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sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Compreenda as mudanças com a nova taxação do visto americano para brasileiros

Para advogada internacionalista Joyce Alves Ruiz, os EUA passa por um movimento a qual chama de "visto pós pandemia


Ainda é possível renovar o visto americano antes da cobrança da nova taxa, anunciada pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, que passa de U$ 185 de U$ 250 (Visa Integrity Fee). A nova normativa tem previsão de entrar em vigor no início do ano fiscal de 2026 dos EUA, a partir de 1 de outubro de 2025. Além da taxação, àqueles que precisam do visto americano também contarão com novas regras para sua aquisição.

Segundo com a advogada internacionalista Joyce Alves, os EUA passa por um movimento a qual chama de “visto pós pandemia”, período onde houve uma flexibilidade maior para que as pessoas pudessem tirar seus vistos diante das filas gigantes. Para a especialista foi percebido importantes panoramas que devem ser discutidos e analisados neste momento.

“Primeiramente temos a questão da segurança, pois quando se altera a questão do valor, já se adota um critério das pessoas que podem adentrar em um país. Também tem a questão das entrevistas que passam a ser todas presenciais, com isso se tem um controle maior contra fraudes e não se tenha tanta imigração ilegal no país. Um segundo momento traz com que os consulados tenham os mesmos critérios para verificação e liberação do visto, pois antes cada um contava com uma regra. E o terceiro ponto é a questão política, que mostra que o presidente Trump é extremamente rígido com a questão de imigração”, pontua a advogada.

Sobre as entrevistas, a especialista pontua que no passado eram isentos os menores de 14 anos e os maiores de 79 anos; e agora todos necessitam realizar a entrevista. “A logística para quem vai solicitar o visto agora precisa ser muito melhor pensada, pois está muito mais criterioso para que se consiga o documento dentro do prazo da viagem”, explica.

Sobre o impacto das novas mudanças, ela acredita que poderão não ficar somente na questão do turismo, mas também nas relações comerciais e na na área educacional. Para a especialista, as pessoas que estão estudando, por exemplo, terão que se preparar com uma maior antecedência e isso permitirá a evasão de alunos para outros países.

“Agora não tem mais para a última hora, especialmente, turismo. Preencher o formulário em inglês e mostrar o vínculo com o Brasil é muito importante para que se tenha o visto liberado. É necessário um olhar técnico e estratégico, com uma programação de uns 120 dias pelo menos”, afirma a especialista.


Conheça os tipos de vistos


Existem diversas categorias de vistos que permitem aos brasileiros viverem e trabalharem legalmente nos EUA. Entre as mais importantes estão os vistos de trabalho baseados em emprego, conhecidos como Employment-Based (EB), que em muitos casos podem levar ao green card (residência permanente).


O sistema EB está dividido em cinco grupos principais:


EB-1: Para estrangeiros com habilidades extraordinárias (EB-1A), professores e pesquisadores de destaque (EB-1B) e executivos ou gerentes de multinacionais transferidos para os EUA (EB-1C).


EB-2: Destinado a profissionais com grau avançado (mestrado ou doutorado) ou habilidades excepcionais. Inclui a subcategoria EB-2 NIW (National Interest Waiver), que dispensa a oferta de emprego se for comprovado que a atuação do candidato beneficia o interesse nacional dos EUA.


EB-3: Para trabalhadores qualificados, profissionais com diploma de bacharel e trabalhadores não qualificados, desde que haja uma oferta de emprego permanente.


EB-4: Voltado para categorias especiais, como trabalhadores religiosos, funcionários de organizações internacionais, militares estrangeiros e outros casos específicos.


EB-5: Para investidores que aportam no mínimo US$800 mil em áreas específicas e geram pelo menos 10 empregos nos EUA.

 

STF decide: benefício do INSS pode garantir autonomia a mulheres vítimas de violência doméstica


Quando pensamos em Previdência Social, é comum associarmos imediatamente o sistema a doenças, acidentes ou à aposentadoria. Mas o julgamento que o Supremo Tribunal Federal analisa neste momento amplia essa visão e toca em uma questão fundamental: a violência doméstica também é capaz de gerar incapacidade temporária e, portanto, merece a mesma proteção previdenciária.

Como advogada previdenciarista e pesquisadora, vejo nessa discussão um marco. A Lei Maria da Penha já garante que a mulher vítima de violência pode se afastar do trabalho por até seis meses sem perder o emprego. No entanto, esse afastamento, sem renda, acaba criando outro problema: a dependência econômica, muitas vezes do próprio agressor. É aí que entra a importância de reconhecer o direito ao benefício previdenciário.

O sistema de seguridade social brasileiro tem como base a solidariedade e a universalidade. Negar proteção a quem sofre violência significa fragilizar esses princípios. Afinal, o que é a violência doméstica senão uma situação de risco extremo, que fere não só a saúde física e psicológica, mas também a capacidade de trabalho da mulher?

Garantir renda durante o período de afastamento não é apenas uma questão de amparo financeiro. É, sobretudo, uma forma de oferecer condições reais para que a mulher rompa o ciclo da violência. Muitas vítimas deixam de denunciar porque não sabem como irão sustentar a si mesmas e a seus filhos. O benefício previdenciário pode representar a chave para que elas façam essa escolha com mais segurança.

