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Além de eliminar
riscos migratórios, o passaporte americano amplia direitos previdenciários,
benefícios familiares e opções de investimento nos Estados Unidos
A busca pela cidadania americana vai muito além da
liberdade de viver e trabalhar nos Estados Unidos sem restrições. Para quem
pensa no futuro, conquistar esse direito pode significar segurança financeira e
acesso a benefícios previdenciários que influenciam diretamente no planejamento
da aposentadoria. Segundo Guilherme Vieira, CEO da On Set Consultoria
Internacional, empresa especializada em vistos americanos e negócios nos EUA,
entender essas diferenças é fundamental para brasileiros que sonham em garantir
tranquilidade nos anos pós-carreira.
Cidadãos americanos têm direito de contribuir e se
aposentar pelo Social Security, o sistema previdenciário do país. Para isso, é
necessário acumular 40 créditos de trabalho, o equivalente a aproximadamente
dez anos de contribuição. Diferentemente de estrangeiros com vistos
temporários, o cidadão tem maior estabilidade e não corre o risco de perder
benefícios caso deixe o país. “Ao conquistar a cidadania, o imigrante garante
acesso pleno ao Social Security, podendo planejar uma aposentadoria dentro dos
mesmos moldes que os americanos natos”, explica Vieira.
Outro ponto relevante é a possibilidade de estender
benefícios aos dependentes. O cônjuge e filhos menores podem ter acesso a
auxílios financeiros vinculados à aposentadoria do titular, ampliando a
segurança da família. “Esse detalhe faz toda a diferença, pois permite um
planejamento de longo prazo, algo que nem sempre é possível para quem vive nos
EUA apenas com vistos temporários”, reforça o executivo.
O status de cidadão também influencia na parte
tributária. Muitos brasileiros que conquistam a cidadania americana mantêm
vínculos financeiros com o Brasil. Nesse cenário, é essencial organizar a dupla
tributação e buscar estratégias legais para evitar perdas. “Um bom planejamento
tributário é indispensável. A cidadania abre portas, mas também exige atenção
às obrigações fiscais em dois países. O ideal é alinhar a questão jurídica e
financeira desde cedo”, orienta o CEO da On Set.
Além da previdência oficial, cidadãos têm mais
facilidade para acessar planos de previdência privada e investimentos de longo
prazo nos EUA, como o 401(k), um plano de aposentadoria oferecido pelo
empregador, no qual o trabalhador destina parte do salário para aplicações
voltadas ao futuro. Muitas empresas contribuem junto (match),
e os impostos só incidem no momento do saque, geralmente na aposentadoria. E o
IRA (Individual Retirement Account), conta individual de aposentadoria, aberta
pelo próprio cidadão, que permite contribuições com benefícios fiscais. O
dinheiro aplicado cresce sem tributação imediata, com regras diferentes
conforme o tipo de IRA.
A cidadania americana oferece vantagens que vão
além da mobilidade internacional. Ela elimina incertezas ligadas a vistos
temporários ou green cards condicionais e garante mais segurança no
planejamento da aposentadoria. “Planejar a aposentadoria nos Estados Unidos sem
a cidadania pode ser um caminho instável. O status definitivo traz
tranquilidade, segurança e previsibilidade. Para brasileiros que desejam
envelhecer com estabilidade, o status de cidadão pode ser decisivo na hora de
usufruir dos benefícios previdenciários e planejar uma aposentadoria sólida nos
EUA”, finaliza Vieira.

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