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quinta-feira, 5 de junho de 2025

Personal Branding: como construir uma imagem profissional de sucesso

Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, a construção de uma imagem profissional sólida e coerente é indispensável. É nesse contexto que o conceito de personal branding ganha destaque. No entanto, cabe diferenciar personal branding de marketing pessoal 

Embora representem conceitos distintos, são abordagens que se complementam. O personal branding está relacionado à construção da identidade profissional, ao estabelecimento de um propósito e à definição do posicionamento que se deseja adotar ao longo da carreira. Já o marketing pessoal envolve o planejamento e a execução de ações que darão visibilidade a essa identidade construída.  


  • E como desenvolver uma imagem profissional de sucesso? 

A forma como nos apresentamos profissionalmente é um verdadeiro ativo. Ela influencia oportunidades de carreira, parcerias, contratações e até mesmo a confiança que as pessoas depositam em nosso trabalho. Essa imagem é composta por três pilares: aparência, comportamento e comunicação. 


  1. Aparência

A aparência pessoal deve ser adequada à organização onde estamos inseridos. Nesse sentido, recomenda-se vestir-se de forma condizente com a função e com o contexto, ter cuidado com o asseio pessoal (roupas limpas e bem passadas, cuidado com higiene pessoal), evitar exageros (decotes, roupas curtas, estampas e acessórios exagerados), primando pela discrição e elegância.  


  1. Comportamento

A postura profissional é revelada por atitudes, reações, pontualidade, ética e pela forma como lidamos com conflitos e responsabilidades. Profissionais de sucesso costumam demonstrar equilíbrio emocional, empatia, praticam a escuta ativa e mantém boas relações interpessoais.  


  1. Comunicação

A comunicação eficaz vai muito além da habilidade de falar bem. Inclui o tom de voz, a clareza de ideias, o cuidado com a escrita em e-mails e mensagens e o uso responsável das redes sociais. Um deslize em uma postagem ou um comentário impensado pode comprometer toda uma trajetória. A regra de ouro é: comunique-se com profissionalismo.  

Não há fórmula mágica para o personal branding, mas há um caminho comum a todos os que constroem uma imagem profissional respeitável: o autoconhecimento. Saber quem você é, o que valoriza, quais são seus pontos fortes e onde deseja chegar é o primeiro passo.  

Para saber se está no caminho certo, é importante se fazer alguns questionamentos: 

  • Qual é a imagem que estou passando?  
  • Como quero ser visto(a)?  
  • Minha imagem condiz com quem eu sou? 
  • Minha imagem está adequada ao meu local de trabalho e a função que estou exercendo? 
  • Meu corpo e minhas atitudes comunicam adequadamente os objetivos que pretendo alcançar profissionalmente? 

A partir disso, alinhe suas ações, sua presença online e sua postura no ambiente de trabalho com essa essência. Ser reconhecido como um bom profissional vai além das competências técnicas. Trata-se de gerar valor constante, estabelecer conexões genuínas, manter uma reputação positiva e transmitir credibilidade em cada interação. 




Rafaela Aparecida de Almeida - docente no Centro Universitário Internacional Uninter.



Visão, mobilidade, inteligência e precisão definirão o futuro da robótica além de 2025

  • Com base em 50 anos de liderança em robótica, 2025 marca o início de uma nova era de aplicação da IA na robótica industrial.
A nova era da automação impulsionada por Inteligência Artificial Generativa torna os robôs mais inteligentes, móveis, acessíveis e versáteis, transformando setores tradicionais e emergentes.
  • O lançamento do novo filme institucional da ABB Robótica revela um novo patamar de versatilidade, com robôs capazes de executar mais tarefas, em mais lugares.

 

Com mais de 10 anos impulsionando inovações em IA analítica, a ABB já demonstrou que essa tecnologia está madura — gerando benefícios concretos e acelerando sua adoção na automação industrial ao superar desafios que antes limitavam o uso de robôs em ambientes instáveis e de rápida movimentação.

“Agora, com o uso das tecnologias mais avançadas — impulsionadas e aprimoradas por IA generativa, além de sistemas de visão e mobilidade — estamos ampliando nossa oferta para os clientes”, afirma Sami Atiya, Presidente da área de Robótica e Automação Discreta da ABB. “E se você pudesse trabalhar ao lado de um robô que não apenas segue comandos, mas também aprende, se adapta e se desloca com autonomia por ambientes dinâmicos, assumindo novas tarefas? Após nossos primeiros 50 anos de inovação na ABB Robótica, avançamos para um futuro em que isso já é parte prática do dia a dia industrial — reduzindo barreiras para a automação e contribuindo para o aumento da produtividade, rumo a uma sociedade mais próspera.”

