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sexta-feira, 4 de julho de 2025

Frio e tempo seco aumentam congestão nasal e risco de infecções

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Otorrinolaringologista da Santa Casa de São José dos Campos, orienta sobre os cuidados com a higiene nasal durante o outono e o inverno


Com a chegada do tempo frio e seco, comum nos meses de outono e inverno, aumentam os casos de doenças respiratórias como rinites, sinusites e infecções virais. A queda da umidade e a piora na qualidade do ambiente sobrecarregam a função do nariz, cuja principal responsabilidade é aquecer e umidificar o ar que chega aos pulmões. O acúmulo de secreções, associado à maior presença de poluentes e microrganismos, cria um cenário propício para a disseminação de vírus e bactérias, como alerta o otorrinolaringologista Dr. Jefferson Takehara, da Santa Casa de São José dos Campos. 

“A região nasal fica congestionada com mais facilidade durante o frio. Isso dificulta a drenagem da secreção, principalmente dos seios da face, e aumenta o risco de infecções. Crianças, idosos, pessoas alérgicas ou com a anatomia nasal mais estreita estão entre os mais vulneráveis”, explica o especialista. 

Para aliviar os sintomas e reduzir os riscos de complicações, a lavagem nasal com soro fisiológico é uma das principais recomendações. A prática ajuda a umidificar a mucosa e remover impurezas, como poeira, fuligem e partículas em suspensão, além de facilitar a saída da secreção acumulada. 

“A lavagem nasal é indicada especialmente em períodos de baixa umidade do ar e má qualidade atmosférica. Pode ser feita com spray contínuo ou com alto volume, como no uso de seringas ou garrafinhas, mas é importante avaliar a melhor forma para cada paciente”, orienta o médico. “Em crianças pequenas, o spray costuma ser mais seguro e bem aceito. Já em bebês, o uso de aspiradores pode complementar a higiene. Em idosos, o cuidado deve ser maior nos casos com histórico de engasgos ou sequelas neurológicas, como AVC.”

 

Recomendações 

Segundo o Dr. Jefferson, o ideal é realizar a lavagem nasal com soro fisiológico ao menos três vezes ao dia durante os períodos mais secos. No entanto, ele alerta para os cuidados no uso de soluções de alto volume: “Não se deve aplicar com força excessiva e é preciso evitar em casos de dor ou sensação de ouvido tampado, pois pode haver risco de forçar a tuba auditiva”, salienta. 

Além da higiene nasal, manter-se bem hidratado, evitar ambientes muito fechados e usar umidificadores de ar quando necessário são medidas que também contribuem para a saúde respiratória durante o inverno. Procurar orientação médica diante de sintomas persistentes ou crises recorrentes é fundamental para o tratamento adequado.

 

Santa Casa de São José dos Campos


Depressão e burnout são as principais causas de afastamento de professores no Brasil

Sobrecarga emocional, relações familiares frágeis e medicalização preventiva revelam um cenário alarmante na saúde mental dos docentes

 

Mais de 150 mil professores da rede pública brasileira foram afastados de suas funções em 2023 por motivos relacionados à saúde mental, segundo levantamento da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) com base em dados do INSS. A principal causa dos afastamentos foi o esgotamento emocional, um quadro frequentemente diagnosticado como transtorno depressivo ou burnout. 

Embora os sintomas sejam recorrentes como insônia, irritabilidade, apatia e crises de ansiedade, o adoecimento do educador segue muitas vezes invisível, mascarado pela rotina e pela idealização de que o professor deve ser resiliente a qualquer custo.

"Há uma romantização do sofrimento docente", afirma o psicólogo e professor Jair Soares, fundador do Instituto Brasileiro de Formação de Terapeutas (IBFT). “A depressão nos professores muitas vezes surge de forma silenciosa, como um cansaço emocional que não passa. São pequenos sintomas que vão se acumulando até a pessoa desaparecer de si mesma, mesmo estando presente em sala de aula”, pontua o especialista.

Segundo a OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), o Brasil é o país com maior prevalência de transtornos de ansiedade no mundo e o quinto em casos de depressão. Quando esse quadro se cruza com o ambiente escolar, um dos mais estressantes segundo estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp),  o resultado é alarmante: 72% dos docentes relatam já ter sentido sinais de esgotamento ou colapso mental.

Professores da educação infantil e dos anos iniciais são os mais vulneráveis. Para além das demandas pedagógicas, há pressões emocionais vindas da relação com as famílias dos alunos. “As famílias terceirizam completamente a educação emocional das crianças para a escola. Espera-se que o professor dê conta não só do conteúdo, mas também de acolher, formar valores e resolver conflitos que extrapolam o ambiente escolar”, diz Soares. “Isso cria um acúmulo psíquico que não é sustentável.”

Outro ponto em debate entre especialistas é o uso crescente de medicamentos antidepressivos entre os educadores. O consumo de psicofármacos aumentou 60% na última década no Brasil, de acordo com dados da Anvisa. “Vivemos um fenômeno mundial de medicalização preventiva. Muitos professores são diagnosticados de forma precoce e tratados com remédios antes mesmo de compreenderem o que estão sentindo. O uso se torna profilático, uma forma de continuar funcionando, não necessariamente de se curar”, alerta o psicólogo.

