Pesquisar no Blog

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Programa Senac de Gratuidade disponibiliza em 2025 mais de 32 mil bolsas de estudo 100% gratuitas em cursos de Saúde e Bem-estar

Oportunidades em cursos livres e técnicos estão distribuídas entre todas as unidades do Senac São Paulo no Estado; as inscrições devem ser feitas online

 

 

Neste ano de 2025, como parte do seu Programa Senac de Gratuidade, o Senac São Paulo abrirá mais de 32 mil vagas em cursos das áreas de Saúde e de Bem-estar – serão, ao todo, mais de 18 mil e 14 mil bolsas, respectivamente.

 

Entre as possibilidades na área da Saúde, o curso Técnico em Enfermagem, por exemplo, contará com mais de 2 mil vagas. Além dele, outras opções incluem os cursos livres Cuidador de Idoso, Cuidador Infantil e Doula.

 

Na área de Bem-estar, por sua vez, existem os Técnicos em Massoterapia e Especialização Técnica em Atendimento Podológico ao Paciente com Diabetes, e ainda Cabelos Crespos e Cacheados: estética e cuidados e Fundamentos da Medicina Tradicional Chinesa.

 

Com bolsas de estudo 100% gratuitas e materiais didáticos inclusos, os estudantes que cumprirem os requisitos necessários para inscrição poderão fazer parte do Programa que já superou a marca de mais de 1,5 milhão de pessoas beneficiadas, em mais de 15 anos de existência.

 

Segundo levantamento interno do Departamento Nacional do Senac, o índice de sucesso em conseguir uma vaga de trabalho entre os alunos dos cursos técnicos da instituição, até um ano após a conclusão, chega a quase 70%. Já de acordo com a Pesquisa Nacional de Avaliação dos Egressos do Senac, realizada pelo mesmo Departamento, 86,4% dos egressos dos cursos livres e técnicos da instituição melhoraram o desempenho profissional após a formatura. Outros benefícios constatados pela pesquisa foram o aumento de salário ou renda (34%), promoção (21,5%) e primeiro emprego com carteira assinada (18,9%). 

 

Inscrições abertas

 

Quem deseja se inscrever no Programa Senac de Gratuidade deve acompanhar a abertura dos cursos de interesse no site da instituição e realizar a inscrição 20 dias antes da data do início do curso, sempre ao meio-dia. A ocupação das vagas disponíveis obedece a uma ordem de chegada em fila virtual.

 

Além disso, para ter acesso às bolsas ofertadas no âmbito do Programa Senac de Gratuidade é necessário, também, comprovar renda familiar mensal de até dois salários-mínimos federais por pessoa.

 

As inscrições já estão abertas.

 

Serviço: Programa Senac de Gratuidade 2025

Informações e matrículas: www.sp.senac.br/bolsas-de-estudo 


Corrida contra o tempo: Prazo para cidadania espanhola pela Lei de Memória Democrática se encerrará em outubro de 2025

Freepik
Pedidos de informações sobre cidadania espanhola aumentaram em 250% desde a aprovação da lei em 2022 - Especialista alerta que mudanças significativas podem dificultar o processo no futuro

 

A Lei de Memória Democrática (LMD), criada para reparar injustiças históricas causadas pela Guerra Civil Espanhola e pela ditadura franquista, abriu uma janela de oportunidade para descendentes de espanhóis solicitarem a cidadania de forma simplificada. No entanto, o prazo para aproveitar esse benefício está prestes a terminar, encerrando-se em outubro de 2025. Com isso, brasileiros com ascendência espanhola têm se mobilizado para iniciar seus processos, temendo as exigências mais rigorosas previstas para o período pós-lei. 

Segundo dados do Consulado Geral da Espanha em São Paulo, os pedidos de informações sobre cidadania espanhola aumentaram em 250% desde a aprovação da lei em 2022. Essa alta demanda reflete a percepção dos benefícios associados ao passaporte espanhol, que garante acesso a oportunidades de trabalho em toda a União Europeia, além de facilitar viagens para mais de 190 países sem a necessidade de visto.

“A LMD foi criada como uma medida temporária, e não há previsão de prorrogação. Quem deseja obter a cidadania deve agir agora. Após o prazo, netos e bisnetos só poderão solicitar a nacionalidade diretamente na Espanha, sendo necessário residir no país por um ano para netos e dois anos para bisnetos", explica Renata Barbalho, CEO e fundadora da Espanha Fácil, consultoria especializada em processos de imigração com 17 anos de experiência.