Do ponto de vista constitucional, a decisão do STF dialoga com a essência da seguridade social. A Previdência não deve ser vista apenas como uma relação contributiva entre trabalhador e Estado, mas como parte de uma rede de proteção que tem a dignidade humana como prioridade.

A expectativa é que a maioria já formada seja confirmada e o direito reconhecido. Se isso ocorrer, estaremos dando um passo importante não apenas para a evolução do Direito Previdenciário, mas para a consolidação de uma sociedade mais justa e igualitária.

Como mulher e como profissional do Direito, acredito que o julgamento abre caminho para que a Previdência cumpra um papel ainda mais transformador: ser uma aliada concreta das mulheres em sua luta por autonomia, segurança e dignidade.



Carla Benedetti - advogada, jornalista por formação, escritora e membro da Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina/PR. Mestre em Direito Previdenciário e doutoranda em Direito Constitucional pela PUC/SP, também é associada ao Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), professora e coordenadora de pós-graduação na área. Sócia da Benedetti Advocacia – escritório referência no Brasil –, atua ao lado da família nas sedes no Paraná e em todo o país por meio do atendimento on-line. Fundadora da Benedetti Educacional, dedica-se incansavelmente às questões previdenciárias e humanitárias, pautando sua atuação na ética, qualidade, transparência e profissionalismo.


Paris e Bariloche lideram crescimento de destinos no inverno entre os brasileiros, aponta Civitatis

  Entre destinos nacionais, Rio de Janeiro (RJ) mantém a liderança, enquanto São Paulo (SP) e São Luís (MA) são os que mais crescem
 

 

Paris cresceu 74% no inverno brasileiro, assumindo a liderança em reservas no período; Bariloche é o que mais cresceu (98%)
 

A Civitatis, plataforma líder na venda de passeios e atividades em português, divulgou os destinos mais procurados pelos brasileiros durante o inverno de 2025 (20 de junho a 22 de setembro). O levantamento revela que a temporada foi marcada pela explosão de Bariloche como destino de neve para o Brasileiro, com quase o dobro de reservas, enquanto a busca pelo verão europeu aumentou o número de visitantes em Roma e Paris. 

No ranking internacional, Paris assumiu a liderança, seguida por Roma, Buenos Aires, Santiago e Bariloche. O destaque ficou para Bariloche, que registrou crescimento de +98%, consolidando-se como o principal destino de neve para o brasileiro no inverno. Os três passeios mais procurados no período foram o Tour panorâmico pelo Circuito Chico de Bariloche, a Excursão a San Martín de los Andes e aos Sete Lagos, e a excursão ao principal centro de esqui da região, Cerro Catedral. 

Paris também surpreendeu com aumento de 74% em reservas, reforçando a atratividade da Europa durante a temporada de verão no hemisfério norte. O ingresso para a Disneyland® Paris foi a atividade mais comprada pelos brasileiros na cidade, seguido por clássicos como o passeio de barco pelo Sena, ingresso para o Museu do Louvre com acesso prioritário à Mona Lisa e ingresso para o 3º andar da Torre Eiffel.

“O inverno de 2025 confirmou duas tendências fortes: o crescimento da busca pela neve na Argentina, com Bariloche no centro das atenções, e o apelo do verão europeu em destinos clássicos como Paris e Roma. No Brasil, o crescimento de São Paulo e São Luís mostra que o turismo urbano e cultural tem cada vez mais espaço nas escolhas dos viajantes”, afirma Alexandre Oliveira, Country Manager da Civitatis Brasil.
 

Top 10 Destinos Internacionais - Inverno 2025:

  1. Paris, França
  2. Roma, Itália
  3. Buenos Aires, Argentina
  4. Santiago, Chile
  5. Bariloche, Argentina
     

São Paulo e São Luís crescem no Brasil 

Entre os destinos nacionais, o Rio de Janeiro (RJ) manteve a liderança no ranking mesmo no inverno, impulsionado pela combinação de clima ameno, atrações ao ar livre e eventos culturais que movimentam a cidade mesmo fora do verão. Mas quem mais chamou atenção foram São Paulo (SP) e São Luís (MA), que registraram os maiores crescimentos da temporada. 

A capital paulista teve alta de 72% em relação ao inverno passado, impulsionada pelo calendário intenso de eventos culturais, exposições e gastronomia, uma tendência que reforça a ascensão do turismo urbano e cultural entre os brasileiros. Já São Luís cresceu 38%, com destaque para a busca por Lençóis Maranhenses, que têm sua alta temporada no inverno, e tornou-se a terceira cidade mais visitada por brasileiros no período.
 

Top 10 Destinos Nacionais - Inverno 2025:

  1. Rio de Janeiro
  2. São Paulo
  3. São Luís
  4. Salvador
  5. Paraty

Treinamentos fortalecem o networking e abrem portas no mercado

As capacitações presenciais e online estão se tornando espaços estratégicos de conexão entre profissionais e líderes do setor

 

Muito além do conteúdo técnico, os treinamentos corporativos vêm ganhando uma nova função no mercado, a de hubs de relacionamento profissional. Especialmente no universo da Supply Chain, Logística e Excelência Operacional, as interações durante cursos e programas de capacitação têm gerado conexões estratégicas, trocas de experiências e oportunidades de negócio. 

Com a crescente demanda por profissionais multidisciplinares e a consolidação de comunidades técnicas em ambientes presenciais e online, o networking passou a ser um valor agregado cada vez mais percebido por quem investe em treinamento contínuo. 