A TRG (Terapia do Reprocessamento Generativo), metodologia criada por Jair Soares e aplicada pelo IBFT, busca caminhos alternativos para o tratamento do sofrimento emocional sem a medicalização imediata. O processo propõe a identificação e reprocessamento de traumas que, muitas vezes, têm origem na infância e se manifestam tardiamente como depressão ou transtornos de ansiedade. “O sintoma é uma mensagem do inconsciente, uma tentativa do corpo de interromper uma dor antiga. Reprimir com remédios pode silenciar esse alerta, mas não resolve o problema”, afirma.

Dados do Censo Escolar e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) mostram que o número de licenciados no magistério tem caído nos últimos cinco anos, e entre os principais motivos para a desistência da carreira está a exaustão emocional. “O esgotamento dos professores não é só uma questão individual, é uma crise estrutural. Se não cuidarmos da saúde mental de quem educa, colapsam a base de toda a formação social”, conclui Soares.

A discussão sobre o adoecimento dos professores caminha, ainda de forma tímida, para dentro das secretarias de educação. Em São Paulo, por exemplo, um projeto-piloto iniciado em 2024 inclui acompanhamento psicológico gratuito a docentes em três diretorias regionais de ensino. Os primeiros relatórios indicaram uma redução de 32% nos pedidos de afastamento por questões psiquiátricas.

Para Soares, é urgente que se aprofunde esse debate com a sociedade. “A escola sozinha não pode sustentar o que é responsabilidade coletiva. O sofrimento de quem ensina deve ser visto com a mesma seriedade que se exige dos conteúdos ensinados em sala”, ressalta.

“Desenvolvemos um projeto com a TRG no município de Santa Helena de Goiás (GO), onde haverá atendimento financiado pela prefeitura deste município a todos os professores que tenham interesse em participar. Será gratuito. O projeto está previsto para iniciar no segundo semestre de 2025. Seria interessante que as autoridades tivessem interesse na saúde mental desta classe tão importante para o desenvolvimento do nosso país”, conclui Jair Soares.

 

Instituto Brasileiro de Formação de Terapeutas - IBFT
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Jair Soares dos Santos - psicólogo, terapeuta, hipnólogo, pesquisador e professor, além de ser o fundador do Instituto Brasileiro de Formação de Terapeutas (IBFT). Criador da Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG), sua trajetória é marcada por desafios pessoais que o motivaram a buscar soluções eficazes para o sofrimento emocional. Após enfrentar episódios de depressão e insatisfação com abordagens terapêuticas tradicionais, Jair dedicou-se ao desenvolvimento de uma metodologia que pudesse proporcionar alívio real e duradouro aos pacientes. Sua formação inclui graduação em Psicologia pela Faculdade Integrada do Recife e especializações em áreas como hipnoterapia e análise comportamental. Atualmente é doutorando em Psicologia pela Universidade de Flores (UFLO) na Argentina, onde desenvolve uma pesquisa com a TRG em pessoas com depressão e ansiedade, alcançando resultados promissores com a remissão dos sintomas nestes participantes. Há mais dois doutorados com a TRG a serem desenvolvidos neste momento.
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Subdiagnóstico de VSR em idosos é ameaça silenciosa à saúde1

O vírus sincicial respiratório, que tem sido muito diagnosticado nos últimos meses em crianças, pode passar despercebido em adultos mais velhos1

 

O número de casos de infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) aumentou expressivamente no Brasil durante os meses do outono de 2025, tornando-se um dos principais responsáveis por casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), na análise das semanas epidemiológicas 19 a 21, com 45% dos casos, e o segundo maior causador de óbitos relacionados no mesmo período, com 14% dos casos, segundo dados do Ministério da Saúde.9 De acordo com o Boletim Epidemiológico InfoGripe e do Ministério da Saúde, foram registrados 75.257 casos de SRAG no país em 2025, mas apenas 40.363 tiveram a identificação do agente causador.1,9 Além disso, segundo o SIVEP-Gripe, mais de 47% dos óbitos por SRAG em idosos na semana epidemiológica 21 não possuem agente etiológico identificado, o que evidencia dificuldades em diagnosticar o real agente responsável por casos graves de infecção respiratória viral.9 

“O VSR é muito conhecido como agente de bronquiolite em crianças, mas muitas pessoas desconhecem o seu impacto em idosos, já que é frequentemente subdiagnosticado em adultos. Estudos mostram que o VSR pode ser responsável por até 15% dos casos de pneumonia adquirida em adultos.2 Muitos casos são confundidos com um resfriado comum, devido a sintomas como coriza, tosse, febre e mal-estar.10 Como raramente são realizados testes laboratoriais para identificação do vírus, já que não há tratamento específico para a maior parte das infecções respiratórias virais e o manejo é apenas o uso de medicamentos para aliviar sintomas, muitos quadros acabam não sendo diagnosticados corretamente”, explica a infectologista Lessandra Michelin (CRM 23494-RS), líder médica de vacinas da GSK. 

