Pesquisar no Blog

sexta-feira, 3 de outubro de 2025


Exames são promovidos durante o Outubro Rosa, ressaltando a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama e do câncer do colo do útero. 

 

O projeto ‘Sesc Saúde Mulher’ chega ao município de Guarantã do Norte nesta sexta-feira, dia 10 de outubro, oferecendo exames preventivos gratuitos de mamografia e Papanicolau, além de orientações em saúde. A carreta ficará estacionada no PSF do Centro, na Avenida das Amesclas, nº 70, até o dia 4 de novembro. 

Os atendimentos serão realizados de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h, por ordem de chegada. Não haverá agendamento. O projeto oferece os principais exames preventivos relacionados à saúde feminina, promovendo o acesso das mulheres aos cuidados médicos. 

Essa ação integra a campanha de Outubro Rosa no município em parceria com o Sesc-MT, que faz parte de um movimento internacional que tem como objetivo principal conscientizar sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, doença que mais acomete mulheres no Brasil e no mundo.  

Durante este período, são realizadas diversas ações para informar a população, ampliar o acesso aos exames e incentivar práticas saudáveis que ajudam na prevenção. A mobilização é fundamental para reduzir a mortalidade por essa doença, reforçando a importância dos cuidados constantes com a saúde da mulher. 

Os exames realizados, Papanicolau (citopatológico) e mamografia, são os principais adotados no Brasil para o diagnóstico precoce e a prevenção do câncer. Mantido com contribuições do empresariado, sem ônus para os empregados, o Sesc-MT integra o Sistema S do Comércio e promove ações de saúde, educação, cultura e lazer para a população. A entidade faz parte da Fecomércio-MT, presidida por José Wenceslau de Souza Júnior, e está vinculada à CNC, sob a liderança de José Roberto Tadros. 

Podem realizar o exame nas mamas mulheres com idades entre 40 e 69 anos ou que possuam pedido médico. Já o exame preventivo do colo do útero pode ser feito em mulheres de 18 a 64 anos, ou com vida sexual ativa. 

As interessadas devem comparecer à unidade móvel com cópias do RG, CPF, comprovante de endereço e Cartão do SUS. Informações podem ser solicitadas por meio do WhatsApp (65) 99951-6825. 


Serviço:       

Sesc Saúde Mulher – realização de exames preventivos    

Local: PSF – Centro, Avenida das Amesclas nº 70, Centro, em frente a praça anexo a Secretaria de Saúde  

Período: de 10 de outubro a 4 de novembro  

Quando: De segunda a sexta, das 07h30 às 11h30, das 13h30 às 17h    

Atendimento gratuito    

 

Outubro Rosa: câncer de mama e o impacto sobre a fertilidade feminina

INCA estima 73 mil novos casos de câncer de mama no Brasil em 2025; especialistas destacam importância do diagnóstico precoce e das técnicas de preservação da fertilidade

 

O câncer de mama segue como o tipo mais frequente entre mulheres no Brasil e no mundo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deve registrar 73.610 novos diagnósticos em 2025, sendo a principal causa de morte por câncer em mulheres, com cerca de 18 mil óbitos estimados. Globalmente, os números também preocupam: 2,4 milhões de novos casos e 715 mil mortes devem ocorrer no mesmo período.

Apesar da gravidade, quando diagnosticado precocemente o câncer de mama pode ter até 95% de chances de cura. “Na maioria dos casos, a doença não apresenta sintomas iniciais, o que torna os exames de rastreamento essenciais. A mamografia é a principal forma de detecção precoce e recentemente passou a ser recomendada a partir dos 40 anos, anualmente, o que representa um avanço importante nas políticas de saúde pública”, destaca Dra. Paula Fettback ginecologista e obstetra, especialista em reprodução humana pela FEBRASGO.

Além da luta contra o câncer, um desafio emocional e físico mobiliza milhares de mulheres jovens diagnosticadas com a doença: o risco de perda da fertilidade. Isso porque tratamentos como quimioterapia e radioterapia podem comprometer os óvulos e reduzir de forma significativa a reserva ovariana.

“A quimioterapia, embora eficaz contra as células tumorais, também age nos folículos primordiais dos ovários, podendo levar à diminuição parcial ou até total da fertilidade, a depender do tipo de medicamento, tempo de exposição e características individuais da paciente”, explica Dra. Graziela Canheo ginecologista e obstetra, especialista em reprodução humana.

