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quinta-feira, 9 de julho de 2020

De onde vem a sua Meta?

Para atingir o sucesso as metas devem estar planejadas de forma clara e bem alicerçadas.

Muito tem se ouvido sobre a importância de se ter metas claras e bem definidas, sobre os métodos de elaboração e qual a melhor forma de concretizá-las.

Claudia Deris, Gestora de carreira, apresenta “Particularmente eu considero toda esta abordagem fantástica, até porque alguns métodos em muito facilitam a nossa rotina e nos direcionam de forma prática ao que realmente queremos”.

Isto posto, porque então tanta dificuldade de colocar em prática o que foi planejado, uma vez que todos possuem um vasto campo de ferramentas e orientações de “como fazer o que precisa ser feito”?

Quando é falado sobre o corpo que a maioria deseja tanto ter, o bens que vários sonham em adquirir, o cargo que os profissiinais almejam todos os dias, as viagens que podem gerar até angústia por ainda não terem sido feitas, é possível analisar, “Então, todas essas metas são realmente suas, isso vem de um desejo seu, ou foi provocado você?”, Claudia reflete.

Um dos fortes motivos que levam a sociedade a desistir das metas estipuladas, se deve à ausência de critérios específicos e enraizados à essência de cada um. A quantidade de pessoas sem causa própria para lutar chega a ser absurda de tão grande.

Quando a meta não condiz com sua essência, estruturá-la e seguir as rotinas que possam se aproximar dela, se torna praticamente um mártir, ou seja, alguns passam boa parte da vida lutando por causas que nem sabem quais são, e que nem achem que vale o preço. Passando também, outra boa parte acreditando que possuem um sério problema de falta de foco, excesso de procrastinação, falhas significativas da memória. “Sendo que um fator fortíssimo que pode desencadear todos estes comportamentos é justamente ‘a luta pela causa errada’, onde todos estes sintomas nada mais são do que o corpo te dizendo: “PARE! Suas atitudes não condizem com seus valores e real querer”, analisa a Gestora.

Antes de tomar qualquer decisão contra comportamentos e sentimentos que acreditam-se ser sabotadores, é essencial uma investigação e verificação se o indivíduo de fato está cumprindo com algo que deseja e acredita, ou se está escorado cada vez mais nas metas dos outros, por medo das consequências do novo, da exposição negativa, de perda e etc. Muitas vezes “Mal se dá conta de que não há o que perder quando nada se tem, que todos os frutos a serem colhidos desta luta serão justamente direcionados aos verdadeiros donos das metas e que você atuou como um excelente coadjuvante”, finaliza Claudia.




Claudia Deris - Gestora de Carreira
Whatsapp: +55 (61) 9 9624-8140
info@claudiaderis.com

Consultora de estilo dá dicas para afastar a preguiça na hora de se arrumar para o Home Office


Especialista dá dicas para manter o estilo no período de home office e aumentar a produtividade


Comprovado pela ciência quando estamos nos sentindo bem com a nossa imagem pessoal nossa capacidade de produção aumenta. Diante deste cenário a consultora de estilo Vanise Milioni oferece dicas para que as mulheres possam unir o estilo e manter assim a produtividade do trabalho no estilo home office.

1- Crie um novo ritual

" Se antes da pandemia existia uma rotina é importante que você faça uma adaptação mas não perca o hábito de se arrumar. Quando você inicia o dia com o pijama por exemplo o seu rendimento pode sim cair" explica a consultora.


2- Aposte em looks casuais

"Quando estamos trabalhando em casa a palavra de ordem é o conforto e bem estar, por isso minha dica é apostar em roupas leves, tecidos de algodão, moletons e jeans são os mais indicados para o Home Office. Não tem segredo procure aquelas peças que você se sente bem e se sinta confortável para manter o dia de trabalho." explica.


3- Faça o uso de acessórios

" Os acessórios são itens indispensáveis para dar um destaque em qualquer look. As reuniões estão sendo virtuais e por isso abusar de brincos e colares é uma alternativa perfeita. Esteja pronta pois você nunca sabe quando irão te chamar para uma reunião."


4- A Camisa Social

"Para os cargos que exigem um estilo mais formal em algumas situações aposte sempre em uma boa camisa social com um tecido leve" finaliza a empresária.
Sobre Vanise Milioni:





Vanise Milioni - empresária que assina o nome da consultoria é formada em designer de moda faz questão de oferecer aos seus clientes uma consultoria atemporal. O grande diferencial da marca está no acompanhamento da família oferecendo consultorias de imagens exclusivas e personalizadas desde o nascimento. Além da consultoria de imagem Vanise também oferece os serviços de personal baby shopper e organizer de acordo com as necessidades de cada família com foco nas organizações da casa e rotina facilitando e otimizando o tempo das mamães e papais.

@vaniseconsultoriainfantil


Sono ruim pode gerar ganho de peso no isolamento social


Ronco gerado pela apneia e hipopneia obstrutiva impacta também a qualidade de vida dos familiares


Em meio às diversas consequências da pandemia de Covid-19 na saúde das pessoas, os problemas relacionados ao sono chamam a atenção da comunidade médica, pois podem desencadear desordens mais graves e fatais.

De acordo com o otorrinolaringologista Braz Nicodemo Neto, diretor técnico do Hospital Paulista, uma das preocupações mais atuais é a obesidade. “Pesquisas apontam que a diminuição do tempo de sono está relacionada ao ganho de peso nos pacientes”, afirma o médico, que também é responsável pela área de Polissonografia do Hospital.