De acordo com uma pesquisa da HSM Management, 62% dos profissionais de Supply Chain que participaram de treinamentos nos últimos dois anos afirmam ter ampliado significativamente sua rede de contatos e, em muitos casos, isso resultou em novas parcerias ou propostas de carreira. 

É muito comum vermos participantes de treinamento trocando contatos, criando grupos de WhatsApp e até mesmo fechando projetos em conjunto após os treinamentos. O ambiente de aprendizagem favorece a confiança e o respeito mútuo, o que naturalmente impulsiona o networking de qualidade. 

Ao reunir pessoas com desafios semelhantes, os cursos funcionam como pontos de encontro entre gestores, analistas, consultores e executivos. O conteúdo técnico é o ponto de partida, mas a troca de experiências entre participantes enriquece ainda mais o processo de aprendizado. 

Para ficar alinhado a esse movimento, é preciso, portanto, estruturar os programas de treinamento a fim de fomentar o networking ativo, com dinâmicas práticas em grupo e espaços dedicados ao diálogo entre os participantes. A ideia é unir formação técnica, troca de experiências e construção de relacionamentos profissionais duradouros.

 

Aldemário G de Souza Junior – gerente de projetos e instrutor da EvolutaPro Treinamento.

 

Aposentadoria nos EUA: como a cidadania americana faz diferença

Freepik


Além de eliminar riscos migratórios, o passaporte americano amplia direitos previdenciários, benefícios familiares e opções de investimento nos Estados Unidos

 

A busca pela cidadania americana vai muito além da liberdade de viver e trabalhar nos Estados Unidos sem restrições. Para quem pensa no futuro, conquistar esse direito pode significar segurança financeira e acesso a benefícios previdenciários que influenciam diretamente no planejamento da aposentadoria. Segundo Guilherme Vieira, CEO da On Set Consultoria Internacional, empresa especializada em vistos americanos e negócios nos EUA, entender essas diferenças é fundamental para brasileiros que sonham em garantir tranquilidade nos anos pós-carreira.

Cidadãos americanos têm direito de contribuir e se aposentar pelo Social Security, o sistema previdenciário do país. Para isso, é necessário acumular 40 créditos de trabalho, o equivalente a aproximadamente dez anos de contribuição. Diferentemente de estrangeiros com vistos temporários, o cidadão tem maior estabilidade e não corre o risco de perder benefícios caso deixe o país. “Ao conquistar a cidadania, o imigrante garante acesso pleno ao Social Security, podendo planejar uma aposentadoria dentro dos mesmos moldes que os americanos natos”, explica Vieira.

Outro ponto relevante é a possibilidade de estender benefícios aos dependentes. O cônjuge e filhos menores podem ter acesso a auxílios financeiros vinculados à aposentadoria do titular, ampliando a segurança da família. “Esse detalhe faz toda a diferença, pois permite um planejamento de longo prazo, algo que nem sempre é possível para quem vive nos EUA apenas com vistos temporários”, reforça o executivo.

O status de cidadão também influencia na parte tributária. Muitos brasileiros que conquistam a cidadania americana mantêm vínculos financeiros com o Brasil. Nesse cenário, é essencial organizar a dupla tributação e buscar estratégias legais para evitar perdas. “Um bom planejamento tributário é indispensável. A cidadania abre portas, mas também exige atenção às obrigações fiscais em dois países. O ideal é alinhar a questão jurídica e financeira desde cedo”, orienta o CEO da On Set.

Além da previdência oficial, cidadãos têm mais facilidade para acessar planos de previdência privada e investimentos de longo prazo nos EUA, como o 401(k), um plano de aposentadoria oferecido pelo empregador, no qual o trabalhador destina parte do salário para aplicações voltadas ao futuro. Muitas empresas contribuem junto (match), e os impostos só incidem no momento do saque, geralmente na aposentadoria. E o IRA (Individual Retirement Account), conta individual de aposentadoria, aberta pelo próprio cidadão, que permite contribuições com benefícios fiscais. O dinheiro aplicado cresce sem tributação imediata, com regras diferentes conforme o tipo de IRA.

A cidadania americana oferece vantagens que vão além da mobilidade internacional. Ela elimina incertezas ligadas a vistos temporários ou green cards condicionais e garante mais segurança no planejamento da aposentadoria. “Planejar a aposentadoria nos Estados Unidos sem a cidadania pode ser um caminho instável. O status definitivo traz tranquilidade, segurança e previsibilidade. Para brasileiros que desejam envelhecer com estabilidade, o status de cidadão pode ser decisivo na hora de usufruir dos benefícios previdenciários e planejar uma aposentadoria sólida nos EUA”, finaliza Vieira.

 

On Set Consultoria Internacional



OutSystems Treina Brasil: curso gratuito ensina programação low-code com IA

Iniciativa da Academia RafaOutSystems, em parceria com a Plataforma OutSystems, líder Global em Low-Code combinado com Agentic AI, quer capacitar até 50 mil brasileiros com ou sem experiência prévia em tecnologia 

 

Até o dia 31 de outubro, brasileiros com ou sem experiência prévia em tecnologia terão a oportunidade de garantir uma capacitação gratuita de low-code com agentes de Inteligência Artificial (IA) através do Programa OutSystems Treina Brasil. A iniciativa da Academia RafaOutSystems, considerada uma das maiores players de educação especializada em OutSystems Low-Code + Agentic AI, em formato digital em português no mundo, acontece em parceria com a plataforma portuguesa OutSystems, líder no mercado em desenvolvimento com low-code. 

