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segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Verão exige cuidado dobrado com hidratação de bebês e crianças


Hidratação
(Marcelo Matusiak)

Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) recomenda cuidado especial nessa época do ano com a ingestão de líquidos

 
 
A água é essencial para o funcionamento do corpo, em qualquer época do ano, mas no verão esse cuidado é ainda mais importante. O sol convida as crianças para atividades intensas na rua e o suor corporal, naturalmente, aumenta exigindo mais água para regular a temperatura corporal.

Uma recomendação é estimular que as crianças tenham sempre a sua própria garrafinha de água, pois assim fica mais fácil o controle por parte dos pais. A gastroenterologista pediátrica e 2º Vice-Presidente da SPRS, Cristina Helena Targa Ferreira, destaca que a quantidade ideal varia de acordo com a estação do ano, idade, atividade física e alimentação da criança.

- Refrigerantes, sucos, achocolatados, bebidas lácteas, tudo isso pode e deve ser trocado pela água, muito mais benéfica e barata. Muitas vezes as mamães não oferecem água para seus filhos, ignorando a importância da hidratação diária das crianças – alerta.

O bebê que é amamentado não necessita de água, chá ou suco. O leite materno oferece ao bebê até os seis meses de idade quantidade de água suficiente para sua hidratação.Por isso, nessa etapa da amamentação, quem precisa de muita água para garantir quantidade de nutrientes suficiente para o leite materno é a mamãe.

Da mesma maneira, o bebê que toma fórmula também não necessita água adicional, pois já ingere a água necessária para seu organismo. Para os bebês alimentados com fórmulas, que já passaram dos seis meses e que estão se alimentando de outros alimentos, a oferta de água é extremamente necessária para hidratá-los.

A médica lembra, ainda, que a as crianças precisam mais de água do que um adulto, pois são mais suscetíveis ao estresse por calor já que possuem pouca massa corporal e com isso absorvem mais calor. Nos dias quentes de verão, mais água deve ser oferecida, pois se perde mais pelo suor. Se a crianca apresentar uma diarreia ou qualquer doença febril, que perca água, essa oferta deve ser maior ainda.


Recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria

0 a 6 meses: 700 ml (bebês que tomam leite artificial)

7 a 12 meses: 800 ml

1 a 3 anos: 1,3 litros

4 a 8 anos: 1,7 litros

9 a 13 anos: 2,4 litros

14 a 18 anos: 3,3 litros




Marcelo Matusiak

 

Ofensas nos estádios de futebol: Homofobia, racismo ou injúria?


Especialista em Direito Penal explica as diferenças


Quando, no último dia 10 de janeiro, o árbitro do jogo entre Audax e Sport, pela Copa São Paulo de futebol Júnior, interrompeu a partida e pediu o apoio da polícia militar em função de repetidas manifestações de torcedores do time paulista contra o goleiro Túlio da equipe pernambucana, ele seguiu, de forma clara uma decisão do  Supremo Tribunal Federal, que passou a classificar, a partir de 2019, como crime atos de homofobia com base na lei de racismo. Ele também seguiu a cartilha estabelecida pela Confederação Brasileira de Futebol em agosto de 2019 e reforçou o basta contra este tipo de comportamento, que deverá, cada vez mais punir os clubes com a perda de pontos e multas. Mas e se não se tratar de um crime de homofobia?

A decisão e a discussão sobre o tema, na visão do advogado especialista em Direito e Processo Penal, membro da Comissão Especial de Direito Penal da OAB, Leonardo Pantaleão, é um passo importante e necessário para se fazer aplicar a lei e mudar a cultura machista e preconceituosa que permeia os estádios. “Eu mesmo frequento estádios e, infelizmente, é muito comum e triste notar este tipo de comportamento que em nada tem a ver com a beleza do espetáculo, mas vemos mudanças importantes”, destaca.

Pantaleão explica que, desde junho de 2019, por decisão do Supremo Tribunal Federal, a homofobia é considerada crime. Os ministros do Supremo determinaram que a conduta passe a ser punida pela Lei de Racismo (7716/89), que hoje prevê crimes de discriminação ou preconceito.

