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terça-feira, 5 de dezembro de 2023

O que fazer para encerrar 2023 com tranquilidade e começar 2024 financeiramente bem?

 

Estamos no último mês do ano e este é o momento ideal para se refletir sobre tudo o que passou e se preparar para o que está vindo. Essa preparação inclui adotar um planejamento financeiro bem estruturado, caso você ainda não tenha. E se já tiver um planejamento, mas com falhas ou pendências a serem cumpridas, chegou a hora de mudar o comportamento para 2024.

É fato que 2023 não foi um ano fácil, ainda mais em um cenário de altas taxas de juros, que acabam prejudicando a economia e população de maneira geral, que muitas vezes não se dá conta logo de cara que esse fenômeno está acontecendo em grande escala.

Por outro lado, dados mostram que existe luz no fim do túnel. A revisão do Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta o Brasil como um dos países que terão uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023 maior do que a esperada no início do período. Segundo as projeções mais recentes, a economia brasileira crescerá 3,1% ainda neste ano.

No entanto, apesar da promessa de melhora da situação do país, isso não significa que agora seja o momento de contrair novas dívidas, mas sim de se organizar e quitar as já existentes para conseguir encerrar 2023 com tranquilidade.

Todos nós sabemos que final do ano tende a ser uma época de inúmeros gastos, mas quem possui um planejamento financeiro adequado já está pronto para realizar as compras de Natal e até de Ano Novo sem exagerar, e muito menos extrapolar o orçamento. Que fique claro: ninguém está proibido de fazer compras, mas é importante entender que não é preciso começar 2024 endividado para aproveitar de verdade o que as festas proporcionam.

Pensando nisso, fazer um planejamento financeiro pessoal é uma excelente maneira de começar o ano novo com metas claras e sustentáveis. Aqui está um guia com o passo a passo para ajudar você a criar um plano financeiro para o próximo ano:


Passo 1: Avalie a situação atual

Analise suas finanças atuais: liste todas as suas fontes de renda. Em seguida, anote todos os seus gastos mensais, categorizando-os (moradia, alimentação, transporte, lazer, etc.). Assim, será possível descobrir o potencial de sobra de cada mês. Você pode fazer isso com a ajuda de nossos materiais gratuitos.


Passo 2: Defina metas financeiras realistas

Estabeleça metas a curto, médio e longo prazo: por exemplo, criar uma reserva de emergência, pagar dívidas, economizar para uma viagem, investir para complementar a aposentadoria. Priorize e classifique suas metas com base na importância e urgência.


Passo 3: Reduza despesas

Identifique gastos desnecessários: avalie onde você pode cortar despesas sem comprometer seu estilo de vida. Negocie contas e contratos, pesquise por melhores ofertas em serviços como internet, TV a cabo, seguros, etc.


Passo 4: Crie uma reserva de emergência

Estabeleça um objetivo para a reserva: recomenda-se ter, inicialmente, de 3 a 6 meses de despesas básicas guardadas. Automatize as suas economias, por exemplo, e configure as transferências automáticas para a conta de emergência assim que receber sua renda.


Passo 5: Pague as dívidas

Liste todas as suas dívidas, incluindo o valor total, taxa de juros e valores dos pagamentos mensais. Crie um plano de pagamento: priorize as dívidas com as taxas de juros mais altas e, gradualmente, trabalhe para quitar todas.


Passo 6: Invista no futuro

Pesquise opções de investimento: considere suas metas e tolerância ao risco ao escolher entre ações, renda fixa , fundos, etc. Automatize os investimentos (também nesta etapa), ou seja, configure contribuições automáticas para sua conta de investimento assim que receber sua renda.


Passo 7: Revise e atualize seu plano regularmente

Reveja seu progresso mensalmente, avalie seu orçamento, suas metas e faça ajustes conforme necessário. Esteja preparado para mudanças: a vida pode trazer surpresas, então esteja disposto a ajustar seu plano conforme necessário.

Lembre-se, a chave para o sucesso financeiro é a consistência e o comprometimento. Ajuste seu plano conforme necessário e celebre suas conquistas ao longo do ano. 

 

João Victorino - administrador de empresas e especialista em finanças pessoais. Com uma carreira bem-sucedida, busca contribuir para que as pessoas melhorem suas finanças e prosperem em seus projetos e carreiras. Para isso, idealizou e lidera o canal A Hora do Dinheiro com conteúdo gratuito e uma linguagem simples, objetiva e inclusiva.


Férias à vista: Fraudes em passagens aéreas triplicam e setor é um dos mais prejudicados com golpes


Taxa de tentativas suspeitas de golpes digitais em 2022 registrou aumento de 255,1% no mercado de viagens e lazer


Muito se fala sobre o risco que os viajantes correm ao comprar passagens e pacotes de viagem online e nos prejuízos causados para o consumidor em casos de fraude, mas pouco se comenta sobre o risco para as agências, companhias aéreas e hotéis, que com frequência terminam assumindo prejuízos desses golpes. E não são poucos: a taxa de tentativas suspeitas de fraude digital em 2022 registrou aumento de 255,1% no mercado de viagens e lazer em relação ao ano anterior no Brasil, de acordo com análise da TransUnion.  

A própria natureza das transações digitais no turismo torna-as mais vulneráveis ​​a fraudes em comparação com produtos físicos ou o e-commerce tradicional. Uma das razões é que muitas operações ocorrem em locais diferentes do endereço habitual do comprador. Por exemplo, alguém que está de férias pode decidir alterar seu voo no aeroporto ou no seu destino, e em todos estes casos o endereço IP da transação é diferente do habitual. Assim, as equipes de prevenção de fraudes têm menos elementos para avaliar e bloquear transações arriscadas, necessitando de uma análise mais minuciosa.  