O treinamento oferece 10 aulas gravadas sobre a introdução à programação low-code, para além da criação de Agentes de IA. Com elas, o aluno aprenderá o passo a passo dos principais processos que levam ao desenvolvimento da aplicação, tais como a criação de uma conta, de ambiente de estudos, de aplicação de chamados e as melhorias de aplicação. Além disso, a capacitação ainda ensinará a criação de dois agentes de IA com o ChatGPT para auxílio de resposta de chamado e suporte, assim como suas integrações. 

A proposta da iniciativa é democratizar o acesso ao segmento e reduzir barreiras técnicas de entrada para quem deseja iniciar carreira na área. O programa ainda promete alcançar profissionais de tecnologia da informação (TI) que já desenvolvem em outras linguagens e que desejam abandonar as grandes quantidades de códigos e têm interesse em aprender um formato mais visual e 10x mais ágil e, consequentemente, mais produtivo. 

Devido a sua agilidade e alta produtividade, a especialidade em low-code integrado com IA promete ser uma das profissões do futuro da programação. Não à toa, segundo a plataforma Hostinger, 70% das novas aplicações de empresas de grande porte devem utilizar low-code ou no-code até o final de 2025. Ainda segundo esse relatório, estima-se que até 2026, 80% dos usuários de plataformas low-code não serão profissionais de TI, reforçando a democratização que esse formato oferece para uma mudança de carreira para pessoas sem experiência prévia. 

“O low-code é acessível a todos, inclusive para quem não tem experiência em tecnologia e deseja dar os primeiros passos nessa carreira. Isso graças ao seu formato que não segue aquela linguagem tradicional de programação de tela preta e uma grande quantidade de códigos, sendo visual, intuitiva e trabalhando em blocos. Essa é uma oportunidade para uma mudança de carreira em uma profissão do futuro e até para uma capacitação para quem já atua nesse mercado. A ideia é oferecer um primeiro passo para que pessoas possam explorar o potencial do low-code e desbloquear todo o potencial da IA em diversos segmentos, afirma o fundador da Academia RafaOutSystems e da Digital Alchimia, especialista em low-code há mais de 19 anos e parceiro Oficial da Plataforma OutSystems, Rafael Pereira. 

Hoje, a plataforma OutSystems já conta com mais de 800 mil usuários cadastrados em nível global. A Academia RafaOutSystems é considerada o maior player de educação da plataforma em português no mundo, com mais de 2.500 alunos treinados. As inscrições para o Programa OutSystems Treina Brasil já estão abertas e vão até 31 de outubro pelo site www.outsystemstreinabrasil.com, que conta com vagas limitadas.

 

Rafael Pereira - formado em Sistemas de Informação pela Uniasselvi, em Blumenau (SC) e pós-graduado em Docência do Ensino Superior pela Faculdade Focus. Apesar de ter ingressado no mercado como designer gráfico, a aposta nesta tecnologia revolucionou a sua carreira, e hoje é um dos poucos representantes e brasileiros que oferecem curso profissionalizante e online na Plataforma OutSystems. Especialista em desenvolvimento low-code e referência global em OutSystems, com mais de 19 anos de experiência e foco total na Plataforma OutSystems, Rafael atua como Especialista OutSystems desde 2006, ajudando empresas do mundo todo a adotarem a plataforma através da Digital Alchimia, empresa especializada em B2B, além de já ter formado mais de 2,5 mil profissionais em mais de 10 países através da Academia RafaOutSystems. Criador do maior canal de YouTube sobre OutSystems, reúne mais de 140 mil seguidores e é reconhecido por prêmios internacionais como os Innovation Awards e os NEO Awards.



Advogado explica sobre situação de pets comunitários em condomínios

Pets comunitários são aqueles que não tem um dono,
mas costumam ser cuidados por um conjunto de pessoas
de um  lugar. Quando se trata de moradores de
condomínio, muitas vezes há problemas
 
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Especialista destaca a importância de definir sobre o tema em assembleias e seguir a regra acordada pela maioria

 

Pesquisa do Instituto Pet Brasil em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), revelou que cerca de 4,8 milhões de cães (60%) e gatos (40%) vivem em condições de vulnerabilidade no país. São animais que pertencem a famílias classificadas abaixo da linha da pobreza ou que são cuidados por pessoas que, embora não sejam os tutores originais, se responsabilizam por sua alimentação e cuidados, ainda que não tenham um cuidador permanente ou residam dentro de uma habitação. 

É nessa categoria que entram os chamados pets comunitários, os quais muitas vezes são cuidados por lojistas ou moradores de uma rua. Contudo, quando eles envolvem um condomínio residencial, muitas vezes são motivos de desavenças. Recentemente, em Goiânia, a Justiça julgou improcedente a ação movida por moradoras de um residencial que buscavam garantir a permanência e o cuidado de três gatos nas áreas comuns do edifício. Por outro lado, também rejeitou pedido do condomínio para impor multa às moradoras por suposto descumprimento do regulamento definido em assembleia. 

