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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

NRF 2026: o ano em que o varejo deixou de usar inteligência artificial e passou a ser comandado por ela


A transição da NRF 2025 para a NRF 2026 marca um divisor de águas na história do varejo global. Não se trata de uma nova onda tecnológica ou de mais uma promessa bem apresentada no palco. O que ficou evidente em 2026 foi uma mudança estrutural profunda na forma como o varejo opera, decide e se relaciona com o consumidor.

Em 2025, a inteligência artificial provou que funcionava. Em 2026, ela passou a comandar.

A NRF 2025 consolidou um ponto importante: a inteligência artificial deixou definitivamente o campo do discurso e passou a entregar ROI real e mensurável. O varejo global viu, na prática, ganhos relevantes de eficiência operacional, redução de custos e melhoria da experiência do cliente.

Casos de visão computacional, automação logística e digital twins tornaram-se comuns. Câmeras inteligentes passaram a monitorar fluxo e estoque em tempo real. Robôs aumentaram a precisão e a velocidade dos centros de distribuição. Réplicas digitais permitiram simular cenários antes de decisões críticas.

Apesar dos avanços, o modelo dominante em 2025 ainda carregava restrições importantes. A inteligência artificial atuava como ferramenta de apoio, não como protagonista. Ela sugeria, informava, analisava — mas não decidia.

As soluções permaneciam isoladas em silos, desconectadas entre áreas. Cada departamento tinha sua própria tecnologia, sem uma visão integrada da operação. E, no fim do processo, a decisão continuava essencialmente humana: a IA apresentava dados, mas o esforço cognitivo e a responsabilidade final recaíam sobre pessoas.

Esse modelo impedia o varejo de atingir seu potencial máximo de eficiência, velocidade e inteligência operacional.

Já, a NRF 2026 marcou a ruptura definitiva com esse paradigma.

A inteligência artificial deixou de ser periférica e assumiu o centro da operação varejista, passando a orquestrar processos de ponta a ponta, com autonomia crescente. O varejo evolui de um modelo “assistido por IA” para um modelo guiado por IA.

Essa transformação não é apenas tecnológica. Ela redefine três dimensões fundamentais do negócio: como o varejo interage com o consumidor, como opera suas rotinas e fluxos e como decide, do nível operacional ao estratégico e a IA passa a ser o sistema nervoso da organização.

Um dos exemplos mais emblemáticos apresentados na NRF 2026 foi a parceria entre Google e Walmart. Nela, a jornada de compra completa acontece dentro de uma única conversa com IA.

O consumidor expressa sua necessidade de forma natural. A IA compreende o contexto, recomenda opções personalizadas, ajusta preferências em tempo real e finaliza a compra — tudo sem redirecionamentos, cliques excessivos ou fricções.

Busca, recomendação, carrinho e checkout deixam de ser etapas fragmentadas e passam a ser um fluxo contínuo e conversacional. A navegação tradicional perde protagonismo para o diálogo inteligente.

Esse novo modelo se sustenta em uma arquitetura inédita: o Universal Commerce Protocol (UCP). Em vez de sistemas separados, o comércio passa a operar como um ecossistema unificado, orquestrado por IA. Nesse modelo, a inteligência artificial coordena de forma integrada:busca inteligente, conteúdo dinâmico, ofertas personalizadas, checkout simplificado, logística otimizada e pós-venda ativo.

E o comércio deixa de ser uma sequência de sistemas e passa a ser um organismo inteligente, capaz de se adaptar continuamente ao contexto.

Mas, talvez a mudança mais sensível esteja na gestão de sortimento. Produtos deixam de ser definidos em ciclos fixos de planejamento e passam a ser ajustados dinamicamente por IA, considerando dados locais, perfil regional, clima em tempo real, eventos, sazonalidade e comportamento do consumidor.

Nesse novo paradigma, a frase é direta:a IA não apoia o sortimento — ela decide o sortimento. O mesmo raciocínio se aplica a preços, estoques, logística e até decisões financeiras.

Na NRF 2026, a inteligência artificial surge também como copiloto executivo. Ela não apenas apresenta dashboards, mas simula cenários complexos, testa hipóteses, avalia impactos e recomenda ações estratégicas com justificativas claras.

Executivos ganham a capacidade de antecipar consequências antes de decisões críticas, reduzindo risco e acelerando movimentos estratégicos.

A evolução culmina no conceito de IA agêntica. Em vez de sistemas genéricos, surgem agentes especializados que operam de forma coordenada: agentes de estoque, preço, vendas, financeiros e logísticos

Cada agente decide dentro de seu domínio, mas em colaboração com os demais. O varejo passa a funcionar como um sistema autônomo coordenado, capaz de reagir em tempo real às mudanças do mercado.

O impacto é direto e mensurável. Tarefas repetitivas são eliminadas. Análises que levavam dias passam a ser feitas em segundos. O tempo executivo migra da operação para a estratégia.

Em vendas, a IA captura sinais de intenção em tempo real e apresenta ofertas no momento exato, com personalização contextual profunda. A conversão deixa de ser um evento aleatório e passa a ser orquestrada.

O Brasil está diante de uma oportunidade histórica — e de um risco real. As tecnologias apresentadas na NRF 2026 não são exclusivas de mercados desenvolvidos. Elas estão disponíveis para quem decidir agir.

Quem adota primeiro cria uma vantagem competitiva desproporcional. Quem hesita amplia o gap de eficiência e corre o risco de se tornar irrelevante em um mercado cada vez mais inteligente.

A principal mensagem da NRF 2026 é inequívoca: a inteligência artificial não é mais uma tendência emergente. Ela se tornou a arquitetura central do varejo moderno.

A tecnologia já existe. Os casos foram demonstrados. O retorno está comprovado.

