Pesquisar no Blog

sexta-feira, 9 de maio de 2025

Programação do Museu e Auditório traz arte, biodiversidade e muita música nos próximos dias

Foto: Daniel Akamine/Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro


Festival Arte no Outono chega à quarta edição com shows entre 9 e 18 de maio

 

O Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro, instituições da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, em Campos do Jordão (SP), dão continuidade à programação de maio com atividades culturais, educativas e gastronômicas para todas as idades. 

Entre os destaques dos próximos dias estão a palestra "Conhecendo a Fauna de Campos do Jordão e Região", com o biólogo Douglas Santos, a oficina "Pequenas bonecas, grandes inspirações", que explora a criação de figuras femininas em papel machê, e a quarta edição do Festival Arte no Outono, que traz grandes nomes da música brasileira ao palco do Auditório. 

A agenda inclui ainda ensaios abertos do grupo de dança Olharte Cultura, contação de histórias com Ciça Oliveira, a oficina "Ervas e Aromas", com foco em fragrâncias naturais, e a oficina gastronômica "Descolonização dos Sabores", conduzida pelo chef Chico Lima, dentro da programação da 23ª Semana Nacional de Museus. Confira, a seguir, todas as informações.

 

Palestra destaca biodiversidade da Serra da Mantiqueira 

O Museu e Auditório promovem a palestra “Conhecendo a Fauna de Campos do Jordão e Região”, com o biólogo Douglas Santos. Especialista em ornitologia, Santos apresentará as principais espécies da Serra da Mantiqueira, destacando curiosidades e esclarecendo informações sobre a vida selvagem de um dos territórios mais ricos em biodiversidade do Brasil. 

Ao final, os participantes poderão explorar as trilhas do Museu em busca de animais silvestres, como o raro caneleirinho-de-chapéu-preto (Piprites pileata). 

Data: 10 de maio

Horário: às 14h

Entrada: inteira R$ 15,00 e meia R$ 7,50

 

Projeto Família no Museu: “Pequenas bonecas, grandes inspirações” 

A oficina "Pequenas bonecas, grandes inspirações", conduzida pelo Núcleo Educativo, convida os participantes a criarem figuras femininas em papel machê inspiradas em grandes personalidades, promovendo uma reflexão sobre o papel das mulheres na história. As vagas são limitadas a cinco participantes. 

Data: 10 e 17 de maio

Horário: às 11h e às 15h

Entrada: Inteira R$ 15,00 e meia R$ 7,50

Informações: (12) 3512-2508

 

Festival Arte no Outono - Raízes da Brasilidade 

O Festival Arte no Outono chega à quarta edição no Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro, em Campos do Jordão (SP), com shows nos dias 9, 10, 11, 16, 17 e 18 de maio. Entre os destaques estão Lenine, Elba Ramalho, Cecília Militão, Orquestra da Fundação Lia Maria Aguiar, Almir Sater e o espetáculo infantil “Mundo Bita”. 

Datas: 9, 10, 11, 16, 17 e 18 de maio

Local: Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro

Endereço: Av. Dr. Luis Arrobas Martins, 1880 – Alto Boa Vista – Campos do Jordão (SP)

Programação e Ingressos: www.artenooutono.com.br

 

Ensaios abertos de dança 

Em maio, os ensaios abertos do grupo de dança Olharte Cultura continuam a acontecer no Auditório Claudio Santoro às terças e quintas-feiras. O grupo foi criado pelo projeto social Eliane Humberg – que oferece aulas de dança para pessoas de diferentes idades e gêneros. Os visitantes terão oportunidade de vivenciar um pouco dos bastidores do espetáculo oferecido pelas dançarinas e dançarinos do grupo. 

Datas: 13, 15, 20 e 22 de maio

Horário: das 11h às 14h

Entrada: Inteira R$ 15,00 e meia R$ 7,50

 

Contação de histórias "Contos de Encantar", com Ciça Oliveira 

"Contos de Encantar", conduzido por Ciça Oliveira, leva o público a uma experiência sensível e envolvente por meio da arte de contar histórias. A contadora apresenta narrativas de autoras nacionais e contos clássicos da literatura, entrelaçados com músicas autorais e cantigas populares ao som de seu violão, celebrando a força da tradição oral. 

