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quarta-feira, 11 de março de 2026

Reconstrução mamária e conscientização sobre lipedema resgatam autoestima feminina

“Não vejo o lipedema como uma doença, mas pessoas doentes com lipedema”, diz Dr. Fernando Amato 

 

Reconstrução mamária — impulsionada pelo Projeto Mama Minha — e a conscientização sobre o lipedema, condição ainda subdiagnosticada no Brasil são dois temas que ganham relevância no mês internacional da mulher.  

 

Idealizado pelo cirurgião plástico Dr. Fernando Amato, o Mama Minha nasceu com a missão de atender mulheres com deformidades mamárias — muitas delas na fila do SUS por anos — e oferecer reconstrução com foco em acolhimento e informação. O Mama Minha já realizou mais de 120 cirurgias de reconstrução para mulheres que aguardavam no Sistema Único de Saúde (SUS).  

 

“A mama para a mulher tem um significado muito importante. Quando a paciente tem a sua mama mutilada, ela se sente incompleta e, com o Mama Minha, proporcionamos não só a reconstrução da mama como o resgate da autoestima dessa mulher”, explica o cirurgião plástico Dr. Fernando Amato. 

 

Para viabilizar as cirurgias, a iniciativa mobiliza doações, parcerias institucionais, recursos públicos e privados, além do apoio de emendas parlamentares, entre elas da deputada federal Tabata Amaral, e da colaboração da equipe de Cirurgia Plástica do Hospital São Paulo e da Escola Paulista de Medicina. O atendimento é centrado na paciente, com orientação sobre etapas, expectativas e cuidados no pós-operatório. 

 

Lipedema: A condição afeta predominantemente mulheres e se caracteriza pelo acúmulo desproporcional de gordura, sobretudo em braços, coxas e pernas — frequentemente acompanhado de dor, sensibilidade ao toque e hematomas fáceis. No Brasil, o lipedema segue subdiagnosticado, sendo confundido com obesidade ou problemas circulatórios, o que posterga intervenções eficazes. 

 

“Não se trata apenas de excesso de peso, mas de uma condição médica específica que causa distribuição anormal de gordura, acompanhada de sintomas como dor, sensibilidade ao toque e facilidade para desenvolver hematomas. Não vejo o lipedema como uma doença, mas pessoas doentes com lipedema”, explica o cirurgião plástico Dr. Fernando Amato. 

 

Entre os sintomas que ajudam a diferenciar o lipedema de outras condições estão a sensibilidade e a dor ao toque nas áreas afetadas, a presença recorrente de equimoses (“roxinhos”). “Pacientes com lipedema frequentemente relatam sensibilidade e dor ao toque nas áreas afetadas, surgimento de equimoses com facilidade, sensação de peso e cansaço nas pernas, além de fadiga. Em casos mais avançados, pode até comprometer a mobilidade”, destaca Dr. Amato. 

 

O diagnóstico é primariamente clínico e a avaliação depende de anamnese detalhada e exame físico minucioso. Exames de imagem, como ultrassom e ressonância magnética, são complementares, auxiliando no diagnóstico e no planejamento terapêutico. A cirurgia plástica não deve ser a primeira opção de tratamento. A lipoaspiração é indicada para casos selecionados após tentativa de tratamento clínico (como medidas de controle de dor, fisioterapia, compressão, ajustes de estilo de vida).  

 

“Somente depois de tentar o tratamento clínico e, de preferência apresentando alguma melhora, mesmo que parcial, deve ser indicada a lipoaspiração para o tratamento do lipedema. É preciso respeitar os limites de gordura a serem retirados durante a cirurgia, que devem ser entre 5% e 7% do peso corporal do paciente”, detalha o especialista Dr. Fernando Amato.  



Dr. Fernando C. M. Amato – Graduação, Cirurgia Geral, Cirurgia Plástica e Mestrado pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Membro Titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).
https://plastico.pro/
www.amato.com.br
Instagram: https://www.instagram.com/meu.plastico.pro/


Sintomas que podem indicar falta de nutrientes e você não sabia

Descubra se o seu corpo pode estar te avisando que algum nutriente está faltando e como resolver isso com tratamentos eficazes 

 

Você se sente cansado mesmo após uma boa noite de sono? Tem percebido queda de cabelo, unhas fracas, pele seca e feridas na boca? Esses são apenas alguns dos sintomas que podem estar ligados à falta de algum nutriente e muita gente nem sabe. 

O problema é que, ao negligenciar as causas desses problemas e acreditar que os sintomas são apenas algo “normal”, as pessoas acabam colocando sua saúde e bem-estar em risco. Assim, é importante entender quando o seu corpo pode estar carecendo de algum nutriente específico e saber como tratar o problema antes que ele piore. 

A seguir, confira 5 vitaminas e minerais que podem estar em falta no seu corpo, os sintomas que o avisam disso e uma das possibilidades de tratamento, de acordo com o Dr. Luiz Augusto Júnior, médico e fundador do Instituto Amare:

 

1- Falta de vitamina B12

A deficiência da vitamina B12 pode trazer diversos problemas para o corpo e a mente. Entre os principais, estão: fadiga extrema, formigamento nas mãos e pés, fraqueza muscular, problemas de memória, névoa mental e alterações de humor.


2- Falta de vitamina C

A vitamina C também é muito importante para o funcionamento do seu organismo. Assim, sua falta pode acarretar em coisas como cansaço, fraqueza, gengivas inchadas e sangrentas, hematomas fáceis, dores nas articulações e queda de cabelo. Em casos mais graves, essa carência pode até mesmo resultar em infecções e anemia. 


3- Falta de vitamina D

Outra vitamina essencial para o corpo humano, sua falta traz sintomas como fraqueza muscular, fadiga constante e baixa imunidade. Assim, se você sofre com gripes muito frequentemente, por exemplo, pode ser culpa da vitamina D (ou, no caso, da sua falta). 


4- Falta de magnésio

De acordo com o Dr. Luiz Augusto Júnior, médico e fundador do Instituto Amare, o magnésio desempenha um papel crucial na saúde do corpo. Ele contribui, por exemplo, para o bom funcionamento do seu metabolismo e sua falta pode causar constipação. 


