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quinta-feira, 6 de junho de 2019

A importância da saúde animal para a segurança alimentar no nosso planeta


No Dia Mundial da Segurança dos Alimentos, a Elanco reafirma o seu compromisso de ajudar o homem do campo a produzir com responsabilidade e sustentabilidade

Neste dia 7 de junho é celebrado o Dia Mundial da Segurança dos Alimentos. A data, estabelecida pela Assembleia Geral das Nações Unidas em dezembro de 2018, tem como objetivo chamar a atenção para o tema e ressaltar a importância do comprometimento de todos os envolvidos na cadeia produtiva, desde a produção, distribuição e consumo. Neste primeiro ano, o tema escolhido é “Alimentos seguros: responsabilidade de todos” para alertar ao problema e incentivar ações que promovam a prevenção, detecção e gerenciamento dos perigos transmitidos pelos alimentos como uma prioridade e bem-estar comum social, contribuindo assim para melhorar a saúde humana, o acesso aos mercados, o turismo e o desenvolvimento sustentável.

Neste dia tão importante, a Elanco Saúde Animal, uma das líderes globais na produção de medicamentos e compostos nutricionais para bovinos, aves, suínos, peixes e animais de companhia e parceira dos produtores rurais há mais de seis décadas, reafirma o seu compromisso de ajudar o homem do campo a produzir mais e melhor, com responsabilidade e sem abrir mão da sustentabilidade, apresentando o seu novo posicionamento de Responsabilidade Social Corporativa calcado em quatro pilares: animais saudáveis, pessoas saudáveis, planeta saudável e negócio saudável (veja quadro).

"Manter os animais saudáveis e produtivos significa mais comida a um preço mais acessível para os consumidores, além de desenvolver e sustentar os produtores e suas comunidades", afirma Carlos Kuada, vice-presidente da Elanco Saúde Animal para a América Latina. "Seja no interior do Brasil ou na África subsaariana, uma vaca leiteira doente pode significar a perda não apenas de uma importante fonte de alimento para uma família, mas também a perda de seus meios de subsistência".

A Elanco é uma organização genuinamente comprometida e empenhada em assegurar um futuro com alimentos nutritivos e acessíveis a todos. Ao lado de clientes e funcionários em todo o mundo, a empresa vem trabalhando para atingir a sua meta de garantir a segurança alimentar a pelo menos 100 comunidades carentes até 2020 - hoje já são 96 comunidades impactadas, num total de 722.606 famílias espalhadas pelos quatro cantos do planeta.

Entre as ações de maior destaque está a parceria com a Heifer International, entidade com 75 anos de história no combate à pobreza. Em parceria com a Elanco, a organização vem promovendo ações nas Américas, Europa, África e Ásia que já beneficiaram mais de 165.000 famílias. Mais do que simples doações de recursos, a Elanco tem ajudado a construir verdadeiras empresas agrícolas que geram renda aos pequenos produtores e contribuem para a melhoria de vida e da qualidade da alimentação de suas famílias.

Para a Elanco, nada é mais importante do que o vínculo entre humanos e animais - sejam eles de produção ou de companhia. Prova disso é o investimento contínuo em pesquisas que possibilitam o desenvolvimento de produtos inovadores fundamentais para garantir o tratamento de bovinos, suínos, aves, peixes e animais de estimação em todo o planeta. A Elanco acredita que trabalhando juntos - produtores, consumidores, empresas, governos e ONGs - e promovendo a saúde dos animais, podemos resolver o nosso problema mais urgente: a fome.
 

Plataforma da Roche ajuda a identificar postos de coletas que fazem descarte correto de medicamentos


- Basta incluir CEP no site para encontrar local mais próximo

Buscas na plataforma cresceram 190% em um ano


A consciência do brasileiro está cada vez maior em relação a temas sustentáveis, que proporcionam um ambiente melhor para todos. Prova disso é que a busca pela localização de postos que fazem o descarte correto de medicamentos, disponível no site da Roche, aumentou 190% em 2018 na comparação com o ano anterior.

Muito se fala sobre lixo eletrônico e até de rejeitos hospitalares. Porém, muito pouco é divulgado sobre descarte correto de medicamentos. Para ajudar a encontrar um local próximo a sua residência, a Roche, líder global em biotecnologia, em parceria com o portal eCycle, disponibiliza no site www.roche.com.br uma plataforma que mapeia, de acordo com o endereço fornecido (CEP), os pontos para descarte mais próximos ao usuário.

Vale ressaltar que jogar remédios vencidos ou sobras no lixo comum traz inúmeros prejuízos ao meio ambiente e à saúde. Isso porque essas substâncias contaminam a água e o solo, podendo afetar peixes e outros organismos vivos, além de pessoas que bebem dessa água e consomem ou se alimentam desses animais. O procedimento também coloca em risco aqueles que entram em contato direto com o resíduo. O Brasil é o 6º maior mercado de medicamentos do mundo, segundo dados de 2017, da IQVIA. Por ano, estima-se que sejam produzidas mais de 10 mil toneladas desse tipo de resíduo, conforme dados da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).