Eduardo Daghum, CEO da Horus Group, empresa especializada em avaliação de risco de fraude, que trabalha com inteligência de dados de fraude, confirma a vulnerabilidade do setor. “Trabalhamos há bastante tempo com análise de fraude de companhias aéreas. É um setor no qual a maioria das compras são feitas com cartão de crédito, e a utilização de dados falsos, por exemplo, é bastante comum. É necessária uma análise de dados bastante criteriosa, porque precisamos levar em conta muitos fatores”, aponta. 

Um tipo de golpe comum no setor é conhecido como "Run and Fly". Nessa modalidade, o fraudador chega ao aeroporto com dados de cartão de crédito roubados ou outros métodos de pagamento digital e algumas credenciais falsas. Nesse momento, compra pelo celular uma passagem e posteriormente embarca no voo. Geralmente, leva minutos, horas ou até dias para que o verdadeiro proprietário do método de pagamento detecte a cobrança fraudulenta e informe ao banco. Aí já é tarde e a companhia aérea paga as consequências, pois precisa bancar o estorno do consumidor final.  

“Ao mesmo tempo em que esse tipo de transação deve levantar alertas, é preciso contar com um sistema que consiga identificar as compras verdadeiras e barrar somente as fraudes legítimas para que a companhia aérea não arque também com custos de ações judiciais causadas por barrar bons clientes. Quando uma compra é feita com antecedência, existe um prazo maior para avaliar a transação, mas, nesse setor, muitas vezes um cliente compra uma passagem com curto prazo e as equipes de prevenção precisam identificar a fraude antes do fraudador efetuar o check in. É a brecha que os fraudadores encontram para se aproveitar. Na Horus, nós fazemos uma análise detalhada em pouco tempo e, com a nossa inteligência de dados, podemos ajudar nossos clientes a prevenir futuras fraudes ou avaliações imprecisas”, acrescentou Eduardo. 

 

Horus Group


Inadimplência cai na capital paulista, mas segue acima do patamar de 2022

 Parcela da renda dos lares comprometida com dívidas atingiu maior patamar desde 2010, mostram dados da FecomercioSP 



Cerca de 26,4 mil famílias conseguiram quitar as dívidas entre outubro e novembro na cidade de São Paulo e, com isso, sair da lista de inadimplentes. Segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o porcentual de lares nessa situação caiu para 23,5%.

O endividamento retraiu timidamente para 67,5%, enquanto o volume de lares ainda sem condições de quitar as contas atrasadas permanece estável pelo menos desde agosto, desta vez na casa dos 10,7% [tabela 1]. A preocupação com o indicador se deve ao fato de que, há exatamente um ano, esse percentual era relativamente menor (9%).


Da mesma forma, houve um aumento significativo da parcela da renda dos lares comprometida com dívidas [tabela 2]. Em novembro, cerca de 31,7% das receitas domésticas estavam direcionadas a esse fim, no intervalo de um ano — o maior da série histórica da FecomercioSP, iniciada em 2010. Considerando o alongamento desse prazo — atualmente de 8,1 meses, em média —, é possível afirmar que os consumidores têm comprometido a renda com valores mais elevados nas parcelas e por mais tempo.

 

[TABELA 1]

PERCENTUAL DE FAMÍLIAS ENDIVIDADAS, 

INADIMPLENTES E SEM CONDIÇÕES DE PAGAR AS CONTAS

NOVEMBRO DE 2023
Fonte: FecomercioSP

 


No caso da inadimplência, o destaque negativo ficou por conta do tempo de atraso, que segue elevado: média de 68,6 dias para liquidar as dívidas — a maior registrada desde março de 2019.

 

[TABELA 2]

PRAZO DE COMPROMETIMENTO DA RENDA (PEIC)

Fonte: FecomercioSP

 


Os dados da FecomercioSP mostram que a redução da inadimplência em novembro foi mais significativa para famílias com renda mensal superior a dez salários mínimos, passando de 12,4%, no mês anterior, para 11,6%, redução de 0,8 ponto porcentual (p.p). No outro grupo das famílias com renda até dez salários mínimos, a queda foi menor: de apenas 0,4 p.p, chegando a 28,2% no mês. Ainda assim, a retração dos inadimplentes em São Paulo expressa a melhora da situação econômica em geral do País. Segundo a Federação, é importante considerar os efeitos do programa Desenrola Brasil, do governo federal, em vigor desde agosto, para tentar diminuir o fenômeno.

O cartão de crédito (84,4%) segue sendo o principal motivador de endividamento em São Paulo, seguido pelos carnês (15,5%) e pelos financiamentos de imóveis (13,4%). Esses números mostram que, ainda que os juros estejam em patamares elevados, as famílias têm encontrado opções facilitadas de crédito — tanto para consumo rápido como para compra de bens de longo prazo, como a casa própria.


Paulistanos mais confiantes


Essa análise pode ser corroborada pelo fato de que os paulistanos estão mais confiantes para consumir: em novembro, o Índice de Intenção de Consumo (ICF) subiu 0,7%, atingindo 113,2 pontos, o maior patamar desde maio de 2014. No comparativo anual, o índice avançou 22,3%.

Indicadores que compõem a métrica ajudaram a definir o resultado: o nível de consumo atual cresceu 3,4%, atingindo 93,4 pontos, enquanto o nível de renda e o de acesso ao crédito também registraram alta. A inflação sob controle e os juros em queda contribuem para a manutenção de um cenário positivo, sem contar a chegada do décimo terceiro salário, capaz de influenciar o consumo de bens e serviços e de liberar o pagamento de contas.

