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domingo, 3 de maio de 2026

Como preparar os pets para o outono: 8 cuidados essenciais para garantir conforto e bem-estar



Especialista em comportamento canino explica como mudanças de temperatura e clima seco impactam a rotina e a saúde dos cães 

 

A chegada do outono traz mudanças importantes no clima, como a queda de temperatura e o ar mais seco, que também impactam diretamente a rotina, o comportamento e a saúde dos cães. Nesse período, é comum que os pets apresentem alterações no nível de energia, na pele e até nos hábitos do dia a dia, exigindo atenção redobrada dos tutores.

 

Segundo Denise Neves, especialista em comportamento canino e sócia da Dog Corner, pequenas adaptações já fazem grande diferença. “O outono exige ajustes simples, mas importantes. Observar o comportamento do cão e adaptar a rotina é fundamental para manter o bem-estar nessa época do ano”, explica.

 

A seguir, a especialista lista os principais cuidados para preparar os pets para o outono:

 

1. Observe mudanças de comportamento

“Com a queda de temperatura, alguns cães ficam mais quietos, procuram locais mais quentes e podem apresentar menor disposição, principalmente em horários mais frios. Essas mudanças são comuns, mas precisam ser acompanhadas”, explica Denise.

 

2. Redobre a atenção com a pele e pelagem

“O clima seco pode causar ressecamento, coceira e descamação, além de deixar os pelos mais opacos. Cães com sensibilidade dermatológica merecem atenção especial, com uso de produtos adequados e acompanhamento dos sinais”, alerta a especialista.

 

3. Fique atento a problemas respiratórios

“O outono pode favorecer quadros como a gripe canina, não por causa da estação em si, mas pelas condições do clima e maior permanência em ambientes fechados, que facilitam a circulação de agentes infecciosos”, destaca.

 

4. Adapte a rotina de passeios

“Passeios continuam sendo essenciais, mas podem precisar de ajustes. Evitar horários muito frios e observar o comportamento do cão durante a atividade ajuda a manter o equilíbrio”, orienta.

 

5. Estimule a hidratação

“Em dias mais frescos, muitos cães bebem menos água. É importante incentivar o consumo, manter a água sempre limpa e fresca e observar possíveis mudanças no hábito”, reforça a especialista.

 

6. Tenha atenção com cães mais sensíveis

“Cães de pelo curto, idosos, magros ou com problemas de saúde tendem a sentir mais o frio. Nesses casos, é importante evitar exposição prolongada e garantir ambientes mais protegidos”, explica ela.

 

7. Invista em conforto térmico

“Oferecer caminhas, cobertas e locais protegidos do frio ajuda o cão a se sentir mais seguro e confortável, principalmente durante a noite”, pontua.

 

8. Avalie o uso de roupas com cuidado

“As roupinhas podem ser úteis para alguns cães, principalmente os mais sensíveis ao frio. Mas é importante observar o conforto do animal. Se ele demonstra incômodo, o ideal é não insistir”, finaliza. 


Para Denise, o mais importante é observar o pet no dia a dia. “Cada cachorro reage de uma forma. O tutor precisa estar atento aos sinais e adaptar a rotina conforme a necessidade. 

 

Dog Corner


Como evitar erros comuns ao montar um e-commerce pet?

Mais do que uma loja virtual, um e-commerce pet precisa funcionar como uma experiência completa de cuidado, confiança e conveniência. Em um mercado que segue em forte expansão no Brasil, impulsionado pela humanização dos animais de estimação e pelo aumento do consumo recorrente, ainda é comum ver empreendedores tratarem o segmento como “apenas mais um nicho do varejo digital”. Esse é, muitas vezes, o primeiro erro.

Diferente de outras categorias, o setor pet envolve especificidades importantes, como a recorrência de compra (ração, medicamentos, higiene), a sensibilidade à confiança (principalmente em itens veterinários) e uma relação emocional intensa entre consumidor e produto. Ignorar essas particularidades pode comprometer decisões estratégicas desde o início, como a definição do portfólio, a escolha de fornecedores e a construção de uma narrativa de marca que realmente dialogue com o tutor.

Outro equívoco frequente está na falta de preparo operacional. Logística, por exemplo, não é apenas entrega rápida, é garantir condições adequadas de armazenamento, prazos confiáveis e previsibilidade, especialmente em produtos sensíveis. Uma operação desestruturada impacta diretamente a fidelização, que é um dos principais motores de crescimento nesse mercado.