Data: 16 de maio

Horário: às 14h

Entrada: Inteira R$ 15,00 e meia R$ 7,50

 

Oficina "Ervas e Aromas" explora fragrâncias e memórias sensoriais 

A oficina "Ervas e Aromas" convida o público a explorar as fragrâncias de plantas aromáticas em uma experiência sensorial que desperta memórias e emoções. As plantas, utilizadas em diversos contextos como culinária, cosméticos e práticas de bem-estar, revelam seu potencial olfativo durante a atividade, promovendo uma conexão com o ambiente e estimulando a atenção ao momento presente. As vagas são limitadas a 10 participantes. 

Data: 17 de maio

Horário: às 11h

Entrada: Inteira R$ 15,00 e meia R$ 7,50

Informações: (12) 3512-2508

 

Oficina gastronômica destaca ingredientes brasileiros na Semana de Museus 

Como parte da programação da 23ª Semana Nacional de Museus, iniciativa do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) que mobiliza instituições de todo o país em atividades culturais e educativas, o Museu e Auditório realizam a oficina "Descolonização dos Sabores: Um Olhar Sobre os Ingredientes do Brasil". Conduzida pelo personal chef Chico Lima, a atividade propõe uma ressignificação da culinária nacional a partir da diversidade dos biomas brasileiros. 

A oficina incentiva a reflexão sobre sustentabilidade, economia circular e tradição, enquanto os participantes aprendem a preparar dadinho de tapioca e moqueca de banana-da-terra, valorizando ingredientes locais. As vagas são limitadas a 20 participantes. 

Data: 17 de maio

Horário: às 14h

Entrada: Inteira R$ 15,00 e meia R$ 7,50

Informações: (12) 3512-2508

 

Confira a programação completa no site das instituições.

 

Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro

Endereço: Avenida Dr. Luis Arrobas Martins, 1880 – Alto Boa Vista.

Funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 18h (segunda, fechado à visitação)

Informações: (12) 3512-2508 ou contato@museufelicialeirner.org.br

Entrada: inteira R$ 15 e meia R$ 7,50 (estudante e idoso) – gratuita aos domingos (clique aqui e conheça a política de gratuidade)

Facebook: www.facebook.com/museufelicialeirner

Instagram: instagram.com/museufelicialeirner

YouTube: www.youtube.com/museufelicialeirner

TikTok: www.tiktok.com/@museufelicialeirner


Mercadão de SP recebe exposição sobre a vida e legado de Marie Curie em homenagem ao Ano Brasil-França 2025

Mercado SP  Divulgação

Mostra destaca a trajetória da cientista pioneira e celebra a educação, a ciência e a cooperação internacional


Em comemoração ao Ano Brasil-França 2025, o Mercado Municipal Paulistano, o Mercadão, recebe a exposição "Marie Curie 1867–1934", desenvolvida pelo Instituto Curie de Paris e trazida ao espaço pelo Museu Catavento. A mostra, gratuita, estará em exibição no hall de entrada do Espaço de Gastronomia e Cultura do Mercadão até o dia 1º de junho. 

A exposição apresenta os feitos de Marie Curie, cientista pioneira na pesquisa da radioatividade e única pessoa a receber dois Prêmios Nobel em áreas distintas: Física (1903) e Química (1911). Embora nascida na Polônia, Curie construiu sua carreira na França, tornando-se um ícone da educação, da pesquisa científica e da cooperação internacional. 

A iniciativa faz parte da Temporada Brasil-França 2025, que celebra os 200 anos de relações diplomáticas entre os dois países e busca fomentar parcerias culturais, científicas e sociais duradouras. A programação prevê atividades no Brasil e na França, reforçando o intercâmbio e a cooperação entre as nações. 

“Receber a exposição sobre Marie Curie reforça nosso compromisso de tornar o Mercadão um espaço internacional de cultura acessível e plural. Espalhar saberes sobre a ciência, a educação e figuras tão transformadoras é uma forma de enriquecer a experiência dos nossos visitantes e de aproximar o conhecimento científico do cotidiano da cidade”, afirma Aldo Bonametti, CEO da Mercado SP. 


