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sexta-feira, 6 de junho de 2025

Reforma tributária: simplificar é bom, mas você já atualizou o sistema?

A promessa é tentadora: um sistema tributário mais simples, com menos burocracias e regras unificadas. Quem nunca sonhou com isso que atire a primeira nota fiscal eletrônica! Mas, antes de comemorar o fim da complexidade tributária brasileira, vale a pena entender que a simplicidade prometida vem acompanhada de uma transição digna de novela — daquelas com muitas reviravoltas e capítulos longos, afinal, a tão falada reforma tributária foi aprovada.

A mudança é real e começa a entrar em cena aos poucos já em 2026. O problema? O que parecia ser um “finalmente vai facilitar!” pode se revelar mais para uma “opa, acho que preciso rever minha estrutura inteira”. No entanto, isso não é motivo para pânico, apenas para uma maior atenção.

Menos impostos? Não exatamente — a reforma não reduz a carga tributária, a ideia aqui é reestruturar como os tributos são cobrados, não quanto se paga. É como trocar o carro — o modelo é novo, mais moderno, entretanto, o combustível continua caro.
Hoje, temos uma sopa de letrinhas: ICMS, IPI, PIS, COFINS, ISS. No futuro muito próximo, teremos o famoso IVA — Imposto sobre Valor Agregado. E, embora a promessa seja de mais transparência, a verdade é que sua alíquota não aliviará o bolso.

Entre 2026 e 2032, viveremos sob dois sistemas tributários ao mesmo tempo. Você leu certo. É como aprender a dançar forró com uma perna no samba. Durante esse período, empresas terão que operar com regras novas e antigas lado a lado. Emissão de nota, cálculo de crédito, apuração — tudo em dobro. E se você acha isso divertido, é porque nunca entregou um SPED no último minuto.

Ainda tem muita coisa em aberto. Um dos pontos mais comentados é o tal do split payment, que terá como característica separar o valor do imposto automaticamente, no momento da transação, e, já repassá-lo aos cofres públicos. Parece moderno, né? Pois é. Mas o que se sabe até agora é que será bem complexo. Seguimos aguardando as cenas dos próximos capítulos. Também tem a questão dos créditos acumulados. Se sua empresa possui valores a recuperar pagos a mais ao fisco, o prazo para pedi-los de volta termina no final de 2025. Depois disso, é fila de 20 anos para ver a cor do dinheiro.

Apesar de parecer que o "bicho ainda nem acordou", 2025 é o ano de arrumar a casa. É hora de olhar com atenção e urgência para sistemas, processos e equipes. Vale revisar fornecedores, entender o impacto nos preços e, principalmente, investir em treinamento. Porque sim, tudo vai mudar — mas, quem se preparar agora sai na frente.
E não é necessário fazer isso sozinho, afinal, consultorias especializadas em tributação já estão de olho nesse cenário e podem ajudar sua empresa a se adaptar sem surtar no caminho.

A reforma tributária não é o fim do mundo, entretanto, também não é o paraíso fiscal prometido. É como aquela faxina que a gente adia: no começo parece tranquila, mas quando começa a mexer nos armários, percebe que tem muito mais coisa para limpar do que se imaginava. Portanto, respire, beba uma água e comece a se preparar. Porque a reforma já está aí — e, com ela, muitas oportunidades para quem souber navegar nessa nova fase com inteligência e um bom planejamento.

Que em 2033 possamos, enfim, olhar para trás e rir da loucura que foi o período de transição — um capítulo confuso da nossa história tributária. Que possamos celebrar um sistema simples, unificado, funcional. Um modelo em que o imposto não seja mais um enigma, a nota fiscal não pareça um código secreto, e o contribuinte consiga apenas entender, pagar e seguir a vida. Sem drama, sem novela. E, com um pouco de sorte, tão claro que até o grupo da família pare de perguntar se o Pix vai ser taxado.

 



Regiane Rios - especialista fiscal e contábil do Grupo Skill.