5- Falta de zinco

Já a carência de zinco é conhecida por causar sintomas como: queda de cabelo, cicatrização lenta de feridas, alterações no paladar ou olfato e problemas de pele, como acne ou dermatites.

 

Terapias nutricionais injetáveis e seus benefícios

Considerando tudo isso, como evitar que a falta de determinados nutrientes no seu corpo cause mal-estar e sintomas indesejáveis? Uma das principais formas é a partir da reposição desses nutrientes, que pode ser feita a partir de terapias injetáveis. 

“Elas consistem de um tratamento que administra nutrientes diretamente na corrente sanguínea através de infusão intravenosa”, explica o Dr. Luiz Augusto. Com elas, há uma garantia maior da melhor absorção das vitaminas e minerais das quais você precisa, além de um aumento na hidratação, na energia e na imunidade. 

Contudo, é essencial saber que, por mais que os nutrientes e vitaminas sejam benéficos para a saúde, seu excesso também pode trazer problemas, então é preciso antes ter certeza de se este será o melhor tratamento para você e quais as doses adequadas.

Assim, lembre-se que, antes de começar essas terapias, é essencial a consulta com um profissional da área, como é o caso do Dr. Luiz Augusto, que atende no Instituto Amare, local especializado e que encaminha os pacientes para o melhor tipo de tratamento para a sua situação e os acompanha durante todo o processo.

  

Dr. Luiz Augusto Júnior - médico especializado na saúde da mulher, com foco em menopausa, equilíbrio hormonal e medicina integrativa. Formado pela Unoeste e com múltiplas pós-graduações, atua com uma visão que integra estilo de vida, nutrição, sono e saúde emocional. Fundador do Instituto Amare, Luiz se dedica a um cuidado humanizado e transformador, guiado por propósito e atualização constante. Acompanhe mais sobre seu trabalho: @institutoamarepp | @dr.luizaugustojunior


Você não engorda por comer demais, ENGORDA porque seu corpo está em desequilíbrio

Médico nutrólogo e referência em medicina integrativa desmistifica o emagrecimento e mostra como reprogramar o metabolismo com ciência, mente e corpo conectados.

 

Dormir mal, viver sob constante estresse, pular refeições ou comer com pressa são hábitos que, mesmo diante de uma alimentação aparentemente equilibrada, podem desorganizar completamente o metabolismo.  

Na visão da medicina integrativa, esses comportamentos disparam processos silenciosos, como resistência à insulina e inflamação crônica, que favorecem o acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal, muitas vezes sem que exames tradicionais revelem qualquer anormalidade.

É comum encontrar pacientes que já passaram por diferentes médicos e convivem com sintomas persistentes como dores, insônia, ansiedade, baixa energia ou um cansaço que não passa. Nessas situações, o que falta muitas vezes não é tratamento, mas um olhar mais profundo, integral e humano.

 

Esse é exatamente o propósito da medicina integrativa: cuidar da pessoa como um todo, e não apenas de uma doença específica. Isso significa investigar hábitos, emoções, qualidade do sono, alimentação, relações, estilo de vida e até marcadores inflamatórios ocultos, que costumam ser ignorados em abordagens convencionais.

 

Essa é a filosofia de trabalho do médico nutrólogo Adriano Faustino, referência nacional na área e especialista em Nutrição Funcional, Fisiologia Hormonal e Geriatria. Segundo ele, o ganho de peso raramente está ligado apenas ao que se come e quase sempre está associado a desequilíbrios internos que precisam ser diagnosticados e corrigidos com precisão científica. 

“Muitas pessoas se culpam achando que não têm disciplina, mas o problema não está na força de vontade. O corpo delas está preso em um ciclo de desequilíbrio. E é esse ciclo que precisa ser quebrado com estratégia, escuta e mudança real de estilo de vida”, afirma Dr. Adriano Faustino.

 

Medicina integrativa: uma abordagem que une tradição, ciência e inovação

A medicina integrativa nasceu nos Estados Unidos na década de 1970 e vem ganhando cada vez mais espaço no Brasil por oferecer uma abordagem ampla e eficaz da saúde. Ela une o melhor da medicina convencional com práticas milenares e terapias complementares, como alimentação funcional, fitoterapia, suplementação, atividade física, acupuntura e terapias emocionais.

 

“Com frequência, o paciente chega com dores ou mal-estar sem um diagnóstico claro. A medicina tradicional, quando não encontra a causa, classifica como ‘essencial’. A medicina integrativa faz o oposto: investiga a fundo e busca tratar a origem do problema”, explica Dr. Adriano.

 

Na medicina integrativa, o foco não está apenas no sintoma isolado, mas no paciente em sua totalidade. Por isso, as consultas são mais longas e detalhadas. A primeira visita pode durar até duas horas e meia, tempo dedicado à escuta ativa, análise minuciosa de exames laboratoriais e construção de um plano de cuidado totalmente personalizado.

“Não é possível conhecer de verdade um paciente em 15 minutos. Muitas vezes, ele chega com dores crônicas, cansaço ou irritabilidade que não se encaixam em diagnósticos tradicionais. Só com tempo, escuta profunda e investigação conseguimos compreender o que está por trás desses sinais”, explica.

 


Inflamação silenciosa: o vilão invisível que impede o emagrecimento


Na medicina integrativa, um dos principais focos é identificar e tratar a inflamação crônica subclínica, um processo inflamatório silencioso, sem dor, febre ou sinais evidentes, mas que desgasta o organismo de forma progressiva. Essa condição está associada ao surgimento de doenças como obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão, Alzheimer, problemas cardiovasculares e até câncer.

 

“Essa inflamação vai corroendo o organismo por dentro, e muitas vezes só é descoberta quando a doença já está instalada. Por isso, o foco tem que ser na prevenção, não apenas no tratamento”, alerta o Dr. Adriano Faustino.

 

O desafio é que, mesmo com exames laboratoriais aparentemente normais, muitos pacientes não conseguem emagrecer ou apresentam sintomas persistentes como fadiga, insônia e irritabilidade. Isso ocorre porque estão presos em um ciclo de desequilíbrio metabólico que envolve mais do que alimentação — exige olhar integral e diagnóstico preciso.