Felizmente, a medicina reprodutiva oferece alternativas seguras. As técnicas de preservação da fertilidade incluem o congelamento de óvulos ou embriões, atualmente realizadas com alta taxa de sucesso graças à tecnologia de vitrificação. “Hoje já é possível que mulheres diagnosticadas com câncer de mama preservem óvulos antes de iniciar o tratamento. Essa decisão deve ser tomada rapidamente, pois quanto mais cedo for feito o congelamento, melhores os resultados”, complementa a Dra. Canheo.
 

Quando engravidar após o câncer?

Uma dúvida recorrente é sobre o momento certo de tentar a gestação após o tratamento oncológico. “O ideal é que a mulher espere pelo menos dois anos depois do fim da terapia antes de tentar engravidar. Esse tempo permite avaliar o risco de recidiva, embora cada caso deva ser individualizado, levando em conta a idade, o tipo de câncer e o desejo da paciente”, orienta a especialista.

Além da conscientização sobre prevenção e diagnóstico precoce, o Outubro Rosa também precisa reforçar o direito das mulheres de planejarem o futuro reprodutivo mesmo diante de um câncer. “É responsabilidade da equipe médica e da sociedade garantir que as pacientes recebam informações fidedignas sobre preservação da fertilidade e possam decidir de forma consciente sobre sua saúde e maternidade”, conclui a Dra. Paula Fettback.

  


Dra. Paula Fettback - CRM 117477 SP - CRM 33084 PR - Possui graduação em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina - UEL (2004). Residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP- 2007)


Dra. Graziela CanheoCRM 145288 | RQE 68331 - Ginecologista e Obstetra - Reprodução Humana - Médica Graduada pela Universidade Metropolitana de Santos (2010), Residência médica em ginecologia e obstetrícia pelo Hospital do Servidor Público Estadual do Estado de São Paulo (2013), Título de Qualificação em Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia pela ABPTGIC (2014), Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (2015), Fellowship em Reprodução humana pelo Instituto Idéia Fértil de Saúde Reprodutiva (2014 – 2016). Pós-graduação em videolaparoscopia e histeroscopia pelo Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (2018 – 2019). , Membro das principais sociedades nacionais e internacionais da área da Ginecologia e Reprodução Humana, Diretora técnica e médica da La Vita Clinic.

 

Diabetes: entenda como a menopausa pode piorar o controle

Freepik
 Mudanças hormonais, aumento da gordura abdominal e resistência à insulina exigem atenção redobrada das mulheres 40+ 

 

A diabetes, por si só, é uma doença desafiadora. Combinada ao período da perimenopausa e menopausa pode implicar em ajustes no tratamento e exigir atenção redobrada. A queda hormonal característica dessa fase da vida pode agravar o quadro metabólico, aumentando o risco de resistência insulínica e dificultando o controle da glicemia. 

Para a Dra. Ana Maria Passos, especialista em saúde da mulher 40+, o acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida são fundamentais para evitar complicações.“Há uma tendência de piora do quadro glicêmico se não houver cuidados adequados com alimentação, atividade física e suplementação. O declínio do estradiol favorece o acúmulo de gordura abdominal, o que intensifica a resistência à insulina e pode acelerar a progressão para o diabetes tipo 2”, explica.
 

Reposição hormonal e estilo de vida ajudam no controle do diabetes na menopausa

A Dra. Ana Maria recomenda o monitoramento frequente de exames como glicemia de jejum, insulina de jejum, hemoglobina glicada e, em alguns casos, a curva de insulina. A avaliação da composição corporal por meio de bioimpedância e a medição da circunferência abdominal também são indicadas, já que o aumento dessa medida é um marcador importante de risco metabólico. 

A alimentação com carga glicêmica baixa é essencial para evitar picos de insulina, que favorecem o acúmulo de gordura. A prática regular de atividade física, especialmente musculação, é apontada como uma das estratégias mais eficazes para melhorar a sensibilidade à insulina. “Quanto maior a massa muscular, melhor será o controle da glicemia”, afirma a médica.
 

A importância da reposição hormonal para diabéticas

Outro ponto destacado pela especialista é o papel da reposição hormonal. Apesar de ainda cercada por mitos, a intervenção pode ser benéfica para mulheres com diabetes, desde que bem indicada e acompanhada por profissionais. “A ideia de que mulheres diabéticas não podem fazer reposição hormonal é equivocada. Com o uso de hormônios bioidênticos e protocolos seguros, é possível melhorar a composição corporal, reduzir o percentual de gordura e favorecer o controle glicêmico”, esclarece. 