Serviço: 

Exposição: Marie Curie 1867–1934 
Local: Hall de entrada do Espaço de Gastronomia e Cultura do Mercadão 
Período: 29 de abril a 1º de junho de 2025 
Entrada: Gratuita 


Sobre o Museu Catavento  

O Museu Catavento é um espaço de ciência e tecnologia que aproxima crianças, jovens e adultos do universo científico de forma interativa e acessível. Inaugurado em 2009 e localizado no histórico Palácio das Indústrias em São Paulo, já recebeu mais de 7 milhões de visitantes, combinando ciência, cultura e educação em experiências lúdicas. 

Sobre a Mercado SP SPE S.A      

Desde 2021, a Mercado SP SPE S.A - Mercado SP é a concessionária responsável pela administração do Mercado Municipal Paulistano (Mercadão) e do Mercado Kinjo Yamato pelo prazo de 25 anos. A concessão envolve a operação, manutenção, reforma, restauro e exploração de ambos os mercados, com a missão de revitalizar os espaços, os mais importantes pontos turísticos da cidade de São Paulo, oferecendo uma experiência única em gastronomia, cultura e história, a partir de uma gestão eficiente, transparente, inovadora e ética, com resultados sustentáveis.        

Sobre o Mercado Municipal Paulistano (Mercadão)       

Inaugurado em 25 de janeiro de 1933, dia e mês do aniversário da cidade de São Paulo, o Mercado Municipal Paulistano foi projetado pelo arquiteto Felisberto Ranzini, do escritório de arquitetura de Ramos de Azevedo e se tornou um dos principais pontos turísticos da cidade e um entreposto comercial importante para o centro histórico expandido da capital paulista, que atrai visitantes do Brasil e do mundo. Em 2004, o prédio foi tombado pelo patrimônio histórico. Desde 2021 sob concessão da Mercado SP SPE, o objetivo é tornar o Mercadão a maior experiência gastronômica do mundo.       

Sobre o Mercado Municipal Kinjo Yamato      

Inaugurado em 1936, quando ainda era chamado de Mercado Municipal da Cantareira, passou a se chamar Kinjo Yamato em homenagem a um dos pioneiros da imigração japonesa no Brasil, na celebração dos 80 anos da chegada dos nipônicos ao país, em 1988. Desde setembro de 2021 sob concessão da Mercado SP SPE, o objetivo é reapresentar o Kinjo Yamato, o hortifruti mais charmoso da cidade. Localizado no centro histórico expandido de São Paulo, o Kinjo Yamato é um dos primeiros mercados públicos da cidade, concebido como um espaço especializado em hortifruti, inicialmente a céu aberto. Ainda nos anos 1930, recebeu, como doação, uma cobertura metálica vinda da Escócia que seria utilizada em uma estação de trem do Anhangabaú. A cobertura foi tombada pelo patrimônio histórico.      

 

Casa de Portinari celebra Semana Nacional de Museus com atividades especiais

 

Foto: Livia Perez/Museu Casa de Portinari

Palestra, roda de conversa e “Rolê no Museu” são destaques da programação

 

O Museu Casa de Portinari, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, em Brodowski (SP), participa da 23ª Semana Nacional de Museus, que acontece de 12 a 18 de maio, oferecendo uma programação diversificada voltada para a reflexão sobre o papel dos museus em um cenário de mudanças sociais e tecnológicas. 

Promovida anualmente pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), a Semana é uma iniciativa nacional que envolve instituições de todo o país em atividades culturais e educativas, incentivando a valorização do patrimônio cultural e a aproximação com as comunidades.

Com o tema "O Futuro dos Museus em Comunidades em Rápida Transformação", o evento propõe reflexões sobre os desafios e as oportunidades para os museus em um mundo em constante transformação. A programação no Museu Casa de Portinari inclui palestra, roda de conversa, oficina e visitas educativas, tanto presenciais quanto virtuais. Confira, abaixo, os destaques.

 

Palestra "O Futuro dos Museus em Comunidades em Rápida Transformação"

A museóloga e diretora-executiva da ACAM Portinari, Angelica Fabbri, reflete com o público sobre os desafios e as possibilidades da atuação museal frente às mudanças sociais, culturais e tecnológicas que impactam os territórios. Será um momento de troca e inspiração sobre os caminhos possíveis para os museus no presente e no futuro. Atividade gratuita aberta ao público. 

