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terça-feira, 8 de junho de 2021

Parosmia: o que é e como tratar a disfunção causada pela Covid-19

Sequela atinge sentidos básicos, como o olfato

 

Comida com cheiro de lixo, café com odor bem diferente do normal e produtos de limpeza com cheiro ruim? Esses sintomas são comuns de quem foi acometido pela Covid-19 e está se recuperando da doença, mas ainda sofre com as sequelas do vírus. O que poucos sabem é que o nome científico desta disfunção é Parosmia. 

Essa condição, que é conhecida muito antes da pandemia, pode também ser causada por outras infecções virais, como resfriados e gripes, golpes na cabeça ou no rosto que danificam alguma parte do sistema olfativo e, até mesmo, sem motivo aparente. 

“A Parosmia, popularmente falando, é a falta de sensibilidade do olfato depois de um período conturbado, assim como depois de tirar o gesso do braço a pessoa ainda não o tem funcionando total. O vírus danifica as terminações nervosas do nariz e o cérebro fica incapaz de perceber os cheiros reais”, explica Mariana Castro de Souza, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera. 

Ao explicar com os termos técnicos, a coordenadora diz que “a explicação desse sintoma é que sentimos o cheiro pelos filetes olfatórios que estão no teto do nariz, junto à base do crânio. Eles ficam ali porque são sustentados por células que possuem ECA-2, enzimas conversoras da angiotensina 2, que têm na sua superfície receptores para uma das proteínas que o vírus da Covid-19 possui, a proteína S. A partir dessa conexão, o vírus identifica o receptor, entra na célula e a destrói, causando a hiposmia ou anosmia, que é a falta do olfato”. 

“Mesmo o paciente já curado, todo esse processo faz com que aconteça uma ‘bagunça’ em sentidos básicos do cérebro como o olfato, ocorrendo, então, a parosmia. Ela afeta as terminações nervosas da região nasal, encaminhando sinais errados para a nossa cabeça. Isso acaba deixando a memória básica um pouco distorcida e os cheiros ficam estranhos”, completa Mariana. 

Vale lembrar que a Parosmia é uma disfunção temporária, porém a recuperação total do olfato pode levar até seis meses. Entretanto, o processo pode ser acelerado com a procura de profissionais como enfermeiros e médicos otorrinolaringologistas, que auxiliam o paciente no tratamento a partir do 14º dia com a Covid-19. Estes tratamentos podem ser realizados por meio de sessões de treinamento olfatório, com a recuperação dos sentidos básicos. 

 

O TRATAMENTO 

O tratamento, que sempre deve ser acompanhado de um profissional, consiste em sentir diferentes cheiros. O treinamento olfativo pode ser feito pelo menos duas vezes ao dia em que se inala odores por volta de vinte segundos concentrando no que está cheirando. “Dessa forma, vai forçando o cérebro a entender que tipo de odor é aquele”, de acordo com a especialista. 

“Importante fazer tudo com muito cuidado junto com o especialista para não dar dor de cabeça ou outros sintomas. No algodão ou em um pedaço de papel, coloque cerca de 30 a 40 gotas do odor que preferir, pode ser óleo de lavanda, eucalipto, cravo, entre outros. Além disso, pode também usar potes com sabão em pó, orégano ou até mesmo chocolate”, finaliza a coordenadora.

O intuito do tratamento é acionar o cérebro com os cheiros e, com o tempo, ele vai assimilando melhor as suas características para ser identificado.

 

 

Anhanguera

anhanguera.comblog.anhanguera.com.

 

Kroton 

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Novo tratamento breca a miopia em crianças

Lente de contato diminui até 55% a progressão da miopia acelerada pela conexão à internet na pandemia. Entenda.


 

A pandemia aumentou em 80% o tempo que o brasileiro fica conectado à internet, comparado a 2016. Em média, hoje passamos 9:29 horas/dia conectados, contra 5:14 horas/dia em 2016. É o que mostra um estudo da Hootsuite, referência em pesquisa no setor. Pior: Hoje o maior problema de saúde pública relacionado à visão é a miopia, dificuldade de enxergar à distância que está em expansão no mundo todo e tem no abuso das telas um importante fator de risco. 

De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier a boa notícia é que acaba de chegar ao Brasil uma lente de contato que diminui até 55% a progressão da miopia em crianças. Por enquanto, são poucos os oftalmologistas no País com certificação para adaptar a nova lente. Queiroz Neto é um deles. A indicação ideal, comenta, são crianças de 8 a 12 anos. “Por prevenção, recentemente adaptei em um paciente de 6 anos que na primeira consulta foi diagnosticado com 4,5 de miopia”, afirma.  “Tomei esta decisão porque já é bem conhecido pela Oftalmologia que quanto antes a miopia é contraída, maior a necessidade de controlar a progressão para evitar a perda da visão na idade adulta, decorrente de doenças relacionadas à alta miopia. 

