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terça-feira, 5 de agosto de 2025

CRCSP reforça apoio ao Agosto Lilás e ao combate à violência contra a mulher

 Entidade chama atenção da classe contábil para a importância de atuar ativamente no enfrentamento à violência de gênero 


Engajado na campanha Agosto Lilás, o Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (CRCSP) destaca a necessidade de mobilizar os profissionais da contabilidade na luta contra a violência que atinge milhares de mulheres todos os anos no Brasil. A campanha nacional busca conscientizar e promover atitudes de prevenção e acolhimento.
 
Profissionais da contabilidade estão presentes em diferentes áreas da sociedade e podem contribuir ativamente para ambientes mais éticos, justos e seguros. Ao apoiar o Agosto Lilás, o CRCSP reforça a importância da informação e do posicionamento contra todas as formas de violência de gênero.
 

De acordo com o 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 1.492 feminicídios em 2024, o maior número desde o início da série histórica em 2015. O anuário também aponta o registro de 87.545 casos de estupro ou estupro de vulnerável, além de 44.127 mortes violentas intencionais no país. 

No mesmo período, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foram concedidas 578.849 medidas protetivas de urgência, representando aumento de mais de 7% em relação ao ano anterior. Os dados reforçam a urgência de ações preventivas, campanhas informativas e canais acessíveis de denúncia e acolhimento. 

A campanha Agosto Lilás foi instituída pela Lei nº 14.448/2022 e busca ampliar o conhecimento da sociedade sobre a Lei Maria da Penha, uma das principais ferramentas de combate à violência doméstica no Brasil. 

O CRCSP incentiva seus profissionais e colaboradores a se engajarem ativamente na campanha, promovendo debates, compartilhando informações confiáveis e atuando como agentes de transformação em seus espaços de atuação. Informar, acolher e agir são passos fundamentais na construção de uma sociedade mais justa e segura para todas.

 

Canais de denúncia: 

 Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher. Atendimento 24h, gratuito e sigiloso.

Delegacias da Mulher – Presenciais ou por meio do aplicativo Delegacia Eletrônica (em SP).

Ligue 190 – Polícia Militar, para situações de emergência.

 

Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo

 

Mercado do futebol se transforma e exige atenção jurídica: SAFs, imagem de atletas e apostas entram no radar

Especialista em direito desportivo aponta desafios e riscos legais que acompanham a nova era do esporte no Brasil

 

Com a profissionalização crescente do futebol no Brasil, o universo jurídico desportivo passa por uma fase de intensa reformulação. Questões ligadas à criação das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), à exploração comercial da imagem dos atletas e à regulamentação das apostas esportivas exigem não apenas novos marcos legais, mas também atenção redobrada de clubes, empresários, atletas e investidores. 

“O Direito Desportivo passou a ter papel central em decisões estratégicas de clubes e empresas. As transformações são profundas e afetam desde a estrutura societária até o relacionamento com o torcedor e o patrocinador”, afirma o advogado Alberto Goldenstein, especialista em direito desportivo e presidente da Comissão de Direito Desportivo da OAB Paraná. 

A figura das SAFs, instituída pela Lei nº 14.193/2021, tem sido adotada por clubes em busca de reestruturação financeira e captação de investimentos. No entanto, segundo Goldenstein, o modelo ainda apresenta armadilhas jurídicas. “A transformação em SAF não é uma simples formalidade. Envolve reorganização patrimonial, revisão de contratos, responsabilidade de gestores e transparência com investidores. Muitos clubes estão entrando nesse processo sem a devida preparação jurídica”, alerta. 

Outro ponto sensível é o direito de imagem dos atletas. Em um cenário cada vez mais digital e midiático, a forma como clubes e marcas utilizam a imagem dos jogadores se tornou fonte recorrente de litígios. “É preciso respeitar os limites legais da cessão de imagem. Não se trata apenas de um ativo comercial, mas de um direito de personalidade, que deve ser protegido. Além disso, é fundamental evitar fraudes trabalhistas, como o uso indevido do contrato de imagem para esconder remuneração salarial”, explica Goldenstein. 

Já no campo das apostas esportivas, a legalização do setor trouxe à tona preocupações com a integridade das competições e o combate à manipulação de resultados. “A regulação ainda está em construção, e o vácuo normativo pode abrir espaço para práticas ilegais, como o ‘match-fixing’ e a lavagem de dinheiro. É um tema que exige cooperação entre entidades desportivas, casas de apostas e órgãos de fiscalização”, comenta. 

Goldenstein ressalta que a atuação preventiva dos departamentos jurídicos e a formação de profissionais especializados são essenciais neste novo momento do esporte brasileiro. “O futebol não pode mais ser tratado apenas como paixão. É um setor econômico bilionário que envolve contratos complexos, interesses internacionais e exposição pública. O papel do Direito é assegurar que essa transformação ocorra com segurança, ética e respeito às normas”, completa.

 

Líderes despreparados aumentam no Brasil: qual a raiz do problema?

No comando do navio corporativo, espera-se que o líder seja a personificação da confiança, da visão e da resiliência frente à conquista de resultados cada vez melhores. Contudo, por trás deste ideal, dados recentes divulgados pela pesquisa “Prioridades para Líderes de RH em 2025” revelam que sete em cada 10 desses profissionais admitem não se sentir plenamente aptos a exercer suas complexas funções.