O advogado João Victor Duarte Salgado ressalta que o condomínio tem direito sobre sua área comum. “É dever do síndico fiscalizar a área comum e impedir que animais ali permaneçam desacompanhados, devendo se precaver das inúmeras consequências da permanência ‘sem vigilância’ desses animais, tais como: quem irá limpar a sujeira feita por eles? quem irá se responsabilizar se esses animais ferirem outros moradores? quem irá se responsabilizar se eles proliferarem doenças a outros animais?”, questiona. 

Ele, que integra o escritório Celso Cândido de Souza Advogados, destaca a importância dos moradores participarem ativamente das convenções dos edifícios. “A presença nas assembleias de condomínio e o acompanhamento das decisões tomadas é de extrema importância para os moradores. Todas as decisões tomadas, todos os assuntos debatidos e todas as regras determinadas neste ato é que permitirão aos moradores reivindicarem direitos e apresentar reclamações ao síndico”, pontua.

 

Outros casos

O escritório Celso Cândido de Souza Advogados já atuou em casos envolvendo pets comunitários em Anápolis. Em um deles reduziu a multa recebida por um morador que, esporadicamente, alimentou gatos que entravam no edifício, pois não havia nenhuma proibição no regimento do residencial. Em outra situação atuou junto ao condomínio denunciando uma moradora que estava envenenando gatos que eram cuidados pelos demais moradores. 

João Victor Duarte Salgado pontua como a Justiça tem visto ações que envolvam pets comunitários em residenciais. “O Poder Judiciário entende que deve ser observado o regimento interno/convenção de condomínio. Se, em assembleia condominial, a maioria dos proprietários/moradores deliberam pela proibição de tratos de animais desacompanhados dos donos em área comum, não há respaldo legal à pretensão de continuarem tratando os gatos nesses locais, já que afronta ao direito de propriedade e a regras expressas do próprio condomínio”, destaca.

Para evitar desavenças entre os moradores e, principalmente, que isso vá parar na Justiça, o advogado salienta o que pode ser feito. “Através de uma regra clara, atendendo à maioria dos moradores, que não ofenda à legislação, que seja aprovada em assembleia condominial e passe a constar no regimento interno/convenção de condomínio”, afirma. Com uma regra não há espaço para brechas e a Justiça tende a seguir o que foi determinado no regimento.

 

Reforma Tributária 2026: guia gratuito da Serasa Experian prepara as PMEs para a transição fiscal

 Material reúne cronograma, checklist prático e glossário para ajudar pequenas e médias empresas a enfrentar as mudanças

 

A Reforma Tributária, considerada a maior mudança no sistema de impostos das últimas décadas, terá início já em janeiro de 2026 com a implementação experimental da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Apesar de simbólicas, as alíquotas de 0,9% (CBS) e 0,1% (IBS) marcam o começo de uma transição que deve se estender até 2033 e impactar diretamente a rotina das empresas brasileiras. 

Para apoiar os pequenos e médios empresários nesse processo, a Serasa Experian, primeira e maior datatech do país, acaba de lançar o e-book gratuito “De Olho na Virada Fiscal”, disponível em seu portal de empreendedorismo. O material traz um resumo das principais mudanças, o cronograma oficial da transição e ferramentas exclusivas como: 

·         Checklist de adaptação – passo a passo prático para organizar ajustes internos;

·         Glossário de termos técnicos – explicação simples da nova linguagem fiscal;

·         Fontes confiáveis – links oficiais e atualizados para consultas seguras.

 

Segundo o Banco Mundial, uma empresa brasileira gasta em média mais de 1.500 horas por ano apenas para cumprir obrigações tributárias. Com a convivência entre o modelo atual e o novo sistema de impostos, a complexidade para as PMEs tende a aumentar nos primeiros anos – e a preparação se torna essencial.

 

“Sabemos que a Reforma Tributária é um tema complexo e que ainda gera muitas dúvidas no empreendedor brasileiro. Nosso compromisso é traduzir essas mudanças em linguagem simples e oferecer ferramentas práticas para que as PMEs façam essa transição com segurança e sem sustos. Estar ao lado do empreendedor brasileiro é um dos pilares da atuação da Serasa Experian”, afirma Cleber Genero, vice-presidente de pequenas e médias empresas da Serasa Experian. 

O guia “De Olho na Virada Fiscal” já está disponível para download gratuito no portal de empreendedorismo da Serasa Experian, que reúne conteúdos sobre gestão, finanças e tendências de mercado para pequenas e médias empresas.

 

Experian

experianplc.com


Quais são as principais causas de demissão da Geração Z


A Geração Z, formada por pessoas nascidas por volta de 1997 e 2010, já ocupa um espaço cada vez maior no mercado de trabalho. Até 2030, estima-se que um em cada três profissionais ativos será dessa geração, sendo que em alguns segmentos, ocupará mais de 50% da massa de trabalho. Com um perfil digital nativo e uma visão de mundo moldada pela tecnologia, eles trazem novas expectativas para o ambiente corporativo. Porém, essas mesmas características que os diferenciam também estão entre os fatores que mais os expõem a desligamentos, seja por decisão própria ou por parte das empresas. 

