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quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Luzes, Guirlandas e Conflitos: O Que Você Pode (e Não Pode) Fazer ao Decorar a Sacada no Nata

Condomínios enfrentam dúvidas e divergências todos os anos; especialista explica os limites legais e de segurança para garantir um Natal bonito e seguro para todos.

 

Quando dezembro chega, um movimento silencioso começa a tomar conta dos condomínios: caixas são retiradas do armário, pisca-pisca são testados, guirlandas reaparecem. A vontade de enfeitar a sacada e espalhar o espírito natalino é quase unânime. Mas, junto com esse brilho, surge outro fenômeno, dúvidas, reclamações, discussões em assembleias e síndicos tentando equilibrar tradição com segurança.

A pergunta, afinal, é inevitável: até onde o morador pode decorar sua sacada sem infringir regras do condomínio? 

Embora pareça um detalhe simples, a decoração natalina coloca em cena temas sensíveis do direito condominial: alteração de fachada, responsabilidade civil, segurança elétrica e limites do uso da propriedade privada.
 

A sacada é sua, mas a fachada é de todos

Um dos equívocos mais comuns é acreditar que a sacada, por fazer parte da unidade privativa, pode ser decorada livremente. Porém, como explica o advogado especialista em direito condominial Dr. Issei Yuki, a fachada é um bem coletivo, independentemente da sua posição no prédio. “A sacada é parte integrante da fachada. Quando o enfeite altera a estética externa, interfere visualmente na harmonia do prédio ou implica fixação de objetos na estrutura, passa a exigir regras claras e, muitas vezes, deliberação dos condôminos”, afirma Issei. 

Isso significa que itens discretos e internos, como pequenas luzes dentro da varanda, são geralmente aceitos. Mas grandes ornamentos externos, estruturas penduradas, personagens infláveis gigantes, cortinas temáticas viradas para fora, bandeirolas ou iluminação intensa voltada para a rua podem ser considerados alteração de fachada, proibida sem autorização da convenção.

O risco invisível: incêndios, infiltrações e quedas de objetos

Além da estética, a segurança pesa muito. Luzes de má qualidade, extensões improvisadas, fios passando pela borda da sacada ou conectores expostos à chuva estão entre as principais causas de incêndios domésticos durante o período de festas. O condomínio, por sua vez, não assume esse risco, a responsabilidade é sempre do morador que instalou o enfeite. 

E isso inclui infiltrações causadas por ganchos furados na parede externa, queda de guirlandas em áreas comuns, desprendimento de objetos com ventania ou danos a veículos na garagem após o impacto de um adorno mal fixado. 

Se um item decorativo cai e causa prejuízo, a responsabilidade é objetiva do condômino. Boa intenção não afasta responsabilidade civil.

 

E quando a decoração incomoda o vizinho?

Outro ponto frequentemente ignorado diz respeito ao impacto visual e sonoro.
Luzes piscando para fora da unidade, LEDs fortes virados para janelas vizinhas, enfeites sonorizados que tocam músicas repetidamente ou materiais reflexivos que invadem o quarto alheio são motivos comuns de reclamação.
 

O Código Civil estabelece o respeito ao sossego, à segurança e à saúde dos demais moradores, e isso inclui excesso de iluminação e perturbação luminosa, que podem ser enquadradas no abuso de direito.

 

Como o condomínio deve agir?

Síndicos podem e devem orientar sobre:

  • padrões mínimos de segurança elétrica;
  • proibição de furos, ganchos ou qualquer alteração estrutural;
  • limites para enfeites externos e iluminação aparente;
  • horários para desligar luzes;
  • necessidade de padronização quando a convenção assim exige.

A comunicação antecipada é essencial, mas, se houver descumprimento, advertências e multas previstas no regimento interno podem ser aplicadas. “A decoração natalina é bem-vinda, mas não existe liberdade absoluta no condomínio. Quando o individual compromete o coletivo, a administração tem a obrigação de intervir”, conclui o advogado Issei Yuki.



Issei Yuki Júnior - Graduado em Direito pela Universidade São Francisco com especialização em Direito de Família e Sucessões, e mais de 25 anos de experiência como advogado nas áreas de Direito Civil e Processual Civil, Família e Sucessões, Direito Condominial, Direito do Consumidor e Consultoria empresarial e societária.

