O Dia Mundial da Internet propõe uma reflexão relevante
sobre os cuidados necessários frente aos riscos cibernéticos
Muitas interpretações são possíveis
quando falamos em “conexão”, mas acredito que uma das primeiras palavras que
nos venha à cabeça seja: internet. Embora existam diversas formas de nos
conectarmos uns com os outros, a internet permitiu que o mundo inteiro interagisse,
dialogasse e se aproximasse. No dia 17 de maio celebramos o Dia Mundial da
Internet — uma data propícia para refletirmos sobre essa rede que está tão
presente em nosso cotidiano e que está intrinsecamente vinculada à segurança
digital.
A internet consolidou-se como uma
infraestrutura crítica para a vida moderna e falar sobre navegação segura
tornou-se ainda mais urgente, especialmente no Brasil, um dos principais alvos
de ciberataques da América Latina. Segundo dados da Pesquisa
TIC Domicílios 2024, divulgada pelo
Cetic.br, o país apresentou uma expansão expressiva no uso da rede nas últimas
duas décadas: em 2005, apenas 24% dos moradores de áreas urbanas eram usuários.
Em 2024, esse número saltou para 86%.
O levantamento também apontou que o
total de usuários de internet no Brasil chegou a 159 milhões, representando 84%
da população no ano passado. Esse avanço reflete a ampliação da infraestrutura
de telecomunicações e a popularização dos dispositivos móveis. Mas, diante
desse crescimento, surge uma pergunta essencial: estamos, de fato, preparados
para navegar de forma segura?
Principais riscos e cuidados
necessários
O ambiente digital está repleto de
armadilhas prontas para explorar nossas vulnerabilidades, obter vantagens
financeiras ou comprometer nossa reputação. Hackers vêm aprimorando
continuamente suas táticas, utilizando recursos cada vez mais sofisticados para
enganar vítimas e alcançar seus objetivos criminosos.
Entre os principais perigos
cibernéticos destaco os ataques de phishing, que, mesmo bastante conhecidos,
continuam extremamente eficazes para roubo de dados. Esses golpes - cada vez
mais convincentes pelo uso de Inteligência Artificial - utilizam e-mails e
mensagens com links falsos que direcionam o usuário a sites fraudulentos para
capturar informações sensíveis, como senhas e dados bancários. Outro risco
crescente é o ransomware, que criptografa arquivos e exige pagamento para
resgate das informações.
Adotar medidas simples de proteção é
primordial, como escolher senhas fortes com caracteres diversos. Apesar de
parecer uma dica básica, um levantamento recentemente publicado pela ISH
Tecnologia apontou que “123456” é, pelo sexto ano consecutivo, a senha mais
utilizada pelos brasileiros. A meu ver, este é um retrato da fragilidade com a
qual as pessoas lidam em termos de segurança digital.
Fazer backups regulares e evitar o
download de arquivos desconhecidos também são ações eficazes. Manter sistemas
operacionais, navegadores e aplicativos atualizados é igualmente importante, já
que essas atualizações têm como objetivo corrigir falhas de segurança que
possam ser exploradas por hackers. Além disso, o uso indiscriminado de redes
Wi-Fi públicas sem proteção adequada pode expor o tráfego de dados a
interceptações, comprometendo a privacidade do usuário – então, muito cuidado!
A inclusão digital é fundamental para o desenvolvimento social e econômico, promovendo o acesso à educação, à informação e ao exercício pleno da cidadania. Contudo, a digitalização não pode caminhar sozinha — ela precisa vir acompanhada de conscientização e, acima de tudo, proteção! À medida que mais pessoas passam a utilizar a internet em seu dia a dia, é urgente democratizar também o conhecimento sobre cibersegurança, pois navegar com responsabilidade e senso crítico é tão importante quanto estar conectado.
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