A experiência prévia no setor surge, nesse contexto, como um diferencial competitivo relevante. Profissionais com vivência na cadeia pet, especialmente em áreas técnicas, tendem a ter uma leitura mais precisa do comportamento do consumidor e das exigências regulatórias. Trajetórias como a de Hugo Galvão de França Filho, que atua no mercado pet desde 2016 e hoje comanda a Enjoy Pets, reforçam a importância de estruturar bem a operação desde o início, com foco em escala sustentável e consistência na entrega.

Além disso, a construção de relações estratégicas com fornecedores é outro ponto crítico. O contato direto com indústrias e distribuidores não só melhora condições comerciais, como também amplia o acesso a informações relevantes sobre produtos e tendências. Esse conhecimento, aliado à observação do comportamento dos animais e de seus tutores, fortalece o posicionamento da marca e sua credibilidade no mercado.

Por fim, tão importante quanto a experiência é a capacidade de leitura de dados. “O sucesso de um e-commerce pet está diretamente ligado ao uso inteligente de informações: entender frequência de compra, preferências, sazonalidade e comportamento de navegação permite decisões mais assertivas e personalização da jornada”, explica Galvão.

Ou seja, no setor pet, vender bem passa, necessariamente, por entender profundamente quem está do outro lado, e isso inclui tanto o cliente quanto o seu animal de estimação.


Alerta da FAO reforça vigilância em saúde animal na América Latina

Aumento dos casos de influenza aviária e impactos sobre exportações, produção e cadeias do agro ampliam o debate sobre monitoramento e diagnóstico precoce

 

O alerta recente da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) sobre o aumento do risco de disseminação da influenza aviária na América Latina reacendeu o debate sobre a importância da vigilância contínua em saúde animal na região¹. 

Segundo a FAO, a atividade do vírus H5N1 tem se intensificado em países da América Latina e do Caribe, com registros em aves silvestres e domésticas e potenciais impactos sobre cadeias produtivas, biodiversidade, saúde pública e comércio internacional¹. A organização recomenda o fortalecimento da vigilância, da biossegurança e da detecção precoce, em coordenação entre países. 

O cenário recente ajuda a ilustrar esses efeitos. No Brasil, o Ministério da Agricultura prorrogou, em março de 2026, o estado de emergência zoossanitária por mais 180 dias² — medida que permite a adoção de ações emergenciais de prevenção e controle da doença em nível nacional. Já países como Chile e Argentina registraram a suspensão temporária de exportações avícolas após a identificação de focos da doença³⁴. 

Em 2025, o Brasil também enfrentou restrições comerciais impostas por importadores após a confirmação de casos de influenza aviária em aves silvestres no Rio Grande do Sul, o que levou à suspensão temporária de exportações por alguns mercados, posteriormente normalizadas de forma gradual⁵⁶ — um episódio que evidenciou a sensibilidade do comércio internacional a eventos sanitários, mesmo sem impacto direto sobre a produção comercial.
 

Vigilância em saúde animal: uma agenda estrutural

Embora a influenza aviária esteja no centro das atenções, a vigilância sanitária é um desafio estrutural que envolve diferentes cadeias produtivas, como bovinos, suínos e aves. 

Na pecuária bovina, por exemplo, doenças infecciosas podem permanecer por longos períodos sem sinais clínicos evidentes — as chamadas infecções subclínicas — impactando indicadores como fertilidade, produção de leite e ganho de peso. Além disso, animais portadores podem disseminar agentes infecciosos sem apresentar sintomas, dificultando o controle sanitário. 

“A discussão que emerge com esse tipo de alerta não deve ser limitada a um evento específico, mas entendida como parte de um movimento mais amplo de fortalecimento da vigilância em saúde animal”, afirma Carolina Torres Alejo, especialista de agronegócios para a América Latina da Thermo Fisher Scientific. 

“Hoje, muitos riscos sanitários se desenvolvem de forma silenciosa. Por isso, o monitoramento contínuo e o diagnóstico precoce são fundamentais para apoiar decisões mais assertivas, tanto no campo quanto em políticas públicas”, completa. 

Nesse contexto, o avanço de tecnologias diagnósticas e estratégias de monitoramento tem ampliado a capacidade de detecção precoce e acompanhamento sanitário dos rebanhos. A Thermo Fisher Scientific atua nesse campo com soluções baseadas em métodos moleculares, que incluem desde a extração de ácidos nucleicos até técnicas altamente sensíveis de detecção, como PCR em tempo real e PCR digital, além da tipificação por sistemas de sequenciamento capilar e de nova geração. Esses recursos, aliados a programas de vigilância em larga escala, vêm sendo incorporados gradualmente em diferentes cadeias produtivas.

“Mais do que responder a surtos, o desafio atual é antecipar riscos”, enfatiza Carolina. 

A Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH) destaca que a disseminação de doenças como a influenza aviária ocorre em um contexto complexo, envolvendo aves migratórias, sistemas produtivos e fluxos comerciais, o que exige abordagens coordenadas e baseadas em ciência⁷. 

Na prática, o uso dessas tecnologias permite monitorar doenças de forma contínua, identificar agentes infecciosos com precisão e apoiar decisões mais rápidas e assertivas no campo. Nesse cenário, a saúde animal se consolida como um componente estratégico para a segurança alimentar, a sustentabilidade da produção e a estabilidade do comércio internacional na América Latina.

 

 Thermo Fisher Scientific

 

Referências Bibliográficas:

  1. FAO. FAO Alert on avian influenza – risk of upsurge and regional spread through wild birds in Latin America and the Caribbean (08/04/2026)
    Link
  2. Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Brasil prorroga emergência zoossanitária por gripe aviária por 180 dias (26/03/2026)
    Link
  3. CNN Brasil. Chile confirma foco de gripe aviária e suspende exportações avícolas (01/04/2026)
    Link
  4. Exame. Argentina detecta surto de gripe aviária e suspende exportações (24/03/2026)
    Link
  5. Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Atualização sobre suspensão de exportações por gripe aviária (28/05/2025)
    Link
  6. Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Países retiram restrições à carne de aves brasileira (25/08/2025)
    Link
  7. WOAH – World Organisation for Animal Health. Avian Influenza
    Link

5 técnicas infalíveis para ensinar comandos básicos ao seu cachorro

Especialista explica como pequenas mudanças na forma de ensinar podem melhorar o comportamento e a convivência com o pet

 

O mercado pet brasileiro segue em crescimento constante e, junto com ele, aumenta também o nível de exigência dos tutores quando o assunto é bem-estar e comportamento animal. De acordo com números da ABINPET, o Brasil é hoje o terceiro maior mercado pet do mundo, com faturamento de quase R$78 bilhões por ano. Nesse cenário, cresce também a busca por informação qualificada para melhorar a convivência com os animais dentro de casa.


Mais do que ensinar comandos, o treinamento é uma ferramenta essencial de comunicação entre tutor e animal. Quando feito da forma correta, contribui para reduzir comportamentos indesejados, como destruição de objetos, ansiedade de separação e excesso de agitação, além de fortalecer o vínculo e trazer mais previsibilidade para a rotina do cão.


Mas a verdade é que muita gente tenta ensinar comandos de forma errada, repetindo palavras, gritando ou esperando que o cachorro simplesmente “entenda”. Treinar um cão é muito mais simples quando seguimos alguns princípios básicos de comportamento.


Segundo André Cavalieri, especialista em psicologia canina e sócio fundador da Dog Corner, treinar um cão é muito mais simples quando seguimos alguns princípios básicos de comportamento.


“Quando o tutor aprende a se comunicar de forma clara, o cachorro entende mais rápido e o processo se torna muito mais leve para os dois”, explica o especialista.

A seguir, o especialista lista 5 técnicas infalíveis que realmente funcionam no dia a dia.


1. Ensine primeiro com gestos, depois com palavras

“Os cães aprendem muito mais rápido através da linguagem corporal do que pela verbal. Por isso, o ideal é começar com gestos claros e objetivos, como levantar a mão para o ‘sentar’ ou direcionar o focinho do cão para baixo para o ‘deita’, e só depois associar a palavra ao comportamento. Esse método cria uma comunicação mais clara e ainda traz uma vantagem importante a longo prazo: quando você ensina primeiro por gestos e depois adiciona as palavras, garante que, mesmo no futuro, se o seu cachorro perder audição ou visão, ele ainda consiga responder aos comandos”, explica André.


2. Recompense no momento exato do comportamento

“No treinamento de cães, o tempo da recompensa é essencial. Ela precisa acontecer exatamente quando o cachorro executa o comportamento correto, para que ele entenda o que fez de certo. Quando há atraso, o animal pode associar a recompensa a outro comportamento, o que atrasa o aprendizado”, destaca.


3. Use recompensas que realmente motivem o cachorro

“Cada cachorro se motiva por estímulos diferentes. Alguns preferem petiscos, outros brinquedos ou interação. O importante é identificar o que tem mais valor para o animal e usar isso no treinamento. Quando o cão está realmente engajado, o aprendizado acontece de forma mais rápida e consistente”, orienta.


4. Evite repetir o comando várias vezes

“O erro não é o cachorro não obedecer, é o tutor ficar repetindo o comando. Falou e ele não fez? Em vez de insistir, muda o cenário, tira os estímulos e recomeça o treino. É assim que o aprendizado acontece de verdade”, explica André.