A ansiedade, as preocupações financeiras e o medo de contaminação pelo novo Coronavírus podem afetar a qualidade do sono dos brasileiros. De acordo com levantamento do Ministério da Saúde, quase metade dos mais de 2.000 entrevistados (41,7%) relatam distúrbios relacionados ao sono durante a pandemia.

Na China, em pesquisa conduzida pelo Hospital da Universidade de Shenzhen e pela Universidade de Huazhong, 20% das pessoas reclamaram que o sono durante o isolamento foi ruim, mais curto e agitado.

Neste contexto, a formação de um círculo vicioso acaba sendo quase inevitável, segundo o médico do Hospital Paulista. “O paciente que dorme mal apresenta cansaço e sedentarismo ao longo do dia. Associado a um quadro de ansiedade e estresse, este estado pode levar a um ganho de peso e, consequentemente, piorar ainda mais a qualidade do sono”, ressalta.

O especialista explica que o sono ruim afeta principalmente a produção de dois hormônios relacionados à obesidade: leptina e grelina. Enquanto o primeiro promove uma sensação de saciedade, reduz o apetite e aumenta o gasto energético, o segundo reduz a sensação de saciedade, fazendo com que o indivíduo sinta mais fome.

“Dormir mal diminui a produção de leptina e amplia a produção de grelina, segundo estudos médicos”, complementa Nicodemo Neto.


Síndrome de Apneia e Hipopneia Obstrutiva do Sono

Sete em cada 10 brasileiros sofrem com doenças relacionadas ao sono, de acordo com estudo da Royal Philips, publicado em 2018. Enquanto a insônia é o problema mais comum, a síndrome de apneia e hipopneia obstrutiva do sono – popularmente conhecida apenas como apneia – ocupa a segunda colocação.

“É uma doença caracterizada pelo ronco e episódios recorrentes de obstrução total [apneia] ou parcial [hipopneia] das vias aéreas superiores. O esforço respiratório, no entanto, é mantido. Quem sofre com a síndrome costuma apresentar sonolência excessiva durante o dia, sensação de sono não reparador, dificuldade de memória e concentração. Além disso, o quadro contribui para hipertensão, diabetes, arritmia, acidente vascular cerebral [AVC], dentre outros”, explica o otorrinolaringologista.

Sintomas da Síndrome de Apneia e Hipopneia Obstrutiva do Sono

SINTOMAS NOTURNOS SINTOMAS DIURNOS
Ronco alto Sonolência excessiva
Paradas respiratórias Sono não reparador
Despertares frequentes Dificuldade de memória
Engasgos Dificuldade de concentração
Sono agitado Diminuição da libido
Nicturia (acordar para urinar mais de duas vezes) Cefaléia matinal
Sudorese Irritabilidade
Pesadelos Boca seca ao acordar
Pirose Fadiga

Conforme exposto, ao prejudicar a qualidade do sono, a síndrome altera a produção dos hormônios leptina e grelina, além de favorecer o ganho de peso e a obesidade. Quanto mais obeso, pior será o sono do paciente, pois sua respiração registra mais dificuldades.

Procurar ajuda médica é essencial, tanto para o tratamento contra a obesidade como para a síndrome de apneia e hipopneia. A avaliação é multidisciplinar, já que a origem dos problemas pode estar associada a diversos fatores.

Além de representar um risco ao paciente, a apneia e a hipopneia alteram sensivelmente a qualidade de vida daqueles que dividem com ele o quarto, já que o ronco alto é um de seus principais sintomas. Em um período de isolamento, no qual o estresse e a irritabilidade são mais frequentes e intensos, um “simples” ronco pode resultar em grandes conflitos.


Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

Violência Doméstica na pandemia


 Aspectos psíquicos sobre a violência doméstica na pandemia: visão psicanalítica


As mídias sociais estão mostrando que a violência doméstica contra as mulheres neste tempo de pandemia vem aumentando, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro aponta um aumento de 50%, índice assustador.

Os aspectos sociais da sociedade atual são machistas, patriarcal e tem uma tendência de culpabilizar a mulher pelo desarranjo familiar, há uma estigmatização de que a mulher é o sexo frágil e o homem é o detentor do poder, inclusive podendo escravizar a mulher.  Este modelo social confere ao homem poder social, econômico, político, e a mulher é caracterizada como frágil e submissa. De certa forma o homem é autorizado socialmente a subjugar a mulher ao seu mando.  Isto faz com que a violência contra a mulher aconteça com mais frequência no âmbito familiar executada pelo parceiro. A própria constituição do psiquismo social desta mulher está moldado para se submeter ao julgo do parceiro, causa violência emocional, social, sexual, física, chegando até ao feminicídio.

O ser humano pela sua própria constituição possui uma necessidade de se unir ao outro na busca de vínculos duradouros e amorosos, por que então as relações acabem se tornando violentas? Para responder a está questão se lançara mão da teoria psicanalítica.

A psicanálise, criada por Sigmund Freud tem uma maneira muito particular de colocar a constituição dos afetos, e de como eles foram constituídos e como podem causar sofrimento. Além disso, foi desenvolvida uma teoria, um método e uma técnica para que o sujeito possa se conhecer e se livrar de conflitos e sofrimentos relacionados a própria constituição psíquica.

Os psicanalistas colocam que a longa dependência da criança com o adulto faz com que se constitui um protótipo infantil ao enamoramento, que se reeditará ao longo da vida, ou seja, existe uma predisposição que nos leva a escolhas amorosas. As ligações humanas se instalam a partir de dois psiquismos, estes que foram constituições anteriormente pelas relações parentais na primeira infância ( 0 a 9 anos). O que a psicanálise coloca é que estas vivencias infantis irão determinar nossas escolhas futuras.

