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quarta-feira, 14 de maio de 2025

Empreendedorismo sênior cresce no Brasil e alcança número recorde

Levantamento conduzido pelo Sebrae indica aumento da participação de pessoas com 60 anos ou mais no universo dos donos de negócio


O Brasil contabilizou, no fim do ano passado, o dado recorde de 4,3 milhões de seniores donos de negócios (com 60 anos ou mais), que representaram também um percentual inédito na participação desse público no universo de empreendedores no país.

Pesquisa realizada pelo Sebrae, com base em informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), mostra que, no intervalo de 12 anos (entre 2012 e 2024), o número de donos de pequenos negócios com 60 anos ou mais cresceu 53%. Além disso, o grupo está mais escolarizado e teve um incremento na sua diversidade, com uma maior participação de mulheres e negros.

A comparação entre os dados de 2012 e 2024 mostram que os empreendedores seniores reduziram em 22 pontos percentuais (p.p.) a proporção de pessoas sem instrução ou que não completaram o ensino médio e ampliaram em mais de 10 p.p a presença de empreendedores com o ensino médio e em 8 p.p o de donos de negócios com ensino superior incompleto ou mais.

O levantamento revela também que apesar de manterem poucas horas de trabalho dedicadas ao negócio, os empreendedores seniores ainda possuem um dos melhores rendimentos entre as faixas etárias e os empreendimentos com maior tempo de atividade.


Maior diversidade

O levantamento do Sebrae indica ainda que houve uma evolução na participação de mulheres e de pessoas negras entre os seniores donos de negócios . Apesar de as empreendedoras ainda representarem apenas 29,9% do universo de empreendedores seniores, esse foi o melhor resultado da série histórica; e a participação negra cresceu 2,1 p.p. em relação a 2023.


Dados da pesquisa

  • 4,3 milhões: recorde no número absoluto de empreendedores seniores  em 2024;
  • 14,3%:  maior percentual já contabilizado entre os donos de pequenos negócios;
  • 29,9%: percentual de mulheres no universo de donos de negócio seniores;
  • + 2,1 p.p: crescimento da participação negra entre os empreendedores seniores;
  • - 22,2 p.p.: redução entre os empreendedores seniores que não completaram o ensino fundamental ou são sem instrução em relação a 2012;
  • + 10,4 p.p.: aumento na proporção de empreendedores seniores com ensino médio (em relação a 2012);
  •  + 8,3 p.p.: aumento na proporção dos empreendedores seniores que possuem ensino superior incompleto ou mais (em relação a 2012);
  •        + 1,7 p.p.: aumento de no percentual de Seniores DN com registro de CNPJ entre 2015 e 2024.

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Operar com exchanges nacionais pode gerar economia no Imposto de Renda

O número de brasileiros que investem em criptoativos bate recordes ano após ano. No entanto, na hora de declarar o Imposto de Renda, muitos ainda enfrentam dificuldades — especialmente quem opera por exchanges estrangeiras, que não seguem as normas fiscais brasileiras. 

A boa notícia é que usar corretoras nacionais pode facilitar a vida do investidor e ainda permitir que pague menos impostos, em suas vendas de Bitcoins ou outras criptomoedas, gerando considerável economia tributária. 

Um dos principais pontos destacados por Ney Pimenta do Bitybank é a isenção de imposto sobre ganho de capital em vendas mensais de criptoativos que totalizem até R$ 35 mil. “Muitos investidores desconhecem esse limite de isenção. Desde que o total de vendas de criptomoedas no mês não ultrapasse esse valor, o lucro obtido é isento de impostos, e não importa o quanto seja esse lucro”.  

Mas, para comprovar isso, é necessário manter registros claros e atualizados das transações — algo que as plataformas nacionais geralmente já oferecem automaticamente por meio de relatórios de ganhos e movimentações. 

Além disso, ao operar no Brasil, o investidor evita complicações com variação cambial, envio de dinheiro ao exterior, dupla tributação e a necessidade de controle manual sobre ganho de capital em dólar. 

No Bitybank (www.bitybank.com.br), por exemplo, oferecemos ferramentas integradas para ajudar nossos clientes a acompanhar, exportar e declarar seus investimentos com mais tranquilidade.  

Temos também um produto que facilita a vida do usuário nesse sentido: um cartão onde ele pode ir desposicionando seus investimentos aos poucos, pagando com bitcoin ou diversas outras criptomoedas, para ir realizando lucros durante o mês e se manter dentro da faixa de isenção do imposto de renda. Queremos que investir em cripto no Brasil seja simples, acessível e 100% em conformidade com as regras do jogo.

 

Dicas rápidas para reduzir riscos e impostos no IR cripto: 

·         Dê preferência a exchanges brasileiras com bom suporte fiscal; 

·         Mantenha todas as operações registradas (inclusive as isentas); 

·         Fique atento ao limite de R$ 35 mil/mês para isenção; 

·         Evite movimentações altas sem apuração de lucro real; 

·         Use plataformas com relatórios automáticos de IR e ganho de capital. 

·         Evite manter grandes volumes em plataformas estrangeiras, podem lhe trazer problemas posteriormente 

A regulação do setor avança, e o investidor que se antecipa, entende as regras e opera com transparência, sai na frente, minimizando os riscos de ser penalizado pela Receita Federal. Investir em cripto de forma inteligente é também investir com responsabilidade fiscal.