5. Reduza os estímulos do ambiente durante o treino

“Para que o cachorro consiga aprender, ele precisa estar concentrado. Por isso, no início do treinamento, o ideal é escolher um ambiente tranquilo e com o mínimo possível de estímulos”, explica André.


“Muitos tutores tentam ensinar comandos enquanto o cachorro está cercado de distrações, o que dificulta o aprendizado. Quando reduzimos esses estímulos, o cão consegue focar melhor e entender com mais clareza o que está sendo pedido. Depois que o comportamento já estiver bem aprendido, aí sim podemos introduzir novos ambientes”, completa.


Treinar um cachorro não é apenas ensinar comandos, mas construir uma forma clara de comunicação entre tutor e animal. Quando esse processo acontece de forma correta, o cachorro se sente mais seguro, aprende com mais facilidade e a relação entre os dois se torna muito mais equilibrada.

 

 Dog Corner


Dia do Cão-Guia: rotina de alta performance exige cuidados veterinários especiais

Com menos de 200 cães-guia no país para milhões de pessoas com deficiência visual, especialista da WeVets alerta para a importância da saúde desses parceiros

 

Muito além do treinamento, o que sustenta o trabalho de um cão-guia no dia a dia é uma rotina rigorosa de cuidados com a saúde. O Dia Internacional do Cão-Guia é celebrado na última quarta-feira de abril (29), criado para ampliar a conscientização sobre o papel dos cães-guia e os desafios ainda enfrentados por quem depende deles no dia a dia. 

Nesta data, a WeVets chama atenção para esses companheiros que desempenham uma função de alta exigência física e mental e, por isso, precisam de acompanhamento veterinário contínuo ao longo de toda a vida ativa. 

O Brasil tem hoje menos de 200 cães-guia em atividade, segundo estimativas de instituições como o Instituto Adimax. Ao mesmo tempo, mais de 6 milhões de brasileiros têm algum grau de deficiência visual, de acordo com o IBGE. O contraste revela um cenário de alta demanda e baixa oferta e reforça um ponto ainda pouco discutido: a saúde desses parceiros é determinante para garantir autonomia e segurança a quem depende deles. 

“Na prática, estamos falando de um parceiro que trabalha todos os dias em nível elevado de concentração e esforço físico. É muito semelhante a um atleta de alta performance e isso exige monitoramento constante da saúde”, explica Carollina Marques, médica veterinária na WeVets. 

A rotina de acompanhamento vai além das consultas básicas e inclui uma série de avaliações preventivas:
 

Avaliação ortopédica frequente
O impacto repetitivo em superfícies urbanas pode gerar desgaste articular ao longo do tempo.
 

Controle nutricional rigoroso
A alimentação é ajustada para manter energia, foco e peso adequado, evitando sobrecarga nas articulações.
 

Monitoramento comportamental e emocional
O nível de responsabilidade pode gerar estresse. Avaliar sinais de fadiga mental é essencial para o bem-estar do parceiro.
 

Check-ups regulares e medicina preventiva
Exames periódicos ajudam a identificar precocemente qualquer alteração que possa comprometer o desempenho.
 

Diferente de um pet convencional, qualquer alteração física ou comportamental em um cão-guia pode afetar diretamente a segurança do tutor. 

“Uma dor articular, por exemplo, pode reduzir a disposição para caminhar ou afetar a precisão dos movimentos. Já o estresse pode impactar a capacidade de concentração. Por isso, o acompanhamento precisa ser contínuo e integrado”, reforça a especialista. 

Cães-guia passam por treinamento intenso, que pode durar até dois anos, mas o cuidado não termina quando começam a atuar. Ao longo da vida, esses parceiros mantêm uma rotina estruturada, com períodos de trabalho, descanso e acompanhamento de saúde. Em média, um cão-guia atua por cerca de 8 a 10 anos, período em que a manutenção da qualidade de vida é determinante para sua longevidade e desempenho. Além da saúde, a WeVets reforça que o comportamento das pessoas ao redor também influencia diretamente o desempenho desses parceiros. Interações indevidas, como tentar fazer carinho ou distrair o cão durante o trabalho, podem comprometer sua concentração.

“Cuidar de um cão-guia é cuidar de duas vidas ao mesmo tempo. A saúde dele impacta diretamente a qualidade de vida do tutor”, finaliza a médica veterinária.


Abandono é uma agressão ao animal e a sociedade


Várias situações poderão levar uma pessoa a tomar esta atitude tão condenável. Em muitos casos, está diretamente ligado a impulsividade. A pessoa se encanta com o filhote e, se esquece que para ele se tornar um animal adulto exige muitos cuidados. Ao deparar com a s tarefas do dia-a-dia, acabam por desistir do animal.