Estudos recentes corroboram essa visão. Uma pesquisa publicada no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism aponta que a terapia hormonal pode melhorar a sensibilidade à insulina em mulheres na pós-menopausa, especialmente quando associada a mudanças no estilo de vida. Além disso, nutrientes como vitamina D, zinco e magnésio têm papel relevante na ação da insulina e podem ser incluídos na rotina por meio de suplementação orientada. 

A Dra. Ana Maria Passos reforça que o autocuidado é a chave para uma transição mais tranquila. “Com orientação adequada, exames regulares e ajustes no estilo de vida, é possível atravessar a menopausa com saúde e qualidade de vida, mesmo para quem já convive com o diabetes”, conclui. 

 

Dra. Ana Maria Passos - Com mais de 19 anos de experiência como ginecologista e obstetra, Dra. Ana Maria Passos oferece um atendimento especializado em saúde da mulher, com foco na prevenção e promoção de um envelhecimento saudável. Atuando na AME Clínica, em Porto Alegre (RS), ela é especialista em perimenopausa, menopausa, endometriose, síndrome dos ovários policísticos e gestação. A Dra. Ana Maria é reconhecida por sua abordagem humanizada e atualizada, utilizando reposição hormonal e suplementação para promover o bem-estar feminino, especialmente em mulheres acima dos 40 anos.


Outubro Rosa: Ginecologistas explicam o que toda mulher precisa saber sobre prevenção ao câncer de mama

Mulher jovem realizando exame de mamografia.
 Canva
Da idade certa para iniciar a mamografia aos sinais que exigem atenção, médicas detalham como o diagnóstico precoce pode salvar vidas.

 

O câncer de mama é o mais incidente entre mulheres no Brasil e no mundo (excluindo tumores de pele não melanoma), com estimativa de 70 mil novos casos por ano apenas no país, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Responsável por milhares de mortes anuais, a doença é também a que mais mobiliza campanhas de prevenção, como o Outubro Rosa. Este ano, a discussão ganhou novo impulso após o Ministério da Saúde anunciar a ampliação das diretrizes para a mamografia, que passa a ser recomendada a partir dos 40 anos, mediante indicação médica e vontade da paciente. 

A mudança reflete dados que mostram um número expressivo de diagnósticos em mulheres abaixo dos 50 anos. Entre 2018 e 2023, mais de 108 mil brasileiras nessa faixa etária foram diagnosticadas com câncer de mama, representando uma em cada três pacientes. A nova diretriz busca corrigir uma lacuna importante, já que até então a recomendação oficial restringia o rastreamento à faixa dos 50 aos 69 anos. Agora, além de estender a triagem para os 40 a 49 anos, o governo também ampliou a idade máxima para 74 anos e incorporou novos medicamentos ao SUS para o tratamento da doença. 

Para especialistas, essa é uma medida que pode salvar vidas, mas que precisa vir acompanhada de conscientização. Isso porque a prevenção não começa apenas no exame de imagem, mas também na rotina ginecológica e no cuidado que cada mulher tem com o próprio corpo. É nesse contexto que o Outubro Rosa segue essencial: informar, desmistificar e reforçar a importância do diagnóstico precoce, já que descobrir o câncer em estágio inicial aumenta em até 30% as chances de cura e permite tratamentos menos invasivos.

 

Autoexame e consultas regulares: por onde começar? 

O autoexame das mamas não substitui a mamografia, mas é uma ferramenta importante de autoconhecimento. Ele deve ser feito mensalmente, de preferência alguns dias após o fim da menstruação. “O objetivo é que a mulher conheça o próprio corpo e perceba rapidamente qualquer alteração, como caroços, retrações, secreções ou mudanças na pele”, orienta a ginecologista e obstetra Paula Batista, do Studio Gorga Bem-Estar. Ao notar sinais suspeitos, a paciente deve procurar imediatamente seu médico. 

A Dra. Paula orienta ainda que as consultas ginecológicas devem ser anuais para mulheres sem fatores de risco, mas podem ser semestrais em casos de histórico familiar. “A frequência do acompanhamento depende do perfil de cada paciente. Mulheres com mãe ou irmãs diagnosticadas com câncer de mama, por exemplo, precisam começar a prevenção mais cedo e com intervalos menores entre os exames”, explica a especialista.