Enquanto megatendências globais — como a crescente especialização da força de trabalho, o aumento da personalização e a necessidade por operações mais sustentáveis — continuam impulsionando a demanda por flexibilidade e resiliência nos sistemas automatizados, uma nova era de automação impulsionada por Inteligência Artificial Generativa está tornando os robôs ainda mais inteligentes, acessíveis e versáteis, transformando setores em transição tecnológica e abrindo novas possibilidades para a robótica.

“Já demos aos nossos robôs olhos, por meio da tecnologia de visão 3D com IA; mãos, com sensores de força avançados e destreza; e mobilidade independente, através de mapeamento 3D”, afirmou Marc Segura, Presidente da Divisão de Robótica da ABB. “Agora, com o salto quântico proporcionado pela IA generativa, estamos impulsionando a inovação em seus cérebros — com inteligência para resolver problemas e capacidade de compreender a nossa linguagem.”

Essa capacidade — de entender instruções faladas e descobrir como executar tarefas sem programação prévia — abre novos horizontes de versatilidade para que os robôs realizem mais tarefas, em diferentes contextos, de forma mais rápida, segura e inteligente. E também abre as portas da automação para empresas que não possuem infraestrutura ou conhecimentos técnicos especializados.

Essa nova era de versatilidade levará a robótica ainda mais longe na aceleração do progresso em setores-chave — da logística à construção civil, da saúde às ciências da vida — e estamos tornando isso possível hoje.

 

Você pode assistir ao filme da marca aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=PzeXbAxvjJ0&t=76s

 



ABB
www.abb.com


ABB Robótica & Automação Discreta
go.abb/Robotics


Abandonar carreira para viver da internet pode se tornar uma realidade cruel

Freepik
Pesquisas mostram que 75% dos jovens brasileiros sonham em ser influenciadores digitais, mas apenas 9% dos que fazem essa aposta conseguem se sustentar unicamente com as redes sociais

 

É cada vez mais comum ver jovens abandonando estudo e emprego para se dedicar integralmente à internet, como influenciadores digitais, sem considerar os riscos ou consequências dessa decisão. A busca por curtidas, visualizações e seguidores se sobrepõe à construção de uma carreira sólida, e até mesmo às situações de exposição e ridicularização, que são vistas como “parte do processo”.

Uma pesquisa realizada pela startup INFLR em 2022 revelou que 75% dos jovens brasileiros sonhavam em ser influenciadores digitais. Embora o dado tenha alguns anos, o tema continua atual. Segundo a pesquisa, os dois principais motivos para essa escolha seriam o desejo de inspirar outras pessoas (75%) e o interesse financeiro (64%).

Enquanto isso, profissões tradicionais, como a de advogado, professor, jornalista, policial ou bombeiro deixaram de ser interessantes para esse público.

O fato é que os jovens de hoje se sentem pressionados a alcançar o sucesso e a riqueza rapidamente, mesmo que isso signifique abrir mão de estabilidade, formação e esforço contínuo. A fama nas redes sociais é vista por muitos como um atalho para a ascensão social.

Esse debate, obviamente, ganhou as redes sociais. Um post feito pelo instagrammer saullocatarina, em formato de carrossel, critica essa inversão de valores com frases como: “Bem-vindo ao Brasil! Onde o trabalhador é demonizado e o influenciador do ‘tigrinho’ é aplaudido.”

Em outra, diz: “Gente que nunca construiu nada, ensinando como ficar rico da noite para o dia”, e complementa: “Enquanto quem estuda, trabalha e rala todos os dias é tratado como burro.”

O post gerou diversas reações. Um dos comentários, de um seguidor, chamou atenção justamente por evidenciar a frustração de quem não alcança a desejada fama. O seguidor relatou que largou o emprego para abrir sua própria oficina e criou um perfil no Instagram para divulgar o trabalho sério que realiza. Apesar do esforço e da qualidade do conteúdo, o engajamento foi quase nulo: apenas duas ou três curtidas, mesmo entre os próprios amigos. Em tom de desabafo, ele comparou: “Agora, o Neymar posta que teve um filho e todo mundo comenta. E o cara nem sabe que você existe. Mas o trabalho do seu amigo? Ninguém se esforça para ajudar a divulgar.”