Nem sempre, pelo desconhecimento técnico em sua área, mas por um descuido muito mais preocupante e que precisa ser revertido imediatamente: a falta de um autoconhecimento e busca pela capacitação comportamental que os ajudem a comandarem suas equipes.

Diante de um mercado em constante evolução e transformação, é natural que as empresas busquem talentos qualificados que tragam sua expertise às operações internas, alavancando os processos e identificando oportunidades de melhoria que impulsionem o negócio em seu setor. Em organizações de grande porte, essas habilidades costumam ser bem planejadas, desenhadas e determinadas, estruturando os treinamentos e preparos que cada profissional deve ter para que consiga atingir esses objetivos e, com isso, progredir internamente na ascensão a cargos maiores.

Isso, contudo, representa apenas a minoria das empresas no mercado. Quando olhamos para a grande massa corporativa, o crescimento profissional em um negócio decorre de seu próprio mérito, incorporando seu conhecimento técnico ao que é esperado internamente para que vença barreiras e se destaque em seus resultados – nem sempre, construído com base em cursos de capacitação que os tenham preparado para se tornarem bons líderes.

A grande maioria da liderança, hoje em dia, é mais operacional em seu dia a dia, com um olhar mais voltado ao operacional ao invés dos processos e do desenvolvimento das pessoas. O sintoma deste direcionamento é inevitável: uma baixa autoconsciência dos líderes atuais, que focam apenas em conquistar melhores resultados financeiros e não se preocupam em desenvolver as suas próprias habilidades comportamentais e do seu time.

A raiz deste despreparo, portanto, não está na falta de opções de treinamentos adequados que os capacitem a se tornarem excelentes líderes técnicos em seus ramos, mas no fato de muitos talentos não enxergarem a importância de investir em autoconhecimento como parte essencial de sua progressão de carreira. Afinal, se a dinâmica de mercado, na maioria das vezes, acaba promovendo talentos muito mais por suas competências técnicas do que nas habilidades comportamentais, por que fazer um treinamento comportamental já que a recompensa não virá no curto prazo?

Esse é um pensamento extremamente prejudicial para o desenvolvimento de bons líderes. Mais do que ter uma ótima capacidade técnica de execução e cumprimento de metas, é o aprimoramento constante das nossas soft skills que nos permitirão melhorar como pessoas e, consequentemente, como profissionais, unindo esses conhecimentos para que saibamos como nos adaptar às necessidades de cada organização e do mercado, construindo legados que gerem resultados crescentes frente ao nosso destaque competitivo.

Mas, como promover essa mudança de comportamento? No fim, essa virada de chave tende apenas a acontecer quando ficamos inconformados com nossas carreiras. Quando, na ambição de crescer e conquistar posições melhores, nos desafiamos a sair da zona de conforto, indo atrás de soluções que nos tragam esse maior autoconhecimento e nos permita ir além em nossas rotinas.

Essa é uma matemática complexa, mas que se mostra essencial para que haja o máximo alinhamento desta liderança com a empresa, enxergando neste ambiente uma convergência de valores e oportunidades para que cresçam e se desenvolvam juntos. E, ao invés de esperar esse investimento por parte da organização, busque você seu próprio caminho de desenvolvimento. Para de apontar o dedo para os outros, e comece a apontar para si mesmo, assumindo a responsabilidade pelo seu crescimento profissional como um bom líder. 



Thiago Gaudencio - headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão.


Wide
https://wide.works/

 

Licenciamento: agosto é o mês dos veículos com placas de final 3 e 4

Até junho, SP já tinha quase metade da frota regularizada: 9,8 milhões do total de 21 milhões

 

Tem início nesta sexta-feira, dia 1º, o período de licenciamento dos veículos de placa com final 3 e 4, no estado de São Paulo. O prazo para essa parcela da frota vai até o final de agosto. Em setembro, será a vez dos veículos de placa com final 5 e 6, e assim sucessivamente (confira o calendário abaixo). 

Muitos se anteciparam ao calendário oficial, que teve início em julho com as placas de final 1 e 2. De acordo com dados do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), 9,8 milhões ou 46,6% dos veículos registrados no estado de São Paulo tiveram seu licenciamento acertado até o final de junho. 

Ao todo, cerca de 21 milhões de motos, automóveis, camionetas e outros devem ser licenciados ao longo de 2025. A taxa deste ano é de R$ 167,74, e deve ser paga em um dos bancos conveniados (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander), via internet banking, aplicativo ou caixa eletrônico.

 

Licenciamento: como fazer

Para licenciar um veículo registrado em São Paulo, é preciso antes quitar o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e eventuais multas de trânsito. Na operação do licenciamento, o responsável pelo veículo deve informar o número do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) e então efetuar o pagamento da taxa. Após o pagamento, o condutor deve baixar ou imprimir em papel sulfite comum o documento digital atualizado pelo portal do Detran-SP, do Poupatempo ou da Senatran, ou pelos aplicativos Detran-SP, Poupatempo Digital e Carteira Digital de Trânsito (CDT). O documento pode ser salvo no celular ou guardado em formato de papel.