Simples Nacional se torna alternativa vantajosa para médicos que atuam como pessoa jurídic

freepik

Com menos burocracia e possibilidade de carga tributária reduzida, regime simplificado ganha espaço entre profissionais da saúde


Nos últimos anos, médicos que atuam como pessoa jurídica têm encontrado uma forma mais econômica e prática de organizar suas finanças. Trata-se do Simples Nacional. Com a possibilidade de reduzir encargos e centralizar tributos em uma única guia, o modelo vem chamando a atenção e se tornando uma alternativa eficaz para profissionais da saúde que atuam com CNPJ.

Criado para descomplicar a vida de micro e pequenas empresas, o Simples Nacional permite o pagamento de até oito tributos em uma única guia, o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). Para ser feita a adesão, no entanto, é necessário que o médico atue como Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP), com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.

“O Simples Nacional acaba sendo uma ótima alternativa para médicos que não têm uma grande estrutura ou equipe e querem manter tudo dentro da legalidade, mas sem complicar demais a parte fiscal. Além de permitir mais facilidade, ele pode representar uma economia real no fim do mês, o que é fundamental para quem está começando ou prefere focar mais na atividade médica e evitar a burocracia”, afirma Ana Eliza, contadora e CEO do escritório Porto & Gomes Contabilidade e BPO.

Desde a promulgação da Lei Complementar nº 147, em 2014, médicos passaram a ter mais segurança jurídica para se enquadrar no regime. A grande vantagem, segundo contadores, está na possibilidade de pagar menos impostos do que se estivesse atuando como autônomo, com alíquotas que podem partir de 6% no Anexo III e 15,5% no Anexo V, dependendo da estrutura da empresa.

Ana ainda explica sobre o fator R, um cálculo realizado pelo contador para determinar em qual anexo o CNPJ será tributado. “O fator R é determinante nesse processo. Ele calcula a proporção da folha de pagamento em relação ao faturamento da empresa e define se o médico será tributado pelo Anexo III ou pelo Anexo V do Simples. O Anexo III, por exemplo, inicia com alíquotas maiores, enquanto o Anexo V oferece alíquotas mais vantajosas para quem não possui empregados. Com uma folha bem estruturada, o médico pode se beneficiar de um percentual significativamente menor”, ressalta.

Além da unificação de tributos como IRPJ, CSLL, ISS e COFINS, o Simples Nacional também oferece facilidades na regularização de dívidas tributárias, com programas específicos de renegociação e parcelamento. Apesar das vantagens, nem todos os formatos jurídicos são aceitos. A atividade médica, por exemplo, não pode ser enquadrada como Microempreendedor Individual (MEI). Para aderir ao Simples, o médico precisa constituir uma empresa com natureza jurídica adequada, como a Sociedade Unipessoal Limitada (SLU) ou sociedades médicas.

Os custos para abertura variam conforme o estado e o conselho regional. Em São Paulo, por exemplo, os valores podem ficar entre R$ 500 e R$ 1.500, somados às taxas do CRM, que partem de R$ 772.

“Com mais médicos buscando segurança jurídica e redução de impostos, o Simples Nacional se consolida como uma escolha cada vez mais estratégica na formalização da atividade médica É uma ferramenta que traz tranquilidade para o profissional que quer focar no que realmente importa: o atendimento ao paciente”, conclui Ana Eliza.

 

A única saída para o imigrante é obedecer às leis


Na última semana, a prisão de uma brasileira por agentes de imigração em Worcester, Massachusetts, chamou a atenção da mídia e gerou grande comoção. Como advogado especializado em imigração e com mais de 20 anos de experiência na atuação entre Brasil e Estados Unidos, vejo a necessidade de analisar com calma o que de fato acontece em situações como essa.

Quando a polícia ou agentes federais chegam a um local para efetuar a prisão de um imigrante, muitas vezes a operação se torna mais complexa do que deveria. Na maioria das vezes, não é o ato da prisão em si que agrava a situação do imigrante indocumentado, mas sim as reações que ocorrem ao redor. 

Amigos, vizinhos, familiares e membros da comunidade, muitas vezes movidos por emoção e solidariedade, acabam tentando impedir a ação policial. Foi exatamente isso que ocorreu em Worcester, onde um grupo de aproximadamente 25 pessoas cercou agentes do ICE exigindo a apresentação de um mandado e bloqueou a saída da viatura.

Compreendo o sentimento de indignação e o desespero da comunidade. No entanto, essas reações podem transformar um caso simples, passível de ser tratado com medidas judiciais adequadas, em uma situação extremamente delicada para o imigrante. Ao tentar impedir a prisão, algumas pessoas acabam cometendo outros crimes, como resistência à prisão, agressão ou desacato, o que agrava muito a situação legal do indivíduo detido.

Em muitos desses casos, advogados podem atuar na sequência para apresentar um habeas corpus ou buscar a reversão da detenção por vias legais. Mas quando ocorre a resistência coletiva ou agressões contra autoridades, os processos ficam mais longos e difíceis, e o risco de deportação imediata aumenta. Além disso, quem tenta ajudar pode acabar respondendo criminalmente, como ocorreu neste caso, em que duas mulheres foram presas por obstrução e agressão a policiais.

Meu conselho, como sempre faço questão de ressaltar para meus clientes e seguidores, é que a forma mais segura de lidar com essas abordagens é manter a calma, não confrontar os agentes e procurar imediatamente um advogado especializado. O sistema jurídico americano, apesar de rígido, oferece caminhos legais para questionar prisões e proteger direitos. Reações impulsivas, infelizmente, apenas tornam a situação mais grave.