Grupo Skill

 

Como separar as finanças pessoais das finanças da empresa sendo MEI


Especialistas explicam por que misturar as contas pode gerar confusão patrimonial, prejudicar a saúde financeira do negócio e até causar desenquadramento do MEI

 

Separar as finanças pessoais das finanças da empresa é uma das primeiras e mais importantes lições para quem é MEI (Microempreendedor Individual). A prática evita confusões patrimoniais, melhora a gestão do negócio e ajuda o empreendedor a visualizar com clareza se a empresa está sendo lucrativa ou não. Pode parecer óbvio, mas na rotina apertada de quem trabalha por conta própria, esse cuidado nem sempre é colocado em prática.

“É um princípio contábil: o da entidade. Nunca se deve misturar as contas da empresa com as da pessoa física. São duas pessoas distintas”, explica Welinton Mota, diretor tributário da Confirp Contabilidade.

Enio Pinto, gerente de relacionamento com o cliente do Sebrae, afirma que misturar as contas pessoais e as da empresa é um erro muito comum nos negócios, independentemente do tamanho da empresa.

Ele cita que a pesquisa do Sebrae Hábitos de Uso de Produtos Financeiros mostrou que utilizar recursos de pessoa física para colocar na empresa é uma prática que já foi adotada por 60% dos donos de pequenos negócios.

No caso do MEI, é ainda mais imprescindível para a gestão financeira, porque a falta dessa divisão pode gerar uma sensação de que o negócio nunca prospera, uma perspectiva de ineficiência, sinaliza ele.


O risco de misturar tudo

Misturar o caixa pessoal e o da empresa não gera apenas problemas de gestão de gastos e receitas para ambas as partes. Pode gerar também problemas legais, segundo Mota. “Se não há a divisão dos caixas, caso a empresa vá à falência, pode haver o que chamamos de confusão patrimonial. Nesse caso, o sócio passa a responder com seus bens pessoais por dívidas da empresa”, alerta.

Do ponto de vista tributário, o impacto pode ser grave caso o faturamento ultrapasse o limite anual de R$ 81 mil. “Se isso acontecer, o MEI pode ser desenquadrado e acabar tendo que migrar para outro regime, com carga tributária mais alta”, explica Camilla Magrini, economista e planejadora financeira CFP®.


Conta separada: primeiro passo para a organização

Ter uma conta bancária separada para o CNPJ é considerado o primeiro e mais importante passo para organizar as finanças. “Com isso, todos os pagamentos do negócio são feitos por essa conta e o que for transferido para a conta pessoal é o pró-labore. Isso já dá clareza sobre o que é do negócio e o que é da vida pessoal”, orienta Camilla.

Mota reforça que, mesmo que o MEI opte por não abrir uma conta jurídica, é essencial registrar detalhadamente todas as transações. “Pode ser em planilha de Excel ou até no papel de pão, como os antigos empreendedores faziam. O importante é anotar tudo. Sem informação, não há controle. E, sem controle, não há gestão.”

Enio cita uma ferramenta desenvolvida pelo Sebrae para ajudar os pequenos negócios na organização das suas finanças e até na obtenção de empréstimos: Planejadora Sebrae.

“A ferramenta possibilita uma análise dos indicadores financeiros dos MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte e busca promover sustentabilidade e crescimento nos pequenos negócios por meio de planejamento financeiro estratégico”, comenta.


Como definir o pró-labore sem prejudicar o negócio?

Determinar quanto se pode retirar mensalmente da empresa requer planejamento. “É importante que o empreendedor tenha uma projeção de fluxo de caixa e conheça a sazonalidade do negócio. Assim, ele evita se descapitalizar em períodos de baixa”, afirma Camilla.

Mota explica que, na prática, o MEI pode calcular o lucro considerando os percentuais estabelecidos por lei: 32% do faturamento para serviços e 8% para comércio e indústria. “Descontando o imposto e outras despesas, o que sobra pode ser distribuído como lucro. Mas o ideal é guardar pelo menos 10% do faturamento mensal como reserva”, sugere.

