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quinta-feira, 5 de junho de 2025

Profissionais 45+: como evitar que a trajetória profissional seja um obstáculo na busca por novas oportunidades de trabalho

Talento Sênior alerta para atitudes e frases que atrapalham profissionais maduros na busca de novas oportunidades de trabalho 

 

A Talento Sênior, empresa de Talent as a Service, que promove a trabalhabilidade de profissionais 45+ sob demanda - lança um alerta importante: muitos profissionais experientes, ao buscarem novas oportunidades de trabalho, seja como pessoa jurídica ou regime CLT, falham justamente naquilo que deveria ser sua maior vantagem: demonstrar sua jornada de experiência. Segundo a COO (Chief Operating Officer) e sócia da Talento Sênior, Cris Sabbag, as decisões de contratação em PMEs são pautadas na percepção de valor prático no curto prazo — e não no histórico ou no status anterior do profissional. Isso muda completamente a forma como profissionais sêniores devem se posicionar.

Ela ainda reforça que o valor do profissional sênior não está mais ancorado apenas na sua biografia, e sim naquilo que ele é capaz de fazer com pouco tempo, poucos recursos e pouca informação. A especialista, com apoio da equipe da Talento Sênior – selecionou algumas das principais atitudes que mais atrapalham os profissionais 45+ em processos seletivos e de concorrência, e como corrigi-las. São elas:

  1. Falar demais sobre o passado: tentativas de “impressionar” com cargos anteriores, citar toda sua história, gera uma desconexão com a realidade da nova empresa. Por isso, troque o “eu fiz” por “eu sou capaz de fazer”. Traduza seu impacto, com exemplos reais e números claros objetivos. Apresente dois cases prontos, de preferência um de escassez extrema e outro de transformação rápida. Use a técnica STAR: situação, tarefa, ação, resultado. Isso ajuda a organizar a fala com objetividade;
  2. Uso de linguagem sofisticada: pode passar a imagem de que você é mais burocrático e não corresponde na busca soluções simples e imediatas que a empresa precisa;
  3. Postura muito consultiva: evite o “consultor palco” e assuma o perfil de “consultor trator” que tem o foco em ‘fazer acontecer’. Apesar de toda sua experiência, o tom “professoral” de quem sabe tudo, pode passar a impressão de que você não está disponível para “colocar a mão na massa” e que tem dificuldade em mostrar resultados com poucos recursos. Passa a ser um candidato desinteressante, principalmente para PMEs;
  4. Não falar sobre o formato do contrato de trabalho: é preciso deixar claro que a proposta é por projetos sob demanda (Talent as a Service — TaaS) e não necessariamente regime CLT, o que pode promover ainda mais oportunidades para o profissional e para a própria empresa contratante;
  5. Não conhecer a empresa: estude a empresa e seu momento, aponte boas iniciativas que você conheceu em suas pesquisas sobre a empresa, é preciso demonstrar que você já atua dentro da realidade do cliente e que não está apenas querendoentrar em uma nova atuação;
  6. Falar mais do que escutar: temos um vício narrativo de contar histórias longas, ancoradas em glória passada, sem conexão com o presente do cliente. A empresa que será seu novo cliente, quer ser ouvida e quer sentir que você entende sua realidade;
  7. Não estar ativo nas redes sociais: você é o produto, por isso, é fundamental ter uma presença digital coerente com o que entrega, com LinkedIn ajustado para projetos e foco PME; Landing Page simples apresentando serviços como profissional sob demanda; minibio direta e estratégica, focada em impacto e seus diferenciais; currículo enxuto, orientado para entregas e não para cargos; recomendações de projetos semelhantes no LinkedIn; publicações de conteúdos que mostrem em seu perfil, como você resolve problemas e não apenas o que já fez no passado.

Perante a essas falhas, as sensações mais comuns relatadas pelas empresas que querem contratar essa força de trabalho em processo de seleção/ concorrência são:

  • O candidato não entendeu o formato de serviço que a empresa precisa;
  • Parece muito experiente, portanto, muito caro para o porte da empresa;
  • Não consegue atuar com falta de grandes estruturas;
  • Nunca trabalhou em uma empresa pequena.

“Mudar comportamentos e atitudes é um passo fundamental neste mundo em constante transformação. O maior erro do profissional sênior é permanecer ancorado no passado glorioso, sem conseguir traduzir competências para o presente. O passado é importante e faz parte da construção, mas ele não deve ser o regente do futuro. A recolocação começa na transformação da experiência acumulada desses profissionais em palavras que os representem e que ainda possam ser capturadas pela mais nova e importante aliada: a inteligência artificial”, orienta Cris Sabbag.



Talento Sênior
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