Embora o diagnóstico em crianças seja mais comum, dados indicam que 28% dos óbitos por VSR ocorrem em adultos com 65 anos ou mais,9 grupo particularmente vulnerável ao agravamento da infecção, sobretudo aqueles com doenças crônicas como diabetes, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), asma e Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC).3 Estudos indicam que indivíduos com DPOC têm até 13 vezes mais risco de hospitalização devido a complicações do VSR; pessoas com Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC), até 7,6 vezes mais; portadores de diabetes, até 6,4 vezes; e aqueles com asma, até 3,6 vezes.4 

Outro aspecto importante é que as crianças pequenas, que frequentemente são infectadas pelo VSR, podem transmitir o vírus aos adultos mais velhos, como os avós. Indivíduos que convivem com crianças infectadas pelo VSR têm mais chance de contrair o vírus em casa. É a chamada infecção intradomiciliar. Pesquisas apontam que pessoas em contato com crianças com VSR tem 22,6 vezes mais chances de apresentar infecção por esse vírus.5 “Estamos em plena sazonalidade dos vírus respiratórios, com cocirculação importante do VSR e da influenza em várias regiões do país. A letalidade por VSR é significativamente maior nos idosos do que na população pediátrica”, afirmou a infectologista Rosana Richtmann (CRM 50470/SP) durante um webinar promovido pela GSK para debater a prevenção do VSR. 

Estima-se que, globalmente, 64 milhões de pessoas sejam afetadas anualmente pelo VSR,6 que é transmitido de maneira semelhante à gripe e à COVID-19, por meio de gotículas expelidas ao tossir ou espirrar, pelo contato próximo com alguém infectado ou com superfícies contaminadas.7,8 A transmissão pode ocorrer um ou dois dias antes do surgimento dos sintomas e se prolongar por até oito dias, e, em casos de imunossupressão, por até quatro semanas após o desaparecimento dos sintomas.7,8 

“É fundamental alertar a população sobre os riscos do VSR para os idosos, reforçando a necessidade de medidas preventivas e da vacinação, que é uma das principais formas de proteção, especialmente para os grupos de risco”, orienta a Dra. Lessandra. “Vacinar a todos desde que nascem promove o envelhecimento não em tempo maior, mas em qualidade de vida maior. E vacinar o idoso, principalmente aqueles que chegam nos 60+, é importante para que a gente mantenha a qualidade de vida”, afirmou a geriatra Maisa Kairalla (CRM 102136/SP), também durante o webinar. Entre as recomendações para reduzir a disseminação do vírus também estão: lavar as mãos com frequência, evitar tocar o rosto com as mãos não higienizadas, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, manter distância de pessoas doentes, desinfetar superfícies de uso frequente e permanecer em casa ao apresentar sintomas.7

 

 GSK 

 

Material dirigido ao público geral. Por favor, consulte o seu médico.

Referências

  1. FIOCRUZ. INFOGRIPE. Monitoramento de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) notificados no SIVEP-Gripe - SE-21. Disponível em: <Link>. Acesso em: JUNHO/2025;
  2. Lee N, Lui GC, Wong KT, et al. High morbidity and mortality in adults hospitalized for respiratory syncytial virus infections. Clin Infect Dis. 2013;57(8):1069-1077;
  3. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Respiratory Syncytial Virus Infection (RSV). RSV in older Adults. Disponível em: <Link>. Acesso em: JUNHO/2025;
  4. Branche AR, Saiman L, Walsh EE, et al. Incidence of respiratory syncytial virus infection among hospitalized adults, 2017–2020. ClinInfect Dis. 2022;74(6):1004-1011. doi:10.1093/cid/ciab595;
  5. Moreira LP, Watanabe ASA, Camargo CN, Melchior TB, Granato C, Bellei N. Respiratory syncytial virus evaluation among asymptomatic and symptomatic subjects in a university hospital in Sao Paulo, Brazil, in the period of 2009-2013. Influenza Other Respir Viruses. 2018 May;12(3):326-330;
  6. NATIONAL INSTITUTE OF ALLERGY AND INFECTIOUS DISEASES. Respiratory Syncytial Virus (RSV). Disponível em: <Link>. Acesso em: JUNHO/2025;
  7. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Respiratory Syncytial Virus Infection (RSV). How RSV Spreads. Disponível em: <Link> Acesso em: JUNHO/2025;
  8. MAYO CLINIC. Respiratory syncytial virus (RSV). Symptoms and causes. Disponível em: <Link> Acesso em: JUNHO/2025;

9.    Ministério da Saúde; Vigilância das síndromes gripais; Secretaria de vigilância em Saúde e Ambiente; Boletim infogripe S21 2025; Dísponível em: <Link> Acesso em: JUNHO/2025;
10. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Respiratory Syncytial Virus Infection (RSV). About RSV. Disponível em: <
Link> Acesso em: JUNHO/2025.