A legislação atual permite que netos e bisnetos de espanhóis exilados solicitem a cidadania sem a obrigatoriedade de residência prévia na Espanha. No entanto, Renata alerta para os desafios que a proximidade do prazo final pode trazer: “A análise dos documentos é minuciosa e, em alguns casos, envolve traduzir, retificar documentos brasileiros que possuem divergências como espanhol e autenticar registros históricos. Qualquer atraso pode comprometer o cumprimento do prazo”. A especialista também aponta que a digitalização parcial de processos não elimina a necessidade de planejamento cuidadoso e cumprimento rigoroso das exigências legais.

Além de garantir direitos civis e sociais, a cidadania espanhola oferece vantagens como acesso a universidades europeias e isenção de vistos para diversos países. Para muitos brasileiros, é também uma forma de reconexão com suas origens e uma oportunidade de expandir horizontes pessoais e profissionais.

Com o relógio correndo, é recomendado iniciar os trâmites o quanto antes. O prazo final em outubro de 2025 se aproxima rapidamente, e, com ele, a possibilidade de um processo mais complexo e burocrático no futuro.

 

Espanha Fácil


Solo mais ácido diminui capim invasor e ajuda a restaurar vegetação nativa do Cerrado, aponta estudo

Aplicação de sulfato ferroso em área em restauração
na Chapada dos Veadeiros
foto: Demétrius Lira Martins
Aplicação de sulfato ferroso em área degradada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, reduziu disponibilidade de nutrientes e conteve espécies exóticas, permitindo que gramíneas próprias do bioma, adaptadas a solos pobres, crescessem novamente

 

Em estudo publicado na revista Restoration Ecology, um grupo liderado por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aponta um caminho promissor para a restauração do Cerrado.

Por meio de um experimento realizado no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, os autores demonstraram como, diferentemente do que fazem algumas iniciativas de restauração convencionais, não se deve adicionar nutrientes ao solo quando se trata do Cerrado, pelo contrário.

Em uma área em restauração dentro do parque, os pesquisadores analisaram o crescimento de gramíneas invasoras e de espécies nativas depois da aplicação de sulfato ferroso, que torna o solo mais ácido e diminui a disponibilidade de nutrientes. Nos locais em que o mineral foi aplicado, reduziu-se em quase 71% a ocorrência de invasoras, sem que houvesse prejuízo para as nativas.

“As plantas do Cerrado têm uma baixa demanda nutricional, são de crescimento lento. Enquanto as gramíneas invasoras crescem rápido e demandam muitos nutrientes. O sulfato ferroso devolve ao solo a condição mais próxima da original, favorecendo as nativas e dificultando o crescimento das invasoras”, explica Demétrius Lira Martins, que conduziu o trabalho durante seu pós-doutorado no Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, com apoio da FAPESP.

A área de 50 hectares passou a ser restaurada em 2016, após cerca de 30 anos como pastagem. Quatro anos depois de retirado o capim exótico, feita a preparação do solo e a semeadura de espécies nativas, o local foi novamente tomado pelas gramíneas africanas.

Em 2021, a restauração foi retomada. Desta vez, foi estabelecido o experimento para verificar o efeito da acidificação do solo na contenção do capim exótico. Os pesquisadores demarcaram 14 blocos de 100 metros quadrados (m2). Em cada um deles, separaram quatro blocos menores, de 1 m2 cada, separados em 10 metros de distância entre si.

Em metade desses blocos, foi aplicado sulfato ferroso no solo antes da semeadura de gramíneas e arbustos nativos. Após quatro meses da última aplicação, foram coletadas e pesadas amostras das plantas que cresceram em cada quadrado, tanto nativas quanto exóticas.

Ao comparar os blocos, observou-se uma redução de 70,7% na biomassa das espécies invasoras onde foi realizada a acidificação, sem que houvesse prejuízo às espécies nativas. 

“A acidificação aumentou os níveis de alumínio no solo, que é tóxico para plantas convencionais. Mas as espécies nativas lidam muito bem com isso. Não é à toa que a primeira coisa que se faz após desmatar uma área de Cerrado para lavoura ou pastagem é fazer a calagem [aplicação de calcário], que diminui a disponibilidade de alumínio e aumenta de outros nutrientes”, conta Martins. 



André Julião
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/solo-mais-acido-diminui-capim-invasor-e-ajuda-a-restaurar-vegetacao-nativa-do-cerrado-aponta-estudo/53855


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Auditores fiscais federais agropecuários inspecionam desembarque de 41 ararinhas-azuis no Aeroporto de Petrolina

 

Crédito: ACTP-GZRRC-BlueSky


Aves chegaram em voo procedente de Berlim, na Alemanha, e seguiram para quarentena na cidade pernambucana

 

Cerca de 10 auditores fiscais federais agropecuários participaram dos procedimentos de importação e inspeções para o desembarque de 41 ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) no Aeroporto de Petrolina (PE). A ação, realizada em parceria com diversos órgãos, teve como objetivo a reintrodução da espécie na fauna brasileira. De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), após a viagem da Alemanha ao Brasil, as aves ficarão por, no mínimo, três semanas em quarentena para avaliação de saúde. 