O especialista esclarece, no entanto, que há uma mistura grande no entendimento sobre o que é considerado homofobia e injuria. “Na injúria, que também ainda é muito comum em estádios, o agressor tem como objetivo incomodar a honra. Um indivíduo que não é homossexual ser chamado de “bicha” estaria enquadrado neste tipo de lei”, diz.   

Todo o ato deplorável que envolve ambos os temas, segundo Pantaleão, merecem atenção e ação enérgica. No entanto, sob a ótica da aplicação do Direito e Processo Penal e o emprego de eventuais penas, seu entendimento exerce significativa diferença para efeitos de sanção. Vale lembrar que crimes de injúria tem penas bem menores (detenção, de um a seis meses ou multa) em relação ao racismo (reclusão de um a cinco anos).

Os casos de injúria racial nos esportes praticadas durante a realização de algum jogo, campeonato, prova ou equivalente, sobretudo no futebol desde 2019, tem a figura da Justiça Desportiva como o órgão competente para dirimir esses incidentes.

O jurista destaca que cabe à Justiça Comum em âmbito Criminal e Cível o poder e dever de investigar os infratores desses atos discriminatórios, punindo-os em razão do cometimento de tal infração, contudo, a investigação e punição dos clubes ou atletas será de competência da Justiça Desportiva, tendo em vista a falta disciplinar praticada durante o campeonato.


Entrevista final: vencendo a última fronteira do novo emprego


Todo o seu esforço para conseguir uma vaga de trabalho pode ir por água abaixo em apenas alguns minutos durante a entrevista final.  Na maioria dos casos, essa entrevista acontece na própria empresa, então é normal que a ansiedade tome conta dos candidatos. Afinal de contas, ninguém quer fazer feio quando está na frente de quem realmente bate o martelo da contratação, não é verdade?
 
Por isso, Eliane Catalano, Coordenadora de Recrutamento e Seleção da RH NOSSA, separou algumas dicas para que você se dê bem nesta que é a última etapa antes de ter a carteira assinada!
 
Chegue com antecedência

O primeiro ponto é mostrar que você é pontual e, a melhor maneira, é chegando com antecedência ao local da entrevista. É a forma mais segura de mostrar interesse e respeito pela nova oportunidade, mas atenção para não chegar muito cedo para evitar a impressão de ansiedade. Uns 20 minutos antes é mais do que suficiente. 

Estude bem a empresa

Com a internet não tem desculpa: tem que saber a história da empresa. Vasculhe tudo o que conseguir sobre quando eles começaram, ramo de atuação, seus clientes e produtos. Na hora que começar a entrevista, saber todas as informações vai lhe ajudar muito - sem contar o fato de que assim você vai ficar mais tranquilo e não falar coisa errada que possa comprometer a conquista da vaga.

Vestuário adequado

O chamado dress code pesa na entrevista final de emprego. Chegar com a camisa suada, amassada, calça suja não causa boa impressão em nenhuma empresa, por mais que seja um local descontraído. Separe um dia antes o que vai vestir, certifique-se de que tudo esteja limpo e, o mais importante, tente respeitar a cultura da empresa. Em um escritório de advocacia com camiseta pode ser o fim da entrevista de emprego antes mesmo dela começar.    

Qualificação na ponta da língua

A sua experiência profissional está alinhada com os requisitos da vaga? Fale a verdade, não invente nada e nem aumente suas experiências anteriores. Mostre que você é uma pessoa que chegou nesta etapa por méritos, fale seus diferenciais e nunca, mas nunca mesmo, fale mal de seus trabalhos anteriores.    

Cause uma boa impressão

Não bajule o entrevistador, seja autêntico e responda apenas o que lhe for perguntado procurando sempre manter contato visual. Tenha um sorriso no rosto sempre e, quando o entrevistador perguntar sobre outros temas, seja o mais polido possível. Temas como política, futebol e religião costumam ser polêmicos, portanto nem pense em tocar nesses assuntos.    





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