Notas metodológicas


PEIC


A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) é apurada mensalmente pela FecomercioSP desde fevereiro de 2004. São entrevistados aproximadamente 2,2 mil consumidores na capital paulista. Em 2010, houve uma reestruturação do questionário para compor a pesquisa nacional da Confederação Nacional do Comércio (CNC), e, por isso, a atual série deve ser comparada a partir de 2010.O objetivo da PEIC é diagnosticar os níveis tanto de endividamento quanto de inadimplência do consumidor. O endividamento é quando a família possui alguma dívida. Inadimplência é quando a dívida está em atraso. A pesquisa permite o acompanhamento dos principais tipos de dívida, do nível de comprometimento do comprador com as despesas e da percepção deste em relação à capacidade de pagamento, fatores fundamentais para o processo de decisão dos empresários do comércio e demais agentes econômicos, além de ter o detalhamento das informações por faixa de renda de dois grupos: renda inferior e acima dos dez salários mínimos.

 

ICF


O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde janeiro de 2010, com dados de 2,2 mil consumidores no município de São Paulo. O ICF é composto por sete itens: Emprego Atual; Perspectiva Profissional; Renda Atual; Acesso ao Crédito; Nível de Consumo; Perspectiva de Consumo e Momento para Duráveis. O índice vai de zero a 200 pontos, no qual abaixo de cem pontos é considerado insatisfatório, e acima de cem pontos, satisfatório. O objetivo da pesquisa é ser um indicador antecedente de vendas do comércio, tornando possível, a partir do ponto de vista dos consumidores e não por uso de modelos econométricos, ser uma ferramenta poderosa para o varejo, para os fabricantes, para as consultorias, assim como para as instituições financeiras.

 

ICC


O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde 1994. Os dados são coletados com aproximadamente 2,1 mil consumidores no município de São Paulo. O objetivo é identificar o sentimento dos consumidores levando em conta suas condições econômicas atuais e suas expectativas quanto à situação econômica futura. Esses dados são segmentados por nível de renda, sexo e idade. O ICC varia de zero (pessimismo total) a 200 (otimismo total). Sua composição, além do índice geral, se apresenta como: Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) e Índice das Expectativas do Consumidor (IEC). Os dados da pesquisa servem como um balizador para decisões de investimento e para formação de estoques por parte dos varejistas, bem como para outros tipos de investimento das empresas.

FecomercioSP


Oito estações da CPTM recebem ação em referência à campanha Dezembro Vermelho nesta quarta-feira (06/12)

 Iniciativa acontece em dois horários: 13h às 16h e das 19h às 22h

 

Nesta quarta-feira (06/12), quem passar pelas estações da Luz (Linhas 7-Rubi, 10-Turquesa e 11-Coral), Mauá e Tamanduateí (Linha 10-Turquesa), Guaianases, Dom Bosco e Estudantes (11-Coral), São Miguel Paulista (Linha 12-Safira) e Guarulhos-Cecap (Linha 13-Jade) vai ter a oportunidade de participar da ação de saúde em referência à campanha Dezembro Vermelho, para conscientização sobre o vírus HIV, Sífilis e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Em parceria com o instituto Proz Educação, a iniciativa acontece das 13h às 16h e das 19h às 22h. Durante a atividade, alunos do curso de saúde da entidade farão aferições de pressão arterial (sem limite de atendimentos) e medição de glicemia capilar em pessoas com histórico de diabetes na família ou pessoas diabéticas (limitados a 100 por estação). Os passageiros também vão receber orientações sobre prevenção da Aids.



Dezembro Vermelho

A Campanha Dezembro Vermelho foi instituída no Brasil, em 2017, como forma de gerar mobilização nacional na luta contra o vírus HIV, a Aids e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). 

A ação tem o objetivo de chamar a atenção para a prevenção, a assistência e a proteção dos direitos das pessoas infectadas com o HIV. No Brasil, 92% das pessoas em tratamento já atingiram o estágio de estarem indetectáveis, ou seja, estado em que a pessoa não transmite o vírus e consegue manter a qualidade de vida sem manifestar os sintomas da Aids.

 

Ações de cidadania

Todas as iniciativas são realizadas com o apoio da CPTM, que abre espaços em suas estações para a realização de atividades ligadas à promoção do bem-estar de seus passageiros.



Serviço

Campanha Dezembro Vermelho, parceria com a PROZ Educação
Data: Quarta-feira, 06/12
Locais:
Estação da Luz (Linhas 7-Rubi, 10-Turquesa e 11-Coral)
Estações Mauá e Tamanduateí (Linha 10-Turquesa)
Estação Guaianases, Dom Bosco e Estudantes (Linha 11-Coral)
Estação São Miguel Paulista (Linha 12-Safira)
Estação Guarulhos-Cecap (Linha 13-Jade)
Horários: das 13h às 16h e das 19h às 22h


ViaQuatro e ViaMobilidade promovem ações educativas para motociclistas

 Concessionárias realizam debates, treinamento de direção defensiva, check-up para 215 colaboradores que usam motos

 

De acordo com Infosiga, 330 pessoas morreram nas ruas da Capital
em acidentes envolvendo motos, entre janeiro e outubro de 2023
/ Foto: Bruno Coelho

As concessionárias ViaQuatro e ViaMobilidade, que operam as linhas 4-Amarela e 5-Lilás de metrô paulistano, promovem ações educativas e manutenção preventiva a motociclistas que trabalham em ambas as empresas, a partir desta quarta-feira (06). Durante a ação, profissionais orientarão os condutores sobre segurança no trânsito. 

Todo motociclista, colaborador das duas concessionárias, será convidado a participar da ação de treinamento de direção defensiva junto à equipe da CCR Rodovias, e contará com check-up gratuito de itens das motos, como verificação do sistema elétrico das luzes, pneus, rodas, direção e freio.

 

Do total de colaboradores, a ViaQuatro contabiliza 105 motociclistas, enquanto a ViaMobilidade conta com 115 pessoas. As atividades serão realizadas no Pátio Capão Redondo, da Linha 5-Lilás, nesta quarta-feira, das 7h às 10h, e das 16h às 20h. Na quinta-feira (07), será a vez dos funcionários da Linha 4-Amarela, que receberão a atividade no Pátio Vila Sônia, nos mesmos horários.