 

Existe também, casos de pessoas que adquirem o animal buscando através dele status, e depois se cansam do animal e os descartam como um objeto que não tem mais utilidade.

 

"Outras pessoas acabam adotando o animal e por questões financeiras, acabam não tendo como mantê-los e acabam dando a ele a chance de buscar outro dono, ou seja, o entregando a própria sorte. Outro fator que favorece o abandono é a mudança de casa ou o envelhecimento do animal", ressalta Vininha F. Carvalho, defensora do direito dos animais e editora da Revista Ecotour News.

 

Infelizmente o abandono está aumentando no Brasil, inclusive raça pura e pedigree já foram garantia de conforto e bons tratos para cães e gatos. Não são mais. Atualmente, muitos animais abandonados não têm nada de vira-latas. São poodles, rottweilers, huskies siberianos cocker spaniels e outros.

 

O abandono precisa ser encarado como um ato desprezível. O trato dispensado ao animal deveria caracterizar o perfil do caráter da pessoa. Quem o maltratasse deveria ser marginalizado pela sociedade. É um absurdo comercializar vidas dessa forma. São verdadeiras fábricas de filhotes, que não pagam impostos nem emitem nota fiscal.

 

Uma atitude reprovável é praticada por pessoas que entregam o animal num abrigo ou CCZS , na busca de uma solução fácil e imediata , sendo que umas, até mesmo, jogam simplesmente os filhotes na porta. Abrigo não é solução, é problema gerado pelo descaso social.

 

"O que a sociedade não vê, está muito claro para nós que buscamos a solução para o problema .Faz-se necessário implantarmos uma campanha educativa , através da qual serão salientados: a importância da posse responsável e o controle da natalidade, tornando cada cidadão responsável pelo seu cão ou gato", pontua Vininha F. Carvalho.

 

O animal precisa de identidade, não só de um teto, mas de carinho e respeito, e principalmente de liberdade para correr, brincar e se sentir importante na vida de quem o criou.

 

"A natureza faz o filhote, mas o homem forma o cão ou gato. O animal não precisa de doações para conseguir ter garantido seus direitos legais, mas de ações que visem valoriza-lo na sociedade", finaliza Vininha F. Carvalho.


Fim da alimentação forçada: Brasil dá passo decisivo contra o foie gras

 

Mercy for Animals

O Congresso Nacional do Brasil aprovou um projeto de lei histórico que proíbe a produção e a comercialização de qualquer produto alimentício derivado da alimentação forçada de animais, proibindo, na prática, o foie gras em todo o país. A medida representa um avanço significativo na legislação nacional de bem-estar animal e agora aguarda sanção presidencial para se tornar lei.

O texto aprovado é baseado no Projeto de Lei 90/2020, uma proposta legislativa que foi priorizada dentro da Agenda Legislativa Animal 2026, desenvolvida pela Sinergia Animal. A inclusão desse projeto na agenda reflete um esforço contínuo da sociedade civil para pôr fim a práticas consideradas incompatíveis com os padrões contemporâneos de bem-estar animal.

Se sancionada, a legislação colocará o Brasil entre um número crescente de jurisdições que passaram a restringir ou proibir práticas de alimentação forçada na produção de foie gras, um produto amplamente criticado por especialistas e organizações de bem-estar animal devido aos métodos utilizados em sua produção.

A proibição abrange a produção, comercialização, importação e distribuição de produtos alimentícios obtidos por meio de técnicas de alimentação forçada. Parlamentares que apoiaram a medida destacaram as implicações éticas da prática e a importância de alinhar os padrões nacionais de produção de alimentos com as compreensões científicas e sociais em evolução sobre o bem-estar animal.

"A alimentação forçada causa sofrimento inegável e deve ser efetivamente proibida para garantir o bem-estar animal. Proteger os animais é um passo fundamental para construir uma sociedade mais ética e justa para todas as formas de vida", afirma Cristina Diniz, diretora da Sinergia Animal Brasil. 

A aprovação do projeto marca um momento importante na história legislativa do Brasil em relação à proteção animal, sinalizando maior atenção institucional às questões de bem-estar nos sistemas de produção de alimentos. Defensores argumentam que a decisão reflete uma mudança mais ampla nas políticas públicas em direção a uma maior responsabilidade ética na agricultura e na indústria alimentícia.

Com o projeto agora aguardando sanção presidencial, diferentes setores da sociedade civil, do setor agropecuário e das instituições públicas acompanham de perto a próxima etapa do processo legislativo. Caso seja sancionada, a lei deve gerar impactos imediatos para produtores e varejistas ligados ao foie gras e produtos similares, ao mesmo tempo em que reforça o marco regulatório brasileiro em bem-estar animal.