A criança experimenta sentimentos de desprazer e de prazer deste o nascimento, o que é prazeroso é vivido de modo sublime e incorpora o movimento da vida, o que é demasiadamente insatisfatório, insuportável para criança, se tornará uma experiência traumática, surge aí um sentimento de negação, de ruptura daquela vivencia, que é denominada como recalque.  A função é eliminar o afeto que maltratou a criança, e a forma de se fazer isso é dividindo a ideia do objeto que a maltratou do afeto, ficando a ideia como uma representação, um fragmento, no inconsciente e o afeto é deslocado para a consciência. Isto faz com que os afetos fiquem disponibilizados para se ligar a um outro objeto do cotidiano, mas carregado pela emoção infantil, causando o sofrimento.

Esta forma de constituição psíquica se dá para as mulheres, homens, para o agredido e para o agressor. A questão específica deste artigo é entender o que leva a mulher ficar no lugar de abusada, violentada, espancada e o homem no lugar do agressor. O que faz com que estes dois psiquismos se unam em busca de “amor”?

Tudo começa pela constituição psíquica infantil, crianças que vivem sem carinho, desamparadas, que sofreram violências no núcleo familiar tentem a conservar está representação como sendo a única forma de viver, inconscientemente, que é um sistema de uma outra ordem do que o da consciência, pode significar como sendo a única forma de amor que ele conhece, e vai tender a repetir estas relações na vida adulta.  Freud coloca que a perda do amor nos primeiros anos de vida causa um dano permanente ao sentimento de sí. Deixa marcas como cicatrizes narcísicas que darão origem a um forte sentimento de inferioridade.

No caso específico de violência contra a mulher, ela buscará inconscientemente um algoz para ela reviver atitudes e ações na sua família original, pois foi a única forma de amor que ela conheceu. Uma história de maus tratos pode ser transferida para a vida atual, deixando o sujeito paralisado pelo seu sintoma que a liga a seu parceiro abusador. Existe um conluio entre os dois psiquismos interligados aos sentimentos infantis de amor e ódio, advindos das relações primitivas com as figuras parentais. Isto causa uma cegueira psíquica que não deixa o sujeito sair do lugar. O que acontece nos primeiros anos de vida, determinará os relacionamentos futuros e as escolhas amorosas.

A vida das mulheres que sofrem violências domésticas implica na impossibilidade de metabolizar psiquicamente o excesso de violência que sofreu na primeira infância, digo que não é somente física, mais de privações emocionais, sociais, culturais.  A vulnerabilidade decorrente da violência e do desamparo resulta em um encadeamento de repetições aprisionando-a em relacionamentos destrutivos.

Para que está mulher saía deste lugar é necessária uma transformação psíquica, que se dá pela compreensão de que há uma possibilidade de viver outras formas de amores que não seja destrutivo. É necessário que possa enxergar a si e o outro, é desfazer suas fantasias infantis que a dor seja a única forma de existência, a partir daí poder modificar sua vida através de atitudes. Para isso, muitas vezes, é necessário a ajuda de um profissional que esteja preparado tecnicamente para poder fazer um trabalho clínico.

Está mulher precisa procurar um profissional, seja um psicólogo ou um psicanalista que tenha uma disponibilidade de fazer uma escuta empática, com compreensão, acolhimento e que tenha um manejo técnico capaz de ajudá-la a ressignificar as representações inconscientes infantis, resgatando o seu amor próprio e sua autonomia de vida.


Neurofilósofo Fabiano de Abreu aponta porque filmes com temáticas depressivas são perigosos em tempos de distanciamento social


O profissional aborda o tema sob a ótica dos nossos dias em meio à pandemia e o isolamento social. É preciso falar sobre depressão e o suicídio de forma responsável para evitar o aumento de caso


A incerteza ao redor da questão da pandemia do novo coronavírus é sufocante. Junto com a sensação de impotência e inércia, muitas pessoas revelam que se sentem oprimidas pela possibilidade de contraírem a doença e por diversas vezes podem estar sujeitas à depressão e até mesmo ao desejo de suicídio. 

Segundo Fabiano de Abreu, filósofo, neurocientista, neuropsicólogo e psicanalista, casos de suicídio e de depressão tendem a aumentar em períodos longos de confinamento. Além disso, podem ser incentivados  se não forem observadas as devidas precauções, quando nos alimentamos de filmes e séries que toquem na temática da depressão e do suicídio como 13 Reasons Why, da Netflix, que se tornou um blockbuster.

Qual a importância de falarmos sobre temas como depressão e suicídio nos dias de hoje?

O neurofilósofo refere sobre a importância de falarmos desses temas através de uma ótica saudável, para prevenir o aumento de casos de suicídio e ajudar aqueles que estão enfrentando uma angústia profunda durante a pandemia da covid-19: " A depressão é um abismo cujo a identidade pode estar em fatores genéticos e/ou hormonais, como resultado de acontecimentos. Temos que ter muito cuidado neste tipo de tema para não incentivar o ato, pois o ato pode ser impulsivo, impensável e é sem volta. Séries como 13 Reasons Why (que teve impacto no número de suicídio nos Estados Unidos) podem influenciar jovens em situação de risco, e as estatísticas comprovam isso. Gosto de dizer que a história, a estatística é o argumento da razão. Filmes sobre suicídio deveriam ser fiscalizados pelo ministério da saúde e também adequar melhor a classificação da idade."