Roche


Descubra como não perder dinheiro na venda do seu carro usado


Saiba o valor real praticado pelo mercado na venda e compra de veículos usados de acordo com as particularidades do automóvel e faça o melhor negócio


Vender um carro usado é uma prática muito comum entre os proprietários de veículos no Brasil, mas uma questão em particular impede que muitos proprietários de carros usados façam um bom negócio: “Afinal, quanto vale o meu carro atualmente?”. Pensando nisso, a KBB Brasil, empresa de cotação de carros novos e usados mais reconhecida dos Estados Unidos e presente no Brasil desde 2017, ensina como descobrir quanto vale o seu carro usado, seja para venda a particulares ou a revendedoras.

Para obter sucesso na venda de um seminovo, não basta ter um bom veículo e em bom estado de conservação, é preciso conhecer os preços de compra e venda praticados no mercado para não haver problema nas negociações. Porém, é um processo repleto de insegurança e dúvidas sobre as melhores práticas para não sair no prejuízo.

A primeira ação necessária para quem tem interesse em vender seu automóvel é saber o preço real do veículo. A partir disso, o usuário precisa decidir por qual meio será realizada a venda. É possível anunciar o veículo em sites, levá-lo a revendas e concessionárias ou mesmo a uma feira de automóveis para realizar uma venda particular sem ter de anunciar. Para cada uma das opções, a KBB explica as vantagens e como precificar seu veículo.


Vender para Revendedor

Quando se recorre a uma loja para a venda de um usado, o valor do veículo na maioria das vezes fica abaixo do valor descrito em tabelas de preço tradicionais, variando em razão do estado geral de conservação e da facilidade de comercialização do seu carro. Por outro lado, entregar o carro a uma revendedora de veículos oferece ao interessado velocidade maior na realização da venda.

Muitos quesitos são avaliados durante a venda de um automóvel usado para uma revendedora, como quilometragem, conservação, nível de equipamentos, cor, oferta e demanda do modelo em questão e alterações realizadas no veículo, bem como o valor dos impostos e outras despesas com que a loja terá de arcar para ter lucro ao negociar o veículo.

Para evitar frustrações e com o objetivo de ajudar os proprietários de veículos a compreender o preço oferecido pelas revendas na sua região, a KBB oferece aos usuários o valor do veículo em revendas, sendo possível selecionar quaisquer opções e itens adicionais presentes no carro.


Vender para Particular

A venda por meio de pessoa física pode tornar o negócio mais vantajoso, permitindo ao vendedor negociar seu veículo por um valor maior. Ao mesmo tempo, por esse meio pode haver uma demora maior para concretizar a venda, além de riscos maiores na negociação.

As maneiras convencionais de precificação de carro fornecem um valor genérico do veículo, além de não contemplar o estado de conservação e rodagem do automóvel, seus itens de série e opcionais ou mesmo o preço de acordo com a região geográfica. E a demanda que há para aquela cor naquele local específico. Isso já fez muita gente perder dinheiro à toa.

Saber essas informações permite realizar o melhor negócio. Para isso, a KBB oferece todas as variações do preço de um carro, tanto na compra quanto na venda, mensurando, por exemplo, como as características e a quilometragem interferem no valor dependendo da região do País em que ele é negociado.


Vender através de Classificados

As chances de vender o carro mais rápido aumentam ao expor o veículo em um ou mais classificados online, mas mesmo assim, pode demorar. O preço oferecido no veículo pode variar de acordo com a pressa do vendedor. E cai na mesma proporção da urgência dele.

Mesmo conseguindo alcançar mais pessoas com os anúncios e com mais flexibilidade e autonomia na negociação do veículo, há o risco de não conhecer o comprador interessado, que tanto pode ser alguém idôneo como um estelionatário de carteirinha. Nesse caso, é recomendável que se marque um encontro em local público e apenas entregar o veículo quando a transferência financeira for realizada e o documento de transferência estiver devidamente assinado.

Independentemente do método escolhido para realizar a venda de um veículo seminovo ou usado, no site www.kbb.com.br é possível avaliar gratuitamente o valor real do automóvel praticado no mercado com o Preço KBB™. E também pesquisar o preço mais correto do modelo zero quilômetro em que se está de olho, algo que nenhuma outra tabela no mercado oferece.

A empresa conta com uma equipe de analistas especializados em gerar informações precisas para a negociação, dispondo de mais de 2 milhões de dados sobre preços de carros novos e cotações de usados, com base em transações reais e não em valores de venda anunciados. Com big data e tecnologia de ponta, os consumidores brasileiros podem ter acesso ao valor real do veículo de acordo com suas especialidades e evitar perdas financeiras ou frustrações durante as vendas.



Cox Automotive
www.coxautoinc.com

Press Manager dá 5 dicas para garantir processos otimizados


Como garantir que os processos da sua empresa sejam otimizados, independentemente da forma como você contrate e coordene seus colaboradores? A equipe Press Manager, especialista em gestão de processos de comunicação, separou 5 dicas que podem te ajudar nessa empreitada. Confira.