 

Quando fazer a mamografia e quais exames complementares? 

O Ministério da Saúde passou a recomendar a mamografia a partir dos 40 anos, medida defendida também por sociedades médicas. O exame continua indicado a cada dois anos para mulheres entre 50 e 69 anos, mas a ampliação permite incluir faixas que concentram parte significativa dos diagnósticos. “Detectar tumores no início pode reduzir em até 30% a mortalidade por câncer de mama. É um dado que mostra como o rastreamento salva vidas”, afirma a ginecologista e cirurgiã do Studio Gorga Bem-Estar Graziele Cervantes. 

Além da mamografia, a Dra. Graziele explica que exames como o ultrassom podem ser indicados em mulheres mais jovens ou com mamas densas, e em alguns casos específicos, a ressonância. O ideal, segundo ela, é que a estratégia seja individualizada.

 

Fatores de risco: hereditariedade, gestação tardia e escolhas de vida 

Embora ter familiares com câncer de mama aumente o risco, não significa que a doença seja exclusivamente hereditária. “Muitas mulheres sem histórico familiar também desenvolvem câncer. O que vemos é uma combinação de fatores genéticos, hormonais e ambientais”, explica a Dra. Gabriela Biava, ginecologista e obstetra do Studio Gorga Bem-Estar. 

Entre os fatores ligados à vida reprodutiva, a médica afirma que a gestação após os 35 anos pode elevar o risco. Isso acontece, segundo a especialista, porque a exposição prolongada aos hormônios estrogênio e progesterona aumenta a chance de mutações nas células da mama. “É um aspecto a ser considerado, mas não significa que toda mulher que engravida mais tarde terá câncer”, detalha a Dra. Gabriela. Já para as mulheres que optam por não engravidar, o risco também pode ser discretamente maior pelo mesmo motivo, mas hábitos como manter o peso adequado, praticar atividade física e evitar o consumo excessivo de álcool têm impacto direto na prevenção. 

No fim, o recado das especialistas é unânime: a prevenção combina acompanhamento médico regular, atenção ao corpo e escolhas de estilo de vida que favoreçam a saúde. Como resume a Dra. Graziele Cervantes, “quanto mais cedo descobrimos a doença, maiores são as chances de cura e de um tratamento menos agressivo”.

 

Studio Gorga Bem-Estar


Entenda se cervejas podem ser contaminadas por metanol

Especialista aponta diferenças entre fermentados e destilados e explica a importância do tratamento precoce

 

Nos últimos dias, o Brasil registrou novos casos de intoxicação e mortes relacionadas à ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. A substância, altamente tóxica, vem preocupando autoridades de saúde e consumidores. Diante do cenário, cresce uma dúvida na população: é possível que a contaminação por metanol também ocorra em cervejas e outras bebidas fermentadas? 

Segundo Luís Andrade, professor e coordenador do curso de Enfermagem da Estácio, os riscos são muito mais frequentes em destilados, devido ao processo de fabricação. “É mais comum que casos de intoxicação por metanol ocorram em destilados, e há uma explicação técnica para isso. Nos fermentados, como a cerveja, o processo de fermentação com leveduras gera naturalmente o teor alcoólico, que costuma ser menor. Já nos destilados, há a necessidade de separar diferentes frações, chamadas de ‘cabeça, coração e cauda’. Essa etapa é essencial porque é justamente no descarte da última fração que se eliminam substâncias tóxicas, como o metanol. Quando esse processo não é feito corretamente, ou quando há adulteração criminosa com adição de metanol, o risco de intoxicação aumenta. Por isso, bebidas fermentadas como a cerveja dificilmente estão associadas a esse problema”, explica. 

Porém, o professor afirma que há algumas exceções. “Existem, no entanto, bebidas que passam por processos mistos, como o vinho do Porto, que envolve fermentação e destilação. Nesse caso, o risco de presença de metanol não pode ser descartado”, completa. 

Os sintomas da intoxicação por metanol costumam aparecer, em média, 12 horas após o consumo, mas o tempo pode variar de acordo com a quantidade ingerida. “No organismo, o metanol e o etanol competem pelos mesmos receptores. Essa disputa explica por que a administração de etanol é utilizada como antídoto em casos de intoxicação, já que o etanol ocupa os receptores, reduzindo a ação do metanol”, diz Luís. 