O MEI paga uma “mensalidade” que engloba um percentual para impostos e tributos como INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza) e ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), dependendo da atividade exercida.

Neste ano, os valores vão de R$ 76,90 para empresas do comércio ou indústria (R$ 75,90 de INSS + R$ 1 de ICMS) a R$ 80,90 para prestação de serviços (R$ 75,90 de INSS + R$ 5 de ISS).

Não ter definido um pró-labore ou um “salário” para o empresário, especialmente para aquele que não tem uma educação financeira anterior, pode, no primeiro bom resultado, bater a sensação do “eu mereço”, que faz muitos empreendedores gastarem o que ganham sem controle, comenta Enio.

“Essa situação costuma ser um grande sabotador, por isso precisamos ter muito cuidado com a saúde emocional e a maneira como lidamos com o dinheiro. Definir o valor que irá receber faz com que possíveis excedentes possam ser investidos na operação. O importante é ter indicadores que possam apontar qual o melhor valor para o pró-labore que se encaixa nas finanças do pequeno negócio.”


A importância de controles financeiros

Independentemente do tamanho do negócio, é essencial que se mantenham registros organizados. “O formato de controle pode ser o que funcionar melhor para o empreendedor: planilha, app, caderno. Mas precisa existir. Caso contrário, ele não saberá se está vivendo acima do que pode ou se o negócio não está lucrando”, diz Camilla.

Essa também é a orientação de Enio: “o empreendedor precisa entender quanto entra e quanto sai, e isso só é possível com registros. É dessa forma que ele poderá crescer de maneira sustentável”.


Trabalha de casa? Cuidado com o uso de recursos pessoais

Para quem atua de casa e usa luz, internet e outros recursos da residência no negócio, o alerta é ainda mais importante. “Mesmo nesses casos, é fundamental separar e controlar o que é gasto para o trabalho e o que é gasto pessoal. O importante é ser um bom administrador”, diz Mota.


Contador e planejamento: aliados do MEI

Outra recomendação unânime entre os especialistas é buscar ajuda profissional. “É recomendável — quase obrigatório — que o MEI tenha um contador, especialmente para não ultrapassar o limite de faturamento e para recolher corretamente o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional)”, afirma Camilla.

Segundo ela, mesmo para os chamados “PJs por necessidade”, aqueles que atuam como MEI em vínculos que deveriam ser CLT, o ideal é organizar as finanças com clareza. “Ainda que esse profissional não se veja como empreendedor, ele tem obrigações como empresa e precisa se organizar.”


Dicas do Sebrae para um planejamento financeiro eficiente:

Crie uma planilha: essa dica serve para a vida pessoal e da empresa. É fundamental ter domínio sobre as receitas, as despesas e o fluxo de caixa para identificar áreas de melhoria e oportunidades de crescimento.

Mapeie informações: dados financeiros relevantes, como histórico de vendas, custos fixos e variáveis, pagamentos a fornecedores e recebimentos de clientes, ajudam na tomada de decisões, a identificar padrões sazonais ou tendências de crescimento e declínio nas receitas e despesas.

Projete vendas futuras: estime os recebimentos e pagamentos esperados para cada período e desenvolva diferentes cenários financeiros com base em diferentes premissas e variáveis, considerando variações nas vendas, custos e condições de mercado.

Avalie os resultados: veja o desempenho em cada cenário e faça ajustes nas projeções conforme necessário para garantir a viabilidade financeira da empresa.

 

Márcia Rodrigues

https://dcomercio.com.br/publicacao/s/como-separar-as-financas-pessoais-das-financas-da-empresa-sendo-mei


Usinas de energia eólica/solar: O Brasil está preparado para isso?