Segundo o médico, quatro fatores principais costumam estar por trás desse “ganho de peso silencioso”: 

●      Resistência à insulina, que faz o corpo armazenar glicose em forma de gordura, mesmo comendo pouco;

●      Desregulação hormonal, com cortisol elevado, baixa produção de melatonina ou alterações na tireoide, que afetam diretamente o metabolismo;

●      Privação de sono, que aumenta em até 55% o risco de obesidade, segundo estudos científicos, independentemente do consumo calórico;

●      Inflamação crônica, que atua de forma silenciosa, dificultando a queima de gordura e contribuindo para doenças sistêmicas. 

Esses fatores muitas vezes não são detectados em exames convencionais e acabam sendo tratados apenas com medicamentos ou dietas restritivas, o que oferecem alívio temporário, mas não resolvem a raiz do problema. Para Dr. Faustino, o caminho real passa por reprogramar o metabolismo com mudanças no sono, no controle do estresse, na alimentação e no estilo de vida como um todo.

 


A integração entre ciência e práticas ancestrais


A medicina integrativa proposta por Adriano Faustino combina avaliações clínicas e laboratoriais avançadas com terapias complementares, como fitoterapia, acupuntura, detox metabólico, respiração consciente, nutrição funcional, técnicas de modulação intestinal e reeducação alimentar emocional.

 

“Não sou alopata, nem homeopata. Sou prático. O que funciona, eu uso. O que importa é devolver saúde real ao paciente”, explica ele.

Essa abordagem, cada vez mais reconhecida por centros médicos internacionais, vem ganhando espaço no Brasil principalmente entre pessoas que já passaram por inúmeros tratamentos convencionais sem resultados consistentes. O famoso “desembrulhar menos e descascar mais” é um dos princípios básicos.

 


Responsabilidade, consciência e espiritualidade no cuidado com a saúde


A medicina integrativa promove a autonomia e reforça que o verdadeiro responsável pela saúde é o próprio paciente. O médico não atua como um solucionador externo, mas como um guia que orienta, investiga, conecta pontos e oferece estratégias personalizadas. “Meu papel é orientar, investigar, conectar pontos e oferecer estratégias. Mas o paciente precisa estar disposto a sair do piloto automático e se responsabilizar pelos seus hábitos e decisões diárias”, afirma Dr. Adriano Faustino.

 

Essa mudança exige dedicação, paciência e consciência. Não se trata de seguir receitas prontas, mas de assumir um compromisso genuíno com a transformação física, mental, emocional e até espiritual.


É com base nessa visão ampliada que o médico uniu sua experiência clínica a princípios de fé no livro Cientificamente Divino – Princípios Bíblicos e Científicos para uma Saúde Máxima (Editora Vida, 2025). Na obra, ele propõe uma reflexão profunda sobre o papel da espiritualidade no cuidado com o corpo e mostra, com base em evidências científicas e fundamentos bíblicos, como alimentação, sono, movimento e saúde emocional impactam a energia vital e a longevidade.


Cuidar do corpo é mais do que bem-estar. É um ato de adoração a Deus”, escreve o autor, reafirmando que saúde é também um exercício de consciência, propósito e reverência ao Criador.

 


Um novo olhar para o futuro da medicina


Além do atendimento clínico, o Dr. Adriano Faustino também se dedica à formação de uma nova geração de profissionais por meio do Instituto Faustino, em Belo Horizonte. À frente da pós-graduação em Medicina Integrativa e Manutenção da Homeostase (curso premiado com conceito máximo pelo MEC), ele prepara médicos e profissionais da saúde para atuarem com uma abordagem mais humanizada, científica e multidisciplinar.

 

“Estamos formando uma nova geração de médicos que entende que saúde não é apenas ausência de doença. É equilíbrio entre corpo, mente, rotina, emoções e propósito de vida.

Mais do que tratar doenças, a missão é transformar consciências e construir, com base em ciência, escuta e espiritualidade, um novo paradigma de saúde.

 


Dr. Adriano Faustino - Médico graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Especialista em Geriatria, Nutrologia (ABRAN), Medicina Funcional, Fisiologia Hormonal e Oncologia Integrativa; Título de Especialista em Medicina Legal e Perícias Médicas; Coordenador do Ambulatório de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital Regional de Betim; Professor universitário nas áreas de Medicina Legal, Anatomia Médica, Primeiros Socorros e Legislação Médica; Professor de Pós-Graduação na Fundação Unimed e no Mestrado em Saúde da Faculdade de Direito Milton Campos (MG); Diretor da Sociedade Brasileira de Medicina da Longevidade (SBML) e da Sociedade Brasileira de Medicina da Obesidade (SBEMO); Idealizador do Programa Saúde Máxima e do Protocolo de Medicina Investigativa, já ajudou milhares de pacientes a transformarem suas vidas com diagnósticos precisos e abordagens terapêuticas baseadas em ciência de ponta, estilo de vida, alimentação e intervenções personalizadas; Desenvolvedor do Protocolo C.A.U.S.A. – Câncer, Autocuidado, Unidade, Saúde e Ação; Pregador e professor de Escola Bíblica Dominical desde 2001; Autor do livro Cientificamente Divino – Princípios bíblicos e científicos para uma saúde máxima.
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HPV e câncer do colo do útero: 4 perguntas essenciais para prevenção

Na campanha Março Lilás, especialistas esclarecem os principais pontos sobre proteção do vírus que é responsável por quase todos os casos de tumores uterinos 

 

A desinformação ainda é o maior obstáculo na prevenção do câncer do colo do útero ou câncer cervical. Segundo uma pesquisa do Instituto Locomotiva, em parceria com o EVA Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos, 42% das mulheres entre 18 e 45 anos não sabem se foram vacinadas contra o HPV ou não se recordam. O vírus causa quase 100% dos casos de câncer do colo do útero, sendo os tipos 16 e 18 responsáveis por 70% das manifestações da doença, de acordo com o Ministério da Saúde. O carcinoma é o terceiro mais frequente na população feminina e a quarta causa de morte de mulheres por câncer.

Para esclarecer o cenário, listamos, a seguir, as quatro perguntas que mais geram dúvidas.