A ararinha-azul é uma espécie originária e exclusiva do Brasil, especificamente da região de Curaçá e Juazeiro, no Norte da Bahia. Há um Plano de Conservação da espécie, coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em parceria com a Association for the Conservation of Threatened Parrots (ACTP), organização sem fins lucrativos sediada na Alemanha, que atua como criadouro particular de espécies exóticas. 

Para garantir a viagem das aves, um esquema mobilizou servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e de diversos órgãos, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão) e a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro). Também houve o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Polícia Federal (PF), da Receita Federal Brasileira (RFB) e da CCR-Aeroportos. 

De acordo com o Anffa Sindical, o processo de importação foi iniciado em outubro do ano passado, por meio de um requerimento enviado ao Serviço de Inspeção e Saúde Animal (Sisa-PE) e recepcionado pela auditora fiscal federal agropecuária Marta Pedrosa Maior. O documento contém todos os requisitos que devem ser cumpridos para a viagem das aves, assim como as restrições sanitárias do país de procedência. Tudo com o objetivo de evitar a entrada de pragas e doenças exóticas no país. 

“Após essa etapa, solicitamos informações sobre o local de quarentena dessas aves, já que ele também tem de ser inspecionado pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO)”, explicou a auditora. A atividade foi realizada pela Adagro, também em Petrolina. 

Certificadas as condições documentais e de alojamento das ararinhas, outras questões foram avaliadas. Uma delas era o voo que trouxe os animais, pois ele saiu da Alemanha, país com restrições sanitárias relacionadas à Febre Aftosa e Peste Suína Africana, doenças que não circulam no Brasil e podem colocar em risco a agropecuária nacional. Para isso, foi realizada uma série de reuniões entre representantes do Sisa, do Serviço de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) e da Coordenação Geral de Trânsito, Quarentena e Certificação Animal (CQTQA). 

Antes do ingresso das aves no Brasil, ainda foi realizada a inspeção sanitária das aves e das bagagens dos 11 passageiros e tripulantes da aeronave. Também foi necessária a destruição de resíduos do serviço de bordo e de produtos proibidos encontrados nos pertences dos passageiros. O foco é impedir a entrada de possíveis pragas e enfermidades no país. 

Apesar de complexa e desafiadora, a operação foi um sucesso e as 41 ararinhas já estão no local de quarentena, onde ficarão de 21 a 28 dias. Neste período, será realizada a coleta de material para exames de detecção de doenças como a Influenza Aviária (IA) e Doença de NewCastle (DNC). 

“Confirmando que elas estejam livres de patógenos, as aves serão autorizadas a entrar definitivamente em território nacional e serão transportadas para o Refúgio de Vida Silvestre da ararinha-azul, em Curaçá, na Bahia, sob responsabilidade da BlueSky Caatinga, que é uma organização privada de reflorestamento e geração de renda sustentável através de Crédito de Carbono”, informou o auditor fiscal federal agropecuário Washington Luiz Júnior, do Vigiagro do Vale do São Francisco (Vigi-Vale-PE).

 

O Projeto

De acordo com Ugo Vercillo, diretor da BlueSky, a ararinha-azul é uma espécie ameaçada por conta do tráfico de animais. O último indivíduo selvagem desapareceu em outubro de 2000. Contudo, o trabalho de reintrodução na fauna brasileira tem sido muito bem sucedido. 

O grupo de 41 ararinhas que chegou no último dia 28 já é o segundo enviado pela ACTP. Em março de 2020, 52 aves chegaram ao centro e, em 2022, ocorreram as primeiras solturas. Desse grupo, 20 foram soltas na natureza e o restante está em cativeiro para reprodução. 

“As aves se adaptaram bem à caatinga e tivemos 11 filhotes nascidos em cativeiro e 7 em vida livre. Todos os animais reintroduzidos são rastreados por rádio colar e as aves são monitoradas ao longo de todo dia durante todos os dias do ano”, comemorou o diretor da BlueSky. 

Do grupo recém chegado, Vercillo explica que também haverá uma avaliação sobre quais aves estarão aptas à soltura e que esse processo deve acontecer em junho. Para ele, o projeto superou as metas de conservação esperadas, como a taxa de sobrevivência ao longo do primeiro ano e surpreendeu principalmente pelo resultado de filhotes nascidos. 