A Sinergia Animal destacou que esse avanço não representa um ponto final, mas sim um passo importante em esforços contínuos para fortalecer as proteções legais aos animais e promover sistemas alimentares mais humanitários. A organização reafirmou seu compromisso com a continuidade da incidência por medidas legislativas que reduzam o sofrimento animal e promovam padrões éticos nas práticas de produção em toda a região.


Sobre a Sinergia Animal

A Sinergia Animal é uma organização internacional sem fins lucrativos que atua na proteção animal e na promoção de sistemas alimentares mais éticos no Sul Global. A organização é reconhecida como uma das ONGs mais eficazes do mundo pela Animal Charity Evaluators (ACE).


Sindan reforça alerta sobre brucelose durante o mês da saúde animal e destaca a vacinação obrigatória no Brasil

 Freepik
Campanha nacional de imunização mobiliza produtores a cumprir o calendário sanitário e reduzir riscos à pecuária e à população, reforçando o controle da doença e a proteção da saúde pública

 

O mês da saúde animal marca o período intensivo de vacinação contra a brucelose no Brasil, uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero Brucella que pode ser transmitida de animais para humanos. Considerada uma importante zoonose, a enfermidade exige atenção redobrada de produtores rurais, já que a imunização de fêmeas bovinas e bubalinas entre 3 e 8 meses de idade é obrigatória e, em muitos estados, deve ser realizada até o dia 31 de maio.

Também conhecida como febre mediterrânea, a brucelose afeta diretamente a saúde dos rebanhos e pode trazer impactos significativos à produção pecuária. Entre os principais prejuízos estão abortos, infertilidade e queda na produtividade, o que compromete tanto o desempenho econômico das propriedades quanto a segurança sanitária da cadeia de alimentos.

A saúde dos rebanhos está diretamente associada à eficiência produtiva, à qualidade dos alimentos e ao cumprimento dos rigorosos padrões sanitários exigidos pelos mercados internacionais. O Brasil, que figura entre os maiores produtores e exportadores de carne bovina, suína e de frango, depende de uma estrutura sanitária robusta para manter esse protagonismo. Esse cenário exige investimentos contínuos em vacinação, monitoramento, controle de doenças e inovação em soluções veterinárias.

A doença também representa risco à saúde pública. A transmissão para humanos ocorre principalmente pelo contato direto com animais infectados ou pelo consumo de produtos contaminados, especialmente leite e derivados não pasteurizados. Por isso, o controle da enfermidade no campo é considerado uma medida essencial para proteger toda a população.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem hoje mais de 200 enfermidades zoonóticas conhecidas e dados da HealthforAnimals mostram que 60% das doenças no mundo são zoonóticas. Com o avanço das campanhas ao longo de maio, o setor reforça a necessidade de conscientização sobre a brucelose e o cumprimento rigoroso do calendário vacinal. A prevenção segue sendo o caminho mais eficaz para proteger os rebanhos, evitar prejuízos econômicos e garantir a segurança dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros.

A vacinação obrigatória é uma das principais estratégias para conter a disseminação da brucelose no país. A imunização precoce, dentro da faixa etária recomendada, reduz a circulação da bactéria no rebanho e contribui para a erradicação gradual da doença. O cumprimento dos prazos estabelecidos pelos programas estaduais de defesa sanitária é fundamental para garantir a efetividade da medida.

Além da vacinação, especialistas reforçam a importância de boas práticas de manejo, controle sanitário e acompanhamento veterinário contínuo. A atuação integrada entre produtores, médicos-veterinários e órgãos de defesa agropecuária fortalece o combate à doença e reduz os riscos de transmissão.

 

Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal - Sindan


Como usar mantas e almofadas no sofá sem pesar na decoração

Especialista explica quantas peças usar, como combinar estampas e evitar erros comuns na composição
 

Mantas e almofadas estão entre as formas mais simples e acessíveis de renovar o visual da sala. Ainda assim, o uso sem critério pode comprometer o resultado. Excesso de peças, mistura desordenada de estampas e proporções mal resolvidas estão entre os erros mais comuns na decoração do sofá. 

Para o designer de interiores e criador de conteúdo Adeilton Silva, do perfil Pense e Decore, o equilíbrio entre estética e funcionalidade é o principal ponto de atenção. “A almofada não é só decorativa, ela também precisa fazer sentido no uso. Quando há mais almofadas do que espaço para sentar, já é um sinal de excesso. O ideal é pensar em proporção e conforto ao mesmo tempo”, afirma. 

Segundo ele, a combinação entre peças lisas e estampadas é um caminho seguro para uma composição mais harmoniosa. “Misturar estampas funciona melhor quando existe uma base neutra que sustenta o conjunto. Isso evita poluição visual e deixa o ambiente mais organizado”, explica.
 