Os tempos estão mudando rapidamente e cada vez é mais necessário ter processos otimizados, que garantam produtividade e resultados com menor índice de insatisfação, tanto de seus clientes internos quanto externos. Mas, como fazer? A equipe da Press Manager, primeira solução completa de gestão online para Assessorias de Imprensa, Agências de Comunicação, Agências de Publicidade, Empresas Públicas e Privadas, separou 5 dicas que podem ajudar a otimizar seus processos, baseadas na experiência de seus clientes e parceiros. Veja quais são:


Estude o mercado e a concorrência

Saber o que está acontecendo no seu mercado é fundamental. Especialmente para aprender com outras empresas que estejam percorrendo o mesmo caminho que você. O ideal, na verdade, é deixar de ver o outro somente como alguém que concorre, mas como alguém que pode ser parceiro, pode ajudar a otimizar seu trabalho. Para isso, esteja aberto, de antenas ligadas e pesquise. Pode fazer toda a diferença.


Saiba aonde quer chegar

Para utilizar conhecimento de mercado a seu favor, é preciso ter um plano de voo. Quem não sabe onde quer chegar, não deveria nem sair do solo, certo? Ter objetivos traçados ajuda a adequar a rota e a encontrar caminhos menos sinuosos para chegar lá. Então, reserve tempo para o planejamento estratégico.


Invista em workflow

Desenhar um fluxo de trabalho é extremamente importante para entender onde estão as falhas ou possíveis lacunas que precisam ser organizadas e preenchidas. Utilize ferramentas que possam ajudar no processo, dedique tempo para desenhar seu sistema de trabalho e acredite, haverá ganho de tempo aí!


Tecnologia

Os sistemas estão aí para agilizar seus processos. Escolher a tecnologia certa e ter uma equipe que possa fazer com que ela funcione da melhor maneira possível é fundamental para otimizar todas as etapas do trabalho da sua empresa. Cheque seus processos atuais: onde a tecnologia ainda não está inserida e pode te ajudar?


Foco na equipe

As pessoas são seu maior bem. É nelas que você deve focar na hora de criar processos que, afinal de contas, serão realizados e validados por elas. De nada adianta investir em tecnologia se não houver capacitação. Então, tenha em mente que as pessoas é que farão toda a diferença para os seus processos.







Número de brasileiros com dívidas atrasadas aumenta em 2 milhões e bate novo recorde, revela Serasa Experian


63,2 milhões de consumidores estavam inadimplentes em abril deste ano, crescimento de 3,2% em relação ao mesmo mês do ano passado

Em novo recorde histórico, o número de brasileiros inadimplentes chegou a 63,2 milhões em abril de 2019. Isto significa que 40,4% da população adulta do país está com dívidas atrasadas e negativadas. Na comparação com o mesmo mês de 2018 (61,2 milhões), são dois milhões a mais de pessoas inadimplentes, ou seja, uma alta de 3,2%. Na relação abril x março 2019, o crescimento foi de 0,4%. Clique aqui e veja a tabela com as informações.

“Além dos impactos gerados pela insuficiência da educação financeira do brasileiro, a inadimplência é uma variável que segue as principais tendências do cenário econômico nacional. Neste sentido, com a estagnação da economia, aumento do desemprego e da inflação ao longo dos primeiros meses de 2019, que impactam diretamente o orçamento doméstico, continuamos a bater recordes no número de consumidores com contas em atraso”, comenta Luiz Rabi, economista da Serasa Experian.


Crescimento das dívidas em atraso com bancos e cartões é sinal de alerta

O segmento de Bancos e Cartões é o que tem o maior número de dívidas vencidas e não pagas, por isso, o aumento da representatividade de janeiro a abril é o que mais preocupa, segundo Rabi. “Este crescimento demonstra a dificuldade em honrar um tipo de pagamento que costuma ser prioridade das famílias. Isso é um sinal de que as pessoas já tomaram crédito para quitar outras dívidas e chegaram no ponto de não conseguirem pagar nem este empréstimo. Se mantido ao longo dos próximos meses, este movimento pode fazer com que o spread bancário aumente, deixando os juros ainda mais caros para o consumidor”, diz. Clique aqui e veja a tabela com as informações.

O crescimento da inadimplência do consumidor em abril de 2019, na relação com o mesmo mês de 2018, foi puxado pelas dívidas não honradas com o segmento de Utilities (água, energia elétrica e gás). A Telefonia aparece em segundo lugar. Já Varejo e Serviços apresentaram queda na comparação interanual, uma sinalização de que a oferta de crédito nestes segmentos pode estar encolhendo. Clique aqui e veja a tabela e o gráfico com as informações.


Estados da região Sul tem índice de população adulta inadimplente abaixo da média nacional

O Sul é a única região em que a população adulta dos Estados está com o percentual de inadimplência abaixo da média nacional (40,4%): Paraná (35,1%), Rio Grande do Sul (34,6%) e Santa Catarina (33,1%), este com o menor número em todo o país. “Esta região costuma ter menor índice de pessoas com dívidas atrasadas e negativadas porque o desemprego é mais baixo, graças às atividades do agronegócio”, comenta Rabi.

