorismo, o protagonismo feminino, o culto aos ancestrais e a África Contemporânea, que reexaminam os caminhos da população afro-brasileira desde os tempos de escravidão até os dias atuais, e fazem uma interpretação dos conceitos apresentados no romance, principalmente as origens e as identidades africanas que constituem a população, das quais ainda pouco se sabe. 

 

Ana Maria Gonçalves faz sua estreia na curadoria da mostra ao lado de Amanda Bonan e Marcelo Campos, ambos do Museu de Arte do Rio. A arquiteta Aline Arroyo assina a expografia, que teve consultoria de Ayrson Heráclito, e a paisagem sonora foi criada pelo pesquisador e músico Tiganá Santana, em colaboração com Jaqueline Coelho.  

 

"Retomar ao ‘Um defeito de cor’ e, desta vez, como participante da equipe de curadoria da exposição que leva o nome e a ideia do livro é, ao mesmo tempo, um conjunto de experiências antagônicas e complementares. Como também o é tudo que trata, por exemplo, da experiência dos povos tocados e transformados pela escravidão. ​​É um retorno no tempo e no espaço para um lugar que foi construído a várias mãos, e não menos sangue, dor e sofrimento", afirma Ana Maria. 

 

OBRAS INÉDITAS DA EXPOSIÇÃO EM SÃO PAULO 

Figurinos e croquis de fantasias do desfile "Um Defeito de Cor" da Escola de Samba Portela no Carnaval 2024; 

 

"Retrato da Ana Maria", de Panmela Castro; 

"romaria" (mural de entrada do Sesc Pinheiros), de Emerson Rocha; 

Minidocumentário, de Safira Moreira; 

"Bori - filha de Oxum" (2020), de Moisés Patrício; 

"Flechas para dentro" (2023), de Thiago Costa. 

  

Sobre o livro "Um defeito de cor" 

 

Escrito com base em uma detalhada pesquisa de documentos, o romance histórico acompanha a trajetória de Kehinde, mulher africana que, quando criança, é trazida ao Brasil como pessoa escravizada. Já adulta, consegue se alforriar e retornar ao seu país de origem. Anos mais tarde, ela viaja para o Rio de Janeiro em busca de um filho que fora vendido pelo pai da criança.  

 

Kehinde é inspirada em Luisa Mahin, revolucionária do período colonial do Brasil, símbolo da resistência negra do país, considerada heroína da Revolta dos Malês, o maior movimento de escravizados da história brasileira, ocorrido em Salvador, em 1835. Estima-se que Luisa Mahin tenha nascido por volta de 1812, na região da Costa da Mina, e trazida e escravizada em Salvador. Ela é tida como mãe do abolicionista Luís Gama.  

 

Curadoria​ 

 

Sobre Ana Maria Gonçalves  

Ana Maria Gonçalves é sócia fundadora da Terreiro Produções. Deixou a publicidade, área na qual trabalhou durante 15 anos, para escrever “Ao lado e à margem do que sentes por mim” e “Um defeito de cor”, ganhador do prêmio Casa de Las Américas (Cuba, 2007) e eleito como um dos principais livros para se entender o Brasil. Já publicou contos em Portugal, Itália e nos EUA, onde também morou por oito anos e ministrou cursos e palestras sobre questões raciais. Foi escritora residente em universidades como Tulane (New Orleans, LO), Stanford (Palo Alto, CA) e Middlebury (Middlebury, Vermont). Atualmente mora em São Paulo, é roteirista (“Rio Vermelho”), dramaturga (“Tchau, Querida!” e “Pretoperitamar”) e professora de escrita criativa. É cocuradora da exposição “Um defeito de cor”, eleita como a melhor exposição de 2022 pela revista seLecT_ceLesTe

  

Sobre Amanda Bonan 

Amanda Bonan nasceu em 1981 em Niterói, Rio de Janeiro. Doutora em Artes pela USP e mestre em Artes pela UERJ, trabalha como coordenadora da equipe de curadoria do MAR desde 2017, onde realizou a curadoria de exposições como “Crônicas cariocas”, “Um defeito de cor” e “Funk – um grito de ousadia e liberdade”.  

 

Sobre Marcelo Campos 

Marcelo Campos nasceu, vive e trabalha no Rio de Janeiro. É professor associado do Departamento de Teoria e História da Arte do Instituto de Artes da UERJ, curador chefe do Museu de Arte do Rio e doutor em Artes Visuais pelo PPGAV da Escola de Belas Artes/ UFRJ. Desenvolveu tese de doutorado sobre o conceito de brasilidade na arte contemporânea. Possui textos publicados sobre arte brasileira em periódicos, livros e catálogos nacionais e internacionais. 