Adeilton separa dicas práticas para acertar na composição do sofá:

1. Se quiser fugir do óbvio, aposte em números ímpares.

Você pode usar números pares desde que brinque com os tamanhos, porém, composições com 1, 3 ou 5 almofadas ficam naturalmente mais harmoniosas e equilibradas. A assimetria também é elegante.

Crédito: @penseedecore

2. Misture tamanhos

Os sofás mais bonitos têm almofadas de tamanhos completamente diferentes. A lógica é simples: as maiores ficam nas pontas, as menores na frente. Tente ter pelo menos três formatos na composição: grande, médio e uma menor que se chama quebra-rim.

 

Crédito: @penseedecore

3. Cores e texturas: a combinação certa

O ideal é ter uma almofada lisa na cor do esquema da sua decoração, uma com estampa grande, uma com textura e uma com estampa miúda. Se quiser usar duas estampas grandes, escolha uma geométrica e uma orgânica, como floral ou abstrata. Elas se complementam sem brigar.

Crédito: @penseedecore

4. A manta faz mais do que você imagina

Jogada no braço do sofá, a manta decora, mas não é só isso. Ela também serve para proteger o tecido do sofá do uso cotidiano ou para disfarçar aquela marquinha que todo sofá acaba ganhando com o tempo. Funcional e bonita ao mesmo tempo.​​​​​​​​​​​​​​​​

 

Crédito: @penseedecore


Adeilton Silva - Designer de interiores formado e natural do Rio de Janeiro, Adeilton Silva é criador do projeto Pense e Decore, plataforma digital dedicada a conteúdos sobre decoração, organização de espaços e estilo de morar. Criado há 10 anos, o projeto reúne hoje mais de 1,5 milhão de seguidores nas redes sociais. Em seus conteúdos, Adeilton compartilha soluções práticas de interiores com olhar voltado à identidade brasileira, sustentabilidade e à adaptação do design à realidade cotidiana.
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Sótão: como transformar o espaço sob o telhado em área útil

Acolhedor, com ares de refúgio e, muitas vezes nostálgico, essa extensão da casa pode se transformar de uma área esquecida a um ambiente funcional para atividades dos moradores. O arquiteto Paulo Tripoloni também ressalta o benefício do conforto térmico e valorização venal que a estrutura entrega ao imóvel


Nesta residência projetada pelo arquiteto Paulo Tripoloni, o sótão ganhou um novo sentido para a família. Ao invés de ser mais um espaço de armazenamento, tornou-se um ambiente que equilibra recolhimento e convivência, com luz natural abundante e uma vista que se abre como cenário | Projeto Atelier Paulo Tripoloni
 Foto: JP Imagem

 

Antes de pensar nos usos, o profissional pontua a importância de entender os motivos que levam a sótão a se configurar como esse espaço tão interessante. Dentre as principais características estruturais que influenciam diretamente no resultado, ele pontua:


·        Pé-direito variável, que acompanha a inclinação do telhado, incide em alturas mais altas e mais baixas, exigindo soluções inteligentes de layout.

Nem toda a área apresenta uma altura confortável para circulação, então o mobiliário precisa ser sob medida”, comenta Paulo.


·        Aproveitamento de área, tradicionalmente, ele aponta que o telhado era considerado apenas um vazio técnico. Entretanto, com ajustes na altura da cobertura é completamente viável executar um ambiente funcional sem grandes mudanças na volumetria da casa.


·        Iluminação natural por meio de claraboias e janelas posicionadas no plano do telhado.


·        Isolamento térmico, indispensável por estar diretamente sob o telhado, o sótão está mais exposto às variações de temperatura.

Sem um bom isolamento, o ambiente pode se tornar quente demais no verão e demasiadamente frio inverno. O conforto térmico é essencial para o projeto”, frisa.

 

Fase do projeto


Como nem toda residência comporta um sótão de forma natural, o arquiteto começa analisando a relação entre o telhado e o estilo arquitetônico do projeto. Para ele, casas com telhados inclinados costumam oferecer as melhores oportunidades.

 

 

Ao transformar um espaço de caráter técnico em um ambiente habitável, é possível desenvolver novos cômodos para a residência e valorizar a estrutura existente | Foto: Freepik


Antes de pensar nos usos, o profissional pontua a importância de entender os motivos que levam a sótão a se configurar como esse espaço tão interessante. Dentre as principais características estruturais que influenciam diretamente no resultado, ele pontua:

·        Pé-direito variável, que acompanha a inclinação do telhado, incide em alturas mais altas e mais baixas, exigindo soluções inteligentes de layout.