Data: 13 de maio

Horário: às 10h

Local: Galpão das Artes – (rua João Brisotti, 128, Centro – Brodowski/SP)

Gratuito

 

Roda de Conversa: Saberes e Fazeres da Casa de Portinari

Em diálogo com o subtema "Patrimônio Imaterial", profissionais das áreas de alfaiataria, sapataria e marcenaria refletem sobre a trajetória do fazer artesanal, suas permanências e transformações. A partir da análise de peças do acervo, o público poderá conferir as conexões com os modos de produção contemporâneos. 

Data: 14 de maio

Horário: às 19h

Gratuito

 

Rolê no Museu 

Um convite especial para o público jovem explorar os espaços do Museu de maneira interativa e descontraída, com destaque para o uso de tecnologias digitais. Ao final do passeio, os participantes recebem um voucher de desconto para sorveterias locais parceiras, encerrando a visita com um momento de sabor e convivência. 

Data: 17 de maio

Horário: às 15h

Gratuito

 

Oficina de Desenho: Arte, Inovação e Futuro 

O Núcleo de Educação do Museu Casa de Portinari convida o público a participar da oficina de desenho inspirada no tema "Arte, Inovação e Futuro". As criações serão compartilhadas nas redes sociais do Museu, ampliando o alcance e a valorização das produções artísticas dos participantes. 

Data: 18 de maio

Horário: das 10h às 12h e das 15h às 17h

Local: esplanada do Museu Casa de Portinari

Gratuito

 

Atividade virtual 

Visita Educativa Virtual 

Com foco em "Novas Tecnologias", o Núcleo de Educação do Museu Casa de Portinari promove uma visita mediada em tempo real pelo espaço expositivo. A atividade reforça o compromisso do Museu com a democratização do patrimônio cultural e amplia as possibilidades de mediação e participação da comunidade. 

Data: 16 de maio

Horário: às 15h

Local: nas redes sociais 

Instagram: @museucadeportinari

Facebook: /museucasadeportinari

 

Outras atividades no mês de maio

 

Feira de Artesanato

Datas: 10, 11, 17 e 18 de maio, das 10h às 16h

 

Família no Museu - Atividades Intergeracionais

Datas: 17 e 18 de maio, das 10h às 16h

 

Acervo em Segundos (atividade virtual)

Data: 23 de maio, às 10h, nas redes sociais do Museu

 

Confira a programação completa do Museu Casa de Portinari no site da instituição.

 

Museu Casa de Portinari

Funcionamento: de terça-feira a domingo, das 9h às 18h; às quartas-feiras, o horário é estendido até às 20h.

Entrada: gratuita

Endereço: Praça Candido Portinari, nº 298 – Centro, em Brodowski (SP)

Informações: (16) 3664-4284

YouTube: /casadeportinari

Instagram: @museucadeportinari

Facebook: /museucasadeportinari


“Tramontana”: exposição que ativa imaginários de Belo Horizonte oferece atividades formativas gratuitas e segue em cartaz até o fim de maio



Projeto dos artistas Maria Vaz e Marlon de Paula mescla artes visuais, literatura, fotografia e inteligência artificial para contar histórias da capital mineira; neste mês, programação conta com duas oficinas e uma conversa aberta, todas gratuitas


Misturando artes visuais, fotografia, literatura e Inteligência Artificial (IA), com uma boa dose de realismo mágico, a exposição “Tramontana” joga luz sobre histórias, miragens e mitologias de Belo Horizonte. Realizado pelos artistas visuais Maria Vaz e Marlon de Paula, o projeto aborda a capital mineira desde antes de sua fundação, como Arraial Curral del-Rei do século XIX, até a metrópole habitada por pouco mais de dois milhões de pessoas na atualidade. Montada na Fazendinha Dona Izabel, casarão histórico localizado na Barragem Santa Lúcia, a exposição fica em cartaz até o dia 31 de maio e tem visitação gratuita.

 

Neste mês, a programação inclui três atividades formativas, todas igualmente gratuitas, sendo duas oficinas e uma conversa aberta, que acontece nesta sexta-feira, dia 9 de maio, das 14h às 16h. Na ocasião, a exposição recebe a professora, socióloga e militante da causa indígena Avelin Buniacá Kambiwá, para a conversa "Saberes e histórias dos povos originários e presença indígena no território de Minas Gerais". 