Este foi o caso de D. P. (45) que aos 32 perdeu a visão de um olho por descolamento de retina. Ela conta que descobriu a miopia aos 3 anos quando recebeu o diagnóstico de 3 graus. Sofreu bastante com a visão porque tinha diferença de grau entre os olhos e estrabismo. Na infância usou um tampão no olho de melhor visão para não perder o outro. Mesmo assim atingiu 19 graus de miopia quando sofreu o descolamento de retina aos 32 anos. “Perder um olho é muito traumático mesmo quando você não enxerga quase nada com ele. O impacto psicológico do descolamento de retina foi grande. Tive de abandonar a profissão e hoje trabalho como cuidadora de idosos. Tenho duas filhas e não posso me entregar”, conclui. 

Queiroz Neto alerta que na pandemia o confinamento somado à substituição das aulas presenciais pelo ensino online faz a miopia passar despercebida pelas mães e crianças porque só a visão de perto é exigida. O problema é que cada hora adicional de conexão à internet aumenta a predisposição das crianças à miopia que geralmente aparece até a idade de 10 anos quando o olho completa seu desenvolvimento.  Por isso, nesta fase o excesso de esforço visual para perto provoca stress nos músculos ciliares que respondem pela alternância de foco para as várias distâncias e pode deixar a focalização acomodada só para perto.

 

Prevenção

O especialista explica que o olho sofre duas alterações relacionadas à miopia. Uma é a perda do formato esférico da córnea, lente externa, que se torna mais curva que o normal. Por isso, invés das imagens se formarem na retina, se formam na frente e tudo o que está distante fica desfocado.

 A outra é o crescimento acima do normal do comprimento axial, distância entre a parte da frente e o fundo do olho, que fragiliza a retina. Quanto mais alta a miopia, maior é o comprimento axial que aumenta em 30% o risco de descolamento de retina, 57% de maculopatia miópica, 21% de catarata subcapsular e 20% de glaucoma. 

Queiroz neto explica que o formato da lente convencional para correção da miopia é diferente do formato da retina.  Por isso, enquanto a porção central da lente focaliza as imagens na mácula, porção central da retina responsável pela visão de detalhes, a periferia projeta a imagem atrás da retina e isso estimula o crescimento do olho.

“A nova lente corrige este problema através de dois arcos na periferia que projetam a imagem periférica na frente da retina. Esta alteração na engenharia da nova lente controla o crescimento do olho e a progressão da miopia”, afirma. 

O oftalmologista ressalta que tratamento preventivo pode ser reforçado com 15 minutos diários de sol. Isso porque, a radiação UV (ultravioleta) emitida pelo sol fortalece a esclera, parte branca do olho, e dificulta a alteração na curvatura que faz as imagens se formarem na frente da retina. “O sol também ajuda a regular o crescimento do olho porque estimula a produção de dopamina, hormônio do bem-estar, essencial neste monitoramento.

Outras dicas do especialista são: orientar as crianças a olhar para pontos distantes com frequência quando estiverem navegando na internet, piscar mais intercalar o uso dos equipamentos com outras atividades sempre que possível. “Depois do início da alfabetização o ideal é que toda criança passe anualmente por uma consulta oftalmológica, principalmente com os novos riscos da vida digital”, conclui.


Pandemia de Covid-19 pode atrasar diagnóstico de autismo e evolução no tratamento

Acompanhamento dos pais é essencial na identificação de sinais característicos nas crianças. Pediatra ressalta a necessidade de acompanhamento médico e terapêutico aos pacientes já diagnosticados

 

O autismo é um transtorno de desenvolvimento neurológico que atinge uma em cada 270 crianças no mundo, de acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). O cenário provocado pela pandemia do novo coronavírus tem dificultado o acesso ao acesso ao diagnóstico, bem como às terapias de desenvolvimento, aumentando os obstáculos para que as pessoas com autismo usufruam desses direitos. Caracterizada por dificuldades de comunicação e interação social e pela presença de comportamentos e/ou interesses repetitivos ou restritos, essa condição apresenta variações quanto à gravidade de como os sintomas do transtorno podem se apresentar em cada pessoa. 

O primeiro diagnóstico do autismo ainda ocorre no Brasil por volta dos seis anos de vida da criança, o que é considerado tardio. “A partir dos 16 meses de vida já é possível identificar o risco de autismo nas crianças. A Sociedade Brasileira de Pediatria indica um questionário de triagem que os pais podem responder e que pode ajudar o especialista a identificar riscos de alterações no desenvolvimento da criança. Caso o teste identifique alto risco, o paciente ainda tem de ser submetido a outras avaliações para o diagnóstico de autismo. Apesar de permanente, a intervenção precoce é importante para alterar o prognóstico e suavizar os sintomas, minimizando os impactos do autismo para o paciente”, aponta Camila Batista Andrade Elmauer, pediatra da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. 

Camila reforça também a importância da necessidade de acompanhamento especializado o quanto antes para que o paciente possa se beneficiar. “Até os 24 meses de vida, o cérebro da criança é muito plástico, pode se adaptar e fazer novas conexões, o que ajuda muito no desenvolvimento. Com a pandemia de Covid-19, nós sentimos que até mesmo a procura por consultas de rotina diminuiu. É por isso que ferramentas como a teleconsulta são tão importantes, pois a demora na intervenção pode ser crucial para os resultados e, por consequência, para a qualidade de vida da criança”, ressalta a pediatra. 