Para ajudar a compreender melhor por que tantos jovens sentem essa pressão para alcançar o sucesso financeiro por meio da internet, muitas vezes sem preparo, sem paciência e sem considerar os riscos, o Diário do Comércio conversou com o psicólogo Johnata Lordão, que trouxe uma reflexão sobre o assunto.

"A sociedade moderna plantou ideias perigosas no coração dos jovens", diz Lordão. "A de que só vale a pena viver se for brilhando. Que só tem valor quem é visto. E que sucesso é ter dinheiro no bolso e muitos olhos te seguindo."

Mas, segundo o psicólogo, a vida não é um palco, e muito menos uma passarela iluminada. É mais parecida com uma estrada de barro: suada, silenciosa, cheia de curvas e pedras. “E, ainda assim, é nesse caminho duro que se encontram o sentido, os vínculos e o propósito.”

A pesquisa da startup INFLR citada acima, que mostra que 75% dos jovens brasileiros desejam ser influenciadores digitais, revela mais do que um modismo, de acordo com Lordão. “Revela uma sede de ser ouvido, de fazer a diferença, de ganhar o pão com o próprio talento. Mas se essa sede for saciada apenas com likes, logo ela volta mais forte, mais amarga.”

O psicólogo resgata um ditado africano que diz: "Se você quiser ir rápido, vá sozinho. Se quiser ir longe, vá acompanhado." Segundo ele, a fama digital costuma ser uma estrada rápida, mas a realização pessoal é uma caminhada longa, feita de vínculos reais, raízes firmes e passos consistentes.

"No fundo, o que muitos jovens querem ao buscar a carreira de influenciador não é apenas fama, mas pertencimento. Eles querem ser vistos, validados, reconhecidos, amados. E os palcos onde isso acontece mudaram. Antes era no colégio, no bairro, no grupo de amigos. Hoje é no Instagram, no TikTok, no YouTube."

A pergunta antes era: o que vou ser quando crescer? Hoje virou: como vão me ver quando eu postar?

O "ser alguém" passou a depender do "ser seguido". O palco virtual virou o novo currículo, a nova medalha, a praça pública onde todos querem ser aplaudidos.

Mas, segundo o psicólogo, há riscos: “As escadas para a fama nas redes sociais não têm corrimão. É fácil subir, mas também é fácil cair. E quando a queda acontece, ela machuca, e muito.”

Lordão ressalta que o problema não está no sonho em si, mas na forma como ele é construído: “Querer ser influenciador é legítimo. Mas quando isso se torna o único caminho possível para o sucesso e a felicidade, e esse caminho depende exclusivamente do olhar do outro, do algoritmo, do engajamento, da validação externa, criamos uma geração que confunde essência com performance.”

“É preciso mostrar aos jovens que a vida não se mede por cliques, mas por vínculos. Que é possível ser influente, feliz e importante mesmo longe dos holofotes. Que o valor de alguém não está no número de seguidores, mas na coragem de ser quem se é, mesmo quando ninguém está assistindo.”

 

Poucos se sustentam como influenciadores

Apesar do crescimento do mercado digital, os números mostram que viver exclusivamente da produção de conteúdo ainda é uma realidade para poucos. Um levantamento recente da Wake Creators, que ouviu mais de 4.500 criadores de conteúdo, revelou que apenas 9% deles conseguem ter a internet como única fonte de renda.

Segundo os dados, 26% dos entrevistados disseram não ter uma renda mensal fixa com a atividade, eles dependem de campanhas pontuais, sem previsibilidade de pagamento. Outros 19% afirmaram nunca terem fechado um trabalho remunerado como criadores.

Somente 17% conseguem obter ao menos metade da renda mensal por meio da atuação como influenciadores. Ou seja, embora o sonho de viver da internet esteja presente no imaginário de muitos jovens, a realidade financeira da maioria dos criadores ainda é instável e desafiadora.

Quando um jovem deposita todas as suas expectativas e sua identidade em um perfil digital, e não alcança o reconhecimento esperado, o impacto pode ser devastador, segundo Lordão.

“Quando o ‘eu’ se constrói apenas na tela, ele se rompe fora dela. A ausência de validação pode causar um colapso psíquico. Se o que eu sou depende de ser curtido, celebrado e seguido, quem sou eu quando isso não acontece?”, questiona o psicólogo.