Yuki, Lourenço Sociedade de Advogados



Prova de Vida do INSS muda e especialista alerta para aumento de bloqueios por falta de orientação

Desde que o INSS passou a comprovar automaticamente que o beneficiário está vivo, há falhas de registro que provocam bloqueio e suspensão indevida


A mudança promovida pela Lei nº 14.441/2022 transformou completamente a Prova de Vida do INSS e, segundo especialista, ainda há um grande descompasso entre o que a norma prevê e o que chega ao beneficiário. Ao transferir do segurado para o INSS a obrigação de comprovar a vida, o sistema passou a cruzar informações em bases digitais como vacinação, atendimento de saúde, emissão de documentos, acesso ao aplicativo Meu INSS e até participação em eleições.

Apesar do avanço tecnológico, a advogada Giane Maria Bueno, da Michelin Sociedade de Advogados, pós-graduada em Direito Previdenciário (EDP/SP), integrante da Comissão Estadual do Compliance Trabalhista e Sindical da OAB/SP, alerta que muitos beneficiários continuam sendo surpreendidos por bloqueios e suspensões porque desconhecem como funciona a verificação automática e quais situações exigem ação preventiva.

“A legislação protege o segurado, mas a comunicação ainda não acompanha essa proteção. Em vários casos, o beneficiário é penalizado não por falta de Prova de Vida, e sim por falta de informação”, afirma.

Segundo a especialista, três grupos seguem mais vulneráveis: beneficiários no exterior, pessoas acamadas ou com mobilidade reduzida e segurados que, ao longo do ano, não geram nenhum registro oficial capaz de comprovar vida. Nessas situações, o INSS deve notificar previamente o segurado antes de qualquer bloqueio, direito que, quando desrespeitado, pode levar à reativação do benefício e ao pagamento de valores retroativos.

Giane também chama atenção para a importância de orientações claras sobre procuradores, tutores e curadores, que continuam responsáveis pela comprovação quando há representação legal.

“Muitos cancelamentos poderiam ser evitados se o beneficiário soubesse, por exemplo, que a atualização do CadÚnico, a renovação de um documento ou o acesso ao gov.br com selo ouro já servem como prova de vida”, explica.

Para a advogada, a agenda para 2026 deve incluir campanhas de comunicação mais acessíveis, maior precisão nas notificações e fortalecimento do atendimento para casos de bloqueio indevido.

“A prova de vida deixou de ser um ato burocrático e se tornou uma política de proteção. O desafio agora é garantir que o segurado não perca o benefício por desconhecimento.” 



Fonte: Giane Maria Bueno - pós-graduada em Direito, Compliance Trabalhista e em Direito Previdenciário (EDP/SP). Advogada da Michelin Sociedade de Advogados, integrante da Comissão Estadual do Compliance Trabalhista e Sindical da OAB/SP.


Em 10 anos, uso de aplicativo de bancos no celular passa de 15% para 90% entre os pequenos negócios

Canais presenciais, como caixa do banco e lotéricas, deixaram de ser usados pela maioria dos empreendedores brasileiros


Cada vez mais o empreendedor brasileiro usa o celular para gerir a própria empresa. Segundo a pesquisa “Hábitos Financeiros dos Pequenos Negócios”, do Sebrae, 90% dos pequenos negócios acessam o aplicativo do banco no celular pessoal. Há 10 anos, esse número era de apenas 15%.

O uso do internet banking entre os pequenos empreendedores passou de 33%, em 2015, para 61%, em 2025. Já os canais presenciais, como caixas de banco e correspondentes bancários (como lotéricas), apresentam baixa utilização, evidenciando o progressivo desuso desse tipo de atendimento.

No levantamento de 2025, apenas 21% vão ao caixa do banco e 28% aos correspondentes bancários. Dez anos atrás, esse percentual era de 58% e 55%, respectivamente, consolidando uma tendência de digitalização do relacionamento bancário.

Confira os principais números da pesquisa:


Uso de aplicativo do banco no celular pessoal

·         2015: 15%

·         2022: 86%

·         2025: 92%

Serviços bancários na internet via computador (internet banking)

·         2015: 33%

·         2022: 59%

·         2025: 61%


Caixa eletrônico (dentro ou fora da agência)

·         2015: 72%

·         2022: 28%

·         2025: 35%


Correspondente bancário (exemplo: lotéricas)

·         2015: 55%

·         2022: 22%

·         2025: 28%


Caixa do banco (balcão do banco)

·         2015: 58%

·         2022: 14%

·         2025: 21%

O Nordeste tem mais empreendedores que usam correspondentes bancários, cerca de 37%, acima da média nacional de 28%. Já o internet banking tem adesão maior no Sudeste (67%) e no Sul (59%), mas menor no Nordeste (53%).