 

“Temos números elevados de acidentes com motos em São Paulo, envolvendo tanto o piloto quanto o passageiro. A CCR tem um programa permanente de educação no trânsito para os nossos colaboradores motociclistas, buscando sempre aumentar as medidas de segurança e reduzir acidentes aos nossos colaboradores e a população, com isso buscamos sempre reforçar as medidas de segurança aos nossos funcionários”, disse Antonio Marcio Barros Silva, Diretor de Operações.

 

Segundo dados do Infosiga, sistema de monitoramento de acidentes de trânsito do governo do Estado de São Paulo, a Capital registrou 330 mortes envolvendo pilotos e garupas, entre janeiro e outubro deste ano. Em comparação ao mesmo período de 2022, quando houve o registro de 351 óbitos nas vias paulistanas, uma singela queda dos índices em 6,36%.

 

Treinamento de direção defensiva e check-up

 


Pátio Capão Redondo, da Linha 5-Lilás

Data: Quarta-feira, 06 de dezembro

Horários: 7h às 10h e 16 às 20h



Pátio Vila Sônia, da Linha 4-Amarela

Data: Quinta-feira, 07 de dezembro

Horários: 7h às 10h e 16 às 20h


A tokenização e o Drex: uma nova era de digitalização para o setor financeiro

O Brasil está em uma constante transformação tecnológica no setor financeiro. Em menos de cinco anos, os brasileiros assistiram o surgimento do Pix e do Open Finance, ferramentas que logo que foram lançadas já se tornaram parte da rotina bancária dos consumidores. A próxima novidade, com lançamento previsto para 2024, é o Drex, que promete trazer uma nova infraestrutura o setor financeiro, estimulando uma economia cada vez mais tokenizada.

O Drex estimulará e impulsionará a tokenização de ativos reais e financeiros. Com essa novidade, teremos benefícios substanciais para população que poderá comprar ativos de forma fracionada, o que não existia há poucos anos. Essa revolução pode transformar o Brasil na principal referência em inovação financeira no mundo.

“O Drex vai mudar radicalmente a forma de investir e conseguir crédito, além de agilizar e permitir mais transparência às operações. A tecnologia da criptomoeda terá integração com inteligência artificial voltada à educação financeira dos usuários, provocando uma revolução no setor”, afirma o Vice-presidente de Negócios da FIS para América Latina.


Mais que advogado, é necessário ser especialista

Como um advogado especializado pode mudar o rumo da vida de uma pessoa


O acontecimento processual do dia 29/11 envolvendo Ana Hickmann e Alexandre Correa foi uma grande tragédia, postergando ainda mais o divórcio do casal e deixando a vítima emocionalmente mais vulnerável. A crença de que por ser um advogado você pode lidar com qualquer processo é uma falácia dita por muitos.
"A dissolução do casamento por si, que permite ao casal ter o status necessário para uma nova união é dependente da vara de família, enquanto a questão da violência doméstica deve ser tratada no juizado criminal especializado em violência doméstica”. Conta a advogada Familiar Amanda Gimenes.

No entanto, o profissional que representa Ana, certamente especializado em questões empresariais, não está acostumado a lidar com as demandas específicas de um caso familiar e, principalmente envolvendo violência doméstica. O que impactou negativamente o processo, prejudicando a representação da vítima e sua busca por justiça, além de ter rendido likes e deboches pelo agressor.

Isso só demonstra como um relacionamento pode ser complexo e volátil, deixando aquela sensação de insegurança, todos pensamos que nunca vai acontecer conosco, e em momentos cruciais não estamos preparados.
Ainda por cima a solicitação de Ana Hickmann para que o Juizado Especial Criminal de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher processasse o divórcio foi negado pelo juiz, que apontou a necessidade de uma competência especializada em questões familiares para que a lei fosse aplicada nesse contexto tão complexo que é a família.

O caso Ana Hickmann e Alexandre Cardoso está assentado num casamento com patrimônio, questões de especificidade de regime de bens legal, em virtude da idade que ela se casou, guarda e convivência de filho menor e diversas outras questões extremamente especializadas que fogem da competência do juizado da violência doméstica.

Esse caso ilustra como a escolha do advogado certo, com especialização adequada na área familiar, é imprescindível para garantir uma representação eficaz e assertiva em situações sensíveis como essa. A falta de familiaridade com nuances específicas pode afetar significativamente a defesa e os direitos da vítima, reforçando a importância de escolher o profissional adequado para cada situação legal.


Amanda Gimenes Coutinho
Advogada Familiar
41 99829-4222
@adv.amandagimenes
adv.amandagimenes
www.advamandagimenes.com.br
NEO SuperQuadra - R. Heitor Stockler de França, 396 - Conjunto 1703 - Centro Cívico, Curitiba - PR, 82590-300


A chave para comunicar a não seleção de candidatos

De acordo com Alisson Souza, CEO da abler, clareza a inteligência emocional são fundamentais para evitar a expectativa dos profissionais que, muitas vezes, estão esperando uma notícia positiva do recrutador


Ao conduzir um processo seletivo, comunicar que alguns profissionais não foram selecionados é uma etapa delicada, porém crucial no ciclo de recrutamento. Esse estágio não apenas reflete a transparência e respeito pela jornada de cada pessoa candidata, mas também preserva a reputação da empresa no mercado. 

De acordo com Alisson Souza, CEO e fundador da abler, startup que tem o propósito de conectar empresas e pessoas candidatas, alguns passos podem facilitar essa comunicação. “O primeiro ponto a se ter em mente é que esse profissional, provavelmente, está passando por um momento difícil de recolocação, com uma expectativa de contratação. Por isso, é importante ter empatia, dando esse feedback pensando em como a pessoa irá receber essa informação”, relata. 

