Mais 1 milhão de doses estão sendo adquiridas para
serem enviadas aos estados para garantir a vacinação do novo público-alvo. Na
primeira etapa da campanha, 17,4% das gestantes e 12,5% das crianças foram
vacinadas
Os profissionais
das forças de segurança e salvamento, que totalizam cerca de 900 mil pessoas, a
partir deste ano, passam a fazer parte do público-prioritário da Campanha
Nacional de Vacinação contra Influenza. Esses profissionais, assim como os
demais já contemplados na campanha, são expostos em atividades de risco em
locais de aglomerações, um dos principais fatores de propagação do vírus da
influenza. Para garantir essa ampliação, o Ministério da Saúde está adquirindo
mais um milhão de doses da vacina, além das já previstas, com o Instituto
Butantan, responsável pela produção do imunobiológico.
Além de anunciar a
ampliação do público-alvo, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, lançou,
nesta segunda-feira (22), durante a abertura da 17ª Semana de Vacinação nas
Américas, em Cuiabá (MT), a segunda fase da Campanha Nacional de Vacinação
contra Influenza. A partir de agora até o dia 31 de maio, todos os
públicos-prioritários podem procurar os postos de saúde para se vacinar. Na
primeira fase da campanha, de 10 a 18 de abril, só estavam sendo vacinadas
crianças e gestantes.
Para o ministro
Luiz Henrique Mandetta, a mobilização não pode depender apenas da parte do
Governo Federal, a responsabilidade é compartilhada, além da necessidade de
exigir a vacinação em dia das crianças. "Estamos aqui hoje fazendo um
esforço muito grande para algo que deveria ser uma comemoração, que é uma
conquista da sociedade, um direito das nossas crianças. Não é possível
enfrentarmos a baixa cobertura vacinal somente com apelo. Para se fazer
matrícula em creches e escolas, poderia ser exigido o cartão da criança no ato,
mas para isso temos que aprovar uma lei federal que torne esse documento
obrigatório, pois é um direito. É preciso valorizar mais o documento de
vacinação dentro nosso país", destacou. O ministro ainda ressaltou
que neste ano, pela primeira vez, serão vacinados todos os bombeiros, policiais
militares, civis, federais e os rodoviários federais porque são eles que fazem
o controle da segurança da sociedade.
A Semana de
Vacinação nas Américas é realizada pela Organização Pan-Americana da Saúde
(OPAS) e, neste ano, ocorre entre os dias 20 e 27 de abril. Essa é a segunda
vez que o Brasil recebe o evento. O lema de 2019 é “Proteja sua comunidade.
Faça sua parte. #VacineSe”. A ideia é lembrar ao público em geral que todos têm
um papel importante em apoiar a vacinação. Durante a Semana, os países
americanos são incentivados a promover ações de vacinação.
Além dos
profissionais das forças de segurança e salvamento, devem receber a vacina
crianças, gestantes, trabalhadores de saúde; povos indígenas; puérperas
(mulheres até 45 após o parto); idosos (a partir dos 60 anos); professores,
pessoas portadoras de doenças crônicas e outras categorias de risco clínico,
população privada de liberdade, incluindo adolescentes e jovens de 12 a 21 anos
de idade sob medidas socioeducativas, e funcionários do sistema prisional. A
meta é vacinar pelo menos 90% de cada um dos grupos prioritários.
Neste ano, as
crianças e as gestantes também vão poder atualizar a Caderneta de Vacinação de
acordo com o Calendário Nacional de Vacinação, que prevê 19 vacinas, que
incluem proteção contra o sarampo, difteria, coqueluche, meningite,
poliomielite e outras doenças. O objetivo é resgatar os não vacinados e
aumentar as coberturas vacinais nestes públicos.
Até o final da
mobilização, 31 de maio, 59,5 milhões de pessoas devem receber a dose da
vacina. A medida atende a uma das prioridades do Governo Federal, que é ampliar
a cobertura vacinal no país, no âmbito do Movimento Vacina Brasil. A primeira
etapa da campanha priorizou as gestantes e crianças entre 6 meses a menores de
6 anos. Entre os dias 10 a 18 de abril, 12,5% das crianças e 17,4% das
gestantes de todo o país foram vacinadas.
Ao todo, o
Ministério da Saúde enviará aos estados 64,7 milhões de doses da vacina. Para a
realização da campanha, que irão abastecer os 41,8 mil postos de vacinação, com
o envolvimento de 196,5 mil pessoas e a utilização de 21,5 mil veículos
terrestres, marítimos e fluviais.
Durante todo o
período de vacinação, para reforçar junto ao público-alvo a importância de
buscar um posto de vacinação, está sendo veiculada campanha publicitária na
televisão, rádio, jornais, redes sociais, painéis em ônibus e metrô. O slogan é
“Não Coloque a sua vida e a de quem você ama em risco. Vacine contra a gripe”.
A vacina produzida
para 2019 teve mudança em duas das três cepas que compõem a vacina, e protege
contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no
Hemisfério Sul, de acordo com determinação da OMS: A/Michigan/45/2015 (H1N1)
pdm09; A/Switzerland/8060/2017 (H3N2); B/Colorado/06/2017 (linhagem
B/Victoria/2/87). A vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que
podem produzir casos graves da doença.