De acordo com o professor, o tratamento rápido é fundamental para a recuperação. Pacientes que buscam ajuda médica logo nos primeiros sinais, como visão turva, dor abdominal, náuseas e confusão mental, têm maiores chances de sucesso. Além do uso de antídotos, pode ser necessária hidratação intravenosa e, em casos graves, até hemodiálise para filtrar o sangue. A literatura médica mostra que os melhores desfechos ocorrem quando o atendimento acontece nas primeiras 12 a 24 horas após a intoxicação.

Estácio
Saiba mais em estacio.br


Iniciativa do Instituto CEJAM transforma unidades de saúde em pontos de coleta de resíduos

Projeto “Devolva-me” alia destinação correta de materiais tóxicos à conscientização comunitária, fortalecendo vínculos socioambientais.  

O Brasil ainda enfrenta grandes desafios quando o assunto é descarte correto de resíduos. Estima-se que o país produza mais de 2 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano, mas apenas cerca de 3% desse total recebe destinação adequada. No caso do óleo de cozinha, de um volume anual que ultrapassa 4,7 bilhões de litros, pouco mais de 2% chegam a processos de reaproveitamento ou reciclagem. 

Em regiões afastadas, o descarte correto de resíduos se torna ainda mais ​​difícil​​. ​​A população encontra poucos pontos de entrega voluntária, concentrados nas áreas centrais, o que desestimula a prática e leva ao descarte incorreto de materiais poluentes.​​ Esse cenário gera impactos diretos no meio ambiente, como a contaminação de solos, rios e lençóis freáticos, além de ameaçar a saúde da população exposta a substâncias tóxicas.

Frente a isso, o CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” criou o Projeto Devolva-me, com ​​o objetivo de aproximar o serviço das comunidades atendidas pela instituição. A ação amplia o acesso à destinação correta de resíduos e garante uma alternativa local.​​​​ ​​Implantamos os pontos de entrega dentro das unidades de saúde justamente para aproximar esse serviço da comunidade, integrando o cuidado ambiental ao cuidado em saúde, explica Michele Assunção, gestora local do Programa Ambientes Verdes e Saudáveis (PAVS) no CEJAM.

​​Com dez anos da implementação, o projeto, que acontece em 30 Unidades Básicas de Saúde (UBS) gerenciadas pela instituição, em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS-SP), nas regiões do Jardim Ângela e Capão Redondo, na zona sul ​​da cidade​​​​​​, já coletou 41 mil litros de óleo de cozinha, evitando a contaminação de cerca de 1 bilhão de litros de água, um volume equivalente a 500 piscinas olímpicas. ​​​

Além disso, 13 toneladas de resíduos eletrônicos deixaram de ser destinadas aos aterros sanitários, ​​levando à​​​​ ​​ redução da extração de matéria-prima virgem necessária à produção de novos eletrônicos. No mesmo período, nove​​​​ ​​ toneladas de pilhas deixaram de liberar metais pesados no solo e mais de 2,3 toneladas de placas de raio-X tiveram destinação correta. “Quando falamos desses números, estamos ​​tratando​​​​ de toneladas de materiais altamente poluentes que deixaram de contaminar o solo e a água. Mas, mais do que isso, estamos ​​estimulando​​ um processo educativo: cada entrega feita representa uma mudança de hábito, uma escolha consciente da comunidade, destaca Michele.

O impacto do Devolva-me vai além da gestão de resíduos. Ao transformar as unidades de saúde em pontos de coleta voluntária, a iniciativa também cria laços de pertencimento e engajamento social. “O projeto aproxima a população das unidades de saúde ao transformá-las em espaços de referência socioambiental. Isso fortalece o vínculo comunitário, incentiva a participação coletiva e cria um senso de corresponsabilidade pelo cuidado com o território”, reforça a gestora.

Entre os materiais mais entregues estão as pilhas, seguidas de eletrônicos de diferentes portes, que variam de celulares a geladeiras. ​​Os itens​​ coletados ​​são encaminhados​​ a polos de consolidação e, em seguida, ​​destinados a parceiros certificados, como a Green Eletron, responsável pela logística reversa desses resíduos em âmbito nacional.