 

Recolhimento do veículo

O licenciamento é obrigatório, já que é um meio de o Detran-SP ter visibilidade e controle da frota de veículos em circulação no estado. Sua pendência pode levar ao recolhimento do veículo, que, uma vez fiscalizado, será retirado das ruas e levado a um pátio credenciado. Em 2024, a condução de veículo não licenciado foi a segunda maior causa de multa de trânsito no estado. A infração, considerada gravíssima, é punida com multa de R$ 293,47 e sete pontos na CNH, além da remoção do veículo.  

Em caso de recolhimento, a liberação do veículo pode ser feita de maneira imediata, em poucos minutos, a partir da Liberação Instantânea de Veículos (LIVE), novo serviço online disponível no site oficial do Detran-SP. Com o LIVE, o cidadão solicita a liberação assim que o veículo chega ao pátio, tendo no celular o ofício de liberação digital, expedido pelo Detran-SP, desde que, é claro, quite os valores em aberto, como o da estadia no pátio e o do licenciamento.  

 

Confira, abaixo, o calendário oficial do licenciamento 2025 em São Paulo: 

Julho: placas com finais 1 e 2

Agosto: placas com finais 3 e 4

Setembro: placas com finais 5 e 6

Outubro: placas com finais 7 e 8

Novembro: placas com final 9

Dezembro: placas com final 0

 

Calendário para caminhões e caminhões-tratores:

Placas com finais 1 e 2: setembro

Placas com finais 3, 4 e 5: outubro

Placas com finais 6, 7 e 8: novembro

Placas com finais 9 e 0: dezembro


Agosto é mês de celebrar e reafirmar o orgulho de ser advogado

Agosto é o Mês da Advocacia — um período de memória e renovação. Memória das lutas históricas travadas por essa profissão essencial à democracia; renovação do compromisso com a ética, a técnica e a coragem que sustentam o exercício da advocacia brasileira. 

O dia 11 de agosto, data da fundação dos primeiros cursos jurídicos no Brasil, é também símbolo da resistência e do protagonismo histórico da advocacia na defesa da Constituição, das garantias individuais, das liberdades públicas e do Estado Democrático de Direito. 

A Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim) celebra este mês homenageando todos os profissionais que, nos mais diversos rincões do país, patrocinam diariamente a defesa da cidadania e contribuem para a valorização da nossa profissão e para a proteção intransigente das prerrogativas da advocacia. 

Vivemos um tempo em que o exercício livre da advocacia exige vigilância constante. O Estado de Direito não se sustenta sem advogados e advogadas firmes na defesa da legalidade e das garantias constitucionais. A cada dia, somos desafiados por violações, tentativas de silenciamento e iniciativas que fragilizam nossa atuação. Mas a Abracrim tem sido uma presença firme e altiva na defesa da classe, com ações concretas e institucionais. 

Foi assim na reação à Resolução nº 591/2024 do CNJ, que restringe a sustentação oral nos tribunais — medida que atinge frontalmente as prerrogativas da advocacia. Por meio de ofícios, campanhas e articulação institucional, posicionamo-nos com firmeza contra esse retrocesso. Também ganhamos voz nacional com a campanha “Ser criminalista é defender direitos. Ser Abracrim é defender o criminalista”, reafirmando o valor da advocacia criminal e a missão da Abracrim em proteger quem protege direitos. 

É nesse espírito de ação e vigilância que reiteramos: a advocacia não pode ser alvo de ataques, perseguições ou intimidações por razões ideológicas, políticas ou corporativas. Defender a advocacia brasileira é defender a democracia. O respeito institucional à advocacia é cláusula inegociável do pacto constitucional. 

Além disso, é urgente manter o debate e a vigilância contra a criminalização da advocacia. Lembremos sempre do comando constitucional: a advocacia é essencial à administração da Justiça e indispensável ao Estado Democrático de Direito. 

É fundamental que autoridades, instituições e toda a sociedade compreendam que não há Justiça sem a presença da advocacia. E sem uma advocacia independente, forte e respeitada, não se pode falar em democracia. 

A Abracrim reafirma, neste mês de agosto, o seu compromisso com a defesa intransigente da classe, com o enfrentamento aos abusos, com o fortalecimento institucional e com a promoção contínua de uma advocacia ética, combativa, qualificada e vigilante. 

A Abracrim conclama toda a advocacia brasileira — em especial a advocacia criminal — a estarmos juntos por ocasião do 14º Encontro Brasileiro da Advocacia Criminal, que será realizado de 3 a 5 de setembro deste ano, na cidade de João Pessoa, na Paraíba. Será um importante momento para celebrarmos nossas conquistas e nos unirmos ainda mais por um Estado Democrático de Direito forte, coeso e fiel ao que nos prometeu a Constituição Federal. 

Somos a resistência. Somos a advocacia. Somos a voz da cidadania na defesa das garantias constitucionais e dos direitos fundamentais. 

Neste agosto, mês simbólico para todos nós, registramos um fraterno e gigante abraço a cada advogado e advogada do Brasil. Que sigamos firmes, juntos, de cabeça erguida e ombreados, defendendo nossos valores e princípios, sempre guiados pela coragem de lutar pelo Direito e pela Justiça. 

Viva a advocacia brasileira! Viva a Abracrim! Viva o Direito de Defesa!

