Talento Sênior alerta para atitudes e frases que atrapalham profissionais maduros na busca de novas oportunidades de trabalho
A Talento Sênior, empresa de Talent as a Service, que promove a trabalhabilidade de profissionais 45+ sob demanda - lança um alerta importante: muitos profissionais experientes, ao buscarem novas oportunidades de trabalho, seja como pessoa jurídica ou regime CLT, falham justamente naquilo que deveria ser sua maior vantagem: demonstrar sua jornada de experiência. Segundo a COO (Chief Operating Officer) e sócia da Talento Sênior, Cris Sabbag, as decisões de contratação em PMEs são pautadas na percepção de valor prático no curto prazo — e não no histórico ou no status anterior do profissional. Isso muda completamente a forma como profissionais sêniores devem se posicionar.
Ela ainda reforça que o valor do profissional sênior não está mais ancorado
apenas na sua biografia, e sim naquilo que ele é capaz de fazer com pouco
tempo, poucos recursos e pouca informação. A especialista, com apoio da equipe
da Talento Sênior – selecionou algumas das principais atitudes que mais
atrapalham os profissionais 45+ em processos seletivos e de concorrência, e como
corrigi-las. São elas:
- Falar demais sobre o passado:
tentativas de “impressionar” com cargos anteriores, citar toda sua
história, gera uma desconexão com a realidade da nova empresa. Por isso,
troque o “eu fiz” por “eu sou capaz de fazer”. Traduza seu impacto, com
exemplos reais e números claros objetivos. Apresente dois cases prontos,
de preferência um de escassez extrema e outro de transformação rápida. Use
a técnica STAR: situação, tarefa, ação, resultado. Isso ajuda a organizar
a fala com objetividade;
- Uso de linguagem sofisticada:
pode passar a imagem de que você é mais burocrático e não corresponde na
busca soluções simples e imediatas que a empresa precisa;
- Postura muito consultiva:
evite o “consultor palco” e assuma o perfil de “consultor trator” que tem
o foco em ‘fazer acontecer’. Apesar de toda sua experiência, o tom
“professoral” de quem sabe tudo, pode passar a impressão de que você não
está disponível para “colocar a mão na massa” e que tem dificuldade em
mostrar resultados com poucos recursos. Passa a ser um candidato
desinteressante, principalmente para PMEs;
- Não falar sobre o formato do contrato de
trabalho: é preciso deixar claro que a proposta é por
projetos sob demanda (Talent as a Service — TaaS) e não necessariamente
regime CLT, o que pode promover ainda mais oportunidades para o profissional
e para a própria empresa contratante;
- Não conhecer a empresa:
estude a empresa e seu momento, aponte boas iniciativas que você conheceu
em suas pesquisas sobre a empresa, é preciso demonstrar que você já atua
dentro da realidade do cliente e que não está apenas querendoentrar em uma
nova atuação;
- Falar mais do que escutar:
temos um vício narrativo de contar histórias longas, ancoradas em glória
passada, sem conexão com o presente do cliente. A empresa que será seu
novo cliente, quer ser ouvida e quer sentir que você entende sua
realidade;
- Não estar ativo nas redes sociais:
você é o produto, por isso, é fundamental ter uma presença digital
coerente com o que entrega, com LinkedIn ajustado para projetos e foco
PME; Landing Page simples apresentando serviços como profissional sob
demanda; minibio direta e estratégica, focada em impacto e seus
diferenciais; currículo enxuto, orientado para entregas e não para cargos;
recomendações de projetos semelhantes no LinkedIn; publicações de
conteúdos que mostrem em seu perfil, como você resolve problemas e não
apenas o que já fez no passado.
Perante
a essas falhas, as sensações mais comuns relatadas pelas empresas que querem
contratar essa força de trabalho em processo de seleção/ concorrência são:
- O candidato não entendeu o formato de serviço que a
empresa precisa;
- Parece muito experiente, portanto, muito caro para o
porte da empresa;
- Não consegue atuar com falta de grandes estruturas;
- Nunca trabalhou em uma empresa pequena.
“Mudar
comportamentos e atitudes é um passo fundamental neste mundo em constante
transformação. O maior erro do profissional sênior é permanecer ancorado no
passado glorioso, sem conseguir traduzir competências para o presente. O
passado é importante e faz parte da construção, mas ele não deve ser o regente
do futuro. A recolocação começa na transformação da experiência acumulada
desses profissionais em palavras que os representem e que ainda possam ser
capturadas pela mais nova e importante aliada: a inteligência artificial”,
orienta Cris Sabbag.
Talento Sênior
Hub Sênior para Sênior (clique aqui para acessar)
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