O segundo ponto é ser objetivo ao passar um feedback negativo, pois esse é um momento que pode confundir o profissional. “Quanto mais direto o feedback, mais clara fica essa negativa para a pessoa candidata. Apesar disso, ser claro não significa ter uma comunicação não emocional. É importante que essa interlocução seja positiva, trazendo pontos de melhoria para o profissional. Muitas vezes, se a pessoa candidata está com alguma expectativa, ela pode não entender ou ter alguma reação adversa àquele feedback. Portanto, é preciso ter inteligência emocional para passar uma mensagem clara e precisa”, revela.

É fundamental trazer uma justificativa completa, com os motivos que ocasionaram aquela negativa. No entanto, é necessário, também, destacar pontos positivos daquela pessoa candidata. “Ao trazer os pontos negativos que justificam essa escolha, é importante dar direcionamentos claros do que a pessoa candidata deve melhorar, para que as fraquezas se transformem em virtudes em seu currículo. Esse feedback deve ser detalhado e construtivo para a carreira daquele profissional”, pontua.

Para Alisson, os recrutadores devem saber exatamente o que levou a essa rejeição da pessoa candidata. “Ter clareza nesse motivo será a base para um feedback construtivo. Porém, só expor a razão não é suficiente. É preciso transformar esse feedback em uma oportunidade de crescimento. Se essa rejeição for uma questão comportamental, por exemplo, é importante deixar claro para a pessoa candidata quais comportamentos apresentados durante o processo seletivo não fazem sentido para aquela empresa”, declara.

Escolher o canal de comunicação em que essa negativa será apresentada também é um movimento fundamental. Segundo o especialista, e-mail e telefone são os canais mais comuns entre recrutadores e pessoas candidatas. “Por e-mail, muitas vezes, é necessário que haja ainda mais empatia ao escrever esse feedback. Afinal, a interpretação vai variar de pessoa para pessoa. É importante que esse parecer seja bem escrito, empático e objetivo para uma comunicação fluida. Por telefone, também é preciso que a comunicação seja clara, com o tom e a voz facilitando a percepção da mensagem. Ainda assim, é importante que seja um feedback empático, claro e objetivo”, relata.

O CEO acredita que o retorno negativo para as pessoas candidatas deve ser realizado o mais rápido possível. “Se um recrutador finalizou uma etapa do processo seletivo e tem em mente quais são aqueles que passarão para a próxima etapa, dar o retorno negativo para o restante dos envolvidos é o próximo passo. Esse feedback deve acontecer com agilidade, justamente para que não crie uma expectativa no profissional que, muitas vezes, está esperando uma notícia positiva do recrutador”, revela.

Mesmo com uma negativa para determinada vaga, é possível manter profissionais no banco de talentos. “Dessa forma, a empresa pode preservar um relacionamento, seja enviando e-mails que mantenham essas pessoas candidatas engajadas com a companhia ou por meio da comunicação via outros canais, expondo novas oportunidades”, finaliza.


Alisson Souza - Trabalha há 15 anos no mercado de Tecnologia, sendo os oito últimos no mercado de Recrutamento e Seleção, onde foi Gestor de Tecnologia da Informação em uma das maiores consultorias de Recrutamento e Seleção do Brasil. Pós-graduado em Startups e Future Management pela HSM University, é apaixonado por inovação, negócios digitais e R&S. No final de 2017 co-fundou a abler, plataforma para Recrutamento e Seleção (SaaS – ATS) 100% focada no aumento de produtividade e consequentemente na redução do tempo de fechamento das vagas. Neste negócio já auxiliou mais de 300 clientes a fechar 110 mil vagas na média, em 15 dias.

abler

Energia solar em casa vale à pena? 6 passos simples para calcular o retorno sobre investimento em painéis fotovoltaicos

Especialista detalha os caminhos para avaliar o real impacto no bolso do consumidor

 

Segundo levantamento recente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o Brasil superou a marca de 2 milhões de sistemas solares fotovoltaicos instalados em telhados, fachadas e pequenos terrenos pelo país. Tais resultados garantem ao abastecimento solar a segunda colocação no ranking nacional entre as maiores geradoras de eletricidade, ficando atrás apenas da hidrelétrica. 

De acordo com Luca Milani, CEO e fundador da 77Sol, mais completo ecossistema de energia solar do Brasil, a justificativa por trás do crescimento recente se dá pelo entendimento da população quanto aos benefícios da modalidade. 

“A escolha pela energia solar é cada vez mais valorizada graças a uma série de circunstâncias, que vão desde os incentivos governamentais, até a conscientização sobre fontes renováveis. Não há como negar, no entanto, que um fator essencial segue sendo o bolso. Optar pelo sistema fotovoltaico significa uma redução na conta mensal do usuário”, afirma. 

Para identificar se a economia é real em cada caso e entender o quanto pode ser economizado a partir da mudança, o especialista lista passos para comparar as condições oferecidas por um projeto fotovoltaico e checar a viabilidade do investimento. Confira:

1- Calcule o custo da eletricidade na unidade consumidora
O primeiro passo para entender se haverá economia ou não com a mudança é a visualização macro do seu custo atual com eletricidade. Para isso, leve em consideração a conta de luz mensal ou anual. É preciso ter uma ideia clara de quanto se gasta em eletricidade a cada mês ou ano para poder comparar com o valor que será economizado com o sistema solar.

2 - Avalie o custo total do projeto
O uso da energia solar, muitas vezes, exige uma adaptação no sistema de abastecimento. Isso inclui os painéis solares, o inversor, a instalação e outros equipamentos necessários. Vale ressaltar que o custo pode variar bastante dependendo da qualidade e quantidade de painéis solares, além do tamanho do sistema e da complexidade da instalação. Uma pesquisa aprofundada nesta etapa pode ajudar a garantir um melhor custo-benefício a longo prazo.