 

Sheyner Yàsbeck Asfóra - Presidente Nacional da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim)

 

Turismo pet friendly cresce no Brasil: 5 dicas práticas para organizar uma viagem


Freepik
 O mercado pet brasileiro faturou R$ 75,4 bilhões em 2024 e o turismo com animais já é uma tendência no país


Com mais de 164 milhões de animais de estimação no Brasil, segundo dados da Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação) junto ao Instituto Pet Brasil (IPB), o mercado nesse segmento faturou R$ 75,4 bilhões em 2024 e o turismo pet friendly tem conquistado espaço e impulsionado cada vez mais esses números. 

Segundo Marco Lisboa, CEO e fundador da 3, 2, 1 GO!, uma rede de franquias especializada em oferecer experiências de viagens completas, a tendência acompanha uma mudança de comportamento das pessoas, já que cada vez mais famílias optam por incluir seus pets nas viagens, ao invés de deixá-los em hotéis ou sob cuidados de terceiros: 

“Muitos destinos já estão adaptados, mas é preciso confirmar cada detalhe com antecedência para evitar imprevistos com transporte, hospedagem e alimentação do animal. Uma boa estratégia é contratar um agente de viagens para fazer todo esse levantamento, sem correr o risco de passar perrengue”, afirma Lisboa, que separou cinco dicas essenciais para organizar uma viajar com seu pet:


  • Escolha destinos preparados para receber animais:

Praias com áreas liberadas para pets, trilhas em meio à natureza, hotéis e pousadas com estrutura específica são ideais. Cidades como Campos do Jordão (SP), Gramado (RS) e Florianópolis (SC) têm ampla oferta de hospedagens pet friendly. Já para destinos fora do Brasil, é preciso ter mais atenção:

“O ideal é começar esse planejamento com pelo menos três meses de antecedência, pois muitos países exigem microchip, vacina antirrábica, exames específicos e o Certificado Veterinário Internacional. Cada destino tem suas próprias regras, então é fundamental consultar as exigências e checar as condições da companhia aérea”, orienta.


  • Organize um roteiro

Trilhas e caminhadas ao ar livre são ideais para cães mais ativos. Parques naturais, áreas de preservação e  lugares com montanhas são ótimos. Certifique-se de que o local permite a entrada de animais, leve água, comida, uma guia e saquinhos higiênicos.

“Muitos parques em cidades turísticas são adaptados para receber animais, alguns têm áreas exclusivas para eles brincarem soltos (dog parks), fora os shoppings e cafeterias que são pet friendly. Para os turistas mais aventureiros, existem até alguns destinos que oferecem passeio náutico com os animais”, disse o CEO da 3, 2, 1 GO!.


  • Verifique as regras de transporte

Para quem vai pegar avião, cada companhia aérea tem suas exigências quanto ao tamanho da caixa de transporte, documentos e taxas. No caso de viagens de carro, mantenha o pet preso com cinto ou caixa adequada e faça paradas a cada duas horas.


  • Documentação em dia

Carteira de vacinação atualizada e atestado veterinário de saúde são exigidos por muitos hotéis: “alguns destinos pedem exames específicos, como o de leishmaniose ou vermifugação recente”, lembra Marco.


  • Leve itens do pet na bagagem

Cama, comedouro, brinquedos, tapetes higiênicos e ração suficiente para todos os dias da viagem ajudam a manter o bem-estar do animal. Vale lembrar que o cheiro familiar também reduz o estresse do deslocamento.

Além das agências especializadas que montam toda a programação da viagem com seu bichinho, as plataformas de hospedagem já permitem filtrar locais que aceitam animais e oferecem serviços de pet sitter e day care nos principais destinos turísticos. 

 

3, 2, 1 GO!


Rompimento de contratos e ilegalidade, veja os riscos ocultos da imigração informal para Portugal

Casos de brasileiros que migraram com promessas de trabalho frustradas expõem os riscos da informalidade. Advogada especializada orienta como se proteger legalmente antes e depois da chegada ao país.

 

Portugal mantém-se como um dos destinos mais procurados por brasileiros que desejam recomeçar a vida na Europa. Em 2024, mais de 400 mil brasileiros residiam no país, segundo o Observatório das Migrações. Por trás desse número, multiplicam-se relatos de frustração, especialmente entre os que aceitaram propostas de trabalho sem respaldo legal.

De acordo com Elaine, mais de 70% dos atendimentos emergenciais em seu escritório envolvem brasileiros que ingressaram no país como turistas e, sem regularização, passaram a viver à margem da legalidade. “Recebemos com frequência pessoas que vieram com uma oferta informal de emprego e acabaram ficando em situação irregular. Alguns enfrentam exploração, atrasos de pagamento e até ameaças de denúncia às autoridades migratórias”, afirma a advogada Elaine Brito, especialista em Direito de Imigração e Nacionalidade Portuguesa.

É importante ressaltar que a  legislação portuguesa passou por mudanças significativas. Em junho de 2024, o governo encerrou o mecanismo da "manifestação de interesse", que anteriormente permitia solicitar residência mesmo após entrada com visto de turismo. Desde então, foram emitidas mais de 34 mil notificações de expulsão a estrangeiros em situação irregular.

Diante desse cenário, a advogada reforça a necessidade de cautela. “É fundamental validar previamente qualquer proposta, verificar se há contrato formal e buscar orientação jurídica especializada ainda no Brasil. Muitos tentam resolver depois, mas acabam sem acesso a saúde, educação e moradia legal. Hoje, isso não é mais viável”, alerta.

