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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Glaucoma pode ser identificado pelo jeito que vemos TV



O modo como nossos olhos respondem ao estímulo visual da TV dá sinais de uma das principais causas de cegueira no mundo todo, o glaucoma. Milhares de pessoas continuam sem diagnóstico, apesar de ter a doença. Pesquisadores da City University, em Londres, descobriram que poderiam identificar doenças oculares – como o glaucoma – mapeando os movimentos dos olhos dos pacientes enquanto assistem filmes. Como no Reino Unido há pelo menos 500 mil pessoas que nem se dão conta de ter a doença, esse tipo de estudo pode ser útil para aumentar a quantidade de diagnóstico precoce, a tempo de preservar a visão. No mundo todo, inclusive, 67 milhões de pessoas sofrem de glaucoma, embora metade delas nem desconfie que esteja perdendo a visão aos poucos, de forma silenciosa.  

Publicado no jornal Frontiers in Aging Neuroscience, o estudo avaliou dois grupos. Um deles, formado por 32 pessoas mais velhas com boa visão. No outro, 44 pacientes com diagnóstico clínico de glaucoma. Todos os participantes assistiram a três filmes em formato de TV num computador, enquanto cada movimento de seus olhos era registrado – principalmente a direção para onde estavam olhando –, gerando mapas que possibilitaram uma nova forma de cruzar informações e diagnosticar o glaucoma. Infelizmente, muitas daquelas pessoas com ‘visão boa’ não perceberam quando começaram a perder visão periférica – o que é muito mais comum na terceira idade.

De acordo com Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos (São Paulo), o glaucoma está relacionado com a pressão ocular. “Quanto maior a pressão do olho, maior também é a chance de ocorrer lesão do nervo óptico e consequente perda do campo visual. Essa doença faz com que as fibras do nervo óptico sejam danificadas lenta e progressivamente, criando pontos cegos que não podem ser recuperados. O que torna essa doença bastante perigosa é que, no início, ela é bastante sutil. O paciente acredita firmemente que tem boa visão e não percebe que não enxerga mais 100%”.  

Neves alerta para a importância dos exames regulares de visão. “Uma pessoa pode perder até 40% da sua visão antes de realmente se dar conta de que há algo de errado e procurar um oftalmologista. Quando isso acontece, geralmente a visão já está deteriorada de tal forma que não tem volta. Por isso, exames regulares são a única forma de detectar precocemente o glaucoma. Assim como quem sofre de hipertensão toma remédios continuamente para preservar a saúde do coração, também quem tem pressão ocular elevada deve encarar o fato como um risco sobre o qual podemos atuar, preservando a visão por mais tempo”.

O especialista afirma que, além do fator hereditário, determinados grupos são mais suscetíveis à perda de visão. “Pessoas com mais de 40 anos; afrodescendentes dos países latino-americanos; portadores de alta miopia; diabéticos e pacientes que já sofreram traumas oculares e intraoculares são mais suscetíveis a desenvolver glaucoma. Vale ressaltar que, enquanto o glaucoma de ângulo aberto é mais comum e está muito relacionado com o processo de envelhecimento, o glaucoma de ângulo fechado costuma ocorrer quando a pressão do olho aumenta rapidamente, de uma hora para outra, causando visão embaçada ou perda súbita de visão, dor forte no olho, dor de cabeça, halos ao redor de luzes e incômodos como náuseas e vômitos. Como esses sintomas podem ser facilmente confundidos com os de enxaqueca, é fundamental que o paciente verifique se os olhos estão vermelhos. Em caso afirmativo, deve procurar um oftalmologista com urgência”, alerta Renato Neves.


Prof. Dr. Renato Neves - médico oftalmologista, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo – www.eyecare.com.br

Cirurgia pode turbinar atletas



Mais da metade dos jogadores de futebol que não enxergam bem  entram em campo sem correção visual. Cirurgia refrativa melhora o reflexo, a visão de contraste e de profundidade.

O Brasil poderia superar as expectativas na Olimpíada 2016 se nossos atletas tivessem boa correção visual. O problema é que nem todos praticam esportes enxergando bem. Uma pesquisa feita pelo oftalmologista Leôncio Queiroz Neto  do Instituto Penido Burnier com um grupo de 80 jogadores da Confederação Paulista de Futebol mostra que 64% dos que têm problema de visão entram em campo sem qualquer correção visual. Como se não bastasse, 1 em cada 4 nunca foi ao oftalmologista. Considerando toda a população, são 35,8 milhões de brasileiros com problemas visuais dos quais quase metade não têm correção adequada de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

O médico afirma que a nossa interação com o meio ambiente depende em 85% da visão. Por isso, a  dificuldade para enxergar diminui a velocidade do reflexo, a visão de contraste e de profundidade que são essenciais para uma boa performance no esportes e outras atividades.