Esse vazio pode desencadear quadros de ansiedade, depressão, crises de identidade e até ideação suicida, especialmente em jovens que ainda não desenvolveram autoconhecimento ou amadurecimento emocional.

Além disso, o foco excessivo na persona pública pode fazer com que o jovem negligencie outras áreas essenciais da vida, como os estudos, os vínculos afetivos, a espiritualidade, o descanso, a saúde emocional e o autodesenvolvimento, completa Lordão.

 

Cesar Bruneli

Fonte: https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/abandonar-carreira-para-viver-da-internet-pode-se-tornar-uma-realidade-cruel


 * Texto publicado originalmente no portal Consultor Jurídico - Conjur

**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio

 

Profissionais 45+: como evitar que a trajetória profissional seja um obstáculo na busca por novas oportunidades de trabalho

Talento Sênior alerta para atitudes e frases que atrapalham profissionais maduros na busca de novas oportunidades de trabalho 

 

A Talento Sênior, empresa de Talent as a Service, que promove a trabalhabilidade de profissionais 45+ sob demanda - lança um alerta importante: muitos profissionais experientes, ao buscarem novas oportunidades de trabalho, seja como pessoa jurídica ou regime CLT, falham justamente naquilo que deveria ser sua maior vantagem: demonstrar sua jornada de experiência. Segundo a COO (Chief Operating Officer) e sócia da Talento Sênior, Cris Sabbag, as decisões de contratação em PMEs são pautadas na percepção de valor prático no curto prazo — e não no histórico ou no status anterior do profissional. Isso muda completamente a forma como profissionais sêniores devem se posicionar.

Ela ainda reforça que o valor do profissional sênior não está mais ancorado apenas na sua biografia, e sim naquilo que ele é capaz de fazer com pouco tempo, poucos recursos e pouca informação. A especialista, com apoio da equipe da Talento Sênior – selecionou algumas das principais atitudes que mais atrapalham os profissionais 45+ em processos seletivos e de concorrência, e como corrigi-las. São elas:

  1. Falar demais sobre o passado: tentativas de “impressionar” com cargos anteriores, citar toda sua história, gera uma desconexão com a realidade da nova empresa. Por isso, troque o “eu fiz” por “eu sou capaz de fazer”. Traduza seu impacto, com exemplos reais e números claros objetivos. Apresente dois cases prontos, de preferência um de escassez extrema e outro de transformação rápida. Use a técnica STAR: situação, tarefa, ação, resultado. Isso ajuda a organizar a fala com objetividade;
  2. Uso de linguagem sofisticada: pode passar a imagem de que você é mais burocrático e não corresponde na busca soluções simples e imediatas que a empresa precisa;
  3. Postura muito consultiva: evite o “consultor palco” e assuma o perfil de “consultor trator” que tem o foco em ‘fazer acontecer’. Apesar de toda sua experiência, o tom “professoral” de quem sabe tudo, pode passar a impressão de que você não está disponível para “colocar a mão na massa” e que tem dificuldade em mostrar resultados com poucos recursos. Passa a ser um candidato desinteressante, principalmente para PMEs;
  4. Não falar sobre o formato do contrato de trabalho: é preciso deixar claro que a proposta é por projetos sob demanda (Talent as a Service — TaaS) e não necessariamente regime CLT, o que pode promover ainda mais oportunidades para o profissional e para a própria empresa contratante;
  5. Não conhecer a empresa: estude a empresa e seu momento, aponte boas iniciativas que você conheceu em suas pesquisas sobre a empresa, é preciso demonstrar que você já atua dentro da realidade do cliente e que não está apenas querendoentrar em uma nova atuação;
  6. Falar mais do que escutar: temos um vício narrativo de contar histórias longas, ancoradas em glória passada, sem conexão com o presente do cliente. A empresa que será seu novo cliente, quer ser ouvida e quer sentir que você entende sua realidade;
  7. Não estar ativo nas redes sociais: você é o produto, por isso, é fundamental ter uma presença digital coerente com o que entrega, com LinkedIn ajustado para projetos e foco PME; Landing Page simples apresentando serviços como profissional sob demanda; minibio direta e estratégica, focada em impacto e seus diferenciais; currículo enxuto, orientado para entregas e não para cargos; recomendações de projetos semelhantes no LinkedIn; publicações de conteúdos que mostrem em seu perfil, como você resolve problemas e não apenas o que já fez no passado.