Para quem já está em território português em situação irregular, ainda há caminhos possíveis. “Dependendo do caso, é possível buscar a regularização por outras vias. Mas o ideal é que o planejamento seja feito antes da partida do Brasil. Isso evita frustrações e protege o projeto de vida da pessoa e de sua família”, conclui Elaine.


Veja abaixo o que a especialista Dra. Elaine Brito sobre o que considerar antes de aceitar uma proposta de emprego em Portugal:

  • Desconfie de ofertas que não envolvam contrato assinado com empresa portuguesa;
  • Evite promessas feitas por redes sociais, grupos de WhatsApp ou intermediários sem registro;
  • Consulte previamente os requisitos do visto de trabalho junto ao consulado português ou à VFS Global;
  • Formalize a entrada no país com o visto adequado, o visto de turista não autoriza atividade remunerada;
  • Em caso de rompimento de contrato após a chegada, procure orientação jurídica imediatamente para avaliar vias alternativas de regularização, como residência por vínculo familiar ou empreendedorismo.

 


Dra. Elaine Brito - Advogada especializada em Direito de Imigração e Nacionalidade Portuguesa, Elaine Brito é fundadora e CEO do escritório Elaine Brito Advogada, que fica em Fafe, distrito de Braga. Com inscrição ativa nas Ordens dos Advogados de Portugal e do Brasil, atua desde 2018 na assessoria jurídica a estrangeiros que desejam viver, investir e empreender legalmente em Portugal. É licenciada em Direito e Letras pela UERJ, com pós-graduações nas áreas de Direito Processual Civil, Direito dos Contratos e Direito dos Estrangeiros. Ao longo da carreira, já conduziu mais de mil processos de legalização e nacionalidade portuguesa, sendo reconhecida pela atuação técnica, estratégica e personalizada. Além de atender pessoas físicas, também presta consultoria a empresas e investidores. Elaine é hoje uma das principais referências jurídicas na conexão Brasil-Portugal, com atuação voltada à segurança jurídica, planejamento e regularização eficaz de seus clientes. Para mais informações, acesse https://elainebritoadvogada.com/ ou pelo instagram.


SAIBA COMO EMPREENDEDORES BRASILEIROS ESTÃO CONQUISTANDO A RESIDÊNCIA PERMANENTE NOS EU

 

O número de vistos EB-5 emitidos para brasileiros cresceu 42% em um ano, apontando o investimento como um dos caminhos mais seguros para morar legalmente nos EUA.

Entrar legalmente nos Estados Unidos tem sido um desafio crescente, mas para quem deseja investir no país, o visto EB-5 surge como uma alternativa viável e estratégica para conquistar o Green Card. Segundo dados do governo americano, o número de emissões desse tipo de visto para brasileiros cresceu 42% entre 2023 e 2024, colocando o Brasil entre os sete países que mais obtêm autorizações de residência permanente por meio de investimentos.

O visto EB-5 permite que estrangeiros obtenham o Green Card a partir de um investimento mínimo de US$ 800 mil em projetos qualificados, com a exigência de que o empreendimento gere pelo menos 10 empregos nos EUA. Vale destacar que o investidor não precisa necessariamente trabalhar nesse projeto, mas pode atuar como investidor passivo. Diferente do L1A, que é voltado para executivos transferidos por outras empresas, exige vínculo prévio com uma companhia no exterior, o EB-5 foca no impacto econômico gerado e não requer participação ativa na operação do negócio.

Para a advogada de imigração Dra. Larissa Salvador, CEO do escritório Salvador Law, com sede na Flórida, o processo pode ser transformador, desde que bem planejado. “Chegar aos Estados Unidos com o visto EB-5 significa potencializar o sonho de viver com qualidade de vida e prosperar nos negócios, mas é preciso planejamento financeiro, documentos em dia e um trabalho emocional por trás. Afinal, a fase de adaptação pode ser complexa para a família” – aponta.

Segundo ela, escolher o tipo de negócio certo é um dos fatores decisivos para o sucesso do processo. “O visto exige que o investimento gere empregos e contribua com a economia local. Por isso, setores com alta demanda ou franquias com histórico positivo de aprovação podem oferecer mais segurança ao investidor”, explica.

A advogada reforça ainda a importância do acompanhamento jurídico especializado durante toda a jornada, devido às particularidades legais e possíveis mudanças na legislação americana. “O caminho mais seguro para ter uma vida digna nos Estados Unidos é por meios legais e o investimento abre portas para isso. É uma forma de unir as ambições pessoais a sonhos concretos. Com o visto EB-5, empreendedores brasileiros podem abrir portas para um futuro promissor”, conclui.



Salvador Law
Saiba mais em: Link


Preço do querosene de aviação é pressionado por dólar, petróleo e concentração de mercado, aponta CNT

Estudo da Confederação Nacional do Transporte mostra que o combustível representa 36% dos custos operacionais das companhias aéreas no Brasil, acima da média mundial


O QAV (querosene de aviação), combustível que responde por 99% do consumo da aviação comercial no Brasil, representa cerca de 36% dos custos operacionais das companhias aéreas, acima da média global, de 31%. Seu preço é fortemente influenciado pelo valor do petróleo, pela taxa de câmbio, pela elevada concentração da indústria de refino e distribuição do combustível e por gargalos logísticos. Esses dados estão no estudo inédito Caracterização da Cadeia de Produção e Comercialização de Querosene de Aviação no Brasil, divulgado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) nesta quinta-feira (31).