 

Também no dia 9, das 19h às 21h, e no dia 10 de maio, das 14h às 18h, acontece a oficina “Poéticas do Arquivo”, com a artista-pesquisadora e curadora Gabriela Sá. As inscrições já estão encerradas. Já no dia 17 de maio, das 14h às 20h, é a vez dos realizadores de “Tramontana”, Maria Vaz e Marlon de Paula, ministrarem a oficina “Arquivos Potenciais e Cartografias do Comum”, cujas inscrições estão abertas e podem ser feitas via formulário online, disponível neste link


 

Atividades formativas 

 

Indígena da etnia Kambiwá, mãe, professora e socióloga, Avelin abordará, na conversa aberta "Saberes e histórias dos povos originários e presença indígena no território de Minas Gerais", os desafios enfrentados pelas comunidades indígenas em Minas Gerais na atualidade, além de compartilhar histórias de divindades e encantados presentes na cosmogonia dos povos originários.

 

Doutora Honoris Causa pela Faculdade FEBRAICA (2022), Avelin Buniacá é mestra em Estudos da Ocupação (CPGEO) na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e graduada em Ciências Sociais pela Universidade Metodista de São Paulo (2011). Atuou como professora de Sociologia na Educação de Jovens e Adultos (EJA), pela Secretaria de Estado da Educação, foi palestrante e fundadora do Comitê  Indígena Mineiro, além de conselheira e pesquisadora do Instituto Imersão Latina.

 

Cursou aperfeiçoamento em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça (GPP-GER), e Formação de Professores em Temáticas Indígenas (CUPI), ambos pela UFMG. Foi assessora parlamentar na Câmara Municipal de Belo Horizonte (2017-2022) e idealizadora da Expo Abya Yala, a primeira feira indígena de Belo Horizonte. Foi, ainda, a primeira indígena candidata a deputada estadual por Minas Gerais (2022) e atuou como conselheira municipal de Igualdade Racial na capital, no biênio 2021-2023. 

 

Ministrada pela artista e pesquisadora Gabriela Sá, “Poéticas do Arquivo” mistura aulas expositivas e ateliê aberto. A atividade apresenta o pensamento que sustenta a dimensão poética do arquivo, dando como exemplo diversos artistas que fazem uso deste material em suas obras. Qualquer interessado pode participar, independente da idade ou da familiaridade com o tema. Os materiais para a oficina são: papel, lápis, caneta, tesoura, linha, agulha e cola. 

 

Artista-pesquisadora e curadora, Gabriela Sá pretende criar junto aos participantes um lugar de experimentação possível aos gestos de arquivar, contra-arquivar e anarquivar, assim como a fabulação por entre as lacunas dos arquivos. Doutoranda e mestra em Artes Visuais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Gabriela Sá tem interesse pela imagem, seja ela estática ou em movimento. Suas pesquisas mais recentes perpassam os temas da memória e do esquecimento, da história e da ficção, do real e do imaginário, todos por meio do arquivo e de suas lacunas. 

 

É curadora do Festival de Fotografia de Tiradentes, desde 2017. Atuou como pesquisadora assistente da plataforma internacional Archivo Platform, entre 2021 e 2022. Foi arte-educadora no CERSAM-AD Venda Nova (2021-2022), no projeto Desembola na Ideia (2017-2021) e ministrou cursos em eventos de arte e escolas livres, como o Núcleo FAC. Desenvolve trabalhos autorais em diversos meios, tendo participado de exposições em várias cidades do Brasil, como Belo Horizonte (MG), Juiz de Fora (MG), Tiradentes (MG), Teresina (PI) e Belém (PA), além de países como Inglaterra, Colômbia e México. Atua, também, no duo .:grão, em parceria com o artista Ícaro Moreno. O duo foi premiado com a Residência Artística Farol, do "11º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia" (2020), e com o "XVI Prêmio Marc Ferrez de Fotografia" (2021).