Outro ponto que precisa ser reforçado é a importância de manter-se documentado e com o visto adequado. Imigrar para os Estados Unidos exige planejamento, compreensão das leis locais e respeito às normas de imigração. A regularização migratória oferece não apenas tranquilidade, mas também a possibilidade de exercer plenamente direitos como acesso à educação, saúde, trabalho e liberdade de locomoção, sem o medo constante de ser surpreendido por ações de deportação.

Não adianta que a comoção e a revolta tomem conta das redes sociais quando o imigrante está em desacordo com a legislação vigente. As leis de imigração americanas são claras, e quem decide viver neste país precisa, acima de tudo, obedecer e respeitar essas regras. A indignação virtual não substitui o cumprimento da lei. Minha orientação permanece a mesma: busque sempre informação confiável, planejamento jurídico e siga o caminho legal para que sua permanência seja segura e estável.

 


Daniel Toledo - advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em Direito Internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e sócio da LeeToledo PLLC. Toledo também possui um canal no YouTube com mais de 570 mil seguidores com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB Santos, professor honorário da Universidade Oxford - Reino Unido, consultor em protocolos diplomáticos do Instituto Americano de Diplomacia e Direitos Humanos USIDHR. Para mais informações, acesse o site.



Toledo e Advogados Associados
Para mais informações, acesse o site

 

Educação digital e diálogo ajudam na proteção de crianças e adolescentes no uso das tecnologia

É preciso preparar os jovens para navegar
 na internet com consciência e segurança

Envato
Apenas 8% dos responsáveis acreditam que seus filhos enfrentam situações ofensivas on-line, embora 29% dos jovens relatam essas experiências

 

"Ele ficava muito no quarto, achei que estava seguro." A frase marcante da série Adolescência, da Netflix, revela uma realidade alarmante: a exposição excessiva à internet pode ser um risco para a segurança e desenvolvimento de crianças e adolescentes. Com 93% da população brasileira entre 9 e 17 anos conectada à internet, segundo a pesquisa TIC Kids Online 2024, o que podia ser visto como um espaço protegido tornou-se, muitas vezes, a porta de entrada para violências silenciosas — mas muito reais.

A presença massiva de crianças e adolescentes no ambiente digital escancara um desafio urgente: como proteger indivíduos em desenvolvimento em um território tão propício para a propagação de conteúdos inadequados e danosos? Apesar de muitas vezes serem chamados de “nativos digitais”, meninos e meninas nascidos após a massificação do acesso à internet também enfrentam dificuldades emocionais e cognitivas para lidar com o universo online, especialmente quando se tem pouca orientação e supervisão de um adulto responsável. A TIC Kids também aponta que 29% dos usuários de 9 a 17 anos relataram já ter vivenciado situações ofensivas, desagradáveis ou que os deixaram chateados na internet, mas apenas 8% dos responsáveis acham que as crianças ou adolescentes vivenciaram esse tipo de situação. O abismo entre o que é vivido e o que é percebido pelos adultos é um alerta. “O que a gente chama de violência on-line é tão real quanto a violência off-line. Os impactos psicológicos, sociais e até físicos podem ser devastadores, especialmente quando não há espaços seguros de acolhimento e escuta”, afirma Cecília Landarin, analista do Centro Marista de Defesa da Infância (CMDI).

A dificuldade de comunicação entre gerações fica evidente em outro dado: apenas 42% dos adolescentes entre 11 e 17 anos que passaram por situações ofensivas na internet contaram para um adulto em quem confiam, como pais, responsáveis, outros parentes ou professores. Muitos preferiram falar com amigos da mesma idade (29%) ou simplesmente não falaram com ninguém (13%). Somente neste ano, 607 denúncias de violência contra crianças e adolescentes em ambiente virtual foram registradas no Disque 100, frente a um total de 2.170 denúncias gerais — ou seja, 28% das denúncias relacionadas ao ambiente virtual envolvem vítimas nessa faixa etária

É nesse contexto que atua a campanha Defenda-se, do Centro Marista de Defesa da Infância (CMDI), que já conta com 15 vídeos educativos voltados à proteção de crianças e adolescentes. Os dois mais recentes, com os temas Autodefesa e Segurança On-line e Peça Ajuda!, trazem orientações claras e acessíveis sobre o uso consciente da tecnologia, o cuidado com o compartilhamento de imagens e informações pessoais, o respeito às faixas etárias indicadas para redes sociais e a importância da criação de ambientes seguros para a livre expressão. “A criança precisa aprender desde cedo que pode contar com adultos de confiança, podendo expressar sentimentos, dúvidas e opiniões com a certeza de que terá acolhimento e orientação, e não medo de retaliação. A construção desses vínculos é muito mais efetiva do que qualquer controle parental excessivo”, reforça Cecília.