Segundo o relatório 2025 Gen Z and Millennial Survey da Deloitte Global 2025, a Geração Z apresenta propensão a mudanças constantes e as empresas enfrentam dificuldades em reter esse público. O problema, no entanto, não se limita à alta rotatividade voluntária e por considerarem a empresa como um intercâmbio de experiências e não como o único sentido da vida estar em apenas 1 CNPJ por 40 anos. Muitas demissões são involuntárias e estão relacionadas a comportamentos e expectativas que se chocam com a cultura organizacional vigente.

 


1. Dificuldade de adaptação ao ambiente corporativo 

Embora a Geração Z seja fluente no uso de tecnologia e inovação, ainda existe um grande contraste entre o estilo de trabalho que eles esperam e a realidade de muitas empresas. Estruturas hierárquicas rígidas, burocracias excessivas e lideranças pouco abertas ao diálogo costumam gerar desconforto. Em muitos casos, o jovem profissional acaba não conseguindo se adaptar, e isso se reflete em falta de engajamento, queda de produtividade e, em último estágio, demissões. 

Ricardo Dalbosco, Doutor e especialista no futuro do trabalho e comunicação multigeracional, explica que “a Geração Z não aceita comandos cegos. Esse público quer compreender o propósito por trás das ordens e participar ativamente das decisões. Quando o ambiente corporativo não oferece espaço para esse diálogo, surgem conflitos que podem levar ao desligamento precoce”.


2. Expectativas desalinhadas com a realidade

A Geração Z busca propósito, flexibilidade e ascensão rápida. Muitos jovens chegam às empresas esperando progressões de carreira aceleradas, liberdade para gerir sua rotina e benefícios alinhados ao bem-estar. Quando encontram ambientes rígidos, com poucas oportunidades de crescimento e políticas de trabalho pouco flexíveis, a frustração aparece. Esse desalinhamento impacta o engajamento e pode levar tanto à saída voluntária quanto a avaliações negativas que resultam em demissão.


3. Questões ligadas à saúde mental

Pesquisas da American Psychological Association revelam que a Geração Z é a que mais relata altos níveis de estresse e ansiedade. Esse dado se torna ainda mais relevante no ambiente de trabalho, onde a pressão por resultados, o acúmulo de tarefas e a ausência de apoio emocional ampliam a vulnerabilidade. O reflexo é evidente: absenteísmo, perda de foco e dificuldade em manter relações profissionais saudáveis. Quando não existe suporte adequado, muitas empresas acabam optando pela substituição desses colaboradores.

Além disso, os levantamentos mostram quais são os maiores fatores de estresse relatados por essa geração: 77% dos adultos da Geração Z apontam o trabalho como um estressor significativo (em comparação a 64% dos adultos em geral); 81% indicam o dinheiro como fonte relevante de estresse (também acima dos 64% do total de adultos); e 46% citam a economia como fator de preocupação (número próximo aos 48% gerais).


4. Baixa tolerância à frustração

A Geração Z cresceu em um contexto de gratificação imediata, impulsionado pelo acesso rápido à informação, pelas redes sociais e pelo consumo digital instantâneo. Essa vivência formou profissionais que, em muitos casos, demonstram baixa tolerância a processos demorados ou a feedbacks negativos. Em ambientes de alta pressão, onde a resiliência é essencial, essa característica pode gerar choques diretos com líderes e colegas, acelerando o risco de desligamento.


5. Conflitos geracionais no ambiente de trabalho

De acordo com Dalbosco, atualmente, convivem até cinco gerações em uma mesma organização. Isso cria um ambiente rico em diversidade, mas também propenso a choques de visão e linguagem. Enquanto gerações mais antigas valorizam hierarquia, tempo de casa e disciplina, a Geração Z prioriza autonomia, flexibilidade e autenticidade. O resultado é um ambiente de tensão, no qual pequenas diferenças de percepção podem se transformar em atritos recorrentes. Muitas demissões ocorrem justamente porque empresas e profissionais não conseguem transformar esses choques em aprendizado mútuo.


Como a Geração Z pode reduzir o risco de demissão

Para evitar desligamentos, a Geração Z precisa investir em autogestão e protagonismo de carreira. O primeiro passo é desenvolver competências comportamentais, como comunicação assertiva, resiliência e inteligência emocional. Esses elementos são fundamentais para lidar com a pressão e com a diversidade de perfis dentro das empresas.

Outro ponto essencial é buscar mentores internos e externos. Aprender com profissionais mais experientes acelera a adaptação e ajuda a compreender melhor a dinâmica organizacional. Da mesma forma, alinhar expectativas de forma transparente com gestores evita frustrações e cria um ambiente de confiança.

O cuidado com a saúde mental também deve ser prioridade. Estabelecer rotinas de autocuidado, buscar apoio profissional quando necessário e respeitar limites pessoais são atitudes que contribuem para maior estabilidade no trabalho. Finalmente, é crucial conectar o próprio propósito com o impacto real da função. Profissionais que enxergam sentido no que fazem tendem a ter maior motivação e menor risco de demissão.

As principais causas de demissão da Geração Z não estão ligadas à falta de capacidade técnica, mas sim ao desalinhamento de expectativas, à dificuldade de adaptação cultural e à gestão das emoções. Trata-se de uma geração que valoriza propósito e autenticidade, mas que ainda precisa aprender a lidar com os desafios de ambientes corporativos que nem sempre acompanham a mesma velocidade de mudança.