Treze dos 27 Estados brasileiros estão acima da média nacional, sendo as regiões Norte e Sudeste as mais afetadas. Clique aqui e veja a tabela e o gráfico com as informações.


Educação Financeira é ferramenta para sair da inadimplência

Ainda que o desemprego continue sendo o maior vilão da inadimplência, a falta de educação financeira também impacta o orçamento dos brasileiros, principalmente em períodos de crise. Um estudo da Serasa Experian em parceria com o IBOPE Inteligência e o Instituto Paulo Montenegro mostra que a renda e a escolaridade têm pouco impacto no aprendizado financeiro da população.

A análise feita a partir do cruzamento dos dados do Índice Nacional de Educação Financeira (INDEF) e do Indicador de Alfabetismo Funcional (INAF) mostra que a vivência traz mais aprendizado aos brasileiros. “Com o alto índice de inadimplência no país, é preciso buscar alternativas para ensinar em sala de aula este aprendizado conquistado com a prática”, comenta Luiz Rabi.

 Por meio do canal gratuito do Serasa Ensina (site e canal no YouTube) é possível aprender sobre como cuidar do dinheiro, negociar dívidas, conseguir crédito, entre outros.

Outro aspecto importante é o Cadastro Positivo, considerado um antídoto contra o superendividamento. Baseado em uma metodologia mais abrangente e inclusiva para concessão de crédito, ele considera a análise de todo o histórico de endividamento e de que modo empresas e consumidores efetuam o pagamento de dívidas contratadas com bancos e estabelecimentos de comércio e de serviços (luz, água, telefone, gás). Também são avaliados compromissos financeiros a vencer.

O objetivo desse processo é valorizar aspectos positivos, como o hábito do consumidor de pagar em dia suas contas, e não se concentrar somente nas dívidas atrasadas. Isso contribui para a prevenção e o combate ao superendividamento, ao sinalizar de modo claro se há espaço no orçamento para contrair mais dívidas.

O Brasil é uma das poucas grandes economias globais que não considerava o Cadastro Positivo. Nos países nos quais os dados positivos passaram a constar nos modelos estatísticos, entre os principais diferenciais, se verificou a maior inclusão das pessoas no crédito.



Serasa Experian

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Junho laranja alerta para a leucemia


O junho  laranja alerta para a leucemia, câncer do sangue que ataca os glóbulos brancos. No passado, o tratamento era restrito, mas atualmente  obteve grandes avanços com o auxílio das terapias alvo, o transplante de medula óssea e a terapia com células CAR-T, chegando em muitos casos à cura do paciente ou à significativa melhoria de sua qualidade de vida


Para o Brasil, segundo dados do INCA- Instituto Nacional do Câncer, estimam-se 5940 casos novos de leucemia em homens e 4860 em mulheres para cada ano do biênio 2018-2019. Esses valores correspondem a um risco estimado de 5,75 casos novos a cada 100 mil homens e 4,56 casos novos para cada 100 mil mulheres, ocupando a 9ª e a 10ª posições respectivamente entre os cânceres.
O Hemomed Instituto de Oncologia e Hematologia é o maior centro privado de atendimento do câncer, somando 10 mil atendimentos mensais, e com grande expertise nos cânceres do sangue, as leucemias. Segundo Daniela Ferreira Dias, onco-hematologista e coordenadora do Departamento de Transplante de Medula Óssea do Hemomed, o tratamento dessa doença teve grande evolução, chegando em muitos casos à cura do paciente ou à significativa melhoria de sua qualidade de vida.
                                
                                                                                                       Foto: Divulgação                             

O que é
A especialista do Hemomed explica que a leucemia é um câncer que ataca os glóbulos brancos e que se inicia na medula óssea. Ela pode ser classificada em aguda e crônica. As leucemias agudas são classificadas em dois subtipos: leucemialinfoide aguda (LLA) e Leucemia Mieloide Aguda (LMA). Embora possam acometer pessoas em qualquer faixa etária, a LLA é mais comum em crianças e adultos jovens enquanto a LMA acomete mais adultos e idosos. Em geral, os sintomas apresentados são febre, queda do estado geral, adinamia, dor nas pernas e articulações, dor de cabeça e sangramento espontâneo ou hematomas pelo corpo.

Diagnóstico
O diagnóstico é feito através da coleta de exames medulares (punção óssea) como mielograma, imunofenotipagem e cariótipo de medula óssea. “Juntamente com os exames citados, realizam-se também exames moleculares como FLT3, NPM1, CBPA, IDH1 e IDH2, Ckit, PCR para BCR-ABL e PCR para PML-RARA (coleta por sangue periférico ou de medula), que são importantes na classificação de risco das leucemias, determinando o tratamento e indicação de transplante de medula óssea”, destaca a hematologista do Hemomed, Carla Campos.