Tidas como a solução para os problemas de energia renovável no Brasil e ser uma alternativa oportuna de fonte energia limpa, as novas usinas eólicas e solares que estão entrando em operação no Brasil estão apresentando dificuldades para startar seus projetos. Há a justificativa que elas poderiam estar sobrecarregando a rede elétrica, porém ainda não há informações até este momento em que medida esses informes são absolutamente concretos e seguros, e até se não haveria outras causas que não foram esclarecidas. 

Uma perspectiva importante é saber por que essa dúvida surgiu só depois que foi feito o edital, leilão, e a licitação do projeto, e principalmente o vencedor do processo licitatório tenha implementado sua fazenda eólica ou solar, e somente depois saber que não teriam condições plenas de começar a gerar energia como previsto. A evolução desse quadro não deveria ter sido de forma desordenada e incoerente. 

É uma situação lamentável e pouco profissional que prejudica aqueles investidores que fizeram um enorme aporte no negócio da geração de energia limpa e agora são penalizados, ao ficarem impossibilitados de ter o retorno sobre investimento no momento exato em que começariam a faturar. Esse ambiente desfavorável desequilibra a operação dos negócios, atrapalha a cadeia de suprimentos e o estado de ânimo da força de trabalho. 

Segundo informou a agência de notícias Reuters, em regiões como o Nordeste, a capacidade de transmissão hoje é insuficiente para escoar toda a energia gerada, levando à prática de ‘curtailment’ (redução ou interrupção forçada da geração de energia), em que parte da produção é descartada. Essa limitação, em 2024, resultou em perdas estimadas de R$ 700 milhões para o setor eólico e R$ 50 milhões para o setor solar. 

Independentemente do excedente de energia e da falta da respectiva rede de distribuição compatível, o cenário deveria ter sido previsto, além de precisar ser mais bem dimensionado, com mais profundidade nos estudos, e na fase de planejamento ter sido feita uma ampla avaliação das condições reais. Precisamos de seriedade nesse tipo de projeto para que investidores se sintam confiantes e aproveitem a oportunidade com segurança e mais confiança. As novas geradoras de energia são uma fonte econômica que muito contribuirá para a expansão do PIB nacional, entre outros benefícios. 

Economicamente, hoje, temos uma oportunidade ímpar de crescer, mas a dúvida é saber qual o nível de desenvolvimento do País será necessário para comportar a expansão e o investimento em energias alternativas. O poder público parece estar imóvel neste momento e talvez, por isso mesmo, a demanda do setor, especialmente no caso para fornecedores de dispositivos e componentes de fazendas de energia limpa não tenham crescido como o esperado nos últimos anos.   

O emprego de usinas de energia eólica e solar no Brasil efetivamente é promissor, tem um grande potencial em vários segmentos, além da previsão de crescimento expressivo e de mais investimentos daqui para frente. Contudo, persistem desafios significativos ligados à infraestrutura, regulação, oscilações e desenvolvimento da cadeia produtiva que precisam ser superados para que o País possa usufruir completamente dos benefícios dessas fontes de energia limpa e renovável. Só assim assumiremos uma posição de liderança em energia limpa. A realidade é que as ações preliminares para o uso de usinas de energia eólica e solar neste País ainda são um assunto intrincado, com progressos expressivos, mas diante de vários obstáculos a serem vencidos. 

Nos últimos exercícios, houve um aumento expressivo na capacidade de geração de energia eólica e solar no Brasil. Já no ano passado, essas fontes constituíram uma parte considerável do crescimento da matriz elétrica. Conforme a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) houve um registro em 2024 de expansão de 10,9 GW na capacidade elétrica, com 91,13% desta potência com origem em fontes eólicas e fotovoltaicas. 

Especialistas do setor confirmam que apenas a energia eólica responde por aproximadamente 33 GW da capacidade instalada, representando cerca de 13,5% da matriz elétrica nacional. Já a energia solar colabora com mais de 40 GW da capacidade instalada, sendo, portanto, a segunda maior fonte de geração no País, atrás apenas da hidroelétrica. No último ano, publicações especializadas em energia noticiaram que houve a instalação de 256 novas usinas em 16 Estados pelo País. A região mais beneficiada foi o Nordeste até por causa das suas características geográficas e climáticas. 