Resta apenas a decisão — liderar essa transformação ou observá-la acontecer de fora.

 

Marcelo Antoniazzi -CEO da Gouvêa Consulting que integra a Gouvêa Ecosystem


GOUVÊA ECOSYSTEM
https://gouveaecosystem.com


5 formas de organizar as suas finanças para o seu intercâmbio em 2026


Planeje seu sonho de estudo no exterior com estratégia, dados e segurança para viajar sem surpresas


Com 2026 já no radar de muitos brasileiros que sonham em estudar no exterior, a organização financeira se torna um passo essencial. A Pesquisa Selo Belta 2025 mostra que uma parcela significativa dos estudantes já trabalha com esse horizonte de tempo para realizar o intercâmbio, justamente por permitir mais planejamento e segurança nas decisões. Organizar as finanças com antecedência ajuda a evitar imprevistos e amplia as possibilidades de escolha de destino e programa. 

Para Alexandre Argenta, presidenta da Belta, pensar no orçamento desde cedo faz toda a diferença: “O planejamento financeiro permite que o estudante entenda o custo real do intercâmbio e faça escolhas mais conscientes, sem comprometer sua estabilidade”. 

Antes de partir para as dicas, é importante entender que o intercâmbio envolve custos que vão além do curso e da passagem aérea. Câmbio, moradia, seguro, alimentação e taxas administrativas precisam estar no planejamento desde o início, principalmente para quem pretende viajar nos próximos dois anos.
 

Veja, a seguir, cinco formas práticas de organizar as finanças para o intercâmbio em 2026:

  1. Planeje com antecedência
    Começar cedo facilita a criação de uma reserva financeira e permite acompanhar a variação do câmbio. A Pesquisa Selo Belta 2025 indica que estudantes que se planejam com mais tempo têm mais controle sobre o investimento. “Antecipação amplia as possibilidades de escolha”, destaca Alexandre Argenta.
     
  2. Escolha o destino com base no custo de vida
    Além da preferência pessoal, é essencial avaliar gastos com moradia, transporte e alimentação. Destinos como Estados Unidos e Canadá seguem entre os mais desejados, mas países europeus podem oferecer melhor custo-benefício.
     
  3. Considere estudar e trabalhar
    Alguns países permitem que estudantes trabalhem durante o intercâmbio, o que ajuda a complementar a renda e reduzir despesas. “Entender as regras locais evita frustrações e ajuda no planejamento”, explica a presidenta da Belta.
     
  4. Organize o pagamento e use o parcelamento
    Parcelar parte do intercâmbio ajuda a distribuir os custos ao longo do tempo e evita apertos financeiros. Criar uma poupança exclusiva para esse objetivo também contribui para a disciplina financeira.

     
  5. Inclua os serviços essenciais no orçamento
    Seguro saúde, acomodação e taxas de visto devem estar previstos desde o início. “Quando todos os custos são considerados, o estudante viaja com mais tranquilidade”, reforça Alexandre Argenta.

Após a fase de planejamento, a orientação é manter uma visão realista do orçamento ao longo de todo o processo. Para Alexandre Argenta, o sucesso financeiro do intercâmbio está diretamente ligado à informação de qualidade: “Buscar orientação especializada e dados confiáveis é fundamental para que o estudante transforme o intercâmbio em uma experiência positiva, sem surpresas financeiras e com foco total no aprendizado”. 

Com planejamento, informação e decisões estratégicas, organizar as finanças para um intercâmbio em 2026 se torna um processo mais simples e seguro, aproximando o estudante do sonho de viver uma experiência internacional transformadora. 



Belta – Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio
Conheça mais, aqui!

 

Como escolher cursos e profissões alinhados às tendências do mercado?

Especialista do Ceunsp aponta áreas promissoras e explica como o exame pode orientar decisões estratégicas para o futuro profissional
 

À medida que a nova geração se prepara para iniciar a jornada no ensino superior, a escolha do curso ideal torna-se cada vez mais relevante. Áreas como Marketing Digital, Administração com foco em empreendedorismo, Contabilidade, Controladoria e Saúde continuam em alta, refletindo as demandas crescentes do mercado de trabalho e as transformações socioeconômicas em curso. 

De acordo com Eliana de Toledo Almeida, coordenadora do curso de Pedagogia do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (Ceunsp), esse momento de definição profissional é estratégico para jovens que buscam alinhar aptidão, propósito e oportunidades. Segundo a especialista, avaliar o próprio desempenho acadêmico e identificar pontos fortes e habilidades a desenvolver — como interpretação de texto, raciocínio lógico ou conhecimentos específicos — ajuda os estudantes a fazer escolhas mais conscientes. 

Em um cenário de rápidas transformações tecnológicas e novas demandas sociais, setores como tecnologia, saúde e sustentabilidade devem permanecer aquecidos nos próximos anos. A migração de estudantes para essas áreas é impulsionada pela necessidade de atualização constante e pelo papel da inovação na solução de desafios sociais e ambientais. 

Para as escolas, a missão de orientar os alunos nesse percurso exige avaliações institucionais abrangentes, que considerem corpo docente, qualidade dos materiais de ensino e eficácia dos métodos aplicados. Esse diagnóstico oferece uma base sólida para que os estudantes consigam relacionar desempenho acadêmico com decisões profissionais de forma mais segura. 

Para aqueles que ainda têm dúvidas sobre qual caminho seguir, Eliana orienta: investir no autoconhecimento, pesquisar sobre o mercado de trabalho, construir planos alternativos e priorizar afinidade pessoal em vez de seguir somente tendências. “Sempre é possível recalcular a rota e ajustar o plano de carreira conforme novas descobertas e interesses”, conclui a professora.