Regras esportivas
Segundo Queiroz Neto, esportes como o boxe, artes marciais, entre outros, não permitem o uso de óculos. Até 2010 esta foi a regra do futebol. Em 2011/12 o livro de regras publicado pela FIFA passou a admitir o uso desde que não representasse risco para o time. Ainda assim, não se vê jogadores com óculos em campo. O especialista ressalta que embora as lentes de contato sejam as mais adequadas para quem pratica esportes fora d'água, nem todos se adaptam bem. Esta é a causa de  64% dos jogadores entrarem em campo sem correção.  Por isso, para atletas indica a cirurgia refrativa que elimina o grau da miopia, hipermetropia e astigmatismo, proporcionando melhor visão que os óculos e lentes de contato.

Melhor técnica
O oftalmologista afirma que a técnica cirúrgica é determinada de acordo com o grau a ser corrigido, espessura da córnea e tipo de atividade física praticada.
Independente da técnica, o procedimento só pode ser realizado quando o grau está estabilizado há, pelo menos, um ano em maiores de 21 anos.

PRK
Para quem pratica esportes de alto impacto como lutas marciais, boxe, futebol e basquete  Queiroz Neto que já fez milhares de cirurgias refrativas afrma que o mais adequado  é o PRK (Photorefractive Keratectomy). Isso porque, explica,  o procedimento que surgiu antes do Lazik mantém a córnea mais resistente por não fazer cortes, além de induzir menos ao olho seco.

Consiste na remodelagem  com o excimer laser através da ablação superficial do epitélio, camada externa. A técnica, destaca,  corrige até 5 graus de miopia e é indicada para quem não apresenta aberrações visuais, nem ceratocone. Em média os pacientes voltam às atividades depois de 3 ou 4 dias e a estabilização da visão se dá entre 3 e 6 meses.

Lasik
Para ciclistas, maratonistas e praticantes de outros esportes de impacto moderado que tenham até 8 graus de miopia sem aberrações visuais, o oftalmologista afirma que uma opção é o  Lasik. No procedimento, explica,  o cirurgião levanta uma lamela da córnea com uma lâmina, o microcerâtomo. Abaixo desta lâmina molda a córnea aplicando Excimer laser. As vantagens do Lasik são poder retomar as atividades em 24 horas e o menor desconforto após a cirurgia. Para quem apresenta aberrações visuais, o oftalmologista recomenda a cirurgia personalizada que pode ser feita pela mesma técnica associada a um aberrômetro.

Femtosecond
Outra  técnica para praticantes de esporte de moderado e baixo impacto com até 8 graus de miopia  é a cirurgia feita com um laser ultra rápido guiado por um computador, o femtosecond, utilizado no lugar do microcerátomo para levantar o flap. O procedimento permite economizar até 30% de tecido da córnea, além de induzir menos ao olho seco. "Já tive casos de pacientes que não podiam operar porque tinham córnea fina e depois do femtosecond se  livraram dos óculos". O especialista ressalta que a borda chanfrada do flap reduz a indução ao astigmatismo pós-operatório e a visão de halos e brilhos noturnos.

Implante
Quem é portador de miopia de até 20 graus, hipermetropia de até 10 graus e  o astigmatismo de até 6 graus  pode corrigir a visão com o implante de uma lente fácica entre a íris e cristalino. O maior risco do procedimento é contrair glaucoma após o implante, Por isso, quem faz a cirurgia deve consultar o oftalmologista a cada  seis meses no primeiro ano e anualmente na sequência.


Lesões do esporte mais comuns nos Jogos Olímpicos



Como todos sabemos somente atletas de alto rendimento são selecionados para as Olimpíadas. Estes são sempre submetidos a altas cargas de exercícios, treinos e uma exaustiva rotina de competições, podendo gerar  lesões durante a trajetória no esporte. Por tanto, para evitar lesões mais graves além estar bem preparado há a necessidade de equipamentos adequados,  técnicos específicos para cada modalidade e ainda uma equipe multidisciplinar com médico, preparador físico, fisioterapeuta, psicólogo e nutricionista.