3- Estime a geração de energia anual do sistema solar
Entender o potencial energético da sua residência também é imprescindível. Tal número deve ser calculado com base na capacidade do sistema e na quantidade de luz solar que a instalação deverá receber. Para realizar o cálculo deve ser utilizado o conceito do dimensionamento solar, que nada mais é do que o planejamento prévio da instalação.

4- Multiplique a quantidade de energia gerada pelo preço médio da eletricidade
A partir desta avaliação será possível estimar o valor total da energia gerada em um ano. Este cálculo pode ser um pouco mais complicado, pois a tarifa de eletricidade varia dependendo da hora, do dia e do mês. No entanto, uma média geral já é capaz de oferecer uma ideia clara do valor da energia gerada.

5- Subtraia o valor total da energia gerada pelo custo anual da energia elétrica
Neste caso, deve-se pensar na eletricidade que seria consumida caso o sistema solar não fosse instalado. Vale o alerta para incluir todos os custos da conta de luz, incluindo impostos, taxas e tarifas adicionais.

6- Divida o investimento inicial pelo valor total economizado em um ano
O último passo irá trazer exatamente quanto tempo será necessário para recuperar o investimento inicial e começar a ter lucro com o sistema solar. Por exemplo, se o custo do sistema solar for R$ 30.000 e a economia anual na conta de luz tiver sido de R$ 6.000, o retorno sobre o investimento - o famoso ROI - acontece em cinco anos. Levando em consideração o fato dos equipamentos solares terem, em média, uma vida útil de 25 anos, por exemplo, são pelo menos 20 anos de economia.


O controle social dos orçamentos públicos

 

A efetividade e a legitimidade da participação popular no processo legislativo orçamentário 

 

      Alguns estudiosos de direito financeiro costumam criticar a falta de planejamento na elaboração dos orçamentos públicos, denominando-os de “peças de ficção”. Essa expressão refere-se ao fato de que a lei orçamentária, salvo raras exceções, cumpriria a função de mera formalidade autorizativa da despesa, sem guardar relação de pertinência com as políticas públicas, o cenário socioeconômico e a programação de longo prazo da Administração Pública.  

      As críticas quanto ao suposto caráter ficcional terminam potencializadas pela ausência de participação social no processo de aprovação das peças orçamentárias.  

      Os anseios e as dificuldades da população deveriam encontrar eco no plano de gastos da Administração Pública. Afinal, se a Constituição Federal estabelece direitos e garantias aos cidadãos, por consequência, cabe ao orçamento público fornecer a fonte de custeio para a implantação de ações governamentais hábeis ao cumprimento desses mesmos direitos e garantias.   

      Nesse sentido, em um cenário de escassez de recursos, a participação social se mostra fundamental, não só para dar a conhecer os problemas que afligem a comunidade, mas também para ajudar a definir as áreas em que os recursos públicos são mais necessários – e, posteriormente, para acompanhar a concretização desse gasto.  

      Nos termos dos arts. 165 e 166 da Constituição da República, aplicado por simetria aos Estados, Municípios e Distrito Federal, compete ao Poder Executivo elaborar a proposta do orçamento público, prevendo as despesas que pretende realizar e quantificando as receitas que lhes servirão de custeio. Terminada essa fase preliminar, a proposta é encaminhada para a aprovação do Poder Legislativo.  

      No âmbito do Parlamento, o projeto pode ser alterado. A depender da esfera da Federação, os vereadores, deputados e senadores podem apresentar emendas ao projeto, fazendo as modificações necessárias. Uma vez aprovado, o orçamento adquire o status de lei de modo que nenhum gasto pode ser realizado pela Administração Pública sem a correspondente autorização orçamentária.  

      A fase de apreciação legislativa é um momento no qual a população pode – e deve – se engajar. Na perspectiva do parágrafo único do art. 1º da Constituição, a participação direta no desenho orçamentário constitui expressão ativa do princípio democrático pelo qual o povo, livremente, escolhe os desígnios das receitas públicas e as direciona de acordo com suas preferências.  

      Aliado a isso existem, no ordenamento, regras que buscam levar a voz de todos os interessados para o centro das deliberações legislativas sobre o projeto de lei orçamentária.  

      Refiro-me ao art. 48, §1º, I, da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que prescreve o “incentivo à participação popular e realização de audiências públicas, durante os processos de elaboração e discussão dos planos, lei de diretrizes orçamentárias e orçamentos.” Reforço que, no caso dos Municípios, por força do art. 44 da Lei 10.257/2001, chamada de Estatuto das Cidades, a realização dessas audiências é condição obrigatória para aprovação das leis de orçamento.  

      O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), nas fiscalizações ordinárias que faz às Câmaras e às Prefeituras, verifica a realização dessas audiências, buscando assegurar o envolvimento da sociedade nas discussões que antecedem a aprovação do plano de gastos da Administração.   

      Durante tais vistorias, a Corte de Contas, inclusive, aprofunda seus exames, analisando até mesmo o horário de realização das reuniões para recomendar que estas ocorram fora do expediente comercial no intuito de possibilitar a mais ampla participação dos cidadãos.  

      Evidentemente, essa legislação pode ser aprimorada, prevendo, por exemplo, procedimentos mais uniformes e detalhados do funcionamento de tais audiências, seja para racionalizar os debates e discussões, seja para garantir que as propostas emanadas da participação popular venham a ser incluídas no corpo das peças orçamentárias.  

      Não se pode deixar de reconhecer, contudo, que o direito brasileiro conta com institutos de controle social do orçamento. Assim, eventual baixo engajamento da sociedade no processo orçamentário não deve ser atribuído à ausência de previsão normativa. 

       Talvez a falta de informações sobre o direito dos cidadãos de influenciar nesse processo, somada a um certo descrédito sobre a anuência dos legisladores às propostas apresentadas, possa explicar a baixa adesão da sociedade nas audiências públicas sobre os orçamentos.  