Ceunsp
www.ceunsp.edu.br


Por que as competências socioemocionais importam e como preparam os jovens para os desafios do mundo do trabalho?

As cinco soft skills que podem moldar comportamentos, escolhas e trajetórias profissionais, segundo a coordenadora do Ensino Médio Técnico do Senac São Paulo, Fernanda Yamamoto

 

 

O mercado de trabalho vem passando por uma transformação profunda: talentos técnicos continuam valorizados, mas cada vez mais as empresas apontam as chamadas soft skills como decisivas na hora da contratação e do crescimento profissional. Algumas das mais desejadas pelos empregadores são comunicação, trabalho em equipe, resolução de problemas, proatividade e pensamento analítico.

Além disso, essas competências podem ser tão importantes quanto as habilidades técnicas para o sucesso no ambiente profissional. Nesse contexto, formar jovens com apenas conhecimentos teóricos pode não bastar. A chave atual é desenvolver um conjunto amplo de habilidades que permitam adaptação, colaboração, autonomia e pensamento crítico. Fernanda Yamamoto, coordenadora do Ensino Médio Técnico do Senac São Paulo, afirma que “as soft skills deixaram de ser diferencial; elas são pré-requisito para quem deseja entrar e se desenvolver no mundo do trabalho.

Para Fernanda, há cinco competências comportamentais que o Ensino Médio Técnico desenvolve de forma especialmente forte, e que coincidem diretamente com as mais demandadas pelo mercado de trabalho. A seguir, ela detalha quais são essas habilidades e por que fazem diferença e como os jovens podem começar a cultivá-las desde cedo.


1 - Autoconhecimento: entenda seu perfil para fazer escolhas conscientes

“O primeiro passo para buscar uma carreira alinhada com seus interesses e valores é conhecer bem quem você é. Na escola, os estudantes têm a chance de experimentar funções diferentes, programar, prototipar, documentar, apresentar, e isso ajuda a perceber: onde me sinto mais à vontade? Onde rendo melhor?”, explica. Para ela, essa consciência individual é a base para decisões profissionais mais assertivas e maior satisfação no longo prazo.

Sugestão prática: teste diferentes papéis em projetos escolares ou extracurriculares; reflita sobre suas reações; registre o que gostou e o que incomodou. Isso pode ajudar a construir uma “bússola pessoal” de interesses.


2 - Pensamento crítico e emancipação: competências essenciais num mundo incerto

O mercado valoriza quem analisa cenários, questiona o óbvio e toma decisões fundamentadas. “Quando o estudante aprende a investigar causas, levantar hipóteses, avaliar consequências e justificar escolhas, ele pratica o pensamento crítico, uma habilidade que, hoje, é tão ou mais valorizada do que a capacidade teórica”, diz Fernanda.

Dica prática: enfrente problemas reais em estudos, projetos e estágios, fazendo perguntas: por que isso acontece? Quais alternativas existem? Que impacto cada opção pode ter? Aprender a questionar é aprender a pensar.


3 - Autonomia e iniciativa: ser protagonista da própria trajetória

Com o mundo cada vez mais dinâmico, a capacidade de se organizar, decidir, cumprir prazos e adaptar-se é muito importante. “O estudante não pode esperar que tudo seja entregue de bandeja, ele deve planejar, executar, ajustar, revisar. Isso constrói autonomia e preparo para a incerteza do mundo real", diz.

Dica prática: assuma responsabilidades concretas desde cedo. Organize tarefas, cumpra compromissos e reflita sobre seus resultados. A autonomia deve ser construída.


4 - Comunicação eficaz: transmitir ideias com clareza 

Se há uma soft skill que está sempre nas listas das mais importantes, é a comunicação. “Saber explicar, argumentar, documentar e apresentar ideias é tão importante quanto saber fazer, porque, sem isso, seu trabalho pode passar despercebido”, diz Fernanda.

Dica prática: pratique apresentações, relatórios ou discussões, mesmo curtas, e trabalhe a clareza da sua mensagem. Treinar o ‘como comunicar’ pode ser o diferencial em seleções e equipes.


5 - Colaboração e trabalho em equipe: unir forças para multiplicar resultados

Em ambientes cada vez mais interdisciplinares e colaborativos, ser capaz de trabalhar bem com perfis diferentes, negociar, escutar, contribuir e liderar em grupo faz toda a diferença. “Projetos escolares também exigem cooperação. Quem aprende a colaborar, construir em conjunto, conciliar ideias diversas, pode se destacar”, completa.

Dica prática: envolva-se em projetos de grupo, seja na escola, na comunidade ou em trabalho voluntário. Valorize o diálogo, divida responsabilidades, escute ativamente e busque contribuir para o coletivo.


Marketing Gastronômico: 5 dicas para tornar o marketing um diferencial competitivo

 

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Consultora da Apubra lista posicionamento claro, experiências reais, consistência, estratégia para escutar e qualidade como práticas cruciais para o marketing na gastronomia

 

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Qualibest, divulgada em março de 2025, o marketing é considerado relevante para 88% das empresas brasileiras, sendo que 78% dos profissionais do segmento perceberam crescimento na importância da área nos últimos anos. No setor gastronômico, não poderia ser diferente, a ferramenta tornou-se parte central da estratégia de negócios.

Segundo Angela Lessa, consultora de marketing da Associação das Pizzarias Unidas do Brasil (Apubra), que há 23 anos atua no fomento de informações de qualidade e atualizada sobre o mercado de pizzarias, eventos como o Pizza Summit,  considerado o maior evento do setor no país, são cruciais para impulsionar a aplicação do marketing gastronômico no dia a dia. 