“Tivemos um retardo na reintrodução de novos grupos em 2023 e 2024, mas com a chegada desse novo grupo, esperamos ter resolvido esse ponto. Agora, é fazer uma boa preparação e esperar a resposta da natureza. Se novos casais forem formados, as chances de sucesso crescem significativamente”, finalizou.

 

Campanha de Doação de Sangue no Mais Shoppin

Ação solidária acontece nos dias 10 e 11 de fevereiro, das 9h às 15h, em parceria com a ONG Amor se Doa e o Hemocentro São Lucas


O Mais Shopping,localizado na Zona Sul de São Paulo, próximo à estação Largo Treze do metrô, promoverá uma importante campanha de doação de sangue em parceria com a ONG Amor se Doa e o Hemocentro São Lucas. A coleta acontecerá nos dias 10 e 11 de fevereiro, das 9h às 15h, no Piso Santo Amaro. Essa ação tem como objetivo principal aumentar os estoques de sangue e conscientizar a população sobre a importância da doação regular, reforçando o compromisso do Mais Shopping com a responsabilidade social e o bem-estar da comunidade. 

O projeto "Amor se Doa" foi criado em novembro de 2018 por Adriano Lopes de Oliveira e Tiago Borba. Desde então, já salvou mais de 200 mil vidas, captando aproximadamente 55 mil bolsas de sangue por meio de campanhas realizadas em parceria com redes sociais, órgãos governamentais, empresas, faculdades e igrejas. 

“Promover a conscientização sobre a doação de sangue é um compromisso essencial do nosso empreendimento. Contribuir para uma causa tão nobre reflete nossa dedicação em impactar positivamente a sociedade”, afirma Arnaldo Vieira, Gerente de Marketing do Mais Shopping. 

Para ser um doador, é necessário atender a alguns requisitos, como ter idade entre 16 e 69 anos, pesar no mínimo 50 kg e apresentar um documento oficial com foto, que pode ser físico ou digital. Menores de 18 anos precisam de autorização dos responsáveis legais, e pessoas entre 60 e 69 anos só podem doar se já tiverem realizado uma doação antes dos 60 anos. 

Além disso, é fundamental que os doadores tenham dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas, estejam alimentados (evitando alimentos gordurosos 3 horas antes) e aguardem 12 meses após fazer tatuagens antes de doar.

O agendamento para a doação deve ser feito previamente pelo Sympla, garantindo a organização do evento. Para mais informações, acompanhe as redes sociais do Mais Shopping

 

Serviços:

Doação de Sangue

Data: 10 e 11 de fevereiro

Horário: Das 9h às 15h

Local: R. Amador Bueno, 229 - Santo Amaro - Piso Santo Amaro


Como estimular o desenvolvimento da fala nas crianças?

Entenda como a fase do desenvolvimento da fala funciona e como contribuir de maneira assertiva nesse processo  


A fase inicial da vida escolar é um momento crucial para o desenvolvimento da fala das crianças. A interação social em sala de aula, o estímulo adequado em casa e o acompanhamento profissional, por exemplo, são fatores fundamentais para garantir uma evolução saudável na comunicação infantil.   

A Profa. Dra. Betina Sguario Moreschi Antonio, do curso de Fonoaudiologia do UniBrasil, explica como pais e educadores podem contribuir para esse processo. 

 

O papel da família e da sala de aula no desenvolvimento da fala 

 

De acordo com Betina, o ambiente escolar proporciona experiências essenciais para o aprimoramento da comunicação. “As crianças aprendem observando e imitando a forma como os outros falam, adquirindo novas palavras, estruturas gramaticais e maneiras de se comunicar efetivamente”, destaca.  

 

Além disso, a interação com colegas e professores permite que a criança receba um retorno imediato sobre a sua fala, favorecendo a autocorreção e a consolidação de formas corretas de se expressar. 

 

A professora alerta que atividades em grupo também desempenham um papel essencial, pois estimulam o desenvolvimento cognitivo e, consequentemente, as habilidades linguísticas. Com isso, quanto mais as crianças são desafiadas a pensar e se expressar, mais podem avançar no aprendizado da fala.  

 

Outro ponto que colabora significativamente no desenvolvimento da fala é a prática da leitura. A Profa. Dra. Betina destaca que ao lerem para a criança diariamente em casa, os pais podem contribuir para ampliar o vocabulário e ensinar a estruturação correta das palavras.  

 

“Conversar com a criança sobre o seu dia, seus sentimentos e interagir por meio de jogos de palavras, músicas e rimas são formas naturais de incentivá-la a se expressar. Além disso, pequenas atitudes como demonstrar interesse pelo que a elas dizem e valorizar suas conquistas também as encoraja a falar mais”, explica a professora. 

 

Freepik

Sinais de alerta para atrasos na fala  

Entre os sinais que podem indicar dificuldades no desenvolvimento da fala, a formação de frases simples e o avanço do vocabulário são alguns dos principais termômetros, tanto para pais quanto para educadores.  