A pesquisa detalha como fatores externos e estruturais determinam o preço do QAV. O petróleo e o dólar são as principais variáveis, somadas aos custos de refino. Em 2024, a produção nacional atingiu 5,86 bilhões de litros, recuperando-se da queda registrada durante a pandemia. No entanto, o Brasil continua dependente de importações, que representaram, em média, 17,4% da oferta total (consumo aparente) do combustível entre 2000 e 2024.

Essa dependência é agravada por limitações logísticas. O transporte do QAV exige navios-tanque de grande porte e infraestrutura portuária adequada, o que reduz a rentabilidade da operação para muitas distribuidoras. A situação se torna ainda mais desafiadora devido à concentração da produção em poucos estados e refinarias. Em 2024, apenas duas refinarias foram responsáveis por 96,6% da produção nacional, enquanto duas distribuidoras dominaram 80,8% do mercado.

O estudo aponta que a demanda pelo combustível exerce pouco impacto sobre as variações do seu preço, o que é muito comum em mercados oligopolizados, como no caso do refino e da distribuição do QAV. As variações do preço do QAV estão mais relacionadas às variáveis que impactam o custo do combustível do que ao número de voos ou ao volume de vendas. A concorrência entre o QAV e o óleo diesel, dentro das refinarias, – ambos derivados das mesmas frações do petróleo – também influencia a disponibilidade e o preço, exigindo ajustes técnicos constantes.

Outro ponto de destaque é o impacto da antiga política de PPI (Preço de Paridade de Importação), vigente de 2016 a 2023, que elevou os preços internos ao vinculá-los ao mercado externo. Embora o fim do PPI tenha trazido maior flexibilidade, gargalos logísticos e a complexa tributação ainda limitam a redução de custos.

O futuro do setor, segundo o estudo, passa pela adoção gradual dos SAF (Combustíveis Sustentáveis de Aviação), capazes de reduzir até 80% das emissões de gases de efeito estufa. Entretanto, o alto custo desse combustível, que pode ser até quatro vezes maior do que o do QAV tradicional, ainda é um grande desafio.

Para Fernanda Rezende, diretora executiva interina da CNT, a publicação é um marco para o setor. “Além de ampliar a transparência sobre o principal insumo do transporte aéreo, o estudo oferece subsídios para a formulação de políticas públicas, estratégias empresariais e decisões de investimentos no setor. Entender o preço do QAV é compreender os rumos da aviação brasileira”, afirma.


Por dentro da logística que movimenta o setor aéreo

O mercado brasileiro de QAV é marcado por concentração e forte dependência de fatores externos. A Petrobras ainda domina a capacidade de refino do combustível. A distribuição é controlada por poucas empresas, sendo as principais a Vibra Energia, Raízen e Air BP Brasil, que respondem por 98% do mercado.

De acordo com o estudo, apesar da autossuficiência brasileira em petróleo bruto, o país ainda depende da importação de QAV refinado para atender à totalidade da demanda interna. A infraestrutura logística é outro ponto crítico: apenas dois aeroportos, Guarulhos (SP) e Galeão (RJ), contam com dutos que ligam refinarias diretamente aos terminais aeroportuários. Nos demais, o abastecimento é feito por caminhões-tanque, tornando o processo mais vulnerável a falhas operacionais.


CNT aponta soluções para um mercado de QAV mais eficiente

O estudo da CNT propõe uma abordagem estratégica para enfrentar os principais entraves do mercado de QAV no Brasil, com ênfase na transparência da formação de preços, no fortalecimento da regulação e na ampliação da eficiência logística. Para a gerente executiva de Economia da CNT, Fernanda Schwantes, a elevada concentração nas etapas de refino e distribuição, aliada às barreiras à entrada de novos agentes, exige uma atuação mais robusta do poder público. “A CNT recomenda o fortalecimento da agência reguladora do mercado de combustíveis como medida essencial para promover um ambiente mais competitivo e equilibrado”, destaca. A Entidade também defende maior previsibilidade e clareza nos mecanismos de precificação como formas de reduzir a volatilidade e estimular o crescimento sustentável do setor aéreo.

Outro ponto central é a necessidade de investimentos em infraestrutura logística. A CNT sugere a ampliação das estruturas de armazenamento e a modernização dos portos e terminais para aumentar o potencial de importação do combustível.

Por fim, o estudo aponta a necessidade de redução da carga tributária sobre os combustíveis de aviação, uma vez que o transporte aéreo é essencial em um país com as dimensões do Brasil, pois promove a conectividade, o turismo, o acesso a mercados,

o aumento da competitividade econômica, a geração de empregos e renda e o desenvolvimento regional.


Caminhos para um mercado de QAV mais eficiente no Brasil

1. Redução tributária – reduzir a carga tributária incidente sobre o QAV.

2. Regulação e concorrência – fortalecer a agência reguladora do mercado de combustíveis no Brasil e ampliar a transparência na formação de preços.

3. Infraestrutura logística – investir em dutos, tancagens e terminais dedicados para reduzir custos e riscos no abastecimento dos aeroportos.

4. Gestão de custos pelas companhias aéreas – diante do limitado poder de negociação sobre o preço do QAV, as empresas devem adotar estratégias internas, como otimização de rotas e aumento da eficiência operacional, para mitigar os impactos financeiros.