Alguns dos sinais de alerta que costumam se manifestar em crianças com o transtorno do espectro autista são: a dificuldade de interação com outras pessoas tanto na comunicação verbal (manifesta algum tipo dificuldade de fala e de compreensão) quanto na interação social – por exemplo a criança não sorri de volta, não aponta para pedir algum objeto ou não atende quando alguém a chama pelo nome. Movimentos repetitivos e desconforto com ambientes ruidosos ou com muitos estímulos visuais também podem ser sinais que devem ser comunicados aos médicos. 

Outra questão que tem se agravado com a pandemia de Covid-19 é que a ansiedade tem crescido entre as crianças, em especial entre as que possuem transtornos do espectro autista. Camila destaca que os pais e responsáveis devem redobrar a atenção aos sinais de ansiedade ou demais transtornos psiquiátricos. “A pandemia já altera a rotina, o que aumenta a ansiedade em pacientes pediátricos, mas isso é mais exacerbado entre os autistas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, mais de 80% dos pacientes em acompanhamento com esse transtorno podem ter manifestações de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), depressão e ansiedade. Os pais precisam observar se há mudanças de sono, alterações sensoriais como sensibilidade ao som, aumento na seletividade alimentar, comportamentos de repetição como as estereotipias (sons ou movimentos repetitivos compulsivos, muitas vezes de difícil controle, conhecidos como tiques nervosos), pois eles indicam que há algo incomodando a criança”, reforça a pediatra. 

No caso das crianças já diagnosticadas com algum transtorno do espectro autista e que sejam acompanhadas por profissionais, a atenção deve ser aos progressos que ela já havia conquistado e possíveis regressões. “Esse comportamento já manifesta sinais de sofrimento dessas crianças. Como o espectro é amplo, é essencial reportar ao médico como a criança estava evoluindo, seja com uma imitação ou o retorno do sorriso social, e também notar o retorno aos padrões anteriores, como os movimentos repetitivos em busca de acalmar a mente. O ideal então, nesses casos, é retomar as terapias para que ele possa voltar a evoluir e diminuir o estresse”, explica a médica da BP. 

Além do suporte familiar e escolar, as terapias (fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional, dentre outras) podem ajudar muito na melhora da independência e na comunicação do paciente. Com o isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19, a maioria dessas terapias passou a ser realizada remotamente, mas em alguns casos o acompanhamento presencial pode ser necessário. Algumas medidas podem ser adotadas para minimizar riscos em caso de necessidade de atendimento presencial. “Observar as adaptações do local como espaçamento nos agendamentos, medidas de higiene como disponibilização de álcool em gel e distanciamento são importantes. O uso de máscara pelos pais, responsáveis, médicos e terapeutas deve ser essencial e, caso tolerado, pelo paciente. É necessário avaliar os riscos e benefícios e sempre tomar todos os cuidados necessários”, finaliza Camila.

 

Beneficência Portuguesa de São Paulo


Artroplastia e exercícios físicos: indicações e contraindicações após o implante de prótese de joelho

A imagem não representa um paciente real
Uma das causas da osteoartrose no joelho é o excesso de exercícios físicos de alto impacto por um longo período. Com o passar dos anos, ex-atletas de alta performance e amadores podem sofrer com dores, rigidez e dificuldade nos movimentos, devido ao desgaste da cartilagem que amortece os ossos do joelho. Nesses casos, as cirurgias para implante de prótese, chamadas de artroplastia, são seguras e efetivas para aliviar as dores, proporcionando a melhora da função e, consequentemente, da qualidade de vida do paciente.


Entretanto, os adeptos de atividades físicas ainda têm dúvidas em relação ao que pode ser praticado depois da artroplastia. Em geral, são permitidos exercícios de baixo impacto, mas cada caso precisa ser avaliado individualmente pelo cirurgião e a retomada deve ser feita de forma gradual, respeitando o período pós-operatório indicado pelo médico, e com acompanhamento de fisioterapeutas e educadores físicos. Mais de 90% das pessoas que passam pelo procedimento sentem uma enorme redução das dores no joelho e uma significativa melhora na capacidade de realizar as atividades comuns do dia a dia.

De acordo com a Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (AAOS - American Academy of Orthopaedic Surgeons), entre as atividades realísticas depois da artroplastia total de joelho (ATJ) estão caminhadas sem limite de distância, natação, golfe, trilhas leves, ciclismo e dança de salão, que apresentam risco reduzido de quedas e torções. A musculação também é possível, desde que orientada pelo cirurgião e fisioterapeuta, para que seja respeitado o arco de movimento da prótese e não haja sobrecarga.

Estudos apontam que a maioria dos pacientes que participou de alguma atividade física regular antes da ATJ retornou à prática esportiva após a cirurgia, sendo mais comuns os esportes de baixo impacto. O nível de atividade física não depende da dor e dos sintomas pós-operatórios, mas da satisfação com a cirurgia, motivação e capacidade funcional dos indivíduos. Assim, o retorno ao esporte não só é possível como é recomendado em níveis recreativos, e um paciente colaborativo, instruído e com preparo adequado de condicionamento físico, pode melhorar tanto no nível funcional e cardiovascular quanto no psicológico, com aumento da autoestima e da qualidade de vida.