      Logo, cumpre aos eleitos para representar a vontade do povo informar a coletividade sobre essa prerrogativa, utilizando para esse fim todas as ferramentas tecnológicas à disposição, radicalizando na transparência. Também, faz-se necessário que os legisladores tomem consciência de que as proposições dos cidadãos não têm natureza suplementar e acessória, mas traduzem expectativas legítimas que devem ser consideradas e, na medida do possível, contempladas pelas leis orçamentárias. 

  

Dimas Ramalho - Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) 

 

Tributação sobre Streaming: Especialista em negócios e cultura pop comenta sobre projetos de lei que visam aumentar os impostos sobre seus filmes e séries favoritos.

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Na era digital, onde serviços de streaming como Netflix, Amazon Prime Video e YouTube se tornaram essenciais para o entretenimento, surge um novo desafio: a regulação e tributação dessas plataformas. Recentemente, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, em primeira votação, o Projeto de Lei 2331/2022, que cria uma cota de conteúdo nacional para serviços de streaming e autoriza a cobrança da Condecine sobre essas plataformas. Além disso, o projeto propõe regras para estimular o consumo e a produção de obras nacionais.

Para entender mais sobre a repercussão desse tema, o professor universitário e especialista em negócios e cultura pop, André Charone, explica os possíveis impactos dessa medida.



A Escalada Tributária da Condecine

Charone destaca que, segundo o projeto aprovado, em primeira votação, no Senado a alíquota da Condecine seria de até 3% sobre a receita bruta anual das empresas no Brasil. Empresas com receita bruta anual inferior a R$ 4,8 milhões estariam isentas, enquanto as com receitas entre R$ 4,8 milhões e R$ 96 milhões seriam taxadas a 1,5%, e aquelas com receitas superiores a R$ 96 milhões enfrentariam a alíquota de 3%.

Enquanto o projeto da CAE aguarda votação na Câmara, outro projeto, o PL 8889/2017, também busca regulamentar os serviços de vídeo sob demanda. A disputa entre essas propostas reflete a complexidade do tema.

As Propostas do Ministério da Cultura: Aumento de Alíquota e Redução de Incentivos

O projeto inicialmente propôs uma alíquota de 3%, mas André alerta que o Ministério da Cultura defende um aumento para 4%, visando, segundo suas alegações, um maior aporte de recursos para o desenvolvimento do setor audiovisual no país. Contudo, para o professor, essa proposta mais elevada suscita dúvidas quanto à eficácia da medida.

Além disso, surge a questão crítica sobre a destinação real desses recursos. Em um contexto político muitas vezes marcado por questões de transparência e desvio de verbas, a incerteza paira sobre a efetiva aplicação desses fundos para o incentivo à produção nacional. “Será que, de fato, esses recursos contribuirão para a criação e promoção de conteúdo genuinamente brasileiro, ou corremos o risco de vê-los desviados para outros propósitos, em uma narrativa já conhecida de favorecimento dos ‘amigos do rei’?”, indaga André.



Impactos e Desafios para a Indústria do Streaming

A proposta de cota de conteúdo nacional também coloca obrigações significativas sobre as plataformas, que devem manter uma reserva mínima de produções brasileiras em seus catálogos. Além disso, a necessidade de credenciamento junto à Agência Nacional do Cinema (Ancine) e o pagamento anual da Condecine levantam questões operacionais para as empresas.

Sobre o aspecto tributário, o especialista alerta que o risco é que esses custos adicionais sejam, inevitavelmente, repassados para os consumidores, resultando em um possível aumento nos preços dos serviços de streaming. Em um país onde a acessibilidade cultural é um desafio, a imposição de taxas adicionais pode alienar parte do público que busca entretenimento acessível e diversificado.

“Vale ressaltar que o mercado de streaming é muito recente e até mesmo empresas consolidadas mundialmente, como a Disney ou a Warner, estão tendo dificuldade para se manter lucrativas nesse segmento. Recentemente, a própria Netflix, pioneira no setor, precisou aumentar as suas mensalidades”, comenta Charone. Sem dúvidas, um custo adicional com a criação de um novo tributo seria prejudicial.



O Futuro da Indústria Audiovisual

Enquanto a regulação dos serviços de streaming é debatida no Congresso, é crucial encontrar um equilíbrio entre incentivar a produção nacional e garantir a sustentabilidade econômica das plataformas. O desafio é criar um arcabouço legal que promova a diversidade cultural sem prejudicar a inovação e a acessibilidade desses serviços.

Ao discutirmos a instituição da Condecine nos serviços de streaming, é crucial lembrar que, no final, é o consumidor que se torna o protagonista dessa narrativa tributária. Cabe a nós, espectadores, questionar não apenas o impacto nos nossos bolsos, mas também o destino desse tributo em um cenário político repleto de incertezas.

Enquanto aguardamos o desfecho dessa trama, é fundamental manter os olhos abertos para as nuances dessa jornada tributária, na esperança de que o entretenimento continue a prosperar em um ambiente cultural diversificado e transparente.



André Charone -contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA). É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e dezenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional. André lançou dois livros com o tema “Negócios de Nerd”, que na primeira versão vendeu mais de 10 mil exemplares. Os livros trazem lições de gestão e contabilidade, baseados em desenhos e ícones da cultura pop.
Instagram: @andrecharone

 

Como lidar com as dificuldades e voltar a estudar?


Concluir os estudos no Brasil está mais para sonho do que para realidade. De acordo com a pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), pelo menos 50% dos jovens brasileiros de 16 a 24 anos param de estudar para trabalhar. Dentro dessa amostragem, 36% abandonaram os estudos para manter a família e 18% por conta de gravidez. O levantamento foi realizado em maio de 2023 e considerou 2.007 brasileiros entrevistados, com idade acima de 16 anos em todo o território nacional.