Nem toda a área apresenta uma altura confortável para circulação, então o mobiliário precisa ser sob medida”, comenta Paulo.

·        Aproveitamento de área, tradicionalmente, ele aponta que o telhado era considerado apenas um vazio técnico. Entretanto, com ajustes na altura da cobertura é completamente viável executar um ambiente funcional sem grandes mudanças na volumetria da casa.

·        Iluminação natural por meio de claraboias e janelas posicionadas no plano do telhado.

·        Isolamento térmico, indispensável por estar diretamente sob o telhado, o sótão está mais exposto às variações de temperatura.

Sem um bom isolamento, o ambiente pode se tornar quente demais no verão e demasiadamente frio inverno. O conforto térmico é essencial para o projeto”, frisa.

 

Fase do projeto 


Como nem toda residência comporta um sótão de forma natural, o arquiteto começa analisando a relação entre o telhado e o estilo arquitetônico do projeto. Para ele, casas com telhados inclinados costumam oferecer as melhores oportunidades.

 

Neste sótão implementado pelo arquiteto Paulo Tripoloni, o espaço acima não tinha pé-direito adequado e o telhado acompanhava a inclinação da viga principal. Para a implementação, ele concebeu uma mansarda – designada pelas duas inclinações da estrutura, que ampliou a altura e o nivelamento do piso de cimento queimado | Projeto Atelier Paulo Tripoloni | Foto: JP Image


Mesmo em casas já construídas, é possível adaptar o telhado para viabilizar o uso do sótão. Para tanto, Paulo instrui sobre o aumento discreto da altura do telhado para que o espaço interno ganhe uma nova configuração.

 

Quando o sótão nasce junto com o projeto arquitetônico, ele se integra melhor ao conjunto da casa, deixando de ser um acréscimo improvisado para ajustar como uma extensão natural”, diz.

 

Sobre a escada

Além das questões estruturais, um dos pontos mais importantes ao planejar um sótão está no acesso ao ambiente, pois a escada é na maioria das vezes o maior desafio do projeto. Quando o sótão faz parte da concepção original da casa, é possível reservar um local adequado para a circulação vertical, mas já em reformas ou adaptações posteriores, a inserção da estrutura exige criatividade.

 

Todo sótão dá uma dor de cabeça com o acesso. Quando ele é pensado no projeto, fica mais fácil resolver, mas quando ele surge depois, como acontece em algumas obras, é preciso encontrar soluções sob medida para encaixar a escada no espaço existente”, reflete Paulo, que complementa que não é só ter um espaço de sótão que está tudo bem, a escada é uma questão importante e precisa ser bem resolvida para que o ambiente funcione de verdade no dia a dia.

Quando não há área suficiente para uma escada convencional, modelos retráteis ou compactos podem ser alternativas viáveis | Projeto Atelier Paulo Tripoloni | Foto: JP Image

Vantagens e ganhos

A decoração transformou o ambiente em espaço de meditação e contemplação | Projeto Atelier Paulo Tripoloni | Foto: JP Imagem


Como dito, uma das principais vantagens do sótão é a capacidade de ampliar a área útil da casa em configurações que passam a integrar a rotina da família como um quarto para hóspedes, home office, aproveitando o caráter mais reservado do ambiente, sala de jogos ou TV ou outras finalidades como a música, leitura ou meditação.

 

O sótão tem um caráter naturalmente acolhedor. Ele não é aquela visão de quarto escuro com mofo que vemos em muitos filmes, mas sim uma extensão da casa”, afirma o profissional.

  

Dicas de decoração


No sótão, planejado pelo arquiteto Paulo Tripoloni, a madeira estrutura o espaço e cria unidade, enquanto os volumes baixos, as fibras naturais e as peças de apoio arredondadas suavizam a composição | Projeto Atelier Paulo Tripoloni | Foto: JP Image



Chegado o momento de decorar o sótão, o primeiro tópico abordado pelo arquiteto é a iluminação. “Como a luz natural costuma entrar por pontos específicos, é fundamental complementar com iluminação artificial bem distribuída, seja com luminárias de apoio, ou com pontos indiretos, para deixar o ambiente mais aconchegante”, completa.

 

Já para a paleta de cores, ele sugere tons claros e neutros que contribuirão para refletir a luz e tornar o ambiente mais leve, enquanto materiais naturais como fibras, palhinha e madeira atribuem um clima mais charmoso. Outro ponto essencial é a organização com uso de marcenaria sob medida para manter o ambiente livre e funcional. 



Atelier de Arquitetura Paulo Tripoloni
Instagram: @paulotripoloni
Site: www.paulotripoloni.com.br



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