  1. A vacina é indicada apenas para adolescentes?

Não. Embora o SUS foque a faixa de 9 a 14 anos para garantir a proteção antes do início da vida sexual, a vacina é recomendada e eficaz para mulheres até os 45 anos. Segundo Luísa Chebabo, infectologista dos laboratórios Sérgio Franco e Bronstein, da Dasa, no Rio de Janeiro, mesmo quem não se vacinou na adolescência pode (e deve) buscar o imunizante na rede privada para atualizar sua proteção, conforme orientação médica.


  1. A vacina é segura e realmente funciona?

Sim. Existe um receio comum de que a proteção não seja eficaz, mas a infectologista Luísa Chebabo esclarece que o imunizante tem mais de 15 anos de uso consolidado mundialmente. “Países com alta cobertura vacinal registraram quedas drásticas em infecções e lesões precursoras de câncer do colo do útero. A vacina protege dos tipos virais de maior risco.”


  1. Quem já teve contato com o vírus ou já se vacinou ainda precisa fazer o Papanicolau?

Sim para ambas as situações. A ginecologista Martha Calvente, da clínica CDPI, também da Dasa, reforça ainda que a vacina não substitui os exames preventivos.

“Quem já teve o vírus ainda se beneficia da vacina, pois ela protege contra outros subtipos aos quais a pessoa ainda não foi exposta. Para quem já se imunizou, é importante dizer que isso não tira a necessidade de fazer o exame Papanicolau (conhecido como preventivo), que continua sendo essencial para detectar alterações celulares precoces, já que o câncer do colo do útero tem uma progressão lenta e pode ser tratado antes de se tornar um tumor.”


  1. Homens também devem se preocupar com o HPV?

Sim. “Embora o foco muitas vezes esteja no câncer do colo do útero, o HPV também pode causar verrugas genitais e câncer de pênis, ânus e orofaringe nos homens. Além disso, eles podem transmitir o vírus mesmo sem apresentar sintomas. A vacinação de meninos e homens é uma estratégia fundamental de saúde pública. Ao ampliar a cobertura vacinal, reduzimos a circulação do vírus na população e fortalecemos a proteção coletiva, o que beneficia diretamente as mulheres”, afirma o dr. Guenael Freire, infectologista do São Marcos Saúde e Medicina Diagnóstica.


Semana Mundial do Glaucoma alerta para a “cegueira silenciosa”: doença pode avançar sem sintomas

Campanha internacional chama atenção para a importância do diagnóstico precoce. Oftalmologista explica por que muitas pessoas só descobrem o glaucoma quando a visão já foi comprometida e como proteger a saúde dos olhos
 

Entre os dias 9 e 15 de março, a Semana Mundial do Glaucoma mobiliza especialistas em todo o mundo para alertar sobre uma das principais causas de cegueira irreversível. Conhecida como “cegueira silenciosa”, a doença costuma evoluir lentamente e, na maioria das vezes, sem sintomas perceptíveis no início.

Segundo Dr. Hallim Féres Neto Oftalmologista, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e diretor da Prisma Visão, o glaucoma afeta o nervo óptico, responsável por levar as informações visuais do olho ao cérebro.

“O nervo óptico funciona como um cabo que conecta o olho ao cérebro. Quando ele é danificado, essas informações deixam de chegar corretamente e a visão começa a ser comprometida. É uma doença progressiva e, na maioria das vezes, está associada ao aumento da pressão intraocular”, explica.

Estima-se que mais de 70 milhões de pessoas no mundo tenham glaucoma, e muitas sequer sabem que convivem com a doença.

O especialista explica que o problema costuma avançar sem sinais claros. “A perda visual geralmente começa pela visão periférica, nas laterais do campo visual, e acontece de forma lenta. Como o cérebro se adapta a essa mudança gradual, muitas pessoas demoram a perceber. Quando os sintomas aparecem, o dano ao nervo óptico já pode ser significativo”, afirma.

Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver glaucoma, como idade acima de 40 anos, histórico familiar da doença, pressão intraocular elevada, uso prolongado de corticoides, miopia elevada e doenças como diabetes.

O diagnóstico é feito durante a consulta oftalmológica com a combinação de exames como tonometria (medição da pressão ocular), avaliação do nervo óptico, campimetria visual e tomografia de coerência óptica (OCT).

O diagnóstico precoce é a principal forma de evitar a perda da visão. “Na maioria dos casos, quando o glaucoma é identificado cedo e tratado corretamente, conseguimos controlar a progressão da doença e preservar a visão”, destaca o médico.


Algumas atitudes ajudam a proteger a saúde dos olhos:

-Realizar consultas oftalmológicas periódicas, principalmente após os 40 anos

-Informar ao médico se há casos de glaucoma na família

-Evitar o uso prolongado de corticoides sem orientação médica

-Manter acompanhamento regular se já houver diagnóstico da doença

“O glaucoma pode evoluir sem dar sinais. Por isso, o exame oftalmológico regular é a melhor forma de evitar que a doença seja descoberta apenas em fases avançadas”, conclui o especialista. 



Dr. Hallim Feres Neto @drhallim - CRM-SP 117.127 | RQE 60732 - Oftalmologista Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Instagram: drhallim
Portal: https://www.drhallim.com.br


Março Amarelo: Como a fertilização in vitro se tornou a principal aliada de mulheres com endometriose na busca pela gravidez

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Com o avanço da medicina reprodutiva, o tratamento de alta complexidade contorna o ambiente inflamatório gerado pela doença, preserva a saúde ovariana e viabiliza o sonho da maternidade com altas taxas de sucesso clínico.


O mês de março traz consigo a importante campanha Março Amarelo, um alerta necessário para a conscientização sobre a endometriose. A doença inflamatória crônica, que afeta milhões de brasileiras em idade reprodutiva, é caracterizada pelo crescimento de um tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina. 

Esse tecido se espalha silenciosamente por órgãos essenciais da região pélvica, gerando um ambiente altamente hostil no organismo feminino. Além de provocar um quadro clínico de dor severa, a condição desponta hoje como uma das principais causas de infertilidade no mundo, exigindo atenção redobrada e diagnósticos precisos.
 

O silêncio da dor e os impactos diretos na fertilidade feminina 

Os sintomas mais relatados por pacientes com endometriose incluem cólicas incapacitantes durante o período menstrual, dor profunda e aguda durante as relações sexuais, fadiga crônica e alterações intestinais ou urinárias severas. Apesar da clareza e da gravidade do quadro clínico, a jornada até a descoberta da doença é frequentemente longa e exaustiva. 