 

Ministrada pelos artistas de “Tramontana”, Maria Vaz e Marlon de Paula, “Arquivos Potenciais e Cartografias do Comum”, investiga formas de ativar imagens de arquivo e narrativas orais como estratégias de construção de memórias coletivas e produção de conhecimento situado. Partindo de arquivos visuais da cidade e da escuta sensível de histórias do território, a oficina propõe traçar cartografias afetivas daquilo que se compartilha, se disputa e se reinventa coletivamente. Através de práticas de escuta, análise crítica e criação visual, os participantes serão convidados a questionar os limites dos arquivos e narrativas oficiais e a imaginar e criar outras formas de documentar, lembrar e habitar a cidade.


 

Exposição

 

Com um projeto imersivo, “Tramontana” possui paredes que remetem às esquinas famosas esquinas da capital mineira, popularmente conhecidas como pontos de encontros e referência afetiva para os moradores. E chama a atenção pelas instalações e videoartes, alimentadas por muitos estímulos sensoriais. “Sentimos a necessidade de que algumas obras ganhassem um espaço tridimensional, em que os estímulos sonoros e visuais ajudassem a contar essas histórias”, diz Marlon de Paula. 

 

“Temos uma videoarte sobre o Ricardo Malta, o homem que duelou contra o Capeta do Vilarinho e venceu. E uma videoarte com imagens raríssimas da implosão de um conjunto de edifícios que abrigava a Galeria do Comércio, o Mercado Mauá e o Hotel Panorama, (na região da Lagoinha, porta de entrada de mercadorias e imigrantes que vieram trabalhar na construção da capital), um documento importante para contar as transformações socioespaciais desse bairro, que foi e é fundamental na história da cidade”, completa Marlon.

 

Com ajuda do MidJourney, programa de Inteligência Artificial que cria imagens a partir de descrições textuais e prompts de comando, os artistas produziram “novas Belo Horizontes”, incluindo nesses retratos parte das cosmovisões, dos sonhos e da oralidade de gente comum, que sustenta na memória longínqua uma cidade não registrada em livros ou documentos. Nesse sentido, a exposição remonta histórias de grupos como o Rosas de São Bernardo, formado por mulheres com mais de 60 anos da região Norte de Belo Horizonte, e que preservam cantigas do tempo em que eram crianças. E das raizeiras e lavadeiras do Barreiro, que estão intrinsecamente relacionadas à proteção da Serra do Rola Moça.

 

Para além das criações digitais, as histórias ouvidas pelos artistas Maria Vaz e Marlon de Paula renderam uma série fotográfica noturna, denominada “Luz del Fuego”. A ideia busca representar, a partir de imagens escuras, capturadas com poucos pontos de luz, relatos de uma Belo Horizonte que também se criou no mistério da noite, com suas lendas, a exemplo da Loira do Bonfim, do Aventesma da Lagoinha e do Capeta da Vilarinho, e seus imaginários e personagens marcantes, como a atriz, dançaria, escritora e naturista Dora Vivacqua (1917-1967), mais conhecida como “Luz del Fuego”, que também inspira a série fotográfica. 

 

Dora é considerada um símbolo da emancipação das mulheres, sendo a precursora do naturismo no Brasil, responsável por romper com os padrões da sociedade vigente nos anos 1940 e 1950, o que também lhe rendeu ataques e fantasias entorno de suas atitudes e discursos. “Durante as nossas andanças e conversas, ouvimos muito sobre a noite e como certas histórias, personagens e sensações só são possíveis durante a noite. Por isso, uma das séries que criamos é toda feita durante a noite. Mas não é qualquer noite, é a noite escura, pouco iluminada. A noite de uma cidade como Belo Horizonte não acolhe mais essas certas histórias e personagens e sensações, porque ela dá a ver demais”, explica Maria Vaz.

 

Ao olhar para Belo Horizonte como se a capital coubesse em muitas cidades, encantos e desencantos possíveis – e não apenas como uma construção linear de progresso homogêneo – num entrelaçamento entre passado, presente e futuro, a exposição “Tramontana” revela como a memória de um lugar é viva e continuamente transformada. “As histórias de um território, inclusive as que estão arquivadas, são vivas e estão em constante movimento. Elas seguirão se movimentando, ganhando novos pontos, como se conta em todo bom conto”, justifica Maria Vaz.