“O projeto tem ganhado um novo rumo: além dos pontos de entrega voluntária já existentes nos serviços de saúde, ele vem sendo ampliado para equipamentos locais e estabelecimentos comerciais, incluindo aqueles que realizam a venda de pilhas, fortalecendo ainda mais a rede de coleta.”

Apesar dos avanços, ainda existem desafios, como a logística de transporte dos resíduos, a ampliação da rede de parceiros e a sustentabilidade do processo em larga escala. Mesmo assim, a ação está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente aos relacionados a consumo responsável, saúde, proteção da vida terrestre e aquática e combate às mudanças climáticas. “Nosso compromisso é crescer de forma responsável, ​​aumentando​​​​ o escopo de materiais coletados e ​​consolidando​​​​ parcerias locais. Queremos que cada vez mais pessoas enxerguem no Devolva-me um aliado no dia a dia, um espaço que conecta saúde, meio ambiente e cidadania”, conclui Assunção. 



CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial 


Black Friday 2025: 70% dos consumidores já se planejam e 60% vão gastar acima de R$500, mostra pesquisa da LWSA

Eletrônicos, eletrodomésticos e roupas lideram a lista de desejos; maioria se prepara com antecedência, compra pelo celular, valoriza frete grátis e Pix cresce como forma de pagamento

 

A Pesquisa de Intenção de Compra – Black Friday 2025, realizada por Tray, Bling, Octadesk e Vindi, unidades da LWSA, mostra que 70% dos consumidores já se planejam financeiramente e 60% pretendem gastar acima de R$ 500 na Black Friday deste ano. O estudo ainda revela um universo de 32% dos clientes que deixam a decisão de compra para última hora. Acesse a pesquisa aqui.

O estudo revela que 53% pretendem aproveitar as ofertas para adquirir eletrônicos, como smartphones, celulares, games, smartwatch e 44% para eletrodomésticos, como geladeiras, airfryers e micro-ondas. Também se destacam categorias de roupas, com 39%, viagens (26%) e itens de beleza (25%).

“Na Black, o consumidor encontra o momento perfeito para unir necessidade e desejo: trocar o essencial, como uma geladeira, e realiza desejos, como aquela roupa tão esperada. Para o lojista online, é a grande chance de transformar compras em experiências e fidelizar clientes”, explica Thiago Mazeto, diretor da Tray. 


Frete é fator decisório na compra

O frete continua sendo determinante na decisão de compra. Quase metade dos entrevistados (48%) afirmaram que desistem de uma compra diante de taxas elevadas, mesmo quando há boas promoções. Além disso, 53% preferem esperar mais para garantir frete grátis, enquanto 31% valorizam a opção de retirada em loja física.

A jornada de consumo é cada vez mais digital e mobile. O celular é usado por 75% dos consumidores nas compras online, seguido pelo computador (20%). Entre os canais de compra, sites de lojas (58%) e aplicativos (52%) lideram, enquanto os marketplaces são citados por 31% e as lojas físicas ainda mantêm relevância para 29% do público. 

““O consumidor hoje quer praticidade: ele decide e conclui a compra pelo celular, e espera ser atendido no canal de sua escolha. Essa realidade evidencia que simplicidade, agilidade e atendimento adequado às preferências do cliente não são mais diferenciais na Black Friday, mas requisitos básicos para conquistar e reter clientes”, afirma Rodrigo Ricco, diretor da Octadesk. 


Reta final para lojistas se prepararem

Os meses que antecedem o período de venda são cruciais para lojistas e empreendedores se prepararem para atender a alta demanda de vendas. Segundo especialistas da LWSA, a antecipação é fundamental para que PMEs atendam o crescimento de demanda, ganhem margem de concorrência e garantam uma experiência satisfatória, atração de novos clientes para recompra.

De acordo com Marcelo Navarini, diretor do Bling, PMEs devem prever demanda de produtos, preparar estoques, estabelecer estratégia de precificação para que os descontos não comprometam a margem.  

“A Black Friday se tornou o maior mês de vendas e quem se antecede com planejamento e trabalha bem esse momento consegue converter em vendas e transformar clientes ocasionais em compradores recorrentes. É uma oportunidade de fidelização que marca o calendário do varejo”, afirma Navarini. 