 

 

SERVIÇO 

"Um Defeito de Cor" 

Curadoria: Amanda Bonan, Ana Maria Gonçalves e Marcelo Campos 

Abertura: 24 de abril, quarta-feira, às 19h 

Visitação: de 25 de abril a 1º de dezembro de 2024 

Horários: terça a sábado, das 10h30 às 21h; domingos e feriados, das 10h30 às 18h 

Local: Espaço Expositivo (2º andar) | Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195 

Grátis | Livre 

Estacionamento no local. 

Agendamento de grupos através do e-mail:  

agendamento.pinheiros@sescsp.org.br 

 

sescsp.org.br/pinheiros
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twitter.com/sescpinheiros


Museu Casa de Portinari promove atividades gratuitas no fim de semana; confira a programação

Imagem: Divulgação/Museu Casa de Portinari

Oficina de desenho, feira de artesanato e o projeto “Aromas e Sabores” são destaques na agenda dos próximos dias

 

O Museu Casa de Portinari, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, em Brodowski (SP), promove nos próximos dias uma programação com oficina de desenho, roda de conversa e uma edição especial do projeto “Aromas e Sabores”, entre outras atividades. 

A tradicional Feira de Artesanato também faz parte da programação. Confira, abaixo, a agenda completa.

 

Feira de Artesanato 

A tradicional feira de artesanato na esplanada do Museu Casa de Portinari acontece nos dias 13 e 14 de abril (sábado e domingo). Grupos de artesãos locais apresentam suas produções e técnicas em trabalhos manuais expostos para o público na maior parte do dia. A atividade gera renda, incentiva o empreendedorismo, contribui para a inclusão social e promoção da cidadania.

 

Datas: 13 e 14 de abril (sábado e domingo)

Horário: das 10h às 16h

Gratuito

 

Aromas e Sabores da Casa de Portinari – Especial Dia do Café 

Para celebrar o Dia Mundial do Café, a equipe educativa do Museu Casa de Portinari convida os visitantes a refletirem sobre as memórias do artista em sua casa e a importância dessa vivência em sua arte. Serão realizadas releituras das obras “Café” e “Lavrador de Café”, utilizando o pó e o grão da planta na composição de peças artísticas, em uma experiência que envolve história, memória, arte e os sentidos táteis e olfativos.

 

Data: 13 de abril (sábado)

Horário: às 10h30 e às 15h30

Gratuito

 

Domingo com Arte – Ateliê ao Vivo 

Com a missão de fomentar a cultura e o fazer artístico, o Museu Casa de Portinari realiza um encontro com artistas da cidade e região, além de grupos de artesanato da comunidade. A atividade é promovida no segundo domingo de cada mês. O objetivo é proporcionar ao público o contato, em tempo real, com o fazer artístico. A atividade também abre espaço para que esses artistas, em suas múltiplas linguagens, possam apresentar suas produções. 

Para a edição de abril, a instituição apresenta o artista Jonathas Miguel produzindo ao vivo e expondo trabalhos na esplanada, além de contar com a apresentação do saxofonista Mário Ferreira. O artesanato local também estará presente na esplanada do museu.

 

Data: 14 de abril (domingo)

Horário: às 10h

Gratuito

 

Evento virtual 

O Domingo com Arte tem uma edição virtual, que acontece às 14h de domingo (14) nas redes sociais do Museu Casa de Portinari. Em abril, o projeto traz a artista Joy, que é muralista, ilustradora e atua no cenário do graffiti desde 2016, participando e organizando festivais pelo país. Seu trabalho, predominantemente urbano, retrata o feminino por meio de uma estética que preza o uso de cores diversas. Suas pinceladas vigorosas e combativas evocam a força e a leveza dos elementos da natureza.

 

Local: Mídias Sociais 

Instagram: @museucadeportinari 

Facebook: /museucasadeportinari

Horário: às 14h

 

Dia Mundial do Desenhista 

Em celebração ao “Dia Mundial do Desenhista” (15 de abril), o Museu Casa de Portinari convida os visitantes para uma oficina de desenho. A ação propõe que os participantes reflitam sobre a importância desse fazer artístico a partir da obra “Retrato de Carlos Gomes” (1914), conhecida como a obra mais antiga de Candido Portinari, e do “Retrato de Vera Velloso Borges” (1951), em exposição no museu. Posteriormente, os participantes serão incentivados a reproduzirem os desenhos por meio de técnicas apresentadas pela equipe educativa.