Para Abreu, a questão não é falar sobre o suicídio apenas, mas abordar a questão de forma responsável: "É necessário cortar o mal pela raiz, falar do que antecede a depressão e procurar encontrar soluções e ajuda para evitar que chegue no ponto mais grave. O suicídio é uma fraqueza, é a falta de capacidade de resolver suas pendências deixando chegar na depressão. Não há nada de romântico nisso. Eu parto sempre do princípio da consciência racional de que; não vale a pena tirar a própria vida pois a dor de quem fica logo passa e depois tudo será esquecido. Se quer chamar a atenção, viva muito e faça coisas boas para que tenha a atenção de todos. Também há a lógica de que todo momento ruim passa, a vida é um ciclo e tudo sempre passa. Os transtornos, síndromes e qualquer comportamento que nos retire o equilíbrio e o bem estar deve ser tratado com orientação de profissionais de saúde. "


Como entreter crianças com TEA em tempos de isolamento


Psicóloga dá dicas para deixar o dia a dia simples, divertido e, de quebra, auxiliar no desenvolvimento


O isolamento social é um grande desafio, afinal, estamos acostumados a uma certa rotina e, portanto, é natural que essa situação possa trazer algum desconforto. Para crianças com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) não é diferente, pois elas precisam manter seus hábitos. “O importante é tentar manter o dia a dia o mais próximo da rotina possível, mesmo estando em casa. Não é uma tarefa das mais fáceis, visto que as crianças costumam ficar ainda mais inquietas que os adultos, mas é possível”, avalia a psicóloga do Centro de Excelência em Recuperação Neurológica (CERNE), Giulianna Victoria Yoshie Kume (CRP08/17797).

Como fazer isso? Segundo a especialista, existem algumas estratégias para tentar manter os pequenos entretidos. Ao pensar essa nova rotina, é importante levar em consideração as necessidades, interesses e o estágio de desenvolvimento de cada criança. Quanto mais divertidas forem essas atividades, maiores as chances de a criança manter-se motivada. Uma boa ideia é manter um quadro com uma rotina visual das atividades previstas, isso oferece segurança e previsibilidade para a crianças. Tente simular um dia com dinâmicas estruturadas e mais livres, sempre com um tempo determinado para elas.

Outra sugestão é deixar a criança participar dos afazeres da casa. Peça para que ela auxilie – dentro das suas capacidades – a secar a louça, arrumar seus brinquedos e arrumar a própria cama. Ainda segundo a psicóloga, é importante pensar em equilíbrio entre as brincadeiras e as obrigações. “Como tudo na vida, o importante para um dia a dia tranquilo é manter o equilíbrio. Faça um planejamento, alternando entre as atividades menos prazerosas seguidas de atividades mais prazerosas, isso tende a aumentar a motivação na realização”, complementa Giulianna.

Motivar a criança com autismo é fundamental, e quando isso acontece, ela consegue a coragem necessária para superar os desafios e desenvolver suas habilidades. Proporcionar atividades de interação social que tragam prazer e alegria fazem com que elas queiram interagir ainda mais com outras pessoas, o que é muito importante para o seu desenvolvimento.






Centro de Excelência em Recuperação Neurológica (CERNE)



Laços fortalecidos e permanentes entre pais e filhos



Crianças e adolescentes passam por vários momentos críticos ao longo do seu desenvolvimento, muitos deles pertinentes à sua idade. A forma como reagem a tais experiências e superam esses momentos depende muito do apoio que recebem. O principal esteio de um indivíduo em formação será sempre seus pais. É muito importante que,  em momentos de dificuldade, os filhos recorram aos pais e tenham o suporte necessário para enfrentarem seus problemas. Mas como exatamente os pais podem construir uma relação de cumplicidade, a fim de manter um canal de diálogo aberto e fortalecer os laços de confiança entre pais e filhos? 

Mostrar aos filhos que essa cumplicidade existe e que eles podem contar com seus pais para o que for necessário requer olhar atento e disponibilidade. Esse olhar atento e disponibilidade se dão com uma comunicação verbal e explícita no dia a dia. Dizer ao filho que o ama e que ele pode contar sempre com seus pais, independentemente do que aconteça, tem um poder enorme de mostrar que ele tem quem o ajude e o proteja. Fica claro para a criança ou adolescente que ele pode confiar e recorrer aos pais, sejam quais forem os problemas. Esse tipo de demonstração pode acontecer na hora do boa noite, em momentos de despedida, como na porta da escola, ou até no meio do dia, espontaneamente, sem nenhuma motivação aparente.

Ninguém gosta de se sentir julgado. Com crianças e adolescentes vale a mesma regra. Em situações nas quais eles não se comportaram como o esperado, como uma briga com colegas, é importante criar um ambiente não aversivo e que propicie que a criança ou o adolescente conte para os pais o que aconteceu. Para atingir tal objetivo, a conversa pode ser iniciada com o seguinte exemplo: "não estou aqui para brigar ou julgar você. Quero ouvi-lo para compreender e te ajudar a resolver isso." Dessa maneira, cria-se um ambiente amistoso que estimula os filhos a falarem sobre o ocorrido de maneira aberta e franca. Na sequência, pais devem aproveitar o momento para orientar sobre o que é esperado do filho em momentos semelhantes e quais as consequências provenientes dos comportamentos esperados.