Férias sem susto! Dicas práticas para passar longe de uma intoxicação alimenta

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Como evitar contaminações para não perder bons momentos de descanso e curtição

 

Uma refeição contaminada pode arruinar seus planos de férias no meio do ano. Os efeitos que podem surgir vão desde desconfortos leves, como náuseas, vômitos ou diarreia, até quadros mais graves que exigem atendimento hospitalar. “O quadro costuma acontecer por causa da contaminação por bactérias que se multiplicam rapidamente e tornam os alimentos perigosos para o consumo”, alerta a nutricionista e mestre em Nutrição Ana Cristina Gutiérrez, membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife.Para evitar situações assim, a nutricionista compartilha algumas recomendações para conservar bem os alimentos e cuidar da sua saúde. Aqui estão elas:
 

Higiene e manipulação

• Lave bem as mãos, os utensílios e as superfícies antes e depois de cozinhar e de se alimentar. Esse hábito simples evita a contaminação cruzada entre ingredientes crus e os que já estão cozidos ou prontos para servir.

• Não se esqueça das frutas e verduras: lave-as em água corrente e deixe-as de molho com algumas gotas de hipoclorito próprio para sanitizar alimentos antes de consumi-los.
 

Se for comer fora

• Preste atenção ao lugar onde vai comer. Procure locais que pareçam limpos, onde os funcionários usem touca, luvas e onde a comida esteja bem armazenada. Em buffets, verifique se os pratos estão na temperatura adequada. Comidas que ficam muitas horas fora da refrigeração ou do aquecimento ideal podem representar um risco.
 

Cuidado com alimentos delicados

• Tenha atenção redobrada com alimentos líquidos ou feitos com leite e derivados, como ensopados, estrogonofe ou molhos brancos. Eles estragam mais rápido porque o meio líquido favorece o crescimento de bactérias.

 

Mantenha na temperatura correta

• O que é quente, deve estar bem quente. O que é frio, bem frio. As baixas temperaturas impedem a proliferação de bactérias, e o cozimento adequado elimina essas ameaças.

• Se for levar carne crua para um churrasco, mantenha-a em um cooler com gelo. Melhor ainda se ela já estiver temperada e bem embalada, longe de alimentos prontos, para evitar contaminações.

• Antes de consumi-la, verifique se a carne está bem cozida, especialmente se tiver osso. Muitas vezes, ela parece pronta por fora, mas ainda está crua por dentro.

• Depois que o peixe, frango ou carne estiverem prontos, não os coloque de volta no tempero usado quando estavam crus. Esse líquido pode conter bactérias perigosas.

 

Conservação e sobras

• Não deixe a comida esfriando no fogão ou sobre a mesa. Guarde as sobras em potes e leve-as à geladeira, ao congelador ou a um cooler com bolsas de gelo. “Duas horas é o tempo máximo que os alimentos podem ficar em temperatura ambiente depois de cozidos. Se estiver muito calor (acima de 32 °C), esse tempo cai para uma hora”, explica Gutiérrez.

• Use recipientes rasos (com no máximo dois dedos de profundidade) para que a comida esfrie de forma mais rápida e uniforme.

• Consuma as sobras rapidamente ou congele-as.

• Escolha bem o recipiente onde vai guardar a comida. O vidro é ideal: fácil de limpar, atóxico e mais sustentável. Se usar plástico, certifique-se de que é livre de bisfenol A (BPA). Não utilize potes antigos, riscados ou danificados.


Aromaterapia no TDAH Infantil: 3 óleos essenciais para melhorar a atenção e o foco em criança

 

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Especialista em Aromaterapia infantil, Luiza Domini explica como os óleos essenciais são aliados naturais no cuidado diário de crianças com TDAH, contribuindo para a atenção e a regulação das emoções

 

Crianças com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) costumam apresentar dificuldade para manter a atenção sustentada, controlar impulsos e lidar com a agitação motora. Esses desafios impactam o ambiente familiar, a rotina escolar, os relacionamentos e até momentos simples do dia a dia, como fazer a lição de casa ou se preparar para dormir. Para as famílias, isso pode gerar sobrecarga, estresse e a sensação de que tudo é mais difícil do que deveria ser.

É nesse cenário que a aromaterapia infantil se apresenta como uma aliada no cuidado complementar ao TDAH. Por meio do uso seguro e consciente dos óleos essenciais, é possível favorecer a regulação emocional, apoiar a concentração e ajudar a reduzir episódios de agitação e frustração. Trata-se de um recurso natural, delicado e eficaz, que contribui para tornar o dia a dia da criança, e da família, mais leve e equilibrado.

A aromaterapeuta Luiza Domini, especialista em aromaterapia infantil aplicada aos transtornos psiquiátricos e no cuidado de crianças neurodivergentes, explica que os óleos essenciais certos, quando utilizados com orientação profissional, contribuem para a autorregulação e para um ambiente mais calmo e previsível no dia a dia da criança.


Três óleos essenciais que apoiam o TDAH infantil
Limão-siciliano (Citrus limon)
– com seu aroma delicado, é ideal para crianças pequenas, pois ativa a atenção e facilita o aprendizado, ao mesmo tempo em que ajuda a estabilizar o humor. 


Vetiver (Vetiveria zizanoides) – indicado para crianças acima de 3 anos, é conhecido como o “óleo de aterramento”, o vetiver oferece ancoragem e presença. Seus efeitos sobre o sistema nervoso central ajudam a reduzir a hiperatividade e a melhorar a atenção. Ideal para crianças que se distraem com facilidade e têm dificuldade de permanecer focadas. 