Por tudo isso, o Brasil está preparado e tem avançado, para se consolidar como um dos líderes globais em fontes renováveis. Para se ter uma ideia de cenário da infraestrutura já instalada, só a indústria eólica daqui conta com uma cadeia produtiva sólida, composta por seis fabricantes de turbinas e várias empresas especializadas em componentes e serviços. Há cerca de dois anos, uma pesquisa realizada pela empresa de análise de mercado ePowerBay revelou a participação de 67 fabricantes no mercado brasileiro de inversores solares para geração distribuída. Os 20 principais produtores responderam por mais de 80% dos sistemas de energia solar atualmente em funcionamento no país.

Não se pode ignorar, desta forma, que nosso País detém um dos maiores potenciais no mundo para geração de energia eólica e solar. Isso porque possuímos ventos consistentes em algumas regiões e alta irradiação solar em boa parte do nosso território. Especialistas do segmento calculam, que se tudo der certo, em quatro anos, as energias renováveis eólica e a solar serão responsáveis por 51% da produção de energia no Brasil e com a capacidade de expandir ainda mais sua posição de liderança em energia renovável. 

Esse grande avanço gigantesco, no entanto, exigirá políticas governamentais apropriadas e investimentos precisamente calculados e mais bem mensurados. Além disso, a infraestrutura nacional de energia necessita ser melhor adaptada para integrar a variabilidade das diferentes fontes de energia. 

 

Marcelo Mendes - gerente geral da KRJ Conexões ( https://krj.com.br/ ). É economista e executivo de marketing e vendas do setor eletroeletrônico há mais de 15 anos, com atuação inclusive em vários mercados internacionais.

 

Detran-SP bate recorde na fiscalização contra alcoolemia e impacta mais de 430.000 pessoas com ações educativas no Maio Amarelo 2025

Representante do Detran-SP aborda motociclista em
 Santos para alertar sobre os perigos da velocidade
Mês dedicado à defesa da vida no trânsito tem quase 100.000 veículos abordados, lançamento de campanha contra excesso de velocidade e reunião do Sistran para avançar no 1º Plano Estadual de Segurança Viária de SP

O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) encerra a edição 2025 do Maio Amarelo com saldo positivo e recorde nas fiscalizações. No mês voltado à segurança viária, movimento criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) com apoio da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Detran-SP bateu recorde no cerco à direção sob efeito de álcool, com 126 operações de fiscalização e 92.099 veículos abordados no Estado. Além disso, lançou uma ofensiva contra o excesso de velocidade, maior fator de risco no trânsito, por meio de uma nova campanha e de ações educativas que impactaram mais centenas de milhares de pessoas em 245 cidades. O mês foi marcado também por nova reunião do Sistema Estadual de Trânsito (Sistran), em que teve avanço o desenvolvimento do 1º Plano Estadual de Segurança Viária de São Paulo (PESV).

 

Ações educativas

Iniciada em 3 de maio com um simulador de impacto que permitia ao participante sentir os efeitos de uma batida no trânsito, a programação de atividades educativas ultrapassou 600 ações e atingiu diretamente 173.657 pessoas, passando de 430.300 de maneira indireta, em todo o estado. Realizada na capital a partir de uma parceria com a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) e as concessionárias Ecovias Imigrantes e Ecovias Leste Paulista, a iniciativa do simulador fazia uso de uma velocidade baixa, 5 km/h, permitindo ao usuário vislumbrar e entender os riscos implicados de guiar acima do limite. 

Tema deste Maio Amarelo, a velocidade pautou centenas das ações da grade educativa do Detran-SP, feita ainda de abordagens instrutivas a pedestres e sobretudo a motociclistas, as maiores vítimas do sistema viário. Nos dias 15 e 16, em conjunto com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), o Detran-SP realizou um pit stop informativo para cerca de 2.500 motoqueiros na zona norte de São Paulo, com palestras, atividades lúdicas, orientação sobre normas e itens de segurança e distribuição de materiais educativos. 