Recomendações importantes para tratamento da obesidade com GLP-1



Os agonistas do receptor do peptídeo-1 semelhante ao glucagon (GLP-1) e medicamentos combinados (GLP-1) mudaram o tratamento da obesidade. No entanto, o conhecimento ainda é limitado seja dos profissionais de saúde como do público sobre intervenções nutricionais e de estilo de vida que podem limitar a eficácia, resultados equitativos e custo-benefício dos GLP-1.

O objetivo do trabalho foi identificar prioridades práticas para nutrição e outras intervenções de estilo de vida relevantes para o tratamento da obesidade com GLP-1 para o médico e nutricionista clínicos.

Um grupo de especialistas, conhecimento especializado e experiência clínica, avaliou a literatura científica para identificar e resumir tópicos relevantes, prioridades e direções emergentes.

Os autores verificaram que os  GLP-1 reduzem o peso corporal em 5% a 18% em estudos, com efeitos um pouco menores quando feitos no mundo real, além de vários benefícios clínicos demonstrados. As dificuldades encontradas incluem os efeitos colaterais, especialmente gastrointestinais; deficiências nutricionais devido à redução calórica; perda de massa muscular e óssea; baixa adesão a longo prazo com subsequente recuperação de peso; e altos custos com baixa relação custo-benefício.

Algumas prioridades para abordar essas dificuldades  incluem:


1️
Iniciar o GLP-1 centrado no paciente, o que inclui discutir metas de redução de peso e saúde.

2️Praticar triagem inicial, incluindo hábitos alimentares, gatilhos emocionais, transtornos alimentares e condições médicas.

3️Realizar exames para avaliar força muscular, função e composição corporal.

4️ Triar aspectos sociais da saúde.

5️ Avaliar o estilo de vida, incluindo atividade aeróbica, treinamento de força, sono, estresse mental e uso de substâncias.

Durante o uso de GLP-1, é muito importante o manejo nutricional e médico dos efeitos colaterais gastrointestinais, assim como compreender e auxiliar nas preferências e ingestões dietéticas alteradas, prevenir as deficiências nutricionais, preservar a massa muscular e óssea por meio de treinamento de resistência e dieta adequada, e aconselhar intervenções complementares de estilo de vida. As estratégias de apoio podem incluir visitas em grupo, aconselhamento nutricional, telessaúde e plataformas digitais.

Os autores concluem que estratégias nutricionais e de estilo de vida baseadas em evidências são fundamentais para abordar as principais dificuldades relacionadas ao tratamento da obesidade com GLP-1.

 


Referência: Mozzafarian et al. Nutritional priorities to support GLP-1 therapy for obesity:A joint Advisory from the American College of LifestyleMedicine, the American Society for Nutrition, the ObesityMedicine Association, and The Obesity Society

Obesity (Silver Spring). 2025;1–29.


Abuso em voo expõe falha na segurança e acende alerta para proteção de crianças no transporte aéreo

Caso de menor que teve iPad usado para atos obscenos por funcionário terceirizado nos EUA levanta debate sobre os direitos de passageiros vulneráveis no Brasil 
 

Dias depois de uma criança perder o tablet durante um voo nos Estados Unidos, a família descobriu que um funcionário terceirizado da companhia havia utilizado o dispositivo para gravar atos obscenos e acessar indevidamente contas pessoais. O caso, que gerou processo judicial nos Estados Unidos, reacende discussões no Brasil sobre a responsabilidade das companhias aéreas, especialmente quando envolvem passageiros vulneráveis como crianças e adolescentes.

No Brasil, a legislação não permite que empresas se isentem de responsabilidade alegando que os autores de abusos são terceirizados. “O Código de Defesa do Consumidor prevê responsabilidade solidária de todos os envolvidos na cadeia de prestação de serviços. Assim, a companhia aérea responde diretamente por condutas praticadas por funcionários terceirizados durante o voo ou em atividades relacionadas”, explica Rodrigo Alvim, especialista em Direito dos Passageiros Aéreos.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já analisou situação similar em 2021, ao condenar uma companhia aérea que desembarcou um adolescente na cidade errada. O tribunal reconheceu que situações de insegurança com menores geram, automaticamente, direito à indenização, sem necessidade de comprovação de dano psicológico específico. "Nos casos envolvendo crianças, os tribunais aplicam o entendimento de que os danos morais são presumidos. A simples violação do direito já é suficiente para justificar a reparação", ressalta.

Passageiros que passam por esse tipo de situação no Brasil têm direito à reparação integral, que abrange danos materiais, morais e, quando necessário, custos de tratamento psicológico. Em caso de menores de idade, o direito à indenização é ainda mais evidente.

"Esse tipo de violação não pode ser tratado como algo isolado ou acidental. As empresas têm o dever legal e ético de garantir a segurança de todos os passageiros, especialmente os mais vulneráveis", conclui o especialista.
 

O que fazer nestes casos? 

De acordo com o especialista, diante de situações que envolvam a perda de objetos pessoais durante o voo, especialmente quando há suspeita de uso indevido, é fundamental que os passageiros ajam rapidamente. “O primeiro passo é registrar o ocorrido assim que for identificado, buscando imediatamente o setor de achados e perdidos da companhia aérea. É importante manter todos os registros relacionados ao caso como e-mails, protocolos de atendimento, prints de mensagens ou qualquer outra forma de comunicação com a empresa”, explica Alvim.