 

Aos dois anos, a criança deve ser capaz de usar ao menos 50 palavras e começar a formar frases simples. Aos três anos, espera-se que formule frases com três ou mais palavras. Caso isso não ocorra, a Profa. Dra. Betina alerta sobre a importância em se procurar orientação profissional. 


“Para ajudar as crianças a superar a gagueira, por exemplo, os profissionais de fonoaudiologia costumam adotar diferentes estratégias para ajudar ela a lidar com a frustração e o estresse associados à gagueira, criando um ambiente de comunicação seguro e sem pressão. Envolver pais e educadores no processo terapêutico também é uma importante estratégia”, explica.   

 

Dificuldades na pronúncia além dos quatro anos, gagueira excessiva e repetição de sons de forma não natural também merecem atenção especial. 

 

“Algumas trocas de sons são aceitáveis até certa idade, se a criança tem muita dificuldade para pronunciar palavras de forma compreensível até os 4 anos, vale atenção. Se a criança repete sons, sílabas ou palavras de forma excessiva e não natural, pode ser um sinal de gagueira ou outro problema de fluência”, ressalta a professora.  

 

Atenção ao bullying e o suporte para crianças com autismo 

 

Outro aspecto importante é o cuidado com crianças que podem enfrentar dificuldades na fala devido a transtornos do neurodesenvolvimento, como o autismo, por exemplo. Para a professora, o apoio familiar e das escolas é vital à criança autista para garantir que ela tenha o suporte necessário em todos os ambientes. 

 

Por isso, a Profa. Dra. Betina reforça a importância de um plano de intervenção personalizado, que pode incluir o uso de comunicação alternativa por meio de sinais, imagens ou aplicativos. Ela também ressalta sobre a necessidade de conscientização sobre o bullying, pois crianças com dificuldades de fala podem ser alvo de brincadeiras maldosas, afetando seu desenvolvimento emocional e social. 

 

“Crianças que gaguejam ou têm outras disfluências podem, infelizmente, ser alvos de bullying, o que pode agravar suas dificuldades e impactar profundamente seu desenvolvimento emocional e social. Por isso, pais e professores devem estar atentos e promover um ambiente acolhedor e respeitoso para essas crianças”, destaca Betina. 

 

Freepik

Como a Fonoaudiologia pode apoiar o aprendizado da fala
  


De acordo com Profa. Dra. Betina, a formação de estudantes de Fonoaudiologia para lidar especificamente com crianças é bastante abrangente e envolve várias estratégias de ensino e aprendizagem. Durante os estágios na Clínica Escola de Fonoaudiologia do UniBrasil, por exemplo, os alunos participam de aulas teóricas e práticas, além de realizarem os atendimentos com a supervisão de um profissional professor qualificado. 

 

No Centro Universitário, os alunos participam de estágios supervisionados desde os primeiros semestres, em clínicas-escola e hospitais vinculados ao UniBrasil, tendo acesso a um currículo alicerçado em ciências básicas, neurociências, linguística, psicologia, entre outras disciplinas essenciais para compreender os processos envolvidos na comunicação humana. 

 

“A formação também inclui o trabalho em equipe interdisciplinar, preparando os estudantes para colaborar com outros profissionais de saúde no cuidado integral das crianças”, complementa Betina.   

 

Além disso, a área de Fonoaudiologia conta com inovações tecnológicas que aprimoram os tratamentos, como aplicativos que utilizam jogos para tornar as terapias mais dinâmicas e a eletromiografia de superfície, que auxilia no tratamento de dificuldades motoras faciais.  

 

“Esses avanços recentes na área de fonoaudiologia são bastante promissores e ajudam a tornar a terapia mais interativa e interessante, especialmente para crianças, aumentando a frequência e a eficácia das sessões”, conclui a Profa. Dra. Betina Sguario Moreschi Antonio. 

 

Com os estímulos adequados e um olhar atento é possível garantir que todas as crianças desenvolvam sua comunicação de maneira saudável, essencial para sua vida escolar e social. 