A escolha dos
grupos para vacinação segue recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS)
e também é baseada em estudos epidemiológicos e no comportamento das infecções
respiratórias. Por isso, são priorizadas as populações com maior chance de
complicações e óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave.
PANORAMA DA GRIPE NO BRASIL
Neste ano, até 13
de abril, foram registrados 369 casos de influenza em todo o país, com 67
óbitos. Até o momento, o subtipo predominante no país é influenza A H1N1, com
192 casos e 47 óbitos. O Amazonas é o que apresenta a maior circulação do
vírus, com 130 casos e 34 mortes.
Todos os estados
estão abastecidos com o fosfato de oseltamivir e devem disponibilizá-lo de
forma estratégica em suas unidades de saúde. Para o atendimento do ano de 2019,
o Ministério da Saúde já enviou aproximadamente 9,5 milhões de unidades do
medicamento aos estados. O tratamento deve ser realizado, preferencialmente,
nas primeiras 48h após o início dos sintomas.
MOVIMENTO VACINA BRASIL
Durante a cerimônia de abertura da Semana de
Vacinação nas Américas, o ministro da Saúde também reforçou o Movimento Vacina
Brasil, uma iniciativa do Governo Federal para reverter o quadro de queda das
coberturas vacinais no país nos últimos anos, que é uma das prioridades da
gestão atual. O movimento será difundido ao longo de todo o ano, não apenas
durante as campanhas de vacinação, e vai reunir uma série de ações integradas
entre órgãos públicos e empresas, para conscientizar cada vez mais a população
sobre a importância da vacinação como medida de saúde pública e desmistificar a
campanha de fake news contra as vacinas.
Para o diretor do Departamento de Vigilância
das Doenças Transmissíveis (DEVIT), Julio Croda, o Movimento Vacina Brasil
é mais proteção para todos. "Essa ação é prioridade do Governo Federal e
precisamos nos unir durante todo esse ano para aumentar a nossa cobertura
vacinal. Neste ano, ampliamos em um ano a faixa etária entre as crianças. Agora
as crianças de um a menores de seis anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias),
também podem ser vacinadas. Além disso, incluímos o grupo das forças de
segurança e salvamento. São 3,7 milhões de pessoas a mais sendo vacinadas nesta
campanha”, ressaltou.
DISTRIBUIÇÃO DAS DOSES POR UF E PÚBLICO–ALVO
|
UF
|
Público-alvo
|
Doses
enviadas *
|
Cobertura
crianças
|
Cobertura
gestantes
|
|
RO
|
420.542
|
457.100
|
5,2
|
6,4
|
|
AC
|
236.710
|
261.100
|
1,3
|
1,9
|
|
AM
|
1.116.838
|
1.213.400
|
76,8
|
77,3
|
|
RR
|
190.368
|
225.100
|
9,4
|
13,9
|
|
PA
|
2.064.113
|
2.240.500
|
1,5
|
2,0
|
|
AP
|
195.913
|
214.400
|
5,5
|
6,0
|
|
TO
|
415.379
|
449.100
|
7,0
|
11,6
|
|
MA
|
1.861.985
|
2.036.900
|
4,3
|
7,0
|
|
PI
|
894.873
|
976.100
|
6,5
|
9,4
|
|
CE
|
2.531.593
|
2.710.600
|
19,5
|
25,0
|
|
RN
|
975.425
|
1.050.800
|
14,9
|
22,0
|
|
PB
|
1.167.471
|
1.278.300
|
7,7
|
9,5
|
|
PE
|
2.605.620
|
2.806.100
|
7,0
|
12,3
|
|
AL
|
862.665
|
931.700
|
12,6
|
16,5
|
|
SE
|
558.454
|
607.500
|
13,9
|
19,2
|
|
BA
|
4.039.697
|
4.370.400
|
6,4
|
9,7
|
|
MG
|
5.993.286
|
6.500.500
|
11,3
|
17,0
|
|
ES
|
1.036.563
|
1.130.100
|
15,1
|
21,0
|
|
RJ
|
4.810.175
|
5.250.300
|
5,2
|
9,6
|
|
SP
|
13.298.782
|
14.558.700
|
13,2
|
18,9
|
|
PR
|
3.317.263
|
3.614.500
|
18,7
|
27,0
|
|
SC
|
1.964.270
|
2.156.800
|
10,7
|
14,4
|
|
RS
|
3.788.889
|
4.136.500
|
14,0
|
19,5
|
|
MS
|
791.397
|
859.500
|
5,3
|
6,5
|
|
MT
|
846.185
|
914.600
|
6,6
|
10,7
|
|
GO
|
1.839.079
|
1.976.900
|
20,6
|
27,7
|
|
DF
|
789.249
|
841.000
|
14,0
|
24,7
|
|
BRASIL
|
58.612.784
|
63.768.500
|
12,5
|
17,4
|
*Fonte: Quantitativo da tabela não está considerando
o reforço de 1 milhão de doses
Camila Bogaz
Agência Saúde
Nenhum comentário:
Postar um comentário