Especialistas também destacam que, com o uso e a atividade normais, as próteses de joelho apresentam desgaste no espaçador plástico. O excesso de atividades ou de peso pode acelerar esse desgaste natural e fazer com que a prótese se afrouxe e fique dolorosa. Por isso, muitos cirurgiões aconselham evitar atividades como corridas, trotes, saltos ou outros esportes de alto impacto, pelo resto da vida, após a cirurgia.

Tecnologia traz mais precisão e sucesso aos procedimentos
Uma cirurgia de joelho bem-sucedida depende da habilidade do cirurgião, da qualidade da prótese, da estrutura hospitalar e dos instrumentais utilizados. Com o avanço da tecnologia, as próteses estão cada vez mais eficientes, proporcionando conforto, segurança e mobilidade aos pacientes, após o implante. Por outro lado, a medicina robótica passou a auxiliar os cirurgiões a ter a máxima precisão nos procedimentos de artroplastia total do joelho, possibilitando uma recuperação mais rápida do paciente, assim como o retorno à rotina de atividades diárias, no pós-operatório.

Entre as premissas de uma artroplastia de sucesso está a precisão submilimétrica nas incisões para a substituição da articulação. Recém-chegado ao país, o ROSA® Knee System, um sistema cirúrgico assistido por robô, tem ajudado os cirurgiões a otimizar a eficiência do planejamento e execução das cirurgias. Desenvolvido pela multinacional americana Zimmer Biomet, o sistema fornece uma análise contínua de dados para auxiliar na tomada de decisões complexas, permitindo que os cirurgiões usem a tecnologia de computador e software para posicionar os instrumentos cirúrgicos com grande precisão, durante os procedimentos.

Reconhecimento internacional
O ROSA® Knee acaba de ser reconhecido como "Melhor Solução de Tecnologia em Ortopedia", ao receber o prêmio MedTech Breakthrough 2021. Anualmente, essa organização independente de inteligência de mercado reconhece as empresas e soluções que mais se destacam na área da saúde, em âmbito global. Os requisitos avaliados são inovação, performance, facilidade de uso, funcionalidade, valor agregado e impacto.

 

Sobre o ROSA® Knee
O ROSA® Knee é um sistema cirúrgico assistido por robô, projetado para ajudar os cirurgiões na realização da cirurgia de substituição total do joelho, com recursos para auxiliar nas ressecções ósseas, bem como avaliar o estado dos tecidos moles para facilitar o posicionamento do implante no período intraoperatório. O sistema fornece uma análise contínua de dados para auxiliar na tomada de decisões complexas e permite que os cirurgiões usem a tecnologia de computador e software para posicionar instrumentos cirúrgicos, permitindo grande precisão durante os procedimentos. O ROSA® Knee apresenta o protocolo de imagem X-Atlas™ - que fornece imagens pré-operatórias baseadas em raios-X para criar um modelo 3D e plano da anatomia óssea de um paciente - e mapeamento intraoperatório em tempo real da anatomia e movimento de um paciente, para ajudar os cirurgiões a personalizarem procedimentos e otimizarem a colocação do implante.




 Zimmer Biomet

www.zimmerbiomet.com

https://linkedin.com/showcase/zimmerbiometbrasil .

 

Referências:
AAOS (American Academy of Orthopaedic Surgeons): Artroplastia total de joelho
Artigo de revisão sistemática: Retorno ao esporte após artroplastia total do joelho
https://www.scielo.br/pdf/rbme/v23n2/1517-8692-rbme-23-02-00160.pdf


Atualização de protocolo de tratamento para asma no SUS representa melhora no tratamento de pacientes graves

O PCDT de asma foi atualizado em 2013, e desde então, novos medicamentos chegaram ao Brasil. No entanto, eles não podem ser prescritos pois não fazem parte do protocolo de tratamento do SUS

 

Os pacientes com asma, doença crônica que atinge cerca de 20 milhões de pessoas no Brasil1 e é responsável pelo óbito de cerca de 3 mil pessoas2 ao ano, que recorrem ao SUS (Sistema Único de Saúde) não estão sendo submetidos ao tratamento mais atualizado. Isso porque o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), que determina as melhores estratégias para diagnóstico, tratamento e monitoramento da doença, não é revisado desde 2013.

A ausência de novas diretrizes para a asma, sobretudo a grave – que é, inclusive, fator de risco para a Covid19 – impacta de forma significativa a saúde pública. Isso por que pacientes com asma grave não controlada procuram seis vezes mais a unidade de emergência médica e são dez vezes mais hospitalizados que os pacientes com asma grave controlada.2,3

A ausência de atualização do PCDT significa que, desde 2013, os novos medicamentos aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entre eles terapias biológicas, ainda estão de fora da linha de tratamento oferecida pelo SUS. Por isso, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) está avaliando a atualização deste PCDT e convida a sociedade civil para contribuir por meio da consulta pública nº 39, aberta entre 27 de maio a 15 de junho de 20213.