Porém, todos esses cuidados com o atleta não significam que ele estará livre de sofrer alguma lesão. A seguir a fisioterapeuta Dra. Paola Portugal Gouvêa Pini lista algumas das lesões mais comuns sofridas por atletas durante um evento como as Olímpiadas:

Atletismo: 
- Síndrome do Trato Iliotibial, popularmente chamada “joelho do corredor” ou “runners knee”, que atinge, em especial, os corredores de maratona. Esta síndrome é caracterizada por dor na região externa do joelho, geralmente durante ou após a corrida. É causada por uma tensão no trato iliotibial (fáscia localizada na face externa da coxa), gerando atrito entre o mesmo e a região lateral do fémur. Esse atrito desencadeia um processo inflamatório na bursa (bolsa com líquido sinovial) e, consequentemente, dor no local. 

- Estiramento ocorre por uma sobrecarga na atividade de um músculo, rompendo parcial ou completamente as fibrasmusculares.

- Tendinite é a lesão dos tendões por esforço repetitivo e constante, que inflama e desgasta os tendões, fazendo com que este perca sua capacidade de resistir à tração adequadamente. 

- Lesão de Manguito Rotador (conjunto dos músculos rotadores do ombro que atuam como principais estabilizadores) pode ser causada por trauma, sobrecarga, movimento repetitivo e déficit da vascularização local, ocorrendo inflamação, espessamento da bursa e fibrose nos tendões, posteriormente levando a uma ruptura dos mesmos. 

- Canelite é uma inflamação que atinge o osso da tíbia, geralmente, causada por atividade excessiva ou calçado inadequado. Se não tratada pode levar a uma fratura por estresse.

Futebol, Basquetebol, handebol e hugby:
Por se tratarem de esportes de contato, além do estiramento muscular, pode haver:

- Entorse de tornozelo que é uma lesão causada por uma torção do pé, gerando estiramento ou ruptura de um ou mais ligamentos da articulação do tornozelo.

- Contusão, muito comum nas coxas e braços nesses esportes, é produzida por um golpe ou impacto nos tecidos moles, provocando dor, edema e hematoma no local.

- Lesões de cabeça é um tipo de contusão nesse local específico e deve ser tratado com rapidez, pois pode chegar ao osso craniano causando traumatismo e até lesões cerebrais.

- Lesão de ligamentos e menisco, como a ruptura desligamento cruzado anterior (LCA) que pode ser parcial ou total e resulta de uma torção do joelho com o pé fixo, ou seja, rotação externa com hiperextensão do joelho, estando ou não associada à lesão de menisco medial e ligamento colateral medial (LCM). 

- Luxações são lesões articulares onde os ossos se deslocam da superfície articular, ocorre por um trauma direto ou indireto que empurra o osso para uma posição anormal.
Fraturas é uma perda da continuidade óssea fechada ou exposta, podendo apresentar desvios e estar ou não associada à luxação, é causada por impacto, queda, ou por estresse.

Boxe, judô, luta olímpica e taekwondo:
Tendinite nos ombros, entorses de tornozelos, lesões ligamentares e da cabeça, luxações, fraturas, contusões.

- Síndrome do Impacto do Ombro acontece, inicialmente, devido à tendinite dos tecidos moles do espaço subacromial que são comprimidos entre a cabeça do úmero e o arco coracoacromial e isso resulta em uma dor intensa. Esses tecidos incluem o tendão supraespinhal, uma boa parte do bíceps e a bolsa subacromial. 

- Distúrbios da Articulação Têmporo-Mandibular (ATM) por trauma de contato direto, gerando dor de cabeça, dor de ouvido e/ou zumbidos, dor ou cansaço dos músculos da mastigação, ruídos articulares (estalos ou crepitação) e dificuldade para abrir a boca.

Ginástica:
Entorses nos punhos, dedos e tornozelos, luxações de patela, cotovelos e ombros, ruptura do LCA, do LCM, e meniscos, tendinite do tendão patelar e do tendão calcâneo. As lesões de membros inferiores acontecem mais nos ginastas especialistas na trave olímpica, salto de cavalo, barras paralelas, na ginástica rítmica e mesmo na aeróbica.

- Dor lombar (lombalgia) frequentemente é originada pela sobrecarga, esforço repetitivo, impacto contra o solo ou torsões durante o exercício, como os movimentos e piruetas, hiperlordose, desequilíbrios musculares, hérnia de disco, escorregamento de vértebra e artrose (processo degenerativo de uma articulação). As fraturas por estresse da coluna vertebral não são infrequentes nos ginastas e devem ser levadas em conta quando uma lombalgia se agrava durante a atividade desportiva.

