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quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Ainda dá tempo de tratar varizes antes do verão? Vascular explica

O que ainda dá para fazer a um mês da estação mais quente e quais os riscos da “trombose do viajante”
 

Com a proximidade do verão, muitas pessoas correm para tratar varizes e melhorar a aparência das pernas antes das viagens, roupas mais curtas e dias de praia. Mas será que a um mês da estação mais quente do ano ainda é possível fazer tratamento vascular com segurança? O cirurgião vascular Dr. Caio Focassio, da capital paulista membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, explica que esse é justamente o período em que aumenta a procura por consultas estéticas e terapêuticas. “Chega dezembro e o consultório enche de pacientes perguntando se ainda podem ‘resolver’ as varizes para o verão. Em muitos casos, sim — mas é fundamental entender quais técnicas são recomendadas e quais devem ser evitadas tão perto da exposição ao sol.”
 

O que dá para fazer a 30 dias do verão?
 

Escleroterapia (aplicação) com glicose

É o procedimento mais procurado nessa época. Minimante invasivo, ideal para vasinhos e telangiectasias.

“Os resultados são rápidos e o risco de manchas é menor, desde que o paciente siga corretamente as orientações e evite sol direto”, afirma o especialista.


Laser transdérmico para vasos finos

Também possível neste período, mas exige cuidado extremo com a exposição solar.

“O laser pode causar hiperpigmentação se a pele estiver bronzeada ou se o paciente tomar sol logo depois.”


É importante tratar agora já que as varizes pioram no verão

O calor provoca vasodilatação, aumentando o diâmetro das veias e favorecendo retenção de líquido.

Assim, pode haver sensação de pernas pesadas, aumento dos vasinhos visíveis, inchaço ao fim do dia e piora da dor e ardência. “É fisiológico. O calor aumenta o estresse sobre o sistema venoso — por isso muitos pacientes relatam piora justamente nas férias.”


Mais um motivo: a relação entre varizes e a “trombose do viajante”

O verão também marca o auge das viagens longas, tanto de avião quanto de carro. Para quem tem varizes, esse é um momento de atenção.
 

A trombose venosa profunda (TVP) em viagens longas — conhecida como síndrome da classe econômica — está ligada a três fatores:

longos períodos sentado sem movimentação;

desidratação;

predisposição individual, incluindo presença de varizes, obesidade, tabagismo e uso de hormônios.

“Varizes não causam trombose diretamente, mas podem dificultar o retorno venoso, aumentando o risco quando o passageiro fica muitas horas imóvel”, explica o especialista.
 

Como prevenir trombose durante as viagens de fim de ano

• mover os pés e as pernas a cada 30–60 minutos;

• caminhar nos corredores do avião quando possível;

• hidratar-se bem;

• evitar álcool em excesso;

• usar meias de compressão quando recomendadas;

• não viajar logo após procedimentos vasculares.

“Uma viagem longa somada ao calor e à desidratação é o cenário perfeito para sobrecarregar as veias. A prevenção é simples e salva vidas.”
  

FONTE: Dr. Caio Focássio - Cirurgião vascular pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Pós graduado em Cirurgia Endovascular pelo Hospiten – Tenrife (Espanha). Médico assistente da Cirurgia Vascular da Santa Casa de São Paulo.

www.drcaio.com.br/ Instagram: @drcaiofocassiovascular


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