Para que os pacientes tenham acesso gratuito a um novo medicamento, ele precisa estar incorporado ao SUS. No entanto, a inclusão de um novo medicamento no sistema público de saúde não garante sua inserção automática no protocolo de tratamento. Para isso, o PCDT da doença precisa ser atualizado com certa frequência, para que as novas terapias não fiquem de fora do protocolo de tratamento e o médico tenha mais opções na hora de decidir o melhor caminho a seguir com cada paciente.

A Dra. Zuleid Mattar, pediatra, membro fundador e atual presidente da Associação Brasileira de Asmáticos (ABRA), explica por que o PCDT da asma precisa ser atualizado. “Nos últimos sete anos, já tivemos a aprovação de terapias avançadas que beneficiariam muitos pacientes do SUS que sofrem com a dificuldade de controlar os sintomas da asma, especialmente, os que têm asma alérgica grave”, afirma a médica. Quando um medicamento não faz parte do PCDT, os médicos do SUS não podem prescrevê-los. “É complicado saber que existem terapias mais novas e mais avançadas que não podem ser incluídas no plano de tratamento de pacientes atendidos pelo SUS”, completa. 

A asma é uma doença que atinge adultos e crianças, impactando na qualidade de vida dos pacientes quando não controlada1. Segundo dados do Ministério da Saúde (MS), as complicações provocadas pela doença causam cerca de 350 mil internações por ano, via SUS4. Por isso, é importante procurar ajuda médica especializada ao perceber sintomas como falta de ar, tosse, chiado, despertar noturno e cansaço1. O pneumologista é o profissional que cuida dos casos de asma e poderá orientar o paciente quanto ao melhor tratamento para cada caso.

 

Como participar da consulta pública

  1. Acesse o site da CONITEC, no menu Consultas Públicas (conitec.gov.br/consultas-publicas);
  2. Localize a Consulta Pública Nº 39 “Protocolo Clínico e Diretriz Terapêutica (PCDT) de Asma” e clicar em contribuições;
  3. Preencher com seus dados pessoais (atenção para campos obrigatórios e formato);
  4. Dê sua opinião com relação à proposta de PCDT;
  5. Clique em ‘Enviar’ para concluir a contribuição.

 


Novartis

http://www.novartis.com.br

 


Referências

  1. Bras Pneumol. v.38, Suplemento 1, p.S1-S46 Abril 2012 – Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia para o Manejo da Asma – 2012.
  2. “Esclarecendo Equívocos sobre a Asma”: 04/5 - Dia Mundial de Combate à Asma. Disponível em http://bvsms.saude.gov.br/component/content/article?id=3484#:~:text=Em%202021%20a%20celebra%C3%A7%C3%A3o%20ocorre,Esclarecendo%20Equ%C3%ADvocos%20sobre%20a%20Asma%E2%80%9D. Acesso em 28/5/2021
  3. Jardim Jr. Pharmacological Economics and Asthma Treatment. J Bras Pneumol 2007; 3 (Issues IV-VI).
  4. Asma: Perguntas e Respostas. Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Disponível em: https://sbpt.org.br/portal/publico-geral/doencas/asma-perguntas-e-respostas/. Acesso em 10/12/2020.
  5. Bras Pneumol. v.38, Suplemento 1, p.S1-S46 Abril 2012 – Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia para o Manejo da Asma – 2012.
  6. Ponte E., et al. Brasileiro Pneumol 2007; 33:1.
  7. Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.saude.gov.br/protocolos-e-diretrizes. Acesso em 28/08/2020
  8. Site Ministério da Saúde CONITEC. Disponível em < http://conitec.gov.br/consultas-publicas> Acesso em 27 mai 2021.
  9. Ministério da Saúde. Secretaria Nacional de Ações Básicas. Estatísticas de saúde e mortalidade. Brasília: Ministério da Saúde; 2005.

Ar seco favorece alergia ocular. Entenda o problema

Incomodo pode até gerar casos mais graves, como ceratocone e conjuntivites.


A temporada outono inverno é conhecida pelas baixas temperaturas, ar seco e o surgimento de diferentes doenças, em especial as respiratórias. No entanto, os olhos também podem sofrer muito durante a temporada, em especial com alergias.

"Muitas pessoas manifestam alergias oculares e, nesta época do ano é comum aparecerem os casos de conjuntivites alérgicas", conta Dr. Hallim Féres Neto, Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

Segundo o médico, o verão costuma ser mais úmido e, por isso, a poeira suspensa no ar gruda nas partículas de água e, com o peso, caem no chão. Por outro lado, com o ar seco do outono inverno, as micropartículas ficam mais tempo em suspensão no ar, facilitando que entrem em contato com nossas mucosas (olhos, nariz e garganta), favorecendo as alergias.

A coceira é um dos principais incômodos sentidos pelos pacientes com alergia ocular e esse sintoma merece atenção especial: "o ato de coçar os olhos pode ser muito prejudicial, levando inclusive a algumas doenças mais graves, como o ceratocone. Além disso, é importante ressaltar que os olhos podem ser portas de entrada para vírus, incluindo o coronavírus. Assim, é fundamental evitar coçar os olhos", ressalta Dr. Hallim.

