“Apoiar a pessoa
depressiva, auxiliar a encontrar caminhos e um novo propósito trará uma porta
de saída para esse quadro de depressão”, diz especialista
De acordo a especialista, é muito comum encontrar
famílias sofrendo com esse quadro de ter uma pessoa querida em depressão, seja
pelo motivo de não saber como ajudar, ou ainda, pela demora muitas vezes de se
diagnosticar de fato a depressão e a demora de responder ao tratamento em
muitos casos. “A cobrança excessiva, a falta de entendimento dentro da
família, a falta de diálogo e de respeito das escolhas de cada um, pode,
inclusive, gerar um quadro depressivo em uma pessoa que não está bem, está
triste e frustrada e já não sente que tem espaço dentro dessa família”,
destaca Wanessa.
Para a orientadora pessoal, que também é master mentoring em coaching corpo e mente,
cada indivíduo percebe a sua realidade de uma maneira muito particular, por
isso é necessário respeitar a dor, o sofrimento e o ponto de vista de cada um,
pois colocar regras dentro da família sem conversar e compreender como cada um
percebe esse direcionamento, pode levar um grande sofrimento para a pessoa,
incluindo a depressão.
“Ouvimos desde sempre o quanto é importante
ter coragem para vencer na vida, mas não aprendemos como de fato executar essa
ação a nosso favor. Aprendemos o quanto viver a vida é difícil, e que
precisamos sobreviver durante a vida. Mas não aprendemos a viver, e viver traz
liberdade, movimento, dificuldades e alegrias. Viver não é nos estacionar em
dores profundas com a sensação de não ter saída para esse lugar, viver não é se
afogar em dor. Nós não trazemos na nossa bagagem emocional um repertório com
novas ações para se viver uma nova vida”, esclarece a
especialista.
A dificuldade de executar as mudanças para viver um novo significado,
provoca a insatisfação e o aprisionamento, um cansaço de estar patinando nas
mesmas dores e nas mesmas histórias. “Essas histórias tem uma relação direta
com a experiência do histórico familiar de cada pessoa. Já está comprovado
cientificamente que o DNA carrega as nossas informações das histórias que
vivemos, e essas informações são passadas geneticamente para as gerações
seguintes. Dessa maneira, recebemos dos nossos familiares as informações das
histórias que eles viveram, independentemente de termos conhecido ou não os
nossos antepassados, de sabermos ou não dessas histórias, e esse é o repertório
que trazemos na bagagem da nossa vida”, diz Wanessa.
Ainda, segundo a especialista, “por termos esse
histórico conhecido, acabamos “presos” nessas histórias como uma zona de
conforto conhecida, mesmo que inconscientemente e acabamos sendo levados ao
movimento de repetir parte dessas histórias por se tratarem de rotas conhecidas
de padrões e comportamentos”. Por isso, a terapeuta pessoal argumenta que é
necessário ampliar o repertório, conhecer novas histórias, realizar pequenas
mudanças para ampliar o leque de ações e materializar mudanças que trazem um
novo significado para a vida.
Sendo assim, Wanessa Moreira orienta que uma ação em
conjunto da família, de acolhimento, amor, de procurar conhecimento e auxiliar
a caminhada da pessoa ou adolescente que está depressivo dentro desse cenário
familiar, é fundamental para transformar esse quadro e essa história. “Apoiar
a pessoa depressiva, auxiliar a encontrar caminhos e um novo propósito trará
uma porta de saída para esse quadro de depressão. É importante dentro da
família que todos se sintam parte e pertencentes da história, sem exclusões ou
comparações, preservando a individualidade e a busca de cada membro da família
com amor e entendimento”, finaliza.
Foto: Getty Images

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