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| Divulgação |
No
dia 18 de maio, celebramos o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração
Sexual de Crianças e Adolescentes", uma data que reforça a importância de
proteger nossas crianças. O mês de maio é dedicado à campanha "Maio
Laranja", que tem como objetivo sensibilizar e mobilizar toda a sociedade
para a prevenção e o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e
adolescentes.
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), citados pela
psicóloga Ana Carolina especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental,
"uma em cada cinco meninas sofre abuso sexual". Essa realidade traz
consequências profundas no comportamento social dessas mulheres na fase adulta.
Ela explica que "pesquisas mostram que mulheres que sofreram violência
sexual na infância enfrentam dificuldades em relacionamentos, sentimentos de
culpa, disfunções sexuais, além de transtorno de estresse pós-traumático
(TEPT), ansiedade, depressão, entre outros problemas".
Alerta e tratamento
Um dos pontos alarmantes que a psicóloga levanta é de que esses abusos são cometidos
com frequência em locais onde as crianças deveriam se sentir seguras e
protegidas. "Esses abusos geralmente são cometidos em locais onde as
crianças deveriam estar seguras, como em casa, casa de parentes, creches,
escolas", alerta Ana Carolina.
A psicoterapia é um elemento chave na tratativa das vítimas. "A
psicoterapia apresenta-se como componente extremamente necessário ao tratamento
de vítimas de abuso sexual infantil, em alguns casos, é superior ao tratamento
farmacológico", afirma a especialista. No caso específico da Terapia
Cognitivo Comportamental, o tratamento "foca sobretudo na exposição e
reestruturação cognitiva".
A especialista ressalta ainda a importância de pais e cuidadores estarem
atentos a mudanças comportamentais nas crianças. "Criança que teve mudança
brusca no comportamento, ou está mais calada, mais triste, ou mais agitada e
agressiva. Esteja sempre atento a esses sinais", orienta.
"Como psicóloga é importante ressaltar o combate à desinformação, é
necessário que todos enquanto sociedade, pais, professores, cuidadores...
estejam alertas a qualquer sinal. Muitas vezes a criança não tem sua fala
validada. Por isso, a qualquer pequeno sinal, se informe, investigue, vá a
fundo nas investigações, sempre que possível, busque ajuda de um profissional
para acolher, ouvir e tratar essa criança", conclui a especialista.

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