O tratamento, no caso das crianças, pode ser iniciado com o pediatra, mas caso evolua para conjuntivite alérgica e não responda bem ao tratamento, deve ser encaminhado ao oftalmologista para que avalie se há lesões oculares que demandem outra abordagem terapêutica.

Para ajudar a passar pela temporada sem crises, Dr. Hallim deixa algumas dicas:

1. Atenção com a limpeza dos ambientes: troque a vassoura e o espanador por pano úmido e aspirador, para não levantar poeira.

2. Use colírios lubrificantes sem conservantes sempre que tiver vontade de coçar os olhos.

3. Se não tiver colírios, pode fazer uma compressa com água fria, ou até mesmo lavar o rosto na pia.

4. Se precisar colocar a mão nos olhos, lembrar de lavá-las muito bem antes. Mãos sujas vão levar mais alérgenos para os olhos e piorar a situação.

5. Use maquiagem de boa procedência e mantenha tudo sempre limpo. Também não compartilhe lápis, rímel e pincéis com ninguém!

6. Lembre-se de remover a maquiagem antes de dormir.

7. Se nada disso resolver, não espere piorar e procure logo o seu oftalmologista.



Dr. Hallim Feres Neto @drhallim • Oftalmologia Geral • Cirurgia Refrativa • Ceratocone • Catarata • Pterígio • Membro do CBO - Conselho Brasileiro de Oftalmologia • Membro da ABCCR - Associação Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa • Membro da ISRS - International Society of Refractive Surgery • Membro da AAO - American Academy of Ophthalmology


Por que temos reações após a vacinação contra a covid-19?

Apesar do ritmo lento da vacinação no Brasil contra a covid-19, é possível que você já tenha escutado relatos de pessoas que receberam o imunizante e tiveram reações, como dor de cabeça, febre, mal-estar, dor no corpo e no local da aplicação. Essas respostas do organismo estão longe de ser incomuns ou mesmo motivo para deixar de se vacinar contra a doença com as duas doses recomendadas.

Segundo a clínica-geral do Hospital Edmundo Vasconcelos, Ligia Brito, todas as vacinas, e não somente a contra o novo coronavírus, podem proporcionar alguns sintomas leves após a dose, o que está relacionado ao estímulo que a vacina proporciona ao sistema imunológico. “Não conseguimos definir quem terá essas reações leves, mas elas são esperadas e, portanto, consequências normais e comuns que não devem causar preocupação inicial”, reforça a médica.

Estes sintomas podem surgir após a imunização e tendem a desaparecer em até 72 horas. Apesar do incômodo, a especialista enfatiza que a automedicação não deve ser uma alternativa para amenizá-lo. “A ingestão de qualquer remédio sem prescrição médica é contraindicada e isso não está relacionado a vacina, mas a qualquer cenário. Caso os indícios persistam, procure um especialista. Mas, em geral, eles cessam em um período curto e de forma natural”, diz.

Outro erro comum que surge a partir destas manifestações do organismo é acreditar que as reações significam que a pessoa foi infectada. Lígia Brito é enfática em negar que a vacina possa transmitir o vírus e adoecer as pessoas. “A vacina não apresenta esse risco em transmitir a doença. Nenhum imunizante contra a covid-19 é feito com o vírus vivo e, portanto, não tem o poder de infectar e causar doença. As reações são consequências do estímulo para a produção de anticorpos pelo organismo”, destaca.

Ainda que a imunização seja umas das mais importantes formas de controle da pandemia, é preciso seguir com os outros cuidados mesmo após a aplicação das duas doses da vacina. A clínica-geral lembra que esse recurso não é a cura e sozinho não é capaz de solucionar a disseminação do vírus. “Precisamos seguir com o uso correto de máscara, distanciamento social e higienização das mãos mesmo imunizados. Não podemos relaxar”, alerta.




Hospital Edmundo Vasconcelos.

Rua Borges Lagoa, 1.450 - Vila Clementino, Zona Sul de São Paulo.

Tel. (11) 5080-4000

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Mudanças nas restrições em São Paulo exigem novas adaptações do varejo

Após diminuições nas médias de casos nas últimas semanas, o estado de São Paulo entrou em uma nova flexibilização da quarentena, permitindo o aumento da capacidade máxima em estabelecimentos comerciais e de serviços de 30% para 40%. Mesmo assim, ainda existem uma série de regras e protocolos a serem seguidos, que impactam diretamente diversos setores, principalmente o varejo.

Para ajudar empreendedores a enfrentar esse novo cenário, Mauro Bizatto, CEO da Donus, plataforma de serviços financeiros da Ambev para pequeno e médio varejo, aponta cinco dicas que podem ser aplicadas para proteger a saúde financeira dos negócios diante de tantas incertezas. 


1 - Organize as finanças

 

Pode parecer óbvio, mas é imprescindível tirar essas informações da cabeça e colocá-las no papel. É preciso anotar despesas mensais e pontuais e alimentar uma planilha, que pode ser dividida em semanas ou meses, com toda a quantia que entra e sai da conta. Só assim é possível manter o controle durante o período estipulado e, a partir disso, seguir para os próximos passos.