Pix cresce entre as formas de pagamento

Embora o cartão de crédito ainda lidere, com 60%, registrou queda em relação ao ano passado, quando foi citado por 75%. Herdando o percentual perdido pelo cartão de crédito, o Pix segue crescendo e, neste ano, 38% dos entrevistados afirmam que irão utilizá-lo como forma de pagamento, 15 pontos percentuais acima do registrado na pesquisa de 2024, quando 23% tinham a mesma intenção. De acordo com Monisi Costa, diretora de Pay e Banking do Vindi, com os novos serviços de pix recorrente e o pix parcelado, a tendência é de que a modalidade continue aumentando sua fatia de participação nas opções de pagamento do consumidor. 

“O Pix já se consolidou como um dos principais meios de pagamento do brasileiro e vem assumindo um protagonismo crescente na Black Friday. A cada ano ele se aproxima mais do cartão de crédito, especialmente pela praticidade e pelo custo reduzido para lojistas e clientes”, afirma. No entanto, ela pondera que o empreendedor deve estar preparado para ofertar todos os meios de pagamentos possíveis ao cliente e além do pix e cartão de crédito, o débito e o boleto ainda continuam sendo utilizados por uma parcela dos consumidores. 

*O estudo entrevistou 1018 consumidores, com idade acima de 16 anos de todo o Brasil e de todas as classes sociais, entre 6 e 27 de agosto de 2025. A margem de erro da pesquisa é de 3,1 pontos percentuais.

 


LWSA
Para mais informações, acesse.


Licenciamento: outubro é o mês das placas de final 7 e 8

SP fechou o mês de setembro com 16 milhões de veículos regularizados, 3,85% a mais em relação ao mesmo período de 2024 


Já está valendo o período oficial para o licenciamento dos veículos de placa com final 7 e 8 no estado de São Paulo. O prazo para essa parcela da frota vai até o final de outubro. Em novembro, será a vez dos veículos de placa com final 9, e, dezembro, final zero (confira o calendário abaixo). 

Muitos já regularizaram a situação neste ano. De acordo com dados do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), 16 milhões de veículos registrados no estado de São Paulo tiveram seu licenciamento acertado até o final de setembro, 3,85% a mais que os 15,4 milhões do mesmo período do ano passado.  

A taxa deste ano é de R$ 167,74, e deve ser paga no portal do Detran-SP ou em um dos bancos conveniados (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander), via internet banking, aplicativo ou caixa eletrônico. 

 

Licenciamento: como fazer 

Para licenciar um veículo registrado em São Paulo, é preciso antes quitar o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e eventuais multas de trânsito. Na operação do licenciamento, o responsável pelo veículo deve informar o número do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) e então efetuar o pagamento da taxa. Após o pagamento, o condutor deve baixar ou imprimir em papel sulfite comum o documento digital atualizado pelo portal do Detran-SP, do Poupatempo ou da Senatran, ou pelos aplicativos Detran-SP, Poupatempo Digital e Carteira Digital de Trânsito (CDT). O documento pode ser salvo no celular ou guardado em formato de papel. 

 

Recolhimento do veículo 

O licenciamento é obrigatório, já que é um meio de o Detran-SP ter visibilidade e controle da frota de veículos em circulação no estado. Sua pendência pode levar ao recolhimento do veículo, que, uma vez fiscalizado, será retirado das ruas e levado a um pátio credenciado. Em 2024, a condução de veículo não licenciado foi a segunda maior causa de multa de trânsito no estado. A infração, considerada gravíssima, é punida com multa de R$ 293,47 e sete pontos na CNH, além da remoção do veículo.   

Em caso de recolhimento, a liberação do veículo pode ser feita de maneira imediata, em poucos minutos, a partir da Liberação Instantânea de Veículos (LIVE), novo serviço online disponível no site oficial do Detran-SP. Com o LIVE, o cidadão solicita a liberação assim que o veículo chega ao pátio, tendo no celular o ofício de liberação digital, expedido pelo Detran-SP, desde que, é claro, quite os valores em aberto, como o da estadia no pátio e o do licenciamento.  