Comparações entre colegas também são comportamentos típicos nessa idade - principalmente entre crianças na faixa etária dos 10 anos - e podem afetar negativamente a autoconfiança de uma criança ou adolescente. É bastante comum que seu filho, em algum momento, se compare com seus pares e acabe perguntando para os pais por que o colega consegue fazer algo e ele não. Em situações assim, é preciso fortalecê-lo de que, independentemente do que o colega consegue fazer e a criança/adolescente em questão não consegue, cada um tem seu valor, suas facilidades, dificuldades e que isso é um processo natural da vida. Deve-se dizer claramente que isso não significa que ele seja burro ou incapaz. 

Episódios de raiva e o aparecimento de sentimentos indesejados como este também são muito comuns nessa fase da vida. A melhor forma de lidar com situações desse tipo é deixando claro que o pai ou a mãe entendem o fato de ele estar bravo, sentindo raiva, frustrado ou experimentou qualquer outro sentimento semelhante, e que está tudo bem ele se sentir assim. Com isso, o adulto não minimiza os sentimentos da criança ou adolescente e o ensina a nomeá-los de forma indireta. Mas também é preciso acrescentar que não se pode resolver os problemas de cabeça quente ou fazendo uso de violência. De forma complementar, deve-se dar alternativas assertivas de como lidar com a raiva e sentimentos afins em ocasiões semelhantes.

É muito importante sempre acolher primeiro e orientar depois, deixar claro que o canal do diálogo sempre estará aberto e que, se necessário, apontamentos para melhorias também serão feitos. Dessa forma, os pais criam um ambiente favorável para que seus filhos exponham seus problemas a eles, as primeiras pessoas que devem ser procuradas nos momentos críticos de suas vidas. 





Bruno Souza Soares -  psicólogo escolar do Colégio Positivo.


PRÁTICAS REGENERATIVAS: COMO SE PREPARAR PARA O MUNDO NOVO PÓS-QUARENTENA


Thais Mantovani e Anna Denardin, do coletivo Futuro Possível, listam oito práticas para uma “normalidade” com mais resiliência, colaboração e regeneração



O Futuro Possível – plataforma brasileira de pesquisa, comunicação e educação de narrativas regenerativas – atua com a proposta de nutrir futuros agentes de regeneração com conhecimento e inspiração. Como pioneiro a promover educação multiplataforma sobre Cultura Regenerativa no Brasil, o coletivo oferece conteúdos e informações para que futuros agentes possam começar suas jornadas de transformação do mundo, como o curso introdutório Caminhos para um futuro possível, a revista digital, perfil no Instagram, comunidade no Telegram e o podcast Futuro Possível.

Pensando nas angustias e expectativas que o mundo pós-pandemia gera na sociedade, as pesquisadoras Thais Mantovani e Anna Denardin – duas cofundadoras do Futuro Possível – listam e explicam oito práticas cotidianas que podemos adotar para a cocriação de uma nova normalidade:



COMO SE PREPARAR PARA O MUNDO NOVO (PÓS-QUARENTENA)?

O mundo já não é mais o mesmo e você sabe disso. O colapso ocasionado pelo coronavírus não atingiu apenas a economia, a sociedade, a saúde, a educação. A crise tem nos permitido repensar nossos próprios valores, nossa forma de pensar e agir no mundo, e tem servido como uma lente de aumento que revela desconfortos escondidos na “normalidade” da antiga narrativa.
Ailton Krenak, em seu novo livro O Amanhã Não Está à Venda (disponível gratuitamente na Amazon), comenta: “Não sei se vamos sair dessa experiência da mesma maneira que entramos. [...] Tem gente que suspendeu projetos e atividades. As pessoas acham que basta mudar o calendário. Quem está apenas adiando compromissos, como se tudo fosse voltar ao normal, está vivendo no passado. O futuro é aqui e agora”.

Desde o início da crise, temos visto políticos, empresários, instituições, governos e mercados financeiros buscando um resgate da situação existente antes da pandemia, em um claro apego à velha história que já conhecemos e sabemos das inúmeras falhas. Seria realmente possível passarmos pelo caos e retornarmos à vida exatamente como éramos antes? Ou, mais importante, realmente desejamos que isso aconteça?

Se não podemos desejar voltar à normalidade, porque a normalidade era justamente o problema, então precisamos cocriar uma nova normalidade. Queremos um mundo novo, mas como? Separamos para você 8 práticas para adotar pós-quarentena para auxiliar na mudança do mundo. Muitas delas já podemos começar agora!


1- Abra sua cabeça! Questione o modelo atual e imagine o futuro.

“As perguntas são o caminho para sabedoria coletiva”, diz Daniel Wahl, escritor do livro Design de Culturas Regenerativas. Para fazer algo novo, precisamos começar questionando o que queremos mudar. Por que o que estamos fazendo hoje não é mais adequado para o momento que vivemos? Que outras formas de viver podemos escolher? Abrir a cabeça é fundamental para aceitar a diversidade potencial da vida. Se estamos aqui, nesse ponto da história, é porque coletivamente caminhamos até essa direção. Assim, coletivamente podemos questionar nossos próximos passos e construir uma outra história para viver. O momento é agora de deixar a imaginação fluir e sair fora da caixinha. Leia sobre novas formas de existência com mais significado, sobre pessoas que estão transformando suas vidas por meio da permacultura, ou outras que estão aprendendo sobre a vida com nossos povos tradicionais e abra seu coração para a mudança transformadora. 


2- Reserve um tempo sagrado do seu dia para você.