Alecrim QT cineol (Rosmarinus officinalis) – recomendado para crianças acima de 7 anos, é estimulante suave da memória e da clareza mental, esse óleo favorece o foco. É especialmente útil em momentos que exigem atenção sustentada, como tarefas escolares ou atividades dirigidas.

A especialista explica que estudos apontam que o óleo essencial de vetiver, assim como os compostos químicos limoneno (presente no limão-siciliano) e 1,8-cineol (presente no alecrim QT cineol), apresentam efeitos positivos na modulação do sistema nervoso central. Essas substâncias atuam modulando a ação de neurotransmissores como dopamina e noradrenalina, favorecendo o equilíbrio de funções cerebrais relacionadas à atenção, ao controle dos impulsos e à regulação do comportamento.


Pequenos rituais, grandes transformações

O segredo da aromaterapia infantil está na repetição amorosa e no uso respeitoso, sempre com base na segurança. Incorporar os óleos essenciais à rotina da criança, de forma simples e sensível, pode fazer toda a diferença no dia a dia:

  • Durante as tarefas escolares: pingue 3 gotas do óleo essencial escolhido em um difusor de ambientes com água e deixe próximo à criança durante a atividade. O aroma fresco ajuda a manter o foco e a clareza mental.
  • No fim do dia: prepare um roll-on com 10 ml de óleo vegetal e 2 gotas de óleo essencial de vetiver para uma massagem nos pés. Além de auxiliar na desaceleração, esse cuidado pode se tornar um momento especial de vínculo e presença.

“Quando usamos a aromaterapia com consciência, ela se transforma em muito mais do que uma técnica — vira linguagem de cuidado”, afirma Luiza. “A criança aprende, pouco a pouco, que pode confiar em seu corpo, em seus sentidos e que cada aroma se torna um convite à regulação e ao afeto. Um jeito gentil de dizer à criança: você pode ser exatamente como é, e ainda assim encontrar equilíbrio.”


Inverno aumenta risco de doenças cardíacas: saiba como prevenir


Com a chegada do inverno, além das baixas temperaturas, aumenta também a preocupação com as doenças cardíacas. Segundo dados do Instituto Nacional de Cardiologia, nesta época do ano o risco de infarto sobe em até 30%, especialmente em pessoas com fatores de risco, como hipertensão, diabetes, obesidade e tabagismo. 

De acordo com o cardiologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Dr. Leandro Costa, o frio exige mais esforço do coração. “Em dias frios, o corpo utiliza um mecanismo chamado vasoconstrição, ou seja, os vasos sanguíneos ficam mais contraídos para manter a temperatura corporal estável. Isso aumenta a pressão arterial e sobrecarrega o músculo cardíaco, elevando o risco de infarto e acidente vascular cerebral”, alerta. 

Outro fator relevante é a associação do frio com gripes e resfriados, que provocam inflamações nas vias aéreas. “Esses quadros inflamatórios acabam afetando também os vasos sanguíneos, favorecendo a formação de coágulos e aumentando a chance de complicações cardiovasculares”, complementa o especialista. 

Para manter a saúde cardíaca durante os dias mais frios, Dr. Leandro recomenda algumas medidas preventivas essenciais:

  • Mantenha-se aquecido: use roupas adequadas para evitar a vasoconstrição excessiva, vestindo-se em camadas e protegendo mãos e pés.
  • Hidratação constante: mesmo com menor sensação de sede, é importante manter-se hidratado para evitar o aumento da viscosidade sanguínea, facilitando a circulação.
  • Exercícios moderados: evite atividades físicas intensas ao ar livre em temperaturas muito baixas. Prefira ambientes aquecidos para exercitar-se com segurança.
  • Alimentação equilibrada: consuma alimentos com baixo teor de gorduras e sal, priorizando frutas, verduras e proteínas magras para fortalecer o organismo.
  • Realize check-ups regulares: exames periódicos e consultas frequentes com o cardiologista auxiliam na detecção precoce e controle de problemas cardíacos. 

A adoção desses cuidados pode reduzir significativamente o risco de eventos cardiovasculares durante o inverno, garantindo uma estação mais segura e saudável.

 

Dr. Leandro Costa – CRM: 131374 RQE: Cardiologia 98346


Especialista aponta 5 sinais de que adolescentes podem estar consumindo antidepressivos de forma precoce

Brasil ocupa o 5º lugar no ranking mundial na utilização de antidepressivos, atrás apenas de países como Estados Unidos, Islândia, Austrália e Canadá.


Com vídeos que ultrapassam milhões de visualizações no TikTok, adolescentes brasileiros estão cada vez mais expostos a conteúdos que abordam o uso de medicamentos para ansiedade e depressão. A explosão de tutoriais, relatos pessoais e postagens de influenciadores explicando “para que serve” um determinado remédio criou um novo ciclo de curiosidade, busca por alívio imediato e automedicação precoce. 

A consequência desse fenômeno é alarmante,  quatro em cada cinco jovens afirmam ter feito uso de psicotrópicos ao menos uma vez, segundo levantamento da ONG Acorda Sociedade, realizado com 2.300 estudantes de ensino médio em seis capitais brasileiras.