Muitas mulheres passam anos ouvindo que essa dor é normal ou típica do ciclo menstrual, mascarando o problema com analgésicos antes de finalmente receberem um diagnóstico definitivo por meio de exames de imagem especializados e avaliação ginecológica aprofundada. 

Esse atraso na identificação da doença não prolonga apenas o sofrimento físico e emocional crônico, mas traz consequências para a saúde reprodutiva a longo prazo. A inflamação constante gerada pelos focos de endometriose pode causar aderências densas e obstruções físicas nas tubas uterinas, impedindo o encontro natural entre o óvulo e o espermatozoide. 

Além da barreira mecânica evidente, a toxicidade desse ambiente pélvico afeta drasticamente a qualidade dos óvulos e prejudica a receptividade do próprio útero, transformando o sonho da maternidade em um desafio complexo, permeado por longos meses ou anos de tentativas frustradas de engravidar espontaneamente.

O Dr. Alfonso Massaguer, diretor da Clínica Mãe e renomado especialista em reprodução humana assistida, ressalta que a conscientização é o primeiro passo para frear o avanço desse cenário. 

"Infelizmente, ainda é normalizado suportar o desconforto em silêncio, o que faz com que a endometriose progrida livremente, deteriorando a reserva ovariana e a anatomia da pelve. Quando a paciente finalmente chega ao nosso consultório de reprodução humana, a doença já deixou cicatrizes muito profundas. Por isso o Março Amarelo é fundamental: ele serve para reforçar que sentir dor não é normal e que buscar ajuda cedo salva não apenas a qualidade de vida, mas também o futuro fértil dessa mulher", alerta o médico.
 

A importância do diagnóstico precoce e da preservação da fertilidade 

Diante da confirmação do diagnóstico de endometriose, a jornada de tratamento exige uma abordagem cuidadosa, empática e extremamente personalizada. O acompanhamento médico moderno foca não apenas no alívio imediato da dor e na restauração da qualidade de vida, mas na preservação estratégica do futuro reprodutivo da paciente. 

Muitas vezes, a principal indicação cirúrgica para conter o avanço severo da doença é a laparoscopia, um procedimento focado em remover os focos de tecido endometrial espalhados pela cavidade abdominal e pélvica, devolvendo a mobilidade aos órgãos afetados. 

Contudo, qualquer intervenção cirúrgica realizada diretamente nos ovários carrega o risco inerente e significativo de diminuir a reserva ovariana da paciente, retirando junto com as lesões uma quantidade preciosa de óvulos saudáveis. É nesse momento que a medicina reprodutiva entra em cena como uma medida preventiva indispensável. 

O congelamento de óvulos antes de qualquer procedimento cirúrgico tem se consolidado como um protocolo adequado, funcionando como um verdadeiro seguro biológico que blinda a mulher contra o relógio do tempo e as incertezas do pós-operatório. 

"A paciente que convive com a endometriose trava uma corrida diária contra a inflamação do próprio corpo. O que nós sempre orientamos é que a preservação da fertilidade seja o primeiro tópico discutido no momento do diagnóstico, muito antes de qualquer decisão cirúrgica mais invasiva. Congelar os óvulos devolve o controle absoluto da situação para as mãos dessa mulher, tirando o peso da urgência reprodutiva e permitindo que ela trate a doença com foco exclusivo na sua recuperação. É uma etapa indispensável para quem sonha em ser mãe, mas precisa primeiro cuidar de si mesma", detalha o especialista.
 

A fertilização in vitro como o caminho mais seguro para a maternidade 

Quando a gravidez natural se torna clinicamente inviável ou quando o tempo de espera prolongado começa a prejudicar ainda mais a saúde física e mental da paciente, a fertilização in vitro (FIV) desponta como o caminho mais seguro, rápido e eficaz. Diferente das tentativas convencionais e da inseminação artificial, esse tratamento de alta complexidade contorna de forma magistral os principais obstáculos anatômicos impostos pela endometriose. O processo capta os óvulos diretamente dos ovários e realiza a fecundação de forma controlada no laboratório, driblando o ambiente pélvico inflamado e as obstruções tubárias irrecuperáveis. 

Além de superar as barreiras físicas da doença, a técnica reprodutiva permite uma avaliação laboratorial minuciosa e a seleção criteriosa dos melhores embriões gerados, aumentando significativamente as taxas de implantação e o sucesso geral do tratamento. 

Todo o preparo do endométrio para receber esse embrião é conduzido de forma controlada e segura através de protocolos medicamentosos, garantindo que o útero ofereça as condições mais acolhedoras possíveis para o desenvolvimento da gestação inicial. Esse altíssimo nível de controle clínico reduz drasticamente as chances de falhas, poupando a paciente de um desgaste emocional ainda mais pesado. 

"A fertilização in vitro transformou a endometriose de uma sentença de infertilidade para um obstáculo reprodutivo totalmente contornável. Nós conseguimos tirar o processo de fecundação do ambiente hostil causado pela doença e levar para o ambiente protegido e perfeito do nosso laboratório. O mais gratificante do nosso trabalho é poder olhar nos olhos dessas pacientes, que chegam exaustas após anos de dor, e mostrar que a ciência está ao lado delas. A gravidez saudável e o nascimento de um bebê são realidades plenamente possíveis para a mulher com endometriose hoje", conclui Massaguer.


Março Amarelo: o papel da nutrição no cuidado com a endometriose

Março é o mês dedicado à conscientização sobre a endometriose, uma doença inflamatória crônica que afeta milhões de mulheres em todo o mundo e pode ter impacto significativo na qualidade de vida. A condição é caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio — que normalmente reveste o interior do útero — em locais fora da cavidade uterina, como ovários, trompas e região pélvica.

Entre os sintomas mais comuns estão cólicas menstruais intensas, dor pélvica crônica, dor durante as relações sexuais e alterações gastrointestinais, como distensão abdominal, constipação ou diarreia. Além disso, a endometriose também pode afetar a fertilidade, dificultando a gestação em algumas mulheres. No entanto, é importante destacar que a presença da doença não significa impossibilidade de engravidar.