Lançada na campanha em defesa do pedestre (2024),
 a mãozinha que pede passagem segue em ação


A pressa é inimiga

A velocidade foi destaque da nova campanha do Detran-SP, desdobrada em peças para a televisão, internet, rádio e mobiliário urbano. Com o mote “O importante é chegar. Respeite os limites de velocidade. Se não por você, por quem você ama”, a campanha trata das consequências trágicas de se pisar fundo no acelerador pela ótica de quem chora a perda de alguém.  

Dos três vídeos produzidos para a campanha, dois têm como público-alvo, mais uma vez, motociclistas e pedestres, que formam a parcela da população mais atingida por sinistros de trânsito. Desde 2024, quando lançou uma campanha própria para cada grupo, o Detran-SP tem mantido um investimento contínuo em defesa de ambos, que no mês de abril resultou em queda no número de óbitos nas duas frentes, de acordo com o Infosiga. Confira aqui os vídeos da campanha.

O mesmo deve acontecer agora com a velocidade: altamente letal, ela seguirá na mira do Detran-SP ao menos até setembro, quando acontece a Semana Nacional de Trânsito (SNT). Conscientizar a população de que reduzir a pressa pode salvar vidas é uma tarefa embasada por estudos que mostram os perigos de carimbar o pé no acelerador. Acima de 40 km/h, um veículo dificilmente consegue frear a tempo de evitar uma colisão. Se o velocímetro marcar mais de 60 km/h, a chance de haver sobrevivente depois de um choque é de apenas 2%. 

 

Evento de lançamento da campanha contra excesso
 de velocidade nas ruas, na sede do Detran-SP

Fiscalização recorde

Outro sério fator de risco no trânsito, a direção sob efeito de álcool é mais um alvo permanente do Detran-SP, que neste Maio Amarelo bateu novo recorde no número de fiscalizações. Em atuação conjunta com a Polícia Militar, foram 126 operações em todo o estado, ante 68 no Maio Amarelo de 2024, então também uma marca, num aumento de 85%. O volume de veículos abordados também subiu na comparação de um ano a outro, passando de 53.583 para 92.099 veículos, 71,9% a mais.   

O mês ainda contou com ações junto a agentes regulados, como a operação em parceria com a Polícia Civil e a Polícia Militar que localizou cerca de 100.000 peças irregulares no chamado “quadrilátero das motos”, região de desmontes e venda de autopeças no centro da cidade de São Paulo, e levou à detenção de dois suspeitos. Fiscalizar agentes regulados é uma forma de impedir que crimes sejam cometidos – seja para obtenção de componentes automotivos para desmonte e revenda, seja pelo engodo ao cidadão – e que peças sem a devida segurança sejam comercializadas e postas em circulação nas ruas e estradas, ocasionando acidentes. 

 

Trabalho em equipe

O mês foi encerrado com a quarta reunião do Sistema Estadual de Trânsito (Sistran-SP), órgão colegiado criado com a missão de coordenar esforços de diferentes atores por um sistema viário seguro. O encontro teve como destaque o 1º Plano Estadual de Segurança Viária (PESV) de São Paulo, previsto para o final deste ano.  

Participaram mais de 300 pessoas, entre representantes dos municípios paulistas, do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), do Conselho Estadual de Trânsito (Cetran-SP) e das secretarias que compõem o Sistran-SP, além do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-SP), da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e parceiros como a Iniciativa Bloomberg para Segurança Viária Global e do Observatório Nacional de Segurança Viária. 

Por fim, o Detran-SP se despediu do Maio Amarelo registrando números melhores no trânsito em abril: houve queda de quase 10% no número de óbitos no estado e de 18% na capital, na comparação com o mesmo mês do ano passado. A redução foi puxada pelo recuo nas mortes de motociclistas e pedestres, os grupos populacionais que vêm sendo priorizados em ações e campanhas.