De acordo com dados mais amplos da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil está entre os países com maior taxa de consumo de medicamentos antidepressivos na América Latina. A consultoria IQVIA, que audita o mercado farmacêutico global, apontou que o país ocupa o 5º lugar no ranking mundial de consumo de antidepressivos, atrás apenas de países como Estados Unidos, Islândia, Austrália e Canadá.


A influência direta das redes sociais

O TikTok, plataforma favorita de adolescentes, tem se tornado um canal informal de informação sobre saúde mental. Uma simples busca por “sertralina” ou “fluoxetina” retorna milhares de vídeos com conteúdos que vão de desabafos a explicações pseudocientíficas. O formato curto, emocional e facilmente compartilhável contribui para a banalização dos medicamentos.

“A linguagem informal e o alcance de influenciadores criam um cenário onde o antidepressivo é visto como uma solução mágica. Isso estimula a experimentação sem prescrição, o que representa um risco grave para a saúde mental e física desses jovens”, alerta Jair Soares, psicólogo e fundador do Instituto Brasileiro de Formação de Terapeutas (IBFT).

Além disso, os próprios médicos têm utilizado as redes sociais para explicar efeitos colaterais e indicações clínicas. Embora o objetivo seja educativo, essa exposição excessiva tem efeito colateral: aumenta a curiosidade e a normalização do uso. Segundo a Fundação Fiocruz, adolescentes entre 13 e 17 anos já estão entre os principais consumidores de antidepressivos com e sem prescrição no país, com crescimento de 30% na última década.


Como identificar os sinais?

A automedicação entre adolescentes raramente começa de forma abrupta. Especialistas apontam comportamentos recorrentes que devem ser observados por pais e professores:

  • Mudanças bruscas de humor ou apatia prolongada
  • Afastamento de amigos e familiares
  • Distúrbios de sono ou alimentação
  • Queda no rendimento escolar
  • Interesse repentino por temas relacionados à depressão e ansiedade nas redes sociais

“O maior erro é minimizar esses sinais. A adolescência é, sim, uma fase de instabilidade, mas há um limite entre o que é esperado e o que exige atenção clínica. Escutar o jovem, validar suas emoções e buscar ajuda são atitudes fundamentais”, orienta Jair.


O papel da escola e da família

A escola desempenha papel crucial nesse cenário. Professores e orientadores educacionais, muitas vezes, são os primeiros a perceber mudanças no comportamento dos estudantes. Ter um protocolo de acolhimento, apoio psicopedagógico e contato com os responsáveis é fundamental.

Já em casa, especialistas recomendam que os pais mantenham um canal de diálogo aberto, evitem julgamentos e monitorem o consumo digital sem adotar posturas autoritárias. “O adolescente precisa sentir que pode pedir ajuda sem medo de punição ou crítica. Essa confiança é o primeiro passo para evitar a automedicação”, reforça Jair.


Quando procurar ajuda profissional?

O ideal é que qualquer uso de medicamento psicoativo por menores de idade seja acompanhado por psiquiatra e psicólogo. Além disso, o IBFT recomenda abordagens integrativas que considerem o histórico emocional do adolescente. A Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG), aplicada por profissionais formados pelo instituto, busca tratar a origem da dor emocional por meio de um processo seguro de reestruturação de memórias e vivências.

“Trabalhar a causa e não apenas o sintoma é essencial. Muitos adolescentes recorrem aos remédios por não saberem nomear o que sentem. Quando conseguem acessar e elaborar essas emoções com segurança, o quadro costuma melhorar significativamente e, muitas vezes, sem a necessidade de manter o uso prolongado de medicamentos”, conclui o psicólogo.

 

Instituto Brasileiro de Formação de Terapeutas (IBFT)
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Jair Soares dos Santos - psicólogo, terapeuta, hipnólogo, pesquisador e professor, além de ser o fundador do Instituto Brasileiro de Formação de Terapeutas (IBFT). Criador da Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG), sua trajetória é marcada por desafios pessoais que o motivaram a buscar soluções eficazes para o sofrimento emocional. Após enfrentar episódios de depressão e insatisfação com abordagens terapêuticas tradicionais, Jair dedicou-se ao desenvolvimento de uma metodologia que pudesse proporcionar alívio real e duradouro aos pacientes. Sua formação inclui graduação em Psicologia pela Faculdade Integrada do Recife e especializações em áreas como hipnoterapia e análise comportamental. Atualmente é doutorando em Psicologia pela Universidade de Flores (UFLO) na Argentina, onde desenvolve uma pesquisa com a TRG em pessoas com depressão e ansiedade, alcançando resultados promissores com a remissão dos sintomas nestes participantes. Há mais dois doutorados com a TRG a serem desenvolvidos neste momento.
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Os riscos ocultos no salão de beleza

 Infectologista alerta para doenças graves que podem ser transmitidas durante procedimentos estéticos e ensina como se proteger


Ir ao salão de beleza pode parecer um momento de relaxamento e autocuidado, mas também pode esconder riscos sérios para a saúde. De hepatites virais a infecções por fungos e bactérias, os procedimentos de manicure, pedicure, depilação e até escova no cabelo podem ser fontes de transmissão de doenças — principalmente quando não são seguidas as boas práticas de higiene e biossegurança.