 

Data: 14 de abril (domingo)

Horário: das 10h às 11h e das 14h às 15h

Gratuito

 

Participação na Jornada da Cidadania, Trabalho e Renda 

Dentro das celebrações da Jornada da Cidadania, Trabalho e Renda, em parceria com o “Centro de Detenção Provisória de Pontal”, o Museu Casa de Portinari promove visitas virtuais aos detentos da unidade, visando a democratização de acesso à cultura, história e memória, por meio da vida e obra de Candido Portinari. 

Quatro grupos diferentes participarão das visitas e terão a oportunidade de conhecer o museu de forma virtual, bem como detalhes da carreira do pintor de Brodowski.

 

Roda de Conversa - “Candido Portinari: Sentidos e Significados das Festas Populares” 

O professor Jacir Braz de Vicente, escritor e pesquisador do trabalho de Portinari, fala sobre a conexão das festas tradicionais brasileiras, tais como o Carnaval, as Festas Juninas e ritos religiosos, e a obra do pintor de Brodowski. O artista pintou festas populares do interior do estado de São Paulo e do Brasil, abordando em especial as festas carnavalescas em diferentes partes do país.

 

Data: 17 de abril (quarta-feira)

Horário: às 9h

Informações: (16) 3664-4284

Gratuito

 

Exposição fotográfica “Nós Mulheres” 

A exposição da fotógrafa Lola Paola Martins foi prorrogada por todo o mês de abril. A mostra apresenta retratos de mulheres em diferentes fases da vida, tendo obras de Portinari como inspiração. 

São retratos de mulheres no trabalho, cuidando da casa, sendo amamentadas, retratos posados, espontâneos, artísticos ou mostrando a realidade do dia a dia em suas lutas, glórias, alegrias e tristezas.

 

Data: até 28 de abril

Horário: das 9h às 17h

Local: Galpão das Artes – Rua João Brisotti, 128, Centro, Brodowski (SP)

Entrada gratuita

 

Confira a programação completa do Museu Casa de Portinari no site da instituição.

 

Museu Casa de Portinari 

Inaugurado em 14 de março de 1970, em Brodowski, o Museu Casa de Portinari, instituição do Governo do Estado de São Paulo administrada pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo em parceria com a ACAM Portinari - Organização Social de Cultura, tem como edificação a antiga residência de Candido Portinari e representa a forte ligação do pintor com sua terra natal, origens e laços familiares. 

É o local onde ele realizou suas primeiras experiências com pinturas murais e se aprofundou na técnica ao passar dos anos. Entre os ambientes que mais se destacam, estão o ateliê, com os objetos de trabalho do artista, e a “Capela da Nonna”, que Portinari pintou para sua avó. 

Funcionamento: de terça-feira a domingo, das 9h às 18h; às quartas-feiras, o horário é estendido até às 20h.

 

Entrada: gratuita 

Endereço: Praça Candido Portinari, nº 298 – Centro, em Brodowski (SP).

Informações: (16) 3664-4284

 

YouTube: /casadeportinari
Instagram: @museucadeportinari
Facebook: /museucasadeportinari


Museu das Culturas Indígenas celebra Semana dos Povos Indígenas com atividades gratuitas

Programação especial é realizada na sede do Museu das
Culturas Indígenas, na zona oeste da capital.
 
Foto: acervo MCI


Entre 11 e 23 de abril, o Museu das Culturas Indígenas (MCI) apresenta uma série de atividades em celebração ao Dia dos Povos Indígenas (19/04). Os eventos, programados para acontecer ao longo do mês de abril, reúne artistas, lideranças, acadêmicos, escritores e cineastas indígenas para celebram a diversidade cultural e de vivências dos povos originários brasileiros. 

Aberta ao público e gratuita, a programação vai contar com feira de artesanato, debates, apresentações culturais e oficinas. O MCI é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerida pela ACAM Portinari (Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari), em parceria com o Instituto Maracá e o Conselho Indígena Aty Mirim.  


Confira abaixo as atividades especiais para a Semana dos Povos Indígenas.


A programação começa com novidade!


A grande jiboia, presente no sétimo andar do MCI, está de cara nova! As novas cores e grafismos do povo Huni Kuin foram criadas pelo artista Hunikuî Sales. A restauração contou cantos e rezas tradicionais. 