Segundo a pesquisa, homens ainda recorrem mais ao atendimento físico, enquanto as mulheres estão mais digitalizadas. Quanto maior a idade do empreendedor, maior é a dependência de canais físicos.

Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, a digitalização dos pequenos negócios ajuda na adoção de novas tecnologias. “A maioria deles têm acesso a notebooks e praticamente 100% possuem celular com internet, com banda larga, inclusive. O acesso a esses equipamentos permite buscar serviços na internet, na rede, inclusive serviços bancários pelo celular”, analisa.

“O empreendedor brasileiro tem se digitalizado por meio de equipamentos, internet e inteligência artificial, embora ainda haja um espaço bom para avançarmos por meio de ferramentas e serviços mais sofisticados”, completa Décio.

 

Demanda das empresas por crédito voltou a crescer em setembro com alta de 15,5%, revela Serasa Experian

 Setor de Serviços apresentou a maior expansão no mês; visão em 12 meses aponta aceleração consistente na busca dos negócios por recursos financeiros

 

A busca das companhias brasileiras por recursos financeiros cresceu 15,5% em setembro de 2025 na comparação anual, segundo o Indicador de Demanda das Empresas por Crédito da Serasa Experian, primeira e maior datatech do país. O indicador considera exclusivamente as consultas a CNPJs registradas na base da instituição. O resultado sucede a retração registrada em agosto e reforça um movimento de retomada da procura por financiamento por parte das empresas.

 

A visão de longo prazo indicou aceleração: nos 12 meses até setembro, a demanda por crédito das empresas cresceu 5,9%, acima dos 4,3% registrados em agosto. Segundo a economista da datatech, Camila Abdelmalack, “o crescimento expressivo do indicador reflete a necessidade das empresas de recompor capital de giro e sustentar operações em um contexto ainda marcado por custos financeiros elevados. Contexto agravado pela desaceleração econômica que tende a prejudicar a expectativa de receita das empresas”.

 

Veja, nos gráficos a seguir, o detalhamento dos dados a variação anual e na variação acumulada dos últimos 12 meses:

Na análise setorial, setembro apresentou avanços expressivos em todas as categorias, com destaque para as empresas do setor de “Serviços”, que registrou a maior expansão anual (19,1%), seguido por “Demais” com alta de 29,1%. As companhias da “Indústria” (12,4%) e o Comércio (10,6%) também mostraram recuperação significativa frente ao desempenho negativo observado em parte de 2024. Veja, no gráfico a seguir, os dados e a comparação com o mesmo período do ano anterior:

 

Já na visão acumulada dos últimos 12 meses, o setor de “Serviços” manteve a liderança do crescimento (9,8%), refletindo a retomada gradual das atividades ligadas ao consumo e à prestação de serviços, enquanto “Indústria” (4,3%), “Demais” (8,2%) e “Comércio” (1,8%) também seguiram em trajetória de expansão, indicando recomposição consistente da demanda no horizonte mais longo. Confira, no gráfico abaixo, os dados e a comparação com o mesmo período de 2024: 


Entre os portes empresariais, o destaque do mês ficou com as “Micro e Pequenas Empresas” (MPEs), que ampliaram a demanda por crédito em 16,0% na comparação anual, seguidas pelas “Grandes” companhias, que avançaram 3,1%, enquanto as “Médias” permaneceram estáveis (0,0%). Na visão acumulada de 12 meses, o padrão se repetiu: as MPEs lideram o crescimento com 6,0%, acompanhadas das “Médias” (2,4%) e “Grandes” (0,1%).

 

Camila explica que “o resultado da variação anual demonstra que os pequenos negócios continuam utilizando o crédito como ferramenta de sustentação operacional em um ambiente de custos financeiros ainda elevados. Já os dados do acumulado em 12 meses reforçam que a demanda de longo prazo permanece mais intensa entre empresas de menor porte, que tipicamente têm maior exposição a pressões de fluxo de caixa”.