A partir da transformação interna podemos sentir a mudança que queremos ver no mundo. Esse processo precisa ser de dentro para fora para ser verdadeiro, algo que não estamos acostumados, pois vivemos nosso dia a dia mais preocupados com o que está externo a nós. A quarenta com certeza nos ensinou a importância da calma. Quando seu mundo interior está tranquilo e claro, você consegue manifestar exatamente aquilo que deseja. A importância da conexão consigo, com seu coração e com sua essência é a base da transformação que vamos viver, e você precisa estar preparado. Mudanças não são sempre fáceis, mas são reais quando vêm do nosso ser. Assim, tudo que você fizer na vida virá de forma autêntica e leve, pois não há esforço no tempo da alma. 


3- Veja a natureza como mentora.

A visão antropocêntrica muitas vezes nos faz acreditar que somos os seres mais evoluídos do planeta, que somos superiores e, portanto, mais sábios. Porém, desde o momento do surgimento da primeira forma de vida na Terra (há cerca de 3,8 bilhões de anos), até o surgimento do primeiro homo sapiens (há cerca de 350 mil anos), a natureza teve uma vantagem de aproximadamente 3.799.650.000 anos (!) para errar, aprender, e evoluir. Se a idade da Terra fosse o equivalente a um ano do nosso calendário, teríamos aparecido sobre a face do mundo a meros 15 minutos e toda nossa história teria se passado nos últimos 60 segundos. Enquanto isso, a vida aprendeu a se desenvolver no ar, nas profundezas do subterrâneo, mergulhada nos oceanos e no topo das montanhas mais altas. Aprendeu a se curar, a produzir o veneno e o antídoto, a armazenar energia através do sol, a transformar os ambientes mais hostis em lares aconchegantes com temperaturas estáveis, a produzir através de processos cíclicos sem qualquer tipo de desperdício. Em suma, a natureza já tem as respostas para muitos dos problemas que tentamos resolver. Observar como ela encontrou essas soluções e entender seus princípios de funcionamento pode ajudar os humanos a também evoluírem. A sabedoria está em toda parte, e quando aprendemos a olhar ao nosso redor através das lentes da regeneração, conseguimos perceber as soluções presentes diante dos nossos olhos. Exercitar esse olhar é uma forma inteiramente nova de abordar a vida para uma humanidade acostumada a “dominar” a natureza e, aos poucos, deixarmos a posição de seus exploradores para humildemente nos voltarmos a ela em busca de orientação.


4- Quando necessário comprar algo, apoie os pequenos produtores locais!

A localização é um dos princípios mais importantes da regeneração. Quando valorizamos a produção local, criamos resiliência para o sistema de produção e consumo, respeitamos a terra onde estamos e criamos uma relação com o local que vivemos. Além de incentivar a economia do nosso entorno e diminuir o uso de petróleo (e consequente emissão de poluentes na atmosfera) nos transportes de longa distância. Ao construirmos relações profundas com os produtores, entendendo o processo e os valores das marcas/pessoas que apoiamos, contribuímos com o fortalecimento da visão de mundo que acreditamos, com a descentralização do poder concentrado nas mãos das multinacionais e com a distribuição da renda de forma mais horizontal e localizada. 


5- Crie seu banco de sementes e comece uma horta em casa! 

Além de ser um ato de grande aprofundamento da sua relação com a natureza, para criar resiliência no sistema precisamos que todos participem da produção de comida. Ter uma horta em casa traz ensinamentos que muitas vezes não reparamos de primeira, como o cuidado com uma vida que vai nascer, o processo lento e belo da evolução a cada dia, o fruto do esforço e da paciência, a importância de nutrir um relacionamento e tantas outras lições de vida que o mundo das plantas tem a nos ensinar. 

Para o banco de sementes, basta retirar as sementes dos alimentos que consome e deixar no sol por alguns dias até tirar a umidade. É importante que você retire todos os restos de comida. Depois faça pequenos envelopinhos de papel e guarde as sementes na geladeira. É importante que você identifique e coloque a data. Quando decidir plantar é só deixar de molho na água antes de plantar na terra.


6- Separe seu lixo, monte uma composteira! (Use o mínimo de plástico possível)

Resíduos orgânicos como cascas de frutas demoram de 1 a 3 meses para se decomporem totalmente, já plásticos ficam pelo menos 450 anos no meio ambiente. Tentar montar uma composteira na sua casa, ou uma composteira coletiva para seu prédio/bairro é uma forma linda de ressignificar o que você via como lixo se transformar em solo fértil pronto para amparar uma nova vida, além de ser uma ideia divertida para aproximar sua família ou seus vizinhos na construção de algo coletivo. Também existem diversas iniciativas que recolhem seus resíduos orgânicos e te retornam mudinhas plantadas no solo adubado pelo seu lixo, em troca de uma contribuição mensal! Quanto aos resíduos não orgânicos, precisamos reduzir, reutilizar e reciclar o máximo possível. E a produção futura? Precisamos pressionar os governos e empresas para implantação de processos circulares. A economia circular é um ótimo tema para você pesquisar sobre!


7- Monte uma comunidade no seu bairro

Vivemos em bairros cheios de outros seres. Agora é o momento de nos conectarmos com aqueles que estão à nossa volta! Nos unir, apoiar, ter ideias e realizar projetos juntos para que o lugar em que vivemos viceje ainda mais! Pense, imagine sem limites tudo que você gostaria de ver regenerar no seu bairro, chame os vizinhos e idealizem juntos. Montem comunidades, mesmo que sem contato físico! A comunidade é a ponte entre nós e o mundo, nossas experiências coletivas nos conectam e fazem essa ligação com o todo, nos dão a sensação de que somos parte de algo maior. Nós perdemos essa conexão verdadeira com os vícios da modernidade individualista, e está na hora de resgatarmos nosso senso de comunidade. 