Tratamentos avançam
Até bem pouco tempo, os protocolos quimioterápicos com associação de drogas eram a única terapia de tratamento para todas as leucemias. Hoje em dia, com o auxílio dos exames moleculares, estão sendo desenvolvidas terapias alvo específicas, ou seja, medicamentos que atuam especificamente em marcadores genéticos presentes em células leucêmicas."Essas novas terapias, quando associadas ao tratamento convencional ou mesmo em monoterapia, tem aumentado as taxas de resposta do tratamento com menos efeitos colaterais e toxicidade, principalmente para a faixa etária de paciente mais idosos”, destaca Daniela Ferreira Dias. Alguns exemplos dessas medicações são: Inibidor de FLT3 (Midostaurin); Inibidor da Tirosino Kinase (Imatinib, Dasatinib e Nilotinib); Anti CD19/CD3 (Blinatomumab); Anti CD22 (Inotuzumab); Inibidor seletivo de BCL-2 (Venetoclax).

Doação de medula óssea e transplante 
O transplante de medula óssea alogênico (aparentado, não aparentado ou haploidêntico) é uma modalidade de tratamento com intenção curativa e, atualmente, tem seu papel principal nas leucemias de alto risco. A busca por doadores começa no diagnóstico. Inicialmente são realizados exames com familiares de primeiro grau e, caso não se tenha sucesso, é feito cadastro em banco de medula. O momento de sua realização depende da resposta ao tratamento quimioterápico inicial.
Nos Estados Unidos em 2017 e 2018 uma nova modalidade de tratamento com terapia celular (chamado CAR-T) foi aprovada com resultados promissores pelo FDA, que consiste em combater a leucemia  através do sistema imunológico, mas apesar de todos avanços, alguns casos continuam refratários, além do alto custo, e necessitam de transplante de medula óssea (TMO).
O hematologista Rodrigo Santucci , diretor da divisão de hematologia do Hemomed,  destaca a importância de conscientizar a população para se tornar um doador de medula óssea, bastando  procurar o hemocentro público de sua cidade e coletar uma amostra de sangue onde será estudada uma sequência gênica chamada HLA. Este cadastro vai para o banco nacional chamado REDOME e se um dia algum paciente necessitando de TMO tem a mesma sequência de HLA, o doador é convocado (por isso a importância de manter o endereço atualizado). A doação ocorre por um procedimento simples chamado aférese que se assemelha a uma hemodiálise.   
Cada tipo de leucemia necessita tratamento específico
Dentre as leucemias crônicas, as mais prevalentes são as Leucemias Mieloides Crônicas (LMC) e Leucemias Linfoides Crônicas (LLC). Na maioria dos casos são indolentes e, não raro, o diagnóstico é feito por exames de rotina em paciente assintomáticos. Quando sintomas presentes, pode haver aumento do baço, de gânglios e leucócitos. Paciente com LMC, são tratados com terapia alvo molecular como os Inibidores de Tirosino Kinase, que são medicamentos de via oral. Somente em situações especiais há indicação de transplante de medula óssea.
Por outro lado, a hematologista Carla Campos destaca que os pacientes com LLC, patologia com predominância em idosos, o tratamento pode ser somente o acompanhamento clínico laboratorial, não necessitando de medicação quimioterápica. Quando esta é necessária, além do tratamento já existente, terapias orais com atuação molecular estão disponíveis levando a esses pacientes, melhor qualidade e sobrevida.

Obesidade, refluxo e Esôfago de Barrett podem ser tratados com endoscopia


Novas opções são menos invasivas e eficientes no tratamento dessas doenças


A medicina está em constante evolução e os tratamentos estão cada vez menos invasivos. Muitas doenças, que antes só podiam ser tratadas com cirurgia, ganharam novas opções de tratamento, via endoscopia, alguns deles, bem recentes no Brasil, como a Endossutura Gástrica, para emagrecimento, o método Stretta, para tratamento da DRGE (Doença de Refluxo Gastroesofágico) e o Barrx, para tratamento de Esôfago de Barrett.

A Endossutura Gástrica é uma técnica de redução do estômago, que permite que o paciente perca até 20% do seu peso inicial. Ela difere-se da cirurgia bariátrica convencional por alguns motivos. “Primeiro, porque ela não é uma cirurgia, é um tratamento feito por endoscopia, sem qualquer corte na parede abdominal do paciente. Segundo, porque ela pode ser realizada por pacientes portadores de obesidade leve, com IMC (Índice de Massa Corpórea) de 30 a 34,9, ou seja, que não têm indicação para a cirurgia convencional, permitida apenas para pacientes com IMC a partir de 35, que apresentam doenças causadas pela obesidade. E o terceiro ponto é que, por ser menos invasiva, a recuperação do paciente também é mais rápida”, explica o cirurgião bariátrico e endoscopista Admar Concon Filho, um dos primeiros médicos a realizar o procedimento no País.

