Sociedade Brasileira de Medicina de Família e
Comunidade orienta sobre uma das doenças do calor que mais afeta a qualidade de
vida das pessoas vulneráveis: a insolação
Entre as doenças
que mais causam impacto no organismo humano pelas ondas de calor, está a
insolação, considerada uma doença por calor, caracterizada por um conjunto de
sinais e sintomas causados pela interrupção da termorregulação durante a
exposição ao calor extremo.
A insolação é a forma mais grave de doença por calor, que acontece quanto os
mecanismos de dissipação do calor e da regulação térmica colapsam. Ainda, a
insolação é um quadro grave que pode levar danos permanentes e até a morte.
Durante as ondas de calor que estão cada vez mais frequentes no Brasil,
observar alguns sintomas é essencial para prevenir quadros críticos de saúde.
Entre os sintomas da insolação estão: dores de cabeça, alteração do estado
mental, temperatura corporal acima de 40 graus; tontura; fadiga; hipotensão;
desmaio; náusea; vômito e convulsão.
Entre as
populações de maior risco da insolação estão idosos; pessoas em uso de
medicações para doenças crônicas como diabetes e hipertensão; crianças; pessoas
em situação de rua; gestantes; pessoas acamadas e trabalhadores de áreas
externas.
“Mesmos as pessoas
que não estão diretamente expostas ao sol podem sofrer com a insolação. As mais
vulneráveis social e economicamente estão mais suscetíveis a sofrerem com os
sintomas devido a alta exposição às temperaturas extremas, falta de acesso à
água potável e condições para amenizar os efeitos do calor excessivo no
organismo”, explica Mayara Floss, médica de família e comunidade, membro do
Grupo de Trabalho de Saúde Planetária da Sociedade Brasileira de Medicina de
Família e Comunidade.
Ao ter contato com
pessoas que visivelmente estão apresentando sintomas de insolação, as
principais medidas são: mover a pessoa para um lugar fresco e arejado; deitá-la
com as pernas elevadas; remover o excesso de roupas; borrifar água gelada no
rosto e partes do corpo expostas, além de oferecer para a ingestão; colocar
compressas frias em áreas de dobras como nuca, axilas e tornozelos. Em casos
mais graves, procure uma Unidade Básica de Saúde e em casos de desmaios e
convulsão, chame o SAMU.
“Infelizmente, com
o aquecimento do planeta a cada ano, teremos temperaturas mais altas e as
pessoas que ficam mais expostas ao calor, sem estrutura para amenizar os
efeitos do calor são as que mais vão sofrer. Com isso, é urgente o debate sobre
políticas públicas focadas em preservar a saúde das pessoas mais vulneráveis,
principalmente as que vivem em situação de rua, em comunidades com casas de
materiais que agravam a temperatura interna e sem nenhum tipo de saneamento como
o acesso à água potável. Enquanto isso não acontece, preservar o meio ambiente
com atitudes diárias é preservar também a nossa saúde a curto, médio e longo
prazos”, indica Isadora Vianna, médica de família e comunidade, coordenadora do
Grupo de Trabalho de Saúde Planetária e diretora do Departamento de
Desenvolvimento Profissional Contínuo da SBMFC.
Isadora ainda
indica que preservar áreas verdes, adotar o uso de produtos que não agridem o
meio
ambiente, promover a reciclagem de lixo, se atentar sobre o desperdício de
água, entre outras atitudes amenizam os danos do planeta que terão
consequências à nossa saúde e das futuras gerações.
SBMFC - Sociedade Brasileira de Medicina de Família e
Comunidade.
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