- Lesões do lábio glenoidal, este é um tecido fibocartilaginosopresente no ombro e que recobre a glenóide (parte da escápulaque se articula com o úmero), são muito frequentes nos especialistas nas argolas, nas barras simétricas ou assimétrica e no cavalo. Estas lesões podem ser degenerativas por repetição do movimento estressante ou traumáticas por queda com braço esticado, gerando instabilidade do ombro e dor.

Levantamento de peso:
Tendinite patelar, lesões ligamentares em cotovelo e ombro, lesões traumáticas, causadas quando a carga em movimento não é suportada pelo atleta, traumas em região cervical, luxação de cotovelo e ombro, fraturas, lesão de pequenos vasos sanguíneos no globo ocular quando o atleta mantém a respiração presa por um tempo.

- Condromalácia é quando o excesso de peso e angulações maiores que 90° de joelhos fazem com que a cartilagem articular da patela percam suas substâncias evoluindo com rachaduras.  A denominação Síndrome Patelo-Femoral parece mais adequada para a situação, pois o tecido cartilaginoso não contém terminações nervosas, e a dor normalmente é causada por sobrecarga e pela agressão ao osso subcondral. Os sintomas são dor, dificuldade para realizar o agachamento, crepitações, fraqueza de membros inferiores e falseios.

- Osteoartrose de joelhos é o desgaste da cartilagem articular dos joelhos, que neste caso o processo de degeneração é acelerado pela sobrecarga, ocasionando dor, edema e limitação funcional.

Natação e maratonas aquáticas:
Além de dermatites e micoses, o nadador pode ter tendinite da cabeça longa do bíceps, síndrome do impacto do ombro. A lombalgia está relacionada com a técnica de borboleta, pois parecem envolver os movimentos de hiperextensão da coluna esse mecanismo favorece o aparecimento de dores de causa mecânica. 

- "Joelho de Nadador" é a lesão que acomete os joelhos de nadadores de peito, na fase de pernada, decorrente da existência de uma elevação das forças de tensão no ligamento lateral interno durante a flexão, extensão, rotação tibial e valgismo de estresse. Esses movimentos repetidas vezes vão causar inflamação e condromalácia.

- Instabilidade Multidirecional do Ombro é a frouxidão ligamentar e capsular generalizada gerando dor em todo o complexo articular do ombro.

Tênis e badminton: 
Lesão do lábio glenoidal, estiramento de panturrilha, lesões do manguito rotador, lesões no ligamento colateral lateral (LCL) e do menisco medial são mais frequentes no tênis em comparação a outras modalidades, lesão do LCA também possui incidência relevante, com 10% a 13% de todas as lesões que ocorrem no joelho, lombalgia é muito frequente, atingindo até 85% de praticantes de forma aguda ou crônica, podendo afastar o atleta da atividade.

- Discinesia escapular (movimento anormal da escápula)essa falha nos movimentos pode gerar lesões no ombro, e diminuição da potência e estabilidade no arremesso, além de causar dor ao redor da escápula, por contraturas e por síndrome miofascial.

 - GIRD (Glenoumeral Internal Rotation Deficit) é o déficit do movimento de rotação medial do ombro dominante em relação ao membro não dominante, ou seja, há excesso de rotação lateral do ombro e encurtamento da cápsula posterior. O que predispõe lesão do lábio glenoidal, subluxação da cabeça do úmero e impacto do manguito rotador.

- Epicondilite lateral, patologia específica da origem da musculatura extensora de punho e dedos localizada na parte lateral interna do cotovelo, geralmente causada por sobrecarga, gerando microlesões no local. Tem sua causa na empunhadura e nos golpes de rebatida do tênis, pois estes requerem a utilização excessiva dos extensores do antebraço. Estes por sua vez ficam lesionados à medida que os músculos vão fadigando pela atividade repetitiva.

Vôlei:
Entorse de tornozelo, tendinite patelar ou no tendão quadríceps e lesão de ligamento cruzado anterior do joelho, lesão do lábio glenoidal, tendinite de manguito rotador e bíceps no ombro, luxações e fraturas nas mãos e lombalgia.

Para prevenirmos ou amenizarmos essas lesões a literatura indica redução da carga de treino, prescrição de sessões de fortalecimento para melhor estabilização das articulações eganho de flexibilidade. E claro que o acompanhamento com cada profissional da equipe multidisciplinar.




Clínica Finit - Dra. Paola Portugal Gouvêa Pini (Crefito: 3-37.778F)
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