“Um dos maiores desafios enfrentados pelas empresas do segmento é se destacar em meio à concorrência porque o consumidor está mais sensível a experiências e atento à coerência entre o que a marca promete e o que entrega. Por isso, participar de eventos que estimulam a aplicação do marketing na rotina da empresa é fundamental, visto que, são nesses ambientes que os empresários têm acesso a estratégias práticas, tendências de consumo e insights que podem ser rapidamente incorporados à operação, fortalecendo a marca, a relação com o cliente e, consequentemente, os resultados do negócio”, explica Angela.

Neste cenário, a consultora de marketing da Apubra traz uma curadoria do que foi apresentado nos painéis na última edição do Pizza Summit com 5 dicas práticas que vão ajudar as empresas a transformar o marketing gastronômico em diferencial competitivo. Confira: 

  • Construa um posicionamento claro com forte cultura e propósito
    Mais do que vender produtos, marcas fortes sabem exatamente em quais territórios desejam atuar e qual espaço querem ocupar na mente do consumidor. Ter um posicionamento bem definido, aliado a uma cultura e a um propósito claros, faz com que toda a equipe compreenda a essência do negócio e a traduza em cada ponto de contato com o cliente. O resultado são marcas memoráveis, com propostas de valor simples, fáceis de entender e de lembrar. Esse posicionamento deve estar presente em todos os canais, como site, cardápio, descrições nas plataformas de delivery e biografia das redes sociais garantindo coerência entre o que a marca comunica e o que o consumidor vivencia.
  • Proporcione experiências reais
    No setor gastronômico, a experiência vai muito além do sabor, ela começa no primeiro contato com a marca e se confirma em cada detalhe da jornada do cliente. Atendimento acolhedor no salão, agilidade e empatia no WhatsApp, embalagens que preservam o produto e reforçam a identidade do negócio, além de um pós-venda atento, são fatores que transformam uma refeição em uma lembrança positiva.

    Uma marca gastronômica só se consolida quando sua promessa é vivida no prato, no serviço, no ambiente físico e também nos canais digitais, criando conexões reais que estimulam a recompra e a recomendação.
  • Tenha consistência
    A confiança se constrói com repetição coerente e, na gastronomia, manter a mesma essência, o mesmo padrão de qualidade e uma mensagem alinhada em todos os pontos de contato reforça a percepção da marca e gera segurança no consumidor. Isso vale tanto para a experiência no salão ou no delivery quanto para a presença digital. Trabalhar os canais de forma consistente e autêntica ajuda a fixar o posicionamento do negócio, fortalece o relacionamento com o público e mantém a marca relevante no dia a dia do cliente.
  • Use o marketing também para ouvir
    Quando trata-se de marketing gastronômico, as ações vão além da divulgação e das promoções: é uma ferramenta estratégica para escutar o cliente. Enquetes e caixas de perguntas nas redes sociais, avaliações no Google, pesquisas rápidas pelo WhatsApp e o acompanhamento atento dos feedbacks nas plataformas de delivery permitem entender preferências, identificar pontos de melhoria e antecipar demandas, isso é importante porque quando o negócio demonstra que valoriza a opinião do consumidor e transforma esse retorno em ajustes reais na operação, fortalece o relacionamento, aumenta a satisfação e constrói uma marca mais próxima e significativa.
     
  • Ofereça qualidade
    Na gastronomia, a qualidade não pode ser pontual, ela precisa ser constante. Criar rotinas e padrões bem definidos garante que o cliente tenha a mesma boa experiência em cada visita ou pedido, independentemente do dia ou do canal. Isso envolve uma operação interna organizada, uso de fichas técnicas, padronização visual da marca, além de treinamento contínuo e comunicação clara com a equipe. Quando a qualidade é consistente, o negócio se torna memorável mesmo sem grandes investimentos em mídia, pois se sustenta em uma diferenciação verdadeira, percebida no produto, no serviço e na experiência entregue.

 

Para 2026, a consultora de marketing da Apubra reforça que o Pizza Summit revelou que o foco estará cada vez mais na experiência, pois consumidores querem sentir, se conectar e se identificar com as marcas, e não apenas consumir produtos.

"Temos observado um movimento muito interessante entre os associados da Apubra, que também reflete o mercado gastronômico: se antes muitos viam o marketing apenas como ‘propaganda’, hoje a maioria já compreende que ele é um canal estratégico para entender o mercado, definir posicionamento, criar diferenciais e direcionar ações de crescimento. Grande parte desses temas foi abordada no Pizza Summit, onde especialistas e empresários compartilharam suas estratégias e os resultados que vêm alcançando. Aqui procurei reunir os pontos principais que podem contribuir com o planejamento e ações para 2026", finaliza Angela.

 

Construindo reputação e credibilidade: como fortalecer a imagem institucional da sua empresa na mídia

Renata Brito, jornalista e assessora de imprensa na Fatos & Ideias, destaca o papel da identidade corporativa, da transparência e do relacionamento com a imprensa na construção de uma marca sólida e confiável

 

Para construir uma imagem institucional sólida, o primeiro passo é definir com clareza quem é a empresa. Isso inclui alinhar missão, visão, valores, propósitos, posicionamento e cultura interna. É com esse conjunto que se estabelece a base onde todas as estratégias de comunicação serão sustentadas. 

 

No contexto corporativo atual, em que a informação circula de forma rápida e intensa, ter uma identidade bem definida é determinante para se destacar perante as marcas concorrentes e conquistar a confiança do público. De acordo com Renata Brito, CEO da Fatos & Ideias, “uma empresa que entende quem é e que comunica isso de forma consistente, com credibilidade e confiança, constrói pilares essenciais para relacionamentos duradouros com clientes e parceiros”. 

Além disso, a presença estratégica na mídia contribui para reforçar essa imagem institucional. Não basta apenas existir no mercado, é necessário que o público compreenda o valor e a essência da marca. 