 

2 - Corte gastos

 

Uma vez que tudo está anotado e mapeado, agora é o momento de rever custos e entender no que é possível economizar. O ideal é rever contas de luz, água, gastos recorrentes, preço de produtos, assinaturas de serviços e outros gastos que às vezes passam despercebidos e podem ter grande impacto no final do mês.

 

3 - Estipule metas

 

Esse ponto é sequência do primeiro: Se planejar em relação a valores como grandes impostos e despesas fixas como energia, aluguel de espaço para seu negócio, compras de estoque e combustível pode auxiliar na manutenção das contas em dia, sem prolongar dívidas. Estabelecer metas ao longo de um ano pode ajudar a controlar o impulso de comprar artigos supérfluos ou de segunda necessidade. O planejamento dessas metas é essencial para economizar dinheiro para grandes mudanças, como ampliação do espaço, abertura de novas unidades do negócio ou nova identidade visual. 

 

4 - Procure melhores ofertas

 

Falando sobre gastos, em alguns momentos não será possível cortá-los completamente, então é preciso se adaptar. Ao comprar novos produtos, a melhor alternativa é fazer uma pesquisa para encontrar os melhores preços, além de promoções, liquidações e ofertas. A negociação dos preços com fornecedores, por exemplo, permite que grande parte do valor total estipulado para compras de estoque seja economizado e usado em outra situação. Outra dica é dar preferência aos vegetais da estação. O valor costuma ser mais em conta devido ao aumento da oferta durante o período. 

 

5 - Invista na digitalização

 

Essa dica pode parecer inacessível à princípio, porém, atualmente já não é mais. Investir em digitalização, além de ajudar na gestão do estoque, também poupa tempo e dinheiro no futuro. Aceitar cartões e receber o pagamento com maquininhas traz grandes vantagens não só para o cliente, como para o estabelecimento também, já que as vendas aumentam, pois abrangem uma maior quantidade de pessoas que têm acesso ao modo de pagamento. Empresas como a Donus, permitem que o empreendedor receba seu pagamento em até um dia, em todos os dias do ano. Além disso, as maquininhas da fintech aceitam mais de 70 bandeiras e possuem taxas competitivas. 

 


Donus

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A cada dia podemos escolher nosso futuro, se desejamos viver como reis ou escravos. Napoleon Hill, um pensador, que há décadas vem influenciando gerações de empreendedores, comenta sobre isso em sua obra A Lei do Triunfo. Nela, ele fala sobre o princípio da decisão, aliado ao hábito de sempre travar objetivos pessoais e profissionais, como o início da rota para se conquistar uma situação de vida diferente e melhor.

Acontece que a maioria das pessoas desconhecem esses conceitos. Algumas são até mesmo familiares com o assunto, mas não o aplicam de maneira consciente, dessa forma, encontram os mesmos malefícios das primeiras: uma vida repleta de vitimismo, um sentimento de estar perdido e, naturalmente, poucos resultados.

Nesse sentido, negligenciar a habilidade de travar metas e, assim, direcionar sua vida é semelhante a jogar fora sua maior força pessoal. A capacidade de escolha ou livre arbítrio.

Agora eu pergunto: você vem exercendo sua capacidade de escolha? Possui objetivos e metas claras?

Se sua resposta for positiva, parabéns, convido você agora a aprender a especificar metas de maneira hiper eficiente. Casa seja negativa, ótimo. É a sua oportunidade de escolher ser uma pessoa e profissional diferente e melhor.

 

Como traçar objetivos

Bons objetivos são extremamente simples, até mesmo elegantes. Eles respeitam três regras que ajudam a direcioná-los de forma positiva.

  1. Primeira Pessoa

Todo objetivo deve começar com EU.


  1. Tempo Presente

Toda ação do objetivo deve ser falada, ou escrita, no tempo presente, como se já houvesse sido concretizada.


  1. Afirmação Positiva

Essa regra é crucial, pois, na maioria das vezes, as pessoas focam no que não querem, ao invés de deixar clara qual a sua verdadeira vontade.


  1. Data

Sem uma data, o objetivo se torna uma visão ou um sonho. Uma data coloca a objetividade e urgência necessária para se conquistar resultados. 

Para facilitar seu entendimento, seguem alguns exemplos:

Eu conquisto 10 novos clientes empresariais em até 3 meses.

Eu abro uma nova filial de meu negócio em 5 anos.

Eu concluo minha pós-graduação em 2 anos.

Percebeu como formular objetivos pode se tornar simples? Convido você a exercitar o conceito agora mesmo. Pare por um minuto, pense nos seus principais objetivos e escreva-os! Lembre-se que bons objetivos começam na primeira pessoa, são afirmações positivas, estão no presente e possuem uma data.

Não se surpreenda se, ao final de colocar suas metas no papel, você sentir um entusiasmo fora do comum ou, até mesmo, um sentimento de direção e confiança.

 


Valdez Monterazo - associado sênior na Sociedade Brasileira de Coaching, especializado em negócios, liderança e psicologia positiva. Tem cases de sucesso e promove resultados em diversos segmentos de pequenas e médias empresas. Saiba mais em: https://valdezmonterazo.com.br


Conheça os riscos em usar uma marca não registrada e os benefícios do registro

O que é uma marca registrada? Os diversos países da União de Paris deram diferentes significados para uma marca registrada. A Lei de Marcas e Patente brasileira define uma marca como um sinal distintivo visualmente perceptível, não compreendido nas proibições legais, conceituando, assim, a marca como aquela usada para distinguir produto ou serviço de outro idêntico, semelhante ou afim, de origem diversa.