De acordo com a nutricionista Vanessa de Santis, apesar de relativamente frequente, a endometriose ainda enfrenta desafios importantes relacionados ao diagnóstico. Estudos indicam que muitas mulheres levam anos para receber a confirmação da doença, o que pode atrasar o início do tratamento adequado e prolongar o sofrimento associado aos sintomas.

O manejo da endometriose costuma ser multidisciplinar, envolvendo acompanhamento médico, tratamento medicamentoso, estratégias cirúrgicas em alguns casos e mudanças no estilo de vida. Entre essas abordagens, a nutrição tem ganhado destaque como um componente importante no cuidado com a doença.

Embora a alimentação não seja capaz de curar, evidências científicas sugerem que determinados padrões alimentares podem influenciar processos fisiológicos relacionados à condição, como a inflamação sistêmica, o metabolismo hormonal, a função imunológica e a saúde intestinal.

“A endometriose é considerada uma doença com importante componente inflamatório. Por esse motivo, estratégias nutricionais voltadas para a redução de processos inflamatórios — incluindo o aumento do consumo de alimentos naturais, ricos em fibras, antioxidantes e compostos bioativos — podem contribuir para o manejo dos sintomas”, destaca a profissional.

Além disso, a saúde intestinal também tem sido cada vez mais investigada no contexto da endometriose. Alterações na microbiota intestinal podem influenciar o metabolismo de hormônios, como o estrogênio, que desempenha papel relevante no desenvolvimento e na progressão da doença.

Nesse cenário, intervenções nutricionais individualizadas podem ajudar a melhorar o equilíbrio metabólico, apoiar o funcionamento intestinal e contribuir para a redução de sintomas em algumas pacientes.

É importante ressaltar que a endometriose se manifesta de forma diferente em cada mulher. A intensidade dos sintomas, o impacto na fertilidade e a resposta às intervenções variam de acordo com fatores individuais. Por isso, o acompanhamento profissional especializado é fundamental para que o plano de cuidado seja adaptado às necessidades de cada paciente.

A conscientização sobre a doença, aliada ao diagnóstico precoce e a abordagens integradas de tratamento, é essencial para melhorar a qualidade de vida das mulheres que convivem com a endometriose. 

 

Vanessa de Santis - nutricionista com mais de 17 anos de experiência. Possui especialização em Nutrição Clínica, Esportiva, Aromaterapia e Fitoterapia, além de Mestrado em Gastrohepatologia. Atua com foco na saúde da mulher, saúde intestinal e hepática, nutrição esportiva e qualidade de vida. É consultora científica para empresas, professora de pós-graduação e palestrante, além de idealizadora de programas de bem-estar e qualidade de vida para empresas e grupos. Sua abordagem integra ciência e prática clínica, unindo corpo, mente, alma e intestino em um olhar de nutrição verdadeiramente integrativa.


Estudo revela que medo da doença de Alzheimer é alto, mas importância do diagnóstico no momento certo ainda é subestimada no Brasil

  • Pesquisa encomendada pela Lilly e realizada pelo Datafolha mostraque metade dos brasileiros teme que um familiar receba diagnóstico da doença de Alzheimer, mas apenas 35% colocam a doença entre as prioridades quando o assunto é diagnóstico na fase inicial da doença.
     
  • Quatro em cada dez convivem com algum familiarou amigo com a doença.
     


Uma pesquisa abrangente realizada pelo Datafolha em dezembro de 2025, com mais de dois mil entrevistados em todo o Brasil, revela um cenário complexo da percepção da doença de Alzheimer no país. O estudo aponta que, embora a doença gere grande preocupação, ainda há lacunas significativas no conhecimento sobre suas possibilidades de tratamento e a importância do diagnóstico no momento correto. No entanto, os resultados também indicam possíveis caminhos para fortalecer o conhecimento e o planejamento do cuidado, transformando apreensão em ação.

A pesquisa Datafolha destaca que a doença de Alzheimer é a segundacondição, dentre quatro doençasgraves avaliadas na pesquisa, que as pessoas mais têm medo de um familiar receber o diagnóstico, perdendo apenas para o câncer e à frente de AIDS e Parkinson. Contudo, quando se questiona a importância do diagnóstico precoce, ocupa a terceira posição (35%), ficando atrás do câncer (94%) e AIDS (57%). Essa disparidade sugere uma necessidade urgente de maior conscientização sobre os benefícios da detecção no momento correto e dos benefícios clínicos das intervenções farmacológicas e não farmacológicas.


A complexidade da doença e a importância da intervenção precoce

A doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva que afeta o sistema nervoso central, levando à morte de neurônios, especialmente em áreas cruciais para a linguagem, raciocínio e memória. Isso resulta em um comprometimento gradual das funções cognitivas, impactando a capacidade de lembrar, pensar, se comunicar e realizar atividades cotidianasi.

A prevenção e o diagnóstico no momento certo são pilaresessenciais no manejo dadoença, porque os fatores de estilo de vida e os cuidadoscom a saúde mental desempenham um papel crucial. Estudos científicos recentes demonstram consistentemente que o isolamento social e a solidão, por exemplo, não são apenas fatores de risco para a mortalidade geral, mas também possuem uma correlação direta com a saúde cognitiva, associados a uma maior carga amiloide cortical em idososii, um marcador biológico da fisiopatologia da doença de Alzheimeriii.

"A saúde do nosso cérebro não deve ser um tabu, nem ser ignorada, mas sim uma parte integrante do nosso cuidado geral. A consulta com o neurologista deveria fazer parte da rotina, assim como fazemos o checkup cardiológico", afirma Luiz André Magno, Diretor Médico Sênior da Lilly do Brasil.

O Relatório da Comissão Lancetsobre Prevenção, Intervenção e Cuidados com a Demênciaiv destaca que intervenções direcionadas a múltiplos fatoresde risco, como sedentarismo, obesidade e isolamento social, podem modificara trajetória da doença. "Intervenções não farmacológicas, como manter-se socialmente ativo, praticarexercícios físicos e ter uma alimentação saudável, são poderosas ferramentas preventivas", complementa Luiz André. Os primeiros sintomas da doença de Alzheimer, como lapsos de memória e dificuldade para planejar tarefas, frequentemente são confundidos com estresse ou envelhecimento normalv, o que atrasa o reconhecimento e favorece a progressão da doença.