 

Visão regional: variação anual

 

A variação anual da demanda das empresas por crédito em setembro indicou que os estados do Centro-Oeste, Sul e Norte concentraram os maiores crescimentos percentuais. Entre todas as Unidades Federativas, Mato Grosso do Sul (35,9%), Roraima (31,5%), Santa Catarina (13,4%), Rio Grande do Sul (19,8%) e São Paulo (24,2%) figuraram entre os cinco maiores avanços do país. Na outra ponta, as menores variações foram observadas em Rio de Janeiro (2,3%), Maranhão (3,3%), Pernambuco (4,6%), Acre (6,0%) e Piauí (5,2%). Confira o detalhamento estadual no gráfico abaixo:

 

 

Visão regional: variação acumulada em 12 meses


No acumulado em 12 meses, a demanda por crédito seguiu positiva em quase todas as regiões do país, com destaque para o Sul e Centro-Oeste, que reuniram os estados de maior expansão: Santa Catarina (12,9%), Amazonas (10,1%), Mato Grosso (11,6%), Mato Grosso do Sul (12,0%) e Roraima (11,5%). No ranking das menores variações, apareceram Pernambuco (2,1%), Rio de Janeiro (0,9%), Espírito Santo (1,1%), Amapá (5,0%) e Acre (5,0%). Veja, no gráfico abaixo, o detalhamento estadual desta visão:

 

 

Para conferir mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui.

 

Metodologia do indicador


O Indicador Serasa Experian da Demanda das Empresas por Crédito é construído a partir de uma amostra significativa de CNPJs, consultados mensalmente na base de dados da Serasa Experian. A quantidade de CNPJs consultados, especificamente nas transações que configuram alguma relação creditícia entre empresas e instituições do sistema financeiro ou empresas não financeiras, é transformada em número índice (média de 2024 = 100). O indicador é segmentado por UF, setor e porte.

  



Experian
experianplc.com


Resultado x Propósito: o que faz a diferença no sucesso corporativo?


Por que algumas empresas apenas sobrevivem, enquanto outras prosperam e inspiram o mercado? Por muito tempo, a resposta esteve fixada em 'o quê' – o produto ou serviço oferecido – e no 'como' – a diferenciação no mercado. Hoje, diante de tamanha competitividade, a verdadeira chave para o sucesso e crescimento sustentável reside muito mais no 'porque': a razão de existência e propósito de cada negócio, que destaque seus valores além do dinheiro em si. Isso, certamente, é o que impulsionará uma empresa verdadeiramente lucrativa – em todos os sentidos.

Toda organização precisa, certamente, gerar resultados excelentes que lhe permita prosperar. Entretanto, a forma na qual conduz esse processo não deve se basear, apenas, nesse crescimento econômico. Empresas que focam, excessivamente, no lucro em si e, consequentemente, lideram seus times com esse mindset, tendem a não perpetuar suas operações, justamente por deixarem de lado o que, realmente, deve ser o coração de seu planejamento estratégico: a conexão de cada um com o que está sendo feito.

Uma pesquisa da Gallup, como prova disso, mostrou que, se todos os trabalhadores do mundo estivessem realmente engajados com esse propósito, a economia global poderia ter um aumento de produtividade de até US$ 9,6 trilhões, o equivalente a cerca de 9% do PIB mundial. Estamos perdendo um enorme potencial de impulsionar nosso mercado, enquanto muitas operações ainda não se preocuparem em também priorizar o motivo pelo qual tudo está sendo feito.

Um exemplo nítido disso é o que está acontecendo, atualmente, com a Meta. Em estado de alerta após perder diversos talentos, Mark Zuckerberg bilhões de dólares no recrutamento de profissionais de inteligência artificial, preocupado em perder competitividade nessa corrida intensa da IA generativa. Uma organização que, por muito tempo, foi considerada uma das mais disruptivas de seu ramo, hoje busca meios de atrair e reter profissionais que queiram trabalhar lá com uma visão à longo prazo.

O que está por trás dessa dificuldade? Um foco intenso apenas em ter equipes altamente qualificadas tecnologicamente, mas que, não necessariamente, estejam verdadeiramente conectadas com um propósito maior nesses valores e objetivos. Essa falta de alinhamento é cada vez mais percebida no mercado global, mostrando que de nada adianta prezar por ótimos resultados financeiros, sem que os talentos estejam conectados com tudo que é feito no ambiente de trabalho.

Simon Sinek, em seu conceito do Golden Circle, destaca esse modelo de liderança como essencial e um diferencial competitivo ao inspirar os profissionais a pensarem, agirem e se comunicarem gerando um impacto positivo na sociedade. O ‘porquê’ das operações, em sua visão, deve ser o núcleo de todas as estratégias corporativas: por que a empresa foi criada? Pelo que você trabalha?