Nem só os pais: a responsabilidade é coletiva

Em muitos casos, quando algo grave acontece no ambiente digital, os pais são os primeiros responsabilizados. Mas a obrigação de proteger, alerta a especialista, não pode ser individualizada. “Os governos, as empresas de tecnologia e a sociedade como um todo também têm um papel fundamental: é urgente a criação de políticas públicas que tratem da educação digital como uma prioridade. Não se pode esperar que cada família dê conta sozinha de enfrentar o poder de algoritmos que empurram conteúdos violentos e inapropriados para seus filhos”, analisa. O documento Segurança on-line de crianças e adolescentes: minimizar o risco de violência, abuso e exploração sexual on-line, publicado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (UNESCO) e pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), traz justamente essa reflexão: é papel dos pais, dos educadores e da sociedade educar crianças e adolescentes sobre o uso seguro da internet, estabelecer um diálogo aberto sobre experiências on-line e orientar o uso de dispositivos e plataformas digitais.O uso de inteligência artificial e de perfis de comportamento nas plataformas digitais também expõe jovens a conteúdos inadequados, mesmo quando eles sequer os buscaram. Os algoritmos não têm freio etário. E o acesso precoce à tecnologia, muitas vezes sem qualquer mediação, transforma o ambiente on-line num terreno fértil para violências simbólicas, sexuais ou psicológicas.


Educar para o mundo digital: voltar ao básico, com humanidade

A saída passa por uma combinação de estratégias: educação para as mídias, escuta ativa e construção progressiva de autonomia. Ou seja, não se trata de impedir o acesso, mas de preparar os jovens para navegar com consciência e segurança. Assim como ensinamos crianças a terem cuidado em situações cotidianas como atravessar a rua ou usar eletrodomésticos, precisamos ensiná-las a fazer uso da internet com responsabilidade, a partir do diálogo e do exemplo. “Autonomia não é abandonar a criança sozinha na internet. É permitir que ela ganhe espaço à medida que desenvolve maturidade para isso. Isso exige tempo, diálogo e vínculo — não apenas um aplicativo de controle parental”, diz Cecília.

Dicas práticas para proteger crianças e adolescentes na internet:

  • Estabeleça combinados claros sobre o tempo de uso, os conteúdos acessados e o uso de redes sociais, respeitando a indicação de faixa etária.
  • Converse de forma aberta e sem julgamentos sobre o que eles veem, sentem e vivenciam on-line. Construa uma relação de confiança para quea criança se sinta confortável para falar.
  • Respeite a privacidade, mas esteja presente – acompanhar é diferente de vigiar. Aplicativos de controle parental são uma boa opção para inibir conteúdos inapropriados, restringir tempo de tela e monitorar acessos, e o diálogo contribui para o desenvolvimento de senso crítico.
  • Ensine o básico sobre segurança digital: não compartilhar fotos, não deixar imagens públicas, não falar com desconhecidos e não divulgar informações pessoais. Os cuidados também são necessários ao interagir com pessoas conhecidas por mensagem ou redes sociais, para evitar situações de risco.
  • Pedir ajuda: Oriente que a criança ou adolescente busque apoio sempre que se sentir em dúvida sobre como agir, com medo ou desconfortável em situações dentro ou fora da internet. Esclareça que não haverá retaliações ou castigo sobre o relato.
  • Priorize momentos off-line em família, com atividades fora das telas, brincadeiras e convivência.
  • Busque materiais educativos, como os vídeos da campanha Defenda-se, para trabalhar esses temas em casa ou na escola.


Campanha Defenda-se

Criada em 2014 pelo Centro Marista de Defesa da Infância, a campanha tem o objetivo de promover a autodefesa de crianças contra violências, principalmente a sexual, por meio de vídeos educativos, apropriados para meninas e meninos entre 4 e 12 anos de idade. Para alcançar o maior número possível de crianças, as animações contam com versões em inglês, espanhol, audiodescrição e tradução para Libras.

A campanha também disponibiliza conteúdos voltados para educadores e adultos de confiança, como material educativo sobre Revelação Espontânea, e-books com subsídios sobre os vídeos e uma página de Práticas Educativas, com indicações de conteúdos e atividades que podem ser realizadas em ambientes educativos. As produções estão disponíveis para toda a sociedade no site defenda-se.com. 



Centro Marista de Defesa da Infância, do Grupo Marista
centrodedefesa.org.br.


Provão Paulista divulga quarta chamada para Fatecs e Univesp

Convocados devem fazer a matrícula online entre quinta (15) e sexta-feira (16); informações sobre procedimentos e documentação podem ser consultadas na internet

 

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) divulga nesta quarta-feira (14), às 11h, a quarta chamada do Provão Paulista Seriado para ingresso no segundo semestre de 2025 em cursos superiores gratuitos das Faculdades de Tecnologia do Estado (Fatecs) e da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). O participante do exame que concluiu o Ensino Médio na rede pública em 2024 pode consultar sua classificação e outros detalhes no site provaopaulistaseriado.vunesp.com.br.

 

As aulas do segundo semestre das Fatecs começam no dia 5 de agosto. Na Univesp, as aulas têm início no dia 28 de julho.

 

No caso das Fatecs, o candidato convocado deverá, obrigatoriamente, efetuar a matrícula entre quinta (15) e sexta-feira (16), por meio de um sistema remoto. Para o requerimento de matrícula na Fatec Guaratinguetá, os candidatos convocados precisam acessar o site da unidade. Os detalhes sobre o procedimento e a documentação exigida podem ser consultados na portaria. Essa é a última entre as quatro chamadas previstas para as matrículas para o segundo semestre.

 

Com foco no mercado de trabalho, os 96 cursos das Fatecs são estrategicamente direcionados para atender à vocação econômica de cada localidade, em setores como gestão de negócios, tecnologia da informação, infraestrutura, meio ambiente, indústria 4.0 e assim por diante. Conheça os cursos 


Univesp


As instruções para matrícula na Univesp estão disponíveis no portal da universidade. Para o segundo semestre, são oferecidos nove cursos, em três eixos: Licenciaturas (Letras, Matemática ou Pedagogia), Computação (Tecnologia da Informação, Ciência de Dados ou Engenharia da Computação) e Negócios e Produção (Processos Gerenciais, Administração ou Engenharia de Produção).