 



Ricardo Dalbosco, PhD. - Palestrante referência em Comunicação Multigeracional e o Futuro do Trabalho, sendo estrategista de marca pessoal, referência nacional e com experiência em projetar marcas pessoais de profissionais de sucesso de quatro continentes, além de marcas corporativas. É Doutor com foco em influência digital, escritor Best-Seller, conselheiro de empresas, vencedor de prêmios, além de colunista e consultado por diversas mídias de renome nacional. É o maior formador de LinkedIn Top Voices e Creators no Brasil, trabalhou em diversos lugares pelo mundo e é considerado o profissional de confiança de vários executivos, empresários e board members no país.
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contato@ricardodalbosco.com
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www.instagram.com/ricardo.dalbosco


Por que a educação continuada é crucial para sua carreira hoje?

O diploma de graduação já não garante, sozinho, um diferencial na carreira. Em um mercado de trabalho em constante transformação, em que tecnologias emergem e desaparecem em questão de meses, a educação continuada torna-se uma necessidade estratégica para profissionais de todas as áreas. Cada vez mais, quem deseja manter a empregabilidade, crescer na carreira ou até mudar de profissão, está recorrendo a cursos rápidos, especializações práticas e trilhas personalizadas de aprendizado. 

Diferente da formação acadêmica tradicional, a educação continuada se caracteriza por ser flexível, mais enxuta e focada em competências e habilidades específicas. O objetivo principal é permitir que o profissional acompanhe as rápidas mudanças do mercado e evite a temida obsolescência. Isso porque hoje o ciclo de vida de um conhecimento pode ser de apenas dois ou três anos. Apenas o diploma não garante mais a atualização necessária para lidar com novas ferramentas, modelos de negócios ou demandas comportamentais. 

Além disso, o perfil do aluno de educação continuada é mais diverso do que se imagina. Engana-se quem pensa que são apenas recém-formados tentando se destacar na corrida por um emprego. Ao contrário: profissionais experientes, muitos com mais de 15 anos de mercado, também estão buscando atualização. E para aqueles que ainda não puderam cursar uma graduação, há várias possibilidades de formação mais curtas e que cabem no bolso. 

Outro papel relevante da educação continuada é facilitar a transição de carreira. Com o aumento da expectativa de vida e o prolongamento da vida laboral, muitas pessoas repensam sua trajetória aos 35, 45 ou até 60 anos, seja por realização pessoal, seja por necessidade. Esse movimento acompanha também uma mudança de comportamento: as pessoas estão mais dispostas a mudar, aprender, recomeçar; e o mercado, por sua vez, começa a valorizar também o aprendizado contínuo, para além dos títulos acadêmicos formais.

Entretanto, a crescente procura por educação continuada impõe um desafio importante às instituições de ensino superior: abandonar o modelo engessado da academia tradicional e adotar uma abordagem mais ágil, conectada às demandas reais do mundo do trabalho. Para se manterem relevantes, é preciso oferecer currículos atualizados, cursos com diferentes níveis de profundidade, plataformas online de fácil acesso, certificações reconhecidas pelo mercado e conexão direta com empresas e setores produtivos. 

O Centro Universitário Facens, por exemplo, criou a Diretoria de Educação Continuada, responsável pelo desenvolvimento e oferta de cursos em diferentes níveis e formatos, para atender às diversas demandas deste novo mercado de trabalho. Isso porque a ideia de que a educação tem começo, meio e fim está ultrapassada. A nova lógica é: aprender sempre, de forma contínua, estratégica e prática. E mais do que uma obrigação, a educação continuada é também uma forma de empoderamento. É ela que permite ao profissional se reinventar, inovar e trilhar caminhos mais alinhados com seus propósitos e com o que o mercado realmente precisa. Num cenário em que as transformações são a única constante, sobrevive — e cresce — quem continua aprendendo.

 

Christian Tirelli - Diretor de Educação Continuada no Centro Universitário Facens, referência em metodologias inovadoras de educação nas áreas de engenharia, tecnologia, arquitetura e saúde.


Sai a política e entra a diplomacia

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“Relações internacionais não podem ser comprometidas por questões políticas e ideológicas. Independentemente de quem está no poder, saber se relacionar é criar um diálogo de cooperação entre as partes”


O Brasil está vivendo uma tempestade de acontecimentos negativos que têm impactado diretamente os negócios. A começar pela discussão com os Estados Unidos, importante parceiro comercial em diversos setores da nossa economia. Sabemos, desde cedo, que brigar com quem pode mais não levará a lugar algum. E, como um país de terceiro mundo em desenvolvimento e com fragilidades a serem superadas, precisamos, sobretudo, ter bom senso também nas dificuldades, quiçá em momentos de crise como o que estamos vivendo.

O tarifaço ao Brasil, imposto pelo presidente americano Donald Trump, é um exemplo real da falta de trato nas negociações. Falta ao Brasil habilidade política e comercial. Por mais injustas que sejam as sanções e, principalmente, a forma, misturando política e negócios, é necessário separar as questões e buscar negociar as tarifas no plano comercial, de forma que gerem menos impactos na economia brasileira. Não se pode misturar ideologias com negócios, ser racional nessas relações é essencial. Caso contrário, os resultados são esses que estamos presenciando de mãos atadas e assistindo ao declínio do país em meio a uma negociação comercial com o gigante Estados Unidos.