Dia Nacional da Mamografia traz um panorama preocupante sobre o câncer de mama no Brasil

Iakobchuk
Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) revela que a cobertura mamográfica pelo SUS atinge apenas 33% da população-alvo no País. Aumento dos casos da doença e potencial diminuição das chances de cura preocupa especialistas 

 

O Dia Nacional da Mamografia, instituído por lei em 2008, chama a atenção para uma situação preocupante. Com base em informações disponibilizadas pelo Painel Oncologia do DATASUS, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) revela que a cobertura mamográfica pelo SUS (Sistema Único de Saúde) atinge atualmente apenas 33% da população-alvo no País. Esta constatação vem acompanhada de um dado ainda mais alarmante: 70% das mulheres atendidas pelo serviço público de saúde descobrem sozinhas o próprio tumor. “Ou seja, pela palpação das mamas as pacientes detectam por si mesmas o câncer em estágio avançado, sem mesmo terem passado pelo exame de mamografia”, explica o mastologista Ruffo Freitas-Junior, assessor especial da SBM. Nesta etapa, ressalta o especialista, as dificuldades para o enfrentamento da doença são ampliadas, assim como os custos para o tratamento, e há uma drástica redução das chances de cura.

“Este é um ano especialmente desafiador para o rastreamento e o enfrentamento do câncer de mama no Brasil”, afirma Tufi Hassan, presidente da SBM. Hoje, destaca o mastologista, para ter uma cobertura mamográfica ideal, o SUS deveria realizar o exame em mais de 70% da população-alvo.

O Brasil dispõe de 6.550 mamógrafos em uso em 2025. “Este é um número considerado suficiente para atender a população-alvo”, afirma o assessor especial da SBM, Ruffo Freitas-Junior. No entanto, o especialista observa que além dos desafios associados ao rastreamento nacional de câncer de mama e à melhoria da infraestrutura de saúde, há a necessidade de ampliar o acesso, a conscientização e a educação da população. “Estas iniciativas devem ser integradas a políticas de saúde pública para que o Brasil alcance resultados mais eficazes e equitativos”, destaca.

Pelas dificuldades de acesso à mamografia, a Sociedade Brasileira de Mastologia constata o maior aumento do câncer de mama em mulheres abaixo dos 50 anos no País. Atualmente, pacientes com idades entre 40 e 50 anos respondem por 23% dos casos da doença no Brasil. Diante desta realidade, a SBM recomenda a realização do exame a partir de 40, e não aos 50 anos, como preconiza o SUS por meio do Ministério da Saúde.

No SUS, com rastreamento bienal entre 50 e 69 anos, apenas 5% dos diagnósticos são carcinoma in situ, ou em estágio inicial; 40% são estágios localmente avançado ou metastático, “o que comprova, na prática, a total ineficácia do modelo proposto”, ressalta Freitas-Junior.

De acordo com Tufi Hassan, os desafios em 2025 incluem um novo capítulo protagonizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pela regulação, normatização, controle e fiscalização de operadoras e planos privados de assistência à saúde. Por meio de Consulta Pública, o órgão pretende a realização do rastreamento organizado de câncer de mama por meio de mamografia em beneficiárias entre 50 e 69 anos a cada dois anos. “Estamos diante de um retrocesso que exige a participação de toda a sociedade, assim como a união das classes médicas para incentivar o diagnóstico precoce que, comprovadamente, salva vidas”, pontua o presidente da SBM. “É fundamental que as ações sejam respaldadas em estudos e pesquisas para proporcionar tratamentos adequados às mulheres”, completa.

Desde a biópsia até o primeiro tratamento, observam-se diferenças entre o SUS e a saúde suplementar. Em até 30 dias, os atendimentos representaram 21,1% no SUS e 45,4% no sistema privado. Entre 30 e 60 dias, o SUS registra 34%; a saúde suplementar, 40%. Acima de 60 dias, foram 44,9% no SUS e 14,6% no sistema privado. Neste sentido, a SBM também considera fundamental a aplicação da Lei nº 12.732 de 2012, que determina o início do tratamento no prazo máximo de dois meses.

Desde 1990, a mortalidade por câncer de mama no Brasil e na América Latina, de acordo com a SBM, aumenta continuamente. “Em uma data relevante, como o Dia Nacional da Mamografia, ressaltamos a importância de defendermos a qualidade assistencial para a maior efetividade no enfrentamento de uma doença com muitas opções de tratamento e excelente qualidade de vida para as pacientes, quando detectada precocemente”, conclui o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia.

 

Pesquisa revela que 54% dos casos de demência são evitáveis

Exercícios de estimulação cognitiva são alternativas para evitar o aparecimento da doença


 

Estudo realizado pela USP (Universidade de São Paulo) revelou que 54% dos casos de demência na América Latina poderiam ser evitados com práticas de prevenção. O artigo foi publicado em uma das principais revistas científicas do mundo, a The Lancet, e afirma que esses casos são atribuídos a fatores de risco modificáveis.

 

São 14 os fatores de risco para o desenvolvimento desse tipo de doença neurodegenerativa, são eles: baixa escolaridade, perda auditiva, hipertensão, tabagismo, obesidade, depressão, inatividade física, diabetes, consumo excessivo de álcool, lesão cerebral traumática, isolamento social, perda de visão não tratada, níveis elevados de colesterol LDL e poluição do ar.