 

Identidade corporativa: o alicerce da comunicação 

A identidade corporativa funciona como a espinha dorsal de toda a estratégia de comunicação. Ela é quem dá o “norte” nas decisões internas, define a postura da empresa frente ao mercado e influencia diretamente a percepção do público. Segundo Renata, “uma identidade sólida é que permite à empresa alinhar suas ações e mensagens, criando uma narrativa coerente que fortalece a reputação da empresa”. 

Além de elementos visíveis, como a logo e cores institucionais, a identidade inclui aspectos como os pilares da empresa. Cada ação de comunicação, desde um release até publicações em redes sociais, deve refletir essa essência para gerar consistência e confiança ao público final. 

Para empresas que buscam expansão ou maior consolidação no mercado, trabalhar a identidade corporativa com profundidade significa construir uma marca capaz de resistir a crises, transformar clientes sazonais em fixos e consolidar autoridade no segmento. 

“Empresas que ignoram esse aspecto correm o risco de transmitir mensagens contraditórias, prejudicando a percepção de confiança do público”, afirma Renata. 

 

Transparência e consistência geram confiança 

 

Outro ponto importante na comunicação é a transparência. Clientes, investidores e colaboradores valorizam empresas que são claras e abertas sobre seus processos, valores e resultados. A transparência não é apenas informar, é demonstrar de forma concreta que a empresa cumpre o que promete, mantendo a coerência em todos os pontos de contato com os seus clientes. 

A consistência na comunicação garante que, independentemente do canal, mídia imprensa, digital ou redes sociais, a narrativa da empresa permaneça igual. Isso ajuda a fortalecer a reputação, evita mal-entendidos e estabelece uma relação de confiança com diferentes públicos. 

Além disso, empresas transparentes e consistentes têm maior capacidade de lidar com crises. A clareza nas informações e a comunicação alinhada com valores da empresa minimizam impactos negativos e reforçam a percepção de seriedade e responsabilidade. 

 

Relacionamento com a imprensa: amplificando a voz da empresa 

O relacionamento estratégico com veículos de comunicação é essencial para fortalecer a imagem institucional. A assessoria de imprensa atua como intermediária, garantindo que informações relevantes cheguem ao público de maneira precisa e profissional. 

Segundo Renata, “um bom relacionamento com jornalistas permite que a empresa conte sua história com ética e estrutura, aumentando sua visibilidade e credibilidade. Essa relação é construída com confiança, transparência e consistência, consolidando a presença da marca no mercado”.

Além de gerar publicações e oportunidades, a assessoria de imprensa orienta a empresa sobre as melhores práticas de comunicação, ajudando a evitar erros e reforçando a narrativa institucional. Com isso, a marca se posiciona de maneira estratégica, destacando seus diferenciais e valores essenciais. 

Construir e manter uma imagem institucional sólida exige planejamento, disciplina e acompanhamento contínuo. A Fatos & ideias apoia empresas nesse processo, atuando na definição da identidade corporativa, promovendo transparência e fortalecendo o relacionamento com a imprensa. 



Fatos&Ideias Comunicação
www.fatoseideias.com.br

 

Pneus na chuva: verão 2026 traz alerta de altas temperaturas e chuva acima da média

Estação será marcada por calor acima da média e volumes elevados de chuva na região Norte e no Rio Grande do Sul; atenção com pneus é fundamental para evitar acidentes

 

O verão 2025/2026 no Hemisfério Sul começou em 21 de dezembro de 2025 e segue até 20 de março de 2026. A estação deve ser marcada por temperaturas acima da média histórica em grande parte do país e por volumes de chuva acima do normal na região Norte e no estado do Rio Grande do Sul. Um cenário que exige atenção redobrada dos motoristas, especialmente com as condições dos pneus, que são decisivos para a segurança em pistas molhadas. 

Segundo previsões de estudos conjuntos do INMET, Inpe e Funceme, o trimestre do verão é tradicionalmente chuvoso em boa parte do Brasil, com ocorrência frequente de tempestades severas, acompanhadas de ventos fortes, descargas elétricas e, em alguns casos, granizo. Para este verão, a tendência é de chuva acima da média em grande parte da região Norte e no Rio Grande do Sul, enquanto áreas do Nordeste, Sudeste e partes do Centro-Oeste devem registrar volumes abaixo da média climatológica. 

Com pistas molhadas e menor aderência, pneus em más condições aumentam significativamente o risco de aquaplanagem e acidentes. “O pneu é o único ponto de contato do veículo com o solo. Em situações de chuva intensa, problemas como desgaste excessivo, irregular ou deformações na estrutura comprometem seriamente a segurança”, alerta Alexandre Xavier, vice-presidente de ESG da Associação Brasileira de Infraestrutura da Qualidade (ABRIQ). 

Manter os pneus em bom estado de conservação é essencial. Desgaste irregular, abaixo do limite mínimo na profundidade dos sulcos da banda de rodagem (chamado TWI – Indicador de desgaste), bolhas, cortes ou sinais de ressecamento indicam a necessidade de substituição imediata. Além disso, é fundamental observar o prazo de validade, que geralmente é de até cinco anos a partir da data de fabricação. Mesmo pneus com pouca rodagem podem se deteriorar com o tempo. 

“A data de fabricação está na lateral do pneu: os dois primeiros números indicam a semana e os dois últimos, o ano ("3024" significa 30ª semana de 2024). Esse cuidado deve incluir também o estepe, que muitas vezes é esquecido, mas pode ser decisivo em uma emergência”, reforça Xavier. 