O grande pufe em formato de jiboia é uma criação da artista Rita Huni Kuin, que se inspirou na relação mitológica do caçador Yube Inu e da mulher-jiboia Yube Shanu.

A jiboia é um dos animais sagrados para a cultura Huni Kuin. O animal é uma serpente não venenosa, grande e forte, que caça na água e na terra firme. É reconhecida por sua aptidão como caçadora e beleza dos desenhos em sua pele. 


11/04 (quinta-feira)

No encontro Tensionamentos entre justiça e meio ambiente: aliados na preservação ou obstáculos à proteção?, às 18h, os participantes vão conhecer estratégias e ações para promoção da justiça climática no Brasil e no mundo. A atuação dos diversos setores da sociedade para proteção dos grupos mais impactados pelas mudanças climáticas, como os povos indígenas, as populações periféricas e povos ribeirinhos serão abordados pelos palestrantes.

Realizada em parceria com o Instituto Pro Bono, o evento contará com a participação de Nadia Barros, diretora adjunta do Instituto Pro Bono; Karaí Mirim, supervisor do Núcleo de Comunicação do MCI; Alaí Reyes-Santos, diretora associada do PNW (Pacific Northwest) Just Futures Institute; e Natan Kuparaka, membro do Serviço de Assistência Jurídica Universitária da Faculdade de Direito da USP para povos indígenas. A atividade acontecerá às 18h. 


13/04 (sábado)

Nesta edição especial da brincadeira da onça (Ninmangwá Djagwareté, em Guarani), o público toma o lugar das peças do tabuleiro e representam os animais na partida. O jogo começa com a onça-pintada capturando os cachorros e é finalizado quando os cachorros conseguem encurralar a onça. 


A relação com a natureza e as histórias dos povos originários são incorporadas à brincadeira, que contribui para a desenvoltura e agilidade ao tomar decisões, desenvolve criatividade e favorece a capacidade de resolução de problemas. A atividade acontecerá às 10h.

Os grafismos Kaingang são repletos de significados espirituais e uma conexão com a ancestralidade. Para contar sobre esse costume e a transmissão da cultura Kaingang ao longo das gerações, o MCI receberá Kitche-rã Kaingang, que compartilhará relatos sobre seu povo e realizará pinturas corporais nos braços dos participantes. A oficina acontecerá às 14h.


16/04 (terça-feira)

O MCI oferecerá uma visita mediada e um bate-papo para os idosos na atividade Diálogo de culturas e gerações: Memórias e Caminhos, às 14h. O encontro visa provocar trocas culturais sobre as perspectivas dos povos originários a respeito do envelhecimento e o papel social dos mais velhos nos territórios. A visita será conduzida pelos mestres de saberes, Natalício Karaí e Cláudio Verá.


18/04 (quinta-feira)

Às 14h, é a vez do MCI Acessível promover uma visita guiada com interpretação em Libras. O público surdo percorrerá as exposições Hendu Porã’rã - Escutar com o corpo, Mymba’i - Pedindo licença aos espíritos, dialogando com a Mata Atlântica, Nhe’ẽry - onde os espíritos se banham e Ocupação Decoloniza - SP Terra Indígena. Também poderão conhecer mais sobre a vivência indígena com os mestres de saberes.


Às 18h, o MCI receberá o lançamento de dois documentários que tratam da cosmovisão e da luta do povo Guarani Mbya, ambientados na T.I. Jaraguá, em São Paulo (SP). No Cineclube TAVA serão exibidos: Minha câmera é minha flecha! (2024), de Natália Tupi e Guilherme Fascina, conta a trajetória do comunicador, Richard Wera Mirim, que utiliza as redes sociais e produtos audiovisuais como ferramentas para a luta e resistência dos povos originários.  Os sonhos guiam (2024), Natália Tupi registra experiências espirituais do jovem líder indígena, Mateus Wera.

Após a projeção dos documentários, o público poderá conhecer mais sobre as produções em um bate-papo com a diretora, Natalia Tupi, e os personagens, Richard Wera e Matheus Wera.


19/04 (sexta-feira)

Para celebrar e difundir conhecimentos tradicionais sobre a fabricação de artefatos, o MCI abrirá a Feira de Artesanato Indígena, na área externa do espaço, a partir das 9h. Artesãos de diferentes regiões do Estado de São Paulo vão expor e comercializar peças em madeira, sementes e penas. 