Segundo a Dra. Michelle Zicker, infectologista do São Cristóvão Saúde, as doenças mais preocupantes são as hepatites B e C, que podem ser transmitidas pelo uso de alicates e outros instrumentos cortantes não esterilizados. “Esses vírus são extremamente resistentes no ambiente: o da hepatite C sobrevive até 3 dias, e o da hepatite B pode permanecer ativo por até 7 dias”, alerta a especialista.

Mas o perigo não está apenas nos alicates. “Lixas de unha, espátulas, palitos e até toalhas reutilizadas podem transmitir fungos, HPV e bactérias que causam infecções de pele. O reaproveitamento de ceras depilatórias e utensílios de aplicação também é um ponto crítico de contaminação”, explica Dra. Michelle.

Esses riscos aumentam significativamente em locais que operam de forma irregular, sem fiscalização ou sem licença da Vigilância Sanitária — uma realidade ainda comum no Brasil. “Infelizmente, a fiscalização ainda é falha, e muitos estabelecimentos funcionam sem seguir as normas mínimas de biossegurança”, lamenta a infectologista.


O que o cliente deve observar

O consumidor precisa ficar atento a alguns sinais importantes. Dra. Michelle recomenda verificar se o salão tem licença da Vigilância Sanitária, observar o uso de materiais descartáveis (como lixas, palitos, luvas e protetores plásticos para cubas e bacias) e conferir se os instrumentos metálicos são esterilizados em autoclaves.

“Autoclave é o método mais eficaz para eliminar vírus como o da hepatite, por exemplo. Limpeza com álcool ou água quente não é suficiente”, reforça. Além disso, a especialista dá uma dica simples, mas poderosa: leve seu próprio kit de manicure. “Isso evita qualquer risco de contaminação cruzada com materiais usados por outras pessoas”.


E os profissionais, estão protegidos?

Os profissionais também devem se cuidar. Além da esterilização dos instrumentos, o uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) como luvas descartáveis — trocadas a cada atendimento — além da a higiene frequente das mãos, que é essencial para proteger tanto o cliente quanto o próprio trabalhador.

Outro cuidado importante é a vacinação contra hepatite B, disponível gratuitamente pelo SUS. “Todo profissional da beleza deveria estar imunizado. É uma medida simples que salva vidas”, enfatiza a médica.


A beleza não pode custar a saúde

Seja para fazer a unha, uma escova no cabelo ou depilação, a vaidade nunca deve estar acima da segurança. Embora muitos salões sigam boas práticas, é fundamental que o consumidor saiba identificar ambientes inseguros e tenha consciência dos riscos.

“A saúde deve ser prioridade. Antes de sentar-se na cadeira do profissional, observe o ambiente, questione os procedimentos e, se necessário, leve seu próprio material”, finaliza Dra. Michelle Zicker.

 

Grupo São Cristóvão Saúde


Nem todo chá é inofensivo — e o consumo exagerado ou inadequado pode prejudicar a saúde


Com a chegada dos dias frios, cresce o consumo de chás como forma de aquecer o corpo, trazer conforto e até tratar pequenos desconfortos. Mas o farmacêutico naturopata Jamar Tejada (Tejard), especialista em fitoterapia, faz um alerta importante: “Muita gente acha que tudo que vem da natureza é seguro, mas isso não é verdade. Chás são, na prática, medicamentos naturais, com substâncias químicas ativas que podem interagir com remédios, alterar a pressão arterial, sobrecarregar fígado ou rins e até causar intoxicações.”
 

Perigos comuns escondidos nos chás

• Chás “detox” ou diuréticos: podem causar perda excessiva de sais minerais, desidratação e queda de pressão arterial. Em pessoas com hipertensão, o uso indiscriminado pode interferir na eficácia de medicamentos anti-hipertensivos.

• Chás laxantes: ervas como sene ou cáscara sagrada irritam a mucosa intestinal e, se usadas com frequência, podem causar cólicas, desidratação e até dependência do funcionamento intestinal.

• Chás emagrecedores: frequentemente contêm estimulantes como cafeína, efedrina ou ioimbina, que elevam a frequência cardíaca, aumentam o risco de arritmias, causam insônia, tremores ou ansiedade.

• Misturas caseiras sem orientação: combinar ervas pode potencializar efeitos tóxicos, anular propriedades benéficas ou gerar reações alérgicas inesperadas.

• Uso prolongado ou em altas doses: até mesmo chás calmantes como camomila, melissa ou erva-cidreira podem interferir na ação de medicamentos como ansiolíticos, anticonvulsivantes ou anticoagulantes.
 

Como tomar chás com segurança

Tejard ensina algumas regras básicas para aproveitar os benefícios dos chás sem riscos: “Não se pode inventar receitas sem orientação, pois cada erva tem princípios ativos diferentes e não se deve ultrapassar 2 a 3 xícaras ao dia, salvo indicação profissional”, afirma.
Ele também chama atenção para grupos que merecem cuidado redobrado: gestantes, lactantes, crianças e idosos. “Muitas ervas não são seguras nessas fases da vida, podendo provocar contrações uterinas, alterações hormonais, ou sobrecarga hepática”, explica.
 