De acordo com ele, há também outros tratamentos endoscópicos para a perda de peso. O balão intragástrico é um deles. Indicado para pacientes com IMC acima de 27 e a perda de peso chega a 20% do peso inicial, ele é colocado no estômago através de uma endoscopia, e preenchido com cerca de 600 ml de soro. Este balão, que pode ficar de seis meses a um ano no estômago no paciente, ocupa boa parte do órgão, o que causa uma sensação de “estômago cheio”, que faz com que a pessoa ingira menos alimento. A colocação pode ser feita em consultório, com sedação. “’O balão pode ser considerado como uma oportunidade de adaptação de novos hábitos durante os meses do tratamento. Dessa forma, assim que ele for retirado, a ideia é que o paciente já tenha reestruturado seus hábitos, com condições de mantê-los”, explica o cirurgião.

“Nós tínhamos uma lacuna nos tratamentos para obesidade. Algumas pessoas, apesar de não terem o IMC mínimo para fazer a cirurgia bariátrica, não conseguiam sair do sobrepeso ou da obesidade leve. Daí, surgiu o balão intragástrico como uma opção. E, mais recentemente, a Endossutura Gástrica, que é menos invasiva que uma cirurgia e, por outro lado, mais definitiva que o balão”, comenta Concon.

Outro tratamento relacionado à perda de peso é o Plasma de Argônio. Mas, neste caso, sua indicação é apenas para pessoas que fizeram cirurgia bariátrica em Y de Roux (Cirurgia de Capella, Cirurgia de Fobi-Capella ou Bypass Gastrointestinal) sem anel e não conseguiram atingir o peso desejado ou tiveram reganho de peso acima de 10% do peso mínimo atingido. De acordo com Concon, o procedimento é uma cauterização endoscópica que tem como finalidade diminuir o diâmetro da anastomose gastrojejunal.  “Fazemos um estreitamento da emenda entre o pequeno novo estômago e o intestino delgado. Assim, o esvaziamento do estômago fica mais lento, dando uma sensação de saciedade precoce, com diminuição da ingestão de alimentos e, consequentemente, redução de peso”, explica.


Refluxo e Esôfago de Barrett também ganham tratamento via endoscopia

Até pouco tempo atrás, a DRGE (Doença de Refluxo Gastroesofágico) só podia ser tratada com remédios ou cirurgias. Mas, há pouco mais de um ano, chegou ao Brasil o método Stretta, um tratamento via endoscopia para o refluxo. Realizado com radiofrequência, ele é uma alternativa para pacientes sem resultados efetivos com medicamentos e que não queiram ser submetidos a uma cirurgia.

“O Stretta é introduzido no paciente por endoscopia. Ele faz uma espécie de queimadura nas camadas internas do esôfago, fortalecendo o músculo para que o conteúdo do estômago não retorne mais”, explica Concon. O procedimento, não-cirúrgico, demora menos de uma hora e pode ser feito com o paciente sedado ou através de anestesia geral. Ele tem alta no mesmo dia e, no dia seguinte, pode retomar suas atividades normais. Nas primeiras 24 horas, o paciente deve consumir apenas líquidos e, nas duas semanas seguintes ao procedimento, precisa ingerir uma dieta leve. Os resultados mais significativos aparecem, em média, a partir de dois meses após o procedimento, quando o médico começa, então, a suspender o uso de medicamentos. 

Para os pacientes com refluxo que desenvolveram Esôfago de Barrett, também há um novo tratamento: o Barrx. Da mesma forma que o Stretta, ele é feito por endoscopia, com o uso de radiofrequência. “Este é um tratamento muito recente, que tem se mostrado eficiente. Além de prevenir o câncer, já que o Esôfago de Barrett é uma doença pré-maligna, também melhora muito a qualidade de vida dos pacientes”, explica Concon. “Basicamente, nós fazemos uma ablação do Esôfago de Barrett, com radiofrequência, e retiramos as células doentes”, conta o cirurgião. Segundo a literatura, 1 entre cada 1200 pacientes com Esôfago de Barrett evolui para câncer. O Esôfago de Barrett é uma doença que atinge cerca de 10% dos pacientes que convivem com refluxo gastroesofágico por muitos anos.

“Apesar de alguns serem relativamente novos no Brasil, todos esses tratamentos por endoscopia já são realizados em outros países. Temos acompanhado muito de perto essa evolução da medicina e ficamos felizes por oferecer tecnologia de ponta aos nossos pacientes”, comemora Concon.

Dr. Admar Concon Filho - cirurgião bariátrico, cirurgião do aparelho digestivo e médico endoscopista. Ele é palestrante internacional, membro titular e especialista pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva, Colégio Brasileiro de Cirurgiões e Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, além de membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica e membro da International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Disorders.

Pediatras pedem às redes sociais que impeçam a disseminação de mentiras anti-vacinas


As vacinas são seguras, as vacinas são eficazes e as vacinas salvam vidas. Mas ainda persiste a divulgação de teorias, há muito tempo desmentidas, reivindicando o oposto no universo on-line


A Academia Americana de Pediatria pediu ao Facebook, ao Google e ao Pinterest ajuda para impedir a disseminação da desinformação on-line sobre vacinas. Três cartas públicas foram enviadas aos gigantes da tecnologia recentemente.