Às 14h, realizará o lançamento do livro Cânticos Tradicionais, Científicos e Culturais Huni Kuĩ, uma coletânea de cânticos milenares científicos e culturais do povo Huni Kuĩ, selecionados pelo pesquisador e mestre de saberes, Maru Huni Kuĩ.

às 16h30, a dança do Xondaro será apresentada pelo Coral Opy Mirim, da Aldeia Pyau, parte da T.I. Jaraguá em São Paulo (SP). O ritual originário do povo Guarani é um treinamento para criar reflexos e resistências para aprender a lutar. Por meio do ritmo, o xondaro (guerreiro) pratica a defesa, o fortalecimento do corpo e do espírito.


20/04 (sábado)

Às 10h, histórias do povo Terena serão contadas por Dario Machado, Gerolino Cézar e Ranulfo Camilo, das T.Is. Icatu e Araribá no Oeste Paulista. Os Terena são parte remanescentes da antiga nação Guaná e estão presentes nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Possuem características culturais essencialmente chaquenhas (de povos provenientes da região do Chaco, e no caso dos Terena, do Paraguai) e falam a língua tradicional Aruak. 



Às 14h, o ritual Toré será apresentado pelo grupo de dança Pankararu, constituído por moradores do Real Parque, em São Paulo (SP). O Toré é considerado símbolo maior de resistência e união entre povos, além de ser uma das principais tradições indígenas do povo Pankararu do nordeste brasileiro. 


23/04 (terça-feira)

O Museu da Pessoa estará no MCI, às 15h, para a promoção do Programa Conexões e Museus. O encontro contará com a apresentação do programa “Vidas Indígenas” a uma rede de museus paulistas focados nas culturas dos povos indígenas.

Conduzido pelo Museu da Pessoa, o “Vidas Indígenas” tem como objetivo o registro e a preservação de histórias de povos indígenas do Brasil, fomentando a conexão intergeracional nas comunidades em que os projetos são realizados. 

A nova parceria estabelecida tem como abordagem Redes Temáticas – Tecnologia Social da Memória. Neste primeiro encontro serão exibidos novos produtos culturais criados no âmbito da iniciativa, além de falas dos indígenas atuantes nestes projetos.

 

SERVIÇO

Tensionamentos entre Justiça e Meio Ambiente: Aliados na Preservação ou Obstáculos à Proteção?

Data e horário: 11/04/24, às 18h

Ninmangwá Djagwareté – brincadeira da onça, com Awa Djerowewedju

Data e horário: 13/04/24, às 10h

Oficina sobre grafismos (pintura corporal – braço), com Kitche-rã Kaingang

Data e horário: 13/04/24, às 14h

Diálogo de culturas e gerações: memórias e caminhos

Data e horário: 16/04/24, às 14h

MCI Acessível: visita com intérprete de Libras

Data e horário: 18/04/24, às 14h

Cineclube Tava: Lançamento de “Minha câmera é minha flecha” e “Os sonhos guiam”

Data e horário: 18/04/24, às 18h

Feira de Artesanato Indígena

Data e horário: a partir de 19/04/24, das 9h às 18h (às quintas, até às 20h)

Lançamento livro “Cânticos Tradicionais, Científicos e Culturais Huni Kuĩ”, de Maru Huni Kuĩ

Data e horário: 19/04/24, às 14h

Apresentações culturais de povos originários: Coral Opy Mirim e Toré Pankararu

Data e horário: 19/04/24, às 16h30

Contação de Histórias MCI: Histórias do povo Terena, com Dario Machado, Gerolino Cézar e Ranulfo Camilo

Data e horário: 20/04/24, às 10h

Apresentações culturais de povos originários: Toré Pankararu

Data e horário: 20/04/24, às 14h

Todas as atividades são gratuitas com retirada de ingresso no site: https://museudasculturasindigenas.org.br/ 

 

Sobre o MCI    

Localizado na capital paulista, o Museu das Culturas Indígenas (MCI) é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerida pela ACAM Portinari – Organização Social de Cultura, em parceria com o Instituto Maracá e o Conselho Aty Mirim.   

 

Museu das Culturas Indígenas  

Endereço: Rua Dona Germaine Burchard, 451, Água Branca – São Paulo/SP      

Telefone: (11) 3873-1541     

E-mail: contato@museudasculturasindigenas.org.br          

Site: www.museudasculturasindigenas.org.br           

Redes sociais   

Instagram (@museudasculturasindigenas)           

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Twitter (@mcindigenas)     

YouTube (@museudasculturasindigenas)                     

 

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