Vendem-se ilusões no Ministério

No final de março, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, deu uma declaração contundente que obriga a análise profunda, tal o contraste com o sentimento do povo nas ruas. Afirmou a ministra: “Em toda a minha vida pública, mais de 25 anos de mandatos eletivos, nunca vi números tão positivos na economia do país, sobretudo da macroeconomia”. E continuou: ”Não me lembro de momento econômico tão bom e com números tão positivos obtidos rapidamente”.

A declaração aconteceu no programa Bom Dia Ministra, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e transmitido pelo canal gov, durante o qual a ministra destacou o maior número de pessoas com Carteira de Trabalho desde 2013 (sem, contudo, entrar no mérito da precariedade dos empregos), a política de valorização do salário-mínimo, e o crescimento econômico, tão expressivo por dois anos consecutivos e acima de 3,0% ao ano (2023 – governo Lula = 2,9% e 2024 = 3,4%), significando mais renda. É preciso destacar que, em 2022, portanto no governo anterior, o crescimento do PIB foi de 3,00%. Enalteceu também o governo com projeto que visa à melhoria da produtividade e da competitividade, importante no mundo atual.

Simone Tebet está rezando a cartilha escrita por Sidônio Pereira, o novo ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, para quem as ações do governo precisam ser mais defendidas pelo primeiro escalão. A questão é que tanto entusiasmo com resultados econômicos e sociais tão expressivos se contrapõe à queda da popularidade e do nível de aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governo do qual a ministra é expoente, conforme recentes pesquisas.

A análise de vários indicadores talvez dê as respostas para o nível de aprovação tão baixo e a falta de identificação com qualquer parâmetro que justifique comemoração, exceto o crescimento do PIB, mas nada excepcional, pois no último ano do governo anterior já foi de 3,0% e com tendência de crescimento.

A inflação é outro exemplo. Há dois anos consecutivos (2023 e 2024) a taxa de inflação anual, medida pelo IPCA, supera o teto da meta, compromisso do governo. A expectativa não é melhor. O terceiro ano do atual governo também sinaliza para o descumprimento da meta, e já ultrapassando 5% em 2025.

Como a inflação é perda do poder de compra da moeda, com reflexos nos preços dos alimentos em taxa de 7,42% (2024), superior à da média (4,82%), pode estar aí o início do descontentamento popular, diferentemente da celebração da ministra. Além disso, como inflação corrói a renda, sobretudo dos assalariados, a falta de correção das tabelas do imposto de renda ajuda a alimentar esse sentimento dos cidadãos.

Outra questão importante nesse cenário diz respeito à taxa de juros. A inflação acima da meta por vários anos consecutivos tem levado o mercado a entender como descontrole ou falta de interesse do governo em controlar e cortar despesas, medida que ajudaria o Banco Central a reduzir os juros, trazendo a inflação para mais perto da meta. Esse comportamento vem provocando danos de grande porte na economia do país e das pessoas

físicas de todas as classes sociais. O endividamento ficou muito mais caro, inclusive para investimentos do setor privado.

Os efeitos são extremamente danosos. Hoje, a taxa Selic de 14,25% .a.a., com viés de alta para 14,75%, ou mesmo de 15% ao ano, reduz a capacidade de investimentos do governo e, em consequência, afeta a qualidade dos serviços essenciais devolvidos à população, como saúde, educação, segurança e habitação.

Para maior entendimento do dano já causado pelos juros altos, convém lembrar que em 19/06/2024 a taxa definida pelo Copom era de 10,50% e agora, 10 meses depois, a Selic está 3,75 pontos percentuais acima. Isso significa que, para a dívida pública federal de R$ 7,50 trilhões, há o comprometimento adicional de R$ 280 bilhões/ano. Ou seja, hoje a elevação dos juros adiciona mensalmente R$ 25 bilhões ao valor já comprometido com o pagamento da dívida.

O estrago se estende ainda para as pessoas físicas, sobretudo das classes C e D, que sonham com a compra do primeiro imóvel. Em 2023, a taxa de financiamento de imóvel para pessoas de baixa renda, praticada pela Caixa Econômica Federal, era de R$ 8,90%, mais TR, e hoje já é de 11,29% mais TR. Fica proibitido para os assalariados comprometerem e assumirem ônus de tal magnitude. Vale lembrar, ainda, que a inflação está alta, mas mesmo assim, abaixo de 5% ao ano, e que os grandes bancos privados já estão cobrando juros de 13,80% a 14,20% ao ano.

A carga tributária praticada pelo governo é outro problema grave. Em 2024, atingiu o correspondente a 32,3% do PIB, uma das mais altas cargas dos ultimos 15 anos. Não há dúvida de que os sucessivos aumentos dos tributos desagradam a todos os contribuintes, principalmente porque a população não recebe a contrapartida em serviços públicos de qualidade.

O reajuste do salário-mínimo, anunciado como parte do “pacote de bondades” do governo, empenhado em melhorar sua imagem, esconde uma realidade bem diferente. É preciso lembrar que a alteração da lei que estabelece a nova fórmula de cálculo do reajuste anual do salário-mínimo sancionado em 27/12/2024 assegura reajuste real acima da inflação, com um mínimo de 0,6% e limita-o a 2,5%, condicionado ao cumprimento de metas do governo federal. Tudo para vigorar por cinco anos, entre 01/01/2025 e 2029.

