De acordo com
Alisson Souza, CEO da abler, clareza a inteligência emocional são fundamentais
para evitar a expectativa dos profissionais que, muitas vezes, estão esperando
uma notícia positiva do recrutador
Ao conduzir um processo seletivo, comunicar que
alguns profissionais não foram selecionados é uma etapa delicada, porém crucial
no ciclo de recrutamento. Esse estágio não apenas reflete a transparência e
respeito pela jornada de cada pessoa candidata, mas também preserva a reputação
da empresa no mercado.
De acordo com Alisson Souza, CEO e fundador da abler,
startup que tem o propósito de conectar empresas e pessoas candidatas, alguns
passos podem facilitar essa comunicação. “O primeiro ponto a se ter em mente é
que esse profissional, provavelmente, está passando por um momento difícil de
recolocação, com uma expectativa de contratação. Por isso, é importante ter
empatia, dando esse feedback pensando em como a pessoa irá receber essa
informação”, relata.
O segundo ponto é ser objetivo ao passar um
feedback negativo, pois esse é um momento que pode confundir o profissional.
“Quanto mais direto o feedback, mais clara fica essa negativa para a pessoa
candidata. Apesar disso, ser claro não significa ter uma comunicação não
emocional. É importante que essa interlocução seja positiva, trazendo pontos de
melhoria para o profissional. Muitas vezes, se a pessoa candidata está com
alguma expectativa, ela pode não entender ou ter alguma reação adversa àquele
feedback. Portanto, é preciso ter inteligência emocional para passar uma
mensagem clara e precisa”, revela.
É fundamental trazer uma justificativa completa,
com os motivos que ocasionaram aquela negativa. No entanto, é necessário,
também, destacar pontos positivos daquela pessoa candidata. “Ao trazer os
pontos negativos que justificam essa escolha, é importante dar direcionamentos
claros do que a pessoa candidata deve melhorar, para que as fraquezas se
transformem em virtudes em seu currículo. Esse feedback deve ser detalhado e
construtivo para a carreira daquele profissional”, pontua.
Para Alisson, os recrutadores devem saber
exatamente o que levou a essa rejeição da pessoa candidata. “Ter clareza nesse
motivo será a base para um feedback construtivo. Porém, só expor a razão não é
suficiente. É preciso transformar esse feedback em uma oportunidade de
crescimento. Se essa rejeição for uma questão comportamental, por exemplo, é
importante deixar claro para a pessoa candidata quais comportamentos
apresentados durante o processo seletivo não fazem sentido para aquela
empresa”, declara.
Escolher o canal de comunicação em que essa
negativa será apresentada também é um movimento fundamental. Segundo o
especialista, e-mail e telefone são os canais mais comuns entre recrutadores e
pessoas candidatas. “Por e-mail, muitas vezes, é necessário que haja ainda mais
empatia ao escrever esse feedback. Afinal, a interpretação vai variar de pessoa
para pessoa. É importante que esse parecer seja bem escrito, empático e
objetivo para uma comunicação fluida. Por telefone, também é preciso que a
comunicação seja clara, com o tom e a voz facilitando a percepção da mensagem.
Ainda assim, é importante que seja um feedback empático, claro e objetivo”,
relata.
O CEO acredita que o retorno negativo para as
pessoas candidatas deve ser realizado o mais rápido possível. “Se um recrutador
finalizou uma etapa do processo seletivo e tem em mente quais são aqueles que
passarão para a próxima etapa, dar o retorno negativo para o restante dos
envolvidos é o próximo passo. Esse feedback deve acontecer com agilidade,
justamente para que não crie uma expectativa no profissional que, muitas vezes,
está esperando uma notícia positiva do recrutador”, revela.
Mesmo com uma negativa para determinada vaga, é
possível manter profissionais no banco de talentos. “Dessa forma, a empresa
pode preservar um relacionamento, seja enviando e-mails que mantenham essas
pessoas candidatas engajadas com a companhia ou por meio da comunicação via
outros canais, expondo novas oportunidades”, finaliza.
abler
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