 

“Vento que sopra do norte”

 

A artista ressalta, ainda, que o nome “Tramontana” é inspirado no conto homônimo de Gabriel García Márquez (1927-2014), publicado no livro “Doze Contos Peregrinos” (1992), e significa um “vento que sopra do norte” ou, nas palavras de Gabo, um “vento de terra inclemente e tenaz”, que modifica, desnorteia, abre e fecha caminhos. A artista Maria Vaz explica que a escolha por essa ideia tem relação com o desejo de deixar-se levar, assim como o vento da tramontana, mas, neste caso, em direção às descobertas de parte de uma Belo Horizonte escondida.

 

“(Há lugares e pessoas) que muitas vezes não estão na história e nos arquivos institucionais da cidade. Resistem na oralidade, na memória coletiva, talvez em arquivos privados. Mais do que isso, e talvez o mais importante, resistem no comum — no coletivo — que é algo que as grandes cidades tendem a seccionar. O que fazemos é tentar ativar isso, esse encantamento que existe no comum, que só é possível com o comum, justamente porque é nele que essas histórias nascem e sobrevivem, se ramificam e se transformam”.

 

Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.

 

SERVIÇO 

Exposição “Tramontana”, de Maria Vaz e Marlon de Paula

Quando. Até 31/5 | Visitação: quartas e quintas, de 10h a 16h;

sextas e sábados, de 13h a 18h

Onde. Fazendinha Dona Izabel

(Avenida Arthur Bernardes, 3.120 - Barragem Santa Lúcia)

Quanto. Entrada gratuita

Mais. Projeto "Tramontana" no Instagram

 

Conversa aberta com Avelin Buniacá Kambiwá - ‘Saberes e histórias dos povos originários e presença indígena no território de Minas Gerais’

Quando. Dia 9/5 (sexta-feira), das 14h às 16h 

Onde. Fazendinha Dona Izabel

(Avenida Arthur Bernardes, 3.120 - Barragem Santa Lúcia)

Quanto. Entrada gratuita

 

Oficina ‘Poéticas do Arquivo’, com Gabriela Sá

Quando. Dia 9/5 (sexta-feira), das 19h às 21h; dia 10/5 (sábado), das 14h às 18 

Onde. Fazendinha Dona Izabel

(Avenida Arthur Bernardes, 3.120 - Barragem Santa Lúcia)

Quanto: Inscrições encerradas

 

Oficina ‘Arquivos Potenciais e Cartografias do Comum’, com Maria Vaz e Marlon de Paula

Quando. Dia 17/5 (sexta-feira), das 14h às 20h

Onde. Fazendinha Dona Izabel

(Avenida Arthur Bernardes, 3.120 - Barragem Santa Lúcia)

Quanto. Gratuita. Inscrições abertas, via formulário online neste link 

 

Museu da Energia de São Paulo participa da Semana Nacional de Museus


Com o tema “O futuro dos museus em comunidades em rápida transformação”, programação
da semana acontece de 12 a 18 de maio 

 

A 23ª Semana Nacional de Museus, coordenada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) em celebração ao Dia Internacional dos Museus (18 de maio), acontece de 12 a 18 de maio. Como parte das atividades, a Fundação Energia e Saneamento (FES), responsável pela gestão dos Museus da Energia, promoverá diferentes ações.

  

No Museu da Energia de São Paulo, no sábado, dia 17 de maio, acontece a Hora da Energia, que estimula a curiosidade e a experimentação, explorando fontes alternativas de energia e novas tecnologias. Os alunos terão a oportunidade de interagir com maquetes e experimentos sobre energia hidrelétrica, eólica, solar, fotocélula e holograma.

Essa será uma atividade exclusiva para uma escola previamente agendada.

 

O Museu da Energia de São Paulo foi inaugurado em junho de 2005 e é um espaço aberto à comunidade. Em suas salas, equipamentos interativos e atividades como jogos e projeções de filmes convidam os visitantes de todas as idades a participar de experiências científicas e a refletir sobre questões atuais envolvendo o tema da energia e seu futuro. 

O edifício-sede do museu foi construído entre 1890 e 1894, quando o bairro dos Campos Elíseos era o endereço mais sofisticado da cidade, o palacete foi residência de Henrique Santos Dumont, irmão do aviador Alberto Santos Dumont e um dos homens mais ricos do Brasil na época.

Site: https://www.energiaesaneamento.org.br/

Instagram: @museudaenergia 

Facebook: Museu da Energia

YouTube: Museu da Energia

 

 

 

Posts mais acessados