A propaganda oficial busca demonstrando o cuidado do governo em proteger o trabalhador, garantindo o mínimo de 0,6% de reajuste. A verdade é outra, porque na realidade limitou a 2,5% e assim mesmo, sabendo-se que dos cinco anos previstos na lei (2025 a 2029), nos dois primeiros anos (2025 e 2026), com os parâmetros já definidos e conhecidos, o assalariado já sairá perdendo, pois em 2025 o ganho real pela fórmula anterior seria de 2,9% e não 2,5%, ou seja, há uma perda de 0,4 ponto percentual. Em 2026, a perda será ainda maior, pois o reajuste deveria ser de 3,4%, não os estimados 2,5%, e mesmo assim, sobre a base de 2025, já subtraída em 0,4 p.p.

Com a nova sistemática, em 2025 a perda será de R$ 5,27/mês porque o salário-mínimo é de R$ 1.518,00, quando deveria ser de R$ 1.523,27. No ano, o trabalhador receberá R$ 68,51 a menos. Em 2026, mais prejuízo. O salário que seria de R$ 1.651,29 pela base de cálculo antiga, será de R$ 1.632,85, isto é, R$ 18,44 a menos por mês, ou menos R$ 239,72 no ano.

Por conta disso, para 2027 é possível antever nova perda, ainda a ser quantificada, mas seguramente os aposentados, pensionistas, beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada) e os trabalhadores do setor privado que ganham apenas um salário-mínimo mensal verão suas mesas esvaziadas de muitos quilos de arroz e feijão. Fruto da desnecessária restrição limitadora do reajuste do salário-mínimo. Mais de 33% da população sofrerá com essa alteração da legislação.

Nem o Bolsa Família vai escapar. O maior programa social do governo, com mais de 20 milhões de famílias beneficiárias, também foi atingido, pois seu valor não foi corrigido pela inflação de 2024, de 4,84%. Sem esse índice, as

perdas para os beneficiários em 2025 somam R$ 33,12/mês, ou R$ 397,42 no ano.

Tudo isso mostra que o país real, o Brasil dos trabalhadores, não é e nem pode ser a nação celebrada pela ministra Tebet. É triste saber que existem dois Brasis. Um fantástico e pouco noticiado - o dos setores de óleo e gás, agrobusiness - alimentos e mineral que, juntos respondem por cerca de 43% a 45% do PIB, 70% das exportações e mais de 200% do saldo da balança comercial brasileira. Outro, vergonhoso, escancarado pelos baixíssimos indicadores sociais como Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), coeficiente Gini (Educação), Índice de Retorno de Bem Estar Social (IRBES), Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), todos em queda livre ou estagnados há mais de uma década.

E como se não bastasse, ainda assombra o país o fantasma da corrupção não combatida com a necessária prioridade, a ponto de analistas internacionais encararem essa leniência como tolerância à impunidade.

Sigmund Freud (1856-1939), o pai da psicanálise, é autor de um pensamento que cabe bem nessa ocasião: “As massas nunca tiveram sede de verdade, elas querem ilusão e não vivem sem elas”. A ministra Simone Tebet está contribuindo para confirmar essa máxima.  



Samuel Hanan - engenheiro com especialização nas áreas de macroeconomia, administração de empresas e finanças, empresário, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros “Brasil, um país à deriva” e “Caminhos para um país sem rumo”. Site: https://samuelhanan.com.br


Detran-SP quadruplica fiscalização a autoescolas em 202

De janeiro a abril deste ano, foram realizadas 1.221 ações em Centros de Formação de Condutores em todo o estado de São Paulo, contra 320 no mesmo período do ano passado


O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) redobrou a atenção às autoescolas em 2025. De janeiro a abril, foram feitas 1.221 ações de fiscalização a Centros de Formação de Condutores (CFCs) no estado, ante 320 em igual intervalo do ano passado, e 369 no primeiro quadrimestre de 2023.  

Os números refletem o reforço nas ações junto a agentes regulados pelo Detran-SP neste ano, que cresceram 538% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2023, como decorrência da atuação da Diretoria de Gestão Regulatória, criada em janeiro com a reforma administrativa do Detran-SP. O universo de empresas e profissionais regulados é composto por quase 70.000 credenciados, entre autoescolas, desmanches, empresas de vistoria veicular, estampadoras de placa de identificação veicular, médicos e psicólogos especialistas.  

Neste novo cenário, teve destaque a parceria inédita com o Procon para uma série de operações durante a Semana do Consumidor, em março. Foram visitadas 93 autoescolas e, todo o estado, 24 apenas na capital, que tiveram seu atendimento avaliado de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, assim como a satisfação de requisitos estabelecidos pelo Detran-SP. Ao menos quinze CFCs apresentaram irregularidades administrativas, como uso de veículo diferente do registrado no sistema E-cnh, falta de transparência na aplicação da tabela de preços e veículos em mau estado de conservação ou com documentação irregular. Os contratos foram recolhidos pelo Procon-SP para análise.   