Agora, mais do que nunca, a diplomacia precisa entrar em cena. É com ela na mesa de negociações que protegeremos os empregos e as pequenas e médias empresas, mitigando os impactos do tarifaço sobre os brasileiros. Negociar concessões de ambos os lados, independentemente de quem está no poder, oferece um campo amplo para comercializações.

É preciso pensar nas pequenas e médias empresas, na economia e nos impactos sobre a população e procurar reduzir os danos. Negociar concessões de ambos os lados, independentemente de quem está no poder, oferece um campo amplo para comercializações. Essas barreiras comerciais afetam a todos, e a população é quem vai pagar a conta, ainda mais cara.

Equilíbrio é a chave. Relações internacionais não podem ser comprometidas por questões políticas e ideológicas. Independentemente de quem está no poder, saber se relacionar é criar um diálogo de cooperação entre as partes.

Recentemente, um relatório do Economic Highlights, divulgado por um grande banco brasileiro, revelou que a decisão de Donald Trump em aumentar em 50% as tarifas sobre importações brasileiras deveria causar a redução de US$ 15 bilhões (0,6% do PIB) das exportações brasileiras, representando uma perda de US$ 13,6 bilhões, quando comparado com a tarifa anunciada anteriormente, que seria de 10%. Esses números comprovam como a falta de diálogo e diplomacia pode comprometer as relações comerciais de nações e trazer prejuízos para a balança comercial brasileira.

E a única saída que vejo para reverter essa situação é um diálogo diplomático com o presidente americano. Diplomacia é a palavra-chave para essa negociação e um meio para tirar o Brasil dessa crise. Sai a política e entra a diplomacia. Afinal, um chefe de Estado não tem lado, não tem partido, não defende outros políticos e, muito menos, interesses pessoais, ele age com circunspecção e destreza. Sua posição requer habilidade e sensatez para administrar conflitos e preservar os interesses do país.

Diversos setores brasileiros têm se manifestado por meio de cartas oficiais ao presidente americano pedindo que determinados produtos sejam excluídos da lista. Entre alguns dos produtos mais atingidos pelo tarifaço, estão o café, a carne, a madeira, os pescados, as frutas e equipamentos para a construção civil. Muitos negócios estão enfrentando a alta dos juros, e a insegurança jurídica tem prevalecido. Não só isso, empregos também estão em risco pela falta de diplomacia do governo brasileiro. O Brasil perde competitividade, os pequenos e médios empresários têm seus negócios fadados, e a população perde sua renda.

Está cada vez mais inviável sustentar um negócio no Brasil. Como sociedade, só estamos assistindo a empresas indo embora, fechando suas operações e deixando órfãos os trabalhadores brasileiros. Precisamos nos unir para que o governo brasileiro se posicione como um estadista em defesa do país.

As autoridades brasileiras precisam assumir o leme e defender os interesses comerciais do Brasil. A polarização política no Brasil, assim como em outros países, sempre vai existir. Entretanto, a diplomacia é universal e deve ser conduzida com coerência e habilidade. Somente dessa forma, é possível construir relações estáveis sem que haja prejuízos comerciais e econômicos.

 

 Roberto Mateus Ordine - Advogado e presidente da ACSP

Fonte: https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/sai-a-politica-e-entra-a-diplomacia

**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio

 

Mais de 80% dos empregos criados em agosto vêm das micro e pequenas empresas

Levantamento do Sebrae, a partir dos dados do Caged, aponta a criação de 124,4 mil novas vagas pelo segmento no período


Cerca de 84,5% das contratações registradas em agosto de 2025 foram realizadas por microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP). Ao todo, 147,3 mil empregos foram gerados no país, de acordo com levantamento do Sebrae, realizado com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). 

“Os pequenos negócios são o grande motor propulsor do desenvolvimento do nosso país, que gera emprego e renda para que a nossa população tenha mais dignidade. Homens e mulheres que acordam de manhã e nunca desistiram. Produzem com a sua criatividade o seu próprio negócio. Viva os pequenos negócios”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima. 

“A inclusão social, de renda e emprego, passa pelo empreendedorismo. As políticas públicas, promovidas pelo presidente Lula e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, se refletem nas estatísticas econômicas, mas principalmente, no bolso e na dignidade dos trabalhadores do país”, completa. 

Principal gerador de novos postos de trabalho entre as MPEs, somente o setor de Serviços foi responsável, em agosto, pela contratação de 62,5 mil registros, seguido pelo Comércio, com 30,3 mil registros; e pelo setor de Construção, com 21 mil registros. 

No somatório dos primeiros oito meses do ano, foram criados 982,9 mil postos de trabalho nas micro e pequenas empresas (MPEs).

 

Sobre o Caged

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), instituído pela Lei nº 4.923, de 23 de dezembro de 1965, foi criado como instrumento de acompanhamento e fiscalização mensal das admissões e dispensas de trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 

A partir de 1986 passou a ser utilizado como suporte ao pagamento do seguro-desemprego e, mais recentemente, tornou-se um relevante instrumento à reciclagem profissional e à recolocação do trabalhador no mercado de trabalho. 

O cadastro constitui importante fonte de informação do mercado de trabalho de âmbito nacional e de periodicidade mensal. Desde janeiro de 2020, o uso do Sistema do Caged foi substituído gradativamente pelo Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial). Atualmente, todas as empresas estão obrigadas a declarar as movimentações por meio do eSocial.


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