Outro ponto importante é verificar se os pneus, sejam novos ou reformados, possuem o Selo de conformidade compulsório do Inmetro, que comprova que o produto passou por ensaios rigorosos de segurança e desempenho, como Eficiência Energética (consumo de combustível), Aderência em Piso Molhado (segurança na chuva, distância de frenagem) e Ruido Externo (conforto acústico). “O selo é uma garantia mínima de que aquele pneu atende aos requisitos técnicos exigidos no Brasil, afirma o vice-presidente da ABRIQ. 

A regulamentação do Inmetro classifica o “Desempenho em Pista Molhada”, critério que deve ser levado em conta na hora da compra. A recomendação é optar por pneus com classificação A ou B, que oferecem melhor capacidade de frenagem e aderência em superfícies molhadas.

 

Calibragem e balanceamento 

Além do estado geral dos pneus, a calibragem correta, conforme o manual do veículo, é indispensável. Pneus murchos ou excessivamente cheios perdem eficiência, desgastam mais rápido e aumentam o consumo de combustível. O balanceamento também deve ser verificado periodicamente, pois garante a distribuição uniforme do peso entre as rodas, evitando vibrações, desgaste irregular e problemas na suspensão e na direção. 

“Com um verão que deve combinar calor intenso e chuvas acima da média em regiões importantes do país, manter os pneus em perfeito estado é uma das formas mais simples e eficazes de reduzir o risco de acidentes. Cuidar dos pneus é cuidar da própria vida e da vida de quem está no trânsito”, conclui Xavier, vice-presidente de ESG da ABRIQ.

 

Associação Brasileira de Infraestrutura da Qualidade - ABRIQ

 

Copa, feriados e tempo livre: por que 2026 pode ser um ano melhor para o varejo do que o mercado imagina

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Ao contrário do que indica o senso comum, 2026 pode ser um ano fértil para as vendas: com mais tempo em casa e em circulação, consumidores ampliam a navegação online e a frequência em shoppings e comércios fora da rotina. 

 

Enquanto parte do mercado encara 2026 com cautela: ano marcado por Copa do Mundo, múltiplos feriados prolongados e pausas na rotina produtiva, uma leitura mais profunda do comportamento do consumidor brasileiro aponta para um cenário diferente: o ócio pode se transformar em um dos principais motores de vendas, especialmente no e-commerce e no varejo físico voltado à conveniência, lazer e experiência.

Historicamente, períodos com maior concentração de feriados e eventos esportivos globais alteram a dinâmica tradicional do consumo. Menos tempo no trabalho e mais tempo em casa, em deslocamentos ou em atividades de lazer ampliam a exposição das pessoas a telas, vitrines, marketplaces e centros comerciais. Em vez de retração, o que ocorre é uma redistribuição do consumo no tempo, nos canais e nos hábitos.

No Brasil, os dados reforçam essa tese. O e-commerce nacional segue em trajetória consistente de crescimento e já se consolidou como parte estrutural da jornada de compra do consumidor. No primeiro semestre de 2025, o comércio eletrônico movimentou mais de R$ 100 bilhões, com quase 200 milhões de pedidos realizados por mais de 40 milhões de compradores online. As projeções indicam que o setor deve superar R$ 230 bilhões em faturamento anual, com crescimento de dois dígitos, impulsionado principalmente pelo aumento da recorrência de compra e pelo uso intensivo de dispositivos móveis.

Esse comportamento não se restringe a datas comerciais tradicionais. Pesquisas recentes mostram que mais de 70% dos consumidores brasileiros compram online ao menos uma vez por mês, e uma parcela relevante realiza compras múltiplas ao longo do mesmo período. Datas consideradas “secundárias” no calendário, como feriados prolongados ou semanas sem apelos promocionais clássicos, têm registrado picos de tráfego e conversão, especialmente em categorias como moda, beleza, eletrônicos, alimentos e itens para o lar.

“O erro está em analisar 2026 apenas pela ótica da produtividade tradicional. O consumo não desaparece nos feriados, ele muda de lugar, de horário e de canal”, afirma Flávio Gonssa, CMO da AKR Brands, holding de moda masculina que reúne as marcas King&Joe, King&Joe Play e K&J Black. “Quando as pessoas têm mais tempo livre, elas exploram mais. Navegam em sites, comparam preços, visitam shoppings que não fazem parte da rotina e consomem fora dos padrões habituais”. 

O varejo físico também se beneficia desse movimento. Em feriados prolongados, o consumo em serviços e comércio cresce, puxado por alimentação, lazer, turismo e compras por conveniência. Shopping centers e lojas localizadas em regiões residenciais ou turísticas costumam registrar aumento no fluxo e no tempo de permanência do consumidor, sobretudo quando investem em experiência, mix adequado e ações de engajamento.

No ambiente digital, o impacto do ócio é ainda mais evidente. Com mais tempo disponível, o consumidor navega por mais tempo, descobre novas marcas e realiza compras menos planejadas. O crescimento contínuo das vendas online em datas como Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Namorados e até mesmo fora do calendário promocional reforça que o consumo brasileiro já não depende exclusivamente de grandes eventos comerciais para acontecer.

“O tempo livre é um ativo subestimado. Ele gera curiosidade, comparação, descoberta e compras por impulso”, reforça Gonssa. “Empresas que entendem esse comportamento e ajustam comunicação, estoque, logística e canais conseguem performar melhor justamente nos períodos em que o mercado espera desaceleração.”

Em um ano como 2026, marcado por pausas coletivas, Copa do Mundo e maior tempo de lazer, vender bem não será uma questão de calendário, mas de leitura de comportamento. Para o varejo, o desafio não é driblar os feriados, mas ocupar o tempo livre do consumidor com presença, conveniência e relevância, seja no ambiente digital ou no físico.

“Mais do que um risco, o cenário de 2026 aponta para uma oportunidade clara: transformar atenção em conversão e tempo livre em crescimento sustentável”, finaliza Flávio Gonssa. 