 

Iluminação lilás no Congresso alerta para importância do teste do pezinho

O teste é feito a partir da coleta de sangue dos recém-nascidos para identificação de doenças metabólicas, genéticas e infecciosas


O Congresso Nacional será iluminado de lilás amanhã (7) e domingo em homenagem ao Dia Nacional do Teste do Pezinho, celebrado em 6 de junho. O objetivo é informar a população sobre a importância da realização do exame e sua obrigatoriedade para todos os recém-nascidos. 

O teste do pezinho é feito a partir da coleta de sangue no calcanhar dos recém-nascidos para identificação e tratamento precoce de doenças metabólicas, genéticas e infecciosas, possibilitando um desenvolvimento físico e mental adequado às crianças. O exame pode diagnosticar seis doenças que têm tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS): fenilcetonúria, hipotiroidismo congênito, doença falciforme, fibrose cística, deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita.

A coleta deve ser efetuada preferencialmente entre o terceiro e o quinto dias de vida, sempre após 48 horas da primeira amamentação ou alimentação do bebê. Diversas maternidades já fazem o teste rotineiramente, antes da alta hospitalar, após o parto. Caso não tenha sido feito, os responsáveis devem procurar os postos de saúde.

Lei 14.154/2021 alterou o Estatuto da Criança e do Adolescente para estabelecer uma ampliação, escalonada em cinco etapas, do número de doenças que poderão ser rastreadas pelo teste do pezinho feito pelo SUS. A previsão é de que o exame possa detectar cerca de 50 doenças


O PONTO FINAL


Luccas Papp, um dos principais nomes da dramaturgia de sua geração, apresenta um novo texto que coloca em cena o embate entre um psicoterapeuta e seu último paciente. A peça marca a estreia nos palcos de Marcos Lacerda, psicólogo e criador do canal Nós da Questão, que reúne mais de 2,5 milhões de inscritos no YouTube. Juntos, eles exploram temas como culpa, luto e redenção em um drama intenso e reflexivo.

Eduardo, um jovem estilista revolucionário, chega ao consultório de um psicólogo em busca da última conversa antes de tomar uma decisão irreversível: ele deseja morrer. Visivelmente abalado, o rapaz vê em Heitor, psicoterapeuta conhecido por suas aparições na televisão, sua última – e talvez utópica – chance de mudar de ideia. Contudo, o psicólogo acaba de encerrar sua última sessão e está prestes a se aposentar por motivos desconhecidos

Sem alternativas, Heitor tenta compreender o que levou o paciente a optar por um fim tão trágico. Porém, à medida que Eduardo revela os detalhes de suas motivações, o psicólogo se vê cada vez mais imerso na mente do jovem, tentando montar um quebra-cabeça que parece envolver mais do que uma simples tragédia pessoal. 

 

 

FICHA TÉCNICA

Texto e Direção Geral: Luccas Papp

Elenco: Marcos Lacerda e Luccas Papp

Assistência de Direção: Giovana Stinglin

Arquitetura Cênica e Design de Luz: Gustavo Gonçalo e Luccas Papp

Figurinos: Thaís Boneville

Trilha Sonora Original: Pedro Lemos

Design Gráfico: Raphael Ruas

Fotos: Erik Almeida

Gestão de Produção: Guilherme Bernardino

Assistência de Produção: Isadora Schubert e Richard Lake

Equipe Técnica: Luccas Franzi e Felipe Brito

Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes

Redes Sociais: Luissa Queiroz

Idealização: Luccas Papp e Marcos Lacerda

Realização: LPB Produções 

 

O PONTO FINAL

CURTÍSSIMA TEMPORADA

De 06 a 08 de Junho| Sexta às 20h30| Sábado e domingo às 19h00

Sessão extra: Sábado às 15h00

Classificação etária: 12 anos.