 

Seja uma pausa curta, seja uma pausa longa, o fato é que acaba sendo muito difícil retornar. “A primeira coisa que é preciso ter em mente é que nunca é tarde para começar. É possível retomar os estudos de onde você parou ou até mesmo optar por algum outro curso, modalidade ou horário para estar em sala de aula. O importante é contar com organização e se planejar adequadamente para dar conta de todas as tarefas que a decisão exige” explica a diretora geral do Curso Evidente, Deborah Fracischelli Amoni.

 

Mas o esforço compensa. Voltar a estudar oferece inúmeras vantagens, entre elas: o estudante pode aproveitar para ampliar a sua rede de contatos, ganhar diferencial competitivo no mercado de trabalho e desenvolver cada vez mais a carreira pessoal e profissional.

 

E para lidar com as dificuldades e voltar a estudar, Deborah selecionou dicas para melhorar as chances de sucesso nessa empreitada. Confira:


 

Trace objetivos claros e precisos


Ter uma meta é o primeiro passo para retomar os estudos e para não desistir na primeira dificuldade que aparecer. O objetivo do passado, de quando houve interrupção dos estudos, deve ser revisitado, mas é importante lembrar que a pessoal de hoje é outra, com outros anseios e desejos.

 

E dentro desse contexto, vale considerar: quais são os seus objetivos? O que você quer fazer após concluir os estudos? Você quer estudar por satisfação pessoal ou por necessidade? O quanto o certificado do Ensino Médio pode impactar na sua vida? São perguntas importantes que podem trazer luz ao objetivo final.


 

Superando preconceitos 


Idade, condição social e financeira, gênero, muitas vezes o preconceito sofrido ou o medo de sofrê-lo pode ser uma barreira que impede pessoas de voltarem a estudar. Não deixe o sentimento de inferioridade te sobrepujar e impedir a realização de seu sonho. Os estudos são sempre um facilitador do caminho e não devem ser vistos como um fator limitante. 


 

Veja quais são as melhores opções para você 


Avalie a disponibilidade para os estudos na rotina diária e quais ajustes podem ou precisam ser feitos. Por meio de exames supletivos, é possível concluir os estudos com apenas uma prova, estudando apenas 1x por semana, mas para isso também é necessário dedicação. 


 

Planejamento


Organização e planejamento são a base para tudo na vida. Um objetivo como a conclusão dos estudos exige dedicação e disciplina, estudar nas horas em que se programar para estudar e não deixar para o acaso, organizando quais conteúdos precisam ser estudados.


 

Começar é o mais difícil 

Manter o foco e a determinação durante o caminho podem ser desafiadores, mas tomar a decisão e dar o primeiro passo é o mais importante.

 

Curso Evidente


Saiba quais são os principais gastos de final de ano que endividam os brasileiros

Especialista da Simplic conta como se preparar para as despesas desta época do ano e traz dicas para aproveitar as festas sem se endividar

 



Com o fim do ano chegando, os brasileiros se preparam para o amigo secreto, a compra de presentes, as confraternizações, viagens em família, ceias de Natal e Réveillon. São muitos eventos que podem tirar o orçamento da rota e trazer dívidas para o novo ano, comprometendo a renda por algum tempo.

Apesar do 13º salário, o fim do ano vem acompanhando de muitos gastos, deixando muita gente atrapalhada e endividada. “É preciso ter cautela e um planejamento financeiro eficiente”, alerta Thaíne Clemente, executiva de Estratégias e Operações da Simplic, fintech de crédito pessoal 100% online.

A executiva elenca as principais despesas de fim de ano e como se preparar para elas. Confira:


Presentes para amigo secreto e familiares

Eventos sociais, como amigo secreto e confraternização entre funcionários, são comuns e até esperados no fim do ano. O ideal é estipular um valor para gastar com essas lembranças sem peso na consciência. A dica vale também para festas em família; aqui, fique atento e seja realista quanto ao seu orçamento para não contrair dívidas desnecessárias.


Ceia de Natal e Ano Novo

A hora mais esperada da noite é, sem dúvida, a ceia de Natal, momento em que todos se reúnem para ter a melhor de todas as refeições em família. Mas é também a época do ano em que os alimentos estão com os preços mais altos, especialmente aqueles tradicionais da celebração. “Pesquisar os preços das bebidas e dos itens não perecíveis é essencial, até mesmo comprar antes, se possível. Caso a comemoração seja grande, cada um pode contribuir com um valor ou um prato para não pesar no bolso de nenhum convidado”, alerta Thaíne.


Viagens e passeios

Após um ano corrido, com trabalho, escola e outros eventos, uma viagem ou um passeio prolongado é o merecido descanso que todos almejam. A solução é se programar, comprar pacotes de viagem e ingressos de atrações antecipadamente. Assim, ao chegar, já estará tudo pago.


Dica bônus para entrar em 2024 de branco e não no vermelho

Thaíne recomenda algumas ações essenciais para não contrair dívidas no último mês do ano. A primeira é: tenha uma planilha com todas as suas fontes de renda e despesas, ou use um aplicativo para controle financeiro. Dessa forma, é possível ter uma visão geral dos gastos e percorrer o caminho do dinheiro, entendendo quanto está sendo gasto em cada categoria e quanto está sobrando.

A especialista indica também quitar dívidas, se for possível; afinal, para fazer uma nova compra sem se atrapalhar, é ideal estar com as contas em dia. Além disso, sempre prefira fazer compras à vista, escolhendo itens que caibam no seu orçamento. Se comprar um presente caro, opte por comprá-lo com antecedência para evitar que as parcelas te acompanhem até o final do ano.

Por último, Thaine recomenda usar o dinheiro extra com sabedoria. “Se estiver com os débitos em dia, prefira usar o 13º salário para formar sua reserva de emergência e fazer o planejamento financeiro para os gastos do início do próximo ano. E continue usando a planilha de gastos ou app”, finaliza.


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