Perante a essas falhas, as sensações mais comuns relatadas pelas empresas que querem contratar essa força de trabalho em processo de seleção/ concorrência são:

  • O candidato não entendeu o formato de serviço que a empresa precisa;
  • Parece muito experiente, portanto, muito caro para o porte da empresa;
  • Não consegue atuar com falta de grandes estruturas;
  • Nunca trabalhou em uma empresa pequena.

“Mudar comportamentos e atitudes é um passo fundamental neste mundo em constante transformação. O maior erro do profissional sênior é permanecer ancorado no passado glorioso, sem conseguir traduzir competências para o presente. O passado é importante e faz parte da construção, mas ele não deve ser o regente do futuro. A recolocação começa na transformação da experiência acumulada desses profissionais em palavras que os representem e que ainda possam ser capturadas pela mais nova e importante aliada: a inteligência artificial”, orienta Cris Sabbag.



Talento Sênior
Hub Sênior para Sênior (clique aqui para acessar)



Especialista traz opção para proprietários que querem fazer de seus imóveis verdadeiras máquinas de dinheiro

Imagem criada por IA
Plataforma online é opção para que imóveis gerem lucro

 

O aluguel por temporada deixou de ser uma prática casual para se tornar um modelo de negócio com impacto relevante no mercado imobiliário brasileiro. Segundo a HostnJoy, em 2024, o setor teve alta de 43% em relação ao ano anterior. Com diárias 22% mais valorizadas e tempo médio de estadia acima de quatro noites, o formato segue em expansão, especialmente nas grandes capitais.

Boa parte desse crescimento é puxada pela preferência dos viajantes por acomodações privadas, principalmente entre os jovens da Geração Z. Mas, embora os dados sejam promissores, a rentabilidade desse tipo de investimento está longe de ser automática.

Entre os desafios que impactam os ganhos estão a sazonalidade das reservas, custos fixos elevados e até questões legais. Em São Paulo, por exemplo, tramitam projetos de lei que buscam regulamentar o uso de imóveis residenciais para hospedagem temporária, com exigências que podem afetar tanto a operação quanto a tributação. Além disso, há preocupações reais com a manutenção, limpeza e conservação do imóvel.

Para quem busca renda com imóveis de curto prazo, uma das saídas tem sido profissionalizar a gestão. Segundo Paulo Motta, sócio da IMvester, empresa especializados na estruturação e gestão em ativos imobiliários, a diferença entre um imóvel rentável e outro que apenas se mantém está nos bastidores da operação.

“Não basta ter um bom imóvel. O desempenho depende de uma gestão estruturada, com controle de ocupação, ajuste dinâmico de preços e atendimento eficiente”, afirma. Ele explica que a empresa atua desde a análise prévia do ativo até a manutenção da operação, mas destaca que a rentabilidade não depende só da tecnologia. “É preciso combinar estratégia comercial com hospitalidade. O hóspede avalia tudo: da roupa de cama ao tempo de resposta do anfitrião”.

Empresas especializadas, como a IMvester, contribuem para que o proprietário compreenda o imóvel como um negócio, com todas as suas variáveis. Isso inclui desde a precificação estratégica em datas específicas até o entendimento das regras condominiais, passando pela gestão da ocupação e pela logística de limpeza e manutenção, fatores essenciais para maximizar o retorno financeiro.

A percepção de que o Airbnb é uma fonte garantida de renda passiva ainda é simplificada. “Muitos investidores se baseiam apenas em números de plataformas ou promessas de rentabilidade, mas não consideram que o imóvel pode ficar vago, ou que eventos externos, como uma queda no turismo ou mudanças regulatórias, impactam diretamente os resultados”, conclui Motta.

O aluguel por temporada continua como uma alternativa relevante para diversificação de renda no mercado imobiliário, especialmente em centros urbanos e destinos turísticos. Mas exige preparo, leitura de cenário e, principalmente, profissionalismo na operação. Como todo ativo de risco, a promessa de retorno precisa estar ancorada em gestão e não só na demanda.


IMvester


A Geração Coca-Cola Sessentou


Os primeiros integrantes da Geração X, causadores de grandes transformações nos anos 1970 em diante chegaram aos 60 anos de idade. Até aí nada de novo pois esta geração é bem conhecida, porém a grande novidade é isso gera necessidade de ajustes nas ferramentas do marketing 60+ para relacionamento com esta nova turma.

