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terça-feira, 5 de setembro de 2017

Setembro Vermelho: hábitos saudáveis e boa saúde previnem doenças cardiovasculares



 De acordo com pesquisador, manter o nível de vitamina D adequado pode reduzir em até 50% a probabilidade de hipertensão, AVC e infarto 


Há alguns anos, todo setembro tem a missão de lembrar a população sobre a importância de prevenir e tratar as doenças do coração. O mês ganhou esse mérito porque o assunto é alarmante segundo a Organização Mundial da Saúde, as doenças cardiovasculares são as principais causas mundiais de morte e no dia 29 é comemorado o Dia Mundial do Coração. De acordo com médico cardiologista e geriatra Roberto Dischinger Miranda, hábitos saudáveis e a boa saúde podem mudar esse panorama, já que contribuem evitando o surgimento das doenças. Para incentivar essas boas práticas, confira atitudes simples que podem fazer toda a diferença em longo prazo. Confira: 


Previna doenças cardiovasculares mantendo sua vitamina D em dia

A vitamina D pode reduzir em até 50% a probabilidade de hipertensão, acidente vascular cerebral e infarto, quando mantido o nível do pró-hormônio adequado no organismo, segundo o médico e pesquisador referência mundial no assunto, Michael F. Holick. O pesquisador ainda destaca que mulheres com osteoporose tendem a ter um grande volume de cálcio nas paredes das artérias e correm maior risco de morte por causas cardíacas do que as mulheres com ossos mais fortes e densos, por causa da formação de placas de gorduras perigosas. Em estudo, o risco de infarto foi calculado como sendo 57% menor para o grupo de mulheres com níveis mais altos de vitamina D do que para os que tinham níveis mais baixos¹.   


Mexa-se, para o bem do seu coração!

A prática de atividade física regular diminui a possibilidade de ataque cardíaco e aumenta a chance de sobreviver a um, caso ocorra.  Os exercícios aeróbicos, com alta frequência cardíaca, como corrida, bicicleta e natação, por exemplo, são recomendados para melhorar o sistema cardiovascular. Preferencialmente, pratique três vezes na semana e com acompanhamento profissional. Atividades simples, como caminha de pelo menos 30 minutos e realizada todos os dias também está associada a grandes benefícios para a saúdo do coração.   


Coração e corpo saudável

A alimentação saudável é imprescindível para a boa saúde. Uma dieta cardioprotetora, que vai prevenir futuras doenças, é composta por frutas e vegetais, alimentos, cereais e grãos integrais, castanhas e sementes. 


Evite os fatores de riscos, como tabaco e álcool, em excesso

Os componentes do cigarro agridem as células que recobrem os vasos sanguíneos, o que torna as artérias mais vulneráveis ao acumulo de gordura. Já o álcool, além de associado a vários tipos de câncer, aumenta a pressão e, quando consumido em excesso, causa cardiomiopatia alcoólica doença que enfraquece e danifica o músculo do coração. Viva a vida sem excesso! 


Faça check up anualmente

A partir dos 45 anos é recomendado que anualmente se faça um check up cardíaco. Com a iniciativa, doenças podem ser prevenidas ou descobertas no estágio inicial. Para pessoas com histórico familiar ou doenças pré-existentes, como hipertensão e colesterol alto, o acompanhamento deve se iniciar aos 30. 




Referências
¹ Vitamina D: como um tratamento tão simples pode reverter doenças tão importantes




segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Dilemas legais da amamentação



Em 2017, no primeiro ano em que o Agosto Dourado entrou no calendário
brasileiro por meio de lei para promover a amamentação, a questão do aleitamento materno ainda tem de enfrentar algumas barreiras para se encontrar em uma situação ideal no País. A avaliação é do pediatra Moises Chencinski, presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), para quem a legislação é falha em alguns aspectos.

Entre os pontos que merecem mais atenção destacados por Chencinski estão a licença-maternidade de seis meses e a licença-paternidade de 20 dias permitidas aos funcionários cujas empregadoras estão inscritas no Programa Empresa Cidadã e a funcionários públicos. Citando uma reportagem da imprensa brasileira, o pediatra ressalta que poucas empresas aderiram ao prolongamento da licença-paternidade. “As licenças maternidade e paternidade ainda não são adequadas. E não existe uma lei que exija, por exemplo, que as creches recebam o leite materno. Então muitas mães não conseguem dar continuidade ao aleitamento depois da licença-maternidade porque as creches não  necessariamente aceitam o leite materno”, completa.