A operação conjunta buscou chamar a atenção para as obrigações e direitos dos consumidores, neste caso também condutores, que precisam ser observados pelas empresas que se credenciam junto ao Detran-SP para atuar no segmento de formação de motoristas. Ao chegar a uma autoescola, o cidadão precisa ter a informação sobre todos os valores praticados, e de forma diferenciada, como as taxas cobradas pelo Detran-SP (definidas pela Lei nº 15.266/2023) e os demais preços praticados pelo prestador de serviço, além, claro, de ter acesso à íntegra dos contratos e informações claras, precisas e detalhadas de todas as suas cláusulas. 

Outro destaque deste início de ano foi a megaoperação no começo de abril, que fiscalizou 82 autoescolas na capital e registrou 32 infrações – principalmente, por veículos em mau estado de conservação, cancelamento indevido de aulas e ausência dos requisitos mínimos exigidos pela norma de credenciamento.


Prorrogado prazo para pedir redução da taxa do Vestibulinho das Etec

Pedido de redução da taxa de inscrição deve ser
 feito ao preencher a inscrição no site vestibulinho.etec.sp.gov.br 
Foto: Roberto Sungi

 Candidato pode solicitar até sexta-feira (16) desconto de 50% na taxa

de inscrição para o processo seletivo das Etecs para o segundo semestre; valor integral é de R$ 30


Foi prorrogado até sexta-feira (16), o prazo para que o estudante com renda mensal inferior a dois salários-mínimos (R$3.036) ou desempregado solicite a redução de 50% no valor da taxa de inscrição do Vestibulinho das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs). Neste processo seletivo do segundo semestre de 2025, o pedido deve ser feito ao preencher a inscrição, pelo site vestibulinho.etec.sp.gov.br. A iniciativa visa facilitar o acesso ao Ensino Técnico gratuito e de qualidade oferecido pelas Etecs. O valor integral da taxa é de R$ 30.

Têm direito ao benefício quem está matriculado nos ensinos Fundamental, Médio, em cursos pré-vestibulares, de graduação ou pós-graduação. Para solicitar a redução, é necessário acessar o site, preencher o formulário e anexar os documentos comprobatórios: comprovante de escolaridade, de renda, de aposentadoria ou declaração de desempregado (Anexo I da Portaria). Os arquivos devem ser digitalizados e ter tamanho de até 1MB, nos formatos PDF, PNG, JPG ou JPEG. Os pedidos serão analisados se as inscrições e os documentos forem enviados corretamente e dentro do prazo.  

As Etecs oferecem internet e computador para solicitar o benefício. É necessário consultar a unidade desejada quanto aos horários de atendimento.

O resultado preliminar da solicitação será divulgado no dia 21 de maio, na Área do Candidato. O benefício é válido para a inscrição em apenas um curso. Informações detalhadas sobre a solicitação de redução da taxa de inscrição do Vestibulinho das Etecs estão disponíveis no Manual do Candidato.


Inscrições

As inscrições para o Vestibulinho das Etecs do segundo semestre de 2025 podem ser feitas até o dia 10 de junho, exclusivamente pelo site vestibulinho.etec.sp.gov.br. O exame será aplicado no dia 6 de julho. A avaliação é o caminho para quem deseja cursar o Ensino Técnico ou uma Especialização Técnica gratuita na Etec. O processo seletivo conta com 36.346 vagas, distribuídas por todo o Estado de São Paulo.


Principais datas do Vestibulinho das Etecs para o segundo semestre de 2025:

  • até 16 de maio: solicitação de redução da taxa de inscrição
  • até 10 de junho: inscrições para o Vestibulinho das Etecs
  • 26 de junho: divulgação dos locais de prova
  • 6 de julho (domingo), às 13h30: realização da prova
  • 7 de julho, a partir das 15 horas: divulgação dos gabaritos
  • 7 de julho, a partir das 20 horas: divulgação dos classificados para provas de aptidão – exclusivas para candidatos aos cursos de Canto, Dança e Teatro.
  • 8 e 10 de julho: provas de aptidão – exclusivas para candidatos aos cursos de Canto, Dança e Teatro.
  • 14 de julho, a partir das 16 horas: divulgação da classificação geral.



Centro Paula Souza


Como humanizar a IA para melhorar a relação com o cliente?

Há alguns anos, quando falávamos sobre a IA, o grande foco era como utilizá-la para robotizar e automatizar muitas tarefas corporativas, como o atendimento ao consumidor. Hoje, o cenário já é outro: não prezar apenas pela incorporação dessa tecnologia, mas trazer junto um lado mais humanizado que melhore a conexão com as pessoas e eleva sua satisfação e retenção à marca. Mas, como gerar um comportamento em uma tecnologia que é apenas pertencente aos seres humanos? Através de muitos pontos de atenção que partam da empatia, sensibilidade e transparência com o cliente.

De acordo com dados divulgados pela HiverHQ, empresas que adotam uma comunicação personalizada orientada por IA podem ter um aumento de 30% nas taxas de retenção de clientes – e não faltam argumentos que justificam isso. O consumidor moderno não quer mais interagir com uma tecnologia robotizada, fria e impessoal, porque sabem quanto que esses recursos podem contribuir para um atendimento muito mais personalizado e aderente às suas necessidades.

Sua expectativa, agora, é ter interações mais significativas que promovam uma experiência mais humana, o que pode trazer enormes benefícios para ambos os lados. Sua satisfação com a marca, certamente, será melhorada, se sentindo mais compreendidos e valorizados, com chances ainda maiores de se fidelizarem ao negócio pela conexão emocional bem mais positiva. Para as empresas, além de terem essa maior retenção de clientes, que serão menos propensos a buscar um concorrente, poderão melhorar sua imagem no mercado pela preocupação em atender essa demanda e tendência latente dos consumidores.