Só no EUA, em 2019, houve seis surtos de sarampo até agora. Em janeiro, o governador de Washington declarou estado de emergência para ajudar a conter um surto que incluiu 71 casos - a grande maioria dos quais em indivíduos não vacinados. E em Nova York, houve 133 casos confirmados de sarampo de um surto que começou em outubro.

As autoridades de saúde pública americana dizem que esses surtos são motivados, em parte, por desinformação sobre a segurança e a eficácia das vacinas, incluindo um estudo há muito desacreditado que vinculou as vacinas ao autismo.

A maioria dos pais, nos EUA, vacina seus filhos contra o sarampo com base nas recomendações atuais de saúde pública. As imunizações proporcionam às crianças proteção robusta contra a doença altamente contagiosa (e previamente eliminada nos EUA). 90% dos indivíduos não vacinados que entram em contato com uma pessoa que tenha sarampo contrairão a doença, e aqueles que não podem ser vacinados - incluindo crianças muito jovens ou imunocomprometidos - confiam na imunidade do rebanho para permanecerem seguros e saudáveis.

Mas em certos municípios americanos, como o condado de Clark, em Washington, o coração do recente surto de sarampo, as taxas de vacinação estão caindo - de 96% entre os estudantes da pré-escola, em 2004-2005, para 84% em 2017-2018.

"As vacinas são seguras, as vacinas são eficazes e as vacinas salvam vidas. Mas ainda persiste a divulgação de teorias, há muito tempo desmentidas, reivindicando o oposto no universo on-line", diz a carta da Academia Americana de Pediatria enviada ao  Google, ao Facebook e ao Pinterest.


Movimento anti-vacina

As razões pelas quais os pais escolhem não vacinar são multifatoriais. “No entanto, uma pesquisa revela que pais que optam por não vacinar são influenciados pelos indivíduos dos seus círculos sociais. Um estudo realizado com pais, residentes no condado de Clark,  em Washington, descobriu que cerca de 70% deles  que hesitavam em vacinar seus filhos tinham alguém em sua rede social que os dissuadiu de seguir os esquemas padrão de vacinação, sugerindo que essas ‘vozes e conversas’ são  altamente influentes”, afirma o pediatra e homeopata, Moises Chencinski.

"Reconhecemos que as pessoas estão recebendo informações de todos os tipos de fontes diferentes. Infelizmente, os pais não passam muito tempo com os pediatras de seus filhos. Como podemos elevar a voz da ciência? Eu falo frequentemente sobre vacinas na Internet, mas leigos que não fizeram Medicina, que não fizeram residência, que não entendem de vacinas e que nunca trataram uma criança com uma doença infecciosa também falam... Como podemos ajudar o internauta a perceber a diferença desses discursos?”, questiona o médico.

As gigantes da Internet parecem estar reconhecendo seu papel na disseminação da desinformação sobre as vacinas. No final de fevereiro, o Pinterest anunciou que havia bloqueado todas as buscas relacionadas a vacinas em seu site, o que descreve como uma solução temporária até que possa descobrir uma estratégia de longo prazo para coibir as informações anti-vacinação.  Em seguida, o Facebook também anunciou uma repressão ao conteúdo anti-vacinação em seu site, diminuindo o ranking de grupos que divulgam desinformação sobre vacinas e rejeitando anúncios anti-vacinação. E o Google, que é dono do YouTube, também  adotou o que descreve como etapas para destacar com mais eficácia fontes e matérias de notícias confiáveis.

“Temos a sensação de que  pode e deve ser feito mais. Não há solução fácil nesse caso. É preciso a soma de muitos esforços. No Brasil, o Ministério da Saúde lançou, recentemente, uma campanha contra as fake news em saúde, que esclarece muitas notícias falsas sobre vacinação. Outra iniciativa no mesmo sentido é o Movimento Vacina Brasil. Mesmo assim, não estamos conseguindo combater as falsas informações sobre a vacina contra a gripe que circulam pela Internet. Os resultados parciais da campanha são insatisfatórios, revelando baixas taxas de adesão da população à campanha de vacinação contra a gripe”, diz Moises Chencinski.

Acesse a nossa playlist sobre vacinação:

Dia da Imunização coincide com surto de sarampo no Brasil e no mundo


Em 2019, o estado de São Paulo registrou 36 casos de sarampo, o maior número de casos do transtorno em vinte anos. A doença, anteriormente dada como erradicada no país, voltou com toda força após 21 casos em Santos, provenientes de um navio que atracou no porto da cidade. Na cidade de São Paulo, foram registrados 14 casos desde 1º de janeiro deste ano, sete destes, apenas nas duas últimas semanas. Ao todo, são 83 casos confirmados em todo o país: 43 no Pará, 27 em todo o estado de São Paulo, quatro no Amazonas, três em Santa Catarina, outros três em Minas Gerais, dois no Rio de Janeiro e um em Roraima. Em razão disso, o Ministério da Saúde está preparando uma campanha de vacinação, que deverá ser iniciada em todo o território nacional no dia 10 de junho. O surto e a campanha coincidem com o Dia da Imunização, celebrado no dia 9 de junho.