AKR Brands - holding de multimarcas de moda masculina

 

Habilidades que todo líder precisa ter em 2026

Especialista explica quais competências serão essenciais para comandar equipes no novo cenário corporativo


A dinâmica de trabalho mudou de forma definitiva e, em 2026, a liderança passa por uma revisão profunda. As empresas exigem gestores mais humanos, estratégicos e preparados para lidar com ambientes complexos. Segundo Juliana D’andrades, especialista em gestão empresarial e comunicação estratégica, o líder do próximo ano precisará unir visão, comportamento e execução com mais equilíbrio do que nunca.
“Os modelos antigos perderam força. Em 2026, liderar significa compreender pessoas, processos e resultados com a mesma atenção. O gestor que ignora qualquer um desses pilares fica para trás”, afirma.

A seguir, Juliana lista as habilidades que, na visão dela, serão indispensáveis para liderar com consistência no novo cenário corporativo.

1. Comunicação clara e consciente

Para Juliana D’andrades, especialista em gestão empresarial e comunicação estratégica, a comunicação será a ferramenta central da liderança moderna. Ela explica que falar bem não é falar muito, mas transmitir mensagens com precisão. “Comunicação clara reduz conflitos, aumenta produtividade e cria ambientes de segurança psicológica. Em 2026, o líder que não sabe se comunicar perde a equipe.”

2. Inteligência emocional aplicada ao dia a dia

A especialista lembra que a capacidade de perceber e regular as próprias emoções transforma o modo como o líder conduz pessoas. Segundo Juliana D’andrades, especialista em gestão empresarial e comunicação estratégica, a inteligência emocional será essencial diante de equipes cansadas, metas agressivas e rotinas intensas. “Liderar não é controlar emoções. É compreendê-las para agir de forma equilibrada.”

3. Capacidade de tomada de decisão baseada em dados

Juliana destaca que o improviso cede espaço à análise. “As melhores decisões vêm de informações confiáveis. O líder precisa saber interpretar indicadores e transformar dados em movimento”, afirma Juliana Souza, especialista em gestão empresarial e comunicação estratégica.

4. Pensamento estratégico e visão de longo prazo

Para a especialista, o líder de 2026 precisará enxergar além do trimestre. Juliana reforça que estratégia não é apenas planejamento, mas a capacidade de antecipar cenários e preparar a equipe para eles. “Quem só reage ao dia a dia nunca avança.”

5. Habilidade de motivar e engajar pessoas

Segundo Juliana D’andrades, especialista em gestão empresarial e comunicação estratégica, motivação não nasce de discursos prontos, e sim da construção de propósito dentro da rotina de trabalho. “O líder que inspira é aquele que escuta, reconhece e age. Engajamento se constrói com presença e coerência.”

6. Adaptabilidade diante de mudanças rápidas

Juliana afirma que 2026 será mais veloz do que 2025, e que líderes rígidos terão dificuldades. “Adaptabilidade virou competência técnica. O gestor precisa aprender, desaprender e reaprender sem medo”, diz Juliana Souza, especialista em gestão empresarial e comunicação estratégica.

7. Gestão humana aliada à alta performance

Por fim, a especialista explica que o equilíbrio será a marca dos líderes que se destacarão. “Não basta cobrar resultado. É preciso cuidar do time, entender limites e orientar com inteligência. A performance nasce do bem-estar, não do medo.”


Tendências para o setor supermercadista: um guia para os desafios e oportunidades de 2026

Depois de um 2025 de evolução, o varejo supermercadista no Brasil encerra o ano com operações mais digitalizadas, maior integração de canais e melhor uso de dados. A inflação relativamente estável ajudou a sustentar volume, enquanto fidelidade e marcas próprias ganharam relevância. Foi também um período de preparação prática para a Reforma Tributária, e de avanço das categorias ligadas à saúde e bem-estar. Olhando para o horizonte, algumas tendências para 2026 se destacam no planejamento dos supermercadistas. 

A adaptação à Reforma Tributária será um eixo operacional central, mas tratada com pragmatismo. As prioridades incluem revisão de NCMs e cadastros, parametrização de motores para IBS e CBS, simulações de impacto na formação de preço e readequação de promoções, além de integração com fornecedores e marketplaces para garantir consistência fiscal. A tendência é combinar governança de dados com automação e assistentes de IA que orientem times fiscais e de TI dentro do próprio ERP, que já estão disponíveis para apoiar os varejistas a manterem a conformidade fiscal.

 A precificação inteligente seguirá como diferencial competitivo. Motores em tempo real combinarão custo, impostos, elasticidade, estoque e preço da concorrência, com simulações e testes A/B por cluster de loja. Durante a transição fiscal, o alinhamento entre regras tributárias, posicionamento de preço e comunicação será essencial para preservar a percepção de valor.

 Em 2026, a aplicação de inteligência artificial no setor deve sair de uma fase de experimentação para atuar na prática em processos críticos. Modelos preditivos de demanda e ruptura, otimização de sortimento por loja, detecção de perdas via visão computacional e previsão de fluxo de checkout – que antes eram diferenciais – devem se tornar cada vez mais comuns no segmento. 

Veremos um ano em que Agentes de IA e assistentes (copilotos) vão orquestrar tarefas de reabastecimento e precificação, cruzando elasticidade, estoque, concorrência, metas de margem e tributação para sugerir ou publicar preços em etiquetas eletrônicas com supervisão humana, além de recomendar ordens de compra e ajustar planogramas em tempo real. 

Já no atendimento, assistentes conversacionais em app e de conversas instantâneas darão suporte com contexto de histórico e preferências, enquanto copilotos internos ajudarão equipes de loja. Tendências internacionais reforçam esses ganhos de eficiência e experiência. 