8- Como posso gerar mais vida em tudo que faço? Aprenda mais sobre regeneração.

Quando estudamos somos provocados a nos abrir para diferentes visões de mundo. A regeneração desafia o modelo atual que vivemos e traz questões fundamentais para fomentar transformação cultural. Vivemos hoje de forma degenerativa. Vivemos extraindo tudo do meio ambiente e nossa volta sem a preocupação em dar algo de volta. A natureza se comporta de forma cíclica e nosso pensamento hoje se dá de forma linear, algo não está certo. Aprender sobre regeneração traz mudanças na base do nosso ser, onde a cada ato nos questionamos se estamos gerando mais vida ou não. Queremos deixar um mundo para que as próximas gerações floresçam e não tenham que "tapar" nossos buracos. 

Acreditamos que essas 8 ações simples são os primeiros passos rumo à um futuro mais bonito, que leva em conta a diversidade, a resiliência, a colaboração e a regeneração como bases primordiais. Apesar de parecerem minúsculas, essas experiências de (re)conexão com a Terra são como o vento que assobia sobre uma fagulha e a transforma em chama. Charles Eisenstein diz que quando uma pessoa passa por uma série de iniciações na nova história, ela fortalece sua posição dentro desse território e assim pode abrir espaço para outros. Assim, sejamos como fagulhas luminosas levadas pelo vento, que espalham a semente da regeneração e que fornecem uma chama viva, forte e que queima - mas que nunca se apaga. Que esse fogo nos torne mais resilientes e abertos para o novo mundo que precisa de espaço para nascer.





Anna Denardin - engenheira civil e mestranda em sustentabilidade do ambiente construído, atualmente pesquisa a mudança de paradigma necessária na indústria da construção civil rumo à regeneração. Ilustradora e cocriadora do Planner da Lua, ferramenta de empoderamento criativo feminino e cofundadora do Futuro possível.



Thais Mantovani - formada em Ciências Holísticas na Schumacher College (UK) e apaixonada pela natureza, está em busca de aprofundar a sua relação com a essência da vida. Através de plataformas educativas, compartilha seus conhecimentos e experiências para inspirar as pessoas a viver uma vida mais conectada e sustentável.



Futuro Possível

Consciência e liberação do corpo


A importância de liberar do corpo os registros de situações vividas

Muitas pessoas ainda não possuem a consciência de que todas as escolhas feitas na vida possuem um motivo. Os parceiros românticos, a carreira, os lugares visitados, as roupas e o cabelo, nada é escolhido por acaso, tudo tem um motivo.

Bianca Drabovski, Facilitadora de ConsCiência, explica, “Muitos desses motivos que estão presentes dentro de todos nós, vem da nossa infância, da forma que presenciávamos os nossos pais fazendo escolhas. E mesmo que mudemos a cor do ‘casaco’, ele continua sendo o mesmo casaco”.

É importante que todos analisem na própria vida, onde estão repetindo os padrões, as vezes achando que estão fazendo diferente, mas no fim obtendo resultados iguais.

Muitas doenças também, que são consideradas genéticas, as vezes são só repetições das mesmas escolhas, “Todos na família possuem diabetes, então eu também vou ter”. Isso é uma questão muito mais de comportamento, de observar como que a família lida com o tipo de situação que ocasiona o sintoma.

Como seria então obter consciência a partir de hoje, de que tudo são escolhas? De que ‘matar um leão por dia’ sem achar que possui escolha, já é em si uma. Tudo o que é feito na vida é uma construção de acontecimentos perante as escolhas que foram realizadas.

Assim, a partir deste momento você pode tomar consciência dos seus atos e começar a escolher diferente e se empoderar, para que você mude o padrão.

Inúmeras ferramentas, verbais, psíquicas e treinamentos, podem ser utilizadas neste processo, e inclusive retirar o registro desses padrões do corpo. A Reprogramação Biomuscular, a Descompressão Tecidual, as Barras de Access, são algumas dessas ferramentas.

Então, “Além de você tomar consciência do que esta acontecendo, é muito importante que você retire esses registros do corpo, pois se não os padrões irão continuar acontecendo infindavelmente”, finaliza Bianca.




Bianca Drabovski Chemin - Facilitadora de Consciência, Terapeuta, Saúde integrativa.


O que fazer se você tem visto de estudante nos Estados Unidos



Nos últimos dias, a imigração publicou uma nota informando que todos os portadores de vistos F, para estudantes, e os vistos M, que são uma outra modalidade mas que também atende quem deseja estudar, e que não estiverem cursando as suas aulas presenciais e fazendo 100% dos cursos online, devem sair dos Estados Unidos ou buscar um outro status que os mantenha legalmente no país até o início do outono (a data limite é o mes de agosto). Além do titular do visto, os acompanhantes e dependentes também estão sujeitos a essa norma.

Por conta da pandemia, muitas escolas e universidades passaram a fazer as aulas de forma remota, online. Essa é uma determinação recente do ICE (Immigration and Customs Enforcement), em que a única exceção cabe aos estudantes acadêmicos, lembrando que boa parte das universidades dos Estados Unidos tem previsão de volta às aulas apenas no mês de fevereiro de 2021.