A marca registrada que se torna bem-sucedida é testada pelo tempo, ela se torna objeto de desejo, visto que, para tanto, muitos esforços e recursos são investidos desde o seu desenvolvimento, pela divulgação e a proteção pelo registro. Marcas estão entre os ativos valiosos de uma empresa. Muitas das vezes a marca chega a atingir um valor contábil maior que a própria empresa. A BBC News publicou em 20/08/2020 que a Apple vale US$ 2 trilhões, valor de uma empresa nascida em uma garagem, já é maior que o PIB de 95% dos países.

O branding começa e gira em torno do uso de imagens, símbolos, cores e estilos distintos e figuras visuais, que mais apropriadamente distingue seus produtos ou serviços como exclusivos de outros no mesmo mercado, dando proteção aos seus clientes e adquirindo credibilidade, valoração e construindo fidelidade à marca entre seus consumidores.


Riscos de usar uma marca não registradas 

Até que se tenha o registro definitivo concedido pelo INPI, de um nome ou de um logotipo, uma pessoa ou empresa não pode ter certeza de que aquela marca lhe pertence. Se outra pessoa ou empresa registrar a marca primeiro, você pode se encontrar na posição altamente inconveniente, perigosa e muito cara, no caso de se envolver em um litígio judicial e, potencialmente, ter de retirar seus produtos, redesenhar sua embalagem, refazer campanhas de marketing e, eventualmente, pagar pelos danos ou lucros para aquele que detêm o registro da marca. Além dos custos quantificáveis, quem utiliza uma marca não registrada, está arriscando o próprio goodwill, ou seja, a clientela que a adquire ao longo do tempo, muitas vezes, uma marca de um produto que você demorou anos para criar.  Tudo isso pelo simples fato de não ter efetuado o registro da marca de forma correta, junto ao INPI.

Pesquisas disponíveis da OMPI - Organização Mundial de Propriedade Intelectual mostram que mais de 80% das pequenas e médias empresas não registram suas marcas. A maioria dos empresários pensa que não é importante para o seu negócio, outros alegam falta de tempo, falta de compreensão do processo de registro e custos associados ao mesmo. Ao deixar de registrar a marca, as empresas não estão apenas prejudicando suas marcas e sua reputação, mas, também, colocando seus negócios em risco e, no final, perdem na batalha do mercado.


Benefícios do registro de marca

Ao registrar uma marca, você garante a proteção da lei, tanto para o uso exclusivo daquela marca em todo o território nacional, quanto o direito à proteção de contra atos da concorrência, com isso, mantêm uma marca forte e exclusiva no mercado.

O Art. 195 da Lei de Marcas e Patentes brasileira estabelece a proteção contra a concorrência desleal e, entre elas, está o direito de processar e exigir indenização de quem vende, expõe ou oferece à venda, produtos com marcas de terceiros, podendo, inclusive, solicitar ao Juiz que proceda buscas e apreensões de tais produtos com marcas falsificadas ou registradas por outra empresa.

Quem não têm a marca registrada, não terá o mesmo direito de impedir terceiros de utilizar a sua marca, seja de forma fraudulenta ou de forma não intencional, pois, apenas o registro garante o direito de uso exclusivo em todo o território nacional para uma determinada marca.

Ao registrar sua marca, uma empresa melhora muito sua capacidade de impedir que terceiros usem ou busquem registrar marcas conflitantes e passa a deter a proteção da Lei, a fim de buscar as soluções adequadas, como uma liminar e/ou indenização, no caso de uma violação.

Os registros de marcas podem, também, se tornarem ativos valiosos e são transferíveis, ou seja, podem ser usados ​​como ferramentas de negociação em transações comerciais e como garantia para transações financeiras. O capital intelectual é reconhecido como o ativo mais importante de muitas das maiores e mais poderosas empresas do mundo, é a base para o domínio do mercado e a lucratividade contínua das empresas líderes. Frequentemente, marcas registradas se tornam o objetivo principal em fusões e aquisições de empresas.


Como registrar uma marca

O registro de marca no Brasil é feito junto ao INPI – Instituto Nacional da Propriedade Industrial. É aconselhável você procurar uma assessoria de um advogado de marcas e patentes, tanto para realizar um estudo prévio da marca a ser registrada, quanto para lhe acompanhar no processo de registro e proteção da marca. Um advogado especializado poderá orientá-lo sobre todos os aspectos da proteção e na classificação do registro, a fim de conferir uma proteção, tanto na atividade diretamente desempenhada quanto em atividades e produtos correlatos, evitando, assim, que uma outra empresa tire proveito da boa fama que sua marca venha a atingir no mercado.


 

Wagner José da Silva - advogado de marcas e patentes há mais de 23 anos, técnico avançado em marcas e patentes, matriculado no INPI desde 1998 e membro da ABAPI - Associação Brasileira de Agentes da Propriedade Industrial.


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