Um ponto positivo apontado por Moises Chencinski foi o tema da Semana Mundial de Aleitamento Materno deste ano, comemorada no início de agosto, que orientou a criação de alianças para proteger a amamentação sem conflito de interesses. “É uma ação conjunta, governamental, liberando a licença-maternidade de seis meses e a licença-paternidade de 20 dias a todos os trabalhadores, do sistema de saúde, com profissionais de saúde se informando melhor a respeito do aleitamento materno, locais de trabalho com salas de apoio à amamentação, onde a mãe possa tirar o seu leite e armazenar para levar para casa para deixar para o seu filho, o aleitamento materno visto com mais maturidade pela sociedade”, avalia o médico.

“Nenhuma mãe deve ser obrigada a amamentar, mas é importante que haja um conhecimento da importância da amamentação, para que a mãe decida de forma consciente o seu caminho.

E que o profissional de saúde ofereça o apoio para que essa mãe possa seguir o rumo que ela escolher. A mídia e as redes sociais também são importantíssimas na divulgação dessa informação. E precisamos estar mais atentos aos conflitos de interesses por questões econômicas. As maternidades também podem se preparar mais adequadamente para apoiar, acolher o aleitamento materno e oferecer maiores chances para que essas mães consigam amamentar sem tirar delas o empoderamento, a decisão sobre a amamentação. Não vamos conseguir atingir essa meta se não trabalharmos em conjunto. Porém, também não podemos ficar esperando que todo mundo faça alguma coisa e só a partir daí começar a trabalhar. É uma ação que depende de cada um de nós, mas também de uma tomada de consciência e ação de todos os setores da sociedade”, conclui.






5 benefícios do treinamento funcional na terceira idade



A prática de atividades físicas já tem seus benefícios comprovados para todas as faixas etárias, desde que sejam respeitadas as capacidades e limitações dos praticantes. Mas em especial, como o treinamento funcional pode ajudar aqueles que querem desfrutar de uma vida saudável na melhor idade? Para isso precisamos entender as transformações que ocorrem no corpo durante essa fase.

Bruna Grandini, educadora física e proprietária da Dot Pilates e Funcional listou 5 aspectos muito importantes onde o treinamento funcional fará toda a diferença no processo de vida ativa na terceira idade:


Potência muscular: A redução da velocidade nos padrões de execução dos movimentos acontece por um processo de aumento nas vias de degradação, que acomete principalmente as fibras rápidas da musculatura, as fibras do tipo II. A dinâmica do treinamento funcional trabalha de maneira eficiente os padrões de movimento em diversas velocidades de execução, proporcionado as adaptações necessárias para que o indivíduo mantenha níveis ótimos de produção de força em movimento.


Hipertrofia muscular: O desequilíbrio causado pela perda de massa muscular não quer dizer que o idoso não consegue ganhar massa muscular, apenas que esse processo é mais demorado, pois a síntese proteica é mais lenta. A possibilidade de manutenção das cargas, de maneira otimizada, que é proposta no treinamento funcional promove resultados satisfatórios para aqueles que precisam aumentar os músculos de maneira inteligente.


Força e resistência: a capacidade de produzir força para a execução de tarefas do dia a dia e em situações que a produção de força precisa ser feita por tempo prolongado está ligada a intensidade em que a atividade física é realizada. O treinamento funcional proporciona desafios intensos na condição ideal para promover aumentos simultâneos nessas manifestações da força, sem prejudicar as possíveis condições de fragilidade do indivíduo.


Capacidade aeróbia: Essa está diretamente ligada as condições do sistema musculo esquelético citado anteriormente, e também depende de como pode ser trabalhada no seu programa de treinamento. O treinamento funcional aplicado na forma de treinamento concorrente, com trabalho de força precedendo o aeróbio tem apresentado excelentes resultados.


Tecido ósseo: as alterações no tecido ósseo como a osteopenia, podem ser trabalhadas de maneira muito eficiente no treinamento funcional com os exercícios de compressão localizada.

Os resultados na densidade óssea se apresentam num programa de treinamento a longo prazo. “Nos casos de osteoporose prioriza-se a manutenção da densidade óssea e as áreas lesionadas não devem usar os exercícios de compressão ou impacto.”, finaliza Bruna Grandini.

Esses são apenas cinco benefícios do treinamento funcional para quem quer aproveitar a vida ativa de maneira plena com o passar dos anos. Muitos outros como a queda da resistência a insulina, LDL, aumento de HDL, aumento da complacência arterial, controle da pressão arterial também são resultantes de um programa de treinamento funcional bem administrado. Se você ainda não conhece, não perca tempo!






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