Um ponto importante a se destacar é que a lei americana sempre exigiu que, para solicitar o visto de estudante, o aluno estrangeiro deve estar matriculado em uma escola previamente autorizada pela imigração, que concede um documento chamado I-20 e, as aulas devem ser obrigatoriamente presenciais, com carga horária mínima previamente estipulada. O ensino a distância foi permitido como uma exceção devido ao distanciamento social e não pode se tornar regra. 

Além dessa questão, o departamento de imigração americano vem passando por algumas dificuldades nos últimos meses. Após solicitarem um aporte milionário ao congresso para manter a operação e esse pedido ser negado, muitos funcionários vem recebendo notificações de demissão, o que pode ocorrer com maior frequência nos próximos meses.

Por conta de toda essa novidade, conversei com alguns colegas que trabalham em escolas para entender melhor toda a situação e os passos que devem seguir neste momento. Alguns deles informaram que vão fazer a transferência de estudantes para escolas que não estejam aderindo ao regime de aulas 100% online, ao passo que outros se adaptarão para o sistema de revezamento em aulas presenciais. Assim, estariam adequados à norma e garantiriam a estadia dos estudantes nos Estados Unidos.

Ainda assim, é importante lembrar que alguns Estados ainda não estão permitindo a abertura das escolas. Então como esses locais terão aulas parcialmente presenciais? Uma vez que os governadores optam por manter esses ambientes fechados, não há qualquer decisão de um diretor ou coordenador que faça alguma diferença. Nesse caso, o que eu tenho sugerido a algumas pessoas é que conversem com os responsáveis pela escola e façam com que eles tragam soluções, ainda que seja a transferência para outra instituição ou outro Estado, caso esta seja a vontade do aluno. Além disso, também é de responsabilidade deles que relatem quais são os próximos passos para os alunos matriculados.

Lembrando que muitas vezes os responsáveis pelos estudantes não poderão atender essas demandas, seja por questões internas ou superiores (governamentais), por isso mesmo é fundamental que eles tenham algum contato com os órgãos competentes para solucionar a situação da melhor maneira.





Daniel Toledo - advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em direito internacional, consultor de negócios internacionais e palestrante. Para mais informações, acesse: http://www.toledoeassociados.com.br ou entre em contato por e-mail daniel@toledoeassociados.com.br. Toledo também possui um canal no YouTube com mais de 70 mil seguidores    https://www.youtube.com/danieltoledoeassociados com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente.


76% das famílias não querem aulas presenciais: qual é a responsabilidade legal dos pais e da escola?


Advogado especializado em direito educacional explica formas de resolver a situação

O isolamento social, medida necessária para combater a pandemia do novo coronavírus, fez com que as escolas tivessem que adaptar o ensino presencial para o remoto. As famílias, por sua vez, modificaram a rotina diária para dar suporte ao aprendizado. Cerca de três meses depois, o governo analisa uma retomada. No entanto, segundo pesquisa do Datafolha realizada no final de junho, 76% das pessoas são contra a reabertura das escolas.

Do ponto de vista jurídico, pela previsão da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação / Lei 9394/1996), toda criança com mais de 4 anos de idade precisa estar matriculada na escola regular.  Segundo o advogado especializado em direito educacional, Célio Müller, a obrigação dos pais é mais ampla: os responsáveis legais devem zelar para que o ensino se concretize, e precisam colaborar com a instituição no trabalho educativo.

“Nesse contexto, a reabertura das escolas deveria impor naturalmente às famílias o encargo de levar os alunos de volta às salas de aula, como era antes.  Só que agora estamos no meio de uma pandemia sem precedentes, que acarreta risco de vida, alterando os deveres legais da família e da escola”, afirma.

Segundo o advogado, a responsabilidade legal da escola é cumprir todos os protocolos de saúde estabelecidos a fim de minimizar o risco de contágio. Já as famílias têm que continuar a proporcionar educação aos filhos – seja remota ou presencial.

Müller explica que a escola deve estar preparada para oferecer o ensino presencial e remoto, que poderá ser aplicado de forma híbrida de acordo com a demanda dos pais e a orientação do governo. As famílias, por sua vez, devem estar cientes de suas escolhas e dos riscos.  Para isso, o advogado recomenda que seja usado um “termo de opção educacional” tornando transparente o formato de ensino escolhido pelos pais enquanto durar a pandemia e as condições em que ocorrerá, pois pode haver contágio pela Covid-19 mesmo com todas os protocolos sanitários respeitados pelo colégio.


Ensino a distância x Homescholling

Na Educação a distância alunos e professores estão em locais ou tempos diferentes, por isso são usados meios tecnológicos para comunicação e interação, mas o serviço é prestado por uma instituição de ensino regular. Já no homeschooling o estudante não está ligado a nenhuma escola e a aprendizagem é desenvolvida pela própria família de forma independente, mas o advogado informa que essa prática não é regulamentada pela lei brasileira.






Célio Müller – Advogado especializado em Direito Educacional, sócio-titular do escritório Müller Martin Advogados, autor do “Guia Jurídico do Mantenedor Educacional” e co-autor do “Manual de Direito sobre Instituições de Educação”. Palestrante em inúmeras instituições, destacando-se: Sistema Etapa, Grupo Santillana, Rabbit Partnership, Humus Consultoria Educacional, Bett Educar, entre outros. Foi professor da Pós-graduação em Gestão Educacional do Sieeesp e do MBA em Gestão Empresarial da Faculdade Trevisan. Membro do Colégio de Advogados da Fenep. Articulista de variadas publicações da área de ensino, destacando-se: Gestão Educacional, Profissão Mestre, Jornal da Escola Particular, Guia Escolas, Jornal do SinepeSC, e outras.

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