Desafios na busca por diagnóstico e a relevância de novas terapias

Apesar de 94% dos entrevistados afirmarem que procurariam um médico se um familiar ou amigo apresentasse queixas de perdade memória e dificuldade para se planejar e fazer tarefas, a realidade da busca por auxílio é mais complexa. Menos da metade (46%) já discutiu o tema da memória e raciocínio com um médico ou realizou algum teste cognitivo. Dentre esses, 11% o fizeram há mais de 5 anos, enquanto 54% nunca discutiram o tema ou fizeram exames.

Entre os 41% dos brasileiros que conhecem alguém com doença de Alzheimer, 60% admitem que houve uma demora significativa em procurar um especialista após os primeiros sintomasde confusão e perda de memória. Esse percentual é maior entre homens (66%), pessoas com ensino fundamental (70%) ou médio (64%), na classe DE (73%) e em moradores de cidades do interior (64%). Além disso, 88% concordam que as pessoas geralmente só procuram um médico depois de sintomas graves,como repetir as mesmas perguntas e não conseguir fazer tarefas básicas do dia a dia. A demora é ainda mais evidente: entre aqueles que convivem com a doença, 45% levaram mais de 30 dias para agendar a consulta médica, e outros 27% não souberam precisar o tempo.

Essa hesitação é, em parte, impulsionada pelo medo: 87% dos entrevistados concordam que o diagnóstico da doença de Alzheimer causa muito medo e ansiedade, e 60% acreditam que saber da doença pode atrapalhar a qualidade de vida. Entrequem já convive com a doença, 90% concordam que perceber os sintomas gera muito medo do diagnóstico, e 80% sentiramtristeza e ansiedade, sem saber o que fazer. No entanto, é importante ressaltar que 93% dos que convivem com a doença também concordam que o diagnóstico ajudou as pessoaspróximas a se planejar e se adaptaraos cuidados. Além disso, 86% da população geral acreditam que receber um diagnóstico precoce de doença de Alzheimer ajudaria nas decisões sobre tratamento, cuidados e planejamento futuro.

Em contraste com a percepção popular de ineficácia, a ciência tem avançado. Luiz André Magno destaca que, além das abordagens não farmacológicas, "a ciência avança com novas terapias medicamentosas que, quando aplicadas no momento certo nas fases iniciais da doença, podem oferecer melhor qualidade de vida”.

Um exemplo é o Kisunla® (donanemabe), da Lilly, aprovadoe comercializado no Brasil desde 2025. Este tratamento demonstrou benefício crescente e sustentado ao longo de três anos no tratamento da doença de Alzheimer na fase inicial dos sintomas, reduzindo significativamente a progressão do declínio cognitivo e funcionalvi vii.

O diferencial do Kisunla® reside na sua capacidade de remover as placasbeta-amiloides acumuladas no cérebro, com um regime de dosagem por tempo limitado – os pacientes são tratados até que a depuração de placas amiloides seja alcançada, com duração máximade 18 meses, e manutenção de benefícios a longo prazoviii. O tratamento nos estágios sintomáticos iniciais pode contribuir para a preservação da cognição e capacidade funcional, uma vez que a desaceleração da progressão da demênciaestá associada à redução ou adiamento de sintomas psicológicos e comportamentais característicos da doença de Alzheimer, como ansiedade, irritabilidade e depressão, comuns em pacientes diagnosticadosix x xi


Oportunidades para o futuro do cuidado

Os resultados da pesquisa Datafolha são um convite à ação. Eles sublinham a necessidade de campanhas de conscientização que não apenasinformem sobre os sinais da doença de Alzheimer, mas que também desmistifiquem os tratamentos, destacando sua capacidade de gerenciar os sintomas, planejar o futuro e melhorar a qualidade de vida. Transformar o medo em conhecimento e a inação em proatividade é crucial para incentivar o diagnóstico precoce e o acesso oportuno a cuidados. A abordagem à longevidade saudável, conforme enfatizado pela OMSxii, passa por um entendimento abrangente dos fatores de risco e pela promoção de ambientes que favoreçam o bem-estar físico,mental e social. Isso inclui o acesso a informações claras,serviços de saúde de qualidade e uma cultura que valorize a conexão humana em todas as fases da vida.

A Lilly, por sua vez, apoia que a saúdedo cérebro se torne tão importante quanto o bem-estar físico, mental e social para uma longevidade saudável, e investe continuamente em pesquisa clínicapara que medicamentos inovadores, como o Kisunla®, cheguem aos pacientes com segurançaxiii xiv.


Metodologia da Pesquisa "Percepções sobre o Alzheimer no Brasil"

Este estudo quantitativo foi realizado entre 01 e 02 de dezembro de 2025, por meio de 2.002 entrevistas pessoais em pontos de fluxo populacional em todo o Brasil. O objetivo foi mapear a percepção da população brasileira com 16 anos ou mais sobre a doençade Alzheimer, abrangendo desde o medo da doençaaté a compreensão sobre diagnóstico, tratamento e impacto na vida dos pacientes e suas famílias. O desenho amostralfoi elaborado com base em informações do Censo IBGE 2022xv, e a amostra é representativa da população brasileira com 16 anos ou mais (160,1milhões de habitantes). Para leitura do total da amostra, os dados foram ponderados de acordo com a distribuição da população brasileira, com ajuste nas variáveis região,tipo de município, sexo, idade, classe econômica e escolaridade, utilizando dados do Censo IBGE 2022 e da ABEPxvi. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

 



Lilly
Lilly do Brasil
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Referências:


i ORGANIZAÇÃO MUNDIALDA SAÚDE. World Report on Ageingand Health. Geneva: WHO, 2015. Disponível em: Link. Acesso em: 19 dez. 2025.



ii WILSON, R. S. et al. Loneliness and cortical amyloidburden in older adults. JAMA Psychiatry,

Chicago, v. 77, n. 4, p. 419-425, 2020.Disponível

em: Link. Acesso em: 19 dez. 2025.


iii FRATIGLIONI, L. et al. An activeand socially integrated lifestyle in late life mightprotect against dementia. Lancet Neurology, London, v. 3, n. 12, p. 743-753, 2004. Disponível em: Link. Acesso em: 19 dez. 2025.