Como preparar chás da maneira correta

Embora pareça simples, preparar um chá exige atenção a detalhes que fazem toda a diferença. “A água não deve ser aquecida no micro-ondas, já que assim é impossível controlar a temperatura, e isso será determinante no resultado final. Ela também não deve ferver. O ideal é retirar do fogo assim que as primeiras bolhas começarem a subir, antes de atingir o ponto de ebulição”, ensina Tejard.

Outro ponto essencial é o armazenamento correto: ele é o que garante frescor, aroma e, principalmente, a preservação dos princípios ativos. “Cada planta tem suas características específicas, então não dá para estabelecer um prazo de validade único. Mas, de modo geral, nenhum chá deve ser consumido após 12 horas de preparado. E, nesse intervalo, ele precisa ser armazenado em recipiente de vidro, com tampa e mantido na geladeira”, orienta.

Segundo o farmacêutico, o contato com o ar pode acelerar processos de oxidação e fermentação, prejudicando tanto o sabor quanto as propriedades medicinais. “Quanto menos ar no recipiente, melhor. Do contrário, você corre mais risco de ingerir bactérias do que de colher os benefícios dos chás”, finaliza.
  


Jamar Tejada - Farmacêutico graduado pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica pela Universidade Luterana do Brasil, RS (ULBRA), Pós-Graduação em Gestão em Comunicação Estratégica Organizacional e Relações Públicas pela USP (Universidade de São Paulo), Pós-Graduação em Medicina Esportiva pela (FAPES), Pós-Graduação em Comunicação com o Mercado pela ESPM, Pós-Graduação em Formação para Dirigentes Industriais com Ênfase em Qualidade Total - Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-(UFRGS) e Pós-Graduação em Ciências Homeopáticas pelas Faculdades Associadas de Ciências da Saúde. Proprietário e Farmacêutico Responsável da ANJO DA GUARDA Farmácia de manipulação e homeopatia desde agosto 2008. www.tejardiando.com.br
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Sinusite pode levar a complicações graves, alerta otorrinolaringologista

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Médica explica que, diferente da gripe comum, o problema pode se espalhar, atingindo os seios da face


A onda de frio que tem se espalhado pelo país intensifica uma preocupação recorrente: a sinusite. A condição, muitas vezes banalizada, pode sim evoluir para situações graves e exigir cuidados médicos urgentes, como explica a otorrinolaringologista Dra. Camila Marinho, especialista em rinologia e base de crânio do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco. 

“A sinusite pode levar a complicações graves, caso não seja tratada. A doença ocorre quando os seios da face ficam inflamados ou cheios de muco, geralmente por infecções virais, bacterianas ou alergias. Fatores como desvio de septo, baixa imunidade e mudanças bruscas de temperatura também contribuem”, afirma a médica. 

Outro ponto importante diz respeito à sinusite aguda — quadro que dura até quatro semanas e costuma surgir após um resfriado. “Já a sinusite crônica persiste por 12 semanas ou mais e pode se repetir várias vezes ao ano, sendo geralmente associada a alergias ou alterações anatômicas”, destaca a Dra. Camila. 

O alerta se acende quando sintomas como dor facial intensa, inchaço ao redor dos olhos, confusão mental, vômitos persistentes ou rigidez na nuca aparecem. “Esses sinais indicam que a infecção pode ter se espalhado e, nesse caso, a avaliação hospitalar é imprescindível”, ressalta Marinho. 

Apesar de comum, a sinusite exige cuidados diários para evitar crises ou agravamentos. “Lavar o nariz com soro fisiológico, hidratar-se bem, umidificar o ambiente e evitar exposição a fumaça, ar-condicionado frio e cheiros fortes são medidas essenciais”, recomenda a otorrinolaringologista. Ela também destaca a importância do acompanhamento médico regular, especialmente em casos de rinite ou crises recorrentes. 

A médica chama atenção para o uso indiscriminado de descongestionantes nasais. “Aquelas gotinhas milagrosas, quando usadas por mais de cinco dias, causam efeito rebote, podem elevar a pressão arterial, provocar arritmias e até gerar dependência. Só devem ser usadas com orientação médica e por tempo limitado.” 

Para quem sofre com crises frequentes, o tratamento é individualizado de acordo com as necessidades de cada paciente, explica a médica. “Pode incluir sprays de corticoide nasal, antialérgicos, antibióticos (em casos de infecção bacteriana) e, quando necessário, cirurgia endoscópica para corrigir alterações anatômicas que impedem a drenagem dos seios da face”, discorre a Dra. Camila. 

A prevenção também é possível. “Vacinação contra a gripe, controle da rinite, boa higiene ambiental, evitar poluentes e fortalecer a imunidade com sono adequado, alimentação saudável e atividade física são medidas fundamentais”, reforça. 

Por fim, é importante saber diferenciar uma gripe comum de uma sinusite. “Dor ou pressão na testa, bochechas, ao redor dos olhos, dor nos dentes superiores, catarro espesso e sensação de secreção descendo pela garganta são sinais de que a inflamação já atingiu os seios da face. Nesses casos, procure um otorrino”, orienta Dra. Camila Marinho. 

“Na dúvida, o melhor é procurar um especialista. Um diagnóstico correto evita complicações e permite um tratamento mais eficaz”, finaliza a Dra. Camila Marinho.


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