Todos os processos, métodos, produtos e serviços desenvolvidos cercarão esses ideais, prezando por sua flexibilidade como forma de se ajustar às mudanças constantes do mercado. Isso é o que favorecerá a construção de uma cultura organizacional forte e a conexão genuína com clientes, equipes e demais parceiros de negócio.

Como levar toda essa teoria à prática? Definindo, com clareza, o propósito da organização, revisitando-o constantemente, se adaptando às mudanças do mercado e, principalmente, alinhando a execução do planejamento estratégico ao propósito de cada um. Encantar e engajar os profissionais dentro de um ambiente de trabalho não é simples, mas determinante para um sucesso saudável de qualquer negócio. Então, comece pelo porquê tudo isso está sendo feito, que outros direcionamentos virão com muito mais clareza e eficácia.

 

Fernando Poziomczyk - sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão.

Wide
https://wide.works/


A IA brasileira que está redefinindo atendimento, vendas e crescimento em tempo real — e não, ela não é um bot.


Em um mercado saturado por chatbots genéricos, respostas prontas e “robôs” incapazes de entender contexto humano, nasce uma tecnologia brasileira que promete virar o jogo: MAIWise, a primeira IA de atendimento, vendas e automação comercial criada para pensar, operar e aprender como um humano estratégico, não como um assistente mecânico. 

Criada pelo empreendedor Luiz Felipe Escudero, a MAIWise surgiu após o que ele chama de “a era dos bots burros”.

Felipe explica:

“O mercado está cheio de soluções que se vendem como IA, mas que no fundo são apenas chatbots com respostas engessadas. A MAIWise não é isso.

Ela entende intenção, aprende com cada interação e evolui com dados reais.

A MAIWise não responde. Ela atua. Não executa tarefas. Ela pensa a operação.”

 

🚀 RESULTADOS EM NÚMEROS (Primeiros 90 dias):

+312% de aumento na velocidade de atendimento

54% de redução no tempo médio de resposta

+41% de aumento na conversão em vendas em empresas que ativaram a IA em horário comercial

+68% de conversões adicionais fora do horário (madrugada/weekend)

CAAC (custo por atendimento resolvido) até 6x menor que o modelo humano tradicional

Retenção de leads + SMS + WhatsApp totalmente automatizados com lógica comportamental

– Mais de 1,8 milhão de interações processadas, com 96,4% de precisão contextual

Esses números tornam a MAIWise uma das soluções de IA de crescimento mais promissoras do Brasil, já sendo adotada em segmentos como clínicas, e-commerces, agências, consultorias, varejo e empresas B2B.

 

O DIFERENCIAL: UMA IA QUE PENSA COMO NEGÓCIO, NÃO COMO ROBÔ

A MAIWise opera com 4 pilares que nenhum bot tradicional oferece:

1. Consciência contextual

A IA entende histórico, intenção e momento do lead — e muda o comportamento conforme o usuário.

 

2. Ação estratégica em tempo real

Ela cria follow-ups inteligentes, ajusta fluxos, propõe novas abordagens e identifica oportunidades de venda sozinha.

 

3. Personalização contínua

Aprende com conversas reais, KPIs, comportamento dos leads e dados da operação.

 

4. Lógica de crescimento integrada

Diferente de um bot, que apenas “responde”, a MAIWise foca em resultado: 

  • mais vendas
  • mais agendamentos
  • mais qualificação
  • mais velocidade
  • mais presença

 

Felipe resume:

“Chatbots são recepcionistas. A MAIWise é uma gerente de crescimento.”

 “A missão da MAIWise é simples: transformar qualquer empresa em uma máquina de atendimento, vendas e relacionamento 24/7.

Sem fricção, sem desculpa, sem limite humano.

A IA não é um recurso.

Ela é o futuro do crescimento — e nós estamos entregando esse futuro hoje.”

 

A MAIWise está iniciando sua fase de expansão nacional com: 

  • Novas integrações com WhatsApp, CRM e plataformas comerciais
  • Parcerias estratégicas com agências, clínicas e e-commerces
  • Programa de early adopters, limitado aos primeiros 100 clientes
  • Roadmap público de evolução da IA para 2025–2026

 

A tecnologia é 100% brasileira e foi construída sobre sistemas híbridos de inteligência: 

  • IA generativa
  • IA comportamental
  • Machine learning supervisionado
  •  Algoritmos proprietários de priorização e conversão

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Superávit do agro paulista chega a US$ 21 bilhões no acumulado do ano


SP ocupa o 2º lugar no ranking de maior exportador do agro


Nos onze primeiros meses de 2025, o agronegócio paulista manteve um bom desempenho no comércio exterior, alcançando um superávit de US$ 21,07 bilhões. O saldo positivo decorre de exportações que somaram US$26,35 bilhões e de importações que totalizaram US$5,28 bilhões. A participação das exportações do agronegócio paulista no total exportado pelo estado de janeiro a novembro de 2025 foi de 40,6%, enquanto as importações do setor corresponderam a 6,6% do total no estado. 