iv LIVINGSTON, G. et al. Dementia prevention, intervention, and care: 2020 report of the Lancet Commission. The Lancet, London, v. 396, n. 10248, p. 413-446, 2020. Disponível

em: Link.Acesso em: 19 dez. 2025.


v JACK, C. R. Jr. et al. Tracking pathophysiological processes in Alzheimer’s disease: an updated hypothetical model of dynamicbiomarkers. The Lancet Neurology, London, v. 12, n. 2,

p. 207-216,2013. Disponível em: Link. Acesso em: 19

dez. 2025.


vi ZIMMER, J. A. et al. Donanemab in early symptomatic Alzheimer's disease: results from the TRAILBLAZER-ALZ 2 long-term extension. J Prev Alzheimers Dis, Paris,2025. v. 12, n. 1, p. 100446. doi: 10.1016/j.tjpad.2025.100446.


vii SIMS, J. R. et al. Donanemabin Early Symptomatic Alzheimer’s Disease: The

TRAILBLAZER-ALZ 2 Randomized ClinicalTrial. JAMA, Chicago, v. 330, n. 6, p. 512-527, 2023. DOI: 10.1001/jama.2023.13239. Disponível

em:Link.Acesso em: 19 dez. 2025.


viii MATTKE, S.; OZAWA, T.; HANSON, M. Implications of Treatment Durationand Intensity on the Value of Alzheimer’s Treatments. In: CLINICAL TRIALS ON ALZHEIMER’S DISEASE

(CTAD), 2023, Boston. Alzheimer's & Dementia:The Journal of the Alzheimer's Association, Boston, v. 19, supl. 10, p. e07127,2023. DOI: 10.1002/alz.07127. Disponível em: Link. Acesso em: 19 dez. 2025.

ix BRODATY, H. et al. Determinants of behavioral and psychological symptomsof dementia: A scoping review of the evidence. PLoS One, San Francisco, v. 14, n. 6, p. e0218102, 2019.

Disponívelem: Link. Acesso em: 19 dez. 2025.


x CEREJEIRA, J.; LAGARTO,L.; MUKAETOVA-LADINSKA, E. B. Behavioral and Psychological Symptoms of Dementia. Frontiers in Neurology, Lausanne, v. 3, p. 73, 2012. DOI:

10.3389/fneur.2012.00073. Disponível

em: Link.Acesso em: 19 dez. 2025.


xi SZCZYGIEŁ, M.; BŁACHUT, M.; MAZUREK, J. Treatment of behavioral and psychological symptoms of dementia: a systematic review. Psychiatr Pol, Lodz, v. 50, n. 5, p. 987-1002, 2016. Disponível em: Link. Acesso em: 19 dez. 2025.


xii ORGANIZAÇÃO MUNDIALDA SAÚDE. World Report on Ageing and Health. Geneva:WHO, 2015. Disponível em: Link. Acesso em: 19 dez. 2025.


xiii ELI LILLY. A Study of Donanemab(LY3002813) in Participants With Early Alzheimer’s Disease (TRAILBLAZER-ALZ 2). ClinicalTrials.gov, 2024. Disponível

em: Link.Acesso em:5 ago. 2024.


xiv ELI LILLY AND COMPANY.Informações corporativas e de pesquisae desenvolvimento. [S. l.]: Eli Lilly and Company, 2025. Disponível em: Link. Acesso em: 19 dez. 2025.


xv IBGE. Censo Demográfico 2022. [S. l.]: IBGE, 2022.


xvi ABEP. Associação Brasileira de Empresasde Pesquisa. [S. l.]: ABEP.


No Dia Mundial do Rim, Hospital do GRAACC chama atenção para câncer renal que afeta principalmente crianças

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Quando diagnosticado precocemente, tumor de Wilms pode ter mais de 90% de chances de cura 


O Dia Mundial do Rim, celebrado em 12 de março, chama a atenção para a importância da saúde renal em todas as fases da vida e para doenças que podem afetar também o público infantojuvenil, como o tumor de Wilms, também conhecido como nefroblastoma, o câncer renal mais comum na infância. 

A doença representa cerca de 90% dos tumores renais pediátricos e ocorre, principalmente, em crianças entre 2 e 5 anos de idade. O tumor se desenvolve a partir de células embrionárias do rim que não completam o processo normal de maturação e continuam a se multiplicar após o nascimento. 

“O tumor de Wilms é raro, mas é o câncer renal mais comum na infância. Muitas vezes, os pais percebem o primeiro sinal durante atividades do dia a dia, como o banho ou ao vestir a criança, quando notam um aumento do volume abdominal ou um caroço na barriga”, explica Dr.ª Monica Cypriano, oncologista pediátrica e diretora clínica do Hospital do GRAACC. 

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), quando o diagnóstico é feito precocemente e o tratamento ocorre em centros especializados em oncologia pediátrica, como o GRAACC, as chances de cura podem ultrapassar 90%, especialmente nos casos em que o tumor está localizado apenas no rim. 

O diagnóstico costuma ser realizado por meio de exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética do abdômen. Esses exames permitem identificar a presença do tumor e avaliar se houve comprometimento de outras estruturas. 

O tratamento pode envolver cirurgia, quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia, dependendo do estágio da doença e das características do tumor. “O tratamento do câncer infantil evoluiu muito nas últimas décadas. Com diagnóstico precoce e atendimento em centros especializados, conseguimos oferecer terapias eficazes e aumentar significativamente as chances de cura”, afirma Dr.ª Monica. 

O tumor de Wilms ocorre em aproximadamente uma a cada 10 mil crianças com menos de 15 anos de idade e a média de diagnóstico costuma ocorrer por volta dos três a quatro anos. Por isso, é fundamental que pais e responsáveis estejam atentos a alterações persistentes no corpo da criança e procurem avaliação médica sempre que houver suspeita. Entre os sinais que merecem atenção estão aumento ou endurecimento da barriga, presença de nódulo ou massa abdominal, dor abdominal, febre sem causa aparente, perda de apetite, náuseas e vômitos, presença de sangue na urina e pressão arterial elevada. 

“No câncer infantojuvenil, o diagnóstico precoce faz toda a diferença. Quanto mais cedo a doença é identificada e o tratamento iniciado, maiores são as chances de alcançarmos bons resultados e garantir qualidade de vida no futuro”, conclui Dr.ª Monica Cypriano.

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