 

A gerontóloga e parceria científica do Supera – ginástica para o cérebro, Thaís Bento, explica que uma mudança no estilo de vida é capaz de minimizar a maioria deles. “O consumo adequado dos alimentos e prática regular de atividade física é possível evitar ou controlar a presença de doenças crônicas como hipertensão e diabetes”. A especialista reforça ainda a importância de cuidados com a saúde auditiva e ocular como ações preventivas para reduzir o risco de desenvolver demência.

 

A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, correspondendo a cerca de 60% a 70% dos casos e, ao contrário do que se pensa, não é uma doença apenas de idosos. Segundo o estudo, cerca de 9% dos casos tiveram início precoce, ou seja, antes dos 65 anos.

 


O papel da estimulação cognitiva

 

A estimulação cognitiva é o conjunto de exercícios sistematizados que treinam diferentes áreas do cérebro, responsáveis por importantes funções como memória, atenção, organização, flexibilidade, gerenciamento do tempo entre outras. Essa é uma das intervenções mais recomendadas para a prevenção da Doença de Alzheimer e outras demências, segundo a parceira científica do Supera.

 

 “Isso ocorre porque ela é capaz de promover neuroplasticidade (capacidade do cérebro de formar novas conexões entre os neurônios) e contribuir com a reserva cognitiva (habilidade do cérebro de compensar danos neurológicos por meio de redes alternativas ou estratégias cognitivas), fatores essenciais para a preservação da saúde do cérebro”, explica Thaís.

 

Embora sejam importantes para a saúde cerebral, o treino cognitivo ainda é pouco explorado pela população. De acordo com Thaís, falta motivação porque não há conhecimento dos riscos. “A ausência de estímulos cognitivos além de ser um fator de risco para as demências, pode prejudicar o desempenho cognitivo geral, limitando, por exemplo, a capacidade de velocidade de processamento das informações, as habilidades de memória, o planejamento de tarefas e prejudicar o bem-estar”, comenta. 

 

Entre as ferramentas utilizadas para treinar o cérebro e melhorar seu desempenho estão o ábaco (memória), o tangram (habilidades visuoespaciais) e os jogos, que treinam diferentes habilidades. A partir dessas estratégias é possível fortalecer e melhorar a capacidade de desempenho de habilidades cognitivas, entre elas memória, orientação, praxia e cálculo.



SBPC/ML alerta sobre a síndrome retroviral aguda e reforça a importância da prevenção contra ISTs no verão e carnaval

Compreenda os riscos e a "janela diagnóstica" para testagem após exposição
 

A chegada do verão, conhecido por festas e celebrações em todo o país, também traz consigo um aumento potencial nos casos de síndrome retroviral aguda, associada à infecção pelo vírus HIV. Essa síndrome, caracterizada pelos primeiros sinais e sintomas de uma infecção pelo HIV, destaca a necessidade de conscientização sobre a prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). 

Leonardo Vasconcelos, médico Patologista Clínico e Diretor de Ensino da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), esclarece que a síndrome retroviral aguda muitas vezes se manifesta com sintomas inespecíficos, como dor no corpo, febre, cansaço, desânimo, cefaleia, dor de garganta e aumento de linfonodos. "Esses sintomas podem ser facilmente confundidos com os de uma virose comum, tornando essencial a realização de exames quando há exposição a riscos, como sexo desprotegido ou compartilhamento de agulhas", explicou. 

O aumento de casos durante o Carnaval, por exemplo, está diretamente relacionado aos comportamentos de risco das pessoas nesse período festivo. O HIV é transmitido pelo contato com secreções, como sangue, secreção vaginal e sêmen, e a prática de sexo desprotegido com múltiplos parceiros aumenta significativamente o risco de contrair o vírus. 

Além do HIV, outras ISTs também merecem atenção. O especialista da SBPC/ML destaca a importância da prevenção contra hepatites, sífilis, gonorreia, clamídia e outras doenças sexualmente transmissíveis. "A escolha cuidadosa dos parceiros, o uso de preservativos e a realização de exames periódicos são medidas fundamentais para evitar a disseminação dessas infecções", reforçou Leonardo.
 

Testagem e "janela diagnóstica"

Quanto à testagem, Leonardo enfatiza a necessidade de compreender a "janela diagnóstica", o período em que os testes podem detectar a presença do vírus. "Após uma exposição de risco, os resultados dos testes podem não ser imediatamente conclusivos, sendo necessário repetir os exames após a segunda ou terceira semana para maior precisão", explicou o Patologista Clínico. 