“O desempenho do agro paulista mostra que São Paulo está na direção certa. Investir em ciência, infraestrutura, desburocratização e competitividade. Assim, São Paulo alcança um superávit de US$ 21 bilhões porque tem produtores qualificados e políticas públicas que dão segurança e liberdade para produzir. Estamos com grandes expectativas com o fechamento da balança de 2025 e para o desempenho do agro paulista em 2026” completa o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai.

 

PRINCIPAIS PRODUTOS EXPORTADOS 

O complexo sucroalcooleiro foi responsável por 31,3% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$8,2 bilhões. Deste total, o açúcar representou 93,0% e o álcool etílico, etanol, 7,0%. O setor de carnes veio logo em seguida com 15,2% das vendas externas do setor, totalizando US$4 bilhões, com a carne bovina respondendo por 85,1%. Produtos florestais representaram 10,5% do volume exportado, com US$2,7 bilhões, com 56,2% de celulose e 35,1% de papel. Sucos responderam por 9,9% de participação, somando US$2,6 bilhões, dos quais 97,8% são referentes ao suco de laranja, e complexo soja teve participação de 8,6% do total exportado, registrando US$2,2 bilhões, 78,3% referentes a soja em grão e 16,1% de farelo de soja. Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 75,5% das exportações do agronegócio paulista. O café aparece na sexta posição, com 6,2% de participação na pauta de exportações, somando US$1,6 bilhão, 76,7% referentes ao café verde e 19,5% de café solúvel. 

Vale dizer que as variações de valores, em comparação com o mesmo período do ano passado, apontaram aumentos das vendas para os grupos de café (+39,2%), carnes (+24,1%), complexo soja (+1,3%), e quedas nos grupos sucroalcooleiro (-29,6%), produtos florestais (-4,8%) e sucos (-4,9%). Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.
 

PRINCIPAIS DESTINOS DAS EXPORTAÇÕES DO AGRO PAULISTA

A China segue sendo o principal destino das exportações, com 24,4% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja, carnes, açúcar e florestais. A União Europeia vem em seguida com 14,3% de participação, e os Estados Unidos somaram 11,8% de participação. 

O tarifaço norte-americano foi iniciado em agosto, as exportações para o país apresentaram recuo: em agosto de 14,6%, setembro 32,7%, outubro 32,8% e em novembro a queda foi de 54,9%. Mesmo assim, os Estados Unidos continuam sendo os terceiros maiores compradores do agro de São Paulo. “Até julho vínhamos com um resultado bastante positivo nas exportações para os Estados Unidos. Agosto ainda manteve o desempenho, mas a partir de setembro houve uma desaceleração que se acentuou em novembro. Essa queda foi parcialmente compensada por novos destinos de exportação, como China, México, Canadá, Argentina e União Europeia”, diz o diretor da Apta, Carlos Nabil. 

A retirada das tarifas sobre determinados produtos brasileiros foi anunciada por Donald Trump no dia 20 de novembro. Constam na lista divulgada pela Casa Branca produtos como café, chá, frutas tropicais e sucos de frutas, cacau e especiarias, banana, laranja, tomate e carne bovina. Com isso, a expectativa é de melhora no fluxo de embarques, mesmo que demore alguns meses para que haja uma normalização de contratos e exportações.
 

PARTICIPAÇÃO PAULISTA NO AGRO NACIONAL

No cenário nacional, o agronegócio paulista manteve posição de destaque, respondendo por 17% das exportações do setor no Brasil. Ocupa a 2ª posição no ranking, logo atrás do estado de Mato Grosso (17,3%).

Figura 1: Participações das exportações do agro por UF,
 janeiro a outubro de 2025.


“A projeção para 2026 depende muito do comportamento das principais cadeias produtivas. É algo que precisa ser analisado setor a setor, com base nas previsões específicas de cada safra.”, afirma Nabil. 

A análise da balança comercial do agronegócio paulista é elaborada mensalmente pelo diretor da Apta, Carlos Nabil Ghobril, e os pesquisadores José Alberto Ângelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.
  

Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios – Apta.


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