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sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Outubro Rosa: câncer de mama e o impacto sobre a fertilidade feminina

INCA estima 73 mil novos casos de câncer de mama no Brasil em 2025; especialistas destacam importância do diagnóstico precoce e das técnicas de preservação da fertilidade

 

O câncer de mama segue como o tipo mais frequente entre mulheres no Brasil e no mundo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deve registrar 73.610 novos diagnósticos em 2025, sendo a principal causa de morte por câncer em mulheres, com cerca de 18 mil óbitos estimados. Globalmente, os números também preocupam: 2,4 milhões de novos casos e 715 mil mortes devem ocorrer no mesmo período.

Apesar da gravidade, quando diagnosticado precocemente o câncer de mama pode ter até 95% de chances de cura. “Na maioria dos casos, a doença não apresenta sintomas iniciais, o que torna os exames de rastreamento essenciais. A mamografia é a principal forma de detecção precoce e recentemente passou a ser recomendada a partir dos 40 anos, anualmente, o que representa um avanço importante nas políticas de saúde pública”, destaca Dra. Paula Fettback ginecologista e obstetra, especialista em reprodução humana pela FEBRASGO.

Além da luta contra o câncer, um desafio emocional e físico mobiliza milhares de mulheres jovens diagnosticadas com a doença: o risco de perda da fertilidade. Isso porque tratamentos como quimioterapia e radioterapia podem comprometer os óvulos e reduzir de forma significativa a reserva ovariana.

“A quimioterapia, embora eficaz contra as células tumorais, também age nos folículos primordiais dos ovários, podendo levar à diminuição parcial ou até total da fertilidade, a depender do tipo de medicamento, tempo de exposição e características individuais da paciente”, explica Dra. Graziela Canheo ginecologista e obstetra, especialista em reprodução humana.

Felizmente, a medicina reprodutiva oferece alternativas seguras. As técnicas de preservação da fertilidade incluem o congelamento de óvulos ou embriões, atualmente realizadas com alta taxa de sucesso graças à tecnologia de vitrificação. “Hoje já é possível que mulheres diagnosticadas com câncer de mama preservem óvulos antes de iniciar o tratamento. Essa decisão deve ser tomada rapidamente, pois quanto mais cedo for feito o congelamento, melhores os resultados”, complementa a Dra. Canheo.
 

Quando engravidar após o câncer?

Uma dúvida recorrente é sobre o momento certo de tentar a gestação após o tratamento oncológico. “O ideal é que a mulher espere pelo menos dois anos depois do fim da terapia antes de tentar engravidar. Esse tempo permite avaliar o risco de recidiva, embora cada caso deva ser individualizado, levando em conta a idade, o tipo de câncer e o desejo da paciente”, orienta a especialista.

Além da conscientização sobre prevenção e diagnóstico precoce, o Outubro Rosa também precisa reforçar o direito das mulheres de planejarem o futuro reprodutivo mesmo diante de um câncer. “É responsabilidade da equipe médica e da sociedade garantir que as pacientes recebam informações fidedignas sobre preservação da fertilidade e possam decidir de forma consciente sobre sua saúde e maternidade”, conclui a Dra. Paula Fettback.

  


Dra. Paula Fettback - CRM 117477 SP - CRM 33084 PR - Possui graduação em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina - UEL (2004). Residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP- 2007)


Dra. Graziela CanheoCRM 145288 | RQE 68331 - Ginecologista e Obstetra - Reprodução Humana - Médica Graduada pela Universidade Metropolitana de Santos (2010), Residência médica em ginecologia e obstetrícia pelo Hospital do Servidor Público Estadual do Estado de São Paulo (2013), Título de Qualificação em Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia pela ABPTGIC (2014), Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (2015), Fellowship em Reprodução humana pelo Instituto Idéia Fértil de Saúde Reprodutiva (2014 – 2016). Pós-graduação em videolaparoscopia e histeroscopia pelo Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (2018 – 2019). , Membro das principais sociedades nacionais e internacionais da área da Ginecologia e Reprodução Humana, Diretora técnica e médica da La Vita Clinic.

 

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