A Geração X, também conhecida como Geração Coca-Cola, foi integrada por pessoas nascidas entre 1964 e 1980 que chegaram aos 60 anos. Tecnicamente e segundo a OMS são considerados Pessoas Idosas pois nos países em desenvolvimento esta marca é atingida aos 60 anos e em países desenvolvidos, aos 65. Até então os Boomers, geração nascida entre 1945 e 1963, eram os mais associados aos cabelos brancos e ao fato de terem cruzado a linha dos 60. Pois a mudança que começa exatamente este ano começa a integrar a Geração X ao grande e diverso grupo 60+.

O que isso causa além de permitir o embarque no grupo prioritário ou requerer o cartão para vaga especial no estacionamento? Nada, ou melhor, bem pouco no que se refere ao estilo de vida e comportamento. Se os Boomers já não eram os mesmos do grupo com 60 anos ou mais de 30 anos atrás, imaginem os Geração X atuais?

Para entendermos melhor os impactos que a chegada aos 60 anos trará para marcas, produtos e serviços que já se relacionam com este consumidor precisamos resgatar as bases do Aging in Market, conceito desenvolvido por Henkel e que mapeou e propõe ajustes nas ferramentas de comunicação e design considerando as questões naturais do envelhecimento dos sentidos humanos. Mudanças na visão que vão além to tamanho da letra e entram em cores e contrastes que funcionam melhor e passam por tipos de fontes que devemos e não devemos usar. Nas alterações na audição o tipo de som que passa por uma campainha do micro-ondas ao padrão de voz de um atendente de call center ou locução de um vídeo. Acrescente-se também os ajustes por conta das mudanças cognitivas. Este tema é tão crucial no estudo do marketing que se transformou em matéria na FGV na Formação Executiva em Mercado da Longevidade que terá nova turma presencial em 2025.

Da internalização de conhecimento nas áreas criativas e de desenvolvimento e aplicação na comunicação, produtos e estratégia. Sempre de forma discreta, apropriada e natural. Vamos conhecer um pouco mais de quem estamos falando e leva a arte de se relacionar com os 60+ para outro nível de desafio:

  • Os integrantes da Geração X são conhecidos por serem autossuficientes, por priorizar o trabalho com criatividade, mais do que somente por dinheiro ou status, buscando através do trabalho a realização dos desejos materiais, pessoais seus e de seus filhos;
  • Valorizam muito seu tempo livre e buscam atividades que a relaxem e a conectem com seus amigos e família;
  • Apreciam horários flexíveis para conciliar trabalho e vida pessoal;
  • Cresceram em um período de grandes mudanças tecnológicas e se adaptaram rapidamente às novas ferramentas, modelos de computadores, celulares e softwares;
  • São ágeis e proativos em buscar soluções inovadoras para os desafios do seu trabalho;
  • Buscam sua própria autonomia e tomam decisões de forma assertiva;
  • Valorizam a liberdade para escolher seus próprios caminhos e não se deixam influenciar facilmente pelas opiniões dos outros;
  • Desenvolveram uma forte ética de trabalho desde jovens e acreditam que o esforço e a dedicação são essenciais para o sucesso;
  • São responsáveis e comprometidos com seus projetos, realistas focam em resultados;
  • Buscam soluções práticas e eficientes para os problemas do dia a dia e não se perdem em idealismos que não tenham propósito e objetivos claros;
  • Com anos de experiência profissional, possuem um vasto conhecimento em suas áreas de atuação e nas que o cercam tornando-os bons generalistas;
  • Buscam compartilhar seus conhecimentos com os colegas mais jovens e valorizam a troca de experiências;
  • Gostam de analisar as situações por diferentes ângulos e não tem medo de questionar o status quo;
  • Ávidos por novas informações e perspectivas, estão em busca de aprimorar seus conhecimentos e projetar alternativas para sua vida profissional;
  • Sentem uma certa nostalgia pela época em que cresceram, com a música, os filmes e os hábitos daquela geração, no Brasil conhecida como a Geração Coca-Cola que viu o nascimento do rock nacional;
  • Começam a se preocupar com bastante inquietação sobre seu próprio envelhecimento sob os aspectos físicos, fisiológicos, estruturais e financeiros;
  • Enxergam o horizonte a aposentadoria do INSS como um sonho ainda distante do imaginado considerando 65 anos para homens e 62 para mulheres e mesmo quando alcançado, não suficiente para bancar o atual padrão de vida, sonhos e necessidades que sabem que terão ao observarem o envelhecimento dos seus pais. 

