O diploma de graduação já não garante, sozinho, um diferencial na carreira. Em um mercado de trabalho em constante transformação, em que tecnologias emergem e desaparecem em questão de meses, a educação continuada torna-se uma necessidade estratégica para profissionais de todas as áreas. Cada vez mais, quem deseja manter a empregabilidade, crescer na carreira ou até mudar de profissão, está recorrendo a cursos rápidos, especializações práticas e trilhas personalizadas de aprendizado.
Diferente da formação acadêmica tradicional, a educação
continuada se caracteriza por ser flexível, mais enxuta e focada em
competências e habilidades específicas. O objetivo principal é permitir que o
profissional acompanhe as rápidas mudanças do mercado e evite a temida
obsolescência. Isso porque hoje o ciclo de vida de um conhecimento pode ser de
apenas dois ou três anos. Apenas o diploma não garante mais a atualização
necessária para lidar com novas ferramentas, modelos de negócios ou demandas
comportamentais.
Além disso, o perfil do aluno de educação continuada é
mais diverso do que se imagina. Engana-se quem pensa que são apenas
recém-formados tentando se destacar na corrida por um emprego. Ao contrário:
profissionais experientes, muitos com mais de 15 anos de mercado, também estão
buscando atualização. E para aqueles que ainda não puderam cursar uma
graduação, há várias possibilidades de formação mais curtas e que cabem no
bolso.
Outro papel relevante da educação continuada é facilitar
a transição de carreira. Com o aumento da expectativa de vida e o prolongamento
da vida laboral, muitas pessoas repensam sua trajetória aos 35, 45 ou até 60
anos, seja por realização pessoal, seja por necessidade. Esse movimento
acompanha também uma mudança de comportamento: as pessoas estão mais dispostas
a mudar, aprender, recomeçar; e o mercado, por sua vez, começa a valorizar
também o aprendizado contínuo, para além dos títulos acadêmicos formais.
Entretanto, a crescente procura por educação continuada impõe um desafio importante às instituições de ensino superior: abandonar o modelo engessado da academia tradicional e adotar uma abordagem mais ágil, conectada às demandas reais do mundo do trabalho. Para se manterem relevantes, é preciso oferecer currículos atualizados, cursos com diferentes níveis de profundidade, plataformas online de fácil acesso, certificações reconhecidas pelo mercado e conexão direta com empresas e setores produtivos.
O Centro Universitário Facens, por exemplo, criou a Diretoria de Educação Continuada, responsável pelo desenvolvimento e oferta de cursos em diferentes níveis e formatos, para atender às diversas demandas deste novo mercado de trabalho. Isso porque a ideia de que a educação tem começo, meio e fim está ultrapassada. A nova lógica é: aprender sempre, de forma contínua, estratégica e prática. E mais do que uma obrigação, a educação continuada é também uma forma de empoderamento. É ela que permite ao profissional se reinventar, inovar e trilhar caminhos mais alinhados com seus propósitos e com o que o mercado realmente precisa. Num cenário em que as transformações são a única constante, sobrevive — e cresce — quem continua aprendendo.
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