Internamente, essa estratégia também trará uma maior eficiência operacional e redução de custos, liberando os agentes humanos para resolverem problemas mais complexos; além de permitir a coleta de insights mais valiosos a respeito do comportamento e expectativa de seu público-alvo, para que aprimorem, constantemente suas estratégias a favor de um crescimento contínuo em seu segmento.

Observar esses benefícios brilha os olhos de todo empreendedor, porém, conquistá-los não é tão simples assim. A falta de um planejamento estruturado sobre essa estratégia pode fazer com que a IA vire uma armadilha no atendimento, ao invés de um recurso valioso, não atingindo uma verdadeira humanização que atenda as necessidades dos clientes e compreenda suas emoções. Sem o devido cuidado em levar a identidade e tom da marca a essa tecnologia, sua autenticidade e confiabilidade no mercado podem ser bem abaladas.

Superar as limitações tecnológicas internas também é um desafio comum enfrentado por muitas empresas, uma vez que o sucesso da humanização da IA envolve aspectos como a complexidade da linguagem humana, contexto cultural, algo que, na extensa territorialidade do nosso país, com tantas culturas e sotaques, é ainda mais complexo. Isso, sem falar na segurança e privacidade dos dados, uma vez que a IA processa informações sensíveis que precisam ser resguardadas tecnologicamente.

Os custos que envolvem tudo isso costumam ser elevados, dependendo da complexidade do projeto desenhado. Por isso, para que as empresas consigam humanizar essa tecnologia e obter as vantagens destacadas, é necessário, primeiramente, compreender os níveis de humanização que podem ser incorporados na IA e no seu atendimento, que irão nortear os próximos passos nesse sentido.

Eles passam pela linguagem e tom de voz (do mais sério ao amigável, dependendo do perfil da marca), personalização (adaptando a interação com base no histórico capturado e no aprendizado da IA), inteligência emocional (reconhecendo e respondendo, de forma apropriada, as emoções dos usuários, detectando frustrações, impaciência, irritação ou felicidade, como exemplo), transparência (explicando o porquê de cada resposta fornecida como forma de elevar a confiança e conexão com o cliente) e prezando por um design centralizado no humano, sendo intuitiva e considerando as necessidades e limitações das pessoas.

Todos os níveis acima devem ser levados em consideração ao seguir essa estratégia, utilizando os dados dos clientes para personalizar a IA sempre prezando pela empatia na leitura das emoções, transparência nas respostas fornecidas, criando fluxos fáceis de serem seguidos e, acima de tudo, monitorando todas as ações constantemente, identificando ajustes que devem ser feitos e melhorias frequentes assegurando o bom desempenho dessa tecnologia.

Não implemente essa humanização de uma vez só em toda a empresa. Identifique as áreas ou atividades em que essa estratégia é mais urgente e que trará um impacto mais significativo, que faça sentido ser adotada primeiramente. Isso será extremamente favorável para escalar essa tecnologia mantendo a qualidade, eficiência operacional e personalização em larga escala.

Estamos diante de uma tendência que veio para tomar cada vez mais conta do mercado, onde a automação robotizada já não faz mais sentido para as necessidades dos consumidores. Suas expectativas quanto à forma como são atendidos serão cada vez maiores e, mais do que nunca, é necessário unir o que há de melhor na IA com nosso lado humano, contando com uma ferramenta que otimizará essa tarefa em uma experiência muito mais personalizada e enriquecida a cada cliente. 



Thiago Gomes - Diretor de Customer Success e Produtos na Pontaltech.

Pontaltech

 

Metrô abre processo seletivo de estágio

Inscrições estão abertas até 19 de maio pelo portal CIEE

 

O Centro de Integração Empresa-Escola - CIEE anuncia processo seletivo para estágio na Companhia do Metropolitano de São Paulo - METRÔ-SP. As oportunidades são destinadas aos estudantes do Ensino Superior e Técnico.

 

Para concorrer é necessário estar matriculado nos cursos técnicos de Mecatrônica, Administração, Mecânica, Agrimensura, Desenvolvimento de Sistemas, Eletrônica, Eletrotécnica, Edificações e Automação Indústria e nos cursos superiores de Engenharia Eletrônica, Geologia, Engenharia em Telecomunicações, Engenharia Civil. A inscrição e provas on-line devem ser realizadas até o dia 19 de maio, às 12h, através do link: https://pp.ciee.org.br/vitrine/13133/detalhe

 

Os estudantes aprovados e contratados irão cumprir uma jornada de 30 horas semanais com bolsa auxílio para ensino técnico no valor de R$ 7,50 por hora e superior de R$ 8,50 por hora. Além disso, é oferecido acesso gratuito ao sistema metroferroviário (METRÔ e CPTM, exceto linhas concedidas à iniciativa privada), auxílio-transporte de uma cota por dia no valor referencial de 2 passagens de ônibus do município de São Paulo, máximo de 20 cotas por mês, auxílio-refeição de R$ 1.158,24 por mês e auxílio-alimentação de R$ 667,34 por mês.

 

Requisitos:

Podem participar os estudantes com matrícula ativa, nos cursos superiores, sendo necessário estar entre o período do primeiro ao penúltimo ano de graduação; para os cursos técnicos, é preciso estar cursando entre o primeiro e segundo semestre. Também podem se inscrever estudantes estrangeiros com visto de permanência no Brasil.

 

 

CIEE

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