Quando iniciei minha jornada profissional há 10 anos, esperava por este momento. Onde cruzamos um marco biológico e fisiológico, com o comportamento de uma nova geração que já chega bem diferente de quem alcançou os 60 anos há 10, 20 e principalmente 30 anos. 

O desafio para marcas, produtos e serviços está em conseguirem manter a conexão com a Geração X que tem o mesmo espírito dos anos 80, mas fisiológica e biologicamente está diferente. O recado para as marcas é aperfeiçoem suas ferramentas, canais e estratégias de forma discreta, natural e profissional, finaliza Martin. 



Martin Henkel - CEO da SeniorLab, Professor. de marketing 60+ na FGV, sócio do Terra da Longevidade Produtos, criador e Coautor do livro A Trilha da Longevidade Brasileira e do livro SHOPPER60+.


Doenças alérgicas afetam 1 em cada 3 pessoas e se agravam no inverno: veja cuidados fundamentais

Em meio ao aumento de casos respiratórios e municípios em situação de emergência em Minas Gerais, Hospital Unihealth Três Vales alerta sobre a importância do diagnóstico precoce e do controle de alergias no frio

 

As doenças alérgicas são uma realidade para aproximadamente 35% da população mundial e tendem a se intensificar durante o inverno. Com a chegada da estação, aumentam os quadros de rinite, asma e bronquite, muitas vezes desencadeados ou agravados por alérgenos como poeira, mofo e ácaros, comuns em ambientes fechados e com pouca ventilação.

 

Semana Mundial da Alergia, celebrada de 23 a 29 de junho, chama atenção para as doenças, que impactam diretamente a qualidade de vida de crianças, adultos e idosos. Em 2024, o alerta se soma a um dado preocupante: Minas Gerais já conta com dezenas de municípios em situação de emergência por conta do avanço das síndromes respiratórias.

Segundo o infectologista Liliana Rocha do Hospital Unihealth Três Vales, em Teófilo Otoni, no leste de Minas Gerais, a atenção deve ser redobrada nesta época do ano. “As doenças alérgicas respiratórias, como a rinite e a asma, pioram com o frio e com a maior exposição a ambientes fechados. A limpeza adequada da casa e dos objetos de uso pessoal, como roupas e cobertores, é fundamental”, alertou.

 

Como se proteger?

Entre as medidas preventivas recomendadas estão: 

  • Manter os ambientes arejados, mesmo no frio;
  • Evitar o uso de tapetes e o acúmulo de poeira em cobertores e casacos;
  • Se você tem rinite ou asma, usar o soro fisiológico para lavar o nariz diariamente, especialmente no inverno;
  • Não fumar e evitar exposição à fumaça;
  • Reforçar a hidratação e manter uma alimentação equilibrada;
  • Manter a vacinação em dia, especialmente contra a gripe e outras doenças respiratórias, que podem agravar quadros alérgicos. 

O diagnóstico correto é o primeiro passo. Ele envolve uma avaliação detalhada da história clínica do paciente, testes de alergia e, em alguns casos, exames laboratoriais.


Já o tratamento combina controle ambiental, uso de medicamentos sob prescrição e, para casos mais persistentes, imunoterapia. “O mais importante é não se automedicar. O acompanhamento médico evita complicações e garante mais qualidade de vida, especialmente para quem já tem histórico familiar de alergia”, reforçou a médica.

 

Hospital Unihealth Três Vales


O prejuízo é deles, a conta é nossa

 

Opinião

  

Ao longo dos meus dois mandatos como deputada federal, aprendi que os números de um governo não mentem. Aliás, eles gritam! E os dados mais recentes divulgados pelo Tesouro Nacional soam como um grande alerta para o País: as estatais federais registraram déficit recorde de R$ 2,73 bilhões apenas nos quatro primeiros meses de 2025 - um rombo que não pode ser normalizado, ignorado, ou, pior, tratado com indiferença política. 

Os Correios, por exemplo, símbolo histórico de integração nacional, eram lucrativos até pouco tempo atrás. Hoje, mergulham em prejuízos milionários - fruto direto de má administração, de aparelhamento político e de uma completa falta de foco em resultados. O que mudou? Mudou a gestão: saiu o compromisso com a eficiência e entrou no lugar a velha prática do uso político da máquina pública. 

Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em sua terceira gestão como presidente da República, tenta esconder este retrocesso sob a cortina de fumaça da “reconstrução”. Mas o que está em curso, de fato, é a destruição metódica do patrimônio público nacional. E quem paga a conta são os brasileiros, que enfrentam serviços públicos precários, impostos cada vez mais altos e um governo que age como se ainda estivesse em campanha eleitoral - ou preso no tempo, em sistema analógico. Mas há quem faça diferente! 

Enquanto a União infla a máquina com 37 ministérios, muitos deles criados apenas para acomodar apadrinhados políticos, São Paulo segue um caminho mais enxuto e voltado à eficiência administrativa. O Governo do Estado implantou a Secretaria de Parcerias e Investimentos, responsável por estruturar concessões, desestatizações e Parcerias Público-Privadas (PPPs) em áreas estratégicas, como Mobilidade Urbana, Educação e Saneamento Básico. 

Por meio deste modelo de trabalho, já foram mobilizados mais de R$ 180 bilhões em investimentos, com foco em entrega, transparência e sustentabilidade fiscal. Trata-se de exemplo prático de como é possível gerir com seriedade e planejamento, sem ampliar a estrutura estatal, nem recorrer ao populismo. É um contraste evidente com a gestão federal, que parece mais preocupada com alianças para as eleições de 2026 do que com resultados concretos para a população. 

Como jornalista por 25 anos e, há dois mandatos, como deputada federal por São Paulo, não posso silenciar diante do abismo entre as duas formas de governar: de um lado, o improviso, o palanque, a irresponsabilidade; do outro, a busca por soluções técnicas, o respeito ao dinheiro público e o compromisso com o legado. 

O Brasil precisa, urgentemente, de mais gestores com visão de Estado e menos operadores de campanha. Não há bem-estar social sem gestão responsável. Não há futuro com contas no vermelho e empresas públicas afundando por politicagem. 

Por isso, sigo firme, no Congresso Nacional, em Brasília-DF, fiscalizando, denunciando e lutando, para que nossas estatais voltem a servir o povo, e não os interesses de quem nunca soube o que é gerir com seriedade. 

O Brasil merece mais! Não será por omissão que deixaremos o governo federal enterrar o que ainda resta de credibilidade no setor público e em nosso País.

 


Rosana Valle - deputada federal pelo PL-SP, em segundo mandato; presidente da Executiva Estadual do PL Mulher de São Paulo; jornalista por formação há mais de 25 anos; e autora dos livros “Rota do Sol 1 e 2”



Quase 5,5 mil piscinas olímpicas de esgoto são despejadas todos os dias no meio ambiente

  • De acordo com dados do SINISA 2023, somente 49% do esgoto gerado é tratado - uma piora de 2,2% em relação ao índice passado

 

No dia 5 de junho é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente, uma data que ressalta a importância da conservação ambiental e busca fomentar políticas públicas para mitigar a constante degradação do nosso ecossistema. No Brasil, a precariedade do saneamento básico impacta diretamente a biodiversidade local pela contaminação resultante do despejo irregular de esgoto. 

Tabela 1 - Índice de tratamento de esgoto e piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento despejadas por dia - Regiões, SINISA 2023

Fonte: SINISA 2023 - Elaboração: GO Associados/Instituto Trata Brasil

Segundo informações recentes do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), ano-base 2023, somente 49,0% do esgoto gerado é tratado - uma piora de 2,2% em relação ao índice de 52,2% registrado em 2022. 

Esse volume significa que 5.481 piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento são lançadas diariamente no meio ambiente, contaminando os corpos hídricos e a rica biodiversidade brasileira. Houve um aumento no despejo irregular quando comparado com 2022, quando um volume de 5.253 piscinas olímpicas era lançado sem tratamento adequado.

O esgotômetro do Instituto Trata Brasil, inspirado no impostômetro, calcula diariamente quantas piscinas olímpicas já foram despejadas. Considerando o período até o dia 5 de junho, data do Dia Mundial do Meio Ambiente, mais de 855 mil piscinas olímpicas de esgoto terão sido despejadas no solo brasileiro. 

Esse número evidencia a urgência de alcançar as metas de universalização do saneamento até 2033. A ausência de serviços de coleta e tratamento de esgoto, além de contaminar o meio ambiente, afeta corpos hídricos que são fonte de abastecimento de água para milhares de habitantes, compromete atividades como agricultura e pecuária, e impacta setores como o turismo. Para a população, a falta de coleta e tratamento de esgoto cria um cenário propício à proliferação de doenças, afetando a vida de pessoas de todas as idades, desde crianças até idosos


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