O que ainda dá para
fazer a um mês da estação mais quente e quais os riscos da “trombose do
viajante”
Com a proximidade do verão, muitas pessoas correm para tratar
varizes e melhorar a aparência das pernas antes das viagens, roupas mais curtas
e dias de praia. Mas será que a um mês da estação mais quente do ano ainda é
possível fazer tratamento vascular com segurança? O cirurgião vascular Dr. Caio
Focassio, da capital paulista membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e
Cirurgia Vascular, explica que esse é justamente o período em que aumenta a
procura por consultas estéticas e terapêuticas. “Chega dezembro e o consultório
enche de pacientes perguntando se ainda podem ‘resolver’ as varizes para o
verão. Em muitos casos, sim — mas é fundamental entender quais técnicas são
recomendadas e quais devem ser evitadas tão perto da exposição ao sol.”
O que dá para fazer a 30 dias do verão?
Escleroterapia (aplicação) com glicose
É o procedimento mais procurado nessa época. Minimante invasivo, ideal para vasinhos e telangiectasias.
“Os resultados são rápidos e o risco de manchas é
menor, desde que o paciente siga corretamente as orientações e evite sol
direto”, afirma o especialista.
Laser transdérmico para vasos finos
Também possível neste período, mas exige cuidado extremo com a exposição solar.
“O laser pode causar hiperpigmentação se a pele
estiver bronzeada ou se o paciente tomar sol logo depois.”
É importante tratar agora já que as varizes pioram no verão
O calor provoca vasodilatação, aumentando o diâmetro das veias e favorecendo retenção de líquido.
Assim, pode haver sensação de pernas pesadas, aumento
dos vasinhos visíveis, inchaço ao fim do dia e piora da dor e ardência. “É
fisiológico. O calor aumenta o estresse sobre o sistema venoso — por isso
muitos pacientes relatam piora justamente nas férias.”
Mais um motivo: a relação entre varizes e a “trombose do
viajante”
O verão também marca o auge das viagens longas, tanto de avião
quanto de carro. Para quem tem varizes, esse é um momento de atenção.
A trombose venosa profunda (TVP) em viagens longas — conhecida como síndrome da classe econômica — está ligada a três fatores:
✔ longos períodos sentado sem movimentação;
✔ desidratação;
✔ predisposição individual, incluindo
presença de varizes, obesidade, tabagismo e uso de hormônios.
“Varizes não causam trombose diretamente, mas podem dificultar o
retorno venoso, aumentando o risco quando o passageiro fica muitas horas
imóvel”, explica o especialista.
Como prevenir trombose durante as viagens de fim de ano
• mover os pés e as pernas a cada 30–60 minutos;
• caminhar nos corredores do avião quando possível;
• hidratar-se bem;
• evitar álcool em excesso;
• usar meias de compressão quando recomendadas;
• não viajar logo após procedimentos vasculares.
“Uma viagem longa somada ao calor e à desidratação é o cenário
perfeito para sobrecarregar as veias. A prevenção é simples e salva vidas.”
www.drcaio.com.br/ Instagram: @drcaiofocassiovascular
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