A experiência omnichannel deve evoluir para jornadas contínuas com estoque unificado, promessas de entrega confiáveis, retirada expressa, scan & go e devoluções sem fricção. Um aplicativo proprietário pode ser um importante hub da relação, concentrando compra, carteira, benefícios personalizados, conteúdo de saúde e serviços como assinaturas de cestas por objetivos nutricionais. 

No sortimento, o foco em saúde e bem‑estar continuará a puxar demanda. Ganha espaço o consumo de proteínas de alta qualidade, iogurtes e bebidas fermentadas com probióticos, fibras e produtos funcionais voltados a energia, foco e imunidade, com curadoria clara de benefícios e rotulagem responsável. Produtos plant-based seguem em expansão, com ênfase em sabor, conveniência, preço competitivo e integração a receitas e cross-merchandising. Relatórios globais sustentam o crescimento desses nichos e devem orientar a inovação e a gestão de categorias. 

Em 2026, quem unir uma adaptação tributária bem governada com apoio de IA, agentes e assistentes operacionais, precificação inteligente, omnichannel sem atrito, e uma proposta robusta em saúde e bem-estar, deverá capturar crescimento sustentável. O desafio será transformar dados e automação em valor percebido no carrinho, na loja e no app, com simplicidade, transparência e confiança.

  

João Giaccomassi -diretor de produtos para Supermercados da TOTVS


Ar-condicionado e economia: quanto custa manter o ar ligado no verão?

Especialista da Gree explica como consumo de energia, bandeiras tarifárias e escolha do equipamento impactam o orçamento das famílias

 

Com a chegada do verão e a intensificação das ondas de calor no Brasil, o ar-condicionado torna-se um item essencial para o bem-estar de milhões de brasileiros. O impacto, no entanto, aparece rapidamente na conta de luz, especialmente em períodos de bandeiras tarifárias amarela ou vermelha, quando há cobrança extra pelo consumo de energia. Mas será que o conforto térmico precisa custar caro? 

Segundo estimativas do setor elétrico, o ar-condicionado pode representar até 40% do consumo residencial nos meses mais quentes, a depender do modelo, da potência e do tempo de uso. A boa notícia é que o custo final varia bastante e não depende apenas de quanto tempo o aparelho fica ligado. 

Para esclarecer esse cenário, a Gree, maior fabricante de ar-condicionado do mundo, trouxe seu especialista em pesquisa e desenvolvimento para explicar como o consumidor pode usar o equipamento de forma mais eficiente e econômica. “O ar-condicionado não é, necessariamente, o vilão da conta de luz. O problema está, na maioria das vezes, em equipamentos antigos, mal dimensionados ou no uso sem critérios básicos de eficiência”, explica Romenig Magalhães, supervisor de P&D da multinacional chinesa. 

Na prática, o custo de manter o equipamento ligado depende de três fatores cruciais: potência do aparelho (BTUs), eficiência energética e tempo de uso. Um equipamento residencial de 9.000 a 12.000 BTUs, por exemplo, pode consumir entre 15 kWh e 45 kWh por mês, em uso moderado. Já modelos mais antigos, sem tecnologia inverter, podem ultrapassar facilmente esse patamar, especialmente em períodos de bandeira vermelha, quando o custo adicional por kWh pesa diretamente no orçamento familiar. 

“É justamente nesses momentos de tarifa elevada que a eficiência do equipamento faz toda a diferença para o bolso do consumidor”, reforça o supervisor da Gree.

 

Tecnologia ajuda a reduzir o impacto no bolso 

A evolução tecnológica tem permitido que o conforto térmico venha acompanhado de maior controle sobre o consumo. Equipamentos mais modernos, com tecnologia inverter ou auto inverter, ajustam automaticamente a velocidade do compressor, evitando picos de energia. Diferentemente dos aparelhos convencionais, que ligam e desligam repetidamente, esses sistemas mantêm o funcionamento estável e mais econômico. 

“Hoje, a tecnologia permite que o aparelho se adapte ao ambiente e ao padrão de uso do consumidor. Isso se traduz em menos desperdício de energia e maior previsibilidade no gasto mensal”, afirma o especialista da Gree. Outro ponto relevante é a etiqueta de eficiência energética do Inmetro. Aparelhos com classificação A apresentam menor consumo ao longo do tempo, mesmo quando utilizados de forma contínua durante o verão.


Dimensionamento e instalação fazem diferença

A escolha inadequada do equipamento para o tamanho do ambiente também pode encarecer a conta. Um ar-condicionado subdimensionado tende a operar constantemente no limite, enquanto um superdimensionado consome energia além do necessário.

“O cálculo correto de BTUs, levando em conta metragem do ambiente, incidência solar e circulação de pessoas, é fundamental. Além disso, a instalação feita por um profissional qualificado garante que o aparelho funcione dentro dos parâmetros ideais de eficiência e segurança”, destaca Magalhães.


Pequenos hábitos que ajudam a economizar

Além da escolha do equipamento, atitudes simples no dia a dia contribuem para reduzir o consumo de energia:

- Manutenção em dia: filtros limpos e revisões periódicas evitam perda de eficiência;

- Ambiente bem vedado: manter portas e janelas fechadas durante o uso;

- Proteção solar: cortinas e persianas ajudam a reduzir a entrada de calor;

- Uso de funções inteligentes: modos como “Sono” ou “SE” otimizam o funcionamento ao longo do tempo. 

Com escolhas mais conscientes e uso adequado da tecnologia, é possível atravessar o verão com conforto e controle financeiro. “Não se trata de abrir mão do bem-estar, mas de entender como o consumo funciona. Com o equipamento certo e bons hábitos, o ar-condicionado pode ser um aliado, não um vilão da conta de luz”, conclui o especialista da Gree.

 



Gree Electric Appliances

 

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