Importante ressaltar que os laboratórios desempenham um papel crucial na disseminação de informações e na realização eficiente dos testes. Durante todo o ano, eles oferecem serviços confiáveis, mas na época do Carnaval, alguns podem disponibilizar informações específicas sobre doenças relacionadas às ISTs em seus sites. Em última análise, a conscientização, a prevenção e a testagem regular são essenciais para combater a propagação das ISTs. O conhecimento sobre o status de saúde individual permite que as pessoas ajam de maneira responsável, contribuindo para a promoção da saúde pública. Abaixo, alguns dos testes disponíveis para a população nos laboratórios:
 

  • HIV: é possível realizar dois testes, a depender da janela diagnóstica: o de Biologia Molecular (Carga Viral), vai detectar o material genético do vírus nas primeiras semanas após a exposição. Já os testes sorológicos (Anticorpos) vão identificar os anticorpos produzidos contra o HIV, tornando-se positivos após a terceira ou quarta semana.
  • Hepatite B e C: Os testes sorológicos para antígenos e anticorpos identificam a presença de antígenos e anticorpos específicos para as hepatites. Já o de biologia molecular, detecta a carga viral do vírus, confirmando a infecção.
  • Sífilis: o teste rápido de sífilis identifica anticorpos contra a bactéria treponema pallidum, o que traz um rápido resultado. Os testes sorológicos (VDRL e FTS-ABS) confirmam a presença de anticorpos, sendo mais preciso após a terceira ou quarta semana.
  • Gonorreia: para esta doença, é feita a cultura de secreções; isola a bactéria gonorrhoeae em amostra de secreções, permitindo a identificação. Já o teste de amplificação de Ácidos Nucleicos (NAAT) detectam material genético da bactéria.
  • Clamídia: os testes são bem parecidos com o da doença acima; é feito o NAAT, que detecta os materiais genéticos da bactéria Chamydia trachomatis em amostras clínicas. A cultura de secreção também é usada; isola a clamídia para confirmação.


SBPC/ML - Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial


Estudo FMUSP alerta: cerca de um em cada três transtornos psiquiátricos em adolescentes brasileiros pode ter origem na infância

 

Mais de 80% dos jovens acompanhados vivenciaram ao menos um evento traumático até os 18 anos


O estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), em parceria com a Universidade de Bath, no Reino Unido, revelou uma forte ligação entre traumas na infância e o desenvolvimento de transtornos psiquiátricos na adolescência. Publicada na revista The Lancet Global Health, a pesquisa analisou dados de mais de 4 mil jovens brasileiros e identificou que mais de 80% deles vivenciaram ao menos um evento traumático até os 18 anos. 

Os resultados indicam que o risco de desenvolver transtornos mentais, como ansiedade, depressão e transtornos de conduta, aumenta conforme a exposição a diferentes tipos de traumas. Estima-se que 30,6% dos diagnósticos aos 18 anos estejam relacionados a experiências traumáticas na infância. Entre os eventos analisados estão acidentes graves, desastres naturais, violência doméstica, abuso físico e sexual, e a perda de um dos pais. 

O trabalho foi conduzido pela Profa. Dra. Alicia Matijasevich, da Faculdade de Medicina da USP, e pela Profa. Dra. Sarah Halligan, da Universidade de Bath, com a colaboração da estudante de doutorado Megan Bailey, primeira autora do estudo, e contou ainda com a participação de pesquisadores brasileiros e britânicos. 

“Os traumas na infância e adolescência têm um impacto significativo na saúde mental. Nossos achados ressaltam a importância de estratégias de prevenção e intervenção precoce para mitigar os efeitos desses eventos ao longo da vida adulta”, afirmou a Dra. Alicia Matijasevich, professora associada do Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP e coautora do artigo. 

A pesquisa também destaca que, embora existam estudos sobre o impacto de traumas infantis em países de alta renda, há uma escassez de evidências em países de baixa e média renda, onde a prevalência de adversidades na infância é maior e os serviços de saúde mental são mais limitados. 

“A exposição à violência e outros eventos adversos é um fator de risco crucial para o desenvolvimento de transtornos mentais. Isso reforça a urgência de investir em políticas públicas voltadas à prevenção e ao apoio psicológico para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade”, enfatizou Megan Bailey. 

A pesquisa analisou a base de dados da Coorte de Nascimentos de Pelotas de 2004, um estudo que acompanha um grande grupo de pessoas e avalia os efeitos dos fatores de risco sobre a saúde. Realizada no município de Pelotas, no Rio Grande do Sul, foi financiada por instituições brasileiras e internacionais, como o CNPq, a FAPESP, a UK Research and Innovation (UKRI) e a Universidade de Bath.

O estudo completo pode ser acessado AQUI.  




Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - FMUSP
www.fm.usp.br


Posts mais acessados