 

Confira, abaixo, o calendário oficial do licenciamento 2025 em São Paulo: 


Julho: placas com finais 1 e 2 

Agosto: placas com finais 3 e 4 

Setembro: placas com finais 5 e 6 

Outubro: placas com finais 7 e 8 

Novembro: placas com final 9 

Dezembro: placas com final 0 

 

Calendário para caminhões e caminhões-tratores: 

Placas com finais 1 e 2: setembro 

Placas com finais 3, 4 e 5: outubro 

Placas com finais 6, 7 e 8: novembro 

Placas com finais 9 e 0: dezembro 


Como estudar física para o Enem: veja 5 dicas para conquistar a tão desejada aprovação no exame

O professor de física Felipe Guisoli, à frente da escola online Universo Narrado, elenca conteúdos importantes

 

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio 2025 (Enem) começaram no dia 26 de maio e se estendem até o dia 06 de junho. As provas serão realizadas nos dias 9 e 16 de novembro, em todos os estados e no Distrito Federal, exceto nas cidades de Belém, Ananindeua e Marituba, no estado do Pará, devido à realização da COP 30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas). Nestes municípios a prova será aplicada nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro. Os candidatos tem pouco tempo para se preparar e pensando em otimizar o tempo, o professor de física Felipe Guisoli, à frente da escola online Universo Narrado, sugere alguns conteúdos importantes para guiar os estudos para o Enem: 

“Para quem está se preparando para o exame, não basta estudar os conteúdos certos - é importante também estudá-los na ordem correta. A física é uma construção lógica: alguns assuntos são base para entender os outros. Então, estudar com estratégia economiza tempo e evita frustração”, ressalta Felipe. 

A sugestão do especialista Felipe Guisoli é estudar nesta ordem:


1. Comece pela mecânica básica — cinemática e leis de Newton. São os fundamentos da física e aparecem todo ano no ENEM. Entenda bem movimento, força, aceleração. Sem isso, é difícil avançar para temas mais complexos.

 

2. Em seguida, vá para trabalho, energia e potência. Esse é um dos eixos mais cobrados da prova e também serve de ponte para entender fenômenos térmicos, elétricos e até ondas.

 

3. Depois, estude hidrostática e termologia. A parte de calor, dilatação, mudanças de estado e máquinas térmicas aparece bastante em contexto no ENEM (ex: panela de pressão, geladeira, ar-condicionado).

 

4. A próxima etapa é eletricidade básica (eletrodinâmica): corrente, tensão, resistência, potência elétrica. O ENEM adora aplicar esses conceitos em situações do cotidiano — principalmente com chuveiros, tomadas, eletrodomésticos.

 

5. Depois, recomendo estudar óptica geométrica e ondulatória: formação de imagens, lentes, espelhos, som, luz, fenômenos de interferência e difração. São conteúdos que o ENEM costuma cobrar com imagens, esquemas e interpretações visuais.

 

6. Por fim, vale estudar física moderna e contextualizações ambientais: radioatividade, energia nuclear, tipos de geração de energia, efeito estufa, eletromagnetismo básico. São menos recorrentes, mas muitas vezes aparecem em temas transversais. 

O professor, ainda, separou os possíveis conteúdos que podem cair na prova de física do Enem:

- Cinemática e dinâmica (movimento e forças);

- Trabalho, energia e potência;

- Termodinâmica e calorimetria;

- Óptica geométrica (espelhos, lentes, refração);

- Ondulatória (som, luz, interferência);

- Eletrodinâmica básica (circuitos, resistores, chuveiros, lâmpadas). 

“A prova de física do ENEM costuma cobrar os conteúdos clássicos do ensino médio, mas sempre com uma abordagem voltada para o uso prático do conhecimento. Em vez de te pedir um cálculo direto de velocidade, por exemplo, a questão pode mostrar um gráfico de consumo de energia, uma situação do cotidiano — como um chuveiro, um forno elétrico ou um freio de carro — e te perguntar algo que exige interpretação, raciocínio físico e leitura atenta. É importante lembrar que o ENEM gosta de contextos reais e acessíveis — portanto, entender como a física aparece no dia a dia é tão importante quanto dominar os conceitos”, enfatiza o professor à frente da escola online Universo Narrado. 

Felipe Guisoli possui mais de 10 anos de experiência, tendo ajudado milhares de alunos a serem aprovados em cursos concorridos, como Medicina na FUVEST, e em concursos como Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e Instituto Militar de Engenharia (IME). O professor acredita que o que impede muitas pessoas de evoluírem em Física e Matemática: não é estudar mais, mas aprender como estudar de forma estratégica e profunda. 



Felipe Guisoli - físico e mestre em física teórica pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é escritor e criador do Universo Narrado, uma escola online de física e matemática para estudantes de todo o Brasil.

Universo Narrado
@universonarrado



Posts mais acessados