Nos últimos anos, criou-se um movimento antivacinação baseado em ideias que elas seriam a causa de autismo, entre outros motivos. Há, porém, sérios riscos na decisão de não vacinar a si mesmo e sua família. Estes perigos não se restringem apenas à sua própria saúde, mas também ao bem-estar de todos à sua volta, como colegas de trabalho e escola. O assunto é tão importante que a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o movimento antivacinação em um relatório sobre os dez maiores riscos à saúde global em 2019. De acordo com o documento, não se vacinar “ameaça reverter o progresso feito no combate às doenças evitáveis por meio de vacinação".

O sarampo é uma destas doenças que havia sido erradicada no Brasil em razão das campanhas de vacinação. Nosso país não é o único que tem esse ponto negativo: os EUA também foram atacados por um surto do transtorno em 2016. Segundo dados de 2017, os casos de sarampo aumentaram 30% no mundo todo, um número visto como vexatório por toda a comunidade médica. 

Não é exagero, então, afirmar que o movimento antivacinação não passa de uma grande besteira. Como diz a própria OMS em seu relatório, a vacina “é uma das formas mais eficientes para evitar doenças e atualmente evita de 2 a 3 milhões de mortes por ano, enquanto outro 1,5 milhão poderia ser evitado se a cobertura vacinal fosse melhorada no mundo." Literalmente, milhões de vidas são preservadas atualmente única e exclusivamente em razão das vacinas, que são, talvez, o grande legado da medicina no século XX, ao lado dos antibióticos. Assim, aproveite a campanha de vacinação para se prevenir e ajudar o mundo a deixar doenças como o sarampo no passado, que é onde elas merecem estar.


Serviço público

A vacinação recomendada contra o sarampo consiste em três etapas. São elas:

·         Sem registro de SCR: Esquema de 2 doses com intervalo mínimo de 4 semanas.

·         Registro de apenas uma dose de vacina SCR: Aplicar segunda dose o mais rapidamente possível (desde que haja um intervalo mínimo de 4 semanas entre doses).

·         Registro de duas doses vacina SCR: a partir de 12 meses de idade (vacinado) - Nenhuma dose.

A vacinação SCR é disponibilizada gratuitamente pelo SUS em todas as unidades básicas de saúde.






Milton Monteiro - enfermeiro no HSANP, centro hospitalar na Zona Norte de São Paulo

DATA REFORÇA A IMPORTÂNCIA DO TESTE DO PEZINHO


Exame simples, realizado dentro da maternidade, é capaz de identificar doenças genéticas ou metabólicas nos primeiros dias de vida


Realizado no Brasil desde a década de 1970, com a coleta de algumas gotas de sangue do calcanhar do recém-nascido, o teste do pezinho é capaz de identificar doenças genéticas ou metabólicas que, se não diagnosticadas a tempo, levam à deficiência física e/ou mental. Por isso, o exame precisa ser feito necessariamente nos primeiros 30 dias de vida do bebê, em qualquer unidade de saúde, seja ela particular ou do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em razão da importância do esclarecimento sobre esse procedimento, o Dia Mundial do Teste do Pezinho é celebrado em 06 de junho.

“De uma maneira geral, a maioria das pessoas já conhece o teste, mas é sempre bom reforçarmos a sua importância e o impacto de se iniciar um tratamento o mais breve possível, quando identificada alguma alteração”, destaca Renata Nicola Deodato, enfermeira coordenadora da área Materno Infantil do Hospital e Maternidade Christóvão da Gama (HMCG), do Grupo Leforte.

Em média, a unidade hospitalar realiza cerca de 100 testes por mês e para as famílias são oferecidas três opções:  o básico que identifica 20 doenças (sem custo), o ampliado e o estendido que detectam um número maior de alterações. Os resultados saem, em média, de 15 a 20 dias.

Entre as doenças que podem ser identificadas pelo teste do pezinho estão:
  • Fenilcetonúria (freqüência 1 para 15.000 recém-nascidos): doença rara, congênita e genética, que consiste na falta de capacidade do organismo de quebrar adequadamente moléculas de um aminoácido chamado fenilalanina. Os altos níveis de fenilalanina não metabolizada causam alterações no sistema nervoso, levando à deficiência intelectual severa e irreversível nos casos não tratados.
  • Hipotireoidismo congênito (freqüência de 1 para 4.000 recém-nascidos) é um problema no qual a glândula da tireoide não produz hormônios suficientes para a necessidade do organismo. A falta da tiroxina traz consequências como deficiência intelectual grave e comprometimento do crescimento nos casos não tratados precocemente.
  • Anemia Falciforme (freqüência de 1 para 400 até 1 para 1.000 recém-nascidos): causada pela alteração estrutural na molécula de hemoglobina, uma proteína presente nos glóbulos vermelhos, responsável pelo transporte do oxigênio para os tecidos.  A doença pode causar a anemia, infecções generalizadas, atraso no crescimento e dores.



Grupo Leforte

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