 

Ingressos:

SETOR PREMIUM: R$ 200,00 (inteira) e R$ 100,00 (meia-entrada)
Ingresso + Brinde Exclusivo + Pôster Autografado do espetáculo

SETOR PLATINUM: R$ 150,00 (inteira) e R$75,00 (meia-entrada)
Ingresso + Brinde Exclusivo

SETOR SILVER: R$ 120,00 (inteira) e R$60,00 (meia-entrada)

 

Local: Teatro Multiplan MorumbiShopping

Teatro Multiplan MorumbiShopping 

@teatromultiplansp ou @vm.entretenimento

 Capacidade: 250 lugares

Endereço: Avenida Roque Petroni Júnior, nº 1.089, Piso G2. (Acesso por meio das escadas rolantes em frente à Renner.)

 

INGRESSOS:

Vendas online (com taxa de conveniência): https://www.sympla.com.br/

Bilheteria física (sem taxa de conveniência): Teatro Multiplan MorumbiShopping

Horário de funcionamento: A bilheteria funciona em dias de espetáculos duas horas antes do início da apresentação.

Endereço: Avenida Roque Petroni Júnior, 1089 - Piso G2 do MorumbiShopping

Jardim das Acácias, São Paulo - SP, 04707-900

 

DESCONTOS PREVISTOS EM LEI:

50% DE DESCONTO | MEIA-ENTRADA: limitada a 40% da capacidade da casa, conforme previsto em Lei. Obrigatória a apresentação do documento previsto em lei que comprove a condição de beneficiário, sendo: 

CRIANÇAS - de 02 a 12 anos pagam Meia-Entrada 

ESTUDANTES - Lei Federal 12.933/13, Decreto Federal 8.537/15 e Medida Cautelar Provisória concedida pelo STF em 29/12/2015 | Carteira de Identificação Estudantil (CIE), emitida pela ANPG, UNE, Ubes, entidades estaduais e municipais, Diretórios Centrais dos Estudantes, Centros e Diretórios Acadêmicos, conforme modelo único nacionalmente padronizado. 

Os elementos indispensáveis da CIE são:

I ­ nome completo e data de nascimento do estudante;

II ­ foto recente do estudante;

III ­ nome da instituição de ensino na qual o estudante esteja matriculado;

IV ­ grau de escolaridade; e

V ­ data de validade até o dia 31 de março do ano subsequente ao de sua expedição. 

IDOSOS (PESSOAS COM MAIS DE 60 ANOS) - Lei Federal 10.741/03 e Decreto Federal 8.537/15 | Documento de identidade oficial com foto. 

JOVENS PERTENCENTES A FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA, COM IDADES DE 15 A 29 ANOS - Lei Federal 12.933/13 e Decreto Federal 8.537/15 | Carteira de Identidade Jovem que será emitida pela Secretaria Nacional de Juventude a partir de 31 de março de 2016, acompanhada de documento de identidade oficial com foto. 

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E ACOMPANHANTE QUANDO NECESSÁRIO - Lei Federal 12.933/13 e Decreto Federal 8.537/15 | Cartão de Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social da Pessoa com Deficiência ou de documento emitido pelo Instituto Nacional do Seguro Social ­ INSS que ateste a aposentadoria de acordo com os critérios estabelecidos na Lei Complementar nº 142, de 8 de maio de 2013. No momento de apresentação, esses documentos deverão estar acompanhados de documento de identidade oficial com foto. 

DIRETORES, COORDENADORES PEDAGÓGICOS, SUPERVISORES E TITULARES DE CARGOS DO QUADRO DE APOIO DAS ESCOLAS DAS REDES ESTADUAL E MUNICIPAIS - Lei Estadual n° 15.298/14 | Carteira funcional emitida pela Secretaria de Educação de São Paulo ou holerite acompanhado de documento oficial com foto. 

PROFESSORES DA REDE PÚBLICA ESTADUAL E DAS REDES MUNICIPAIS DE ENSINO - Lei Estadual n° 14.729/12 | Carteira funcional emitida pela Secretaria da Educação de São Paulo ou holerite acompanhado de documento oficial com foto.


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