De acordo com Alvim, caso haja violação de dados, acesso indevido a contas pessoais ou qualquer outro tipo de abuso, a recomendação é procurar orientação jurídica especializada. Em situações que envolvam crianças e adolescentes, o Ministério Público também pode ser acionado para garantir medidas protetivas e responsabilização dos envolvidos.

Além disso, o especialista reforça que os passageiros devem exigir reparação integral dos danos sofridos, que podem incluir desde prejuízos materiais até compensações por danos morais e custos com eventuais tratamentos psicológicos. Agir de forma rápida e documentada aumenta as chances de responsabilização da empresa e de obtenção de justiça.  



Fonte:

Rodrigo Alvim: - Mestre em Direito pela PUC/MG. Graduado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com um semestre na Univesidad de Barcelona. Possui MBA em gestão empresarial pela FGV. É especialista em Direito dos Passageiros Aéreos


Pesquisadores aproveitam sargaço na fabricação de matéria-prima para construção civil

Algas marrons têm se deslocado em grandes quantidades para
praias da região Norte brasileira, do Caribe e dos Estados Unidos
(
foto: João Adriano Rossignolo/FZEA-USP)

Acúmulo dessas algas nas praias pode prejudicar a saúde, o turismo, a pesca e a biodiversidade. Geralmente seu destino é a coleta e o descarte em aterros, mas estudo da USP com a UFSCar aproveitou a biomassa para produzir agregados de argila cerâmica leve

 

Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma argila cerâmica mais leve que a normalmente utilizada na construção civil graças à adição de algas do gênero Sargassum no processo de fabricação.

Comuns na região central do oceano Atlântico, essas algas marrons – também conhecidas como sargaço – têm se deslocado em grandes quantidades para praias do Caribe, dos Estados Unidos e da região Norte brasileira, onde tornaram-se um problema. Seu acúmulo nas praias pode trazer efeitos nocivos à saúde humana por causa dos gases emitidos durante a decomposição, além de prejudicar o turismo, a pesca e a biodiversidade local.

“Normalmente, o sargaço é coletado e descartado em aterros sanitários sem qualquer uso prático. Por isso, decidimos pesquisar uma forma de aproveitar essa grande quantidade de biomassa nas praias”, conta João Adriano Rossignolo, professor do Departamento de Engenharia de Biossistemas da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo (FZEA-USP), que coordenou o estudo.

Em parceria com pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o grupo da USP testou o uso da alga na fabricação de argilas cerâmicas, utilizadas na construção civil para diminuir o peso do concreto, em lajes para melhorar o conforto térmico e na jardinagem. A investigação contou com apoio da FAPESP.

O sargaço foi incorporado às amostras nas proporções de 20% e 40% – e também 0%, para comparação. Em seguida, as amostras foram moldadas e sinterizadas (processo que compacta a argila por calor, tornando-a sólida) a temperaturas de 800 °C, 900 °C e 1.000 °C em fornos convencionais e de micro-ondas.

Material é usado para diminuir o peso do concreto, para melhorar
o conforto térmico em lajes e em jardinagem
(
foto: João Adriano Rossignolo/FZEA-USP)

Com os materiais prontos, foram realizados diversos ensaios para avaliar fatores como absorção de água, porosidade e resistência à compressão. Além disso, foi feita uma comparação entre o ciclo de vida (metodologia que avalia os impactos ambientais de um produto desde a extração da matéria-prima até o descarte final) da argila expandida convencional e das diferentes formulações acrescidas de sargaço.

Os resultados, publicados no Journal of Materials in Civil Engineering, indicam que a adição de sargaço levou a uma redução na densidade aparente dos agregados de argila cerâmica leve, especialmente na concentração de 40%. No entanto, apenas os materiais sinterizados em forno de micro-ondas atenderam aos requisitos de resistência para todas as temperaturas. Quanto ao ciclo de vida, as versões com sargaço apresentaram melhor desempenho ambiental em comparação à argila expandida comum.

Isso levou os pesquisadores a concluir que os agregados de argila cerâmica leve com sargaço sinterizado em forno micro-ondas são uma alternativa viável para mitigar os prejuízos provocados pela grande quantidade da alga no litoral, com consumo reduzido de recursos naturais e maior eficiência energética.

Além desse trabalho, a equipe avaliou a viabilidade de usar a alga na produção de painéis particulados, destinados à indústria de móveis e à construção civil, e em telhas de fibrocimento, colocando as cinzas de sargaço como substitutas do calcário. “Os resultados foram surpreendentes, pois conseguimos usar 30% de sargaço nos painéis e substituir 100% do calcário com as suas cinzas, com resultados que atendem plenamente às normas vigentes para esses produtos e melhoram a durabilidade e as propriedades mecânicas dos materiais”, diz Rossignolo.

O artigo Life cycle assessment of lightweight ceramic clay aggregates sintered in a microwave oven with the incorporation of Sargassum spp. particles pode ser lido em: https://ascelibrary.org/doi/10.1061/JMCEE7.MTENG-20224.


Thais Szegö

Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/pesquisadores-aproveitam-sargaco-na-fabricacao-de-materia-prima-para-construcao-civil/55490


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