Fazer um plano de reestruturação empresarial
pode salvar a empresa de uma eventual falência
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Em
um ambiente econômico cada vez mais dinâmico e competitivo, quando o negócio
passa a não dar o retorno esperado, é preciso analisar e entender se é chegada
a hora de fazer uma reestruturação. Essa transição, embora não seja simples,
pode significar a diferença entre a estagnação e um novo ciclo de crescimento.
Essa
mudança pode envolver desde ajustes operacionais e financeiros até alterações
no modelo de negócio, fusões, cortes ou reposicionamento de marca. De acordo
com o Sebrae, quase 50% das novas empresas fecharam nos últimos cinco anos. A
falta de um plano de negócios sólido e de um plano de contingência estão entre
as principais razões.
Marco
Lisboa, CEO e fundador da KoalaCar, criou a microfranquia de limpeza a seco de
veículos em 2015 e chegou a ter 50 unidades. Em 2019, diante da saturação do
mercado e de um diagnóstico de saúde, decidiu recomprar todas as franquias e
reformular o negócio. Durante essa pausa, ele revisou estratégias e
ajustou o modelo de maneira mais eficiente. Após esse período, relançou a marca
com e, no ano passado, retomou o processo de franquias.
"A
decisão de voltar com a marca como franquia é um caminho estratégico e
importante, permitindo que agora ela possa expandir de forma sustentável,
através da oferta de serviços e das vendas dos produtos online. Estamos
empolgados em dar aos nossos futuros franqueados a chance de crescer com uma
marca consolidada, trazendo nosso modelo de negócios testado e aprovado. Além
disso, o nosso grande diferencial continua sendo o uso de produtos
sustentáveis, que contribuem para a proteção do meio ambiente e da expansão do
segmento", disse Marco Lisboa.
Para
ajudar outros empreendedores, o CEO pontuou cinco sinais claros de que pode ser
hora de revisar a rota da empresa:
- Faturamento
em queda constante
Não
se trata de uma oscilação pontual, mas de uma tendência de queda no faturamento
ao longo dos trimestres.
- Desorganização financeira
O
acúmulo de dívidas, falta de controle sobre o fluxo de caixa e dificuldade em
manter obrigações fiscais e trabalhistas em dia, indicam falhas na gestão
financeira. Uma auditoria interna pode ajudar a identificar gargalos e definir
se é necessário mudar processos, renegociar contratos ou até reduzir operações.
- Perda
de competitividade
Se
a empresa começa a perder espaço para concorrentes mais inovadores, com
produtos mais atualizados ou serviços mais eficientes, é hora de revisar a
proposta de valor. Isso pode incluir modernização tecnológica, reposicionamento
de marca ou reformulação do portfólio.
- Comportamento
do consumidor
Clientes
que antes eram fiéis agora estão migrando para outras marcas, mudanças nos
hábitos de consumo, nas prioridades e nas formas de interação com o mercado
devem ser monitoradas de perto.
- Falta
de propósito ou direção estratégica
Quando
o próprio gestor ou sócios não conseguem enxergar um caminho claro para os
próximos anos, é sinal de que o negócio precisa de um novo planejamento
estratégico. Isso não significa desistir, mas reavaliar missão, visão e
objetivos à luz do cenário atual.
Como reestruturar com inteligência?
A
reestruturação deve ser feita de forma planejada, com base em diagnóstico,
dados e metas realistas. Isso pode envolver:
- Contratar consultorias
especializadas;
- Ouvir a equipe e os clientes;
- Criar planos de ação com prazos
definidos;
- Estabelecer indicadores de
desempenho;
- Estar aberto a cortar o que não
funciona
Em
muitos casos, reestruturar não é sinônimo de encolher, mas sim de se preparar
para crescer melhor.
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